---
title: Anéis Mágicos na Mitologia Nórdica
author: Irina-Maria Manea
translator: Vitor Cavalcanti
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1950/aneis-magicos-na-mitologia-nordica/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-04-21
---

# Anéis Mágicos na Mitologia Nórdica

_Escrito por [Irina-Maria Manea](https://www.worldhistory.org/user/irinamaria.manea/)_
_Traduzido por [Vitor Cavalcanti](https://www.worldhistory.org/user/vitorcavalcanti)_

Elementos da [mitologia nórdica](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12388/mitologia-nordica/) abundam em *O Senhor dos Anéis*, e nenhum é tão convincente como o próprio anel. O Um Anel é uma reminiscência dos anéis mágicos encontrados no folclore nórdico, especialmente o Draupnir de Odin ou o Andvaranaut da lenda dos Volsungos, contudo, o anel de Tolkien tem vontade própria e não pode ser utilizado para o bem.

[ ![Ring with Runic Inscription](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/15317.jpg?v=1751718188) Anel com Inscrição Rúnica The Trustees of the British Museum (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/15317/ring-with-runic-inscription/ "Ring with Runic Inscription")### **O Anel de Andvari**

Na *[Saga](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17926/saga/) dos Volsungos* - uma história também apresentada de forma fragmentada e menos coesa na *[Edda](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15803/edda/) Poética* (a coleção de 1200 poemas nórdicos de diferentes épocas e autores) depois dos poemas envolvendo os deuses e também presente na tradição germânica continental como *O Cantar dos Nibelungos* (*Das Nibelungenlied)* - o anel amaldiçoado de Andvari leva o herói Sigurd (Siegfried) do clã dos Volsungos à perdição. J. R. R. Tolkien, que também havia estudado Nórdico antigo, tentou sua própria reformulação desse material lendário em *A Lenda de Sigurd e Gudrún*, até mesmo adicionando uma introdução mitológica seguindo o exemplo da *Völuspá*, a profecia que dá início à *Edda Poética*.

> Esse mesmo impulso de resolver pendências é uma característica recorrente na relação de Tolkien com suas fontes nórdicas, mas tais lacunas acabariam por dar lugar a um mundo que o autor havia criado para si mesmo.
> (Birkett, 249)

Na fonte nórdica antiga, o anel faz parte da compensação que os deuses Odin, Hoenir e Loki têm que pagar a um certo rei Hreidmar, após matar Ótr, seu filho, que se transformava em lontra, enquanto pescava. Loki precisa encontrar o valor do resgate e decide utilizar o ouro do anão Andvari (o Cansado), capturado enquanto nadava na forma de um lúcio. O anão desejava ficar com um anel, porém Loki o tira dele. Em troca, Andvari amaldiçoa todo o ouro, condenando à morte quem o possuir. Os deuses, então, usam o ouro para preencher a pele da lontra, cobrindo-a por dentro e por fora, mas quando o rei Hreidmar repara que faltava um bigode, demanda que o seja coberto também. Odin pegou o anel amaldiçoado, Andvaranaut, e cobre o bigode remanescente, completando a reparação.

Incitado por seu instrutor Regin, outro filho de Hreidmar, Sigurd da família dos Volsungos, mata o dragão Fafnir, o terceiro filho, transformado em monstro por sua ganância (uma lembrança marcante de Smaug, de *O Hobbit*). Ele se torna o novo mestre do tesouro e parte para cavalgar através de um círculo de fogo para libertar a [valquíria](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20057/valquiria/) Brunhilda, que é presenteada com o anel como um sinal de seu amor por ela. Posteriormente, quando uma poção mágica faz com que ele se esqueça da valquíria e se case com Gudrun, ele aparece para ela na forma de seu marido, Gunnar, irmão de Gudrun e rei dos burgúndios, e substitui o anel. No geral, o anel de Andvari funcionava mais como um lembrete do destino inevitável do herói após o encantamento de um tesouro obtido à força, e não compartilha a malevolência e o poder do anel de Tolkien.

Como o anel em *Ring der Nibelungen* de Wagner - uma apropriação indébita de material lendário a serviço da propaganda fascista - o anel de Tolkien possui poder extremo. "Ambos os anéis são redondos, e aí a semelhança cessa", disse Tolkien em uma de suas cartas (*The Letters of J.R.R. Tolkien. A Selection* 229), porém há um ponto importante de semelhança: ambas as obras transformaram o anel em um personagem central. Por outro lado, a declaração de Tolkien pode ter sido uma tentativa consciente de combater a abordagem supremacista racial, tanto que, em outras cartas (*55-56*), ele se opôs aos nacional-socialistas transformarem a cultura nórdica, que ele adorava, em algo desprezível.

