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title: Harald Bluetooth e a Conversão da Dinamarca
author: Irina-Maria Manea
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1733/harald-bluetooth-e-a-conversao-da-dinamarca/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-10-18
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# Harald Bluetooth e a Conversão da Dinamarca

_Escrito por [Irina-Maria Manea](https://www.worldhistory.org/user/irinamaria.manea/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

Na Escandinávia, o [cristianismo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-665/cristianismo/) espalhou-se, acima de tudo, graças ao apoio e incentivo dos governantes políticos no topo da sociedade. A conversão, definida aqui como as medidas tomadas por reis ou clérigos para introduzir a nova religião, não se processou da mesma forma em todos os países, que nem sequer estavam totalmente consolidados durante [a Era Viking](https://www.worldhistory.org/trans/pt/9-29/a-era-viking/). A conversão da Dinamarca e da Suécia recorreu a menos força do que na Noruega. O dinamarquês Harald Dente Azul (Blåtand) Gormsson (cerca de 910 – cerca de 987), o rei com o dente estragado que a tecnologia de comunicação sem fios de curto alcance (Bluetooth) tornou famoso, foi batizado por volta de 960; já na Noruega, Olaf Tryggvasson (cerca de 960 – 1000) desencadeou uma conversão em grande escala cerca de 995, enquanto na Suécia, Olof Skötkonung (cerca de 980 – 1022) a aceitou por volta do ano 1000.

[ ![Jesus Christ Depicted on Jelling Stone](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/13750.jpg?v=1790421130-p3iv82ts) Jesus Cristo Representado na Pedra de Jelling National Museum of Denmark (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/13750/jesus-christ-depicted-on-jelling-stone/ "Jesus Christ Depicted on Jelling Stone")A fim de ganhar poder sobre o norte, os imperadores [francos](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-13497/francos/) incentivaram os missionários, especialmente os provenientes do arcebispado situado na atual Alemanha. Dada a sua influência na liturgia e na arquitetura eclesiástica medieval, os missionários da Inglaterra provavelmente também desempenharam um papel importante. As relações políticas entre os diferentes reis da Escandinávia também influenciaram o curso dos acontecimentos. Segundo Rimbert, arcebispo de Hamburgo-Bremen no século IX, o rei Olof, em [Birka](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17515/birka/), recebeu uma mensagem do rei Horik da Dinamarca para permitir que o monge Ansgar introduzisse o cristianismo. Mais tarde, esse envolvimento parece ter continuado, uma vez que Canuto, rei tanto da Dinamarca como da Inglaterra (reinou 1016-1035), liderou campanhas em Götaland, onde poderá ter tentado difundir o cristianismo, dado que o seu código legal abordava em grande medida questões eclesiásticas. Por outras palavras, a cristianização foi resultado tanto de pressões externas como internas.

Na Dinamarca, Harald Klak (cerca de 785 – cerca de 852) foi o primeiro rei dinamarquês a ser batizado, com o objetivo de obter o apoio de Luís, o Piedoso (reinou 813-840); no entanto, a sua contribuição para a conversão foi mínima. Por outro lado, Luís organizou as missões de Ansgar e de Ebo de Reims. O cristianismo começou a ganhar terreno graças a Harald Dente-Azul, cujo batismo também esteve ligado aos assuntos francos. Harald foi coroado em 958, e a sua conversão poderá ter ocorrido por volta de 960 ou mais tarde. Dados arqueológicos sugerem que ele removeu os restos mortais dos seus pais e retirou as pedras do navio que rodeavam os montículos, possivelmente um gesto que atestava a mudança de fé. Gradualmente, estabeleceu a sua nova sede em Roskilde e contribuiu para a construção da fortificação defensiva denominada Danevirke. Expandiu também uma rede de fortalezas, tais como Trelleborg, Aggersborg, Fyrkat ou Borgeby.

