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title: Batalha de Crécy
author: Mark Cartwright
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1510/batalha-de-crecy/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-09-26
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# Batalha de Crécy

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

A 26 de agosto de 1346, na Batalha de Crécy o exército inglês derrotou uma força francesa muito superior em número, na primeira grande batalha da [Guerra dos Cem Anos](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18721/guerra-dos-cem-anos/) (1337-1453). Eduardo III de Inglaterra (reinou 1327-1377) e o seu filho [Eduardo, o Príncipe Negro](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18718/eduardo-o-principe-negro/) (1330-1376), conduziram o exército profissional à vitória graças a uma boa escolha do terreno, à disciplina das tropas no calor da batalha, ao uso da arma devastadora que era o arco longo e à incompetência geral da liderança francesa sob o reinado do rei Filipe VI de França (reinou 1328-1350). A batalha de Crécy seria seguida por uma vitória ainda mais impressionante na Batalha de Poitiers, em 1356, quando a Inglaterra arrancou com o pé direito num conflito que se prolongaria por 116 anos.

[ ![Battle of Crecy, 1346 CE](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/11705.jpg?v=1772374470) Batalha de Crécy, 1346 Unknown Artist (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/11705/battle-of-crecy-1346-ce/ "Battle of Crecy, 1346 CE")### A Guerra dos Cem Anos

Em 1337, Eduardo III de Inglaterra estava empenhado em expandir os seus territórios em França e tinha a desculpa perfeita, pois, através da sua mãe, Isabel de França (nascida por volta de 1289 e filha de Filipe IV de França, que reinou entre 1285 e 1314), podia reivindicar o direito ao trono francês como sobrinho de Carlos IV de França (que reinou entre 1322 e 1328). Naturalmente, o rei em exercício, Filipe VI, não estava disposto a abdicar e, assim, teve início a Guerra dos Cem Anos entre a França e a Inglaterra. O nome do conflito, derivado da sua longa duração, é, na verdade, uma designação do século XIX para uma guerra que decorreu de forma intermitente durante bem mais de um século, não tendo, de facto, terminado definitivamente até 1453.

A primeira grande ação das guerras ocorreu em junho de 1340, quando Eduardo III destruiu uma frota francesa em Sluys, nos Países Baixos. Em seguida, um exército liderado pelo Conde de Derby reconquistou a Gasconha para a Coroa inglesa em 1345. Depois, para se preparar para uma campanha militar em território francês, o filho mais velho de Eduardo III, Eduardo de Woodstock, também conhecido como Eduardo, o Príncipe Negro, foi encarregado de incendiar o maior número possível de cidades e aldeias francesas ao longo do Vale do Sena durante o mês de julho de 1346. Esta estratégia, conhecida como *«chevauchée»*, tinha múltiplos objetivos: semear o terror entre a população local, garantir alimento gratuito para um exército invasor, obter espólio e resgate para prisioneiros nobres e assegurar que a base económica do adversário fosse gravemente enfraquecida, tornando extremamente difícil para este reunir posteriormente um exército no terreno. Inevitavelmente, as tropas comuns também aproveitaram a oportunidade para causar o caos geral e saquear tudo o que pudessem durante os ataques. Tratava-se de uma forma brutal de guerra económica e, talvez, também tivesse sido concebida para provocar o rei Filipe a entrar em campo e enfrentar o exército invasor, o que foi exatamente o que aconteceu.

[ ![King Edward III of England](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/11604.jpg?v=1775745426) Rei Eduardo III de Inglatera National Portrait Gallery (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/11604/king-edward-iii-of-england/ "King Edward III of England")### As Tropas e as Armas

Ambos os lados em Crécy contavam com cavalaria pesada composta por cavaleiros medievais e infantaria, mas seria o arco longo inglês que se revelaria decisivo — na altura, a arma mais devastadora no campo de batalha medieval. Estes arcos longos mediam cerca de 1,5 a 1,8 metros (5 a 6 pés) de comprimento e eram, na maioria das vezes, feitos de teixo e encordados com cânhamo. As setas, capazes de perfurar armaduras, tinham cerca de 83 cm (33 polegadas) de comprimento e eram feitas de freixo e carvalho para lhes conferir maior peso. Um arqueiro experiente conseguia disparar 15 setas por minuto, ou seja, uma a cada quatro segundos. O exército inglês incluía também um contingente de arqueiros a cavalo, capazes de perseguir um inimigo em retirada ou de serem rapidamente posicionados onde fossem mais necessários no campo de batalha.

