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title: Pecuária
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-51/pecuaria/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-05-07
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# Pecuária

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

A pecuária é geralmente definida como um ramo da agricultura que se ocupa da domesticação, reprodução e criação de animais para diversos fins, incluindo o trabalho (como no caso dos animais de grande porte), a alimentação, a proteção e a companhia (principalmente no caso dos cães), bem como a obtenção de bens materiais, tais como peles e ossos, utilizados na confeção de vestuário e na fabricação de ferramentas.

A domesticação dos animais remonta à [Primeira Revolução Agrícola](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23975/primeira-revolucao-agricola/), por volta de 10 000 a.C., embora provavelmente tenha começado muito antes, e tenha alterado significativamente o modo de vida das pessoas. Antes da domesticação dos animais, as comunidades humanas giravam em torno do paradigma caçador-recoletor, no qual se caçavam animais selvagens e se colhiam plantas; posteriormente, os animais e plantas domesticados incentivaram o estabelecimento de povoações permanentes com recursos à mão para as necessidades das pessoas.

Os primeiros animais domesticados foram os canídeos, utilizados para caça, proteção e companhia, seguidos provavelmente pelos ovinos e caprinos e, posteriormente, por outros animais, como as aves de capoeira. Animais de maior porte, como o equestre e o bovino, foram provavelmente domesticados depois dos mais pequenos. Os herbívoros foram escolhidos porque podiam subsistir da terra, e é por esta razão que os estudiosos defendem que a domesticação da vida vegetal deve ter precedido a dos animais — era necessária uma fonte de alimento fiável para que a população animal prosperasse — embora esta afirmação tenha sido contestada.

Uma vez estabelecida, entende-se que a criação de animais beneficiou os seres humanos de muitas formas, mas também elevou o nível de vida dos animais, que passaram a ser protegidos e cuidados. A partir dos séculos XVIII e XIX (embora existam exemplos anteriores), esta afirmação foi contestada por ativistas dos direitos dos animais, que argumentam que a criação de animais beneficia os seres humanos em detrimento dos animais e do ambiente, que passou a ser motivada pelo lucro sem ter em conta o bem-estar dos animais e que a criação comercial de animais na era moderna é, em última análise, insustentável.

### **Os Caminhos para a Domesticação**

Ambas palavras 'domesticação' (em português) e a inglesa *domestication* derivam do latim *domesticus*, que se refere ao lar («pertencente à casa»), enquanto *«husbandry»* significa «cuidar» ou «gerir com prudência» e, aplicada aos animais, refere-se ao cuidado, à criação e à gestão de espécies de animais anteriormente selvagens por parte dos seres humanos (em português pecuária advêm do latim *Pecunia* \[dinheiro\] que advêm de *Pecus* \[gado\]). Pensa-se que a domesticação dos animais foi incentivada pelas alterações climáticas que se seguiram à última Idade do Gelo, há cerca de 21 000 anos, que dispersaram a caça e obrigaram as pessoas a percorrer distâncias maiores para caçar e procurar alimento. Acredita-se que as sementes que caíam das plantas que colhiam foram observadas a germinar, o que incentivou a plantação intencional dessas sementes e o início da agricultura.

Acredita-se que os cães já tivessem sido domesticados na [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/) nesta altura, uma vez que as suas datas foram determinadas em cerca de há 32 000-18 800 anos, sendo o período mais antigo o mais provável. Acredita-se que os cães tenham evoluído a partir do lobo asiático e do lobo cinzento europeu e, embora continue a ser debatido qual foi domesticado primeiro, é provável que o lobo asiático tenha sido o primeiro e tenha sido posteriormente transportado para a [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15614/europa/), onde estes animais agora domesticados podem ter encorajado os lobos europeus a confiar e a aproximar-se das comunidades humanas – embora esta afirmação seja especulativa e tenha sido contestada.

É impossível saber, com certeza absoluta, como os primeiros animais foram domesticados, mas geneticistas e estudiosos desenvolveram várias teorias que foram aceites como razoavelmente sólidas. A académica Melinda A. Zeder, por exemplo, na sua obra *Pathways to Animal Domestication* (*Caminhos da Domesticação Animal*), descreve as três vias seguidas na domesticação de animais que são amplamente aceites pela comunidade académica:

- Via Comensal: Habituação – Parceria – Reprodução Dirigida
- Via da Presa: Presa – Gestão da Caça – Gestão do Rebanho – Reprodução
- Via de Orientação: Concorrente – Presa – Controlo – Reprodução orientada

Na Via Comensal, o animal habitua-se aos humanos por associação. Os lobos (*canis-*), por exemplo, foram provavelmente domesticados através da sua atração pelos ossos ou vísceras da fossa de lixo de uma comunidade ou, talvez, pelos restos que lhes eram atirados. Com o tempo, os lobos habituaram-se aos humanos, entraram numa parceria mutuamente benéfica e foram então reproduzidos diretamente para diferentes fins. Os gatos (*Felidae*) terão seguido esta mesma via para a domesticação.

