---
title: Fuga de Ellen e William Craft: Mil Milhas até à Liberdade
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2681/fuga-de-ellen-e-william-craft-mil-milhas-ate-a-lib/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-05-30
---

# Fuga de Ellen e William Craft: Mil Milhas até à Liberdade

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

A obra de Ellen e William Craft, *Running a Thousand Miles for Freedom* (1860 - *Mil Milhas até à Liberdade*), conta a história da fuga do casal da escravatura, com Ellen disfarçada de um jovem senhor branco de posses e William como seu escravo. Viajaram com sucesso para o estado livre da Pensilvânia em 1848 e tornaram-se os escravos fugitivos mais famosos dos Estados Unidos.

[ ![Ellen and William Craft](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/20288.png?v=1759600932-1743501186) Ellen e William Craft Unknown Photographer (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/20288/ellen-and-william-craft/ "Ellen and William Craft")Ellen Craft (1826-1891) nasceu em Clinton, na Geórgia, filha de uma escrava de pele clara e do seu senhor branco; por esse motivo, tinha também a pele clara e podia passar por uma mulher branca. William Craft (1824-1900) nasceu em Macon, na Geórgia, onde Ellen chegou na companhia da sua nova senhora, depois de a mulher do seu anterior proprietário a ter oferecido à filha como presente de casamento, com o intuito de a tirar de casa e remover a prova da infidelidade do marido.

Os Craft conceberam um plano astuto no qual Ellen se faria passar por um cavalheiro branco que viajava para o Norte por motivos de saúde (uma vez que as mulheres não podiam viajar sozinhas com escravos do sexo masculino), acompanhado por um escravo fiel. Como nenhum dos dois sabia ler ou escrever, Ellen levava o braço direito numa tipóia, para que o casal não levantasse suspeitas quando lhes fosse pedido que assinassem os registos de hóspedes. Viajaram da Geórgia para a Pensilvânia, chegando a Filadélfia no dia de Natal de 1848.

Foram acolhidos pelos abolicionistas da cidade e mudaram-se para Boston, onde deram palestras sobre as suas experiências até à aprovação da Lei do Escravo Fugitivo de 1850 pelo Congresso, momento em que foram enviados caçadores de escravos para os levar de volta para a Geórgia. Com a ajuda dos abolicionistas de Boston, os Craft fugiram para Inglaterra, onde viveram durante os 19 anos seguintes, tiveram cinco filhos, deram palestras sobre a sua fuga e, tendo aprendido a ler e a escrever, foram coautores de *Running a Thousand Miles for Freedom*, publicado em 1860.

Regressaram aos Estados Unidos em 1868, três anos após o fim da Guerra Civil Americana e da aprovação da Décima Terceira Emenda que aboliu a escravatura, e fundaram uma escola agrícola nos arredores de Savannah, na Geórgia, que empregava antigos escravos. As políticas de supremacia branca dificultaram a manutenção da escola, que acabou por fechar em 1878.

Em 1800, os Craft mudaram-se para Charleston, na Carolina do Sul, para viverem com a filha. Ellen Craft morreu de causas naturais em 1891 e William em 1900. O livro de ambos tornou-se um bestseller, especialmente entre os círculos abolicionistas, e continua a ser uma obra popular nos dias de hoje.

### **O Texto**

A tradução do excerto que se segue foi extraído de *Running a Thousand Miles for Freedom; or, the Escape of William and Ellen Craft from Slavery* (*Mil Milhas até à Liberdade; ou, a Fuga de William e Ellen Craft da Escravatura*), Edição Eletrónica, publicado no sítio *Documenting the American South*, págs. 27-43. O excerto foi editado por motivos de espaço; as omissões estão indicadas por reticências. O relato completo encontra-se na bibliografia abaixo e nas Ligações Externas.

