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title: Poema Sumério «Os Dias de Escola»: Sátira Suméria e a Vida de Escriba
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2144/poema-sumerio-os-dias-de-escola/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-09-19
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# Poema Sumério «Os Dias de Escola»: Sátira Suméria e a Vida de Escriba

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

*Os Dias de Escola* (escrito por volta de 2000 a.C.) é um poema sumério que descreve o quotidiano de um jovem escriba nas escolas da [Mesopotâmia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-34/mesopotamia/). A obra assume a forma de uma narração na primeira pessoa e de diálogos, relatando os desafios que o aluno enfrenta e a forma como os resolve, fazendo com que o seu pai suborne o professor com presentes caros.

[ ![Sumerian Scribe](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/16675.jpg?v=1777356322-1668422463) Escriba Sumério Osama Shukir Muhammed Amin (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/16675/sumerian-scribe/ "Sumerian Scribe")O poema (também conhecido como *Dias de Escola Sumérios*, *Edubba A* e *O Diário de um Escriba*) era uma leitura popular, como comprovam as mais de 21 cópias, e fragmentos de outras, que foram encontradas em toda a região que outrora foi a Mesopotâmia, especialmente no Iraque e na Síria, sendo que a tabuinha mais completa provém das ruínas da antiga Nipur, no atual Iraque. Qualquer que tenha sido o objetivo original da composição, esta passou a fazer parte do currículo da escola de escribas [suméria](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-114/sumeria/) conhecida como *edubba* (Casa das Tablilhas) e era copiada e memorizada como um dos textos mais difíceis de dominar antes da formatura.

Os alunos progrediam nas aulas, passando da fase inicial de simplesmente aprender a traçar caracteres nítidos em forma de cunha da [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-72/escrita/) [cuneiforme](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-105/cuneiforme/) na argila, para trabalhar com textos mais difíceis conhecidos como a *Tetrada* (grupos de quatro composições), depois a *Década* (grupos de dez) e, finalmente, para as obras mais complexas, que incluíam peças como *O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba* (também conhecido como *Edubba C*), *[O Debate entre a Ovelha e o Cereal](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2122/o-debate-entre-a-ovelha-e-o-cereal/)* e outras, incluindo *Os Dias de Escola* (um título contemporâneo atribuído à obra). O tom satírico e os pormenores de *Os Dias de Escola* levaram a comparações com *O Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba,* que também é interpretado como sátira.

Embora o texto tenha sido descoberto anteriormente, o fragmento mais extenso foi traduzido pela primeira vez em 1909. O texto quase completo, tal como se apresenta abaixo, só foi traduzido em 1949. O estudioso Samuel Noah Kramer, na sua obra *History Begins at Sumer* (*A História Começa na Suméria*), descreve a obra como «o primeiro caso de bajulação» de que há registo, uma vez que o foco da obra muda a meio do caminho, passando das dificuldades do aluno na sua vida quotidiana na escola para a resolução do problema, ao convidar o seu professor para jantar em casa e oferecer-lhe presentes generosos.

A obra termina com o professor, que anteriormente tinha batido no aluno por várias infrações às regras e por preguiça no trabalho, a elogiá-lo como estudante e a prometer-lhe um tratamento melhor no futuro, apesar de não haver indícios de que o aluno tencione mudar qualquer um dos seus hábitos.

### O Resumo e a Comentário

Na escola de escribas suméria, os alunos, com idades a partir dos 8 anos, iniciavam a educação no domínio da [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/) cuneiforme, bem como nas várias áreas do conhecimento sobre as quais se esperava que escrevessem, desde a matemática e a contabilidade até à botânica, registos agrícolas e fiscais, [literatura](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-562/literatura/), religião e outras disciplinas.

Os alunos eram quase exclusivamente do sexo masculino, embora as raparigas de famílias prestigiadas fossem autorizadas a frequentar a escola se os pais desejassem que se tornassem médicas, sacerdotisas ou participassem nos negócios da família aos níveis mais elevados. Kramer comenta:

> O objetivo original da escola suméria era o que hoje designaríamos de «profissional» — ou seja, foi inicialmente criada com o intuito de formar os escribas necessários para satisfazer as exigências económicas e administrativas do país, principalmente as do templo e do palácio. 
> (*História*, pág. 4)

Como a escrita cuneiforme contava com mais de 600 caracteres, que precisavam de ser gravados com clareza na argila húmida que servia de tabuinhas de escrita, esperava-se que os alunos se dedicassem totalmente aos seus estudos todos os dias, praticassem em casa todas as noites e estivessem preparados para entregar os trabalhos de casa de forma impecável ao professor no dia seguinte.

