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title: Enlil no E-kur: Louvar a Deus na Antiga Mesopotâmia
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2181/enlil-no-e-kur/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-08-14
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# Enlil no E-kur: Louvar a Deus na Antiga Mesopotâmia

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

*[Enlil](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-13054/enlil/) no E-kur* (*incipit*: *en-lil2-e ĝu3-de3-a-ni mah-a*: cerca de 2000 a.C.) é um hino sumério que louva o [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) do céu Enlil, o seu templo/[zigurate](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-127/zigurate/) em Nipur e a sua consorte Ninlil, retratando ambos e Enlil em termos sumamente laudatórios, sendo este último apresentado como um deus criador. A obra é grandemente apreciada tanto como um trabalho importante da [literatura mesopotâmica](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21465/literatura-mesopotamica/) como pela sua influência em livros da [Bíblia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-191/biblia/).

[ ![Nippur](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/6291.jpg?v=1786444766) Nipur David Stanley (CC BY) ](https://www.worldhistory.org/image/6291/nippur/ "Nippur")O hino era quase certamente entoado em [festivais na antiga Mesopotâmia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2185/festivais-na-antiga-mesopotamia/) em honra de Enlil, cujo complexo de templos em Nipur figurava entre os mais opulentos da [Suméria](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-114/sumeria/). Nipur foi sempre considerada uma cidade sagrada, sede do culto de Enlil, e os reis do período dinástico primitivo na [Mesopotâmia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-34/mesopotamia/) (cerca de 2900 a cerca de 2350/2334 a.C.), do período acádio (2350/2334–2154 a.C.) e do período da Terceira Dinastia de [Ur](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-128/ur/) (cerca de 2112 a cerca de 2004 a.C.) — assim como monarcas posteriores — fizeram dela uma prioridade nos seus projetos de construção, renovação e restauração.

Os reis do período da Terceira Dinastia de Ur, a começar por Ur-Nammu (cujo reinado decorreu entre cerca de 2112 e 2094 a.C.) e pelo seu filho Shulgi de Ur (reinado de 2094 a cerca de 2046 a.C.), prestaram especial atenção a Nipur, uma vez que reivindicavam a sua autoridade para governar a partir de Enlil e Ninlil. Pensa-se que o poema data do reinado de Shulgi, tal como acontece com outras obras semelhantes, incluindo o poema Shulgi e a Barca de Ninlil.

*Enlil no E-Kur* (também conhecido como *Enlil A*, *Hino a Enlil* e *Hino ao E-kur*) era claramente popular, a julgar pelo número de cópias encontradas em Nipur e noutros locais. A peça estava incluída no currículo da *edubba* («Casa das Tabuletas»), a escola de escribas mesopotâmica, como parte do curso avançado de estudos conhecido como a *Década* (grupos de dez composições), perto do fim da educação formal de um estudante.

As tabuletas cuneiformes foram encontradas em fragmentos no início do século XX, e a obra foi traduzida e publicada pela primeira vez entre 1918 e 1928. Hoje em dia, figura entre as obras mais populares da literatura da antiga Mesopotâmia devido à sua descrição detalhada do E-Kur (o templo), à representação de Enlil como a fonte de toda a criação e à influência que se crê ter exercido sobre os livros posteriores da Bíblia, em particular o Livro dos Salmos.

### O Resumo e o Comentário

Enlil começou por ser o deus sumério do ar, filho de An ([Anu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15601/anu/)), o Senhor dos Céus, mas acabou por substituir o seu pai como rei dos deuses, formando também uma tríade divina com Anu e [Enki](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-14434/enki/), o deus da sabedoria. Em alguns mitos, Enlil surge como subordinado a Anu, a Enki ou à sua consorte Ninlil, mas na maioria é a divindade mais poderosa do [panteão](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11201/panteao/) mesopotâmico, guardião das Tábuas do Destino — que continham os fados de deuses e humanos — e criador e preservador da ordem universal. Foi venerado desde cerca de 2900 até cerca de 141 a.C.

