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title: Marie Dentière: Uma Epístola Muito Útil
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1968/marie-dentiere-uma-epistola-muito-util/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-05-14
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# Marie Dentière: Uma Epístola Muito Útil

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

*Uma Epístola Muito Útil* (*Epistre tres utile*, 1539) é uma carta aberta da reformadora Marie Dentière (c. 1495-1561) a Margarida de Navarra (1492-1549), na qual defende um papel mais relevante para as mulheres no trabalho da [Reforma Protestante](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20181/reforma-protestante/). A carta foi suprimida pelo conselho municipal de Genebra e os argumentos de Dentière foram ignorados pelos reformadores do sexo masculino.

O título completo da obra *Epistre tres utile, faicte et composée par une femme chrestienne de Tornay, envoyée à la Royne de Navarre, seur du Roy de France, contre les Turcz, Juifz, Infideles, faulx chrestiens, Anabaptistes et Lutheriens*, traduzido para português como *Epístola muito útil, feita e composta por uma mulher cristã de Tournai, enviada à Rainha de Navarra, irmã do Rei de França, contra os turcos, judeus, infiéis, falsos cristãos, anabatistas e luteranos*, geralmente abreviado para *Uma Epístola Muito Útil*. O seu suposto propósito era encorajar Margarida de Navarra a dar continuidade ao trabalho da Reforma em França, mas, como foi publicada em formato de livrete em Genebra, destinava-se, na verdade, a influenciar os reformadores locais, bem como o conselho municipal, no sentido de permitir que as mulheres estudassem, escrevessem e pregassem as Escrituras.

[ ![International Monument to the Reformation (Reformation Wall)](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/15410.jpeg?v=1758899649) Monumento Internacional à Reforma (Muro dos Reformadores) MHM55 (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/15410/international-monument-to-the-reformation-reformat/ "International Monument to the Reformation (Reformation Wall)")As mulheres eram encorajadas a ler a [Bíblia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-191/biblia/) sob a orientação de homens, mas, de acordo com passagens bíblicas como I Timóteo 2:12, não lhes era permitido pregar ou presumir autoridade sobre os homens. Dentière, tal como a escritora protofeminista Christine de Pizan (cerca de 1364 – cerca de 1430), rejeitou esta visão, afirmando que as mulheres eram tão capazes quanto os homens de interpretar as Escrituras e de ensinar os outros. Não se sabe se Dentière alguma vez leu de Pizan, mas muitos dos seus argumentos ecoam os da própria de Pizan em *A Cidade das Damas* (tít. original *La Cité des Dames*) (1405), que também defendia a igualdade das mulheres.

Tal como o livro de de Pizan, a epístola de Dentière não conseguiu demover o patriarcado. A obra foi suprimida, Dentière e o seu marido Antoine Froment (cerca de 1508-1581) caíram em desgraça perante os reformadores Guilherme Farel (Guillaume Farel; cerca de 1489-1565) e João Calvino (cerca de 1509-1564), e o conselho municipal de Genebra proibiu a publicação de quaisquer outras obras escritas por mulheres durante o resto do século, impondo ainda uma interdição sobre qualquer obra que não tivessem aprovado previamente.

### **Os Antecedentes**

Marie Dentière era abadessa num convento em Tournai (na atual Bélgica) quando leu as obras de [Martinho Lutero](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19256/martinho-lutero/) (cerca de 1483-1546), retirou uma quantia de dinheiro da tesouraria do convento (alegadamente "cerca de quinhentos ducados") e fugiu para Estrasburgo. Casou-se com um padre reformado, Simon Robert, e tiveram cinco filhos antes de ele morrer em 1533, tendo ela casado depois com Froment. O casal mudou-se com os filhos para um subúrbio de Genebra, onde Froment se envolveu com Calvino e Farel entre 1536 e 1538, antes de estes últimos serem convidados a deixar a cidade por não cumprirem as exigências do conselho municipal.

