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title: Jeanne de Jussie: Crónica Breve
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2005/jeanne-de-jussie-cronica-breve/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-05-14
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# Jeanne de Jussie: Crónica Breve

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

[Escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/) pela freira Jeanne de Jussie (1503-1561) a *Crónica Breve, Relato do Estabelecimento da Reforma em Genebra* (tít. original: *Petite chronique: récit de l'établissement de la Réforme à Genève*), em 1535, é um relato de uma testemunha ocular que narra como a [Reforma Protestante](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20181/reforma-protestante/) em Genebra, na Suíça, teve impacto nas vidas das irmãs do seu convento de Clarissas. A obra é significativa por oferecer um contraponto às versões protestantes dos acontecimentos.

Os escritos de reformadores protestantes como João Calvino (1509-1564), [Marie Dentière](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20656/marie-dentiere/) (cerca de 1495-1561) e [Heinrich Bullinger](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20515/heinrich-bullinger/) (1504-1575), entre outros, apresentam a Reforma em Genebra como um triunfo da verdade sobre o erro, durante o qual a maioria dos cidadãos respondeu com gratidão aos «novos ensinamentos» e rejeitou os preceitos da Igreja Católica. O relato de Jeanne de Jussie contradiz esta visão ao narrar como os reformadores e os seus seguidores perseguiram as irmãs do convento, insistindo que estas ou estavam a ser mantidas contra a sua vontade ou eram servas de Satanás, recusando-se obstinadamente a aceitar a versão reformada do [Cristianismo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-665/cristianismo/) para permanecerem na «perversão» do Catolicismo.

[ ![Jeanne de Jussie's Short Chronicle](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/16011.jpg?v=1732147926) Crónica Breve de Jeanne de Jussie Library of Geneva (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/16011/jeanne-de-jussies-short-chronicle/ "Jeanne de Jussie's Short Chronicle")A obra nunca foi [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-72/escrita/) para publicação, mas apenas como um registo dos acontecimentos vividos pelas irmãs, para ser guardada no convento e lida em voz alta, a fim de preservar a memória do que tinha acontecido. Foi publicada em 1611 por uma editora católica sob o título *O Fermento do Calvinismo* ou *O Princípio da Heresia de Genebra,* com o objetivo de encorajar a ação militar dos católicos contra os protestantes. A *Crónica Breve* continuou a ser publicada periodicamente a partir de então, sempre editada em maior ou menor grau, até que uma versão completa foi disponibilizada pelo académico Helmut Feld em 1996. Hoje, a obra é geralmente incluída em qualquer estudo sobre a Reforma Protestante ou a Contrarreforma Católica, devido à sua perceção única sobre o que significava ser um católico devoto — e, especialmente, uma mulher católica devota — durante o início da era da Reforma.

### **Jeanne de Jussie e a Reforma**

Jeanne de Jussie ingressou no convento das Clarissas aos 18 anos, em 1521, precisamente na altura em que as *95 Teses* de [Martinho Lutero](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19256/martinho-lutero/) estavam a conquistar um vasto público. Martinho Lutero (1483-1546) tinha iniciado a Reforma na Alemanha em 1517 e, por volta de 1519, o reformador suíço [Ulrico Zuínglio](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20206/ulrico-zuinglio/) (1484-1531) já pregava a visão reformada em Zurique. As freiras das Clarissas poderão não ter tido conhecimento destes desenvolvimentos, pois os seus votos, que incluíam castidade, obediência e pobreza, também estipulavam a clausura no convento e o corte de laços com o mundo exterior.

As freiras das Clarissas dedicavam-se à oração e ao jejum pelos pecados do mundo e não interagiam com as gentes da cidade. Todas as necessidades eram supridas pelas próprias irmãs, que tinham tarefas específicas, tais como vigária, porteira, jardineira, cozinheira, ecónoma e enfermeira. Jeanne de Jussie servia como secretária do convento. Parece ter vivido pacificamente entre as suas irmãs até que a Reforma começou a ganhar terreno em Genebra, na década de 1530.