[ ![Enlil](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/17153.jpg?v=1780141109-1677829361) Enlil Osama Shukir Muhammed Amin FRCP(Glasg) (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/17153/enlil/ "Enlil")*Enlil no E-kur* aborda esta visão do deus como sumamente poderoso e enfatiza constantemente a sua grandeza e o esplendor da sua morada em Nipur ao longo de todo o texto, concluindo com um verso final de louvor. O académico Jeremy Black oferece um breve resumo do desenvolvimento do texto:

> A estrutura alterna entre descrições na terceira pessoa (1-64, 100-130) e endereços diretos à divindade (65-99, 131-171). Imagens de retidão (18-25), festividade (44-55), brilho visual (65-73), imponência (74-83), fatalidade (100-108) e justiça (139-155) predominam em grande parte do poema. Numa passagem extraordinária (109-130), o poeta tenta imaginar o mundo sem Enlil: conclui que absolutamente nada existiria.
> (págs. 320-321)

O deus é também referido como um «pastor fiel» (verso 93) e o «príncipe do céu» (verso 100), o que, aliado a outros epítetos e atributos conferidos ao longo da obra, levou alguns estudiosos a apontar a influência deste texto sobre os Salmos da Bíblia (notadamente o famoso Salmo 23, que começa com «O Senhor é o meu pastor...»), bem como sobre outros livros bíblicos, incluindo partes de Isaías, [os evangelhos](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19436/os-evangelhos/) e o Livro do Apocalipse.

### O Texto

O texto infra foi extraído *The Literature of Ancient Sumer* (*A Literatura da Antiga Suméria*) e de The *Electronic Corpus of Sumerian Literature* (ETCSL *O Corpus Eletrónico da Literatura Suméria*) traduzido para inglês pelo estudioso Jeremy Black *et al*. As elipses indicam palavras ou linhas ausentes, enquanto os pontos de interrogação sugerem traduções alternativas para uma palavra. O hino dirige-se a Enlil sob vários nomes, incluindo Nunamnir e Grande Montanha, enquanto o seu templo é designado como a Casa da Montanha, entre outros termos, como Dur-an-ki, o local de encontro entre o céu e a terra. A deusa [Ninhursag](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15604/ninhursag/) surge aqui como Nintu, sendo também mencionado o filho de Enlil, Nuska. Nipur é referida como Nibru, e o abzu remete para o reino aquático situado sob a cidade sagrada de [Eridu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-129/eridu/), considerado uma fonte de vida em alguns mitos.

