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title: Relatos de Testemunhas Oculares da Primeira Guerra Mundial
author: Mark Cartwright
translator: Marina Azambuja
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2832/relatos-de-testemunhas-oculares-da-primeira-guerra/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2025-12-09
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# Relatos de Testemunhas Oculares da Primeira Guerra Mundial

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Marina Azambuja](https://www.worldhistory.org/user/marinaazambuja.1cr)_

A Primeira Guerra Mundial (1914-18) foi o primeiro confllito verdadeiramente global e a ser completamente mecanizado. Exércitos entraram em confronto através de terra, ar e mar. Civis foram pegos de surpresa pela destruição como nunca antes. Neste artigo, nós contamos a história da Primeira Guerra Mundial com as palavras dos que a presenciaram.

[ ![British & German Troops, Christmas Truce.](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/19766.png?v=1775709609-1733839572) Tropas Britânicas e Alemãs, Trégua de Natal Imperial War Museums (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/19766/british--german-troops-christmas-truce/ "British & German Troops, Christmas Truce.")### **As Trincheiras da Primeira Guerra Mundial**

Apesar das esperanças da Alemanha de que seu [Plano Schlieffen](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-25203/plano-schlieffen/) iria conquistar uma rápida vitória sobre a França e seus aliados, a Primeira Guerra Mundial estabilizou-se na Frente Ocidental para uma guerra estática de trincheiras. Outras frentes se desenvolveram na [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/) Oriental, África, Oriente Médio, e Ásia. Centenas de milhares de soldados invadiram essas frentes vindo de todos os lados do confllito. Muitos entre eles ansiosos por ação e desejosos de cumprir seu dever patriótico. O público estava igualmente animado nos primeiros dias de guerra. Um oficial da infantaria francesa relembra a cena de quando seu trem que carregava tropas para a frente parte de Paris:

> ...sem qualquer sinal, o trem lentamente saiu da estação. Naquele momento, quase espontaneamente, como um fogo latente que de repente se transforma em chamas rugindo, um clamor imenso surgiu quando a Marselhesa irrompeu de mil gargantas. Todos os homens estavam de pé na janela do trem, acenando com seus quepes. Da linha férrea, plataformas e trens vizinhos, a multidão acenava de volta...Multidões acenavam de volta em todas as estações, atrás de todas as barreiras e todas as janelas ao longo da estrada. Gritos de 'Vive la France! Vive l'armée' podiam ser escutados por todos os lugares, enquanto pessoas acenavam com seus lenços e chapéus. As mulheres jogavam beijos e flores em nosso trem. Os jovens gritavam "Au revoir! A bientôt" \[Adeus. Te vejo daqui a pouco!\].
> (Keegan, 72)

Um entusiasmo semelhante pela batalha foi observado em todo o mundo e, inegavelmente, rapidamente se acumulou uma pressão dos colegas e da sociedade para 'alistar-se e fazer a sua parte', como recorda aqui um soldado neozelandês:

> Salas de universidades ficaram vazias...jogos esportivos foram abandonados. Ser deixado para trás era impensável. Se seu colega estava indo, então de alguma forma você tinha que ir também.
> (Keegan, 242)

[ ![Sentry Post, Western Front 1918](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21183.png?v=1759914306-1759914421) Posto de Sentinela, Frente Oriental, 1918 T.K.Aitkin - Imperial War Museums (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/21183/sentry-post-western-front-1918/ "Sentry Post, Western Front 1918")O soldado canadense Victor Wheeler relembra o impacto em fazendeiros locais franceses quando a guerra os atingiu por acaso em Outubro de 1914:

> Com picaretas e pás, cavávamos trincheiras nos lindos campos de cereais, totalmente conscientes do dano que causávamos às esperanças dos fazendeiros de colher pequenas safras que lhes permitiria combater a fome durante o inverno que estava próximo. O patriarca com seu arado puxado por bois, a matrona que colhia os restos e a jovem mulher recolhendo grama e folhas ficaram de braços cruzados, sem palavras, impotentes e sem esperança, a observar. O efeito deprimente sobre a moral do homem - para muitos dos quais o cultivo de cereais na pradaria ocidental também significava o seu sustento — não podia ser facilmente ignorado.
> (Yorke, 28)

A realidade da guerra de trincheiras logo bateu. Ernst Jünger, um soldado alemão, dá a seguinte descrição da trincheira na qual ele morou e lutou:

> Para descansar, há abrigos subterrâneos, que evoluíram de buracos rudimentares no solo para alojamentos fechados adequados, com tetos com vigas e paredes revestidas de tábuas. Os abrigos têm cerca de 1,8 m (6 pés) de altura e uma profundidade em que o piso fica aproximadamente ao nível do fundo da trincheira externa. Na verdade, há uma camada de terra sobre eles espessa o suficiente para permitir que sobrevivam a impactos oblíquos. No entanto, sob fogo intenso, são armadilhas mortais... O conjunto deve ser imaginado como uma instalação enorme, aparentemente inerte, uma colmeia secreta de trabalho e vigilância, onde, poucos segundos após o alarme soar, todos os homens estão nos seus postos. Mas não se deve ter uma ideia demasiado romântica da atmosfera, pois há uma certa letargia predominante que a proximidade com a terra parece gerar.
> (Jünger, 40-41)

Metralhadoras e projéteis de artilharia causaram total carnificina entre as tropas de infantaria repetidamente enviadas monotonamente de novo e de novo pelos seus generais para atravessar a terra de ninguém entre sistemas de trincheiras rivais. Um soldado alemão, F. L. Cassel, recorda:

> ...o grito do sentinela, 'Eles estão vindo'... Capacete, cinto e espingarda e subir os degraus...na trincheira um corpo decapitado. O sentinela perdeu sua vida com um último projétil...aí vêm eles, os amarelos-cáqui, eles estão a menos de 20 metros da nossa trincheira...Avançam devagar e totalmente equipados...o fogo das suas metralhadoras abre buracos nas suas fileiras.
> (Keegan, 295)

[ ![Medical Officer, British Trenches, 1918](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/21296.png?v=1762411814-1762412030) Oficial Médico, Trincheiras Britânicas, 1918 T.K.Aitkin - Imperial War Museums (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/21296/medical-officer-british-trenches--1918/ "Medical Officer, British Trenches, 1918")Nessas trincheiras entres tropas aliadas e turcas na península Gallipoli, uma história similar é registrada pelo soldado britânico Vere Hamsworth em uma carta para casa:

> Passamos quatro dias na trincheira da linha da frente. Tivemos apenas algumas baixas. Fomos postos lá depois de um grande ataque que falhou parcialmente e o terreno entre nossa trincheira e os turcos ficara coberto de corpos. Parece-me que ficarão lá por muito tempo. Nesse caso, o rosto e corpo ficam completamente pretos em menos de 24 horas e o cheiro é terrível. As moscas - que estão por todos os lugares - também contribuem para o desconforto geral.
> (Williams, 37)

Novas armas usadas nas trincheiras, como granadas de gás venenoso, causaram confusão, consternação e mortes terríveis, como aqui é recordado pelo soldado britânico Walter Clarke:

> Você não sabia, elas eram apenas granadas. Mas o que aconteceu foi que, essas granadas quando explodiam derramavam líquido pelo chão. E na névoa da manhã, tem sempre uma névoa lá toda manhã, aquilo subia no ar e você o respirava. Ninguém sabia até um ou dois rapazes começaram a ficar doentes e muitos colegas reclamando de ficarem cegos e com dores nos olhos. Aí eles perceberam o que isso era.
> (Museus Imperiais da Guerra)

Os que estavam seriamente feridos foram levados para hospitais militares atrás das linhas, geralmente compostos de enfermeiros voluntários. A britânica Daisy Spickett era uma dessas enfermeiras, e aqui ela explica o por que de ter se juntado aos serviços médicos

> Eu sempre tive em mente que queria ser enfermeira, e assim que eu ouvi falar sobre a formação de hospitais da Cruz Vermelha, comecei a fazer perguntas. Eu também ouvi dizer que havia uma probabilidade que o Ministério da Guerra precisasse de voluntários para hospitais militares, e isso que eu decidi que queria fazer. Isso para mim parecia a unica esperança de entrar bem no meio de tudo, ir para o estrangeiro e fazer qualquer coisa que tivesse de ser feita, e a ideia de Exército me atraiu - ser do Exército. Mas para mim isso era a coisa que eu queria mais do que qualquer outra e foi assim que eu me inscrevi para hospitais militares e consegui minha colocação em Julho de 1915.
> (Museus Imperiais da Guerra)