Embora muitas mulheres da época tenham escolhido a vida monástica para si próprias, outras viram-na ser-lhes imposta e a Reforma proporcionou uma via para que estas freiras relutantes se libertassem daquilo que tinham passado a considerar uma prisão. O exemplo mais famoso é o da mulher de Martinho Lutero, Katharina von Bora (1499-1552), uma ex-freira, embora tenham existido muitas outras, incluindo Marie Dentière. Contudo, este não parece ter sido o caso no convento das Clarissas de Genebra, nem foi, de um modo geral, o caso noutros locais.

Contudo, para os reformadores de Genebra, que pregavam contra as ordens monásticas, ninguém permaneceria de livre vontade num convento, preso por votos que lhes haviam sido impostos, a menos que estivessem a ser mantidos contra a sua vontade ou estivessem ao serviço das forças das trevas, trabalhando para enredar os «verdadeiros cristãos» nas «mentiras» da Igreja Católica. Enviaram emissários ao convento numa tentativa de atrair as freiras para fora ou de obter permissão para lhes pregar os «novos ensinamentos» da reforma no seu próprio espaço sagrado. Os reformadores Guillaume Farel (1489-1565) e Pierre Viret (1511-1571) tentaram converter as irmãs sem sucesso, e Marie Dentière visitou então o convento e, segundo Jussie, foi repelida.

No excerto seguinte da obra de Jussie, os Síndicos (os mais altos magistrados eleitos em Genebra) chegam ao convento expressamente para exigir que as irmãs assistam a um debate, no domingo seguinte, entre o seu Padre Confessor e os reformadores. A crença reformada era a de que, se uma pessoa que tivesse sinceramente um «coração para Cristo» ouvisse a mensagem do Evangelho pregada de forma verdadeira (tal como definida pelos reformadores), rejeitaria o artifício do Catolicismo em favor da visão genuína do Cristianismo. Era inconcebível para os reformadores que as irmãs das Clarissas estivessem a viver vidas que tinham escolhido livremente e que apenas desejavam continuar a viver em paz.

[ ![Poor Clares](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/15592.jpg?v=1648805293) As Clarissas Gunnar Bach Pedersen (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/15592/poor-clares/ "Poor Clares")### **O Texto**

O texto que se segue foi extraído de *A Reformation Reader: Primary Texts with Introductions* (*Uma Antologia da Reforma: Textos Primários com Introduções*), editado por Denis R. Janz, (págs. 402-405), baseando-se na tradução para o inglês de A. C. Lane de *O Fermento do Calvinismo ou O Princípio da Heresia em Genebra, de Jeanne de Jussie*, editado por A. C. Grivel, e conferido com a *Crónica Breve, Relato do Estabelecimento da Reforma em Genebra*, de Jeanne de Jussie, traduzido por Carrie F. Klaus. Os parágrafos foram divididos em certos pontos para maior clareza. A cena desenrola-se entre as irmãs, no interior do convento, e os Síndicos, que se encontram no exterior junto à entrada gradeada, falando possivelmente através de uma pequena janela na porta.

