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title: Inanna e Ebih: Uma Narrativa Poética do Poder Feminino
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2194/inanna-e-ebih/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-03-24
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# Inanna e Ebih: Uma Narrativa Poética do Poder Feminino

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

*[Inanna](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10035/inanna/) e Ebih (*incipit sumério *In-nin me-huš-a)* é um poema sumério/acádio atribuído a [Enheduanna](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10021/enheduanna/) (2285-2250 a.C.), filha de Sargão da Acádia. O título original da obra é *Inninmehusa* ("Deusa dos Poderes Temíveis") e conta a história da vitória da deusa Inanna sobre o [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) da montanha Ebih, depois de ele ter deixado de demonstrar o devido respeito por ela.

[ ![Tablet of the Poem Inanna and Ebih](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/17173.jpeg?v=1776029905-1678702260) Tábua do Poema Inanna e Ebih Daderot (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/17173/tablet-of-the-poem-inanna-and-ebih/ "Tablet of the Poem Inanna and Ebih")O poema (às vezes referido como *A Batalha de Inanna com a Montanha*) consta na lista como a terceira das principais obras de Enheduanna, depois de *Inninsagurra* (*A Amante de Grande Coração*) e *Ninmesarra* (*A Exaltação de Inanna*), e apresenta Inanna no papel como deusa da guerra. A popularidade da obra é atestada por, pelo menos, 80 cópias encontradas nas ruínas de Nipur e outras cidades antigas em todo o atual Iraque, e sabe-se que era usada na *edubba* ("Casa das Tábuas"), a escola de escribas, como parte do currículo conhecido como Decad, os textos complexos que os alunos necessitavam dominar antes de se formarem.

Houve mais interpretações oferecidas para este poema do que para os outros dois, variando de uma alegoria de desastre ecológico a uma visão protofeminista do mito da Queda do Homem, a uma obra em homenagem às vitórias acádias sobre o povo das montanhas do norte, entre muitas outras. Uma leitura simples do texto, no entanto, mostra que está muito alinhado com as outras obras que têm Inanna como personagem central, onde é retratada como orgulhosa, determinada e independente, fazendo o que bem entende, independentemente das consequências.

É mais provável, portanto, que a obra tenha sido originalmente composta em homenagem ao divino feminino — como os outros poemas de Enheduanna —, apresentando Inanna como uma jovem mulher que se recusa a aceitar a falta de respeito de um homem ou do sistema patriarcal que a permite. Esta leitura é apoiada não apenas pelo texto, mas pela vida da autora da obra; embora possa ser interpretada da mesma forma mesmo se [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/) por qualquer outra pessoa.

### **Comentário e Resumo**

Enheduanna, a primeira autora do mundo conhecida pelo nome (de ambos os géneros), era uma princesa altamente educada do [Império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) Acádio, o pai, [Sargão de Acádia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-625/sargao-de-acadia/) (o Grande, 2334-2279 a.C.), enviou-a para a *edubba* para se tornar escriba e, em seguida, para a cidade de Ur, onde serviu como alta sacerdotisa no templo do deus da lua Nanna. Escreveu mais de 40 poemas, a maioria baseada em aspectos da sua vida e refletindo a época em que viveu.

Entre as muitas outras interpretações de *Inanna e Ebih* (um título moderno), está a alegação de que se trata de uma alegoria de um golpe bem-sucedido em Ur por um tal Lugal-Ane, que enviou Enheduanna para o exílio, e do seu regresso ao poder, pelo qual deu crédito a Inanna. Esta leitura encaixa-se melhor no texto do que outras interpretações, mas também é possível que a obra seja simplesmente uma narrativa poética sobre o poder feminino em geral, sem nenhuma relação com a experiência de vida de Enheduanna.

O poema começa com elogios a Inanna (linhas 1-24) antes de iniciar a história de como, ao caminhar nas montanhas, Inanna é insultada por Ebih — personificado pela paisagem montanhosa — que se recusa a mostrar-lhe o devido respeito. Inanna então jura vingança (linhas 25-52). Ela queixa-se ao grande deus do céu An ([Anu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15601/anu/)), pedindo a bênção e ajuda para punir Ebih (linhas 53-111), mas ele recusa-se, referindo que Ebih é mais poderoso do que ela e que deveria pensar duas vezes antes de desafiá-lo (linhas 112-130).