[ ![Christmas Truce, Illustrated London News](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/19764.png?v=1774279445-1733839197) Trégua de Natal, Notícias Ilustradas de Londres Arthur Cadwgan Michael (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/19764/christmas-truce-illustrated-london-news/ "Christmas Truce, Illustrated London News")Mesmo no meio dos horrores das trincheiras, haviam breves descansos, o mais marcante sendo a trégua de Natal em 1914, quando vários grupos separados de soldados ao longo da fronte ocidental se encontraram e trocaram presentes com seus rivais. Em outro lugar, mensagens de benevolência eram simplesmente gritadas pela terra de ninguém, como aqui registrado pelo tenente Edward Hulse:

> ...chegou até nós, pelas trincheiras opostas, sons de cantoria e alegria, e ocasionalmente era possível escutar o tom de voz gutural de um alemão gritando vigorosamente, 'Um feliz natal para vocês ingleses!'
> (Lawson-Jones, 91)

A vida nas trincheiras, suportada por mais de quatro anos pelos sortudos, passou a ser vista como um passado, presente e futuro imutáveis. O cotidiano foi registrado com uma espécie de nostalgia desdenhosa em canções populares, como esta, [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/) pelo soldado e poeta australiano Tom Skeyhill:

> Eu tenho uma casinha molhada na trincheira;
> Na qual as tempestades continuamente encharcam;
> Céu azul acima,
> Lama e argila como cama,
> E a pedra que usamos como banco.
> Carne enlatada e biscoitos duros que mastigamos;
> Granadas estouram e assustam,
> Mas nenhum lugar pode se comparar
> À minha casinha molhada na trincheira.
> (Yorke, 46)

[ ![WWI U-Boat & Crew](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/20466.png?v=1768472304-1768165891) U-Boat da Primeira Guerra Mundial e Tripulantes Unknown Photographer (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/20466/wwi-u-boat--crew/ "WWI U-Boat & Crew")### **No Mar E no Ar**

A Primeira Guerra Mundial, claro, envolveu batalhas no mar e ar. Alfred Fright, na época ainda um adolescente, relembra que o maior momento de estresse era esperar que qualquer coisa acontecesse, como inevitavelmente iria, cedo ou tarde:

> Enquanto você esperava, você estava absolutamente morrendo de medo, morrendo de medo. Mas uma vez que começava era de boa e você aparentava perder o medo. Mas até esse momento, como eu disse, você está morrendo de medo. E eu sei que eu já fiquei às vezes na ponte e chorei por estar com medo. E também já fiquei na ponte - porque customávamos ter que fazer vigias, sabe, esse era nosso trabalho principalmente, rapazes. Claro que o navio balança tanto que você sobe três vezes mais no topo do mastro, entende? E eu ficava lá em cima com esses óculos nos olhos, congelando e chorando. Era assim que era a vida naquela época.
> (Museus Imperiais da Guerra)

O oficial britânico S. Pawley recorda uma batalha em que serviu a bordo do HMS Glasgow:

> Formámos uma linha de batalha à frente, com o Otranto à alguma distância a bombordo, e navegámos para norte. Isso não era muito tempo antes de fumaça aparecer no horizonte e logos descobrirmos que essa fumaça vem de dois cruzadores pesados alemães. E éramos capazes de reconhecer Scharnhorst e Gneisenau. Não demoramos muito a aproximar-nos do inimigo e logo a batalha começou. O Good Hope abriu fogo, um [tiro](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-503/tiro/) de alcance, que ficou aquém do alvo, e então a batalha tornou-se geral. Eu estava no convés superior naquele momento; o mar estava muito agitado sob um céu cinzento. Às vezes, as ondas passavam por cima do navio, invadindo-o completamente. Fomos atingidos em vários lugares. Um dos nossos conveses de refeições ficou inundado; a cabine do capitão foi destruída; o braço do sinalizador foi arrancado do cesto da gávea; buracos foram abertos nos depósitos de carvão e ficámos em condições geralmente precárias.
> (Museus Imperiais da Guerra)

Aeronaves viraram um meio importante de observação do inimigo e eram usadas como bombardeiros de pontos estratégicos, como aterros de suplemento, pontes e linhas férreas. A vida no ar era glamorosa mas precária, como aqui relembrada pelo piloto da Royal Air Corps Frederick Powell

