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title: A História dos Cânticos de Natal
author: Mark Cartwright
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2339/a-historia-dos-canticos-de-natal/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-08-30
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# A História dos Cânticos de Natal

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

Os cânticos de Natal são uma parte muito querida da época festiva e, embora muitas tenham uma longa história, outras são surpreendentemente recentes. Desde canções de dança medievais até ao reavivamento do século XIX, as letras e a música dos cânticos evoluíram ao longo do tempo, à medida que cada geração de cantores continua a enriquecer uma tradição mista de música folclórica e canto sagrado.

[ ![Good King Wenceslas Carol Music](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/18214.png?v=1736210289-1701714594) Música do Cântico de Natal Bom Rei Venceslau Gryffindor (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/18214/good-king-wenceslas-carol-music/ "Good King Wenceslas Carol Music")### As Origens dos Cânticos

A palavra "cântico" (*carol*) tende a estar associada exclusivamente a canções sacras relacionadas com o Natal, mas outrora teve um significado mais amplo e referia-se a vários géneros musicais diferentes utilizados nos serviços religiosos medievais em toda a [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/). A forma original alternava estribilhos (*burdens* — refrões repetidos) com estrofes. A melodia forte e os estribilhos repetidos tornavam os cânticos mais fáceis de memorizar. Estrutura linguística: Por vezes, o estribilho era em latim e os versos na língua vernácula. O estribilho era habitualmente entoado por um coro, enquanto as estrofes ficavam reservadas a um solista. Os serviços religiosos de Natal do século XIII incluíam a execução de um tipo de canção semelhante, o *conductus* (mais simples e interpretado em latim), sendo provável que os primeiros cânticos fossem utilizados da mesma forma para narrar histórias bíblicas. Com o passar do tempo, o género dos cânticos passou a estar particularmente associado à celebração do Natal. Concebidos para ensinar a fé cristã e proporcionar um método de devoção animado, espalharam-se além fronteiras, transportados por monges errantes e peregrinos determinados, tornando-se assim "parte da língua franca da Cristandade" (Poston, pág. 12). Tal como assinalou a ilustre musicóloga E. Poston: "o génio essencial do cântico é a sua comunicabilidade" (pág. 16).

A exata história e utilização dos cânticos (palavra em inglês *carols*) não são totalmente claras, tal como assinala o historiador e musicólogo D. Arnold: "a forma exata de execução, tal como acontece com a maioria das formas de canto antigo, é matéria de alguma especulação... originalmente, o cântico poderá ter sido uma canção de dança (a palavra deriva provavelmente do francês '*carole*', uma dança em que os participantes formavam um grande círculo), e era certamente cantado com frequência em procissão" (pág. 318). Uma origem alternativa para a palavra remete para o latim *choraula*, que designava um tipo de canto coral. Um exemplo de um cântico medieval que chegou até aos nossos dias é "*Good Christian Men Rejoice*" (também conhecido como *In Dulci Jubilo*; título em português: *Alegrai-vos, cristãos*).

Os cânticos não se limitavam aos serviços religiosos, havendo registos de serem entoados em festividades como a Festa de Reis (5 de janeiro), altura em que o canto era visto como uma forma de garantir boa saúde e uma boa colheita para o ano seguinte. Esta atividade era conhecida como wassailing e, a partir do século XVI, podia envolver cantar em redor de uma árvore de fruto específica e partilhar uma tigela comunitária de [cerveja](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10181/cerveja/) ou cidra. Esta tradição de aliar a música à comida e à bebida ainda se mantém nalguns locais, como no Queen's College, em Oxford, onde se entoa um cântico, *The Boar's Head Carol* (*Canção da Cabeça do Javali*), enquanto o prato medieval com esse mesmo nome é levado para a mesa de Natal. Os versos iniciais são um apetitoso convite: "The boar's head in hand bear I / Bedecked with bays and rosemary / And I pray you, my masters, be merry" (Trago a cabeça do javali na mão, / Enfeitada com louro e alecrim; / E peço-vos, meus senhores, que sejais alegres) (Poston, pág. 113)

[ ![A Christmas Carol in Lucerne by Bachmann](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/18215.png?v=1701676607-1701676650) Um Cântico de Natal em Lucerna por Bachmann Hans Bachmann (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/18215/a-christmas-carol-in-lucerne-by-bachmann/ "A Christmas Carol in Lucerne by Bachmann")Em França, as melodias populares eram frequentemente utilizadas para cânticos chamados *noëls* (por vezes grafados como *nowells* nas partituras de cânticos inglesas). Estas canções eram ocasionalmente publicadas em coletâneas como *La fleur des noëls*, impressa em Lyon em 1535. Géneros semelhantes existiam noutros países, tais como as laudes em [Itália](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-207/italia/) e os *Weihnachtslieder* e *Christliche Wiegenlieder* nos países de expressão alemã.

