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title: Lições de Vida dos Sioux: Iktomi e o Rato-Almiscarado & A Manta de Iktomi
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2447/licoes-de-vida-dos-sioux-iktomi-e-o-rato-almiscara/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-09-24
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# Lições de Vida dos Sioux: Iktomi e o Rato-Almiscarado & A Manta de Iktomi

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

As histórias dos Sioux conhecidas como contos de Iktomi têm como protagonista a figura do malandro Iktomi (também conhecido como Unktomi), que surge, consoante o contexto, como herói, sábio, vilão, palhaço, bufão incompetente — ou noutros papéis —, mas que serve sempre para ilustrar alguma lição importante ou transmitir valores culturais.

Em *Pluma Branca*, ele é o vilão que tenta roubar a identidade do herói, e em *As Crianças Acorrentadas* é o sábio que medeia uma disputa; mas em *Iktomi e o Rato-Almiscarado* e *A Manta de Iktomi*, apresentados abaixo, é o bufão que destaca os valores sioux da gratidão, do cumprimento das promessas e da importância da hospitalidade.

[ ![North American Muskrat](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/18907.jpeg?v=1758128705-1714640786) Rato-almiscarado norte-americano D. Gordon E. Robertson (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/18907/north-american-muskrat/ "North American Muskrat")Outros contos de Iktomi, tais como *Iktomi e o Coiote* e *Unktomi e as Pontas de Flecha*, apresentam a personagem noutros papéis — como um tolo que não consegue distinguir entre a vida e a morte e como um ajudante e castigador de transgressores, respetivamente — mas estes contos, tal como muitos outros que têm Iktomi como protagonista, servem todos o mesmo propósito de entreter quem os ouve, ao mesmo tempo que transmitem alguma lição de vida importante.

### O Texto

As traduções infra são dos dois contos extraídos da obra *American Indian Stories and Old Indian Legends* (*Histórias Nativas Americanas e Antigas Lendas Indígenas*), da autoria da ativista e escritora da tribo Yankton Dakota Sioux, Zitkála-Šá (1876-1938).

Em *Iktomi e o Rato-almiscarado»*, destaca-se o valor da hospitalidade e, para o ouvinte original, isso teria tido um significado especial, uma vez que o rato-almiscarado (*Ondatra zibethicus*) é, por vezes, apresentado no lugar da lontra (*Lontra canadensis* ) na História da Criação dos Lakota Sioux como o primeiro dos animais a mergulhar nas águas primordiais para tentar trazer lama para a superfície e formar terra firme. O rato-almiscarado estava, portanto, associado à criação e ao Grande Espírito e, por isso, simboliza riqueza, tanto grandeza espiritual como ganhos materiais.

Quando Iktomi recusa a hospitalidade ao rato-almiscarado, portanto, não está apenas a negar a uma criatura semelhante um lugar à sua mesa, mas está a privar-se de quaisquer dons que pudesse ter recebido ao comportar-se adequadamente. Além disso, uma vez que o rato-almiscarado está tão intimamente associado ao [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) Criador, Iktomi está, essencialmente, a insultar o seu criador.

*A Manta de Iktomi* centra-se no valor da gratidão e no cumprimento das promessas. Inyan, o bisavô e doador de dádivas, é um dos quatro deuses primordiais, juntamente com Han, Maka e Skan, todos eles aspetos de Wakan Tanka — O Grande Mistério — e, como tal, reverenciados como entidades sagradas. Inyan está associado à estabilidade, certeza e fiabilidade, e é simbolizado pela rocha. Quando Iktomi pede o dom da comida, este é-lhe concedido; mas Inyan é tão capaz de tirar como de dar quando a situação o justifica e, neste caso, quando Iktomi retira o seu dom de gratidão, Inyan responde na mesma moeda, retirando a comida. A audácia de Iktomi ao roubar de volta o que lhe fora dado de graça teria também um significado mais profundo para o público original, na medida em que Iktomi não está apenas a tirar injustamente a alguém, mas a um deus.

