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title: Alcorão
author: Sikeena Karmali Ahmed
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-732/alcorao/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-05-09
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# Alcorão

_Escrito por [Sikeena Karmali Ahmed](https://www.worldhistory.org/user/sikeenakarmalia/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

O Alcorão (também escrito como Corão ou Corán), revelado no século VII, é o livro sagrado do Islão, seguindo a tradição das fés abraâmicas, com a Torá como o livro sagrado do Judaísmo e o [Novo Testamento](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11401/novo-testamento/) como o livro sagrado do [Cristianismo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-665/cristianismo/).

Tarif Khalidi, um historiador palestiniano que foi anteriormente Professor de Árabe de Sir Thomas Adams na Universidade de Cambridge e que detém atualmente a Cátedra Shaykh Zayed de Estudos Árabes e Islâmicos na Universidade Americana de Beirute, afirma:

> O Alcorão é o texto central de uma grande [civilização](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10175/civilizacao/) religiosa e de uma das principais línguas do mundo. Tanto para a civilização islâmica como para a língua árabe, o Alcorão consagra uma autoridade definitiva concedida a poucos textos na história.
> (Khalidi, pág. ix)

### **A Revelação**

Para os fiéis muçulmanos, o Alcorão contém os versículos da palavra de [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/), tal como revelados na língua árabe ao Profeta Maomé (também escrito Muhammed, cerca de 570 – 632) ao longo de 22 anos, aproximadamente entre 610 e 632. A palavra *«Alcorão»* deriva do verbo árabe *«qara'a»*, que significa ler ou recitar. A primeira sura (capítulo) revelada ao Profeta Maomé enquanto este se encontrava num retiro espiritual numa caverna foi:

> Em nome de Deus,
> Misericordioso para com todos,
> Compassivo para com todos!
> Recita, em nome do teu Senhor!
> Aquele que criou!
> Ele criou o homem \[a humanidade\] a partir de um coágulo de sangue.
> Recita! O teu Senhor é o mais generoso.
> Ele ensinou com a caneta.
> Ele ensinou ao homem \[à humanidade\] o que ele não sabia.
> *Sura* 96 O Coágulo de Sangue, *Aya* (Versículos) 1-5 (tradução de Khalidi, pág. 515)

Textos fundamentais da tradição do património islâmico, os ditos, os *hadith (* relatos) e as histórias que formam a *sunna*, um registo da vida do Profeta, relatam a ocasião da revelação do Alcorão ao Profeta na Noite do Poder, *Laylat al-Qadr* – geralmente atribuída à 23.ª ou 27.ª noite do mês do Ramadão – sagrada para os muçulmanos. No ano de 610, aos 40 anos de idade, Maomé sentou-se em meditação na caverna do Monte Hira e foi abordado pelo anjo Gabriel, que lhe ordenou: "Recita!" Maomé foi incapaz de falar até à terceira vez que lhe foi ordenado e, então, recitou a *sura* (capítulo) 96 acima. Perturbado por este encontro, Maomé partiu em busca da sua esposa Khadija, que o envolveu num manto para o impedir de tremer.

[ ![Folio from Nurse's Qur'an (Mushaf al-Hadina)](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/19825.jpg?v=1734549544-1734616925) Fólio do Alcorão da Ama (Mushaf al-Hadina) Metropolitan Museum of Art (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/19825/folio-from-nurses-quran-mushaf-al-hadina/ "Folio from Nurse's Qur'an (Mushaf al-Hadina)")No entanto, recebeu então a revelação da Sura 74, que lhe dizia para se levantar e pregar a sua mensagem:

> Em nome de Deus,
> Misericordioso para com todos,
> Compassivo para com cada um!
> Tu que estás envolto nas tuas vestes:
> Levantai-vos e admoestai!
> Magnifica o teu Senhor!
> Purifica as tuas vestes!
> E abandonem a impureza!
> E não deis esperança de obter mais! Sede firmes para com o vosso Senhor!
> *Sura* (Capítulo) 74 Envolvido, *Aya (* Versículos) 1-7 (tradução de Khalidi, pág. 486)

### **A Compilação do Alcorão**

Durante a vida do Profeta, muitos dos seus companheiros mais próximos, entre os quais se destacava o seu primo Ali ibn Abu Talib, envidaram esforços para transcrever os versículos que recitava. No entanto, a cultura literária da sociedade de Meca durante o século VII era mais oral do que [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/) e, consequentemente, a transmissão dos versículos do Alcorão entre a comunidade muçulmana nascente (Umma) fazia-se através da recitação e da palavra falada. Aproximadamente 18 anos após a morte do Profeta Maomé, por volta do ano 650, os versículos do Alcorão foram recolhidos e compilados na forma atual do livro pelo terceiro califa muçulmano, Uthman ibn Affan (cerca de 573-656).

