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title: Entrevista: O Misterioso Colapso da Idade do Bronze com Eric Cline
author: James Blake Wiener
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1446/entrevista-o-misterioso-colapso-da-idade-do-bronze/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-05-12
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# Entrevista: O Misterioso Colapso da Idade do Bronze com Eric Cline

_Escrito por [James Blake Wiener](https://www.worldhistory.org/user/jbw288/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

Há séculos que o declínio das civilizações da Idade do Bronze Tardia no Mediterrâneo e no Próximo Oriente tem intrigado os historiadores e os arqueólogos. Embora muitos tenham atribuído o colapso de várias civilizações aos enigmáticos [Povos do Mar](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-181/povos-do-mar/), o professor Eric H. Cline, antigo presidente do Departamento de Línguas e Civilizações Clássicas e do Próximo Oriente da Universidade [George Washington](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19629/george-washington/), apresenta um cenário mais complexo e matizado no seu livro, [1177 BC: The Year Civilization Collapsed](https://www.amazon.es/dp/0691168385?psc=1&th=1&linkCode=gg2&tag=anciehistoenc-20), tradução portuguesa: *1177 a.C.: O Ano em Que a [Civilização](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10175/civilizacao/) Colapsou* (1.ª Ed. 2022; 1.ª Ed. 2023 no Brasil com o título: *1177 a.C.:* *O Ano em Que a Civilização Entrou em Colapso*)

Em 2015, o professor Eric H. Cline conversou com James Blake Wiener, da «Ancient History Encyclopedia», sobre as circunstâncias que levaram ao colapso do mundo cosmopolita da Idade do Bronze Tardia.

[ ![Lion Gate at Hattusa](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/4892.jpg?v=1777741168) Portão do Leão em Hattusa Carole Raddato (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/4892/lion-gate-at-hattusa/ "Lion Gate at Hattusa")**JBW:** Professor Cline, bem-vindo à Ancient History Encyclopedia (AHE). É com grande prazer que falo consigo sobre *1177 a.C.: O Ano em Que a Civilização Colapsou*, pois este livro está na minha lista de leitura desde a sua publicação em 2014. Finalmente, li-o!

Na obra *1177 a.C.* traça as ligações sociais, económicas e culturais entre as civilizações do Mediterrâneo Oriental e do Próximo Oriente — Egito, Creta minóica, Grécia micénica, [Império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) hitita, Mitanni, [Assíria](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-149/assiria/) e Babilónia cassítea — e o colapso cataclísmico durante o final do segundo milénio a.C. Suspeito que este fosse um livro que sempre quis escrever; no entanto, estou ansioso por saber o que foi que o intrigou tanto no [Colapso da Idade do Bronze](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10433/colapso-da-idade-do-bronze/) a ponto de escrever *1177 a.C.*? Teve algo a ver com o seu trabalho arqueológico anterior em Tel Kabri e Megido, em Israel?

**EHC:** Na verdade, o ímpeto para escrever um livro sobre este tema resultou de um encontro com Rob Tempio, da Princeton University Press. Ele deslocou-se a Washington, D.C., na primavera de 2007 e perguntou-me se eu escreveria um livro sobre o colapso. Disse-lhe que o que eu queria realmente escrever era um livro sobre o que colapsou, porque sempre me fascinaram a Idade do Bronze Final e as culturas e civilizações que prosperavam no [Egeu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-118/egeu/) e no Mediterrâneo Oriental, entre cerca de 1700 e 1200 a.C.

Assim, concordámos que escreveria sobre ambos, razão pela qual o livro começa e termina com reflexões sobre o colapso, mas a parte central do livro recua alguns séculos para dar ao leitor uma boa ideia do que existia antes de tudo ruir. Gosto desta abordagem porque coloca o colapso num contexto completo e adequado, dando ao leitor uma ideia precisa do quanto se perdeu quando chegou o fim. E, não, escrever *1177 a.C.* não teve nada a ver com o meu trabalho em Kabri ou em Megido, mas estou agora a trabalhar num [livro](https://member.ancient.eu/books/0691183236/) especificamente sobre Megido que será publicado pela Princeton University Press. (Devo acrescentar que também está em preparação um volume coeditado com o Dr. Assaf Yasur-Landau sobre as nossas escavações em Kabri, o qual será publicado pela Brill Publishers num futuro próximo.)