[ ![Ruins of Ur](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/347.jpg?v=1773993002-1773993023) Ruínas de Ur M.Lubinski (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/347/ruins-of-ur/ "Ruins of Ur")Inanna rejeita o conselho, arma-se e ataca Ebih, destruindo-o (linhas 131-159), e anuncia a vitória (linhas 160-181). O poema termina com os elogios ao triunfo de Inanna e conclui, como muitas obras da [literatura mesopotâmica](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21465/literatura-mesopotamica/), com elogios a Nisaba, deusa da [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-72/escrita/), em agradecimento pela sua inspiração e orientação na redação da obra.

### **Texto**

A passagem a seguir foi retirada de *The Literature of Ancient Sumer*, (*A Literatura da Antiga [Suméria](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-114/sumeria/)*), traduzido por Jeremy Black *et al*., e de *The Electronic Corpus of Sumerian Literature*, (ETCSL *O Corpus Eletrónico da Literatura Suméria*) traduzido pelos mesmos autores. As elipses significam palavras ou versos ausentes, e os pontos de interrogação indicam uma tradução alternativa para uma palavra ou frase.

> **1-6:** Deusa dos temíveis poderes divinos, revestida de terror, montada nos grandes poderes divinos, Inanna, completada pela força da arma sagrada *Ankar*, encharcada de sangue, correndo em grandes batalhas, com o escudo apoiado no chão (?), coberta por tempestades e inundações, grande senhora Inanna, sabendo bem como planear conflitos, destrói terras poderosas com flechas e força e domina as terras.
> **7-9:** No céu e na terra, ruge como um leão e devasta o povo. Como um enorme touro selvagem, triunfa sobre as terras hostis. Como um leão temível, pacifica os insubordinados e rebeldes com a sua coragem.
> **10-22:** Minha senhora, ao adquirir a estatura do céu, donzela Inanna, ao se tornar tão magnífica quanto a terra, ao surgir como Utu, o rei, e estender os seus braços, ao caminhar no céu e vestir um terror temível, ao vestir a luz do dia e o brilho na terra, ao caminhar nas cadeias de montanhas e trazer raios resplandecentes, ao banhar as plantas girin das montanhas (na luz), ao dar à luz a montanha brilhante, a montanha, o lugar sagrado, ao seu ..., ao ser forte com a maça como um senhor alegre, como um senhor entusiasmado (?), ao exultar em tal batalha como uma arma destrutiva — o povo de cabeça negra entoa canções e todas as terras cantam docemente.
> **23-24:** Eu louvarei a senhora da batalha, a grande filha de Suen, a donzela Inanna.
> **25-32: (** *Inanna anunciou:*) "Quando eu, a deusa, caminhava pelo céu, caminhava pela terra, quando eu, Inanna, caminhava pelo céu, caminhava pela terra, quando eu caminhava por [Elão](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-275/elao/) e Subartu, quando eu caminhava pelas montanhas Lulubi, quando me virei para o centro das montanhas, quando eu, a deusa, me aproximei da montanha, ela não me mostrou respeito, quando eu, Inanna, me aproximei da montanha, ela não me mostrou respeito, quando me aproximei da cordilheira de Ebih, não me mostrou respeito."
> **33-36: "** Como não me mostraram respeito, como não baixaram o nariz perante mim, como não esfregaram os lábios no pó por mim, eu pessoalmente encherei a imponente cordilheira com o meu terror."
> **37-40:** "Contra os seus lados magníficos, colocarei aríetes magníficos; contra os seus lados pequenos, colocarei aríetes pequenos. Eu a invadirei e começarei o 'jogo' da sagrada Inanna. Na cordilheira, começarei batalhas e prepararei conflitos."
> **41-44: "** Prepararei flechas na aljava. Prepararei... pedras de funda com a corda. Começarei a polir a minha lança. Prepararei o bastão de arremesso e o escudo."
