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title: Hei Tiki
author: Kim Martins
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1659/hei-tiki/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2024-04-08
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# Hei Tiki

_Escrito por [Kim Martins](https://www.worldhistory.org/user/kim.martins/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

O *hei tiki* é um pequeno adorno pessoal, feito à mão a partir do resistente pounamu (pedra verde da Nova Zelândia ou jade nefrita/jadeíta) e usado ao pescoço. A palavra *Hei* significa algo à volta do pescoço, e *tiki* é uma palavra genérica usada por toda a Polinésia que designa figura humana esculpida em madeira, pedra ou outro material.

[ ![The Hei Tiki](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/13301.jpg?v=1675424703) O Hei Tiki Vassil (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/13301/the-hei-tiki/ "The Hei Tiki")A [mitologia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-427/mitologia/) e a história cultural do tiki são importantes para a área geográfica da Oceania Remota, o chamado Triângulo Polinésio, com os vértices na Aotearoa (Nova Zelândia), no Havai e na Ilha de [Páscoa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12554/pascoa/) e engloba mais de 1.000 ilhas.

Estas ilhas partilham várias formas semelhantes de talhar o *tiki*. Existem esculturas antigas de *tiki* em pedra e madeira nas Ilhas Marquesas, vistas pela primeira vez, em 1595, com a chegada dos europeus ao Arquipélago das Marquesas. A palavra *tiki* aparece nas línguas polinésias: *tiki* em Aotearoa e nas Ilhas Cook, *ti'i* no Taiti e *ki'i* em havaiano.

O ornamento *hei tiki* em jadeíta usado pelos Maori de Aotearoa é reconhecido mundialmente como expressão cultural, contudo a longa história do *hei tiki*, que é característica da Nova Zelândia, parece não estar tão difundida.

### As origens sobrenaturais e físicas do Hei Tiki

Em rigor, os *tikis* são grandes figuras humanóides esculpidas em madeira ou pedra e guardiães das entradas dos locais considerados *tapu* (sagrados) ou protectores de locais. Por exemplo, em 1722, na Ilha de Páscoa foram descobertas pelo explorador holandês Jacó Roggeveen (1659-1729) mais de 200 estátuas humanóides monolíticas conhecidas coletivamente como Mo'ai. Estas estátuas (exceto sete) estão de costas para o oceano e de frente para as aldeias do povo Rapa Nui, em pose de proteção. Da mesma forma, os Maori de Aotearoa colocavam figuras *tiki* de madeira esculpidas na entrada de uma *pã* (povoação fortificada) ou *marae* (local de encontro).

Nas Ilhas Marquesas foram encontradas estátuas *tiki* em que as mãos esculpidas estavam apoiadas em barrigas proeminentes. Nesta parte da Polinésia, a crença ancestral é que o conhecimento ritual, a genealogia e a tradição oral estão guardadas na região do estômago, e as mãos do *tiki* protegem as memórias e as tradições sagradas.

[ ![Mo'ai Statues on Easter Island](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/13298.jpg?v=1751497806) Estátuas Mo'ai da Ilha de Páscoa Ian Sewell (GNU FDL) ](https://www.worldhistory.org/image/13298/moai-statues-on-easter-island/ "Mo'ai Statues on Easter Island")Geralmente, na mitologia polinésia o *tiki* representa o primeiro ser humano na Terra criado pelo *atua* (divindade) Tane, que, junto com Hine-ahu-one, é considerado o progenitor da humanidade. Em certas zonas da Polinésia, as figuras esculpidas do *tiki* eram muitas vezes consideradas um repositório ao *mana* (prestígio) de um [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/). Um exemplo é o *tiki* *tua* havaiano Kanaloa, que representa o regente do reino marinho e personificava o poder do oceano (para o povo Maori é o Tangaroa).

O *hei tiki* – um objeto cultural usado no pescoço – é considerado um *taonga tuku iho* (herança preciosa) porque cada hei tiki é transmitido de geração em geração e emocionalmente ligado à memória dos tupuna (ancestrais reverenciados). Não existem dois *hei tiki* iguais, cada um tem a sua personalidade e imbuído de *wairua* (espírito).