> Assim, ao aproximar-se o prazo estipulado, os Síndicos ordenaram pessoalmente ao Padre Confessor das Irmãs de Santa Clara que comparecesse sem falta ao Convento de São Francisco para o debate.
> Então, na sexta-feira da Oitava do Corpo de [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/), às cinco horas da tarde, quando as irmãs estavam reunidas no refeitório para a sua leve refeição, os Síndicos vieram à porta acompanhados de vários outros grandes heréticos, dizendo à madre porteira que vinham anunciar às Senhoras que estas teriam de estar presentes no debate no domingo seguinte. A madre porteira enviou imediatamente esta lastimável notícia às irmãs e pediu que a madre abadessa e a sua vigária viessem falar com os homens e dar uma resposta. Elas dirigiram-se lá juntas. As mulheres que permaneceram no refeitório para manter a vida comunitária ficaram embebidas na abundância do vinho da angústia e cantaram as Completas em lágrimas, lamentavelmente. A madre abadessa e a vigária saudaram os Síndicos humildemente, e estes homens disseram-lhes que todas as freiras estavam obrigadas, por ordem dos Senhores, a comparecer sem falta ao debate. As mulheres responderam humildemente: "Senhores, devem desculpar-nos, pois não podemos obedecer a esta ordem. Toda a nossa vida fomos obedientes às vossas senhorias e aos vossos comandos naquilo que nos era legítimo. Mas a esta ordem não devemos obedecer, pois fizemos um voto de santa clausura perpétua e desejamos observá-lo".
> Os Síndicos responderam: "Não temos nada a ver com as vossas cerimónias; devem obedecer aos comandos dos Senhores. De qualquer modo, cidadãos de bem foram convocados para este debate a fim de conhecerem e demonstrarem a verdade do Evangelho, pois devemos chegar a uma unidade de fé".
> "Como assim?", disseram a madre abadessa e a vigária. "Não é profissão das mulheres participar em debates, pois tais coisas não estão prescritas para as mulheres. Não deveriam pensar que elas devam participar num debate, visto que é até proibido a homens sem instrução envolverem-se de alguma forma na explicação da Sagrada Escritura. Uma mulher nunca foi chamada a debater, nem a prestar testemunho, e nisso não desejamos ser as primeiras. Não vos traria honra quererem forçar-nos a estar presentes".
> Então, os Síndicos responderam-lhes: "Todas essas razões são inúteis para nós: virão ao debate com os vossos padres confessores, quer queiram, quer não». A madre vigária disse-lhes: «Senhores, suplicamos-vos em nome de Deus, afastem-se do desejo de nos forçar a tal coisa e não nos impeçam de forma alguma de ir para o serviço de adoração. Certamente não acreditamos que vós sejais os Síndicos, dadas as vossas perguntas simplórias. Pois acreditamos que os Síndicos são tão sábios e ponderados que não se dignariam a pensar em desejar causar-nos qualquer problema ou desprazer. Mas estes são rapazes perversos que não têm outro passatempo senão molestar as servas de Deus".
> Os Síndicos disseram à senhora vigária: "Não tente brincar connosco! Abram as vossas portas! Entraremos e então verão quem somos e que autoridade temos. Tendes aí dentro cinco ou seis jovens senhoras que viveram na cidade e, quando elas nos virem, dir-vos-ão exatamente quem somos, pois somos cidadãos honrados, Governadores e Conselheiros da cidade".
> "A seu tempo", disse a madre vigária. "Mas, por agora, não podem entrar aqui, nem podem falar com as que pretendem, pois elas estão a adorar nas Completas e nós desejamos ir para lá também. Desejamos-vos uma boa noite".
> Os Síndicos responderam à senhora vigária: "Nem todas pensam como vós, pois há algumas que estais a manter aí dentro pela força, através das vossas tradições e subornos, e que em breve se voltariam para a verdade do Evangelho, se este lhes fosse pregado. E para que ninguém possa alegar ignorância, os Senhores ordenaram este debate na presença de todos e desejam que todas vós compareçais juntas".
> "Senhores", disseram as irmãs. "Com o devido respeito, pois todas nós viemos inspiradas pelo Espírito Santo e não por coação, a fim de fazer penitência e rezar pelo mundo, e não por preguiça. Não somos de todo hipócritas, como dizeis, mas virgens puras".