> **45-48: "** Incendiarei as suas densas florestas. Derrubarei as suas maldades com um machado. Farei com que Gibil, o purificador, mostre os seus dentes sagrados nos seus cursos de água. Espalharei este terror pela inacessível cordilheira Aratta."
> **49-52: "** Como uma cidade que An amaldiçoou, que nunca seja restaurada. Como uma cidade que [Enlil](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-13054/enlil/) desaprovou, que nunca mais [levante](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-178/levante/) a cabeça. Que a montanha trema quando eu me aproximar. Que Ebih me dê honra e me elogie."
> **53-58:** Inanna, filha de Suen, vestiu as vestes da realeza e cingiu-se de alegria. Ela enfeitou a testa com terror e um brilho assustador. Ela arrumou rosetas de cornalina em torno da garganta sagrada. Ela brandiu vigorosamente a arma cita de sete cabeças à sua direita e colocou tiras de lápis-lazúli nos pés.
> **59-61:** Ao anoitecer, surgiu majestosamente e seguiu o caminho até o Portão das Maravilhas. Ela fez uma oferenda a An e dirigiu-lhe uma oração.
> **62-64:** An, encantado com Inanna, deu um passo à frente e tomou o seu lugar. Ele ocupou o assento de honra do céu.
> **65-69:** (*Inanna anunciou:*) "An, meu pai, eu te saúdo! Preste atenção às minhas palavras. Tornou-me temível entre as divindades do céu. Por sua Graça, minha palavra não tem rival no céu ou na terra. Deu-me a ... e a arma *cilig*, os emblemas *antibal e* *mansium*."
> **70-79: "** Para colocar a base em posição e tornar o trono e a fundação firmes, para carregar o poder da arma *cita* que se curva como uma árvore mubum, para segurar o solo com o jugo sextuplo, para estender os flancos com o jugo quádruplo, para perseguir incursões assassinas e campanhas militares generalizadas, para aparecer aos reis no ... do céu como o luar, para atirar a flecha do braço e cair em campos, pomares e florestas como o dente do gafanhoto, para levar o arado às terras rebeldes, para remover as fechaduras dos portões da cidade para que as portas fiquem abertas — Rei An, realmente deu-me tudo isso, e ..."
> **80-82:** "Colocou-me à direita do rei para destruir as terras rebeldes: que ele, com a minha ajuda, esmague cabeças como um falcão no sopé da montanha, Rei An, e que eu... seu nome por toda a terra como um fio."
> **83-88:** "Que ele destrua as terras como uma cobra numa fenda. Que as faça rastejar como uma cobra sajkal descendo duma montanha. Que tenha controlo sobre a montanha, examine-a e conheça a sua extensão. Que saia na campanha sagrada de An e conheça a sua profundidade. Os deuses ..., já que as divindades Anuna têm ..."
> **89-95:** "Como é possível que a montanha não me temesse no céu e na terra, que a montanha não me temesse, Inanna, no céu e na terra, que a cordilheira de Ebih, a montanha, não me temesse no céu e na terra? Porque não me mostrou respeito, porque não colocou o nariz no chão, porque não esfregou os lábios na poeira, que eu possa encher minha mão com a cordilheira elevada e entregá-la ao meu terror."
> **96-99: "** Contra os seus lados magníficos, deixe-me colocar aríetes magníficos, contra seus lados pequenos, deixe-me colocar aríetes pequenos. Deixe-me invadi-la e começar o 'jogo' da sagrada Inanna. Na cordilheira, deixe-me preparar a batalha e os conflitos.
> **100-103:** "Deixem-me preparar flechas na aljava. Deixem-me... pedras de funda com a corda. Deixem-me começar a polir a minha lança. Deixem-me preparar o bastão de arremesso e o escudo."
> **104-107: "** Deixem-me incendiar as suas densas florestas. Deixem-me usar um machado contra as suas más ações. Deixem-me fazer com que Gibil, o purificador, mostre os seus dentes sagrados nos seus cursos de água. Deixem-me espalhar este terror pela inacessível cordilheira Aratta."
> **108-111: "** Como uma cidade que An amaldiçoou, que nunca seja restaurada. Como uma cidade que Enlil desaprovou, que nunca mais levante a cabeça. Que a montanha trema quando eu me aproximar. Que Ebih me dê honra e me elogie."
