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title: Entrevista: Maia Pré-clássico
author: James Blake Wiener
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1218/entrevista-maia-pre-classico/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-08-02
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# Entrevista: Maia Pré-clássico

_Escrito por [James Blake Wiener](https://www.worldhistory.org/user/jbw288/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

A génese da [civilização maia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11151/civilizacao-maia/) na Mesoamérica foi marcada por um grande dinamismo nas artes, pelos primórdios da sua língua [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/) com glifos e por uma grande atenção aos detalhes no domínio do planeamento urbano. No entanto, apesar destas enormes conquistas, os maias pré-clássicos (cerca de 1000 a.C. – 250 d.C.) continuam a ser desconhecidos e distantes para muitos. Nesta entrevista exclusiva, James Blake Wiener, diretor de comunicação da Ancient History Encyclopedia, conversa com o Dr. James Doyle, curador adjunto de Arte das Américas Antigas no **[Departamento de Artes de África, Oceânia e das Américas](https://www.metmuseum.org/about-the-met/curatorial-departments/art-of-africa-oceania-and-the-americas)** do [**Metropolitan Museum of Art**](https://www.metmuseum.org/) **[,](https://www.metmuseum.org/about-the-met/curatorial-departments/art-of-africa-oceania-and-the-americas)** em Nova Iorque **[,](https://www.metmuseum.org/about-the-met/curatorial-departments/art-of-africa-oceania-and-the-americas)** sobre os aspetos mais subtis da [civilização](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10175/civilizacao/) maia primitiva.

[ ![Maya Temple, Lamanai](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/8624.jpg?v=1783023428) Templo Maia, Lamanai Jill /Blue Moonbeam Studio (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/8624/maya-temple-lamanai/ "Maya Temple, Lamanai")**JBW: James, o que foi que despertou inicialmente o seu interesse pelos maias pré-clássicos? Os maias primitivos sempre o intrigaram, por uma razão ou outra?**

**JD:** Enquanto crescia, sempre me interessei pelo passado e pela forma como as sociedades funcionam. Essa curiosidade pela história global levou-me a estudar antropologia no meu primeiro ano de faculdade. Por acaso, o curso introdutório de [arqueologia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-421/arqueologia/) era ministrado por um arqueólogo guatemalteco que iria iniciar um projeto de campo no sítio de [**Holmul**](http://mayaarchaeology.org/initiatives/protecting-ancient-sites/holmul/) no verão seguinte. Ele estava à procura de voluntários, por isso decidi ir. Havia algo na arte e na arquitetura dos maias que me cativava, e eu conseguia compreendê-la, apesar de estar muito distante de tudo o que tinha aprendido até então.

Com o tempo, o meu interesse cresceu pela questão antropológica mais ampla de por que razão as pessoas no passado, de forma universal — embora em épocas e locais muito diferentes —, construíram grandes obras. A arquitetura monumental implica também dois fenómenos sociais inter-relacionados: a cooperação de grandes grupos de pessoas e/ou a liderança de um indivíduo ou de um pequeno grupo. Durante o período Pré-clássico, as pessoas das Planícies Maia construíram alguns dos maiores edifícios da região, pelo que me concentrei neste período para o meu trabalho de tese.

**JBW: Durante este mesmo período, a [civilização olmeca](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11440/civilizacao-olmeca/) (1200-300 a.C.) atingiu o seu apogeu. A sua civilização centrava-se nas cidades de San Lorenzo, [La Venta](https://www.britannica.com/place/La-Venta) e Laguna de los Cerros, nos atuais estados de Veracruz e Tabasco, no México, localizadas perto de vários centros maias primitivos.**

**De que forma afetaram e, posteriormente, influenciaram as cidades-estado e os reinos maias pré-clássicos?**

**JD:** É evidente que, por volta de 1500 a.C., os povos olmecas ao longo da costa do Golfo importavam jadeíta do vale do rio Motagua, no sul da Guatemala. Os povos da era de San Lorenzo provavelmente teriam interagido com os povos maias na área ao longo desta rota de intercâmbio, mas vemos realmente muito mais evidências de interação a partir de cerca de 1000 a.C., e especialmente após 800 a.C., quando La Venta se torna um centro importante. Durante este período crucial, as comunidades maias pré-clássicas começam a criar arte cerâmica e também a trabalhar o jade em machados em forma de celta, como vemos em La Venta. A interação entre os povos de toda a região disseminou ideias e provavelmente inspirou os primeiros centros monumentais nas Planícies Maias, como o sítio recentemente escavado de Ceibal, na Guatemala.