> Então, um dos Síndicos respondeu: "Vós caístes realmente da verdade, pois Deus não ordenou de todo tantas regras, que os seres humanos inventaram; e, a fim de enganarem o mundo e sob o título de religião, elas são servas do grande Diabo. Quereis que acreditemos que sois castas, algo que não é possível por natureza; mas vós sois mulheres totalmente corruptas".
> "O quê?", disse a madre vigária. "Vós, que vos chamais a vós mesmos Evangelistas, encontrais no Evangelho que deveis falar mal de outrem? O diabo pode muito bem retirar o que é bom, mas ele não tem parte em nós". O Síndico disse: "Vós nomeais o diabo e fazeis-vos parecer tão santas". "É seguindo o vosso exemplo», disse ela, 2pois vós nomeais-no conforme o vosso prazer e eu faço-no como um reproche". O Síndico disse: "Senhora Vigária, calai-vos e deixai falar as outras que não partilham de todo da vossa opinião". A madre vigária disse: "Estou disposta a isso. Minhas irmãs", disse ela, "digam aos Senhores a nossa intenção".
> E então as três porteiras, a ecónoma e as duas cozinheiras, a enfermeira e várias das mães antigas que ali estavam para ouvir a conclusão, gritaram todas juntas em voz plena: "Falamos como ela fala e desejamos viver e morrer na nossa santa vocação". E então os homens ficaram todos atónitos ao ouvir tais gritos, dizendo uns aos outros: "Ouçam, Senhores, que terrível algazarra estas mulheres aí dentro estão a fazer e que clamor aqui vai".
> A madre vigária respondeu: "Senhores, isto não é nada. Ouvireis muito mais se nos levarem à vossa Sinagoga, pois quando estivermos todas juntas, faremos tal ruído que permaneceremos invictas".
> "Agora", disseram os Síndicos, "estais indignadas, mas comparecereis lá".
> A madre vigária respondeu: "Não compareceremos".
> "Levar-vos-emos nós próprios", disseram eles, "e assim nunca mais voltareis à vossa terra, pois cada um de nós levará uma de vós para sua casa e levá-la-emos todos os dias aos serviços de pregação, pois ela deve mudar a sua vida perversa e viver de acordo com Deus. Vivemos perversamente no passado. Eu fui", disse o Síndico, "um ladrão, um bandido e um sibarita, desconhecendo a verdade do Evangelho até agora".
> A madre vigária respondeu: "Todas essas obras são perversas e contra o mandamento divino. Fazem bem em emendar a vossa vida, pois viveram mal. Mas nem as minhas companheiras nem eu, graças ao Senhor, alguma vez cometemos um homicídio ou quaisquer obras desse género que nos obriguem a adotar uma nova vida; portanto, não desejamos de todo mudar, mas sim continuar no serviço de Deus". E ela falou-lhes com tanta força, juntamente com a madre abadessa e a porteira, que eles ficaram todos maravilhados.
> "Senhora Vigária", disse o Síndico, "sois muito arrogante, mas se nos irritardes, faremos com que vos arrependais".
> "Senhores", disse ela. "Nada podeis fazer senão punir o meu corpo, que é o que mais desejo pelo amor do meu Deus. Pois em nome da santa fé, nem a minha companhia nem eu desejamos de todo ser dissimuladoras; o nosso Senhor quer que o confessemos perante os seres humanos e, se eu disser algo que vos desagrade, quero aceitar o castigo por isso sozinha. Para que saibais melhor quem sou, e para que outras não sofram infelicidade por minha causa, o meu nome é irmã Pernette de Montluel ou de Chasteau-fort".
> Quando estes homens perversos viram que estavam a perder o seu tempo, partiram, terminando a conversa dizendo furiosamente, todos juntos: «Ordenamos-vos a todas, por uma segunda vez, em nome dos Senhores, que não falteis e estejais presentes com os vossos padres confessores no próximo domingo, cedo, no Convento de São Francisco, para o debate que mencionámos; e não pretendemos que alguém tenha de vos ir buscar». E assim partiram.
> Quando eles se foram embora, a reverenda madre abadessa, a vigária e as porteiras subiram à igreja com as restantes e depois levantaram o pano da grade para adorar o Santíssimo Sacramento que estava sobre o altar, como é um costume muito louvável. Então, prostradas por terra, todas juntas em voz alta, apresentando-se como pobres pecadoras e pedindo misericórdia a Deus — o que seria suficiente para despedaçar um coração piedoso —, procuravam deste bom Jesus e do bendito Espírito Santo a graça para conseguirem escapar a estes perigos e ameaças.

