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title: Representações da Índia na Literatura Antiga
author: Sanujit
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-199/representacoes-da-india-na-literatura-antiga/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2025-04-23
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# Representações da Índia na Literatura Antiga

_Escrito por [Sanujit](https://www.worldhistory.org/user/Sanujit/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

[Heródoto](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-234/herodoto/) (484 a.C.-c. 425 a.C.) tem sido chamado de O Pai da História, pois foi o primeiro historiador conhecido por reunir detalhadamente os seus escritos, testar sua precisão até certo ponto e organizá-los numa narrativa bem construída e vívida.

As *Histórias* — sua obra-prima e a única obra que se sabe ter produzido — são um registro da sua investigação. Assim como [Homero](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-225/homero/) se baseou principalmente numa tradição de poesia oral, cantada por menestréis errantes, Heródoto parece ter-se baseado na tradição do contar histórias, reunindo e interpretando as histórias orais que encontrava nas suas viagens, e que frequentente continham motivos de contos populares

Sobre a Índia, ele narra um relato de formigas que lançavam montes de pó de ouro. O que posteriormente, se tornou um elemento permanente na concepção clássica da Índia. Os fatos nos quais o relato se baseava parecem agora bastante claros. Pó de ouro era realmente trazido como tributo pelas tribos de Dardistaii na Caxemira e era chamado pelos indianos de *pipilika*, 'ouro de formiga'. Quando Heródoto disse que as formigas tinham o tamanho de cães e atacavam ferozmente qualquer um que levasse o ouro, talvez tenha sido sugerido que o relato derivava de pessoas que foram perseguidas pelos cães formidáveis mantidos pelos mineiros nativos.

[ ![World Map of Herodotus](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/159.png?v=1761752285) Mapa-Múndi de Heródoto Bibi Saint-Pol (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/159/world-map-of-herodotus/ "World Map of Herodotus")Claro, tudo isso era incidental aos seus escritos sobre a luta entre a Grécia e a Pérsia. Viajou pela [Ásia Menor](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-228/asia-menor/) até o Egito, e regressou à Grécia e foi o primeiro a imaginar a Índia como um certo mistério. A Índia estava na extremidade do oikoumene – o mundo conhecido. Todos os tipos de fantasias podiam ser encontradas nesta terra no limite da terra. Bestas fabulosas e atletas espirituais, riqueza imensa – tudo entrelaçado num mosaico incrível, um conceito da Índia que persistiu até a época da invasão de Alexandre em 326 a.C..

### Alexandre O Grande Chega à Índia

[Alexandre, o Grande](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-265/alexandre-o-grande/), invadiu a Índia em 327 a.C., e a esta expedição devemos todo o nosso conhecimento real da história indiana nos tempos antigos. Antes da invasão de Alexandre, havia apenas como base os [Vedas](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11715/vedas/), datados de cerca de 1400 a.C., o Código de Manu (900-300 a.C.), as lendas sagradas do [Ramayana](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15104/ramayana/) (400-350 a.C.) e do [Mahabharata](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12122/mahabharata/) (500-250 a.C.). Nem Homero, nem Píndaro, ou Eurípides mencionam a Índia ou o seu povo pelo nome. Ésquilo cita "os indianos errantes" e [Sófocles](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10183/sofocles/) "ouro indiano", mas embora soubessem o seu nome, realmente não sabiam nada sobre o país. Foi somente durante a guerra persa que os gregos tomaram conhecimento da existência da enorme península situada a leste e sul do rio Indo. É mais do que provável, no entanto, que Homero tenha confundido a Índia com a África sob o nome geral de Etiópia. Alexandre acreditava que encontraria a nascente do rio Nilo na Índia. Na [Bíblia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-191/biblia/), a única menção da Índia por esse nome está no Livro de Ester \[cerca de 450 a.C., cap. i. 1 e cap. viii. 9\], onde nos é dito que “Assuero que reinou desde a Índia até a Etiópia sobre cento e vinte e sete províncias". Este Assuero era Xerxes, e o banquete que ele realizou "em Susa, no palácio", no terceiro ano de seu reinado.

