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title: Dez Piratas Neerlandeses Notórios
author: Mark Cartwright
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1883/dez-piratas-neerlandeses-notorios/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-08-02
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# Dez Piratas Neerlandeses Notórios

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

Embora tenham existido piratas e corsários de todas as nacionalidades, alguns marinheiros neerlandeses foram particularmente problemáticos no início da era moderna, visando, em especial, as Caraíbas espanholas (Costa Firme Espanhola), mas também as rotas comerciais no Atlântico oriental e no Oceano Índico. Conhecidos como *zee-roovers* ("ladrões do mar"), estes piratas e corsários agiam frequentemente por conta de e eram financiados por consórcios privados, a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais ou até mesmo o governo neerlandês. Eis dez neerlandeses que atormentaram os altos-mares nos séculos XVI e XVII.

### Roche Brasiliano (ativo entre as décadas de 1650 e 1660)

Roche Brasiliano (com grafias variadas, nome real incerto) é uma daquelas figuras entre a ficção e a realidade, tão comuns no mundo da pirataria. Ganhou o seu nome devido ao tempo que passou, provavelmente em exílio, no Brasil português. Após 1654, Roche dedicou-se à pirataria e estabeleceu-se em Port Royal, na Jamaica. O sucesso inicial de capturar uma embarcação mexicana carregada de prata foi contrabalançado pela sua própria captura, aprisionamento em Campeche e subsequente deportação para Espanha. Tendo escapado de alguma forma, Roche regressou às Caraíbas e atacou Campeche, talvez em vingança pela sua encarceração naquele local.

Roche Brasiliano cimentou a sua reputação como um pirata louco e cruel após a sua biografia pouco lisonjeira na popular obra de Alexander Exquemelin, *Buccaneers of America* (*Os Bucaneiros da América*), publicada pela primeira vez em neerlandês em 1678. Como nota uma passagem:

> \[Quando bêbado\] ele vagueava pela cidade como um louco. À primeira pessoa que encontrasse, cortava-lhe um braço ou uma perna, sem que ninguém ousasse intervir, pois ele era como um maníaco. Perpetrava as maiores atrocidades possíveis contra os espanhóis. Alguns deles, ele atava ou espetava em estacas de madeira e assava-os vivos entre dois fogos, como quem mata um porco.
> (citado em Rogozinski, pág. 42).

[ ![Roche Brasiliano](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/14877.png?v=1705646226) Roche Brasiliano Unknown Artist (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/14877/roche-brasiliano/ "Roche Brasiliano")### Dirk Chivers (ativo entre 1694 e 1699)

Dirk Chivers (também conhecido como Capitão Richard Shivers) fez o seu nome no Oceano Índico. Após ajudar o pirata inglês [Henry Every](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20084/henry-every/) em 1694, o navio de Chivers naufragou nas Ilhas Comores, a norte de Madagáscar. No ano seguinte, foi escolhido pela tripulação de outro navio pirata para se tornar o seu capitão; assim, Chivers navegou no *Soldado* pelo Oceano Índico e apoderou-se de vários navios da Companhia Britânica das Índias Orientais. Uma tentativa invulgar de exigir um resgate pelo reaver das cargas capturadas ao governador de Aden não foi bem-sucedida, e Chivers acabou por incendiar os navios. Um dos capitães dos navios capturados, que tinha sugerido a ideia do resgate a Chivers, acabou com os lábios cosidos.

Outro plano falhado foi um ataque direto a Calecute (atual Calcutá) em novembro de 1696. Mais uma vez, um pedido de resgate pelos navios capturados encontrou uma resposta desfavorável por parte das autoridades, e a chegada de uma frota indiana obrigou Chivers a retirar-se. 1698 provou ser um ano melhor, quando Chivers capturou 130 000 libras de espólio no porão do *Great Mohammed*. Em 1699, Chivers aceitou um perdão real, mas não sem antes afundar o seu navio mercante de grande porte para bloquear o porto de St. Mary’s, um refúgio de piratas perto de Madagáscar. As autoridades ficaram, sem dúvida, satisfeitas por se livrarem do problemático neerlandês que, em última análise, regressou ao porto de onde tinha partido em 1694 para iniciar a sua vida de crime: Rhode Island.