[ ![Maori Woman Wearing Hei Tiki in 1873 CE](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/13297.jpg?v=1611657460) Mulher Maori Usando o Hei Tiki, 1873 Foy Brothers (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/13297/maori-woman-wearing-hei-tiki-in-1873-ce/ "Maori Woman Wearing Hei Tiki in 1873 CE")As origens antigas do *hei tiki* advêm do Hawaiki (a terra ancestral dos Maori, que acredita-se ser nas ilhas da Polinésia Oriental). Uma lenda Maori conta a história do explorador Ngahue que após um desentendimento com a sua mulher, foge do Hawaiki, é perseguido pelo temível peixe Poutini, e aportam na Baía de Plenty (Ilha Norte de Aotearoa), onde Poutini cai num lago profundo e transforma-se em canoa de jadeíta. Ngahue regressa ao Hawaiki com um pedaço do pounamu tirado de Poutini, talhando os primeiros adornos de *hei tiki*.

De igual modo, pressupõe-se haver uma influência vinda do Sudeste Asiático. Em 1864, Horatio Gordon Robley (1840-1930) \[um soldado do exército britânico que cresceu na Índia e na Birmânia (atual Mianmar)\], chegou à Nova Zelândia e constatou as semelhanças entre as figuras de *hei tiki* e as de Buda, particularmente as figuras com a posição das pernas e mãos viradas para dentro. Pode-se [visualizar aqui](https://natlib.govt.nz/records/23062070) as ilustrações desenhadas à mão mostrando a opinião de Robley sobre a evolução do *hei tiki*.

[ ![Major General Horatio Gordon Robley (1840-1930 CE)](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/13309.jpg?v=1610932448) Major General Horatio Gordon Robley (1840-1930) Unknown (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/13309/major-general-horatio-gordon-robley-1840-1930-ce/ "Major General Horatio Gordon Robley (1840-1930 CE)")As origens sobrenaturais destas histórias e crenças atribuem a origem do *tiki mana* às divindades polinésias e às narrativas da origem da criação, contudo devido à falta de evidências arqueológicas desconhece-se a origem física do *hei tiki*.

Como um *taonga* precioso, o *hei tiki* seria cuidado e transmitido no seio familiar, por tal há relativamente poucos achados arqueológicos. É mais provável que os primeiros pingentes *hei tiki* em pounamu tenham aparecido c. 1550-1600 (um intervalo de datas da história Maori conhecido como o Período Clássico). O Período Clássico é caracterizado por adornos de pingente único feitos de pounamu e muitas vezes de estilo curvilíneo, enquanto que no Período Arcaico (antes de 1450) apresentavam colares frequentemente usados ​​junto com pingentes, os adornos Arcaicos eram, igualmente, feitos de materiais mais macios como o marfim, a concha e o serpentinito.

Em 1900, foram encontrados na antiga vila de Whareakeake, na Península de Otago (Aotearoa), onde residiam talhadores de pounamu, cerca de 23 *hei tiki* mas desconhece-se se seriam para comércio ou com outros iwi e/ou tribos Maori, ou para colmatar a procura dos colecionadores europeus.

Apesar dos exemplos arqueológicos serem parcos e distantes entre si, no Período Arcaico os pingentes *tiki* denotam estilos bastante diferentes, apresentando linhas mais angulares, cabeça ereta, mãos apoiadas no peito, pernas abreviadas e com uma miríade de feitios. O antropólogo neozelandês, HD Skinner (1886-1978), [esboçou exemplos](https://blog.tepapa.govt.nz/2015/04/15/looking-at-hei-tiki/) de *hei tiki* do Período Arcaico, sendo o esboço mais antigo da região da Baía de Doubtless (Aotearoa) desenhado em 1769 pelo explorador francês JFM de Surville (1717-1770). O museu nacional neozelandês Te Papa Tongawera dispõe de uma [coleção on-line](https://collections.tepapa.govt.nz/search/hei%20tiki/results) de tiki dos períodos Arcaico e Clássico.

O que pode ser examinado pelos registros históricos é um salto estilístico ocorrido durante o século XVI, do estilo Arcaico para o Clássico, em que o *hei tiki* em pounamu se tornou mais estilizado com o recurso de um *toki* (uma enxó), igualmente de pounamu, e um bem muito valorizado por direito próprio transmitido de geração em geração pelos *taonga*.

### Uso e significado de Hei Tiki

O etnólogo alemão Karl von den Steinen (1855-1929) opinou sobre o mérito artístico do *hei tiki* ao afirmar que o adorno Maori era "talvez o objeto mais feio que o gênio artístico de um povo já criou ao longo dos anos" (citado: Skinner, p.309).