**JBW:** Defende que estes impérios entraram em colapso devido a uma combinação de catástrofes naturais, como terramotos e secas prolongadas, migrações e invasões estrangeiras, rebeliões internas e um declínio acentuado no comércio internacional. Isto conduziu, por sua vez, à fragmentação política e à desintegração, bem como a mudanças culturais significativas.

Professor Cline, por que razão as gerações anteriores de estudiosos estavam tão empenhadas em encontrar uma explicação única para o declínio das civilizações da Idade do Bronze? No passado, muitos estudiosos atribuíram a culpa do colapso de várias culturas da Idade do Bronze aos Povos do Mar, cuja identidade permanece envolta em mistério. Isto é especialmente curioso quando se tem em consideração o declínio de impérios do interior, como os da Babilónia cassita, [Elão](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-275/elao/) ou Assíria, que não foram afetados pelos Povos do Mar.

[ ![Bronze Age Mediterranean Invasions & Migrations](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/4545.png?v=1776071833) Invasões e Migrações da Era do Bronze no Mediterrâneo Alexikoua (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/4545/bronze-age-mediterranean-invasions--migrations/ "Bronze Age Mediterranean Invasions & Migrations")**EHC:** A necessidade de encontrar uma explicação única como causa para tais eventos calamitosos parece derivar de uma necessidade humana moderna de obter uma explicação fácil sempre que possível. Certamente, alguns dos membros do público em geral que deixaram comentários sobre o meu livro na Amazon parecem ainda querê-lo e ficam incomodados por eu analisar as evidências de forma imparcial e concluir que não existe uma solução simples. Na verdade, penso que é muito mais interessante aprofundar uma explicação multicausal, porque, neste caso, a Navalha de Occam (segundo a qual a solução mais simples é a mais provável) simplesmente não se aplica. Embora considere que parecesse muito lógico para estudiosos antigos como Gaston Maspero e outros culpar os Povos do Mar, eles formularam originalmente a hipótese com base na inscrição de Ramsés III em Medinet Habu e pouco mais. Mas há muito que é claro que foi preciso muito mais do que uma só causa para derrubar as civilizações da Idade do Bronze. Como salienta, o simples facto de os impérios do interior, como a Babilónia cassita, Elão e a Assíria, também terem entrado em declínio mostra que não podemos simplesmente culpar os Povos do Mar por tudo, por muito que se queira fazê-lo.

Assim, a minha tese principal é que deve ter havido uma «tempestade perfeita» de eventos calamitosos nesse ponto de viragem para causar o colapso das civilizações da Idade do Bronze Tardia pouco depois de 1200 a.C. Existem provas tanto diretas como circunstanciais de que houve: alterações climáticas; seca e fome; terramotos; invasões; e rebeliões internas, tudo nesta época aproximada. Destas, classificá-las-ia por ordem de importância: alterações climáticas; seca e fome; terramotos; invasores; e rebeliões internas. Embora os seres humanos tenham sobrevivido repetidamente a tais catástrofes quando estas ocorrem individualmente, como a reconstrução após um terramoto ou a sobrevivência a uma seca, o que aconteceria se todas elas ocorressem ao mesmo tempo, ou em rápida sucessão?

Seria difícil sobreviver se todas, ou a maioria, das calamidades acima mencionadas ocorressem ao mesmo tempo ou quase ao mesmo tempo, como parecem ter ocorrido especialmente entre cerca de 1225 a.C. e 1175 a.C. E acho que é por isso que as civilizações da Idade do Bronze Tardia entraram em colapso — não foram capazes de resistir à «tempestade perfeita» de catástrofes quase simultâneas, em que cada uma amplificava e multiplicava os efeitos das anteriores, acumulando infortúnio após infortúnio até que todo o sistema entrasse em colapso. E então o que vemos é o colapso de sistemas, à medida que impérios e reinos que tinham florescido durante séculos chegaram todos ao fim, seguidos pela primeira Idade das Trevas do mundo, que se estendeu do Mediterrâneo à [Mesopotâmia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-34/mesopotamia/).