[ ![The Five Pillars of Islam (Arkan al-Islam)](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/19955.png?v=1760428860-1760428982) Cinco Pilares do Islão (Arkan al-Islam) Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/19955/the-five-pillars-of-islam-arkan-al-islam/ "The Five Pillars of Islam (Arkan al-Islam)")A morte do Profeta Maomé foi imediatamente seguida por um cisma quanto ao legítimo sucessor da autoridade do Profeta. Para os muçulmanos sunitas, que constituem a maioria do mundo muçulmano atual, este foi Abu Bakr (cerca de 570–674), um dos primeiros convertidos ao Islão e companheiro próximo do Profeta. Para os muçulmanos xiitas, Ali ibn Abu Talib, primo do Profeta e também marido da sua filha Fátima — a sua única filha sobrevivente da sua primeira mulher Khadija, e pai dos seus netos por parte dela. Ali foi também a primeira pessoa, depois de Khadija, a aceitar o Islão e a reconhecer a profecia de Maomé.

Após a morte do Profeta, Abu Bakr envidou esforços imediatos para transcrever os versículos do Alcorão. Segundo historiadores xiitas, Ali — o primeiro imã xiita ou herdeiro da autoridade do Profeta, e o quarto califa sunita ou imperador religioso-político da comunidade muçulmana — foi um dos primeiros escribas a registar os versículos do Alcorão e a compilá-los num códice conhecido como o Mushaf de Ali. O Mushaf reuniu as revelações do Alcorão, organizando-as cronologicamente de acordo com as datas de revelação.

No entanto, o códice de Ali foi rejeitado pelo califa Uthman, alegadamente por razões políticas devido à contenda entre as primeiras comunidades sunitas e xiitas. Em vez disso, Uthman compilou o Alcorão, organizando os versículos após a *Fatiha* ou Abertura por comprimento de capítulo, do mais longo ao mais curto, resultando no Alcorão que temos hoje. O Alcorão foi o primeiro livro escrito na língua árabe, que possui 28 letras. Este [alfabeto](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-73/alfabeto/) é escrito utilizando 18 *rasm* (formas) que são depois distinguidas por *i'jam* (pontos acima e abaixo) e por *harakat* (vogais curtas), também aplicadas acima e abaixo do *rasm*. Os primeiros textos escritos dos versículos do Alcorão utilizavam uma [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-72/escrita/) inclinada chamada *hijaz*, que antecede a escrita *kufi*, posterior, mais angular e geométrica. Muitas vezes, os *i'jam* e *os harakat*estavam ausentes destes textos, que serviam mais como um auxílio à memória para os recitadores já familiarizados com os versículos do que como um registo escrito do Alcorão. O Alcorão de Uthman foi um dos primeiros a incorporar *i'jam e* *harakat*, criando um livro que alguém que nunca tivesse ouvido as recitações orais dos versículos pudesse ler.

[ ![18th-century Mughal Miniature Quran](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/19826.jpeg?v=1751859915-1734616805) Miniatura do Alcorão Mogol do século XVIII Victoria & Albert Museum (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/19826/18th-century-mughal-miniature-quran/ "18th-century Mughal Miniature Quran")O professor Azim Nanji afirma em *The Penguin Dictionary of Islam* (*Dicionário do Islão da Penguim*),

> …era importante estabelecer uma versão escrita fixa, a fim de evitar o risco de violar o texto sagrado e impedir que surgissem divergências quanto ao seu conteúdo. Com base na sistematização e organização anteriores, foi compilado um texto escrito e foram enviadas cópias para todas as regiões do crescente mundo muçulmano. Para os muçulmanos, portanto, o texto do Alcorão existe inalterado há catorze séculos e acredita-se que contenha a mensagem completa revelada ao Profeta.
> (Nanji, pág. 150)