A carta de Dentière foi [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-72/escrita/) em 1539 em resposta à expulsão de Calvino e Farel. Marie parece ter mantido uma correspondência real com Margarida de Navarra, famosa pela sua defesa da Reforma em França, mas esta carta parece ter sido, na verdade, dirigida ao conselho municipal de Genebra, condenando-o pelo tratamento dado a Calvino e Farel, e defendendo a igualdade de oportunidades para as mulheres enquanto pregadoras.

### **O Texto**

O texto abaixo omite a última parte da carta (por considerações de espaço) na qual Dentière ataca o conselho municipal como "cães mudos, cada um roendo um osso" enquanto "pastores e ministros de Jesus verdadeiros são perseguidos, banidos e exilados" (Wilson, pág. 280). Ela também exorta vivamente Margarida a expulsar o clero católico de França, caracterizando-os como "asnos, lobos e libertinos hipócritas e impudentes entre as ovelhas" que "seduzem o povo pobre pela sua falsa doutrina e conversa mentirosa" (*Idem*, pág. 279). A carta termina abordando o seu ponto principal: que às mulheres sejam concedidas as mesmas oportunidades que aos homens no avanço da causa da Reforma e para "a edificação de todos.

[ ![Portrait of Marguerite de Navarre](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/15412.jpeg?v=1726741264) Retrato de Margarida de Navarra Jean Clouet (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/15412/portrait-of-marguerite-de-navarre/ "Portrait of Marguerite de Navarre")O texto que se segue foi extraído de *A Reformation Reader: Primary Texts with Introductions* (*Uma Antologia da Reforma: Textos Primários com Introduções*), editado por Denis R. Janz, com referências [cruzadas](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15951/cruzadas/) de *Women Writers of the Renaissance and Reformation* (*Escritoras do Renascimento e da Reforma*), editado por Katharina M. Wilson. O "*Fausto*" mencionado perto do fim do texto refere-se ao poeta e académico Publius Faustus Andrelinus (cerca de 1462-1518), um dos escritores mais populares do seu tempo, que defendeu o conceito de que as mulheres seriam fracas e mais propensas ao pecado do que os homens.