> **112-115:** An, o rei das divindades, respondeu-lhe: "Minha pequena exige a destruição da montanha — o que está a pensar? Inanna exige a destruição da montanha — o que ela está a pensar? Ela exige a destruição desta montanha — o que ela está a pensar?"
> **116-120: "** Ela derramou um terror assustador sobre as moradas dos deuses. Espalhou o medo entre as moradas sagradas das divindades Anuna. Derramou o seu terror e ferocidade sobre esta terra. Derramou o brilho e o medo da cordilheira sobre todas as terras. A sua arrogância estende-se grandiosamente até o centro do céu."
> **121-126:** "Os frutos pendem em seus jardins florescentes e a exuberância se espalha. Suas árvores magníficas são, elas mesmas, uma fonte de admiração para as raízes do céu. Em Ebih... os leões são abundantes sob a copa das árvores e os galhos brilhantes. Ela torna os carneiros selvagens e os veados abundantemente livres. Mantém os touros selvagens na grama florescente. Os veados acasalam entre os ciprestes da cordilheira."
> **127-130: " N**ão pode passar pelo terror e medo. O brilho da cordilheira é assustador. Donzela Inanna, não pode opor-se a isso." Assim ele falou.
> **131-137:** A senhora, na sua raiva e ira, abriu o arsenal e empurrou o portão de lápis-lazúli. Ela trouxe uma batalha magnífica e invocou uma grande tempestade. A sagrada Inanna alcançou a aljava. Levantou uma inundação imponente com lodo maligno. Provocou um vento maligno e furioso com cacos de cerâmica.
> **138-143:** Minha senhora enfrentou a cordilheira. Ela avançou passo a passo. Afiou as duas pontas de sua adaga. Agarrou o pescoço de Ebih como se estivesse arrancando esparto. Pressionou os dentes da adaga em seu interior. Rugiu como um trovão.
> **144-151:** As rochas que formavam o corpo de Ebih ruíram pelas suas encostas. Dos seus lados e fendas, grandes serpentes cuspiam veneno. Ela amaldiçoou as suas florestas e as suas árvores. Matou os seus carvalhos com a seca. Derramou fogo nas suas encostas e tornou o seu fumo denso. A deusa estabeleceu autoridade sobre a montanha. A sagrada Inanna fez o que quis.
> **152-159:** Ela dirigiu-se à cordilheira de Ebih e disse-lhe: "Cordilheira, pela tua elevação e pela tua altura, pela tua imponência e pela tua beleza, por vestires um traje sagrado e por alcançares o céu; porque não tocaste com o nariz no chão, nem esfregaste os teus lábios no pó, eu matei-te e derrubei-te!"
> **160-165:** "Como com um elefante, eu agarrei as presas. Como com um grande touro selvagem, eu derrubei-o pelos chifres grossos. Como com um touro, eu forcei a sua grande força ao chão e o persegui selvagemente. Eu fiz das lágrimas a norma nos seus olhos. Eu coloquei lamentações no seu coração. Pássaros de tristeza estão construindo ninhos nestes flancos."
> **166-170:** Pela segunda vez, regozijando-se pelo seu terrível terror, ela falou com retidão: "Meu pai Enlil derramou meu grande terror sobre o centro das montanhas. À minha direita, ele colocou uma arma. À minha esquerda, um ... foi colocado. Minha raiva, uma grade com grandes dentes, rasgou a montanha."
> **171-175: "** Construí um palácio e fiz muito mais. Coloquei um trono no lugar e tornei a base firme. Dei aos praticantes do culto Kurjara uma adaga e um aguilhão. Dei aos praticantes do culto Gala tambores ub e lilis. Mudei o capacete dos praticantes do culto Pilipili."
> **176-181:** "Na minha vitória, corri em direção à montanha. Na minha vitória, corri em direção a Ebih, a cordilheira. Avancei como uma enchente crescente e, como água subindo, transbordei a barragem. Imponho minha vitória à montanha. Imponho minha vitória a Ebih."
> **182-183:** Por destruir Ebih, grande filha de Suen, donzela Inanna, seja louvada.
> **184:** Nisaba seja louvada.