[ ![Sioux Writer and Activist Zitkála-Šá](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/18905.jpg?v=1714324331-1714640444) Escritora e Ativista Sioux Zitkála-Šá Joseph Turner Keiley (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/18905/sioux-writer-and-activist-zitkala-sa/ "Sioux Writer and Activist Zitkála-Šá")> **Iktomi e o Rato almiscarado**
> À beira de um lago branco, debaixo de um grande salgueiro, Iktomi estava sentado no chão nu. O monte de cinzas ainda fumegantes revelava que ali se tinha feito recentemente uma fogueira. Com os tornozelos cruzados à volta de uma panela de sopa, Iktomi debruçou-se sobre um delicioso peixe cozido. Rapidamente mergulhou a colher de chifre preto na sopa, pois estava esfomeado. Iktomi não tinha horários fixos para as refeições. Muitas vezes, quando tinha fome, ficava sem comer. Bem escondido entre o lago e o arroz selvagem que crescia nas suas margens, não olhava para mais lado nenhum, a não ser para a panela de peixe. Sem saber quando seria a próxima refeição, pretendia comer o suficiente agora para aguentar algum tempo.
> «E então, meu amigo!», disse uma voz vinda do meio do arroz selvagem. Iktomi deu um sobressalto. Quase se engasgou com a sopa. Espreitou por entre os juncos altos, de onde estava sentado com a sua longa colher de chifre suspensa no ar.
> «Olá, meu amigo!», disse a voz novamente, desta vez bem ao seu lado. Iktomi virou-se e ali estava um rato almiscarado encharcado que acabara de sair do lago.
> «Oh, é o meu amigo que me assustou. Perguntava-me se, por entre o arroz selvagem, seria a voz de algum espírito a falar. Olá, meu amigo!», disse Iktomi. O rato-almiscarado permanecia ali, sorrindo. Nos seus lábios pairava um «Sim, meu amigo» pronto a ser dito, assim que Iktomi perguntasse: «Meu amigo, queres sentar-te ao meu lado e partilhar a minha comida?»
> Esse era o costume do povo das planícies. No entanto, Iktomi permaneceu em silêncio. Cantolava uma velha canção de dança e batia suavemente na borda da panela com a sua colher de chifre de búfalo. O rato-almiscarado começou a sentir-se constrangido perante tal falta de hospitalidade e desejou ter ficado debaixo de água.
> Após muitas batidas do coração, Iktomi parou de bater com a sua colher de chifre e, olhando para cima, para o rosto do rato-almiscarado, disse: «Meu amigo, vamos fazer uma corrida para ver quem ganha esta panela de peixe. Se eu ganhar, não precisarei de a partilhar contigo. Se ganhares, ficarás com metade.» Levantando-se de um salto, Iktomi começou imediatamente a apertar o cinto à volta da cintura.
> «Meu amigo Ikto, não posso correr contigo! Não sou um corredor veloz e tu és ágil como um veado. Não vamos fazer nenhuma corrida juntos», respondeu o rato-almiscarado esfomeado.
> Por um momento, Iktomi ficou de pé com uma mão no seu queixo comprido e saliente. Os seus olhos estavam fixos em algo no ar. O rato-almiscarado olhava pelo canto do olho, sem mover a cabeça. Observava o astuto Iktomi a tramar algo.
> «Sim, sim», disse Iktomi, voltando subitamente o olhar para o visitante indesejado, «vou carregar uma pedra grande às costas. Isso vai diminuir a minha velocidade habitual, e a corrida será justa.» Dizendo isto, colocou uma mão firme no ombro do rato-almiscarado e partiu ao longo da margem do lago.