### A Conversão de Harald

A *Res Gestae Saxonicae sive Annalium Libri Tres* (*Crónica de Widukind*), datada de cerca de 970, (traduzida para inlgês por trad. B. e D. Bachrach) relata como Harald ordenou a rejeição dos antigos deuses.

> No passado, os dinamarqueses eram cristãos, mas continuavam a adorar ídolos à sua maneira tradicional. Porém, surgiu então uma disputa na presença do rei, durante um banquete, sobre a adoração dos seus deuses. Os dinamarqueses afirmavam que Cristo era um [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/). No entanto, alegavam que existiam outros deuses, mais poderosos, que se manifestavam ao povo através de sinais e prodígios ainda mais impressionantes. Contra isto, um certo clérigo chamado Poppo, que agora é bispo e leva uma vida religiosa, proclamou que existe um único Deus verdadeiro, o Pai, juntamente com o seu Filho unigénito, Jesus Cristo, e o Espírito Santo. As imagens, proclamou ele, eram de demónios e não de deuses. O rei Harald, de quem se diz que era rápido a ouvir mas lento a falar, perguntou se Poppo desejava demonstrar essa fé através da sua própria pessoa. Poppo respondeu sem hesitação que desejava fazê-lo. O rei ordenou então que o clérigo fosse colocado sob guarda até ao dia seguinte. Ao amanhecer, o rei ordenou que uma peça de ferro muito pesada fosse aquecida no fogo. Em seguida, ordenou ao clérigo que carregasse esse ferro incandescente em nome da sua fé católica. O confessor de Cristo agarrou o ferro sem qualquer medo e carregou-o até onde o rei tinha ordenado. O sacerdote mostrou então a todos a sua mão ilesa e deu prova a todos os presentes da sua fé católica. Em consequência, o rei tornou-se cristão e decretou que só Deus devia ser adorado. Ordenou a todos os seus súbditos que rejeitassem os ídolos e concedeu toda a honra devida aos sacerdotes e servos de Deus. Mas estes acontecimentos devem também ser atribuídos às virtudes e ao mérito do teu pai, graças aos esforços do qual as igrejas e as ordens sacerdotais brilharam nestas regiões.
> (págs. 139-140).

A última frase refere-se a Otão I, Imperador do Sacro [Império Romano](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-100/imperio-romano/)-[Germânico](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11869/germanico/) (reinou 962–973), que no sínodo de Ingelheim tinha reivindicado o direito de supervisionar o desenvolvimento de uma organização diocesana na Dinamarca, sob a jurisdição dos arcebispos de Hamburgo-Bremen. Poppo, por outro lado, parece ter sido um colaborador do arcebispo Bruno de Colónia. A ênfase de Widukind no acontecimento milagroso que desencadeou a mudança de atitude de Harald pode ser explicada pelo seu percurso, uma vez que o autor foi educado no mosteiro beneditino de Corvey, na Saxónia, e, para além da *Res gestae saxonicae (Os Feitos dos Saxões*), também escreveu hagiografias.

Vestígios da história sobre o batismo de Harald após ter testemunhado o milagre de Poppo podem ser encontrados muito mais tarde em algumas sagas islandesas, por exemplo, na «Saga de Olaf Tryggvasson», da coleção *«Heimskringla»*, pertencente ao poeta e historiador do século XIII Snorri Sturluson. Curiosamente, nesta [saga](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17926/saga/), Harald é convertido por Otão II (reinou 973-983) juntamente com o Jarl Haakon da Noruega (cerca de 937-995), com o pedido de cristianizar toda a população; no entanto, passado algum tempo, voltou a realizar incursões e a praticar sacrifícios. Isto vem sublinhar a ideia de que a fé era um conceito bastante volátil na época e que a religião era, antes, uma afiliação formal.

Apesar da descrição religiosa de Widukind, Harald pode simplesmente ter sido motivado por razões políticas a converter-se e a impedir que o [imperador romano](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-1032/imperador-romano/)-germânico invadisse a Dinamarca usando a cruzada como pretexto. A cultura clerical que se estava a desenvolver no Sacro [Império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) Romano-Germânico e a exaltação sagrada do imperador também podem ter levado os governantes pagãos a interessarem-se mais pela conversão, como forma de obter maior autoridade.