No século XVII, continuavam a compor-se cânticos, mas estes entraram em declínio à medida que os serviços religiosos em geral também o fizeram. Isto verificou-se sobretudo na Grã-Bretanha, quando os puritanos proibiram a celebração do Natal na sequência das [Guerras Civis Inglesas](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19794/guerras-civis-inglesas/) (1642-1651). Felizmente para os cânticos e para as festividades natalícias, as tradições regressaram após a Restauração dos Stuart em 1660. Os serviços de cânticos começaram mesmo a atrair o interesse dos compositores mais consagrados. Em 1734, [Johann Sebastian Bach](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21857/johann-sebastian-bach/) compôs o seu *Oratório de Natal* (*Oratorium tempore Nativitatis Christi*) para ser executado em Leipzig durante o Natal, o Ano Novo e a Epifania. A obra é composta por seis cantatas, que contam a história da Natividade de Jesus.

Houve mais desafios a superar. A execução pública dos *noëls* em França sofreu uma interrupção devido aos excessos da [Revolução Francesa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19568/revolucao-francesa/) (1789-1799). Os desafios colocados pela música secular e as alterações no estilo de vida — à medida que as comunidades rurais tradicionais viam as suas populações migrar para a paisagem urbana em expansão — também contribuíram para o declínio dos cânticos ao longo do século XVIII e da primeira metade do século XIX.

### Os Cânticos no Século XIX

O género dos cânticos registou um forte ressurgimento na segunda metade do século XIX, impulsionado sobretudo pelo aumento da popularidade das celebrações natalícias e, ironicamente para uma música de cariz tão religioso, pelo facto de a quadra se ter tornado cada vez mais secular e comercial. Para quem não assistia às matinas da manhã de Natal, ouvir e cantar cânticos de Natal passou a ser o seu único ponto de contacto com as atividades da igreja. Em Inglaterra, a era vitoriana presenciou uma explosão de interesse pelas festividades natalícias (havendo quem diga que os vitorianos praticamente reinventaram o Natal). Vários versos de cânticos populares começavam frequentemente a surgir no interior dos [cartões de Natal vitorianos](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2125/cartoes-de-natal-vitorianos/), que ganharam popularidade a partir da década de 1840.

[ ![Frontispiece, Birds' Christmas Carol](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/18216.png?v=1701678074-1701678191) Frontispício, O Conto de Natal dos Pássaros Katharine R. Wireman (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/18216/frontispiece-birds-christmas-carol/ "Frontispiece, Birds' Christmas Carol")Este renascimento natalício traduziu-se não só na composição de novos cânticos, mas também na investigação ativa de melodias medievais que pareciam perdidas. Os antiquários vasculharam as coleções privadas e os arquivos eclesiásticos, e entrevistaram aldeãos rurais com boa memória. A muitos cânticos antigos, uma vez reencontrados, foram dadas novas letras — por vezes apenas em parte, outras vezes na totalidade —, para desgosto dos musicólogos puristas. O primeiro livro inglês de cânticos natalícios data de 1521, uma coletânea compilada pelo impressor londrino Wynkyn de Worde. Infelizmente, hoje em dia restam apenas fragmentos desta recolha daquilo a que chamavam *Christmasse Carolles*. Foram contudo os vitorianos que garantiram que os velhos cânticos não fossem esquecidos na sua própria época nem pelas gerações futuras, ao reuni-los em antologias. Uma das coletâneas de cânticos mais celebradas foi *Carols Ancient and Modern* (*Cânticos Antigos e Modernos*), compilada por William B. Sandys e Davies Gilbert e publicada em 1823.