\[WHE\_século\_XIV\]

Os franceses, embora dispusessem de alguns arqueiros, dependiam mais de besteiros, dado que disparar uma besta exigia menos treino. O contingente principal do exército de Filipe era composto por besteiros genoveses. Contudo, a besta tinha uma cadência de [tiro](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-503/tiro/) significativamente mais lenta do que a do arco longo, com uma proporção de cerca de um virote para cinco flechas em termos de velocidade de disparo.

No que diz respeito à infantaria, os homens de armas melhor equipados usavam armaduras de placas ou tecido reforçado ou couro reforçado com tiras de metal. A infantaria comum, normalmente mantida na reserva até que a cavalaria entrasse em confronto, tinha pouca ou nenhuma armadura e empunhava armas como piques, lanças, machados e ferramentas agrícolas modificadas. Por fim, o exército de Eduardo contava com alguns canhões rudimentares — os primeiros a serem utilizados em solo francês —, embora o seu impacto fosse provavelmente limitado, dada a tecnologia rudimentar da época, uma vez que não conseguiam, por exemplo, disparar em descida.

### A Batalha

A 26 de agosto de 1346, os dois exércitos enfrentaram-se de forma decisiva, após algumas escaramuças ao longo do caminho, perto de Crécy-en-Ponthieu, uma pequena cidade a sul de Calais. O rei Eduardo, liderando pessoalmente o seu exército, tinha desembarcado em Saint-Vaast-La-Hougue, perto de Cherbourg, a 12 de julho, e depois marchou para leste. O rei reuniu-se com as forças do Príncipe Negro e, talvez como recompensa pelos seus ataques bem-sucedidos, o príncipe foi nomeado cavaleiro pelo pai. Caen foi então capturada a 26 de julho, e o exército invasor virou para norte em Poissy, a oeste de Paris, para finalmente chegar perto de Crécy. Entretanto, o rei Filipe liderou o seu exército a partir da vizinha Abbeville.

[ ![Helmet & Shield of Edward the Black Prince](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/11708.png?v=1761750424) Elmo e Escudo de Eduardo, o Príncipe Negro Arthur Charles Fox-Davies (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/11708/helmet--shield-of-edward-the-black-prince/ "Helmet & Shield of Edward the Black Prince")Os números relativos à batalha de Crécy são contestados, mas os historiadores concordam que o exército inglês era significativamente menor do que o francês, talvez cerca de 12 000 contra 25 000 homens. Alguns historiadores estimam o exército de Eduardo em 15 000 homens. O exército do rei Eduardo tentou superar a sua desvantagem numérica assumindo uma posição defensiva numa pequena elevação com vista para o rio Maie. As forças de Eduardo estavam divididas em três divisões e os flancos eram protegidos, de um lado, por uma floresta e terreno pantanoso e, do outro, pela pequena aldeia de Wadicourt. Os franceses teriam de estreitar as suas linhas de tropas e atacar em subida. Eduardo tornou as coisas ainda mais difíceis para a cavalaria inimiga, mandando cavar buracos no terreno aberto em frente às suas próprias linhas.

Pouco antes do início da batalha, o rei inglês proferiu um discurso inspirador às suas tropas, pelo menos segundo o cronista medieval Jean Froissart (cerca de 1337 - cerca de 1405):

> Então, o rei montou num palfre com uma vara branca na mão… cavalgou de fileira em fileira, exortando cada homem a ter em conta, naquele dia, o seu dever e a sua honra. Falou de forma tão suave, com um ar tão bem-disposto e um ânimo tão alegre, que todos aqueles que se sentiam desanimados ganharam coragem ao vê-lo e ao ouvi-lo.
> (citado em Starkey, pág. 231)

A cavalaria francesa atacou primeiro, mas entrou em desordem quando a ordem de avançar foi dada e depois retirada, ao perceber o rei francês que estavam a avançar diretamente contra o sol baixo do final da tarde. Parte da cavalaria francesa continuou a avançar na mesma, enquanto outros recuaram. Os besteiros genoveses ao serviço do rei Filipe avançaram então ao som de tambores e trompetes, mas rapidamente quebraram as suas fileiras ao perceberem que estavam totalmente expostos aos arqueiros inimigos. O rei francês, ao ver a retirada dos genoveses, ordenou à sua própria cavalaria que atacasse e atravessasse as fileiras inimigas, causando uma confusão ainda maior. A cavalaria pesada francesa continuou então a atacar em ondas, mas os arqueiros galeses e ingleses, possivelmente posicionados nos flancos dos homens de armas ingleses, revelaram-se devastadores.