Além disso, durante o dia letivo, esperava-se que os alunos seguissem as regras estabelecidas pelo diretor ou «pai da escola», uma vez que essas regras tinham como objetivo incentivar a disciplina pessoal e a ordem geral. Se alguém não conseguisse apresentar um trabalho com uma caligrafia legível (uma «boa caligrafia») ou infringisse qualquer uma dessas regras, era castigado com varas — o que, muito provavelmente, significava uma tareia nas nádegas e nas pernas com um pau robusto — mas, por qualquer definição, significava castigo corporal.

[ ![Cuneiform Tablets in Sumerian](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/4158.jpg?v=1761950661) Tabuletas Cuneiforme em Sumério David Morgan-Mar (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/4158/cuneiform-tablets-in-sumerian/ "Cuneiform Tablets in Sumerian")Segundo Kramer, *Os Dias de Escola* foi escrito por um professor de uma destas escolas, talvez em Nipur, como uma sátira sobre a forma como um aluno rebelde e preguiçoso poderia finalmente resolver o seu conflito com o seu professor principal. A obra começa com o autor/professor a perguntar ao aluno: «Para onde foste desde os primeiros tempos?», ou seja, «O que fizeste desde que eras jovem?». A resposta do aluno dá início à ação da história.

O aluno relata como ia à escola todos os dias, comia o almoço que a mãe lhe preparava, dedicava-se aos estudos e regressava a casa para recitar as lições ao pai e receber elogios. O significado das linhas 9 a 12 reside no facto de a educação não ser obrigatória, mas sim voluntária, e de ser o pai a pagar as propinas e o material escolar.

Para garantir que esse dinheiro fosse bem gasto, parece (a partir desta obra e de outras fontes) que um aluno recitava as lições do dia ao chefe da família todas as noites, ao regressar da escola.

A ansiedade do aluno em relação à possibilidade de chegar atrasado à escola (e de ser castigado com varas por essa infração) é expressa nas linhas 15 a 17 e, assim que chega naquela manhã, é repreendido pelo atraso e, em seguida, castigado com varas por entregar um trabalho de má qualidade. As linhas 30 a 47 detalham as provações do aluno ao ser castigado com varas ao longo do dia por várias infrações, incluindo falar na aula em vez de estudar, levantar-se do seu lugar sem permissão e sair do recinto sem pedir autorização.

Todas estas punições são aplicadas por diferentes professores — o mestre de cuneiforme (desenho), da língua suméria, do «portão» (presumivelmente referindo-se a uma espécie de fiscal de faltas) — mas teriam sido aprovadas pelo «pai da escola», que presidia à educação do corpo discente e seria considerado o professor principal deste aluno.

O aluno fica tão desanimado com as tareias que quer abandonar a escola («Abandonei a arte da escrita», linha 48). Na linha 53, no entanto, ele decide um plano e sugere-o ao pai: vão tentar cair nas boas graças do professor, convidando-o para jantar como convidado de honra e subornando-o com presentes.

O resto do poema relata como o professor aceita o convite e é colocado no lugar de honra durante o jantar. É servido pelo aluno (que também recita as suas lições na perfeição perante todos) e é lisonjeado pelo pai, que depois lhe oferece roupas caras e um anel. O professor, radiante por receber «um presente que excede os meus ganhos» (verso 81), não só perdoa ao aluno quaisquer deslizes, como lhe promete que este «ocupará o primeiro lugar entre \[todos\] os alunos» (verso 88) no futuro. O sucesso do aluno na escola está garantido, e o poema termina com um louvor a Nisaba (aqui referida como Nidaba, outra versão do seu nome), a deusa suméria da escrita e da contabilidade, que era tradicionalmente louvada no final das composições.

### O Texto

A tradução infra é do texto traduzido por Samuel Noah Kramer, extraído do artigo *Schooldays: A Sumerian Composition Relating to the Education of a Scribe* (*«Os Dias de Escola»: Uma Composição Suméria Sobre a Educação de um Escriba*), citado no sítio *World History Commons* e complementado pelas obras de Kramer *History Begins at Sumer e The Sumerians: Their History, Culture, and Character* (*[Os Sumérios](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-428/os-sumerios/): A Sua História, Cultura e Caráter*). A numeração das linhas, ausente no original, foi adicionada abaixo para maior clareza. As elipses indicam palavras ou linhas em falta.