[ ![Drävle Runestone](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/15318.jpg?v=1646127677) Pedra Rúnica de Drävle Bengt A Lundberg / Riksantikvarieämbetet (CC BY) ](https://www.worldhistory.org/image/15318/dravle-runestone/ "Drävle Runestone")Na obra de Tolkien, a jornada para destruir o anel é um ponto tão central quanto o próprio objeto, e o herói inesperado, um membro da não tão férrea e beligerante raça dos hobbits, contrapõe o protótipo 'germânico' marcial. O seu herói tenta ser uma figura de paz digna de louvor, o que pode ser inferido de seu nome. Na *Saga dos Inglingos* (uma pré-história mítica da Escandinávia), há alguns personagens nomeados Frøði ("Sábio"), um em particular ligado a um longo período de prosperidade atribuído ao [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) Freyr, que concedia boas colheitas (*Heimskringla*, capítulo 10). Na *Edda em Prosa* do século XIII de Snorri Sturluson, a paz de Frodi (*Fróða friðr*) se apresenta como um paralelo à *[Pax Romana](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-14221/pax-romana/)* do [imperador romano](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-1032/imperador-romano/) [Augusto](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-412/augusto/) (reinou 27 a.C. - 14 d.C.), mas porque este Frodi, um rei dos dinamarqueses descendente de Odin (o lendário Skjöldungar), aparenta ser o mais poderoso rei do Norte, Snorri explica que os homens do Norte chamavam este evento mundial como a Paz de Frodi. Durante este tempo, ninguém causou mal a ninguém e não havia nem ladrões nem assaltantes, de modo que um anel de ouro pôde permanecer por muito tempo na charneca de Ialangr (Jelling, na Dinamarca). A prosperidade desse período é devida a duas mós de moinho que conseguiam moer qualquer coisa que o moleiro quisesse, neste caso, ouro. Assim, temos este pequeno detalhe de um anel dourado e a resistência à tentação, durante o reinado de Frodi, que também pode ter despertado a imaginação do autor.

### **O Anel de Odin**

A ideia de um anel mestre poderia ser mais conectada ao Draupnir de Odin (o Gotejador, do verbo *drjúpa*), a argola de braço áurea que ele deposita na pira funerária de seu filho Baldr e que tem o poder de se replicar 'gotejando' oito anéis de igual peso a cada nona noite. Obtemos muitos detalhes sobre esse relato de Snorri e de indícios dos poemas mais arcaicos da *Edda Poética*. No capítulo 35 do *Skáldskaparmál*, a seção dedicada a ensinar a arte da poesia, vislumbramos o contexto mais amplo desse anel na história sobre o porquê o ouro é chamado de cabelo de Sif (a esposa de [Thor](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11922/thor/)).

O ardiloso deus Loki corta os cabelos de Sif; Thor, consequentemente, ameaça quebrar-lhe todos os ossos a menos que ele os restitua. Por isso, ele primeiro faz uma visita aos elfos negros chamados filhos de Ivaldi (*svartálfar* em nórdico antigo, provavelmente anões, visto que as diferenças entre esses grupos não são claras). Estes grandes artesãos não somente forjaram o cabelo de Sif, mas também o barco mágico Skidbladnir, que podia caber em um bolso, e a lança de Odin, Gungnir, a qual nunca errava. Loki, então, aposta sua cabeça com os anões Brokk e Sindri (ou Eitri, dependendo do manuscrito) que eles não poderiam forjar objetos melhores. Apesar das tentativas de uma mosca (provavelmente Loki disfarçado) sabotar seu trabalho mordiscando o pescoço e as pálpebras de Brokk, os ferreiros produziram um javali com cerdas de ouro, o anel dourado Draupnir e o martelo de Thor, Mjölnir. Esses presentes preciosos são ofertados aos deuses, e Odin recebe a lança e o anel.