É curioso que muitos dos cânticos mais conhecidos da atualidade não sejam tão antigos como possamos pensar. Há também muitos cânticos que provêm de fora da Grã-Bretanha. *Once in Royal David's City* (título em português: *Na cidade do bom rei Davi*) foi um acréscimo do século XIX ao repertório de cânticos, escrito por Cecil Frances Alexander (1823-1895), mulher do arcebispo Alexander, primaz de toda a Irlanda. *Away in a Manger* (título em português: *Num berço de palha*), da autoria do escritor norte-americano William James Kirkpatrick (1838-1921), destinava-se originalmente a ser entoado na escola dominical e apareceu impresso pela primeira vez em 1885. *O Little Town of Bethlehem* (título em português: *Ó Belém, pequena vila*) é outro cântico de um escritor norte-americano, desta vez o bispo de Massachusetts, Phillips Brooks (1835-1893), mas este demonstra a ligação entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos, sendo a sua melodia uma canção folclórica tradicional inglesa chamada *The Ploughboy's Dream* (posteriormente renomeada para *Forest Green*). *The Three Kings of Orient* (título em português: *Nós, três reis do Oriente*), que tem um verso para cada rei, foi composto por John Henry Hopkins Jr. (1820-1891); ele também era bispo, desta vez no Vermont.

Os cânticos eram populares em reuniões de acampamento nos Estados Unidos e entre os escravos nas plantações. Um cântico popular entoado nas plantações era *Rise Up, Shepherd, An' Foller* (título em português: *Levanta-te, pastor, e segue*), ao passo que *Children, Go Where I send Thee!* (título em português: *Ide, ó crianças, onde vos mando!*) é um típico cântico espiritual afro-americano.

Os países de expressão alemã possuem uma forte tradição de cânticos de Natal. *Stille Nacht! Heilige Nacht!* (título em português: *Noite de Paz, Noite Sagrada*) foi composta na Áustria em 1818, com letra de Joseph Mohr, o padre da paróquia, e melodia por Franz Gruber, o professor primário de Hallein, para ser executada nos serviços religiosos de Natal porque, pelo menos segundo a lenda, o órgão da igreja se tinha avariado depois de um rato ter entrado nos mecanismos e causado estragos.

[ ![Carol Singers](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/18217.png?v=1701685183-1701685325) Coro de Cânticos de Natal The British Museum (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/18217/carol-singers/ "Carol Singers")### Cânticos de Natal

As pessoas cantavam cânticos em casa junto ao piano de família, muito frequentemente após o jantar durante o período natalício. Também se cantava em tabernas, uma tradição que se mantém forte em determinados condados de Inglaterra, especialmente em Yorkshire, Nottinghamshire e Derbyshire. Um fenómeno novo ao ar livre surgiu na era vitoriana: grupos — em particular de crianças — percorriam as ruas para cantar cânticos à porta das casas, na esperança de receberem comida, bebida ou dinheiro (para si próprios ou para instituições de solidariedade). Esta não era uma atividade totalmente inédita, uma vez que na Idade Média já existia a tradição de trupes itinerantes de atores e cantores visitarem as habitações nesta altura do ano para oferecer atuações improvisadas.

O canto de cânticos na era vitoriana realizava-se tradicionalmente a 21 de dezembro (dia de festa de São Tomé) e na véspera de Natal. As famílias agradecidas certificar-se-iam de ter a postos quentes pastéis de carne ou ponche quente. Algumas pessoas andavam a cantar e ofereciam partituras de cânticos ou letras impressas para venda. Os músicos de rua adaptavam o seu repertório nesta altura do ano, interpretando cânticos com os seus violinos, gaitas, flautas de bisel, acordeões e órgãos. Os cânticos eram particularmente adequados para a execução com sinos, realizada por pequenos grupos ou por um indivíduo munido de uma corda com dez ou mais sinos.

Um exemplo famoso desta tradição de cantar cânticos na literatura surge em *Um Cântico de Natal* (tít. original: *A Christmas Carol*), de Charles Dickens (1812–1870), publicado pela primeira vez em 1843. Eis o momento em que um jovem cantor tem a coragem (ou a insensatez) de entoar um cântico à porta do velho avarento Ebenezer Scrooge:

> O dono de um nariz juvenil, roído e mastigado pelo frio faminto como ossos roídos por cães, inclinou-se junto à fechadura de Scrooge para o regalar com um cântico de Natal; mas ao primeiro som de
> [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) vos abençoe, alegres cavalheiros!
> Que nada vos consterne!
> Scrooge apoderou-se da régua com tal energia de ação que o cantor fugiu aterrorizado, deixando o anel da chave entregue ao nevoeiro e a uma geada ainda mais congenial.
> (Dickens, pág. 14)

[ ![The Holly & the Ivy Sheet Music](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/18219.png?v=1762341065-1701703883) Partitura de O Azevinho e a Hera Unknown Photographer (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/18219/the-holly--the-ivy-sheet-music/ "The Holly & the Ivy Sheet Music")### Cinco Cânticos Populares

O século XX continuou a manifestar interesse pelos cânticos, tendo os estudiosos envidado esforços para catalogar as melodias e os arranjos originais, aproximando-os por vezes do seu aspeto e sonoridade medievais. Duas obras notáveis em inglês são *The Oxford Book of Carols*, publicado pela primeira vez em 1928, e *The Penguin Book of Christmas Carols*, publicado em 1965. Seguem-se cinco cânticos populares, com as letras citadas extraídas desta última obra.