> **1.** «Aluno, para onde foste desde os teus primeiros dias?» 
> «Fui para a escola.» 
> «O que fizeste na escola?» 
> «Li a minha tabuinha, almocei, 
> **5.** preparei o meu caderno, escrevi, terminei; depois 
> as minhas linhas preparadas foram-me preparadas 
> (e à) tarde, as minhas cópias manuscritas foram preparadas para mim. 
> Assim que as aulas terminaram, fui para casa, 
> entrei em casa, (lá) estava o meu pai sentado.
> **10.** Falei com o meu pai sobre as minhas cópias manuscritas e, em seguida, 
> li-lhe a tabuleta, (e) o meu pai ficou satisfeito; 
> Na verdade, ganhei a simpatia do meu pai.»
> \[Eu disse\]: «Tenho sede, dá-me de beber, 
> tenho fome, dá-me pão, 
> **15.** Lava-me os pés, prepara a cama, quero ir dormir; 
> Acorda-me cedo de manhã, 
> não posso chegar atrasado, (ou) o meu professor vai dar-me uma traeia.»
> Quando acordei de manhã cedo, 
> olhei para a minha mãe e 
> **20.** disse-lhe: «Dá-me o meu almoço, quero ir para a escola.» 
> A minha mãe deu-me dois pãezinhos, eu despedi-me dela; 
> A minha mãe deu-me dois pãezinhos, fui para a escola. 
> Na sala de aula, o monitor disse-me:
> «Porque é que chegaste atrasado?» Fiquei com medo, o meu coração batia forte. 
> **25.** Entrei antes do meu professor e sentei-me no meu lugar. 
> O meu «pai-professor» leu-me a minha tábua, 
> \[disse ele\] «A parte... está cortada», e deu-me uma tareia. 
> Eu... dei-lhe o almoço... o almoço. 
> O professor, ao supervisionar as tarefas da escola, 
> **30.** Olhou para dentro de casa e para a rua para se lançar sobre alguém, \[disse ele\]: «O teu... não está...», e bateu-me com a vara.
> O meu «pai da escola» trouxe-me o meu caderno. 
> O responsável pelo pátio disse: «Escreve»,... um lugar tranquilo. 
> Peguei na minha tábua, ... 
> **35.** Escrevo na minha tábua, ... o meu... 
> A parte não examinada do meu... não sabe. 
> Quem estava a cargo de... \[disse\]: «Por que razão, quando eu não estava aqui, falaste?», e bateu-me com a vara. Quem estava a cargo do... \[disse\]: «Por que razão, quando eu não estava aqui, não mantiveste a cabeça erguida?», e bateu-me com a vara. 
> **40.** Quem estava encarregado do desenho \[disse\]: «Por que razão, quando eu não estava aqui, te levantaste?», e bateu-me com uma vara. 
> Quem estava encarregado do portão \[disse\]: «Por que, quando eu não estava aqui, saíste?» e bateu-me com uma vara. 
> Quem estava encarregado do... \[disse\]: «Por que razão, quando eu não estava aqui, levaste
> **45.** o...?» e bateu-me com uma vara.
> Quem estava encarregado do sumério \[disse\]: «Tu falaste...», e bateu-me com a vara. 
> O meu professor \[disse\]: «A tua mão não está boa», e bateu-me com uma vara. 
> Negligenciei a arte da escrita, \[abandonei\] a arte da escrita, 
> O meu professor não..., 
> **50.**... ensinou-me a sua habilidade na arte da caligrafia. 
> A... das palavras, a arte de ser um jovem escriba, 
> a... da arte de ser um irmão mais velho, que ninguém... à escola.» 