> Quando chegaram ao lado oposto, Iktomi começou a vasculhar o terreno à procura de uma pedra pesada. Encontrou uma meio enterrada na água rasa. Puxando-a para terra firme, envolveu-a na sua manta.
> «Agora, meu amigo, tu vais correr pelo lado esquerdo do lago, e eu pelo outro. A corrida é pelo peixe cozido naquela panela ali!», disse Iktomi.
> O rato-almiscarado ajudou a colocar a pedra pesada nas costas de Iktomi. Depois, separaram-se. Cada um seguiu por um caminho estreito entre os juncos altos que bordavam a margem. Iktomi achou a sua carga pesada. O suor pendia como gotas na testa. O peito arfava com força e rapidez. Olhou para o outro lado do lago para ver até onde o rato-almiscarado tinha chegado, mas não viu qualquer sinal dele em lado nenhum.
> «Bem, deve estar a correr por baixo do arroz selvagem!», disse ele para si mesmo. No entanto, ao examinar as ervas altas na margem do lago, não viu nenhuma a mexer-se, como se estivessem a abrir caminho para o corredor. «Ah, será que avançou tão depressa que as ervas agitadas no seu rasto já se acalmaram de novo?», exclamou Iktomi. Com esse pensamento, largou rapidamente a pedra pesada. «Chega disto!», disse ele, batendo no peito com ambas as mãos.
> Com um salto ágil, correu rapidamente em direção à meta. Tufos de juncos e erva ficavam achatados sob os seus pés. Mal tinham levantado a cabeça quando Iktomi já estava a muitos passos de distância. Em breve chegou ao monte de cinzas frias. Iktomi parou, rígido, como se tivesse batido num penhasco invisível. Os seus olhos negros revelavam um anel branco à volta enquanto fitava o chão vazio. Não havia nenhuma panela de peixe cozido! Não havia nenhum rato almiscarado à vista!
> «Ah, se ao menos tivesse partilhado a minha comida como um verdadeiro Dakota, não teria perdido tudo! Porque é que não sabia que o rato-almiscarado correria pela água? Ele nada mais depressa do que eu jamais poderia correr! Foi isso que ele fez. Riu-se de mim por carregar um peso às costas enquanto ele disparava para aqui como uma flecha!» Chorando assim para si mesmo, Iktomi aproximou-se da beira da água. Inclinou-se para a frente, com uma mão em cada joelho dobrado, e espreitou para as profundezas da água.
> «Ali!», exclamou ele, «vejo-te, meu amigo, sentado com os tornozelos enrolados à volta do meu pequeno pote de peixe! Meu amigo, estou com fome. Dá-me um osso!»
> «Ha! Ha! Ha!», riu o homem da água, o rato-almiscarado. O som não surgiu do lago, pois veio de cima. Com as mãos ainda nos joelhos, Iktomi voltou o rosto para cima, em direção ao grande salgueiro. Abrindo bem a boca, implorou: «Meu amigo, meu amigo, dá-me um osso para roer!»
> «Ha! Ha!», riu o rato-almiscarado e, inclinando-se sobre o ramo em que estava sentado, deixou cair um pequeno osso afiado que foi parar diretamente à garganta de Iktomi. Iktomi quase se engasgou antes de conseguir retirá-lo. Na árvore, o rato-almiscarado ficou sentado a rir alto. «Da próxima vez, diz a um amigo que te visita: "Senta-te ao meu lado, meu amigo. Por favor, partilha a minha comida." Então, talvez não percas tudo.»