[ ![The Sons of Ivaldi Forging Thor's Hammer](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/13464.jpg?v=1776128653) Os Filhos de Ivaldi a Forjar o Martelo de Thor Elmer Boyd Smith (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/13464/the-sons-of-ivaldi-forging-thors-hammer/ "The Sons of Ivaldi Forging Thor's Hammer")A habilidade de Draupnir de se auto-replicar faz um paralelo com a capacidade do Um Anel de dominar todos os outros e "perceber todas as coisas que foram feitas por meio dos anéis menores, e ele pode ver e governar os próprios pensamentos daqueles que os usavam" (*The Silmarillion*, 361). Depois que Celebrimbor, um grande artesão élfico de Eregion, utiliza o conhecimento fornecido por Sauron disfarçado como um emissário dos Valar (poderes angélicos primordiais) para forjar os três anéis élficos, Sauron presenteia nove anéis para os homens mortais condenados a se tornarem os Nazgûl, os Espectros do Anel, e sete são dados aos senhores-anões que os utilizam para estabelecer seus lendários tesouros escondidos que acabariam por atrair dragões (semelhante à história de Fafnir). A temática da forja e dos grandes ferreiros, com ambos os elfos e anões envolvidos no processo, tal como Fëanor de Tolkien, quem forja as três grandes Joias, e o Völund (Wayland) nórdico/germânico, o elfo aprisionado por um rei que se vinga assassinando seus filhos e confeccionando um manto alado, é uma reminiscência da [mitologia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-427/mitologia/) nórdica.

No contexto nórdico, o anel pode se referir aos potenciais seguidores de Odin, visto que, naquela época, os braceletes eram um presente comum oferecido por um senhor feudal. Para Odin, o anel claramente tem uma importância menor. Sauron, por outro lado, coloca todo seu ímpeto destrutivo no anel e a decisão de Tolkien sobre sua potência tem implicações morais: a separação mítica de sua alma em um objeto externo que se torna sua principal fonte de poder expõe consequências desastrosas. A narrativa difere um tanto, vide que os anões forjam Draupnir instigados por Loki, o grande encrenqueiro, enquanto Sauron tende à tarefa por si mesmo e confecciona seu anel em Orodruin, a Montanha da Perdição, com um claro propósito de enredar os usuários de todos os anéis de poder.

Na seção *Gylfaginning* (*A Alucinação de Gylfi*) da *Edda em Prosa*, descobrimos que Odin deposita realmente a argola de braço na pira de Baldr, após sua trágica morte pelas mãos de seu irmão cego Hodr, instigada por Loki. Outro irmão de Baldr, Hermod, cavalga até o inferno numa tentativa de convencer Hel, filha de Loki e guardiã do submundo, a deixá-lo retornar devido ao grande luto entre os *Æsir*. Baldr envia Draupnir de volta para Odin como lembrança, entre outros presentes. Os deuses enviam emissários por todo o mundo para convencer todos os seres vivos a verterem lágrimas para libertar Baldr de Hel, uma tarefa impossível devido à recusa de Loki (disfarçado de giganta).

[ ![Odin's Last Words to Baldr](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/13423.jpg?v=1701531483) As Últimas Palavras de Odin para Baldr W. G. Collingwood (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/13423/odins-last-words-to-baldr/ "Odin's Last Words to Baldr")Draupnir também aparece em *kennings* (metáforas complexas) para ouro. Snorri, por exemplo, cita a *Canção de Bjarki*, onde o ouro pode também ser substituído por "suor precioso de Draupnir" (nórdico antigo: *Draupnis dýrsveita*, capítulo 45 do *Skáldskaparmál*). 'Precioso', é claro, se tornou um *leitmotiv* na obra de Tolkien. Infelizmente, na fonte mais antiga, Draupnir é uma presença bastante escassa e o poema que o apresenta não o dota de poderes especiais, embora ele continue sendo importante. Após ser resgatado de Hel, Skirnir, [servo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17609/servo/) de Freyr, oferece-o à giganta com quem Freyr deseja se casar. A referência é encontrada no poema *Fǫr Skirnir* (*A Jornada de Skirnir*), estrofe 21. Apesar de o anel não ser nomeado, podemos certamente identificá-lo como sendo Draupnir:

> A argola de braço que trago a ti 
> foi queimada 
> a muito junto ao filho de Odin, 
> oito de mesmo peso 
> gotejaram dela 
> a cada nona noite. 
> (*tradução da autora do artigo*)

Não temos informações do porquê e como Draupnir termina com Freyr. O poema utiliza o termo *baugr* (argola de braço) pois estes eram mais comuns no mundo dos nórdicos, mas um anel comum parece mais adequado à narrativa de Tolkien, desde que ele precisa permanecer fora de vista e seu poder tem que contrastar com seu tamanho.