[ ![Battle of Crécy Map](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/11939.png?v=1608011102) Mapa da Batalha de Crécy westpoint.edu (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/11939/battle-of-crecy-map/ "Battle of Crécy Map")Eduardo estava a utilizar a mesma formação de tropas que lhe tinha garantido o sucesso em Halidon Hill contra os escoceses, em 1333. Os cavaleiros franceses foram derrubados dos seus cavalos e viram as suas armaduras perfuradas pelas poderosas setas inglesas que lhes chegavam de várias direções. Os franceses simplesmente não conseguiam encontrar uma resposta ao alcance, à potência e à precisão do arco longo inglês. À medida que a batalha se prolongava e se tornava mais confusa, o exército do rei Eduardo beneficiou da sua maior experiência de combate e disciplina, adquiridas à custa de muitas dificuldades nas lutas na Escócia e no País de Gales.

Foram repelidas nada menos que 15 ondas de ataques da cavalaria francesa, e a disciplina inglesa garantiu que ninguém rompesse a sua formação defensiva para perseguir imprudentemente a cavalaria em fuga, onde certamente teria sido abatida pela infantaria francesa, numericamente superior, na retaguarda. Em contraste, embora os cavaleiros franceses e os seus aliados europeus fossem experientes, a infantaria de Filipe era composta por milícias mal treinadas e pouco fiáveis, e até os cavaleiros se revelaram totalmente indisciplinados. O rei inglês obteve então maior mobilidade ao fazer com que os seus cavaleiros desmontassem e avançassem em direção ao inimigo em fileiras cerradas, apoiados por piqueiros e com uma vanguarda de arqueiros.

O príncipe Eduardo, então com apenas 16 anos, liderou a ala direita do exército inglês ao lado de Sir Godfrey Harcourt. O príncipe lutou com desenvoltura, mas houve um momento de grande perigo em que os franceses pareciam prestes a dominar as tropas do príncipe. Sir Godfrey pediu reforços, mas, segundo o cronista medieval Jean Froissart (cerca de 1337 - cerca de 1405), na obra *Chroniques* (*Crónicas*), ao saber da situação difícil do filho, o rei Eduardo — que observava o desenrolar dos acontecimentos de um ponto estratégico junto a um moinho de vento — limitou-se a afirmar que, se o filho conseguisse livrar-se das dificuldades, ganharia as suas esporas naquele dia (sendo as esporas um símbolo da cavalaria e, presumivelmente, a serem atribuídas a Eduardo na cerimónia completa de nomeação a cavaleiro, quando regressasse a casa). O Príncipe Negro acabou por ser salvo pelo seu porta-estandarte, Richard Fitzsimon, e os franceses foram repelidos.

Como grande parte da nobreza francesa foi abatida e a liderança do exército eliminada, a superioridade numérica da infantaria francesa tornou-se meramente teórica, já que não restava ninguém para a comandar. Ao cair da noite, o resultado já era evidente. O rei Eduardo tinha vencido a batalha com cerca de 300 baixas, em comparação com os 14 000 franceses mortos; o massacre resultou do facto de os franceses terem hasteado a sua bandeira, a Oriflamme, para não darem quartel. Tradicionalmente, 1 542 cavaleiros franceses encontraram a morte (alguns historiadores estimam esse número em até 4 000). A fina flor da nobreza francesa e dos seus aliados foi eliminada, incluindo o rei João da Boémia (reinou 1310-1346), o rei de Maiorca, o conde de Blois e Luís de Nevers, o conde da Flandres. O rei Filipe, derrubado do cavalo por duas vezes, teve a sorte de escapar à derrota. Foi após a batalha, pelo menos segundo a lenda, que o príncipe Eduardo adotou o emblema e o lema do falecido rei da Boémia — uma pena de avestruz e *«Ich Dien»*, ou «Eu sirvo». Com o passar do tempo, as penas de avestruz passaram a ser três e continuam a ser, até hoje, o símbolo do príncipe de Gales.