> \[Eu disse ao meu pai\]: «Dá-me o dom dele, deixa que ele te mostre o caminho, 
> deixa-o pôr de lado a contagem e a contabilidade; 
> **55.** os assuntos escolares atuais os alunos irão..., na verdade, eles irão...-me.»
> Ao que o aluno disse, o pai prestou atenção. 
> O professor foi trazido da escola; 
> tendo entrado em casa, foi sentado no lugar de honra. 
> O aluno pegou no ..., sentou-se diante dele; 
> **60.** tudo o que tinha aprendido sobre a arte da caligrafia, 
> relatou-o ao pai. 
> O seu pai, com o coração cheio de alegria, 
> diz alegremente ao seu «mestre»: 
> «Tu "abriste a mão" do meu filho, fizeste dele um especialista,
> **65.** mostra-lhe todos os pormenores da arte da caligrafia. 
> Mostraste-lhe todos os pormenores mais óbvios da arte da tabuinha, da contagem e da contabilidade, 
> esclareceste-lhe todos os pormenores mais recônditos do... Derrama para ele... como bom vinho, traz-lhe um suporte, 
> **70.** faz com que o bom azeite corra no seu... recipiente como água, 
> Vou vesti-lo com uma \[nova\] vestimenta, oferecer-lhe um presente, colocar-lhe uma fita \[um anel\] à volta da mão.» 
> Derramam para ele... como bom vinho de tâmaras, trouxeram-lhe um suporte, 
> fizeram jorrar o bom azeite no seu ...-vaso como água, 
> **75.** vestiram-no com uma \[nova\] vestimenta, deram-lhe um presente, colocaram-lhe uma fita na mão. 
> O mestre, com o coração cheio de alegria, dirigiu-lhe estas palavras:
> «Jovem, porque não negligenciaste a minha palavra, não a abandonaste, 
> que possas alcançar o auge da arte da escrita e dominá-la na perfeição. 
> **80.** Porque me deste aquilo que de modo algum estavas obrigado (a dar), 
> ofereceste-me um presente para além dos meus ganhos, demonstraste-me grande honra, 
> que Nidaba, a rainha das divindades guardiãs, seja a tua divindade guardiã, 
> que ela conceda o seu favor à tua cana esculpida, 
> **85.** que ela afaste todo o mal das tuas cópias manuscritas. 
> Entre os teus irmãos, que sejas o seu líder, 
> Entre os teus companheiros, que sejas o seu chefe, 
> Que sejas o mais destacado de (todos) os alunos,
> ... que provêm da casa real. 
> **90.** Jovem, tu «conheces» um pai; eu sou o segundo depois dele, 
> Vou falar contigo, vou decretar o teu destino: 
> Na verdade, o teu pai e a tua \[mãe\] apoiar-te-ão nesta questão, 
> Tal como \[aquilo\] que é de Nidaba, tal como aquilo que é do teu [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/), eles apresentar-lhe-ão oferendas e orações; 
> **95.** o professor, tal como aquilo que pertence ao teu pai, em verdade prestar-te-á homenagem; 
> no... do mestre, no... do irmão mais velho, 
> o teu … que tu estabeleceste, 
> os teus \[parentes\] viris, em verdade, mostrar-te-ão favor. 
> Cumpriste bem os deveres escolares, tornaste-te um homem de sabedoria.
> **100.** Nidaba, a rainha do lugar do saber, tu exaltaste.» 
> Ó Nidaba, louvada sejas!