### **Conclusão**

Tal como sucedeu, as irmãs foram incapazes de permanecer no convento após os calvinistas terem ganho a supremacia nos diversos debates, tendo partido para a cidade de Annecy, no sul de França, em 1535. À medida que a Reforma Protestante se espalhava, a Igreja Católica respondeu com o movimento agora conhecido como a Contrarreforma Católica, e Annecy tornou-se um centro importante para este movimento na promoção do pensamento católico e na denúncia dos protestantes como heréticos. Pensa-se que Jeanne de Jussie terá começado a sua obra pouco depois de chegar a Annecy em 1535, completando-a, muito provavelmente, em 1547. O seu objetivo declarado é preservar os eventos que as levaram de Genebra para Annecy, como observa a académica Carrie F. Klaus:

> Jussie afirma várias vezes que o seu principal objetivo ao escrever a crónica é histórico: ela não quer que estes eventos importantes sejam esquecidos. «Prometo que nada escrevo que não saiba ser verdade», diz ela a certa altura, acrescentando: «e, ainda assim, não escrevo nem uma décima parte, mas apenas uma parte muito pequena dos eventos principais para que sejam recordados, para que no futuro aqueles que sofrem pelo amor de Deus neste mundo saibam que os nossos antepassados sofreram tanto quanto nós, e como as pessoas depois de nós sofrerão, e sempre, em graus variados, a exemplo de Nosso Senhor e Redentor, que sofreu primeiro e mais do que todos». Jussie quase certamente não pretendia publicar o seu texto, mas esperava, sim, que este permanecesse como um registo para as suas irmãs presentes e futuras no Convento de Santa Clara.
> (pág. 24)

A dada altura, o texto foi retirado do convento (ou uma cópia do mesmo) e chegou à prensa católica dos Quatro Irmãos de Chambéry, que o publicaram em 1611 na esperança de que o relato em primeira mão de Jussie inspirasse o duque católico da Saboia a atacar a Genebra protestante, o que não aconteceu. A publicação de 1611 adquiriu, contudo, um vasto público de leitores, e a obra continuou a ser publicada, em formas variadas, ao longo do século XVII e até aos séculos XIX e XX.

Atualmente, a *Crónica Breve* de Jeanne de Jussie é reconhecida como um dos relatos mais importantes dos primeiros anos da Reforma Protestante e, segundo alguns académicos, uma obra protofeminista que ilustra como as mulheres eram capazes de gerir as suas próprias vidas através das ordens monásticas. Os reformadores, de Lutero a Calvino e mais além, salientaram como as ex-freiras abandonaram os seus conventos assim que ouviram o «verdadeiro» evangelho de Jesus Cristo, mas a *Crónica Breve* apresenta o outro lado da história, tornando claro que a mensagem da Reforma nem sempre era bem-vinda e nem sempre era tão bem recebida como os escritores protestantes da época tão frequentemente afirmavam.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Janz, D. R. *A Reformation Reader: Primary Texts with Introductions.* Fortress Press, 2008.](https://www.worldhistory.org/books/0800663101/)
- [Jussie, Jeanne de & Klaus, C. F. *The Short Chronicle: A Poor Clare's Account of the Reformation of Geneva.* University of Chicago Press, 2006.](https://www.worldhistory.org/books/0226417069/)
- [MacCulloch, D. *The Reformation: A History.* Penguin Books, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/014303538X/)
- [Rublack, U. *The Oxford Handbook of the Protestant Reformations .* Oxford University Press, 2019.](https://www.worldhistory.org/books/0198845960/)
- [Stjerna, K. *Women and the Reformation.* Wiley-Blackwell, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/B01FIY67FO/)
- [Wilson, K. M. *Women Writers of the Renaissance and Reformation.* University of Georgia Press, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0820308668/)

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
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## Perguntas & Respostas

### Quem foi Jeanne de Jussie? 
Jeanne de Jussie (cerca de 1503-1561) foi uma freira do Convento das Clarissas em Genebra, na Suíça, mais conhecida pela sua obra 'Crónica Breve', um relato em primeira mão da Reforma Protestante em Genebra. 

### Porque é que Jeanne de Jussie é famosa? 
Jeanne de Jussie é famosa pela 'Crónica Breve', que descreve em pormenor como as freiras do Convento das Clarissas de Genebra foram perseguidas pelos reformadores protestantes que pretendiam salvá-las. 

### Quando foi escrita a 'Breve Crónica' de Jeanne de Jussie»? 
A 'Breve Crónica' de Jeanne de Jussie foi escrita entre 1535 e 1547.

### Porque razão é importante a 'Breve Crónica' de Jeanne de Jussie»? 
A 'Breve Crónica' de Jeanne de Jussie é importante porque constitui um relato de testemunha ocular da Reforma Protestante em Genebra, na perspetiva de uma freira católica. Esta obra constitui um contraponto aos relatos protestantes sobre o mesmo acontecimento. 


## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, May 14). Jeanne de Jussie: Crónica Breve. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2005/jeanne-de-jussie-cronica-breve/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Jeanne de Jussie: Crónica Breve." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, May 14, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2005/jeanne-de-jussie-cronica-breve/>.
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Mark, Joshua J.. "Jeanne de Jussie: Crónica Breve." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 14 May 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2005/jeanne-de-jussie-cronica-breve/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 14 May 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