[ ![Olmec Celtiform Ax](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/8622.jpg?v=1751788444) Machado Celtiforme Olmec Metropolitan Museum of Art (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/8622/olmec-celtiform-ax/ "Olmec Celtiform Ax")Uma das grandes combinações que criámos na exposição [***«Reinos Dourados: Luxo e Legado nas Américas Antigas»***](https://www.metmuseum.org/exhibitions/listings/2018/golden-kingdoms) foi entre um conjunto de oferendas funerárias de La Venta, datadas de cerca de 700 a.C., e um conjunto contemporâneo de machados de jadeíta do sítio de Cival, na Guatemala, perto da fronteira com o Belize. Os artistas destas duas comunidades obtinham e trabalhavam a jadeíta através das mesmas rotas comerciais a partir da fonte. Assim, verificamos que os primeiros povos maias estavam a fazer escolhas cerimoniais sofisticadas ao mesmo tempo que ocorriam eventos importantes em La Venta. Sabe-se que os reis maias do Período Clássico Inicial (cerca de 250-550 d.C.) obtinham objetos de herança no estilo olmeca e os transformavam em insígnias reais ou oferendas funerárias, pelo que o povo maia tinha claramente uma noção da antiguidade e da importância dos objetos olmecas. Grande parte da arte maia pré-clássica partilha também muitas imagens com os seus antecessores olmecas, especialmente as relacionadas com a [mitologia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-427/mitologia/) da agricultura do milho.

**JBW: Penso que o público em geral ficaria surpreendido ao saber que a era pré-clássica foi um período de enorme inovação na civilização maia. Alguns dos primeiros exemplos do complexo sistema de [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-72/escrita/) dos maias surgiram já no século III a.C., e foi também durante a era pré-clássica que os maias teorizaram pela primeira vez o conceito de zero.**

**James, por que razão tantos de nós desconhecem a sofisticação e a complexidade dos maias pré-clássicos? Além disso, que outras conquistas caracterizaram a civilização maia pré-clássica?**

**JD: As** grandes descobertas sobre os antigos maias no final do século XX, incluindo túmulos importantes, a decifração de hieróglifos e o mapeamento de novas cidades, referiam-se principalmente ao Período Clássico. O que a maioria das pessoas não sabe é que as grandes cidades clássicas são quase sempre construídas sobre edifícios e praças maias pré-clássicos. Ou seja, muito do que se vê à superfície é de construção clássica ou posterior. É necessária muita escavação para atingir os níveis pré-clássicos e, mesmo quando isso acontece, temos poucas (ou nenhuma) tumbas reais facilmente identificáveis ou histórias hieroglíficas espetaculares que sejam divulgadas. Os textos maias antigos não são tão facilmente decifráveis e, como resultado, os estudos sobre o período pré-clássico não eram tão populares.

No início do século XXI, no entanto, importantes descobertas pré-clássicas alteraram profundamente a forma como até mesmo os especialistas em maias encaravam a era anterior a cerca de 250 d.C. Para além do sistema de escrita estar muito bem desenvolvido naquela época, as grandes pinturas murais parecem ter sido muito mais difundidas do que se imaginava anteriormente. O sítio de [**San Bartolo, na Guatemala**](https://whc.unesco.org/en/tentativelists/5738/), que tem uma dimensão relativamente modesta em termos pré-clássicos, possui a «Capela Sistina» dos maias pré-clássicos, datada de 100 a.C.: narrativas mitológicas em pinturas vívidas que foram cuidadosamente enterradas pelas pessoas quando construíram um edifício de maiores dimensões. Importantes programas iconográficos foram produzidos por artistas monumentais especializados em estuque em sítios como El Mirador, que possui alguns dos maiores edifícios antigos alguma vez construídos nas Américas. Conseguimos também reconstruir uma visão muito mais completa do percurso da civilização maia pré-clássica nos seus próprios termos, e não como um precursor do Período Clássico.

[ ![San Bartolo Mural](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/8623.jpg?v=1618688713) Mural de San Bartolo Authenticmaya~commonswiki (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/8623/san-bartolo-mural/ "San Bartolo Mural")Conseguimos constatar que as grandes construções tiveram início antes de 500 a.C., atingiram o seu auge no período Pré-clássico Tardio, por volta de 300 a.C., e que uma variedade de fatores levou ao abandono de muitos sítios pré-clássicos por volta de 200 d.C. Mais estudos paleoambientais permitiram-nos identificar secas prolongadas e erosão antropogénica nos registos arqueológicos, para avaliar melhor os efeitos que os seres humanos tiveram sobre um frágil ecossistema de floresta tropical naquela época.