A aparência atarracada e humanóide do *hei tiki* com cabeça alargada (cerca de um terço do tamanho da figura) e olhos proeminentes é, todavia, uma produção significativa da criatividade Maori. Contudo será que o *hei tiki* significava algo mais do que *oha tupuna* (herança) usado como recordação dos ancestrais?

Foi sugerido que durante os funerais e momentos de luto, o *hei tiki* era usado como o representante de um ente falecido, quando era impossível a recuparação do corpo, sendo então colocado no chão, cantado e chorado. Quando uma pessoa de nível social mais elevado morria, como um chefe, o *hei tiki* era enterrado com o corpo e recuperado posteriormente (durante o hahunga ou cerimónia de levantamento das ossadas), acreditando-se que o *mana* tinha aumentado e com valor especial.

[ ![Portrait of Rangi Topeora Wearing Hei Tiki](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/13320.jpg?v=1739993668-1739993691) Retrato de Rangi Topeora Usando o Hei Tiki Gottfried Lindauer (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/13320/portrait-of-rangi-topeora-wearing-hei-tiki/ "Portrait of Rangi Topeora Wearing Hei Tiki")O *hei tiki* também está fortemente associado à fertilidade feminina, e era usado pelas mulheres durante a gravidez e para incentivar um parto fácil. Um *Tiki* talhado com cabeça alargada e a contorção dos membros sugere um embrião humano e possivelmente o de um feto (um espírito particularmente poderoso). Contudo, os primeiros visitantes europeus viram homens usando *hei tiki*, o que indica ser considerado um adorno pessoal com uma ligação aos ancestrais reverenciados.

O *hei tiki* também era usado como um talismã protetor. Acompanhando o Reverendo Samuel Marsden (1765-1838) numa das suas viagens a Aotearoa, durante a visita de 1814-15 a Whangaroa, John Liddiard Nicholas (1784-1868) constatou num *taua* (uma festa de guerreiros) onde participavam cerca de 150 homens com *hei tiki* ao pescoço.

### Características visuais e tipos comuns do Hei Tiki

Em 1915, Horatio Gordon Robley observou dois tipos de *hei tiki*: o primeiro tipo é conhecido como Robley Tipo A com a cabeça do *tiki* apoiada nos ombros e com as duas mãos posicionadas nas coxas; o Tipo B, mais raro, representa o *tiki* com a cabeça levantada, mostrando um corte definido no pescoço, afastado dos ombros, e com uma mão levantada até o peito ou boca e a outra permanecendo na coxa, não tem costelas e um dos ombros é curvado. Ambos os tipos podem ser vistos no [Blog Te Papa](http://blog.tepapa.govt.nz/2015/04/15/looking-at-hei-tiki).

Os *hei tiki* são esculpidos com a cabeça inclinada tanto para a direita e como para a esquerda, sem aparente significado particular, mas o ângulo comum de inclinação da cabeça de 45 graus ficou estabelecido por volta de 1769-1777. Esta inclinação pode ser, igualmente, devido ao uso da enxó retangular usada para cortar e esculpir o hei tiki.

Os típicos olhos grandes eram feitos de concha de Paua (*Haliotis iris* - abalone) ou preenchidos com lacre vermelho de origem europeia.

[ ![Different Tiki Styles](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/13299.jpg?v=1747777448) Estilo Diferentes de Tiki British Museum (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/13299/different-tiki-styles/ "Different Tiki Styles")Na década de 1960, o cirurgião ortopédico americano Charles O. Bechtol (1912-1998), propôs a teoria em que considerava que o formato do *hei tiki* poderia representar nove deformidades congênitas. Bechtol estudou as fotografias, os desenhos e os *hei tiki* disponíveis no Smithsonian Institution, no Museu de História Natural de Chicago e no Museu Bishop em Honolulu, e concluiu que: a cabeça inclinada deve-se ao torcicolo – uma condição na qual os músculos do pescoço sofrem espasmos e torcem, fazendo com que a cabeça se incline num ângulo estranho; o ombro curvado devia-se à anormalidade de Sprengel; os três dedos das mãos e dos pés, típicos do *hei tiki*, poderiam ser sindactilismo (uma fusão de dedos); e o pé torto congênito seria o motivo para que os pés do hei tiki apontassem para dentro.