O Alcorão, tal como o conhecemos hoje, tem 114 *suras* ou capítulos. O número de versículos varia muito entre as *suras*. As *suras* também estão catalogadas como tendo sido reveladas ao Profeta enquanto este se encontrava em Meca (610-622) ou em Medina (622-632). Por conseguinte, mantêm-se ainda algumas informações cronológicas. Cada capítulo, com exceção do capítulo 9, começa com a *basmala*:

> Em nome de Deus,
> Misericordioso para com todos,
> Compassivo para com todos!
> (Khalidi, pág. 3)

### “**A Palavra de Deus**”

A sociedade de Meca, na época do Profeta Maomé, era uma sociedade de reis-poetas. Muitas vezes, a tribo que governaria Meca e controlaria as suas lucrativas rotas comerciais era decidida por um concurso de poesia. No entanto, grande parte da população da Arábia era analfabeta, pelo que a cultura literária era oral. Em consonância com a tradição abraâmica de identificar os seus profetas através de milagres — para [Moisés](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-14009/moises/), a divisão do Mar Vermelho; para Jesus, o seu nascimento virginal e a ressurreição —, o milagre de Maomé consistiu num homem alegadamente analfabeto, de pé nas ruas de Meca, a recitar poesia que ultrapassava em muito tudo o que os mecanos tinham ouvido antes. Isso fez com que parassem no seu caminho e os obrigou a ouvir um homem que, de outra forma, teriam ridicularizado.

Muhammad Asad (1900-1992) nasceu Leopold Weiss em Lviv, na Ucrânia, numa família de rabinos judeus. Converteu-se ao Islão em 1926, durante uma visita ao Médio Oriente, e tornou-se um dos intelectuais mais célebres do Islão. Escreveu na introdução da sua tradução do Alcorão, intitulada *"A Mensagem do Alcorão*":

> ...ao contrário de qualquer outro livro, o significado e a apresentação linguística do Alcorão formam um todo indissolúvel. A posição das palavras individuais, as frases, o ritmo e o som das suas expressões e a sua construção, a forma como as metáforas fluem quase imperceptivelmente para uma afirmação pragmática, o uso da ênfase acústica não apenas ao serviço da retórica, mas como um meio de descarregar, as ideias não ditas mas claramente implícitas, tudo isto torna o Alcorão intraduzível — um facto que tem sido salientado por tradutores anteriores e por todos os estudiosos árabes.
> (Asad, pág. iii)

Muitos acreditam que o milagre do Alcorão reside na sua recitação e audição. A cadência lírica da sua linguagem e ritmo transporta uma ressonância musical que comove o ouvinte, independentemente de este compreender a língua árabe. Como afirma Tarif Khalidi: "Quando recitado, flui com uma sonoridade que a opinião comum dos muçulmanos considera capaz de provocar lágrimas de arrependimento e conforto ou, por outro lado, um arrepio de medo e tremor." (Khalidi, pág. ix) Os muçulmanos de hoje, tal como na época do Profeta, reúnem-se frequentemente para ouvir a recitação de um versículo do Alcorão, receber as suas bênçãos espirituais e, em seguida, discutir e debater o seu significado.

Linguisticamente, a língua do Alcorão tornou-se o modelo de perfeição em gramática, estilo, uso, sintaxe e ritmo para a língua árabe e a sua literatura. Os monges cristãos no Médio Oriente, especialmente os jesuítas, eram famosos por estudarem o Alcorão para que pudessem destacar-se na língua árabe e na sua tradução. Mesmo na era moderna, famosos estudiosos cristãos árabes destacaram-se no estudo da linguística do Alcorão, tornando-se professores e mentores para os árabes. Entre eles contam-se os estudiosos libaneses Nasif Yaziji (1800-1871), Butrus (Pedro) al-Bustani (1819-1883), o poeta Maroun Aboud (1886-1962) e o linguista Emile Badi Yaqoub (Emile B. Jacob) (1950-).