### Conclusão

O «irmão mais velho» mencionado no poema era o título atribuído aos estudantes mais velhos que serviam de assistentes aos professores; assim, o verso 96, na sequência do resto dos elogios do professor, sugere que o jovem estudante será agora honrado até mesmo por aqueles que estão mais avançados do que ele. O elogio efusivo do professor ao seu aluno, outrora atrasado e mal preparado, só depois de este ter recebido o tratamento mais grandioso e presentes valiosos, caracteriza claramente a obra como uma sátira, mesmo que se escapem os detalhes anteriores.

Tal como em *Conselho de um Supervisor a um Jovem Escriba*, *Os Dias de Escola* teria sido memorizado, copiado e recitado perante o professor ou perante a turma, antes da formatura. A obra foi provavelmente escrita para proporcionar um trabalho e uma recitação descontraídos, de modo a contrabalançar alguns dos outros textos avançados que abordavam assuntos mais sérios, tais como [*[A Maldição de Ágade](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-748/a-maldicao-de-agade/)*](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-748/a-maldicao-de-agade/) ou *[Gilgamesh, Enkidu e o Submundo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2128/gilgamesh-enkidu-e-o-submundo/)*.

[ ![Terracotta Tablet from Nippur](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/2786.jpg?v=1786444750) Tábua de Teracota de Nipur Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/2786/terracotta-tablet-from-nippur/ "Terracotta Tablet from Nippur")Embora entendida como sátira, *Os Dias de Escola* — tal como *Conselhos de um Supervisor a um Jovem Escriba* — é considerada uma representação fiel da vida de um aluno e de um professor sumérios no II milénio a.C. Os estudiosos referem frequentemente que as passagens relativas ao castigo corporal por infringir as regras da *edubba*, à dificuldade de dominar a arte da escrita e ao facto de os professores serem tão mal remunerados que não podiam dar-se ao luxo de comprar roupas novas ou joias correspondem ao que se sabe sobre a realidade do sistema educativo da antiga Mesopotâmia.

Kramer descreve o poema como «um dos documentos mais humanos alguma vez desenterrados no Próximo Oriente» e observa como «as suas palavras simples e diretas revelam o quão pouco a natureza humana realmente mudou ao longo dos milénios» (*História*, pág. 10). O poema continua a ser tão identificável para o público atual como era há mais de 4 000 anos e continua a ser igualmente popular. Na antiga Mesopotâmia, era copiado repetidamente à mão para ser partilhado com outros; hoje em dia, é frequentemente incluído em antologias. Em ambas as épocas, fala claramente aos mesmos impulsos e desejos humanos.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Bertman, S. *Handbook to Life in Ancient Mesopotamia.* Oxford University Press, 2005.](https://www.worldhistory.org/books/0195183649/)
- [Black, J. , et. al. . *The Literature of Ancient Sumer.* Oxford University Press, 2006.](https://www.worldhistory.org/books/B000WDX96C/)
- [Kramer, S. N. *History Begins at Sumer.* University of Pennsylvania Press, 1988.](https://www.worldhistory.org/books/0812212762/)
- [Kramer, S. N. *The Sumerians: Their History, Culture, and Character.* University of Chicago Press, 1971.](https://www.worldhistory.org/books/0226452387/)
- [Kriwaczek, P. *Babylon: Mesopotamia and the Birth of Civilization.* St. Martin's Griffin, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/1250054168/)
- [Sumerian School Days | World History Commons](https://worldhistorycommons.org/sumerian-school-days "Sumerian School Days | World History Commons"), accessed 20 Apr 2026.

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Perguntas & Respostas

### O que é «Os Dias de Escola»?
«Os Dias de Escola» (também conhecido por «Dias de Escola Sumérios», «Edubba A» e «O Diário de um Escriba»)  é um poema sumério satírico, datado de cerca de 2000 a.C., que descreve os desafios educativos de um jovem escriba e a forma como ele os resolve. 

### De que trata o «Os Dias de Escola»? 
«Os Dias de Escola» conta a história de um jovem aluno que é constantemente castigado pelos professores por não cumprir as regras e por entregar trabalhos de má qualidade. Ele resolve o problema não melhorando o seu comportamento, mas sim convencendo o pai a subornar o professor. 

### Quando e onde foi escrito «Os Dias de Escola»? 
«Os Dias de Escola» foi escrito por volta de 2000 a.C., possivelmente na cidade de Nipur, no atual Iraque. 

### Quando é que a obra «Os Dias de Escola» foi traduzida pela primeira vez a partir de um texto cuneiforme? 
«Os Dias de Escola» foi traduzido pela primeira vez em 1909; a primeira tradução quase completa da obra ficou concluída em 1949. 


## Links Externos

- [Sumerian Shakespeare/Sumerian Trick Signs](https://www.sumerianshakespeare.com/sumerian-trick-signs)
- [Frayne - Scribal Education in Ancient Babylonia](https://www.sumerian.org/Frayne-ScribalEducation.htm)
- [A Supervisor's Advice to a Young Scribe in Ancient Sumer Brewminate: A Bold Blend of News and Ideas](https://brewminate.com/a-supervisors-advice-to-a-young-scribe-in-ancient-sumer/)
- [Laughter in the Land Between the Rivers: Jokes in Ancient Mesopotamia](https://antoniaedwards8.substack.com/p/laughter-in-the-land-between-the)

## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, September 19). Poema Sumério «Os Dias de Escola»: Sátira Suméria e a Vida de Escriba. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2144/poema-sumerio-os-dias-de-escola/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Poema Sumério «Os Dias de Escola»: Sátira Suméria e a Vida de Escriba." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, September 19, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2144/poema-sumerio-os-dias-de-escola/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Poema Sumério «Os Dias de Escola»: Sátira Suméria e a Vida de Escriba." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 19 Sep 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2144/poema-sumerio-os-dias-de-escola/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 19 September 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