Apesar de serem observações médicas interessantes, não há evidências que sugiram que os Maoris tenham criado o *hei tiki* para representar anormalidades físicas. Pelo contrário, as evidências apontam para o *hei tiki* como *taonga* com camadas complexas de interpretação cultural.

### As Cores do Hei Tiki

O pounamu da Nova Zelândia tem uma maravilhosa qualidade translúcida com diferentes combinações de cores. Quando o pounamu é tratado termicamente, a dureza do material é reforçada, e quando a superfície é retificada, revela-se uma cor branco-pérola, verde-acinzentado com um brilho de prata, conhecida como variedade *inanga* e apreciada pelos Maori, tal como o *kawakawa* (nomeado em homenagem às folhas verdes escuras da planta nativa *kawakawa* – *Piper excelsum*). O *Kahurangi* é um verde maçã vibrante com alta translucidez, *kokopu* tem tons do castanho-avermelhados a azuis com distintas manchas castanhas, enquanto *Tangiwai* é um verde oliva-azulado (bowenite embora tenha sido incluída na categoria pounamu) e raramente era usado para modelar o *hei tiki* dado ser mais suave que o pounamu.

[ ![Maori Mere Pounamu (Hand-Held Weapon) Showing Some Colour Ranges](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/13319.jpg?v=1611006537) Maori Mere Pounamu (Arma Ligeira) - Variações de Cores Rudolph89 (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/13319/maori-mere-pounamu-hand-held-weapon-showing-some-c/ "Maori Mere Pounamu (Hand-Held Weapon) Showing Some Colour Ranges")O Conservador do Matauranga Maori do Museu Te Papa, Dougal Austin estudou uma coleção de *hei tiki* com a clara preferência pela variedade inanga de pounamu (65%) contra 15% dos que foram tratados termicamente.

### Do Pounamu ao Plástico

No final do século XIX, o *hei tiki* tornou-se parte da cultura de muitos colonos *pakeha* (neozelandeses de origem europeia) que os usavam como adornos pessoais e manufacturando-o. A noção de *mana* da *whanau* (família) imbuída no *hei tiki* e a conexão com ancestrais reverenciados (e um objeto cultural por direito próprio) foi substituída pelo comercialismo. Aotearoa viu o surgimento de uma indústria de joias *pakeha*, especialmente em Dunedin (Ilha do Sul), e uma reinvenção colonial do *hei tiki*. Numerosos *hei tiki* foram, igualmente, perdidos para coleções particulares no estrangeiro.

Entre 1867 e 1938, uma conhecida empresa de producão de joalharia alemã produziu 50.000-100.000 imitações de *tiki* usando pedra verde e importou-as para o mercado da Nova Zelândia. Os *Hei tiki* poderiam ser produzidos em massa (muitas vezes a partir de plástico) com a eficácia de custo dos produtos industrializados em cidades como Birmingham, no Reino Unido.

Em grande medida, a apropriação indevida do *hei tiki* reflete o declínio da sorte dos Maori durante o século XIX. Em 1896, a população Maori era de aproximadamente 42.000 pessoas. Contudo, os números exatos são incertos, dado que em 1769, o Capitão James Cook (1728-1779) estimou a população Maori pré-europeia de cerca de 100.000 pessoas. O declínio populacional deveu-se às doenças, à perda de terras para os colonos europeus e às vítimas das guerras coloniais Maori (1840-1870).

No início do século XX, o *hei tiki* tornou-se um amuleto da sorte e um objeto imperial. Pelo menos, em 1905, um *hei tiki* em jadeíta zarpou com os All Blacks (equipa de rugby neozelandesa) para um períplo na Gra-Bertanha. A imagem tiki era o sinónimo de proeza desportiva e de uma pakeha florescente ou identidade mais ampla do Pacífico Sul.

Os neozelandeses levaram o *hei tiki* para a guerra (II GGM): os prisioneiros de guerra num campo em Millwitz (Camp E535), na Polónia, produziram o jornal [The Tiki Times](https://nzhistory.govt.nz/media/photo/the-tiki-times-vol-1) e a tripulação da traineira [HMS Lord Plender andava sempre com um bloco de madeira esculpido com um desenho](https://paperspast.natlib.govt.nz/newspapers/EP19440418.2.58)*[ tiki](https://paperspast.natlib.govt.nz/newspapers/EP19440418.2.58).* Em 1964, quando os [Beatles fizeram uma torné por Aotearoa foi-lhes ofertado *tikis* grandes em plástico](https://natlib.govt.nz/records/23217692).