### Simon de Cordes († 1599)

Simon de Cordes foi o comandante da frota neerlandesa de cinco navios que navegou para as águas do Pacífico com o objetivo de atacar [a Costa Firme Espanhola](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20050/a-costa-firme-espanhola/) a partir do oeste, em 1598. Apenas um navio e 36 dos 500 homens regressaram à [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/). Os problemas começaram quase de imediato, quando o comandante original, Jacob de Mahu, faleceu e de Cordes substituiu-o. Metade dos homens já tinha sido perdida devido a acidentes, doenças e fome quando a frota conseguiu atravessar o tempestuoso Estreito de Magalhães, em setembro de 1599. Os navios foram separados, e o irmão de de Cordes, Baltasar, prosseguiu sozinho, apenas para encontrar tribos hostis e travar batalhas contra os espanhóis; acabou por navegar pelo Pacífico até às Ilhas das Especiarias, onde ele e a maior parte da sua tripulação foram mortos pelos portugueses, que estavam determinados a manter esta parte secreta do mundo apenas para si. Simon de Cordes, entretanto, encontrou o seu próprio desastre, sendo morto juntamente com 23 dos seus homens por nativos do Chile, em novembro de 1599. A única [nau](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19847/nau/) sobrevivente da desastrosa expedição chegou ao Japão em abril de 1600.

[ ![Laurens de Graaf Cigarette Card](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/14878.png?v=1714908242) Cartão Coleção de Cigarros de Laurens de Graaf Metropolitan Museum of Art (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/14878/laurens-de-graaf-cigarette-card/ "Laurens de Graaf Cigarette Card")### Laurens de Graaf (ativo entre 1682 e 1695)

Laurens Cornelis Boudewijn de Graaf foi um dos bucaneiros mais ativos nas Caraíbas. Em algumas lendas de fiabilidade duvidosa, ele seria, na verdade, espanhol ou, pelo menos, teria servido como soldado no exército ou na marinha espanhola. Tendo sido enviado para as Américas ou desertado, de Graaf foi capturado por bucaneiros e, ou obrigado ou persuadido, juntou-se a eles. Ao dedicar-se à vida do crime, de Graaf navegou no *Tigre*, de 28 canhões, e rapidamente dominou um navio de tesouro espanhol que se dirigia a Santo Domingo, aliviando-o de 120.000 pesos de prata (o pagamento anual da guarnição de Havana) em julho de 1682.

Em maio de 1683, de Graaf liderou uma frota de seis outros capitães e lançou um ataque surpresa a San Juan de Ulúa e Veracruz (no atual México), que era então um dos principais portos de tesouro da Costa Firme Espanhola. Veracruz era o ponto de recolha tanto para a prata extraída das minas do México como para os bens preciosos orientais trazidos pelos galeões de Manila para Acapulco e, depois, transportados por terra até à costa do Atlântico. A maior parte das pessoas comuns foi mantida na igreja da cidade, onde foram privadas de comida e água durante quatro dias até revelarem aos bucaneiros onde os seus bens de valor estavam escondidos. Para os incentivar, de Graaf colocou um barril de pólvora dentro da igreja lotada e avisou-os de que mandaria todos pelos [ares](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11196/ares/) se não cooperassem. No final, 300 dos cativos morreram. Os bucaneiros pilharam o porto, exigiram resgate por 150 dignitários locais e fugiram com cerca de 800.000 pesos de prata. Por coincidência, poderia ter sido muito mais, já que uma frota de tesouro espanhola estava a chegar, mas de Graaf perdeu-a.

De Graaf esteve envolvido noutro ataque notório a civis quando pilhou Campeche, no México, em julho de 1685. Incapaz de encontrar os objetos de valor que os habitantes locais tinham prudentemente escondido no interior, e com o governador a recusar pagar um resgate, de Graaf vingou-se incendiando a cidade, explodindo a fortaleza e enforcando nove prisioneiros. Um esquadrão espanhol veio em socorro de Campeche e expulsou os piratas que tinham passado 57 dias a divertir-se na cidade.