***God Rest Ye Merry, Gentlemen***

Este cântico folclórico tradicional narra a história da Natividade e a visita dos pastores a Belém. A versão original deve incluir uma vírgula depois de *merry* no verso inicial (*God Rest Ye Merry, Gentlemen;* título em português: *Deus vos salve, alegres cavaleiros*). Atualmente, a ausência frequente desta vírgula dá a falsa impressão de que os senhores acabam de sair de uma taberna após terem celebrado o Natal. Tais erros ao longo do tempo não são invulgares nas canções tradicionais, mas este cântico sofre de um segundo deslize: o verso *So frequently to vanquish all / The friends of Satan quite* deveria muito provavelmente ser *fiends of Satan* (os demónios de Satanás, em vez dos amigos).

> Estrofe 1
> Deus vos salve, alegres cavaleiros, nada vos faça temer,
> Pois Jesus Cristo, nosso Salvador, nasceu hoje para nos remeter;
> Para livrar-nos do poder de Satanás quando nos desviamos:
> É uma boa nova de conforto e alegria, conforto e alegria,
> É uma boa nova de conforto e alegria.
> Estrofe 2
> Em Belém, na Judeia, este bendito Babo nasceu,
> Para ser a nossa luz certa e desviar o mal que nos prendeu;
> Para trazer aos perdidos a graça do seu perdão:
> É uma boa nova de conforto e alegria, conforto e alegria,
> É uma boa nova de conforto e alegria.
> Estrofe 3
> Os pastores nos campos ouviram as novas cantar,
> De que em humilde manjedoura o Rei veio habitar;
> Para afastar as dores que a humanidade vinha a passar:
> É uma boa nova de conforto e alegria, conforto e alegria,
> É uma boa nova de conforto e alegria.
> (Poston, pág. 73)

[ ![Good King Wenceslas Stamps](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/18221.jpg?v=1701713234-1701713293) Selos do Bom Rei Venceslau Mark Cartwright (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/18221/good-king-wenceslas-stamps/ "Good King Wenceslas Stamps")***Good King Wenceslas***

O cântico *Good King Wenceslas* (título em português: *O Bom Rei Venceslau*) relata a história do duque boémio Venceslau I (reinou 921–935), que distribui esmolas a um homem pobre e, tal como o último verso indica, recorda que aqueles que abençoam os pobres serão também eles abençoados. Na vida real, o duque Venceslau (também conhecido como Vaclav) era conhecido pelos seus atos de caridade e pelo seu ambicioso programa de construção de igrejas; foi-lhe atribuído o título honorífico de rei por Otão I, Sacro [Imperador Romano](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-1032/imperador-romano/) (reinou 962–973), tendo sido canonizado. Venceslau é atualmente o santo padroeiro da República Checa.

A melodia deste cântico é muito mais antiga do que o texto e remonta ao século XIII, altura em que era utilizada para dançar. Ironicamente, a letra moderna, [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-72/escrita/) por John Mason Neale (1818–1866) por volta de 1849, descreve um rigoroso inverno do meio da estação e contrasta fortemente com o cântico original, *Tempus Adest Floridum* (*É Tempo de Florir*), cujas palavras louvavam a primavera.

> Estrofe 1
> O bom rei Venceslau olhou, no dia de Santo Estêvão,
> Quando a neve caía em redor, profunda, nítida e uniforme;
> Brilhava a lua com claridade, a noite era fria e gélida,
> Quando um pobre homem apareceu, recolhendo gravetos de inverno.
> Estrofe 2
> "Vê, meu pagem, aproxima-te e diz-me, se sabes quem é:
> Onde mora aquele homem, de onde é a sua linhagem?"
> "Senhor, ele vive lá na montanha, perto da floresta de pinheiros,
> Quase junto à cerca da capela, onde o mato é cerrado."
> Estrofe 3
> "Traz-me carne, traz-me vinho, traz-me pinhas de pinheiro cá para fora;
> Vamos dar-lhe jantar a ele, tu e eu juntos."
> Partiu o monarca, corajoso, por entre o temporal agreste,
> Quando os ventos sopravam com força e a neve gelava a terra.
> Estrofe 4
> "Senhor, a noite é mais agreste e a geada mais cortante,
> As minhas forças falham-me, meu senhor, já não consigo andar."
> "Segue-me, meu bom rapaz, pisa nas minhas pisadas;
> Encontrarás o calor do inverno na força do sangue."
> Estrofe 5
> Pôs o rapaz os pés onde as pegadas do rei tinham passado;
> O calor daquelas botas reais deu-lhe a vida e o lume.
> Portanto, cristãos, criancinhas, vós que amais a realeza,
> Abraçai a boa ação e recebereis a vossa bênção.
> (Poston, pág. 75)