### As Consequências

A vitória em Crécy tornou-se lendária, tendo a fina flor dos cavaleiros que ali combateram sido recompensada com a adesão ao novo clube exclusivo de Eduardo III: a Ordem da Jarreteira (cerca de 1348), ainda hoje a relíquia mais prestigiada da [cavalaria medieval](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17015/cavalaria-medieval/) inglesa. A vitória também sinalizou que, finalmente, a Inglaterra já não era inferior à França, uma posição que tinha suportado desde a [Conquista normanda da Inglaterra](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17033/conquista-normanda-da-inglaterra/) por [Guilherme, o Conquistador](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16891/guilherme-o-conquistador/), em 1066. Outra comemoração que sobrevive até hoje (ou, pelo menos, parcialmente) é o chamado «vitral de Crécy» da Catedral de Gloucester, que retrata muitas das figuras nobres envolvidas na batalha e os seus brasões.

[ ![Crécy Window, Gloucester Cathedral](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/11935.jpg?v=1780538827) Vitral de Crécy, Catedral de Gloucester David Iliff (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/11935/crecy-window-gloucester-cathedral/ "Crécy Window, Gloucester Cathedral")De volta ao campo de batalha medieval, em julho de 1347, um exército inglês capturou Calais após um longo cerco. Entretanto, David II da Escócia (reinou 1329-1371), aliado de Filipe VI, tinha invadido a Inglaterra em outubro de 1346. Durham era o alvo, mas um exército inglês derrotou os escoceses na Batalha de Neville's Cross, a 17 de outubro de 1346. O [rei David](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16332/rei-david/) foi capturado e Eduardo III parecia agora imparável. Uma década mais tarde, seguir-se-ia outra grande vitória contra os franceses na Batalha de Poitiers, em setembro de 1356. Este sucesso foi ainda mais significativo do que o de Crécy, pois o rei de França foi capturado.

Após um período de paz a partir de 1360, a Guerra dos Cem Anos prosseguiu, uma vez que Carlos V de França, também conhecido como Carlos, o Sábio (reinou 1364-1380), se revelou muito mais competente do que os seus antecessores e começou a recuperar os territórios conquistados pelos ingleses. Em 1375, as únicas terras que restavam em França pertencentes à Coroa Inglesa eram Calais e uma pequena faixa da Gasconha. Durante o reinado de Ricardo II de Inglaterra (reinou 1377-1399), reinou, em grande parte, a paz entre as duas nações, mas sob o reinado de Henrique V de Inglaterra (reinou 1413-1422), as guerras reacenderam-se e testemunharam a grande vitória inglesa na Batalha de Agincourt, em outubro de 1415. Henrique teve tanto sucesso que chegou mesmo a ser nomeado herdeiro do rei francês Carlos VI de França (reinou 1380-1422). Henrique V morreu antes de poder assumir esse cargo, e a chegada de [Joana d'Arc](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16982/joana-darc/) (1412-1431) em 1429 marcou o início de uma reviravolta dramática na sorte dos franceses, à medida que o rei Carlos VII de França (reinou 1422-1461) assumia a iniciativa. O fraco reinado de [Henrique VI de Inglaterra](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18723/henrique-vi-de-inglaterra/) (reinou 1422-61 e 1470-71) resultou na derrota final dos ingleses, que perderam todos os territórios franceses, com exceção de Calais, no final das guerras, em 1453.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

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- [Jones, D. *The Plantagenets.* Penguin Books, 2014.](https://www.worldhistory.org/books/0143124927/)
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- Saul, N. *The Oxford Illustrated History of Medieval England.* Oxford University Press, 1991
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## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE e mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Pesquisador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus principais interesses incluem arte, arquitetura e descobrir ideias partilhadas por todas as civilizações.

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### APA
Cartwright, M. (2026, September 26). Batalha de Crécy. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1510/batalha-de-crecy/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Batalha de Crécy." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, September 26, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1510/batalha-de-crecy/>.
### MLA
Cartwright, Mark. "Batalha de Crécy." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 26 Sep 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1510/batalha-de-crecy/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 26 September 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