> A minha mulher foi arrancada do abraço da mãe na infância e levada para uma parte distante do país. Ela vira tantas outras crianças serem separadas dos pais desta maneira cruel que a simples ideia de vir a ser mãe de uma criança, para vegetar numa existência miserável sob o sistema nefasto da escravatura americana, parecia encher a sua própria alma de horror; e como ela assumira o que eu senti ser uma visão importante da sua condição, eu não a pressionei, ao início, para o casamento, mas concordei em ajudá-la a tentar conceber algum plano através do qual pudéssemos escapar da nossa condição infeliz, e só então nos casarmos.
> Pensámos em plano após plano, mas todos pareciam repletos de dificuldades intransponíveis. Sabíamos que era ilegal para qualquer transporte público levar-nos como passageiros sem o consentimento do nosso senhor. Estávamos também perfeitamente cientes do facto aterrador de que, se tivéssemos partido sem esse consentimento, os caçadores de escravos profissionais logo teriam os seus ferozes cães de caça a ganir no nosso rasto e, em pouco tempo, teríamos sido arrastados de volta para a escravatura — não para ocupar as situações mais favoráveis que tínhamos acabado de deixar, mas para sermos separados para a vida e submetidos ao trabalho mais vil e penoso; ou então teríamos sido torturados até à morte como exemplo, a fim de incutir terror no coração de outros e, assim, impedi-los de sequer tentarem escapar dos seus cruéis feitores.
> É um facto digno de nota que nada parece dar tanto prazer aos detentores de escravos como a captura e tortura de fugitivos. Eles preferiam muito mais pegar no chicote afiado e venenoso e, com ele, desfazer as suas pobres e trémulas vítimas em átomos, do que permitir que uma delas escapasse para um país livre e expusesse o sistema infame de que fugira.
> A maior excitação prevalece numa caça ao escravo. Os detentores de escravos e os seus rufias contratados parecem ter mais prazer nesta perseguição desumana do que os desportistas ingleses têm em caçar uma raposa ou um veado. Portanto, sabendo o que seríamos compelidos a sofrer, se fôssemos capturados e levados de volta, estávamos mais do que ansiosos por encontrar um plano que nos conduzisse em segurança a uma terra de liberdade.
> Mas, após tantos anos de pensarmos como, fomos relutantemente levados à triste conclusão de que era quase impossível escapar da escravatura na Geórgia e viajar mil milhas através dos estados esclavagistas. Resolvemos, por isso, obter o consentimento dos nossos proprietários, casar, estabelecer-nos na escravatura e procurar tornarmo-nos o mais confortáveis possível sob esse sistema; mas, ao mesmo tempo, manter sempre os nossos olhos turvos fixos firmemente na esperança tremeluzente de liberdade, e rogar fervorosamente a [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) que, na Sua misericórdia, nos ajudasse a escapar do nosso injusto cativeiro.
> Casámos e continuámos a rezar e a trabalhar arduamente até dezembro de 1848, altura em que (como afirmei) se sugeriu um plano que provou ser bastante bem-sucedido e, oito dias após ter sido pensado pela primeira vez, estávamos livres dos horríveis grilhões da escravatura e a glorificar a Deus, que nos trouxera em segurança para fora de uma terra de servidão.
> Sabendo que os detentores de escravos têm o privilégio de levar os seus escravos para qualquer parte do país que julguem conveniente, ocorreu-me que, como a minha mulher era quase branca, eu poderia convencê-la a disfarçar-se de cavalheiro inválido e fingir ser o meu senhor, enquanto eu a acompanharia como seu escravo, e que desta maneira poderíamos efetuar a nossa fuga. Depois de pensar no plano, sugeri-o à minha mulher, mas, ao início, ela recuou perante a ideia. Pensou que seria quase impossível para ela assumir aquele disfarce e viajar uma distância de mil milhas através dos estados esclavagistas.
> No entanto, por outro lado, ela pensou também na sua condição. Viu que as leis sob as quais vivíamos não a reconheciam como uma mulher, mas como um mero bem móvel, para ser comprado e vendido, ou tratado de outra forma como o seu proprietário bem entendesse. Portanto, quanto mais ela contemplava a sua condição de desamparo, mais ansiosa ficava por escapar dela. Assim, disse: 'Acho que é quase demais para nós empreendermos; no entanto, sinto que Deus está do nosso lado e, com a Sua ajuda, apesar de todas as dificuldades, seremos capazes de ter sucesso. Portanto, se comprares o disfarce, tentarei levar o plano por diante.'