[ ![Carol Singers, Ukraine](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/18220.png?v=1704697854-1704697870) Coro de Cânticos de Natal, Ucrânia Mykola Pymonenko (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/18220/carol-singers-ukraine/ "Carol Singers, Ukraine")***Hark! The Herald Angels Sing***

O cântico *Hark! The Herald Angels Sing* (título em português: *Glória ao Rei dos céus*) foi adaptado no século XIX pelo Dr. William H. Cummings (1831–1915) a partir de um coro intitulado *Festgesang* (Canção Festiva), composto em 1840 pelo célebre compositor alemão Felix Mendelssohn (1809–1847). Mendelssohn achava que a melodia se adequava melhor a uma canção sobre soldados do que a um tema sacro. A letra utilizada atualmente foi [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/) por Charles Wesley, publicada pela primeira vez em 1739 e posteriormente ajustada por George Whitefield na década de 1740. O cântico constitui um hino de louvor vibrante a Jesus Cristo e ao seu papel na terra, sendo habitualmente interpretado no final dos serviços religiosos de Natal.

> Estrofe 1
> Ouçam, os anjos cantam com fervor
> "Glória ao recém-nascido Rei!
> Paz na terra e divino amor, Deus e o homem reconciliados de vez!"
> Povos todos, erguite com gratidão,
> Juntai-vos ao triunfo da multidão;
> Com os anjos proclamai a voz:
> "Nasceu Cristo em Belém, por nós!"
> Ouçam, os anjos cantam com fervor:
> “Glória ao recém-nascido Rei!”
> Estrofe 2
> Cristo, o mais alto e eterno Senhor,
> Cristo, o amado do céu e criador,
> Vem na terra a humanidade abraçar,
> Na virgem pura decide morar.
> Deus velado em carne vem brilhar,
> A ver a nossa glória habitar;
> Jesus, Emanuel, Deus entre nós,
> Ressoa alegre a nossa voz!
> Ouçam, os anjos cantam com fervor:
> “Glória ao recém-nascido Rei!”
> Estrofe 3
> Salve o Príncipe da santa paz!
> Salve o Sol da justiça que traz
> Luz e vida a quem na treva andou,
> Com cura que em suas asas levou.
> Ele a sua glória escondeu no chão,
> Para o homem não morrer na perdição,
> Para nascer e dar nova aurora,
> Para reinar na terra agora.
> Ouçam, os anjos cantam com fervor:
> “Glória ao recém-nascido Rei!”
> (Poston, pág. 79)

[ ![Traditional Holly Wreath](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/9618.jpg?v=1786685713) Coroa de Natal Tradicional de Azevinho Ali Edwards (CC BY-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/9618/traditional-holly-wreath/ "Traditional Holly Wreath")*The Holly and the Ivy*

O cântico tradicional *The Holly and the Ivy* (título em português: *A Azevinha e a [Hera](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10295/hera/)*) talvez indique melhor do que qualquer outro as tradições pagãs que o [Cristianismo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-665/cristianismo/) procurou assimilar e ocultar. O azevinho era o símbolo tradicional do princípio masculino, enquanto a hera representava o feminino; ambas as plantas, por serem perenes numa época em que a natureza aparentemente adormece, estavam fortemente associadas às tradições pré-cristãs que celebravam o solstício de inverno, incluindo a festividade romana das Saturnais. Os versos referentes ao nascer do sol e à corrida do veado também evocam ritos pagãos. A letra cristã estabelece uma semelhança entre caraterísticas da planta do azevinho e a [crucificação](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11867/crucificacao/). Existe ainda outra ligação no facto de se acreditar que o azevinho tinha brotado quando Jesus carregou a cruz até ao Calvário. O azevinho tem sido considerado há muito um símbolo de boa sorte, sendo utilizado para decorar igrejas e casas na época natalícia — tal como ainda hoje acontece, de forma mais visível na coroa de azevinho que muitas pessoas põem nas suas portas de entrada. O cântico remonta ao século XVII, mas conquistou um novo público quando foi catalogado por Cecil J. Sharp em 1913.