> **A Manta de Iktomi**
> Sozinho dentro da sua tenda, estava sentado Iktomi. O sol estava a apenas a um palmo da extremidade ocidental da terra.
> «Aqueles lobos cinzentos, maus, maus! Comeram todos os meus patos gordos e deliciosos!», murmurou ele, balançando o corpo para a frente e para trás. Estava a acalentar a memória amarga que guardava daqueles lobos famintos. Por fim, deixou de balançar o corpo para a frente e para trás, mas ficou sentado, imóvel e rígido como uma estátua de pedra. «Vou ter com Inyan, o bisavô, e rezar por comida!», exclamou.
> Imediatamente, saiu apressadamente da sua tenda e, com a manta sobre um ombro, aproximou-se de uma enorme rocha na encosta de uma colina. Com passos meio agachados, meio a correr, lançou-se sobre Inyan com as mãos estendidas.
> «Avô! Tem piedade de mim. Tenho fome. Estou a morrer de fome. Dá-me comida. Bisavô, dá-me carne para comer!», gritou ele. Ao mesmo tempo, acariciava e acariciava o rosto do grande deus de pedra.
> O Todo-Poderoso Grande Espírito, que cria as árvores e a relva, consegue ouvir a voz daqueles que rezam de muitas e variadas formas. A audição de Inyan, a grande pedra dura, era a mais procurada. Ele era o bisavô, pois já se sentava na encosta há muitas, muitas estações. Tinha visto a pradaria vestir um manto branco como a neve e depois trocá-lo por uma túnica verde brilhante mais de mil vezes. Ainda imperturbável pelas miríades de luas, repousava na colina eterna, a ouvir as orações dos guerreiros indígenas. Já ali se encontrava antes mesmo de se descobrir a flecha mágica.
> Agora, enquanto Iktomi rezava e chorava perante o bisavô, o céu a oeste estava vermelho como um rosto resplandecente. O pôr-do-sol derramava uma luz suave e amena sobre a enorme pedra cinzenta e a figura solitária ao seu lado. Era o sorriso do Grande Espírito sobre o avô e a criança rebelde.
> A oração foi ouvida. Iktomi sabia disso. «Agora, Avô, aceita a minha oferenda — é tudo o que tenho», disse Iktomi enquanto estendia a manta meio gasta sobre os ombros frios de Inyan. Depois, Iktomi, feliz com o sorriso do céu ao pôr-do-sol, seguiu um trilho que conduzia a uma ravina coberta de matagal. Mal tinha dado alguns passos pelo matagal quando, diante dele, se encontrava um veado recém-abatido!
> «Esta é a resposta do céu vermelho do oeste!», exclamou Iktomi, com as mãos erguidas. Tirando uma lâmina longa e fina do cinto, cortou grandes pedaços de carne de primeira qualidade. Afiando alguns paus de salgueiro, fincou-os à volta de uma pilha de lenha que tinha preparada para acender. Nestas estacas, pretendia assar a carne de veado.
> Enquanto esfregava vigorosamente dois paus compridos para acender o fogo, o sol a oeste desapareceu no horizonte, por baixo da linha da terra. O crepúsculo tomava conta de tudo. Iktomi sentiu o ar frio da noite no pescoço e nos ombros nus. «Ui!», estremeceu enquanto limpava a faca na relva. Guardando-a num estojo com contas que pendia do cinto, Iktomi endireitou-se, olhando à sua volta.
> Estremeceu novamente. «Ui! Ah! Tenho frio. Quem me dera ter a minha manta!», sussurrou ele, debruçado sobre a pilha de gravetos secos e as estacas afiadas à sua volta. De repente, parou e deixou cair as mãos ao lado do corpo.
> «O velho bisavô não sente o frio como eu. Ele não precisa da minha velha manta como eu preciso. Quem me dera não lha ter dado. Oh! Acho que vou correr até lá e recuperá-la!», disse ele, apontando o queixo comprido na direção da grande pedra cinzenta.
> Iktomi não precisava da sua manta sob o sol quente, e tinha sido muito fácil separar-se de algo de que não sentia falta. Mas o vento frio da noite congelou completamente a sua ardente oferenda de agradecimento. Assim, subindo a encosta a correr, com os dentes a bater durante todo o caminho, aproximou-se de Inyan, o símbolo sagrado. Agarrando um canto da manta meio gasta, Iktomi puxou-a com um puxão.
> «Devolve-me a minha manta, velho avô! Tu não precisas dele. Eu é que preciso!» Isto estava muito errado, mas Iktomi fê-lo, pois a sua perspicácia não era sabedoria.
> Apertando bem a manta sobre os ombros, desceu a colina a passos apressados. Em breve chegou à beira da ravina. Uma lua nova, como um arco brilhante e curvado, subia do horizonte sudoeste, avançando um pouco no céu. Nessa luz pálida, Iktomi permanecia imóvel como um fantasma no meio do matagal. A sua pilha de lenha ainda não estava acesa. As suas estacas pontiagudas continuavam nuas, tal como ele as tinha deixado. Mas onde estava o veado — a carne de veado que ele tinha sentido quente nas mãos há um instante? Tinha desaparecido. Apenas os ossos secos das costelas jaziam no chão como dedos gigantes. Iktomi ficou perturbado.
> Por fim, inclinando-se sobre os ossos brancos e secos, agarrou um deles e abanou-o. Os ossos chocalharam ao seu toque. Iktomi soltou-o. Recuou de espanto. E, apesar de ter uma manta vestida, os dentes batiam-lhe mais do que nunca. Então, em vez de se lamentar por ter ido buscar a manta, gritou em voz alta:*«Hin-hin-hin*! Se ao menos tivesse comido a carne de veado antes de ir buscar a minha manta!»
> Essas lágrimas já não comoviam a mão do Doador Generoso. Eram lágrimas egoístas. O Grande Espírito nunca lhes dá ouvidos.