A natureza indestrutível desses anéis é outro tema comum - o Um Anel só pode ser derretido no local onde foi criado. Além disso, o poder do Um é agravado pelo tabu que envolve o seu nome. Ou não tem nome, ou é assustador demais para ser nomeado, enquanto outros anéis no Legendarium de Tolkien recebem nomes: Nenya, o anel de cura de Galadriel, o poderoso anel Vilya de Elrond e Narya, o Grande, aquele que Gandalf abertamente usa no nono capítulo de *O Retorno do Rei*, um ponto na história em que todos esses anéis estão saindo da Terra Média. Gandalf, o peregrino odínico de Tolkien, compartilha características com o Pai-de-Todos, tais como suas habilidades mágicas, a busca pelo conhecimento obtido através do sacrifício, a exploração da terra na forma de homens idosos, e também os animais e equipamentos que carregam - o anel incluso.

Em uma carta, Tolkien explicou a ocultação dos anéis élficos uma vez que as intenções sombrias de Sauron se tornaram óbvias, bem como a famosa rima antiga que aparece como um *leitmotiv* em *O Senhor dos Anéis*:

> Os Elfos de Eregion fizeram Três anéis extremamente belos e poderosos, quase exclusivamente da sua imaginação e direcionados à preservação da beleza: eles não concediam invisibilidade. Porém, secretamente no Fogo subterrâneo, em sua própria Terra Negra, Sauron faz Um Anel, o Anel Governante que continha os poderes de todos os outros e os controlava. De tal modo que, quem o utilizasse, pudesse ver os pensamentos de todos aqueles que usavam os anéis menores e poderia governar tudo o que eles faziam e, no fim, escravizá-los completamente. Contudo, ele não contava com a sabedoria e as percepções sutis dos Elfos. No momento em que ele assumiu o Um, eles estavam cientes dele e de seu propósito secreto, e ficaram com medo. Eles esconderam os Três Anéis de modo que nem mesmo Sauron jamais pôde descobrir onde estavam e eles permaneceram imaculados. Os outros, eles tentaram destruir. Na guerra resultante entre Sauron e os Elfos, a Terra-Média, especialmente no oeste, ficou ainda mais arruinada. Eregion foi capturada e destruída e Sauron se apossou de muitos Anéis de Poder. Esses ele deu, para sua corrupção e escravização definitivas, para aqueles que os aceitariam por ambição ou ganância (*The Letters of J. R. R. Tolkien. A Selection,* 131).

Ambição e ganância nos lembram das fatalidades do destino no círculo de Sigurd.

### **Anéis de Juramento e Poder**

Um aspecto que associa ainda mais a tradição nórdica com o Legendarium de Tolkien é a ideia de proferir juramentos sobre anéis geralmente guardados em um templo. Na *Eyrbyggja saga* (*Saga dos Habitantes de Eyri*), o autor descreve um pedestal no meio de uma sala - o local para o sangue de animal sacrificado - com uma argola de braço de 500 gramas (20 onças) sobre ele, justamente onde os homens proferiam seus juramentos. Utilizado pelo sacerdote do templo, o anel aparece funcionar como um contrato mágico vinculativo entre homens e deuses. No poema *Atlakviða* (*A Canção de Atli*), um dos poemas édicos mais antigos, Atli jura pelo anel do deus Ull (desta vez, um anel de dedo). A *Crônica Primária Russa* descreve como os vikings juravam por suas armas e anéis de braço para endossar um acordo com os bizantinos. Em meados do século IX, os vikings de Gutrum entraram em acordo com o Rei [Alfredo, o Grande](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16848/alfredo-o-grande/) (reinou 871-899), mediante o oferecimento de um juramento sobre um bracelete sagrado. A vasta quantidade de argolas de braço, anéis e anéis de pescoço (torques) documentados arqueologicamente na Escandinávia confirma seu uso extensivo, com os vikings frequentemente associando-os a juramentos e recompensando a lealdade com esses objetos valiosos.

Em *O Senhor dos Anéis*, enquanto Frodo tenta convencer Sam da obediência de Gollum, Gollum procura jurar sobre o Precioso em pessoa, mas o seu juramento de não fazer mal a Frodo é, eventualmente, feito *pelo*, e não sobre, o anel. Essa pequena diferença lembra da importância de manter o traiçoeiro anel longe do alcance de Gollum. Semelhantemente, o anel funciona como um guardião de juramentos indireto quando Faramir exige um juramento para libertar Gollum sob a custódia de Frodo e a criatura jura nunca guiar outros até o local do Precioso.