> Estrofe 1
> A azevinha e a hera, quando estão todas abertas,
> De todas as árvores que há na floresta, a azevinha é a que leva a coroa.
> Ó o refrão do Natal, o canto e a alegria,
> O bom cultivo da azevinha traz saúde e harmonia.
> Estrofe 2
> A azevinha traz uma bagoada, tão vermelha como sangue rubro,
> E traz coroas de espinhos agudos para nos lembrar o calvário e o mudo.
> Ó o refrão do Natal, o canto e a alegria,
> O bom cultivo da azevinha traz saúde e harmonia.
> Estrofe 3
> A azevinha traz uma flor branca, como o lírio do campo em flor,
> E dá-nos o doce leite materno para alimentar o nosso Salvador.
> Ó o refrão do Natal, o canto e a alegria,
> O bom cultivo da azevinha traz saúde e harmonia.
> Estrofe 4
> A hera traz uma folha verde, tão escura como o mar profundo,
> Para nos lembrar que a esperança verde descobre os segredos do mundo.
> Ó o refrão do Natal, o canto e a alegria,
> O bom cultivo da azevinha traz saúde e harmonia.
> Estrofe 5
> As avezinhas cantam nos bosques, os ramos dobram-se e vão,
> Desejando a todos uma boa festa e paz no vosso coração.
> Ó o refrão do Natal, o canto e a alegria,
> O bom cultivo da azevinha traz saúde e harmonia.
> (Poston, p. 117)

*O Come All Ye Faithful (Adeste Fideles)*

A letra de *O Come all Ye Faithful* (título em português: *Ó fiéis, vinde todos*) é atribuída a John Francis Wade (1711–1786), a partir da sua composição *Hymn on the Prose for Christmas Day*. A obra apareceu impressa pela primeira vez por volta de 1782 e, dado que Wade era um jacobita que pretendia restaurar a Casa de Stuart no trono inglês, é possível que a letra esteja a apelar a que os jacobitas se levantassem em apoio do que acabou por revelar-se uma causa perdida.

A natureza bilingue do cântico revelou-se útil durante a Primeira Guerra Mundial (1914–1918), quando, na véspera de Natal, pequenos grupos de soldados britânicos e alemães ao longo da linha da frente das trincheiras declararam uma trégua não oficial. Os homens cantavam cânticos uns para os outros através da terra de ninguém, conforme relatado numa carta enviada para casa pelo soldado raso Oswald Tilley:

> Primeiro os alemães cantavam um dos seus cânticos e depois nós cantávamos um dos nossos, até que, quando começámos '*O Come All Ye Faithful*', os alemães juntaram-se imediatamente a cantar o mesmo hino com as palavras latinas '*Adeste Fideles*'. E pensei, bem, isto foi realmente algo extraordinário — duas nações ambas a cantar o mesmo cântico no meio de uma guerra. \[...\] Esta experiência tem sido a demonstração mais prática que vi de Paz na terra e boa vontade para com os homens... Não parece certo estarmos a matar-nos uns aos outros na época natalícia.
> (Lawson-Jones, pág. 92)

Seguem-se a letra do cântico, sabendo-se que existe uma versão latina correspondente, *Adeste fideles*.

> Estrofe 1
> Ó fiéis, vinde todos, com alegria e triunfantes,
> Vinde, vinde a Belém, ó vinde ver!
> Nasceu o Rei dos anjos, soberano e forte:
> Ó vinde, adoremos, ó vinde, adoremos,
> Ó vinde, adoremos a Cristo, o Senhor!
> Estrofe 2
> Deus de Deus verdadeiro, Luz da Luz eterna,
> Ele ao ventre da Virgem não quis desprezar;
> Deus verdadeiro, gerado, não criado:
> Ó vinde, adoremos, ó vinde, adoremos,
> Ó vinde, adoremos a Cristo, o Senhor!
> Estrofe 3
> Cantem coros de anjos, cantem cortes celestes,
> Ressoe o céu com glória e louvor:
> Glória a Deus nas alturas, glória ao Criador!
> Ó vinde, adoremos, ó vinde, adoremos,
> Ó vinde, adoremos a Cristo, o Senhor!
> Estrofe 4
> Sim, que hoje nasceste, ó Jesus bendito,
> A Ti toda a glória, ó Rei celestial;
> Verbo eterno, que em carne nos apareces:
> Ó vinde, adoremos, ó vinde, adoremos,
> Ó vinde, adoremos a Cristo, o Senhor!
> (Poston, pág. 93)