> **1-9:** As ordens de Enlil são de longe as mais sublimes, as suas palavras são sagradas, os seus pronunciamentos são imutáveis! O destino que decreta é eterno, o seu olhar inquieta as montanhas, o seu... alcança (?) o interior das montanhas. Todos os deuses da terra inclinam-se perante o Pai Enlil, que se senta confortavelmente no estrado sagrado, o estrado sublime de Nunamnir, cuja senhoria e soberania são sumamente perfeitas. Os deuses Anuna comparecem perante ele e cumprem obedientemente as suas instruções.
> **10-17:** O poderoso senhor, o maior no céu e na terra, o juiz perito, o sábio de sabedoria abrangente, tomou assento no Dur-an-ki e fez do Ki-ur, o grande lugar, um prodígio resplandecente de majestade. Estabeleceu residência em Nibru, o sublime vínculo (?) entre o céu e a terra. A fachada da cidade está carregada de um temor terrível e de fulgor, as suas traseiras são de tal ordem que nem o mais poderoso deus ousa atacar, e o seu interior é o gume de um punhal afiado, uma lâmina de catástrofe. Para as terras rebeldes, é um laço, uma armadilha, uma rede.
> **18-25:** Corta a vida daqueles que falam com demasiado poder. Não permite que seja proferida nenhuma palavra má em julgamento (?). ..., a falsidade, a linguagem inimiga, a hostilidade, a impropriedade, o mau trato, a maldade, a transgressão, o olhar de sossego (?), a violência, a difamação, a arrogância, a linguagem licenciosa (?), o egoísmo e a jactância são abominações não toleradas dentro da cidade.
> **26-34:** As fronteiras de Nibru formam uma grande rede, no interior da qual a águia hurin abre largamente as suas garras. O homem mau ou ímpio não escapa ao seu alcance. Nesta cidade dotada de firmeza, para a qual a retidão e a justiça foram tornadas uma possessão duradoura, e que está trajada (?) com vestes puras no cais, o irmão mais novo honra o irmão mais velho e trata-o com dignidade humana; as pessoas prestam atenção à palavra de um pai e submetem-se à sua proteção; a criança comporta-se com humildade e modéstia para com a sua mãe e alcança uma provecta velhice.
> **35-43:** Na cidade, o povoado sagrado de Enlil, em Nibru, o santuário amado do pai Grande Montanha, ele fez erguer do solo o estrado da abundância, o E-kur, o templo brilhante; fê-lo crescer em terra pura tão alto como uma montanha imponente. O seu príncipe, a Grande Montanha, o Pai Enlil, tomou lugar no estrado do E-kur, o santuário sublime. Nenhum deus pode causar dano aos poderes divinos do templo. Os seus ritos sagrados de purificação das mãos são eternos como a terra. Os seus poderes divinos são os poderes divinos do abzu: ninguém os pode contemplar.
> **44-55:** O seu interior é um mar largo que desconhece o horizonte. No seu... a resplandecer como um estandarte (?), os vínculos e os antigos poderes divinos são aperfeiçoados. As suas palavras são preces, os seus encantamentos são súplicas. A sua palavra é um presságio favorável..., os seus ritos são preciosíssimos. Nos festivais, há abundância de banha e nata; estão repletos de abundância. Os seus planos divinos trazem alegria e regozijo, os seus veredictos são grandiosos. Diariamente há um grande festival e, ao fim do dia, uma farta colheita. O templo de Enlil é uma montanha de abundância; estender a mão, olhar com cobiça e apoderar-se são abominações nele.
> **56-64:** Os sacerdotes lagar deste templo, cujo senhor cresceu com ele, são peritos na bênção; os seus sacerdotes gudu do abzu são adequados para os vossos ritos de purificação; os seus sacerdotes nuec são perfeitos nas preces sagradas. O seu grande agricultor é o bom pastor da Terra, que nasceu vigoroso num dia auspicioso. O agricultor, adequado para os campos vastos, traz oferendas copiosas; ele não... para o E-kur resplandecente.
> **65-73:** Enlil, quando demarcaste os povoados sagrados, também construíste Nibru, a tua própria cidade. Tu (?) ... o Ki-ur, a montanha, o teu lugar puro. Fundaste-a no Dur-an-ki, no meio dos quatro quartos da terra. O seu solo é a vida da Terra e a vida de todos os países estrangeiros. A sua obra de tijolo é ouro vermelho, a sua fundação é lápis-lazúli. Fizeste-a resplandecer no alto da Suméria como se fossem os chifres de um touro selvagem. Ela faz tremer de medo todos os países estrangeiros. Nos seus grandes festivais, o povo passa o tempo na abundância.
> **74-83:** Enlil, a sagrada Urac é agraciada com beleza para ti; és imensamente adequado para o abzu, o trono sagrado; refrescas-te no submundo profundo, a câmara sagrada. A tua presença espalha uma imponência sobre o E-kur, o templo resplandecente, a morada sublime. A sua tremenda força e o seu fulgor elevam-se até ao céu, a sua sombra estende-se sobre todas as terras estrangeiras, e as suas ameias chegam até ao meio do céu. Todos os senhores e soberanos fornecem ali regularmente oferendas sagradas, aproximando-se de Enlil com preces e súplicas.