A palavra *tiki* entrou no léxico popular ocidental e foi um ícone da cultura pop com a abertura de bares tiki com temática tropical iluminados por flamejantes tochas tiki. Filmes Tiki como *Hei Tiki* (1935), *Pardon My Sarong* (1942), (Br: Dois Caraduras de Sorte), *South Pacific* (1958) (Pt & Br: Ao Sul do Pacífico), *Blue Hawaii* (1961) (Pt: Hawai Azul; Br: Feitiço Havaiano) encantaram o público do cinema com os vislumbres de um mundo repleto de frescos ventos alísios, cabanas com folhas de palmeiras, e donzelas polinésias banhando-se em cascatas.

### Ressurgimento Cultural

Na década de 1970, o fascínio pelo *hei tiki* como cultura pop, amuletos da sorte e mascotes desportivas deu lugar a uma atenção séria às expressões contemporâneas do *hei tiki* como uma forma de arte Maori, [com jovens Maori escultores de *hei tiki* como Rangi Kipa](https://www.aucklandartgallery.com/explore-art-and-ideas/artwork/24316/hei-tiki?q=%2Fexplore-art-and-ideas%2Fartwork%2F24316%2Fhei-tiki) (n. 1996) que usam o Corian (fabricado pela DuPont) como uma ponte entre os entendimentos Maori e *Pakeha*. Pounamu carrega consigo um significado cultural, enquanto materiais mais recentes, como o Corian, ou usando osso de baleia e marfim, tornam o *hei tiki* acessível a uma identidade mais ampla da Nova Zelândia.

Embora ainda existam muitos *hei tiki* em coleções privadas de “arte tribal” em todo o mundo (e, portanto, desconectados de seu *whakapapa*), os jovens artistas Maori criarão uma forma de arte contemporânea que, esperançosamente, verá o *hei tiki* restaurado como um *taonga*.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Austin, Dougal. *Te Hei Tiki.* Te Papa Press, 2020.](https://www.worldhistory.org/books/0995103143/)
- Charles O. Bechtol. "Hei Tiki." *Journal of the Polynesian Society*, Volume 76, No. 4, 1967, pp. 445 - 452.
- H.D. Skinner. "Evolution in Maori Art - II. Pendants." *The Journal of the Royal Anthropological Institute of Great Britain and Ireland*, Vol 46 (Jul-Dec, 1916), pp. 309-321.
- [Kirsten, Sven. *Tiki Pop.* TASCHEN, 2020.](https://www.worldhistory.org/books/383658154X/)
- L. M. Groube. "A Note on the Hei Tiki." *The Journal of the Polynesian Society*, Vol. 76, No. 4, December 1967, pp. 453-457.
- [Looking at Hei Tiki](https://blog.tepapa.govt.nz/2015/04/15/looking-at-hei-tiki/ "Looking at Hei Tiki"), accessed 26 Jan 2021.
- [Neich, Roger & Pereira, Fuli & Pfeiffer, Krzysztof. *Pacific Jewelry and Adornment.* University of Hawaii Press, 2004.](https://www.worldhistory.org/books/0824828828/)
- Pania Waaka. "Hei Tiki and issues of representation within contemporary Māori arts." *MAI Review*, 2007, 1, pp. 1-17.
- [Starzecka D.C. *Maori Art and Culture.* British Museum Press, 1998.](https://www.worldhistory.org/books/0714125407/)
- Street, Kathryn. *The Colonial Reinvention of the Hei Tiki: Pounamu, Knowledge and Empire, 1860s-1940s.* Victoria University of Wellington, 2017

## Sobre o Autor

A Kim é uma escritora freelancer sediada na Nova Zelândia. Ela tem uma Licenciatura em História e Mestrado em Ciência do Caos & Complexidade. Os seus interesses especiais são fábulas e mitologia, bem como a exploração do mundo antigo.
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## Cite Este Artigo

### APA
Martins, K. (2024, April 06). Hei Tiki. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1659/hei-tiki/>
### Chicago
Martins, Kim. "Hei Tiki." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, April 06, 2024. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1659/hei-tiki/>.
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Martins, Kim. "Hei Tiki." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 06 Apr 2024, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1659/hei-tiki/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 06 April 2024. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