Embora Widukind fosse contemporâneo de Harald e de Otto, o cronista Adão de Bremen, que reconta a história, viveu cem anos mais tarde e tem uma perspetiva diferente. Adão descreve que o imperador combateu os dinamarqueses, e a invasão é explicada como uma consequência do assassinato dos legados e do margrave de Otão, bem como da destruição de uma colónia de saxões. Otão devastou então a região de Schleswig até Kattegat e deparou-se com Harald. Após a derrota dos dinamarqueses, é-nos dito que

> Harold se submeteu a Otto e, ao recuperar o seu reino das mãos deste último, [prometeu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11877/prometeu/) introduzir o cristianismo na Dinamarca. Pouco tempo depois, o próprio Harold foi batizado juntamente com a sua esposa, Gunnhild, e o seu filho pequeno, a quem o nosso rei ergueu da pia batismal e batizou de Svein Otto. Naquela época, a Dinamarca deste lado do mar, que é chamada de Jutlândia pelos habitantes, estava dividida em três dioceses e sujeita ao bispado de Hamburgo. Na igreja de Bremen conservam-se os editais reais que comprovam que o rei Otto mantinha o reino dinamarquês sob a sua jurisdição, a tal ponto que chegava mesmo a conceder os bispados. 
> (Adão de Bremen 1959, pág. 56)

Adão prossegue falando de como o Papa Agapeto (pontificado 946-955) felicitou a igreja de Hamburgo e concedeu a Adaldag, arcebispo entre 937 e 988, o direito de consagrar bispos como legados papais para a Dinamarca e outras regiões do norte. Harald terá permanecido um defensor do cristianismo, mas, ao ser derrotado numa rebelião a favor do seu filho Sweyn Forkbeard, viu-se obrigado a procurar refúgio entre os eslavos, onde veio a falecer. Adão expressa a sua simpatia por Harald, desejando que este recebesse a coroa do martírio. De acordo com este relato, o seu corpo foi levado para Roskilde e sepultado na igreja que ele próprio tinha construído em honra da Santíssima Trindade.

[ ![Baptism of Harald Bluetooth](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/13878.jpeg?v=1619085808) Baptismo de Harald Bluetooth Anagoria (CC BY) ](https://www.worldhistory.org/image/13878/baptism-of-harald-bluetooth/ "Baptism of Harald Bluetooth")Adão de Bremen, autor da *Gesta Hammaburgensis ecclesiae pontificum* (*Feitos dos Bispos da Igreja de Hamburgo*), pode ter apresentado um relato diferente da conversão, com o objetivo propagandístico de elogiar a obra do arcebispado. Estava disposto a exagerar o papel que Hamburgo desempenhou na conversão, chegando mesmo a torná-la palco de uma incursão nórdica em 845, quando a cidade mal estava habitada. Na altura em que escreveu, Hamburgo lutava para manter a sua área de influência, pelo que há sérias razões para duvidar do seu relato. Segundo Adão, Harald foi batizado em consequência de uma guerra, e todos estes acontecimentos teriam ocorrido antes de 948, quando os bispos de Slesvig, Ribe e Aarhus foram nomeados em Ingelheim; no entanto, a invasão relatada por Adão nunca teve lugar (Lund, pág. 305). A batalha a que se refere foi travada entre Harald e Otão II, seguida, em 983, por uma invasão de Hamburgo com aliados eslavos.

Infelizmente, Adão de Bremen atribui demasiado crédito a Harald, alegando uma data precoce para a sua conversão e um papel decisivo de Hamburgo-Bremen, que mantinha uma relação conflituosa com Colónia na altura. Outros pormenores, tais como a fuga de Harald para junto dos eslavos pagãos e o facto de o seu corpo ter sido levado de volta para uma igreja ainda não localizada, sublinham a inadequação da história de Adão. Além disso, a sua tentativa de transformar o filho num vilão é enganadora, uma vez que, durante os ataques à Inglaterra no final do século X, este teve bastante sucesso a extorquir dinheiro (*Danegeld*) aos habitantes locais, em vez de sofrer um terrível exílio. (Lund, pág. 307).