> À mui Cristã Princesa Margarida de França, Rainha de Navarra, Duquesa de Alençon e de Berry: M.D. deseja a salvação e o crescimento na Graça através de Jesus Cristo.
> Todos, minha mui honrada senhora, especialmente os verdadeiros amantes da verdade, desejam saber e ouvir como devem viver nestes tempos tão perigosos; assim, também nós, mulheres, devemos saber como fugir e evitar todos os erros, heresias e falsas doutrinas, tanto os dos falsos cristãos, turcos e infiéis, como os de outros suspeitos na doutrina, tal como já foi demonstrado nos vossos escritos. Embora muitos bons e fiéis servos de [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) tenham sido inspirados, em tempos passados, a escrever, pregar e anunciar a lei de Deus, a vinda do Seu Filho Jesus Cristo, as Suas obras, morte e ressurreição, foram, no entanto, rejeitados e reprovados, principalmente pelos sábios do povo. E não foram apenas estas pessoas rejeitadas, mas também o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo, o Justo. Portanto, não vos deve espantar se, no nosso tempo, virmos coisas semelhantes acontecerem àqueles a quem Deus deu a graça de desejarem escrever, falar, pregar e anunciar as mesmas coisas que Jesus e os Seus Apóstolos disseram e pregaram. Vemos que o mundo inteiro está cheio de maledicência, e os seus habitantes perturbados, pois veem grandes tumultos, debates, dissensões e divisões de uns contra os outros, maiores do que alguma vez ocorreram na terra: inveja grosseira, querela, rancor, malevolência, ganância, lascívia, roubo, pilhagem, derramamento de sangue, homicídio, motim, violação, fogo, envenenamento, guerra, reino contra reino, nação contra nação. Em suma, reina toda a espécie de abominação. Pai contra filho, e filho contra pai, mãe contra filha, e filha contra mãe, cada um desejando vender o outro: a mãe entregando a sua própria filha a todo o tipo de desventura.
> Assim, certamente há poucos, entre as pessoas que estão na terra, que verdadeiramente procuram como devem viver, visto que tais coisas acontecem entre aqueles que se dizem cristãos. E ninguém se atreve a dizer uma palavra sobre essas pessoas, pois um deseja que esta coisa seja feita, o outro aquela; um vive bem (ou assim diz), o outro mal; um é sábio, o outro tolo; um possui conhecimento, o outro nada sabe; um preza esta coisa, o outro aquela. Em suma, não há senão divisão. Um ou outro deve necessariamente viver mal. Pois há apenas um Deus, uma fé, uma lei e um batismo.
> Contudo, minha mui honrada senhora, desejei escrever-vos, não para vos ensinar a vós mesma, mas para que possais ter o cuidado, junto do rei vosso irmão, de curar todas estas divisões que reinam naqueles lugares, vilas e povos sobre os quais Deus o comissionou para reinar e governar; e também para que tenhais cuidado com as vossas terras, que Deus vos deu com o propósito de vigiar e pôr em ordem. Pois não devemos nós, tal como os homens, esconder e enterrar na terra aquilo que Deus vos deu e revelou a nós, mulheres. Embora não nos seja permitido pregar em assembleias e igrejas públicas, não estamos, todavia, proibidas de escrever e de nos aconselharmos umas às outras, em plena caridade. Desejei escrever esta carta não apenas para vós, minha senhora, mas também para dar coragem a outras mulheres mantidas em cativeiro, para que não voltem a temer ser exiladas, como eu, dos seus países, pais e amigos, pela Palavra de Deus.E principalmente por aquelas pobres mulheres que desejam saber que estrada, que caminho devem seguir. E, daqui em diante, não se verão elas próprias tão atormentadas e afligidas, mas sim alegres, consoladas e movidas a seguir a verdade, que é o evangelho de Jesus Cristo. Até ao dia de hoje, isto tem estado tão oculto que ninguém ousaria dizer uma palavra, e parecia que as mulheres não deviam ler nada nem ouvir a Sagrada Escritura. Esta é a minha causa principal, minha senhora, aquilo que me moveu a escrever-vos, esperando em Deus que, doravante, as mulheres não sejam mais desprezadas como no passado. Pois, dia após dia, Deus muda os corações do Seu próprio povo para o bem. Rezo para que assim seja, em breve, por todo o mundo. Ámen.
> Não só desejamos acusar quaisquer difamadores e adversários da verdade de mui grande audácia e temeridade, mas também qualquer um dos fiéis que diga que as mulheres são muito impudentes ao interpretarem as Escrituras umas para as outras. A esses, pode-se legitimamente responder que todos aqueles que são descritos e nomeados na Sagrada Escritura não devem ser julgados como temerários. Note-se que muitas mulheres são nomeadas e louvadas na Sagrada Escritura, não apenas pelos seus bons costumes, atos, porte e exemplo, mas pela sua fé e doutrina, como Sara e Rebeca, e principalmente entre todas as outras do Antigo Testamento, a mãe de [Moisés](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-14009/moises/), que, não obstante o édito do rei, protegeu o seu filho da morte e fez com que ele fosse criado na casa do [Faraó](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-288/farao/), como está plenamente descrito em Êxodo 2. Débora, que julgou o povo de Israel no tempo dos Juízes, não deve ser desprezada. Pergunto eu: seria necessário condenar Rute, pelo facto de ser do sexo feminino, por causa da história que está escrita sobre ela no seu livro? Creio que não; ela é, com razão, incluída na genealogia de Jesus Cristo. A [rainha de Sabá](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16875/rainha-de-saba/) possuía tal sabedoria que não é apenas mencionada no Antigo Testamento, mas o próprio Jesus a nomeou entre outros sábios.
> Se é uma questão de falar das graças que foram dadas às mulheres, que graça maior foi dada a qualquer criatura na terra do que aquela dada à Virgem Maria, mãe de Jesus, por ter carregado o Filho de Deus? Ela não recebeu menos do que Isabel, mãe de João Batista, que teve um filho milagrosamente, pois era estéril. Que pregadora fez mais do que a mulher samaritana, que não se envergonhou de pregar Jesus e a Sua palavra, confessando-o abertamente perante todo o mundo, assim que ouviu de Jesus que se deve adorar a Deus em espírito e em verdade? Ou será que alguém, além de Maria Madalena, de quem Jesus tinha expulsado sete demónios, pode gabar-se de ter tido a primeira revelação do grande mistério da ressurreição de Jesus? E não foram as outras mulheres — às quais, em vez de aos homens, a Sua ressurreição foi anunciada pelo Seu anjo — incumbidas de a dizer, pregar e declarar aos outros? Por muita imperfeição que exista em todas as mulheres, os homens, todavia, não estão isentos dela.
> Porque é então necessário maldizer as mulheres? Visto que não foi uma mulher quem vendeu e traiu Jesus, mas sim um homem, chamado Judas. Quem são aqueles, pergunto-vos eu, que inventaram e tramaram as cerimónias, heresias e falsas doutrinas na terra, senão os homens? E as pobres mulheres foram por eles seduzidas. Nunca se encontrou uma mulher que fosse um falso profeta, apenas enganada por eles. Todavia, não pretendo com isto desculpar a excessiva malícia de algumas mulheres, que ultrapassa os limites da medida. Mas não há mais razão para fazer dessa malícia uma regra geral, sem exceção, como alguns fazem diariamente, particularmente Fausto, esse escarnecedor, nas suas Bucólicas. Vendo essa obra, certamente, sou incapaz de me calar, dado que ela é mais recomendada e usada pelos homens do que o evangelho de Jesus, o qual é por nós defendido, e dado que este contador de fábulas goza de bom nome nas escolas. Se Deus deu graças a algumas boas mulheres, revelando-lhes algo de santo e bom através da Sua Sagrada Escritura, deveriam elas, por causa dos difamadores da verdade, abster-se de o escrever, dizer ou declarar umas às outras? Ah! Seria demasiado impudente esconder o talento que Deus nos deu, nós que devemos ter a graça de perseverar até ao fim. Ámen!