[ ![Viking Treasure](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/10637.jpg?v=1599156003) Tesouro Viking Wanda Marcussen (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/10637/viking-treasure/ "Viking Treasure")Na sociedade nórdica, anéis costumavam ter conotações positivas, pois eram um presente comum dado após batalhas bem-sucedidas e os chefes eram descritos como doadores de anéis. Em poemas em inglês antigo, reis eram chamados tanto de doadores de anéis (*béaga brytta*) quanto de doadores de ouro (*goldgyfa*) e eles eram condenados se acumulassem tudo para si mesmos. Na sociedade nórdica e anglo-saxônica, era esperado que os chefes honrassem seus seguidores e Tolkien explorou essa ideia em diversas formas. Há, claro, a oferta de presentes de Sauron, mas também Isildur, que aceita o anel como compensação por seu pai e irmão. Por outro lado, o portador do Anel enfrenta um fardo descomunal que se torna cada vez mais pesado até o clímax da história, sem outro desfecho possível senão a destruição. Apesar dos três bons anéis élficos, no universo de Tolkien, muitos anéis servem como um aviso sobre a externalização do poder em um objeto que, então, se torna a sua identidade. O Um expõe a fragilidade do seu portador.

### **Conclusão**

Assim como outros aspectos de sua obra, que variam de criaturas sobrenaturais, a nomeação de personagens — Gandalf é um nome famoso do catálogo de anões nórdicos, significando um elfo com cajado — até as paisagens heroicas e disputas de charadas, os antigos mitos nórdicos têm servido ao seu propósito como um pilar da Terra-Média de Tolkien. Junto ao inglês antigo e ao [folclore medieval](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17927/folclore-medieval/), esses mitos atuam como uma força mais ou menos consciente na formação de uma nova mitologia. Enquanto na cultura islandesa/escandinava, bem como na anglo-saxônica, anéis tinham seu lugar mítico e mundano, Tolkien elevou os anéis à categoria de itens centrais e concentrou-se em sua forja, troca, desaparecimento e significado simbólico.

#### Editorial Review

This human-authored article has been reviewed by our editorial team before publication to ensure accuracy, reliability and adherence to academic standards in accordance with our [editorial policy](https://www.worldhistory.org/static/editorial-policy/).

## Bibliografia

- [Birkett. "Old Norse." *A Companion to J. R. R. Tolkien* , edited by Lee, Stuart D. Wiley-Blackwell, 2022, 244-259.](https://www.worldhistory.org/books/1119691400/)
- [Drout, Michael D.C. *J.R.R. Tolkien Encyclopedia.* Routledge, 2013.](https://www.worldhistory.org/books/0415865115/)
- Faulkes, A. (ed.). *Snorra Edda. Skaldskaparmal.* University College London , 1998
- Jonsson, F. (ed.). *Eddadigte.* G.E.C. Gads Forlag, Copenhagen, 1932
- [Lee, Stuart & Solopova, Elizabeth. *The Keys of Middle-earth.* Palgrave Macmillan, 2015.](https://www.worldhistory.org/books/1137454695/)
- [Marjorie Burns. *Perilous Realms.* University of Toronto Press, Scholarly Publishing Division, 2005.](https://www.worldhistory.org/books/0802038069/)
- [Sturluson, Snorri & Faulkes, Anthony. *Edda.* Viking Society for Northern Research, 2005.](https://www.worldhistory.org/books/0903521644/)
- [Tolkien, J. R. R. *The Silmarillion.* HarperCollins, 2021.](https://www.worldhistory.org/books/000843395X/)

## Sobre o Autor

Uma mente curiosa e aberta, fascinada pelo passado. Historiadora apaixonada pela mitologia nórdica e pela Era Viking, além de ser professora de história e de idiomas. Natural de Bucareste, Romênia, atualmente vivendo em Hesse, Alemanha.
- [Facebook Profile](https://www.facebook.com/irinaskuld)
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/in/irinamariamanea/)

## Cite Este Artigo

### APA
Manea, I. (2026, April 21). Anéis Mágicos na Mitologia Nórdica. (V. Cavalcanti, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1950/aneis-magicos-na-mitologia-nordica/>
### Chicago
Manea, Irina-Maria. "Anéis Mágicos na Mitologia Nórdica." Traduzido por Vitor Cavalcanti. *World History Encyclopedia*, April 21, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1950/aneis-magicos-na-mitologia-nordica/>.
### MLA
Manea, Irina-Maria. "Anéis Mágicos na Mitologia Nórdica." Traduzido por Vitor Cavalcanti. *World History Encyclopedia*, 21 Apr 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1950/aneis-magicos-na-mitologia-nordica/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Vitor Cavalcanti](https://www.worldhistory.org/user/vitorcavalcanti/ "User Page: Vitor Cavalcanti"), publicado em 21 April 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(is) para obter informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