**JBW:** 1177 a.C. é a data em que Ramsés III do Egito (reinou 1186-1155 a.C.) derrotou os Povos do Mar pela segunda vez na Batalha do Delta. (A Batalha de Djahy, que opôs os egípcios aos Povos do Mar, ocorreu alguns anos antes.) Caracteriza isto como uma «vitória de Pirro», que simbolicamente põe fim às redes de comércio, poder e cultura da Idade do Bronze. Depois de o Egito ter lutado pela sua própria existência e ter prevalecido contra o ataque dos Povos do Mar, também entrou num período de declínio acentuado.

No entanto, no que diz respeito a *1177 a.C.*, afirma que o declínio começou tão cedo quanto por volta de 1250 a.C. e tão tarde quanto por volta de 1130 a.C., dependendo da localização geográfica. Quão importante é, então, a data de 1177 a.C. na nossa compreensão do fim da Idade do Bronze? Por que escolheu esta data como título do seu livro?

**EHC:** De facto, demorou cerca de um século até que tudo entrasse em colapso, mas 1177 a.C. é um bom ponto de referência, pois foi nesse ano que os Povos do Mar invadiram o Egito pela segunda vez, como diz, e nessa altura muitas das cidades de [Canaã](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-162/canaa/), da [Ásia Menor](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-228/asia-menor/) e da Grécia já estavam em declínio, se não já destruídas. Por isso, utilizo «1177 a.C.» como abreviatura para todo o Colapso da Idade do Bronze Tardia, tal como costumamos utilizar o ano de «476 d.C.» como abreviatura para a queda do [Império Romano](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-100/imperio-romano/); sabemos que nenhum dos dois acontecimentos ocorreu inteiramente nesse ano específico e, no entanto, compreendemos que essas datas são representativas. Na minha opinião, como digo no livro, 1177 a.C. «é um ponto de referência razoável e permite-nos atribuir uma data concreta a um momento crucial bastante evasivo e ao fim de uma era». Talvez uma melhor forma de o expressar, como digo uma ou duas frases mais adiante no livro, seja que «o mundo em 1200 a.C. era bastante diferente do de 1100 a.C. e completamente diferente do de 1000 a.C.», mas isso não é um título tão apelativo.

[ ![Ramesses III](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/6857.jpg?v=1710561126) Ramsés III Unknown Artist (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/6857/ramesses-iii/ "Ramesses III")**JBW:** Além de citar as mais recentes investigações arqueológicas, utiliza algumas fontes primárias notáveis em *1177 a.C.*, incluindo correspondência diplomática meticulosa extraída das Cartas de [Amarna](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12780/amarna/), as tabuinhas de Linear B de Pilos e Cnossos, da Grécia, e textos de Ugarit. Destes, fiquei fascinado pelos textos de Ugarit. Poderia dizer-nos algumas palavras sobre os textos da cidade-estado de Ugarit e sobre a importância que tiveram para a sua investigação apresentada em *1177 a.C.*, Professor Cline?

**EHC:** Eu também estou fascinado pelos textos de Ugarit. Ao longo da maior parte da minha carreira, estudei principalmente os textos reais de Mari, na Síria, datados de cerca de 1800 a.C., e os textos reais de Amarna, no Egito, datados de cerca de 1350 a.C. No entanto, os textos de Ugarit, especialmente aqueles que datam dos séculos XIV a XII a.C., lançam luz não só sobre as atividades reais, mas também sobre as atividades de comerciantes privados e até mesmo de particulares. Existem vários arquivos de Ugarit de que temos conhecimento, provenientes tanto do palácio real como de casas particulares pertencentes a comerciantes ricos chamados «Urtenu», «Yabninu» e «Rapanu».

As tabuinhas começaram a ser recuperadas na década de 1950 d.C., tendo as mais recentes vindo à luz entre 1994 e 2002. Descobrimos todo o tipo de coisas através delas, como o facto de um navio ter sido enviado de Ugarit para Creta por volta de 1260 a.C. por um comerciante chamado «Sinaranu». Estava previsto que trouxesse azeite, cereais e [cerveja](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10181/cerveja/) para Ugarit. É-nos dito especificamente que estaria isento de impostos de importação quando regressasse — penso que poderá ser o primeiro caso registado de um benefício fiscal para empresas de que temos conhecimento! Os textos de Ugarit também lançam luz sobre as interligações da época, permitindo-nos construir diagramas e realizar análises de redes sociais que mostram as relações entre indivíduos, tanto na cidade como em reinos distantes.