### **Conclusão**

Dentière tinha publicado uma obra anterior, *A Guerra e Libertação da Cidade de Genebra* (tít. original: *La Guerre et deslivrance de la ville de Genesve*) (1536), anonimamente, mas assinou com o seu nome (as suas iniciais) esta *Uma Epístola Muito Útil*. Os impressores desta época publicavam obras protestantes tão rapidamente quanto podiam, porque estas vendiam bem, e o impressor Jean Gerard publicou 1500 exemplares da carta em formato de folheto. Gerard enviou a Froment 450 destas cópias, que começaram a circular, atraindo a atenção do conselho municipal, que apreendeu o resto dos folhetos, prendeu Gerard e, mais tarde, multou-o e libertou-o. Froment foi chamado perante o conselho para prestar contas sobre o comportamento da sua esposa, e isto aumentou as tensões já presentes na sua relação com Farel e Calvino, que se distanciaram dele e da sua mulher.

[ ![Reformation Wall](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/14847.jpg?v=1773661709) Muro dos Reformadores Henri Bouchard and Paul Landowski (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/14847/reformation-wall/ "Reformation Wall")Como referido, o conselho municipal proibiu qualquer publicação que não recebesse a sua aprovação prévia e baniu todas as obras escritas por mulheres. Os seus argumentos não foram considerados heréticos, apenas equivocados, e o seu marido e Gerard parecem ter sido mais culpabilizados do que a própria Dentière por permitirem a uma mulher tal liberdade como voz pública. O académico Thomas Head comenta:

> Marie Dentière lutou não apenas pelo sucesso da reforma evangélica na sua cidade adotiva, mas também pelo lugar das mulheres nesse movimento. Um dos principais atrativos que a reforma evangélica exercia sobre as pessoas marginais da sociedade francesa do século XVI era a mensagem de acesso universal à verdade religiosa. Grupos que durante muito tempo tinham sido meros recetores de ensinamentos autoritários uniram-se perante a promessa da capacidade de testar a interpretação clerical das Escrituras face ao que liam em língua vernácula. Dentière afirma claramente as aspirações das mulheres de pregarem e interpretarem essa mensagem do Evangelho por si mesmas… \[mas\] o direito de Dentière e de mulheres como ela de pregarem, escreverem e interpretarem as Escrituras, exercido durante o próprio período de luta pela reforma, foi drasticamente cerceado à medida que a Reforma consolidava o seu poder.
> (Wilson, pág. 266)