### O Monumento de Harald

Para além destas fontes, uma das duas pedras rúnicas de Jelling confirma o papel fundamental de Harald na conversão dos dinamarqueses. Erigida em 965, esta pedra proclama as conquistas do rei e expressa uma ideologia de poder: «O rei Harald mandou erguer este monumento em memória de Gorm, seu pai, e de Thyra, sua mãe. Aquele Harald que conquistou para si toda a Dinamarca e a Noruega e tornou os dinamarqueses cristãos» (Price, pág. 277). Embora isto possa ser visto como um exagero, foi um passo decisivo para uma maior conversão, uma vez que o batismo de um magnata catalisou o processo. Além disso, os monumentos em Jelling, que incluem elementos tanto pagãos como cristãos, sugerem antes uma transição suave e híbrida do que o recurso à força militar.

As pedras rúnicas não eram apenas monumentos erguidos em memória de alguém querido por quem tinha meios para o fazer, mas também podiam moldar um panorama político, como sugere o caso de Jelling. Os patrocinadores abastados que investiam em pedras grandes e pintadas com cores vivas estavam a enviar uma mensagem de poder e influência. As testemunhas dinamarquesas teriam reconhecido o esforço e ficado impressionadas com a exibição.

[ ![The Jelling Stones](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/13879.jpg?v=1619093212) As Pedras de Jelling Bjørn Giesenbauer (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/13879/the-jelling-stones/ "The Jelling Stones")A pedra mais pequena pertence ao pai de Harald, Gorm, o Velho, que a erigiu em honra da sua esposa Thyra antes de 958. A pedra maior, para além da inscrição acima mencionada, contém duas imagens impressionantes: uma com a figura de uma serpente e a outra com Cristo crucificado. Para além das pedras, o complexo inclui dois túmulos e uma igreja de madeira. O túmulo na igreja de madeira do Monte Norte continha os ossos de um homem que se pensa ser o próprio Gorm, enterrado novamente na câmara funerária da igreja, escavada na década de 1970. Este acontecimento teria representado uma declaração muito clara da intenção de Harald de cristianizar a região, começando pelo seu pai. Além disso, em consonância com uma tradição pré-cristã, costumava haver uma representação de um navio e uma cerca em torno destes elementos.

A diferença mais importante entre as pedras é que Harald transformou a sua num símbolo de auto-glorificação. Quando outros magnatas se reuniam em Jelling para discutir com o rei ou resolver disputas, teriam sido recebidos especialmente pelo marco de Harald. Ele queria apresentar-se como o novo rei cristão, distinguindo-se do seu pai. Afinal, ser cristão por volta do ano 1000 era um pré-requisito para qualquer Estado que desejasse participar na política internacional, e Harald enfatizou a transição política do mundo e da mentalidade pagãos para o mundo cristão. As outras afirmações de Harald na inscrição relativas à unificação da Dinamarca e à expansão para a Noruega são, muito provavelmente, precisas, e ele aumentou consideravelmente a sua autoridade real e expandiu o seu reino. A sua ruptura com o paganismo, voluntária ou não, pode ter ajudado a consolidar este novo poder. O rei Harald também emitiu meias-moedas marcadas com uma cruz para refletir a conversão e proclamar a mudança. A ampla distribuição das moedas por toda a Dinamarca entre 975 e 989 atesta as conquistas territoriais do rei.