[ ![Dutch Ships at the Battle of the Downs](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/14881.png?v=1637219326) Navios Neerlandeses na Batalha das Dunas National Maritime Museum (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/14881/dutch-ships-at-the-battle-of-the-downs/ "Dutch Ships at the Battle of the Downs")### Piet Pieterszoon Hein (1577-1629)

Piet Pieterszoon Hein (também conhecido como Heijn ou Heyn) nasceu perto de Roterdão, e a sua vida inicial no mar incluiu um período como escravo numa galera espanhola. Após escapar e navegar pela [Companhia Holandesa das Índias Orientais](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-22368/companhia-holandesa-das-indias-orientais/), Hein tornou-se um capitão corsário de enorme sucesso. Em 1624 atacou [o Brasil português](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19911/o-brasil-portugues/) com o saque de Baía, e durante os quatros anos seguinte capturou uma longa sucessão de navios mercantes. Hein estava agora ao lado de [Francis Drake](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19017/francis-drake/) como o adversário mais odiado pelos espanhóis. Tal como Drake, Hein combinava um fervor religioso anticatólico com uma sede de ouro e glória para causar o caos na Costa Firme Espanhola. Hein aplicava os mesmos princípios religiosos aos seus próprios homens, açoitando os membros da tripulação que faltassem às orações diárias.

Em setembro de 1628, Hein conseguiu o impossível: capturou uma frota de tesouro espanhola inteira ao largo de Cuba. Hein comandava uma frota de 31 embarcações com 679 canhões, mais de 2.300 marinheiros e outros 1.000 soldados. Com esta força formidável, o neerlandês capturou a frota que navegava do México para Havana. Os quatro galeões espanhóis e outros 18 navios transportavam 46 toneladas de prata e uma carga de outros bens valiosos. Os espanhóis capturados foram deixados em terra com provisões, enquanto os homens de Hein passaram os oito dias seguintes a transferir as riquezas para os seus próprios navios. Foi um golpe notável e único nas guerras de corso entre a Espanha e os seus rivais europeus. Hein não recebeu uma grande parte do espólio pessoalmente, mas foi recompensado com o posto de almirante na Marinha Neerlandesa, sendo o primeiro não-nobre a receber uma posição tão elevada.

### Boudewijn Hendricksz († 1626)

Boudewijn Hendricksz era um antigo alto funcionário da cidade de Edam que foi selecionado como líder dos corsários que tentaram, sem sucesso, capturar San Juan, na ilha espanhola de Porto Rico, em setembro de 1625. O resultado foi tanto mais embaraçoso quanto a expedição era composta por impressionantes 42 navios quando partiu e fora bem financiada pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais. Os navios neerlandeses bombardearam a costa com fogo de canhão, mas as fortificações de San Juan revelaram-se demasiado fortes para serem rompidas. Os neerlandeses desembarcaram na cidade abandonada, pilhando o pouco que tinha sido deixado para trás, incluindo a catedral. A fortaleza de El Morro permaneceu em mãos espanholas, mas a tentativa de Hendricksz de levar os defensores à rendição pela fome fracassou. Uma ameaça de incendiar a cidade também não trouxe qualquer rendição, mas Hendricksz incendiou-a de qualquer maneira. Os neerlandeses partiram, mas primeiro tiveram de passar pelo fogo dos canhões de El Morro, que estavam agora apontados para a entrada do porto.

[ ![Mapa da Costa Firme e dos Refúgios de Piratas nas Caraíbas, cerca de 1670](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/14550-pt.png?v=1778226860-1778226905) Mapa da Costa Firme Espanhola e os Refúgios de Piratas das Caraíbas cerca de 1670 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/trans/pt/3-14550/mapa-da-costa-firme-e-dos-refugios-de-piratas-nas/ "Mapa da Costa Firme e dos Refúgios de Piratas nas Caraíbas, cerca de 1670")Um ataque à Ilha de Margarita foi igualmente malsucedido e, em vez disso, os corsários neerlandeses pilharam impiedosamente várias povoações mais pequenas ao longo da costa venezuelana. A expedição de Hendricksz tinha agora apenas uma esperança de recuperar os seus custos tremendos: capturar a frota anual de tesouro espanhola. Como estes navios estavam bem armados e escoltados, não era uma tarefa fácil. As frotas de tesouro paravam em Havana, e foi lá que Hendricksz esperou, mas morreu de doença antes da sua chegada. As tripulações dos corsários estavam agora à beira do motim, e o novo comandante neerlandês viu-se obrigado a regressar à [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15614/europa/) e enfrentar a ruína financeira de todos os envolvidos na expedição fatídica.