### ***Tafsir* (Interpretação e Exegese)**

Aceite pelos muçulmanos como "A Palavra de Deus", o texto do Alcorão gerou um extenso corpus de estudos, leituras detalhadas, comentários e interpretações, tanto islâmicos como não islâmicos. A [ciência](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-351/ciencia/) e o estudo do comentário, interpretação e exegese do Alcorão são designados por *tafsir (* do árabe *fassara*, que significa explicar ou elucidar). A erudição resultante do *tafsir* é ricamente diversificada na variedade e no âmbito da interpretação e compreensão do Alcorão.

[ ![Al-Wajiz Commentary Folio](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/19827.jpg?v=1734616437-1734616452) Fólio do Comentário Al-Wajiz Victoria & Albert Museum (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/19827/al-wajiz-commentary-folio/ "Al-Wajiz Commentary Folio")Na longa história do *tafsir* e da tradução do Alcorão, a psicóloga e estudiosa sufi iraniano-americana Laleh Bakhtiar (1938-2020) produziu, em 2007, uma tradução intitulada *The Sublime Qur’an que* (*O Sublime Alcorão*) se destaca pela sua dedicação à consistência linguística e à leitura neutra em termos de género. Procurando traduzir para o inglês a polifonia da língua árabe do Alcorão, Bakhtiar adotou o método de tradução da [Bíblia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-191/biblia/) King James, denominado «equivalente formal». Nas suas palavras, "...é o tipo de tradução mais objetivo porque se usa a mesma palavra sempre que \[ela ocorre\]..." (Karmali, pág. 50). Uma das poucas mulheres norte-americanas a ter traduzido o Alcorão, ela também aspira a reproduzir na sua versão em inglês a linguagem neutra em termos de género e inclusiva do Alcorão árabe. Por exemplo, a palavra árabe no Alcorão usada para se referir à humanidade é *al-insān.* Ora, a língua árabe tem três classes de género para as suas palavras: masculino, feminino e neutro. No entanto, o equivalente habitual em inglês para *al-insān*, mankind – não capta esta neutralidade de género, pelo que Bakhtiar o traduz como “humankind”. Além disso, a palavra *al-kāfirūn* (sura 109), que é normalmente traduzida como “os incrédulos” ou “os infiéis”, é traduzida por ela como “os ingratos”.

Algumas escolas de pensamento islâmicas, especialmente as tradições místicas xiitas e sufistas, atribuem um significado interno e externo ao Alcorão. Ou seja, acreditam que, para além do significado linguístico explícito do Alcorão, existe um entendimento oculto ou esotérico. Esta interpretação do significado interno do Alcorão é chamada *taw’il*.

### **A Caligrafia e as Artes do Livro**

A arte islâmica é, em muitos aspetos, iconoclasta — ou seja, não inclui o tipo de iconografia que a arte cristã aplica numa escultura ou pintura da Virgem Maria ou de Jesus Cristo. A arte religiosa é frequentemente inspirada pelo milagre correspondente do seu profeta. Por isso, a arte islâmica é definida pelo "impulso estético" (Nanji, pág. 150) de capturar a glória linguística e musical da linguagem do Alcorão na forma escrita. Os versículos do Alcorão são copiados com a mesma diligência e reverência que se atribui à leitura, recitação e estudo do Alcorão. O domínio da palavra escrita, aliado à iluminura e à ornamentação, criou cópias do Alcorão que se contam entre os objetos mais apreciados e valorizados da arte sacra. Muitas cópias famosas e célebres do Alcorão podem ser encontradas em museus de todo o mundo.

[ ![Talismanic Shirt with Qur'anic Verses](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/19828.jpg?v=1734616493-1734616506) Camisa Talismânica com Versículos Alcorânicos Victoria & Albert Museum (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/19828/talismanic-shirt-with-quranic-verses/ "Talismanic Shirt with Qur'anic Verses")### **Os Poderes de Cura e da Proteção**

Muitos muçulmanos acreditam que os versículos do Alcorão têm qualidades curativas ou protetoras. Na Idade Média, os versículos do Alcorão eram recitados nas casas dos doentes, nos hospitais e em ocasiões de nascimento e morte. Citações do Alcorão, a *basmala* ou versículos como o *ayat al-Kursi* da *sura al-Baqarah* são inscritos em objetos do quotidiano – especialmente joias – e acredita-se que possuam propriedades talismânicas. Recitar versículos do Alcorão é entendido como um meio de implorar ao divino. Nos países muçulmanos, as crianças são por vezes enviadas às mesquitas locais para aprender a recitar o Alcorão de memória. Alguém que tenha memorizado todo o Alcorão é chamado de *hafiz*.