**JBW: De que forma podemos descrever a cultura material e artística dos maias pré-clássicos? O que nos diz a arte maia pré-clássica sobre a sua cultura e modo de vida?**

**JD:** Os centros maias pré-clássicos tendem a ser grandes investimentos em espaços abertos. Eles gostavam de praças retangulares pavimentadas com espessas camadas de estuque de calcário branco e liso, semelhante à sensação do fundo de uma piscina. Os seus edifícios tendem a ser maciços, em vez de delicadamente projetados, também revestidos de estuque, com uma variedade de escadarias diferentes e modelagem monumental em estuque. Não vemos realmente monumentos em pé, pelo que estes programas de estuque e a pintura mural constituíam os principais meios de expressão arquitetónica, embora tenhamos de imaginar que provavelmente teriam feito coisas incríveis com madeira que entretanto apodreceu completamente.

No que diz respeito à cultura material portátil ou de uso manual, dispomos de uma variedade de ferramentas de pedra, objetos votivos de pedra verde, como os machados acima descritos, núcleos e lâminas de obsidiana, conchas marinhas e de água doce, entre outros. O principal modo de expressão que sobreviveu é a arte cerâmica, tanto em vasos como em estatuetas. As estatuetas são antropomórficas e zoomórficas e parecem ter sido muito mais populares no Pré-clássico Médio do que no Pré-clássico Tardio, por razões que não são claras.

[ ![Maya Spouted Jar](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/8621.jpg?v=1618734616) Jarro com Bico Maia Metropolitan Museum of Art (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/8621/maya-spouted-jar/ "Maya Spouted Jar")Os vasos de cerâmica são geralmente monocromáticos ou bicromáticos, tendo os ceramistas do Pré-clássico Tardio inovado em técnicas de tratamento de superfícies por resistência e na modelagem tridimensional especializada de formas antropomórficas e zoomórficas. O universo cromático dos maias pré-clássicos inclui o vermelho-alaranjado intenso, o preto acinzentado e até mesmo o creme, dentro do espectro dos castanhos, todos criados através da pintura com barbotina antes da cozedura. A simplicidade da cerâmica pré-clássica é bela, mas outra razão pela qual este período não recebeu tanta atenção do público é o facto de não incluir as cenas policromáticas mais conhecidas com textos hieroglíficos que caracterizam a cerâmica clássica.

As imagens disponíveis em pinturas murais e outras obras de arte sugerem-nos que os maias pré-clássicos possuíam um mundo mitológico sofisticado, povoado por divindades e forças naturais personificadas, tais como montanhas animadas, aves de rapina e deuses do relâmpago e do milho. A mitologia do cultivo do milho foi certamente influenciada pelo pensamento olmeca anterior, e o [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) do milho pré-clássico visível nos murais de San Bartolo partilha muitas características com as representações de divindades olmecas.

**JBW: Poderia falar-nos um pouco sobre o fim ou o colapso dos maias pré-clássicos? Não é tão misterioso quanto o colapso dos maias clássicos por volta de 800?**

**JD:** Costumo usar aspas irónicas para a palavra «colapso», porque, pelo menos no que diz respeito à versão pré-clássica, não compreendemos realmente a dimensão do que aconteceu. No caso do «colapso» clássico — que geralmente se refere ao fim do sistema político de cidades-estado baseado em cortes reais governadas por reis que se autoproclamavam divinos —, conseguimos avaliar melhor quando as pessoas deixaram de viver nas planícies do sul da civilização maia, deixaram de escrever em monumentos, etc. Mas é importante salientar que, em ambos os casos, aquilo de que estamos realmente a falar é de migração. A migração no passado é muito difícil de quantificar, e é evidente que apenas alguns dos principais sítios maias pré-clássicos foram abandonados nos primeiros séculos d.C. Outros, como [Tikal](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11159/tikal/), **[Calakmul](http://whc.unesco.org/en/list/1061)** e muitos mais, mantiveram-se continuamente ocupados. Alguns centros, como [**Lamanai**](http://people.uncw.edu/simmonss/Lamanai%20overview%20of%20LAP.htm), em Belize, mantiveram-se continuamente ocupados desde o período pré-clássico até ao período colonial espanhol!

[ ![Temple I, Tikal](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/3102.jpg?v=1783023396) Templo I, Tikal Dave Jimison (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/3102/temple-i-tikal/ "Temple I, Tikal")Mas a migração pré-clássica parece ter sido motivada por uma variedade de fatores, tal como a sua contraparte clássica. As evidências ambientais apontam para uma secagem geral, o que teria tido um efeito profundo em locais que dependiam de águas subterrâneas, caso estas estivessem a secar. A par da secagem, o aumento da atividade humana levou à erosão e à acumulação de sedimentos nas fontes de água. Vemos também que muitos centros pré-clássicos que foram abandonados na altura, como El Palmar, na Guatemala, onde realizei a maior parte da minha investigação, podem ter sido politicamente vulneráveis.