> **84-92:** Enlil, se olhas com benevolência para o pastor, se enalteces aquele que é verdadeiramente chamado na Terra, então os países estrangeiros ficam nas suas mãos, os países estrangeiros ficam aos seus pés! Até os países estrangeiros mais distantes se submetem a ele. Fará então com que rendimentos colossais e pesados tributos, como se de água fresca se tratassem, cheguem ao tesouro. No grande pátio, fornecerá oferendas regularmente. Para o E-kur, o templo resplandecente, trará (?) ...
> **93-99:** Enlil, o pastor fiel da multidão fervilhante, o boieiro, líder de todas as criaturas vivas, manifestou a sua categoria de grande príncipe, adornando-se com a coroa sagrada. À medida que o Vento da Montanha (?) ocupava o estrado, estendeu-se pelo céu como um arco-íris. Tal como uma nuvem flutuante, moveu-se sozinho (?).
> **100-108:** Ele, por si só, é o príncipe do céu, o dragão da terra. O deus sublime dos Anuna determina ele próprio os destinos. Nenhum deus o pode contemplar. O seu grande vizinho e comandante Nuska aprende com ele as suas ordens e as suas intenções, consulta-o e depois executa em seu nome as suas instruções de longo alcance. Reza-lhe com preces sagradas (?) e poderes divinos (?).
> **109-123:** Sem a Grande Montanha Enlil, nenhuma cidade seria construída, nenhum povoado seria fundado; nenhum curral de vacas seria construído, nenhum aprisco de ovelhas seria estabelecido; nenhum rei seria enaltecido, nenhum senhor daria à luz; nenhum sumo sacerdote ou sacerdotisa realizaria a extispícia; os soldados não teriam generais nem capitães; as águas pejadas de carpas não... os rios no seu caudal máximo; as carpas não... viriam diretamente do mar para cima, não dardejariam por aí. O mar não produziria todo o seu pesado tesouro, nenhum peixe de água doce poria ovos nos todais de caniços, nenhum pássaro do céu construiria ninhos na terra espaçosa; no céu, as nuvens espessas não abririam as suas bocas; nos campos, o cereal sarapateado não encheria as terras aráveis, a vegetação não cresceria viçosa na planície; nos jardins, as árvores frondosas da montanha não produziriam frutos.
> **124-130:** Sem a Grande Montanha, Enlil, Nintu não mataria, não abateria mortalmente; nenhuma vaca deixaria cair a sua cria no curral, nenhuma ovelha traria à luz... cordeiro no seu aprisco; as criaturas vivas que se multiplicam por si mesmas não se deitar-se-iam nos seus...; os animais de quatro patas não propagar-se-iam, não acasalar-se-iam.
> **131-138:** Enlil, a tua engenhosidade tira o fôlego! Por natureza, é como fios entrelaçados que não se podem desatar, fios cruzados que o olho não consegue seguir. Pode confiar-se na tua divindade. És o teu próprio conselheiro e assessor; és um senhor por direito próprio. Quem pode compreender as tuas ações? Nenhum poder divino é tão resplandecente como o teu. Nenhum deus te pode olhar nos olhos.
> **139-155:** Tu, Enlil, és senhor, deus, rei. És um juiz que toma decisões sobre o céu e a terra. A tua palavra sublime é tão pesada como o céu, e não há ninguém que a possa levantar. Os deuses Anuna... perante a tua palavra. A tua palavra tem peso no céu, é um alicerce sobre a terra. Nos céus, é um grande..., que se estende até ao firmamento. Na terra, é um alicerce que não pode ser destruído. Quando se refere aos céus, traz abundância: a abundância jorrará dos céus. Quando se refere à terra, traz prosperidade: a terra produzirá prosperidade. A tua palavra significa linho, a tua palavra significa cereal. A tua palavra significa a cheia primordial, a vida das terras. Cria as criaturas vivas, os animais (?) que copulam e respiram alegremente na verdura. Tu, Enlil, o bom pastor, conheces os seus caminhos (?). ... as estrelas cintilantes.
> **156-166:** Casaste com Ninlil, a consorte sagrada, cujas palavras brotam do coração, ela de nobre semblante envergando uma veste ma sagrada, ela de bela forma e membros, a senhora de confiança da tua escolha. Coberta de encanto, a senhora que sabe o que convém ao E-kur, cujas palavras de conselho são perfeitas, cujas palavras trazem conforto como óleo fino para o coração, que partilha contigo o trono sagrado, o trono puro, ela toma conselho e debate assuntos contigo. Decide os destinos a par contigo no lugar virado para o nascer do sol. Ninlil, a senhora do céu e da terra, a senhora de todas as terras, é honrada no louvor da Grande Montanha.
> **167-171:** Ilustre cuja palavra está firmemente estabelecida, cujo comando e apoio são imutáveis, cujos pronunciamentos têm precedência, cujos planos são palavras firmes, Grande Montanha, Pai Enlil, o teu louvor é sublime.