### Jan Janszoon (ativo entre 1600 e 1631)

Jan Janszoon (também conhecido como Jansz ou Janssen) nasceu em Haarlem e, a partir de 1600, foi corsário nas Caraíbas. Navegava sempre sob a bandeira neerlandesa, mesmo quando começou a atacar navios de todas as nações, incluindo os dos seus compatriotas. A sorte de Janszoon esgotou-se em 1618, quando foi raptado nas Ilhas Canárias por piratas norte-africanos. Janszoon juntou-se aos seus captores, converteu-se ao Islão e mudou o nome para Murat Reis (também conhecido como Murad). Com o tempo, Janszoon/Murat voltou ao comando do seu próprio navio pirata, baseado no refúgio pirata de Salé, em Marrocos. A complexa vida dupla de Janszoon/Murat tornou-se ainda mais intrincada quando acrescentou uma esposa marroquina à sua esposa neerlandesa.

A vida profissional de Janszoon/Murat continuou a florescer à medida que capturava navios mercantes de grande valor e, em 1624, foi promovido a líder dos piratas de Salé. Sempre ambicioso, em 1627 realizou um ataque à Islândia e saqueou Reiquiavique, levando 400 habitantes da ilha que foram vendidos como escravos. Janszoon/Murat repetiu a façanha em Baltimore, na Irlanda, em 1631. O pirata recebeu o que merecia quando foi capturado pelos Cavaleiros de Malta pouco tempo depois. Finalmente livre em 1640, o neerlandês regressou a Marrocos, onde foi nomeado governador de Oualidia pelo sultão, retirando-se assim definitivamente da pirataria.

### Cornelis Corneliszoon Jol († 1641)

O homem com o nome impressionante de Cornelis Corneliszoon Jol (também conhecido como Yol) nasceu em Scheveningen e iniciou a vida no mar ainda adolescente. Perdeu uma perna num incidente não registado e, a partir daí, usou uma prótese de madeira, sendo um dos raros piratas da vida real a fazê-lo (ao contrário da ficção pirata). Jol era famoso pelo seu temperamento explosivo e maneiras grosseiras, mas era também conhecido pela sua tremenda coragem em batalha.

Jol comandou navios para a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais que atacavam a Costa Firme Espanhola, pelo que, apesar de ser teoricamente um corsário, ganhou a alcunha de *el pirata* por parte dos espanhóis. O neerlandês era impiedoso com os seus inimigos, mas tinha uma peculiaridade na sua simpatia pelos escravos, que frequentemente libertava dos navios capturados (uma atitude em nítido contraste com o desrespeito comum pelos escravos na época). Outra característica invulgar era que Jol navegou no mesmo navio durante um longo período, o iate *Otter*, que comandou de 1626 a 1635. Jol especializou-se em atacar povoações no Brasil e em capturar navios mercantes nas Caraíbas, um empreendimento no qual foi extremamente bem-sucedido. Jol era, certamente, imaginativo: certa vez, disfarçou a sua tripulação de monges, içou a bandeira espanhola e capturou sete navios inimigos por estratégia no porto de Santiago de Cuba, em 1635. O Capitão Jol provou, depois, do seu próprio veneno quando o *Otter* foi capturado por corsários de Dunquerque. Escapou da prisão graças a um acordo de troca e retomou as suas atividades de corso nas águas americanas. Embora tenha estado notavelmente perto em várias ocasiões, nunca conseguiu a proeza de capturar uma frota de tesouro espanhola. Em 1641, morreu de uma doença contraída enquanto atacava povoações portuguesas ao longo da costa ocidental africana.