Escrevi extensivamente sobre isto em [***Architecture and the Origins of Preclassic Maya Politics***](https://www.amazon.com/Architecture-Origins-Preclassic-Maya-Politics/dp/1107145376) (*Arquitetura e as Origens da Política Maia Pré-clássica*), e defendo que El Palmar e outros locais semelhantes foram fundados em locais abertos e indefensáveis, enquanto os assentamentos posteriores do Clássico Inicial na região tendem a situar-se em escarpas ou outros locais que permitiam uma maior vigilância da paisagem. Tendo em conta a proximidade de El Palmar a Tikal, que se tornou claramente uma dinastia muito poderosa no Pré-clássico Tardio, é possível que disputas pelo controlo do território também tenham levado certas populações a abandonar a sua terra natal nesta altura.

**JBW: James, estou curioso para saber como devemos caracterizar o legado dos maias pré-clássicos na região mesoamericana em geral? Qual é o legado indelével desta era para os maias que vivem hoje e para outros povos indígenas da América Central?**

**JD:** Gosto de pensar que os maias pré-clássicos eram incrivelmente dotados, tendo sido o primeiro povo a construir povoações substanciais e sustentáveis nas Planícies Maias. Tenha em mente que, embora estejamos apenas a arranhar a superfície da civilização pré-clássica, esta é uma tradição cultural que perdurou por mais de 1 200 anos! Eles participavam ativamente nas redes de intercâmbio que ligavam as culturas por toda a Mesoamérica. Desenvolveram técnicas agrícolas que incluíam milho, feijão, abóbora e outras culturas tropicais. Inovaram em técnicas de arquitetura que perdurariam até bem avançado no Período Clássico. Desenvolveram belas tradições de artes plásticas e pintura que influenciaram profundamente os artistas do Clássico posterior. Em última análise, os maias de hoje e o público em geral podem apreciar as civilizações maias pré-clássicas como um dos grandes casos de estudo globais de sociedades bem-sucedidas e prósperas.

[ ![Maya Tripod Bowl](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/8620.jpg?v=1599090302) Tigela Tripé Maia Metropolitan Museum of Art (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/8620/maya-tripod-bowl/ "Maya Tripod Bowl")**JBW: Por fim, que conselho daria aos aspirantes a mesoamericanistas e aos futuros antropólogos interessados nas Américas?**

**JD:** Por favor, estudem arte e arqueologia nas Américas antigas! Existem dezenas de culturas muito fascinantes que contêm informações inestimáveis à espera de serem descobertas por toda a América do Norte, Central e do Sul modernas. Há programas de arqueologia fantásticos na maioria destes países, e temos excelentes colegas na América Latina a realizar investigação muito empolgante. A minha própria investigação beneficiou imenso, e continua a beneficiar, de uma colaboração profunda e sustentada com académicos nos países onde os maias e outras civilizações floresceram no passado. O estudo das civilizações antigas amplia o nosso conhecimento sobre como os povos lidavam com mundos imprevisíveis e pode dar-nos pistas sobre como podemos melhorar a nossa sociedade hoje em dia.

**JBW: James, muito obrigado pelo seu tempo e atenção.**

[**O Dr. James Doyle**](https://jamesdoyle.net/) é curador adjunto de Arte das Américas Antigas no [**Metropolitan Museum of Art**](https://www.metmuseum.org/), em Nova Iorque. É autor de inúmeros artigos sobre arte e arqueologia das Américas Antigas e integrou a equipa curatorial de grandes exposições, tais como [***«Golden Kingdoms: Luxury and Legacy in the Ancient Americas***](https://www.metmuseum.org/exhibitions/listings/2018/golden-kingdoms)» e [***«Fiery Pool: The Maya and the Mythic Sea***](https://www.kimbellart.org/exhibition/fiery-pool-maya-and-mythic-sea)». O seu livro sobre os maias pré-clássicos, [***«Architecture and the Origins of Preclassic Maya Politics»***](https://www.amazon.com/Architecture-Origins-Preclassic-Maya-Politics/dp/1107145376), foi publicado pela Cambridge University Press em 2017. James obteve o mestrado e o doutoramento em Antropologia pela Universidade de Brown.

#### Editorial Review

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## Sobre o Autor

James Blake Wiener tem um interesse particular em intercâmbios interculturais e em história mundial. Ele é cofundador da World History Encyclopedia e anteriormente era o Diretor de Comunicações.
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## Links Externos

- [Mayan Shaman Reveals Spiritual Practices and Cultural Identity](https://www.peopleareculture.com/mayan-shaman/)

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### APA
Wiener, J. B. (2026, August 02). Entrevista: Maia Pré-clássico. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1218/entrevista-maia-pre-classico/>
### Chicago
Wiener, James Blake. "Entrevista: Maia Pré-clássico." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, August 02, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1218/entrevista-maia-pre-classico/>.
### MLA
Wiener, James Blake. "Entrevista: Maia Pré-clássico." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 02 Aug 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1218/entrevista-maia-pre-classico/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 02 August 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