Dentière continuou a pregar abertamente nas esquinas das ruas de Genebra após a supressão da *Uma Epístola Muito Útil*, mesmo depois de ter sido censurada por Calvino após o seu regresso à cidade em 1541. Mais tarde, ele pediu-lhe que escrevesse um prefácio para a sua obra *Sermon de M. Jehan Calvin, sur le drap d'or et autres accoutrements des femmes* (*Sermão de M. João Calvino sobre o pano de ouro e outros trajes das mulheres*; também conhecido como *Sermão sobre o Adorno das Mulheres*, 1555), o que alguns académicos interpretam como uma reconciliação entre ambos ou até como uma eventual aprovação de Calvino às suas opiniões frontais.

É muito mais provável, no entanto, que Calvino lhe tenha pedido para escrever o prefácio de uma obra que se baseia na passagem de I Timóteo 2, e noutras, sobre como as mulheres devem ser obedientes aos homens e não ser "impudentes", nem presumir falar na presença de um homem, na esperança de que ela "aprendesse o seu lugar" de acordo com as passagens bíblicas que proíbem a participação das mulheres nos assuntos públicos, especialmente no ensino de homens. Ao pedir-lhe para escrever um prefácio para tal obra, Calvino neutralizou-a eficazmente enquanto teóloga e pregadora.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Christine De Pizan & Richards, E. J. *The Book of the City of Ladies.* Persea, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0892552301/)
- [Janz, D. R. *A Reformation Reader: Primary Texts with Introductions.* Fortress Press, 2008.](https://www.worldhistory.org/books/0800663101/)
- [MacCulloch, D. *The Reformation: A History.* Penguin Books, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/0830846972/)
- [Rublack, U. *The Oxford Handbook of the Protestant Reformations .* Oxford University Press, 2019.](https://www.worldhistory.org/books/0198845960/)
- [Stjerna, K. *Women and the Reformation.* Wiley-Blackwell, 2008.](https://www.worldhistory.org/books/1405114231/)
- [Wilson, K. M. *Women Writers of the Renaissance and Reformation.* University of Georgia Press, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/082030865X/)

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Perguntas & Respostas

### De que trata 'Uma Epístola Muito Útil' de Marie Dentière?
Uma Epístola Muito Útil defende a igualdade das mulheres como pregadoras e professoras durante a Reforma Protestante. Apela também à expulsão do clero católico da França e denuncia a falta de empenho por parte dos pastores masculinos.

### Por que razão foi escrita 'Uma Epístola Muito Útil'?
Marie Dentière escreveu 'Uma Epístola Muito Útil' como uma carta aberta a Marguerite de Navarra para chamar a atenção para o mau tratamento dispensado aos reformadores João Calvino e Guilherme Farel pelo conselho municipal de Genebra, para defender a igualdade das mulheres e para denunciar aqueles que considerava inimigos da Reforma.

### Que impacto teve 'Uma Epístola Muito Útil' na sociedade?
Quando foi publicada em 1539, 'Uma Epístola Muito Útil' teve pouco ou nenhum impacto na sociedade. A maioria dos exemplares do folheto foi apreendida e censurada. Só foi redescoberta no século XIX. 

### Será que a 'Uma Epístola Muito Útil' foi censurada por ter sido escrita por uma mulher?
'Uma Epístola Muito Útil' foi censurada porque tinha sido escrita por uma mulher (Marie Dentière) e defendia a igualdade das mulheres como pregadoras e professoras, mas também porque denunciava o conselho municipal de Genebra.


## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, May 14). Marie Dentière: Uma Epístola Muito Útil. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1968/marie-dentiere-uma-epistola-muito-util/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Marie Dentière: Uma Epístola Muito Útil." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, May 14, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1968/marie-dentiere-uma-epistola-muito-util/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Marie Dentière: Uma Epístola Muito Útil." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 14 May 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1968/marie-dentiere-uma-epistola-muito-util/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 14 May 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