[ ![Olivier van Noort](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/14879.png?v=1637166209) Olivier van Noort Unknown Artist (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/14879/olivier-van-noort/ "Olivier van Noort")### Olivier van Noort (ativo entre 1598 e 1601)

Olivier van Noort pode ter tido uma carreira curta na pirataria, mas conseguiu uma proeza notável: foi o primeiro neerlandês a circum-navegar o globo. Tendo sido dono de uma taberna em Roterdão, van Noort virou-se para uma vida de crime nos altos-mares, patrocinado por uma companhia comercial neerlandesa. Comandando o *Mauritius* e com mais três navios na sua frota, van Noort e 245 homens partiram em 1598 para o Estreito de Magalhães, na ponta da América do Sul. A passagem para o Pacífico demorou quatro meses e os homens foram reduzidos a comer ovos de pinguim, mas finalmente chegaram ao outro lado das Américas. Os ataques a navios e portos espanhóis no Chile revelaram-se uma desilusão, pelo que van Noort rumou a oeste para as Filipinas. Lá, encontrou mais desilusão e quase perdeu o seu navio para os espanhóis. Malaios atacaram então os neerlandeses no Brunei. Van Noort regressou finalmente a Roterdão em agosto de 1601 com notavelmente pouco espólio e tendo perdido 203 dos seus homens na sua azarada viagem à volta do mundo.

### Hugo Schampendam († 1625)

Hugo Schampendam liderou o maior ataque à costa do Pacífico da América espanhola em 1624. Este ataque, diretamente patrocinado pelo governo neerlandês, foi levado a cabo por uma frota de 11 navios e 1.600 homens. Uma frota de tesouro escapou por pouco e um bloqueio a Callao (o porto de Lima) arrastou-se durante três meses sem grande sucesso. Schampendam sentiu-se obrigado a enforcar 20 prisioneiros para persuadir o governador de Callao a pagar um resgate, mas este recusou. A expedição também incendiou Guayaquil, no Equador, e depois fracassou ao tentar tomar de assalto as fortificações de Acapulco em outubro de 1624. Frustrados com a falta de capturas valiosas, vários prisioneiros de navios mais pequenos foram amarrados e atirados ao mar, monges incluídos. Desesperado, Schampendam procurou a seguir os galeões de tesouro de Manila que vinham das Filipinas espanholas, mas não os conseguiu encontrar. Eventualmente, o almirante neerlandês desistiu das Américas e dirigiu-se para as Ilhas das Especiarias, do outro lado do Oceano Pacífico. Felizmente para as autoridades espanholas, quase nenhum espólio foi capturado ao longo destas atrocidades, pelo que a expedição foi um fracasso total, provavelmente, de facto, o ataque de corso fracassado mais dispendioso de sempre.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

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- [Cordingly, David. *Under the Black Flag.* Random House Trade Paperbacks, 2006.](https://www.worldhistory.org/books/081297722X/)
- [Downie, Robert. *Way of the Pirate.* Ibooks, Inc., 2006.](https://www.worldhistory.org/books/1883283493/)
- [Konstam, Angus & McBride, Angus. *Buccaneers 1620–1700 .* Osprey Publishing, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/1855329123/)
- [Rogozinski, Jan. *Pirates!.* Facts on File, 1995.](https://www.worldhistory.org/books/0816027617/)
- [Wood, Peter. *The Spanish Main .* Time Life Education, 1980.](https://www.worldhistory.org/books/0809427206/)

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE e mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Pesquisador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus principais interesses incluem arte, arquitetura e descobrir ideias partilhadas por todas as civilizações.

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### APA
Cartwright, M. (2026, August 02). Dez Piratas Neerlandeses Notórios. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1883/dez-piratas-neerlandeses-notorios/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Dez Piratas Neerlandeses Notórios." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, August 02, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1883/dez-piratas-neerlandeses-notorios/>.
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Cartwright, Mark. "Dez Piratas Neerlandeses Notórios." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 02 Aug 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1883/dez-piratas-neerlandeses-notorios/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 02 August 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