#### Editorial Review

This human-authored definition has been reviewed by our editorial team before publication to ensure accuracy, reliability and adherence to academic standards in accordance with our [editorial policy](https://www.worldhistory.org/static/editorial-policy/).

## Bibliografia

- Karmali, Sikeena . "The Sublime Translation ." *Ascent Magazine* , 2007.
- [Khalidi, Tarif & Khalidi, Tarif. *The Qur'an.* Penguin Classics, 2009.](https://www.worldhistory.org/books/0143105884/)
- [Laleh Bakhtiar. *The Sublime Quran.* Kazi Publications, Inc., 2007.](https://www.worldhistory.org/books/1567447503/)
- [Muhammad Asad & Muhammad Asad. *The Message of the Qur'an.* The Book Foundation, 2024.](https://www.worldhistory.org/books/1904510353/)
- [Nanji, Azim. *The Penguin Dictionary of Islam.* Penguin Books, 2008.](https://www.worldhistory.org/books/0141013990/)

## Sobre o Autor

Sikeena Karmali Ahmed é romancista, poeta e dramaturga, além de defensora dos direitos humanos, historiadora e crítica cultural. Atualmente, Sikeena é doutoranda no Instituto Warburg, em Londres, onde pesquisa a história do pensamento intelectual.
- [X/Twitter Profile](https://twitter.com/@AhmedSikeena )
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/in/sikeena-karmali-ahmed)

## Histórico

- **c. 610 CE - c. 632 CE**: The [Quran](https://www.worldhistory.org/quran/) is written.

## Perguntas & Respostas

### Qual é o tema principal do Alcorão?
Para os muçulmanos, o Alcorão é a palavra sagrada de Deus, revelada ao Profeta Maomé pelo arcanjo Gabriel na língua árabe. Contém versículos poéticos que expõem e explicam os fundamentos da fé islâmica, incluindo o monoteísmo, a conduta virtuosa, a oração regular, a caridade, a vida após a morte, os costumes sociais, o casamento e a família.

### Porque é que o Alcorão é diferente da Bíblia?
O Alcorão, assim como a fé islâmica, não se distingue da Bíblia ou do cristianismo. Pelo contrário, é entendido como a mensagem final de Deus na tradição abraâmica, que engloba a Torá e o judaísmo, a Bíblia e o cristianismo. O Alcorão faz referência à Bíblia como uma mensagem anterior enviada à humanidade e apresenta Jesus como um profeta anterior.

### O Alcorão menciona Jesus?
Jesus é mencionado ao longo de todo o Alcorão pelo seu nome árabe, Isa. É descrito como um dos principais profetas a quem foi confiada a mensagem de Deus sob a forma de uma revelação, bem como o espírito e a palavra de Deus. O seu nascimento de Maria é considerado milagroso e os seus milagres e pregação são relatados em narrativas. O Alcorão tem uma sura (capítulo) inteira dedicada a Maria e ao nascimento milagroso de Jesus.

### Quem escreveu o Alcorão?
Para os muçulmanos, o Alcorão é a palavra sagrada de Deus, revelada ao Profeta Maomé pelo arcanjo Gabriel na língua árabe. A mensagem do Alcorão foi inicialmente transmitida oralmente através da recitação. Por volta do ano 650, aproximadamente 18 anos após a morte do Profeta, os versículos do Alcorão foram recolhidos, transcritos e compilados na forma atual do livro pelo terceiro califa muçulmano, Uthman ibn Affan.


## Links Externos

- [The Noble Quran - Quran.com](https://quran.com/en)

## Cite Este Artigo

### APA
Ahmed, S. K. (2026, May 09). Alcorão. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-732/alcorao/>
### Chicago
Ahmed, Sikeena Karmali. "Alcorão." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, May 09, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-732/alcorao/>.
### MLA
Ahmed, Sikeena Karmali. "Alcorão." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 09 May 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-732/alcorao/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 09 May 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