### O Cristianismo em Ascensão

As evidências de Adão de Bremen ou das sagas islandesas relativas a uma possível realeza sacra, com chefes tribais a realizarem oferendas em quintas e casas comunitárias, são também relevantes para a cristianização. Esta característica significa que os chefes tribais tinham o poder legal de influenciar as assembleias locais a aceitar uma nova religião; além disso, poderiam ter influenciado os aristocratas e, posteriormente, os [plebeus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20632/plebeus/) a seguirem os seus passos após serem batizados. Os primeiros parecem ter aceitado a decisão de Harald, e não seria descabido imaginar o rei a viajar para diferentes assembleias (*things*) para apresentar a religião.

Foram construídas igrejas de madeira e, posteriormente, de pedra, como a Catedral de Roskilde, em 1027, iniciada por Estrid, irmã de [Canuto, o Grande](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-25813/canuto-o-grande/). A aceitação do cristianismo é também sugerida por inscrições em pedras rúnicas que utilizam a fórmula «que Deus descanse a sua alma» ou que mencionam a construção de pontes, vista como um ato piedoso. As mulheres podem ter desempenhado um papel mais ativo neste processo, e não nos esqueçamos dos comerciantes envolvidos no comércio com as regiões cristãs da [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/). Muito provavelmente, durante algum tempo as duas fés coexistiram, como sugerem achados arqueológicos como o molde de pedra-sabão, que poderia ter servido para produzir tanto cruzes como os martelos de [Thor](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11922/thor/). A [mitologia nórdica](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12388/mitologia-nordica/) possuía um [panteão](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11201/panteao/) de vários deuses; Cristo e os santos podiam ser facilmente incorporados e, com o tempo, as figuras e crenças pré-cristãs transformaram-se em folclore. É difícil compreender o que cada indivíduo pensava sobre esta transição, mas Helgi, do *Livro dos Assentamentos* da Islândia, salienta que, em geral, acreditava em Cristo, mas que, quando estava no mar, preferia Thor.

[ ![Cross Coin of Harald Bluetooth](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/13867.jpg?v=1755180490) Moeda com Cruz de Harald Bluetooth British Museum (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/13867/cross-coin-of-harald-bluetooth/ "Cross Coin of Harald Bluetooth")Ao contrário da Noruega, onde a transição sob os reis Olaf Tryggvason (também conhecido como Olaf I da Noruega, reinou entre 995 e 1000) e Olaf Haraldsson (também conhecido como Olaf II da Noruega, reinou entre 1015 e 1028) foi mais vigorosa, na Dinamarca decorreu de forma mais harmoniosa devido à natureza mais unificada do território. Embora o filho de Harald Bluetooth, Sweyn Forkbeard (reinou 986-1014), tenha inicialmente reagido contra o cristianismo, acabou por submeter-se mais tarde. No entanto, não apreciava a interferência da arquidiocese de Hamburgo-Bremen, optando por recrutar clérigos da Inglaterra e negociando com o papado a criação de uma arquidiocese local. Esta instituição autónoma, fundada em 1014 em Lund, aliada ao tipo de governo do rei Valdemar I da Dinamarca (reinou 1154-1182) e dos seus filhos — que envolvia uma assembleia nacional —, representou um impulso para a elaboração de uma história abrangente: a *Gesta Danorum* (*Feitos dos Dinamarqueses*), do século XII, da autoria de Saxo Grammaticus.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

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## Sobre o Autor

Uma mente curiosa e aberta, fascinada pelo passado. Historiadora apaixonada pela mitologia nórdica e pela Era Viking, além de ser professora de história e de idiomas. Natural de Bucareste, Romênia, atualmente vivendo em Hesse, Alemanha.
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Manea, I. (2026, October 18). Harald Bluetooth e a Conversão da Dinamarca. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1733/harald-bluetooth-e-a-conversao-da-dinamarca/>
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Manea, Irina-Maria. "Harald Bluetooth e a Conversão da Dinamarca." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, October 18, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1733/harald-bluetooth-e-a-conversao-da-dinamarca/>.
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Manea, Irina-Maria. "Harald Bluetooth e a Conversão da Dinamarca." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 18 Oct 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1733/harald-bluetooth-e-a-conversao-da-dinamarca/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 18 October 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