> Mas, depois de decidir comprar o disfarce, tive medo de ir ter com alguém para lhe pedir que me vendesse os artigos. É ilegal na Geórgia que um homem branco comercialize com escravos sem o consentimento do senhor. Mas, apesar disso, muitas pessoas vendem a um escravo qualquer artigo que ele tenha dinheiro para comprar. Não por simpatizarem com o escravo, mas meramente porque o testemunho deste não é admitido em tribunal contra uma pessoa branca livre.
> Portanto, com pouca dificuldade, fui a diferentes partes da cidade, em horários variados, e comprei as peça por peça (exceto as calças, que ela considerou necessário confecionar), e levei-as para casa, onde a minha mulher residia. Sendo ela criada de quarto e uma escrava favorita na família, era-lhe permitido ter um pequeno quarto para si própria; e entre outras peças de mobiliário que eu fabricara nas minhas horas extraordinárias, estava uma cómoda; assim, quando levei os artigos para casa, ela fechou-os cuidadosamente nessas gavetas.
> Ninguém na propriedade sabia que ela tinha algo do género. Assim, quando achámos que tínhamos tudo pronto, foi fixada a data para a fuga. Mas sabíamos que não seria sensato partir sem primeiro obter o consentimento dos nossos senhores para estarmos ausentes por alguns dias. Se tivéssemos saído sem isto, em breve nos teriam de volta à escravatura e, provavelmente, nunca mais teríamos outra oportunidade justa de sequer tentarmos escapar.
> Alguns dos melhores detentores de escravos dão por vezes aos seus escravos favoritos alguns dias de férias na época do Natal; assim, após não pouca perseverança por parte da minha mulher, ela obteve um passe da sua senhora, permitindo-lhe estar ausente por alguns dias. O marceneiro com quem eu trabalhava deu-me um documento semelhante, mas disse que precisava muito dos meus serviços e desejava que eu regressasse assim que o tempo concedido terminasse. Agradeci-lhe gentilmente; mas, de alguma forma, ainda não consegui que me fosse conveniente regressar; e, como o ar livre da boa e velha Inglaterra concorda tão bem com a minha mulher e com os nossos queridos filhos, assim como comigo próprio, não é de todo provável que regressemos, por agora, à 'instituição peculiar' de correntes e chicotadas.
> Ao chegar à cabana da minha mulher, ela entregou-me o seu passe e eu mostrei o meu, mas naquela altura nenhum de nós era capaz de os ler. Não só é ilegal que os escravos sejam ensinados a ler, como em alguns dos estados há pesadas penalidades associadas, tais como multas e prisão, que serão vigorosamente aplicadas a qualquer pessoa que seja humana o suficiente para violar a chamada lei…
> … Contudo, ao início, ficámos imensamente satisfeitos com a ideia de termos obtido permissão para estar ausentes por alguns dias; mas quando o pensamento atravessou a mente da minha mulher — de que era habitual os viajantes registarem os seus nomes no livro de hóspedes dos hotéis, bem como no livro de alfândega em Charleston, Carolina do Sul — os nossos espíritos esmoreceram.
> Assim, enquanto estávamos sentados no nosso quartinho à beira do desespero, de repente a minha mulher levantou a cabeça e, com um sorriso no rosto, que um momento antes estava banhado em lágrimas, disse: 'Acho que já sei!' Perguntei o que era. Ela disse: 'Acho que posso fazer uma cataplasma e prender a minha mão direita numa tipóia, e com propriedade pedir aos oficiais que registem o meu nome por mim.' Achei que isso serviria.
> Ocorreu-lhe então que a suavidade do seu rosto poderia traí-la; por isso decidiu fazer outra cataplasma e colocá-la num lenço branco para ser usado sob o queixo, subindo pelas bochechas, e atar no topo da cabeça. Isto quase escondia a expressão do rosto, bem como o queixo sem barba…
> A minha mulher, sabendo que seria lançada muitas vezes na companhia de cavalheiros, imaginou que se sairia melhor se tivesse algo para cobrir os olhos; por isso fui a uma loja e comprei um par de óculos verdes. Isto foi ao anoitecer.
> Ficámos acordados toda a noite a discutir o plano e a fazer preparativos. Pouco antes da hora de partirmos, de manhã, cortei o cabelo da minha mulher rente na parte de trás da cabeça, e convenci-a a vestir-se com o disfarce e a pôr-se de pé no meio do quarto. Achei que ela compunha um cavalheiro de aspeto muito respeitável.
> [ ![Ellen Craft, Former Slave and Abolitionist, Disguised as a Gentleman](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/20289.jpeg?v=1759601045-1743501044) Ellen Craft, Antiga Escrava e Abolicionista, Disfarçada de Cavalheiro Unknown Photographer (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/20289/ellen-craft-former-slave-and-abolitionist-disguise/ "Ellen Craft, Former Slave and Abolitionist, Disguised as a Gentleman")A minha mulher não tinha qualquer ambição de assumir este disfarce, e não o teria feito se fosse possível obter a nossa liberdade por meios mais simples; mas sabíamos que não era costume no Sul as senhoras viajarem com criados do sexo masculino; e, portanto, apesar da tez clara da minha mulher, teria sido uma tarefa muito difícil para ela fazer-se passar por uma senhora branca livre, comigo como seu escravo; de facto, o facto de ela não saber escrever teria tornado isso impossível.