[ ![Map of Alexander the Great's Conquests](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/130.gif?v=1765548612) Mapa das Conquistas de Alexandre, o Grande US Military Academy (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/130/map-of-alexander-the-greats-conquests/ "Map of Alexander the Great's Conquests")Todo o nosso conhecimento real da Índia data da invasão de Alexandre a Punjab, (abril de 327 a.C.) onde cruzou o rio Indo em Attock, a primeira data autêntica na história indiana. Vários oficiais de Alexandre escreveram descrições de diferentes partes da rota, e assim os antigos passaram a possuir narrativas separadas, a maioria das quais desapareceu desde então. Devemos a maior parte do nosso conhecimento da [Índia antiga](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-328/india-antiga/), à informação reunida pelos oficiais de Alexandre, Seleuco e os Ptolomeus, condensada, extraída e reduzida a uma forma consistente por Diodoro, Estrabão, Plínio e Arriano, durante o Primeiro século antes e o Primeiro século depois de Cristo. Arriano, o autor do Periplus do Mar Eritreu, quase contemporâneo de Arriano, o autor da Indica e da Anabasis Alexandri, dá-nos um relato minucioso do comércio marítimo da Índia e das costas do Mar Eritreu em geral. A expedição de Alexandre e as embaixadas de Seleuco levaram nosso conhecimento da Índia do Punjab às bocas do Indo e ao vale do Ganges; o Periplus do Mar Eritreu o estendeu a toda a costa de Malabar e Coromandel, até Masulipatam. O geógrafo alexandrino, Eratóstenes (276-161 a.C.), descreve a Índia completamente.

No entanto, a história de Estrabão é realmente o melhor relato geral que temos da Índia. Estrabão (63/64 a.C.-24 d.C.) foi um historiador, geógrafo e filósofo grego. Viagens pelo Mediterrâneo e Oriente Próximo, especialmente para fins académicos, eram populares durante esta era, e foram facilitadas pela relativa paz desfrutada durante o reinado de [Augusto](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-412/augusto/) (27 a.C.-14 d.C.). Não se sabe precisamente quando Estrabão escreveu a Geografia. Alguns colocam os primeiros rascunhos por volta de 7 d.C., outros por volta de 18 d.C. A Índia de Estrabão é a Índia da dinastia Maurya de Magadha, 325-118 a.C., a mais brilhante e mais conhecida das primeiras dinastias indianas, à qual Saudrocottus (Chandragupta Maurya) pertencia, cujo neto, Asoka, estabeleceu o [budismo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11144/budismo/) como a religião do [Estado da Índia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19906/estado-da-india/), 250 a.C., data em que as relações mais íntimas existiam entre a Índia, a Síria e o Egito, e as artes, literatura e [ciência](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-351/ciencia/) da Índia atingiram a mais alta perfeição.

### Os Conhecimentos Chineses sobre Índia

Os chineses conheceram a Índia pela primeira vez durante o reinado do Imperador Wuti da [dinastia Han](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11960/dinastia-han/) posterior, no segundo século antes de Cristo. Nomearam-na de Yuantu ou Yin-tu, uma variação de Hindu ou Sindhu. Nos registros oficiais da [dinastia Tang](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-13980/dinastia-tang/), no VII século, a Índia era um país de cinco divisões. Muitas vezes, os despachos reais chamavam a Índia de Magadha, em homenagem à província mais conhecida e rica. Noutras ocasiões, era conhecida como o Reino dos Brâmanes.

Das cinco divisões ou Cinco Índias, mencionadas acima na linha do tempo, a narração limita-se à extensão norte da Índia. Incluía Punjab juntamente com Caxemira e as colinas adjacentes, com todo o Afeganistão oriental atual além do rio Indo. Os distritos de Cabul, Peshawar, Gazni e Banu estavam todos sob o domínio do governante de Kapisa, cuja capital possivelmente ficava em Charikar, conhecida hoje como Alexandria no Cáucaso.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [George C. M. Birdwood. *Handbook to the British Indian section.* Nabu Press, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/1177701138/)
- [The Cambridge history of India : Rapson, Edward James, 1861-1937 : Free Download & Streaming : Internet Archive](http://www.archive.org/details/cambridgehistory01rapsuoft "The Cambridge history of India : Rapson, Edward James, 1861-1937 : Free Download & Streaming : Internet Archive"), accessed 1 Dec 2016.

## Cite Este Artigo

### APA
Sanujit. (2025, April 23). Representações da Índia na Literatura Antiga. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-199/representacoes-da-india-na-literatura-antiga/>
### Chicago
Sanujit. "Representações da Índia na Literatura Antiga." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, April 23, 2025. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-199/representacoes-da-india-na-literatura-antiga/>.
### MLA
Sanujit. "Representações da Índia na Literatura Antiga." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 23 Apr 2025, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-199/representacoes-da-india-na-literatura-antiga/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 23 April 2025. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