> Não apenas o Esquadrão nº 40, mas todos os esquadrões do Real Corpo Aéreo, pareciam ter seu centro no bar. Bem, eu acho. Hoje em dia, isso pode ofender muitas pessoas. Mas é perfeitamente verdade. E quando você pensa sobre esses rapazes, com as tensões que viviam aguentando pelo dia, e à noite, quando entravam, perguntavam por seu melhor amigo, 'Onde ele está? Sinto falta do velho George'. 'Oh, ele comprou isto essa tarde'. 'Oh, céus'. Agora a tristeza se tornaria caos; a moral morreria e a reação imediata era , 'Bom, vamos lá, caras, o quê vocês vão tomar?' Aquele era o tipo de espírito que mantinha tudo em movimento. Eu ainda acho que desempenhou um papel magnífico em manter o moral das nossas tropas em geral.
> (Museus Imperiais da Guerra)

[ ![Woman Working in a WWI Ammunitions Factory](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21295.png?v=1768165454-1768165565) Trabalhadora numa Fábrica de Munições da Primeira Guerra Mundial George P. Lewis (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/21295/woman-working-in-a-wwi-ammunitions-factory/ "Woman Working in a WWI Ammunitions Factory")### **Civis na Primeira Guerra Mundial**

Enquanto milhões de homens de todos os lados deixavam seus lares para lutar, mulheres eram encorajadas a repor os trabalhadores perdidos, particulamente em indústrias vitais como as de agricultura e fabricação de armas. Trabalhar nas fábricas podia ser um trabalho perigoso, como é aqui explicado por um visitante de uma fábrica alemã de munição

> As condições de trabalho eram como devem ter sido no início do captalismo. Sempre tinha 'alguma coisa errada'. Especialmente durante o turno da noite. Nenhuma noite passava sem que uma or mais das mulheres desmaiassem em suas máquinas de exaustão, fome, doença...Em muitos dias de inverno não havia aquecimento...
> (Strachan, 157)

Civis trabalhadores podiam ser vítimas de eventos inesperados, como essa explosão que ocorreu em uma fábrica britânica de armas, relembrada por Ethel. M Bilbrough

> Nenhuma notícia saiu aquela noite, mas no dia seguinte ficamos sabendo que foi a explosão mais horrível do tipo já conhecida, pois uma fábrica de munições em East London, em Silverton pegou fogo de alguma forma (Ah! Como?) e o fogo se espalhou até alcançar todos os explosivos e então o lugar todo foi lançado ao ar, e quatro ruas foram demolidas, e os mortos e os moribundos e os feridos jaziam em meio às ruínas, de modo que quando um grupo de socorro chegou eles não sabiam por onde começar. Mais de 100 pessoas foram mortas, e mais de 400 feridas e incapacitadas.
> (Williams, 53)

Os bombardeios de dirigíveis da Primeira Guerra Mundial envolviam máquinas aterrorizantes que podiam atacar em qualquer lugar no meio da noite. Os civis agora foram trazidos para o reino da guerra, não importando quão distantes estivessem as linhas de frente. David Kirkwood descreve um ataque de Zeppelin em Edimburgo em abril de 1916:

> De repente uma terrível explosão ocorreu, janelas tremeram, o chão vibrou, quadros balançaram. Todos nós ofegamos. Eu corri para a janela e vi o Vesúvio em erupção. Abri a janela, um grande clarão me cumprimentou do castelo e aí, acima do rugido, eu escutei os gritos e berros mais horríveis.
> (Williams, 41)

[ ![WWI Zeppelin Leaving its Hangar](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/20750.png?v=1768164896-1768164932) Zeppelin da Primeira Guerra Mundial Saindo de seu Hangar Unknown Photographer (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/20750/wwi-zeppelin-leaving-its-hangar/ "WWI Zeppelin Leaving its Hangar")### **Lembrança**

A Primeira Guerra Mundial acabou em 1918, mas para muitos, os efeitos durariam uma vida. Ferimentos, memórias chocantes, perdas pessoais, e as dificuldades de se reintegrar na vida civil assombraram muitos. Choque de obus, os efeitos físicos e psicológicos do fogo de artilharia, foi um desses efeitos persistentes desta nova e terrível guerra moderna, como explicado pelo soldado britânico Betram Steward:

> A pressão do bombadeio contínuo - contínuo, não apenas uma bomba e outra meia hora depois, mas bombardeio contínuo à todo o tempo. Batendo e batendo sem parar. Agora eu acho que é isso que as pessoas não entendiam, elas ouviam falar de pessoas com choque de obus, mas o que acontecia era que todo mundo que passava por aquele tipo de coisa tinha choque de obus. Manifestou-se de formas diferentes. Um dos meus amigos que foi para lá, quando voltou depois da guerra se acustumou a se trancar em casa ou em seu jardim e não iria sair de jeito nenhum e ninguém podia o convencer. Ele acabou - era um grande atleta, um bom garoto na escola - ele acabou em um asilo de loucos e morreu apenas depois de um ou dois anos do término da guerra.
> (Museus Imperiais da Guerra)

Para esses que sobreviveram, o ato de lembrança todo 11 de novembro ajudou a manter memórias dos perdidos e a reconhecer os grande sacrifícios feitos. Muitos poemas foram escritos para os caídos, mas um dos mais duradouros é 'Para os Caídos' por Laurence Binyon, que ele mesmo serviu como enfermeiro na França:

> Eles foram com canções para a batalha, eram jovens, 
> Retos de membros, verdadeiros de olhos, firmes e radiantes. 
> Eles foram firmes até o fim contra probabilidades incontáveis; 
> Cairam de frente para o inimigo. 
> Eles não envelhecerão, como nós que ficamos envelhecemos: 
> A idade não os cansará, nem os anos os condenarão. 
> Ao pôr do sol e de manhã 
> Nós os lembraremos. 
> Eles não se misturam mais com seus camaradas risonhos; 
> Eles não se sentam mais nas mesas familiares de casa; 
> Eles não têm parte em nosso trabalho diurno; 
> Eles dormem além da espuma da Inglaterra. 
> (Walter, 235)

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Ernst Jünger & Michael Hofmann. *Storm of Steel.* Penguin Classics, 2004.](https://www.worldhistory.org/books/0142437905/)
- [Imperial War Museums](https://www.iwm.org.uk "Imperial War Museums"), accessed 5 Nov 2025.
- [Keegan, John. *The First World War.* Vintage, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0375700455/)
- [Lawson-Jones, Revd Mark & Walker, Bishop Dominic. *Why Was the Partridge in the Pear Tree?.* The History Press, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/0752459570/)
- [Strachan, Hew. *The Oxford Illustrated History of the First World War.* Oxford University Press, 2016.](https://www.worldhistory.org/books/0198743122/)
- [Walter, George. *The Penguin Book of First World War Poetry.* Penguin Classics, 2007.](https://www.worldhistory.org/books/0141181907/)
- Williams, Tim. *Conflict and Tension: First World War.* Oxford University Press, 2018
- [Yorke, Trevor. *The Trench.* Countryside Books, 2014.](https://www.worldhistory.org/books/B00KFEXOPO/)

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE, mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Investigador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus interesses particulares incluem arte, arquitetura e a descoberta das ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Links Externos

- [World War I: Diaries and Memoirs](https://www.loc.gov/collections/veterans-history-project-collection/serving-our-voices/world-war-i/world-war-i-rememebered-100-years-later/wwi-remembered-diaries-and-memoirs/)
- [Voices of the First World War: Wounded](https://www.iwm.org.uk/history/voices-of-the-first-world-war-wounded)
- [Voices of the First World War: Women’s War Services](https://www.iwm.org.uk/history/voices-of-the-first-world-war-womens-war-services)
- [Voices of the First World War - War at Sea](https://www.iwm.org.uk/history/voices-of-the-first-world-war-war-at-sea)

## Cite Este Artigo

### APA
Cartwright, M. (2025, December 09). Relatos de Testemunhas Oculares da Primeira Guerra Mundial. (M. Azambuja, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2832/relatos-de-testemunhas-oculares-da-primeira-guerra/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Relatos de Testemunhas Oculares da Primeira Guerra Mundial." Traduzido por Marina Azambuja. *World History Encyclopedia*, December 09, 2025. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2832/relatos-de-testemunhas-oculares-da-primeira-guerra/>.
### MLA
Cartwright, Mark. "Relatos de Testemunhas Oculares da Primeira Guerra Mundial." Traduzido por Marina Azambuja. *World History Encyclopedia*, 09 Dec 2025, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2832/relatos-de-testemunhas-oculares-da-primeira-guerra/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Marina Azambuja](https://www.worldhistory.org/user/marinaazambuja.1cr/ "User Page: Marina Azambuja"), publicado em 09 December 2025. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