> Sabíamos que nenhum transporte público nos aceitaria, a nós ou a qualquer outro escravo, como passageiros sem o consentimento do nosso senhor. Este consentimento nunca seria obtido para passar para um Estado livre. O facto de a minha mulher estar envolta em cataplasmas, etc., forneceu uma desculpa plausível para evitar a conversa generalizada, da qual a maioria dos viajantes yankees é apaixonadamente adepta…
> … Quando chegou a hora de partirmos, apagámos as luzes, ajoelhámo-nos e roguámos ao nosso Pai Celestial que, na Sua misericórdia, nos ajudasse, tal como ajudara o Seu povo de outrora, a escapar do cativeiro cruel; e sentiremos para sempre que Deus ouviu e respondeu à nossa oração. Se não tivéssemos sido amparados por uma providência bondosa e, por vezes penso, especial, nunca poderíamos ter superado as dificuldades monumentais que estou agora prestes a descrever.
> Depois disso, levantámo-nos e permanecemos por alguns momentos em silêncio absoluto — tínhamos medo que alguém pudesse estar perto da cabana a ouvir e a vigiar os nossos movimentos. Então, tomei a minha mulher pela mão, caminhei suavemente até à porta, levantei o trinco, abri-a e espreitei para fora. Embora houvesse árvores em redor da casa, a folhagem mal se movia; de facto, tudo parecia tão silencioso como a morte. Sussurrei então à minha mulher: 'Vem, querida, vamos dar um salto desesperado rumo à liberdade!' Mas, coitada, ela recuou, num estado de trepidação.
> Voltei-me e perguntei o que se passava; ela não respondeu, mas desatou num soluço violento e encostou a cabeça ao meu peito. Isto pareceu tocar o meu próprio coração e fez-me compreender os sentimentos dela mais profundamente do que nunca. Ambos víamos as muitas dificuldades monumentais que se erguiam uma após outra diante da nossa vista e sabíamos demasiado bem qual teria sido o nosso triste destino se fôssemos capturados e forçados a regressar ao nosso antro de escravatura. Portanto, ao perceber plenamente o facto solene de que tínhamos de levar as nossas vidas, por assim dizer, nas mãos, e disputar cada polegada das mil milhas de território esclavagista que tínhamos de atravessar, o coração dela quase desfaleceu…
> … Abrimos então a porta e saímos tão suavemente como 'o luar sobre a água'. Tranquei a porta com a minha própria chave, que tenho agora diante de mim, e caminhei nas pontas dos pés pelo quintal até à rua. Digo nas pontas dos pés porque éramos como pessoas perto de uma avalanche prestes a desabar, com medo de nos movermos ou até de respirarmos livremente, por receio de que os tiranos adormecidos fossem acordados e caíssem sobre nós com dupla vingança, por ousarmos tentar escapar da maneira que planeávamos.
> Apertámos as mãos, despedimo-nos e partimos em direções diferentes para a estação ferroviária. Tomei o caminho mais curto possível para o comboio, por medo de ser reconhecido por alguém, e entrei na carruagem dos negros, na qual sabia que teria de viajar; mas o meu senhor (como passarei agora a chamar à minha mulher) fez um caminho mais longo e só chegou lá com o grosso dos passageiros. Ele obteve um bilhete para si e um para o seu escravo até Savannah, o primeiro porto, que ficava a cerca de duzentas milhas de distância. O meu senhor mandou então arrumar a bagagem e entrou numa das melhores carruagens.
> Mas, pouco antes de o comboio partir, espreitei pela janela e, para minha grande surpresa, vi na plataforma o marceneiro com quem eu tinha trabalhado tanto tempo. Ele aproximou-se do vendedor de bilhetes, fez uma pergunta e começou a olhar rapidamente para os passageiros e para dentro das carruagens. Acreditando plenamente que tínhamos sido apanhados, encolhi-me num canto, afastei o rosto da porta e esperei ser arrastado para fora a qualquer momento. O marceneiro olhou para dentro da carruagem do meu senhor, mas não o reconheceu no seu novo traje e, quis Deus que, antes de ele chegar à minha, o sino tocou e o comboio partiu.
> Soube mais tarde que o marceneiro tivera um pressentimento de que estávamos prestes a 'bater em retirada para paradeiro desconhecido'; mas, não me vendo, as suas suspeitas desvaneceram-se, até receber a notícia alarmante de que tínhamos chegado em segurança a um Estado livre.