[ ![Entrance to the Royal Palace at Ugarit](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/323.jpg?v=1628537402) Entrada do Palácio Real de Ugarit Disdero (CC BY) ](https://www.worldhistory.org/image/323/entrance-to-the-royal-palace-at-ugarit/ "Entrance to the Royal Palace at Ugarit")Ainda mais importante do ponto de vista do colapso, porém, é o facto de, em primeiro lugar, as tabuinhas e cartas se prolongarem até ao fim da cidade, de modo que obtemos uma imagem do que devem ter sido quase os últimos dias, algures entre 1190 e 1185 a.C. Em segundo lugar, as tabuinhas e as cartas descrevem a aproximação de navios inimigos, a destruição dos campos, a seca e a fome. Trata-se de evidência textual [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/) de uma multiplicidade de calamidades, não apenas de inferências a partir de vestígios arqueológicos! Infelizmente, não nos são fornecidos detalhes sobre quem poderiam ser os invasores ou os navios inimigos, pelo que não sabemos se se trata dos Povos do Mar ou não, embora haja uma boa probabilidade de que sim.

**JBW:** Professor Cline, espero que me permita fazer a minha próxima pergunta: quem acha que eram os Povos do Mar? Com base no que sabemos, os Povos do Mar eram um grupo de pessoas, de origens mistas, que migraram, estabeleceram-se e atacaram a costa do Mediterrâneo Oriental. Tem alguma reflexão adicional? Conseguiremos alguma vez desmascarar a sua verdadeira identidade?

**EHC:** Esta é uma excelente pergunta, mas não sabemos a resposta com certeza. Penso que a origem de alguns deles foi a região da Sicília, da Sardenha e do sul de [Itália](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-207/italia/) (alguns dos grupos são chamados *Shekelesh* e *Shardana*, que soam semelhantes), mas outros juntaram-se muito provavelmente pelo caminho, à medida que se deslocavam de oeste para este através do Mediterrâneo. Consequentemente, poderá ter havido também outros, oriundos do que é hoje a Grécia e a Turquia, entre os Povos do Mar.

[ ![Overview of Alacahöyük Hittite Settlement](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/10412.jpg?v=1606086903) Visão Geral do Povoado Hitita de Alacahöyü Carole Raddato (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/10412/overview-of-alacahoyuk-hittite-settlement/ "Overview of Alacahöyük Hittite Settlement")Ainda não identificámos definitivamente uma pátria para este povo, mas creio que esse dia acabará por chegar. Poderá ser uma questão de criar uma lista de critérios que teríamos de procurar, de modo a perceber onde escavar ou onde procurar um sítio ou sítios de onde eles possam ter vindo; mas assim que começarmos a procurar seriamente, não ficarei nada surpreendido se as provas acabarem por surgir.

**JBW:** Gostaria de lhe perguntar se alguma entidade política ou grupo beneficiou do Colapso da Idade do Bronze Tardia? As cidades-estado fenícias e os arameus parecem ter-se saído melhor do que muitos outros.

**EHC:** Bem, o principal legado parece ter sido os filisteus e a sua cultura, pois o grupo entre os Povos do Mar que os egípcios chamavam de *Peleset* é provavelmente o grupo que conhecemos como os filisteus da [Bíblia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-191/biblia/). Eles parecem ter-se estabelecido na região de Canaã e talvez se tenham assimilado com os habitantes locais, pouco antes da ascensão de Israel. Mas, além deles, sim, também os arameus, mas os fenícios e os israelitas parecem ter sido os que mais beneficiaram com o colapso da Idade do Bronze.