#### Editorial Review

This human-authored article has been reviewed by our editorial team before publication to ensure accuracy, reliability and adherence to academic standards in accordance with our [editorial policy](https://www.worldhistory.org/static/editorial-policy/).

## Bibliografia

- [Lake-Thom, B. *Spirits of the Earth: A Guide to Native American Nature Symbols, Stories, and Ceremonies.* Plume Books, 1997.](https://www.worldhistory.org/books/0452276500/)
- [Nozedar, A. *The Element Encyclopedia of Native Americans.* Harper Element, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/1435142357/)
- [Teuton, S. *Native American Literature: A Very Short Introduction.* Oxford University Press, 2018.](https://www.worldhistory.org/books/0199944520/)
- [Zitkala-Sa. *American Indian Stories and Old Indian Legends .* Dover Publications, 2014.](https://www.worldhistory.org/books/0486780430/)

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Perguntas & Respostas

### De que trata a história sioux «Iktomi e o Rato-almiscarado»?
«Iktomi e o Rato-almiscarado» é uma história dos Sioux que destaca a importância da hospitalidade. Iktomi, a figura malandra, recusa-se a partilhar a sua comida com o Rato-almiscarado e acaba por perder tudo. 

### De que trata a história sioux intitulada «O Manto de Iktomi»?
«A Manta de Iktomi» é uma história do povo Sioux que aborda a importância da gratidão e do cumprimento das promessas. Iktomi oferece de boa vontadea sua manta ao deus Inyan, mas depois retira a sua oferta quando lhe convém e é punido em conformidade. 

### De que época datam as histórias dos Sioux, como «A Manta de Iktomi»?
Não é possível datar a composição original de lendas dos Sioux, como «A Manta de Iktomi» ou «Iktomi e o Rato-almiscarado», uma vez que foram transmitidas por tradição oral ao longo de muitas gerações antes de serem registadas por escrito nos séculos XIX e XX. 

### Se o Iktomi é um deus, por que é que se mete sempre em tantos sarilhos?
Iktomi, enquanto figura tratante/malandra, serve para destacar as normas e os valores culturais e, neste papel, é frequentemente retratado a meter-se em sarilhos para alertar quem ouve as histórias de modo a não se comportar da mesma forma.


## Links Externos

- [Zitkala-Å a (Red Bird / Gertrude Simmons Bonnin) (U.S. National Park Service)](https://www.nps.gov/people/zitkala-sa.htm)
- [Zitkala-Sa Biography](https://www.womenshistory.org/education-resources/biographies/zitkala-sa)
- [Life Story: Zitkala-Sa - Women & the American Story](https://wams.nyhistory.org/modernizing-america/xenophobia-and-racism/zitkala-sa/)
- [Iktómi the Trickster : Aktá Lakota Museum & Cultural Center](https://aktalakota.stjo.org/lakota-legends/iktomi-the-trickster/)
- [When Iktomi The Trickster And Original Spider Man Comes A Calling](https://mountainjournal.org/inktomi-the-trickster-often-visits-when-we-are-vulnerable)

## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, September 24). Lições de Vida dos Sioux: Iktomi e o Rato-Almiscarado & A Manta de Iktomi. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2447/licoes-de-vida-dos-sioux-iktomi-e-o-rato-almiscara/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Lições de Vida dos Sioux: Iktomi e o Rato-Almiscarado & A Manta de Iktomi." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, September 24, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2447/licoes-de-vida-dos-sioux-iktomi-e-o-rato-almiscara/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Lições de Vida dos Sioux: Iktomi e o Rato-Almiscarado & A Manta de Iktomi." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 24 Sep 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2447/licoes-de-vida-dos-sioux-iktomi-e-o-rato-almiscara/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 24 September 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