#### Editorial Review

This human-authored article has been reviewed by our editorial team before publication to ensure accuracy, reliability and adherence to academic standards in accordance with our [editorial policy](https://www.worldhistory.org/static/editorial-policy/).

## Bibliografia

- [Craft, W. & Craft, E. *Running a Thousand Miles for Freedom.* Dover Publications, 2014.](https://www.worldhistory.org/books/0486793486/)
- [Documenting the American South: Ellen and William Craft's Running a Thousand Miles For Freedom, 1860](https://docsouth.unc.edu/neh/craft/craft.html "Documenting the American South: Ellen and William Craft's Running a Thousand Miles For Freedom, 1860"), accessed 31 Mar 2025.
- [Genovese, E, D. *Roll, Jordan, Roll: The World the Slaves Made.* Random House Inc, 1974.](https://www.worldhistory.org/books/0394491319/)
- [Jones-Rogers, S. E. *They Were Her Property: White Women as Slave Owners in the American South.* Yale University Press, 2019.](https://www.worldhistory.org/books/0300218664/)

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Perguntas & Respostas

### Quem eram Ellen e William Craft?
Ellen e William Craft eram um casal de escravos na Geórgia que fugiu para o estado livre da Pensilvânia em 1848. Ellen fingiu ser um cavalheiro branco (uma vez que tinha a pele clara) e William, o seu escravo. 

### Porque razão são famosos Ellen e William Craft?
Ellen e William Craft são famosos pelo seu livro "Running a Thousand Miles for Freedom" (1860), que relata a sua fuga da escravatura em 1848. 

### Quando foi publicado "Running a Thousand Miles for Freedom"?
O livro "Running a Thousand Miles for Freedom" foi publicado em Londres em 1860 e tornou-se um best-seller. 

### Como é que a Ellen e o William Craft morreram?
Ellen e William Craft faleceram de causas naturais, ela em 1891 e ele em 1900, em Charleston, na Carolina do Sul. 


## Links Externos

- [Born in Slavery: Slave Narratives from the Federal Writers' Project, 1936-1938 | Library of Congress](https://www.loc.gov/collections/slave-narratives-from-the-federal-writers-project-1936-to-1938/about-this-collection/)
- [Documenting the American South: William and Ellen Craft's Running a Thousand Miles for Freedom](https://docsouth.unc.edu/neh/craft/craft.html)
- [Documenting the American South: Summary of Running a Thousand Miles for Freedom by William and Ellen Craft](https://docsouth.unc.edu/neh/craft/summary.html)
- [The Project Gutenberg eBook of Slave Narratives, A Folk History of Slavery in the United States From Interviews with Former Slaves](https://www.gutenberg.org/files/30576/30576-h/30576-h.htm)

## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, May 30). Fuga de Ellen e William Craft: Mil Milhas até à Liberdade. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2681/fuga-de-ellen-e-william-craft-mil-milhas-ate-a-lib/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Fuga de Ellen e William Craft: Mil Milhas até à Liberdade." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, May 30, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2681/fuga-de-ellen-e-william-craft-mil-milhas-ate-a-lib/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Fuga de Ellen e William Craft: Mil Milhas até à Liberdade." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 30 May 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2681/fuga-de-ellen-e-william-craft-mil-milhas-ate-a-lib/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 30 May 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