Na minha opinião, todos estes grupos conseguiram realmente «estabelecer-se», por assim dizer, nas regiões de Canaã das quais tanto os egípcios como [os hititas](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-163/os-hititas/) acabavam de se retirar — especialmente no que é hoje o Israel, o Líbano e a Síria modernos. Para o dizer em termos modernos, penso que os israelitas, fenícios, arameus e filisteus beneficiaram do «vácuo de poder» que se criou nesta área quando as Grandes Potências foram derrubadas. Não havia qualquer possibilidade de algum deles ter conseguido estabelecer uma presença nesta área se os egípcios, os hititas e os cananeus ainda fossem tão poderosos como eram mesmo no século XIII a.C. Os acontecimentos calamitosos no início do século XII a.C. fizeram toda a diferença.

**JBW:** Professor Cline, agradeço-lhe por ter falado comigo sobre *1177 a.C.* e desejo-lhe muitas aventuras felizes na investigação! Talvez possamos falar no futuro sobre o seu próximo livro?

**EHC:** Será um prazer, James! Obrigado por me convidar para esta entrevista sobre *1177 a.C.* para a 'Ancient History Encyclopedia'.

O Professor Eric H. Cline é Professor de Estudos Clássicos e Antropologia, antigo Diretor do Departamento de Línguas e Civilizações Clássicas e do Próximo Oriente, e atual Diretor do Instituto Arqueológico Capitol da GWU. É um explorador da 'National Geographic', bolseiro Fulbright e um professor e autor premiado. Serviu também como orientador dos alunos de licenciatura em [arqueologia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-421/arqueologia/) na GW durante a última década e supervisionou a graduação de 132 alunos desde 2001, sendo que quase metade prosseguiu estudos em escolas de pós-graduação de referência em arqueologia e áreas afins, incluindo Harvard, Yale, Cornell, Johns Hopkins, Berkeley, Oxford, Cambridge e University College London. Arqueólogo e historiador da Antiguidade por formação, os principais campos de estudo do Dr. Cline são a arqueologia bíblica, a história militar do mundo mediterrânico desde a antiguidade até ao presente, e as ligações internacionais entre a Grécia, o Egipto e o Próximo Oriente durante a Idade do Bronze Final (1700-1100 a.C.). O Dr. Cline é um arqueólogo de campo experiente e ativo, com 30 campanhas de escavação e prospeção no seu currículo desde 1980, em Israel, Egipto, Jordânia, Chipre, Grécia, Creta e Estados Unidos; atualmente, codirige as escavações em Megiddo (Armagedon) e em Tel Kabri, em Israel. *1177 a.C.: O Ano em Que a Civilização Colapsou* já foi traduzido para francês, italiano, espanhol e holandês, com traduções em mais seis línguas prestes a surgir (2022 para português). Ganhou o 'Prémio para Melhor Livro Popular' de 2014 das Escolas Americanas de Pesquisa Oriental; foi nomeado como um dos Melhores Livros de 2014 pelo *New York Post*; esteve nas listas de bestsellers nacionais tanto no Canadá como em França; recebeu uma Menção Honrosa para o Prémio PROSE de 2015 em Arqueologia e Antropologia da Associação de Editores Americanos e esteve sob consideração para o Prémio Pulitzer de 2015.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Cline, E. H. *1177 B.C. The Year Civilization Collapsed.* Princeton University Press, 2015.](https://www.worldhistory.org/books/0691168385/)
- [Cline, E. H. *Three Stones Make a Wall.* Princeton University Press, 2018.](https://www.worldhistory.org/books/0691183236/)

## Sobre o Autor

James Blake Wiener tem um interesse particular em intercâmbios interculturais e em história mundial. Ele é cofundador da World History Encyclopedia e anteriormente era o Diretor de Comunicações.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/in/jameswiener)

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Wiener, J. B. (2026, May 12). Entrevista: O Misterioso Colapso da Idade do Bronze com Eric Cline. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1446/entrevista-o-misterioso-colapso-da-idade-do-bronze/>
### Chicago
Wiener, James Blake. "Entrevista: O Misterioso Colapso da Idade do Bronze com Eric Cline." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, May 12, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1446/entrevista-o-misterioso-colapso-da-idade-do-bronze/>.
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Wiener, James Blake. "Entrevista: O Misterioso Colapso da Idade do Bronze com Eric Cline." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 12 May 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1446/entrevista-o-misterioso-colapso-da-idade-do-bronze/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 12 May 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