### **Conclusão**

Embora o poema seja geralmente entendido como obra de Enheduanna, há alguns estudiosos que contestam a afirmação e, portanto, rejeitam a interpretação de que reflete o conflito de Enheduanna com Lugal-Ane. O golpe de Lugal-Ane como fonte, no entanto, não tem nada a ver com o texto em si — nem é necessário ligar Enheduanna à obra —, pois o poema poderia ter sido escrito por qualquer pessoa interessada em incentivar o empoderamento feminino.

[ ![Disk of Enheduanna](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/16685.jpg?v=1774618825-1774358474) Disco de Enheduanna Zunkir (CC BY) ](https://www.worldhistory.org/image/16685/disk-of-enheduanna/ "Disk of Enheduanna")Quem quer que o tenha escrito, em regra geral, a obra pode ser interpretada como as mulheres não recebem o devido respeito e como é de direito responder com desafio ao sistema patriarcal, em vez de aceitação. Uma obra posterior, *Inanna e Su-kale-tuda* (cerca de 1800 a.C.), explora este mesmo tema por meio duma história em que Inanna é violada por um jardineiro e, em vez de sofrer em silêncio após a agressão, ela caça o homem e o mata. O autor desta obra pode ter tido 'Inanna e Ebih' em mente, pois, em ambas, Inanna se recusa a se submeter às expectativas do patriarcado e exige justiça para si mesma nos seus próprios termos.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Bertman, Stephen. *The Handbook to Life in Ancient Mesopotamia.* Oxford University Press, 2005.](https://www.worldhistory.org/books/0195183649/)
- [Black, J. , et. al. . *The Literature of Ancient Sumer.* Oxford University Press, 2006.](https://www.worldhistory.org/books/0199296332/)
- [Kramer, S. N. *The Sumerians: Their History, Culture, and Character.* University of Chicago Press, 1971.](https://www.worldhistory.org/books/0226452387/)
- [Kriwaczek, P. *Babylon: Mesopotamia and the Birth of Civilization.* St. Martin's Griffin, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/1250054168/)
- [Oppenheim, A. L. *Ancient Mesopotamia: Portrait of a Dead Civilization.* University of Chicago Press, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0226631877/)
- [The Electronic Text Corpus of Sumerian Literature: Inana and Ebih](https://etcsl.orinst.ox.ac.uk/section1/tr132.htm "The Electronic Text Corpus of Sumerian Literature: Inana and Ebih"), accessed 13 Mar 2026.

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Perguntas & Respostas

### O que é 'Inanna e Ebih'?
'Inanna e Ebih' é um poema sumério-acádio da antiga Mesopotâmia atribuído a Enheduanna — a poetisa e sacerdotisa de Ur —, que conta a história da vitória da deusa Inanna sobre o deus-montanha Ebih em vingança por um insulto.

### Quando foi escrito 'Inanna e Ebih'?
Os estudiosos divergem quanto à autoria de 'Inanna e Ebih'. Se foi escrito por Enheduanna, data de cerca de 2285-2250 a.C.; caso contrário, pode ser datado de cerca de 2300 a.C. 

### Quais são os outros títulos do poema? 
'Inanna e Ebih' é um título moderno para o poema. Outros títulos incluem "A Batalha de Inanna com a Montanha" e o título original traduzido como "Deusa dos Poderes Terríveis". 

### Porque é que 'Inanna e Ebih' é importantes? 
O poema 'Inanna e Ebih' é importante como uma obra importante de Enheduanna, a primeira autora do mundo (de ambos os géneros) conhecida pelo nome, mas tem sido interpretada por alguns estudiosos como uma obra protofeminista que incentiva o empoderamento feminino, independentemente de quem a escreveu. 


## Links Externos

- [The Morgan Library & Museum: She Who Wrote: Enheduanna and Women of Mesopotamia by Erhan Tamur](https://www.themorgan.org/blog/she-who-wrote-enheduanna-and-women-mesopotamia)
- [Enheduana’s poems – Enheduana](https://enheduana.org/enheduanas-poems/)
- [Enheduana Resources](https://enheduana.org/)
- [Minerva Magazine: I, Enheduanna by Lucia Marchini](https://minervamagazine.com/i-enheduanna)

## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2025, December 21). Inanna e Ebih: Uma Narrativa Poética do Poder Feminino. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2194/inanna-e-ebih/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Inanna e Ebih: Uma Narrativa Poética do Poder Feminino." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, December 21, 2025. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2194/inanna-e-ebih/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Inanna e Ebih: Uma Narrativa Poética do Poder Feminino." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 21 Dec 2025, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2194/inanna-e-ebih/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 21 December 2025. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