### Os Cânticos nos Nossos Dias

Continuaram a compor-se cânticos ao longo do século XX, tais como *In the Bleak Mid-Winter* (título em português: *No rigor do inverno gelado*), composto por [Gustav Holst](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23126/gustav-holst/) (1874–1934) com letra retirada de um poema de Christina Georgina Rossetti, publicado pela primeira vez em 1906, e *Jesus Christ The Apple Tree* (título em português: *Jesus Cristo, a Árvore da Vida*), composto por Elizabeth Poston em 1967. Os serviços de cânticos continuam a ser, naturalmente, uma vertente popular das férias de Natal, mas não se ficam apenas pelo dia 25 de dezembro. Por exemplo, ainda hoje se realizam serviços de cânticos na Abadia de Westminster para assinalar o início do Advento (no final de novembro ou primeiros dias de dezembro), a Festa de Santo Estêvão (26 de dezembro) e a Festa dos Santos Inocentes (28 de dezembro). No Reino Unido, um serviço de cânticos televisivo muito acarinhado é o da Universidade de King's College, em Cambridge, transmitido na véspera de Natal desde 1918. O género musical também não se encontra ancorado no passado: compositores e poetas contemporâneos continuam a escrever novos cânticos para rivalizar com a popularidade daquelas canções intemporais que nos transportam instantaneamente para o espírito natalício.

### Canções de Natal Populares

Durante o ressurgimento do canto natalício no século XIX, os cânticos enfrentaram uma concorrência crescente — pelo menos fora dos serviços religiosos — por parte de outras canções tradicionais mas de cariz mais secular, algumas das quais já circulavam havia alguns séculos. Este repertório de canções seculares inclui clássicos como *We Wish You a Merry Christmas* (título em português: *Desejamos-vos um Feliz Nata*l), *O, Christmas Tree* (também conhecido como *O Tannenbaum*; título em português: *Ó, Árvore de Natal*) e *Jingle Bells* (título em português: *Bate o Sino*).

[ ![12 Days of Christmas Song Poster](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/18218.png?v=1701702926-1701702995) Cartaz da Canção Os Doze Dias de Natal Xavier Romero-Frias (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/18218/12-days-of-christmas-song-poster/ "12 Days of Christmas Song Poster")*The Twelve Days of Christmas* (título em português: *Os Doze Dias de Nata*) é uma canção tradicional de prendas ou castigos (*forfeit song*), o que significa que era entoada em encontros sociais como um jogo em que os cantores tinham de memorizar todos os versos ou sofrer uma penalização inofensiva e divertida. O título da canção refere-se aos doze dias do período natalício, que decorrem entre o Dia de Natal e 5 de janeiro. A letra da canção, que apareceu impressa pela primeira vez por volta de 1780, tem sofrido alterações ao longo dos anos; por exemplo, os intérpretes das versões mais antigas tinham de se lembrar de versos como *Nove lebres a correr* (*Nine hares a-running*), *Dez cães de caça a caçar* (*Ten hounds a-hunting*) e *Doze touros a bramir* (*Twelve bulls a-roaring*).

A canção era popular em Inglaterra e em França antes de atravessar o Atlântico, e esta história complexa pode explicar o motivo de ainda existirem várias versões da letra atualmente, embora os primeiros seis versos permaneçam geralmente iguais em todas elas. O verso dos *cinco anéis de ouro* (*five gold rings*) é cantado de forma diferente de todos os outros porque foi um acréscimo feito em 1906 pelo compositor Frederick Austin. A ligação francesa também poderá explicar o que a perdiz está a fazer em cima de uma Pereira (*pear tree*), uma vez que as perdizes são aves terrestres, sendo esta uma prenda inicial algo estranha nos versos de abertura: *On the first day of Christmas / my true love sent to me / A partridge in a pear tree* (*No primeiro dia de Natal / o meu verdadeiro amor enviou-me / Uma perdiz numa Pereira*). A árvore de fruto poderá afinal ter sido uma *perdrix* (uma ave de caça) que foi incorretamente copiada ou mal pronunciada até se fixar como uma "pereira" (*pear tree*). Portanto, na realidade, as prendas do primeiro dia consistiam num par de aves de caça mais acessível: uma perdiz e uma perdrix.