### Conclusão

O hino termina com um louvor final a Enlil, afastando-se da tradição de louvar Nisaba, a deusa da [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/), no final de uma obra [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-72/escrita/), de modo a enfatizar a grandeza do deus. A mensagem central de *Enlil no E-kur*, de facto, resume-se aos versos 167-171, uma vez que o louvor anterior prodigalizado ao seu templo só tem sentido porque se acreditava que Enlil residia ali.

A sua morada é elogiada porque a sua presença a eleva e, para lhe proporcionar uma residência digna dessa elevação, não se pouparam despesas na construção e ornamentação do E-kur. Black comenta:

> Na cosmologia suméria, o santuário de Enlil, Dur-an-ki, foi conceptualizado como o elo entre o céu e a terra — que é precisamente o que o nome significa. A sua imensa torre em socalcos, ainda hoje proeminente na paisagem desértica, decerto constituiu um marco dominante e inspirador de profunda reverência também na Antiguidade.
> (pág. 321)

O louvor do hino ao templo funcionaria como um espelho da própria estrutura, cuidadosamente composto para elevar as almas da assistência, tal como o complexo arquitetónico fazia. *Enlil no E-kur*, entoado em festivais, recordaria ao povo — tal como o altíssimo zigurete — que, quaisquer que fossem os desafios ou lutas que enfrentassem, o seu deus estava no controlo, guiando-os e ajudando-os.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Bertman, S. *The Handbook to Life in Ancient Mesopotamia.* Oxford University Press, 2005.](https://www.worldhistory.org/books/0195183649/)
- [Black, J. , et. al. . *The Literature of Ancient Sumer.* Oxford University Press, 2006.](https://www.worldhistory.org/books/0199296332/)
- [Kramer, S. N. *History Begins at Sumer.* University of Pennsylvania Press, 1988.](https://www.worldhistory.org/books/0812212762/)
- [Kramer, S. N. *The Sumerians: Their History, Culture, and Character.* University of Chicago Press, 1971.](https://www.worldhistory.org/books/0226452387/)
- [Oppenheim, A. L. *Ancient Mesopotamia: Portrait of a Dead Civilization.* University of Chicago Press, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0226631877/)
- [The Electronic Text Corpus of Sumerian Literature/Enlil in the E-kur (Enlil A)](https://etcsl.orinst.ox.ac.uk/section4/tr4051.htm "The Electronic Text Corpus of Sumerian Literature/Enlil in the E-kur (Enlil A)"), accessed 25 Jul 2026.

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Perguntas & Respostas

### O que é «Enlil no E-kur»?
«Enlil no E-kur» é um hino sumério datado de cerca de 2000 a.C., que exalta o deus Enlil, o seu templo em Nipur e a sua consorte Ninlil. 

### De que trata o texto «Enlil no E-kur»? 
«Enlil no E-kur» refere-se, literalmente, ao deus Enlil no seu E-kur (templo), bem como ao próprio templo, louvando o deus pelas suas dádivas, reconhecendo-o como a fonte de toda a vida na sua qualidade de criador e descrevendo o seu templo (que se pensa ser a sua morada) como o local onde os céus e a terra se encontram. 

### Será que Enlil era popular no E-kur?
«Enlil no E-kur» é considerada uma das obras mais populares da literatura mesopotâmica, tendo em conta o número de exemplares encontrados. É quase certo que fosse entoada em festivais e que fizesse parte do programa de estudos das escolas de escribas. 

### Por que é que Enlil é importante no E-kur? 
«Enlil no E-kur» é considerado importante por si só, enquanto obra altamente desenvolvida da literatura suméria, mas também porque se pensa que tenha influenciado os escribas posteriores que redigiram os livros da Bíblia, especialmente o livro dos Salmos. 


## Links Externos

- [Facts and Details/Enlil, Storm God and Main God of Nippur](https://africame.factsanddetails.com/article/entry-968.html)
- [Institute for the Study of Ancient Cultures/Nippur, Sacred City of Enlil by McGuire Gibson](https://isac.uchicago.edu/research/projects/nippur-sacred-city-enlil-0)
- [The Melammu Project/Olympus and Ekur](http://www.melammu-project.eu/database/gen_html/a0001193.html)
- [Metropolitan Museum of Art/Cuneiform Tablet: Sumerian Dedicatory(?) Inscription from Ekur, the Temple of the God Enlil](https://www.metmuseum.org/art/collection/search/323755)

## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, August 14). Enlil no E-kur: Louvar a Deus na Antiga Mesopotâmia. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2181/enlil-no-e-kur/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Enlil no E-kur: Louvar a Deus na Antiga Mesopotâmia." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, August 14, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2181/enlil-no-e-kur/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Enlil no E-kur: Louvar a Deus na Antiga Mesopotâmia." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 14 Aug 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2181/enlil-no-e-kur/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 14 August 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