*The Twelve Days of Christmas* traz-nos de volta aos cânticos, uma vez que existe uma teoria de que a letra da canção tem um significado religioso. Toda a canção poderá ser um catecismo utilizado pelos católicos em tempos de perseguição para ensinar aos seus filhos os elementos essenciais da fé cristã. Sendo esse o caso, apresenta-se de seguida o significado de cada uma das 12 oferendas, um jogo de memória dentro de um jogo de memória:

- **Uma perdiz numa pereira** – Jesus Cristo
- **2 pombas** – O Antigo e o [Novo Testamento](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11401/novo-testamento/)
- **3 galinhas francesas** – As 3 virtudes da fé, esperança e amor (ou caridade)
- **4 pássaros cantores** – Os 4 evangelhos de Marcos, Mateus, Lucas e João
- **5 anéis de ouro** – Os primeiros 5 livros do [Antigo Testamento](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16435/antigo-testamento/), a Torá
- **6 gansos a chocar** – Os 6 dias da Criação
- **7 cisnes a nadar** – Os 7 dons do Espírito Santo (sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, [ciência](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-351/ciencia/), piedade e temor do Senhor)
- **8 leiteiras a ordenhar** – As 8 bem-aventuranças (por exemplo, os misericordiosos, os mansos e os puros de coração)
- **9 damas a dançar** – Os 9 frutos do Espírito Santo (por exemplo, amor, alegria e paz)
- **10 senhores a saltar** – Os 10 mandamentos
- **11 flautistas a tocar** – Os 11 apóstolos fiéis
- **12 tambores a rufar** – Os 12 pontos do Credo dos Apóstolos (por exemplo, o perdão dos pecados, a ressurreição do corpo e a vida eterna)

(Lawson Jones, pág. 68)

Estes duplos sentidos têm sido uma caraterística comum das canções durante séculos, especialmente daquelas destinadas às crianças. O significado oculto é difícil de provar ou desprovar, mas continua a ser uma possibilidade intrigante e, quanto mais não seja, serve de lembrete de que, para esta canção e para muitos dos outros cânticos mencionados anteriormente, nem sempre temos plena consciência do verdadeiro sentido das palavras que conhecemos tão bem e cantamos com tanto entusiasmo na altura do Natal.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Arnold, Denis. *The New Oxford Companion to Music .* Oxford University Press, 1983.](https://www.worldhistory.org/books/0193113163/)
- Charles Dickens. *Christmas Books.* Thomas Nelson & Sons, London, 1914
- [Elizabeth (edit). Poston. *The Penguin Book of Christmas Carols.* Penguin, 1965.](https://www.worldhistory.org/books/B0000D1QN8/)
- [Gant, Andrew. *The Carols of Christmas.* Thomas Nelson, 2015.](https://www.worldhistory.org/books/0718031520/)
- [Lawson-Jones, Reverend Mark & Walker, Bishop Dominic. *Why Was the Partridge in the Pear Tree?.* The History Press, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/0752459570/)
- [Miall, Anthony. *Victorian Christmas Book.* J. M. Dent & Sons Ltd; Treasure Press, 1990.](https://www.worldhistory.org/books/1850513384/)
- [Poston, Elizabeth. *The Second Penguin Book of Christmas Carols.* Penguin Books, 1971.](https://www.worldhistory.org/books/0140708383/)

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE e mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Pesquisador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus principais interesses incluem arte, arquitetura e descobrir ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Perguntas & Respostas

### De onde surgiram os cânticos de Nata?
Os cânticos de Natal têm origem na música folclórica, talvez utilizada em danças, que foi adaptada para ser utilizada nas cerimónias religiosas para celebrar todo o tipo de festas, e não apenas o Natal.

### Qual é a origem da música natalícia?
A origem da música natalícia remonta aos rituais pagãos de canto e dança para celebrar o meio do inverno. As cerimónias religiosas utilizavam música animada nas suas procissões, às quais foram atribuídas letras que ensinavam aspetos da história bíblica. 


## Cite Este Artigo

### APA
Cartwright, M. (2026, August 30). A História dos Cânticos de Natal. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2339/a-historia-dos-canticos-de-natal/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "A História dos Cânticos de Natal." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, August 30, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2339/a-historia-dos-canticos-de-natal/>.
### MLA
Cartwright, Mark. "A História dos Cânticos de Natal." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 30 Aug 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2339/a-historia-dos-canticos-de-natal/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 30 August 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