[ ![Egyptian Cattle Herd](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/3027.jpg?v=1618239603) Manada de Gado Egípcio Jan van der Crabben (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/3027/egyptian-cattle-herd/ "Egyptian Cattle Herd")A Via da Presa refere-se a animais como os equinos, bovinos, ovinos e caprinos, que eram inicialmente presas dos humanos. Estes animais terão sido domesticados individualmente, acabando por ser geridos como rebanhos e, mais uma vez, sujeitos a reprodução direcionada de acordo com as necessidades humanas. A antiga presa, após a domesticação, torna-se um parceiro na comunidade humana e, mais uma vez, entende-se que beneficia tanto da relação como os humanos.

A Via Direcionada diz respeito a animais que eram anteriormente concorrentes por presas ou eram eles próprios presas (tais como cavalos, burros, camelos e elefantes, entre outros), que são colocados sob controlo humano e depois criados para fins específicos. No caso do elefante, tal teria sido para trabalho, caça, guerra ou entretenimento, como evidenciado pela sua utilização nas arenas da [Roma antiga](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-68/roma-antiga/). Zeder comenta:

> Este caminho rápido para a domesticação começa quando os humanos utilizam o conhecimento adquirido com a gestão de animais já domesticados para domesticar uma espécie selvagem que possui um recurso ou um conjunto de recursos que os humanos consideram desejáveis.
> (pág. 246)

Pensa-se que, após a domesticação do cão, os humanos utilizaram os mesmos tipos de abordagens para atrair e domesticar os outros animais.

### **A Domesticação Antiga**

Como observa Zeder, o caminho para a domesticação nem sempre decorreu rapidamente, nem o estilo de vida sedentário e agrário foi imediatamente adotado pelas comunidades de caçadores-recoletores. A evolução de caçadores nómadas para agricultores sedentários e criadores de animais foi um processo lento. O académico Marc van de Mieroop comenta:

> Não houve uma mudança repentina da caça e da recoleta para a agricultura, mas sim um processo lento durante o qual as pessoas aumentaram a sua dependência dos recursos que geriam diretamente, mas ainda complementavam a sua alimentação com a caça de animais selvagens. A agricultura permitiu um aumento do assentamento contínuo das pessoas.
> (pág. 12)

Na [Mesopotâmia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-34/mesopotamia/), a domesticação de plantas e animais já estava estabelecida por volta de 10 000 a.C. As escavações em lixeiras fora das vilas e cidades mesopotâmicas revelaram um declínio gradual no número de ossos de gazelas selvagens após 7000 a.C. (o que, segundo se sugere, indica um esgotamento da caça selvagem), enquanto aumenta o número de ossos de ovinos e caprinos domesticadas. Os estudiosos determinaram que estas ovelhas e cabras eram domesticadas, e não selvagens, com base no estado dos ossos e, claro, em inscrições e obras de arte.

[ ![Sumerians Milking Scene from Tell al-'Ubaid](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/10768.jpg?v=1712741763) Cena de Ordenha Suméria de Tell al-Ubaid Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/10768/sumerians-milking-scene-from-tell-al-ubaid/ "Sumerians Milking Scene from Tell al-'Ubaid")Considera-se provável que grupos de ovinos e caprinos selvagens tenham vindo pastar em torno de assentamentos humanos numa tentativa de escapar de predadores naturais que teriam evitado o contacto com os humanos. Com o tempo, estes animais tornaram-se cada vez mais mansos e passaram a ser uma fonte de alimento facilmente acessível, seguindo a rota do "Caminho da Presa" de Zeder. O trigo foi domesticado e amplamente utilizado na Mesopotâmia por volta de 7700 a.C., os caprinos por volta de 7000 a.C., os ovinos por volta de 6700 a.C. e os suínos por volta de 6500 a.C. Na altura da fundação da cidade de [Eridu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-129/eridu/), em 5400 a.C., a criação de animais era amplamente praticada, e os animais domesticados eram utilizados como mão-de-obra (por exemplo, na lavoura), como animais de estimação e como fonte de alimento. Os equinos foram domesticados por volta de 4000 a.C. e, com o tempo, tornaram-se um elemento importante na guerra.

Este mesmo padrão básico foi identificado nas regiões da [Civilização do Vale do Indo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10070/civilizacao-do-vale-do-indo/), do Egito e da China. No Vale do Indo domesticavam-se plantas e animais já no período pré-Harappano (cerca de 7000 a cerca de 5500 a.C.), e a domesticação já estava estabelecida antes do Período Predinástico no Egito (cerca de 6000 a cerca de 3150 a.C.) e antes da fundação da Aldeia de Banpo na China (cerca de 4500-3750 a.C.), onde se criavam canideos e suínos domesticados.

Por volta da mesma altura, os seres humanos noutras partes do mundo dedicavam-se à mesma prática. Nas Américas, durante a Fase Arcaica (8000-1000 a.C.), foram estabelecidos assentamentos permanentes à medida que as plantas e os animais eram domesticados. A [civilização](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10175/civilizacao/) Caral-Supe, a mais antiga das Américas (no atual Peru), já cultivava as "três irmãs": abóbora, feijão e milho; bem como outros vegetais, e tinha domesticado o lama (Família: *Camelidae* / Camelídeos) como animal de carga antes de 3000 a.C. A [civilização olmeca](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11440/civilizacao-olmeca/), os maias, o [Império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) asteca e outros seguiram o mesmo modelo, tal como fizeram aqueles a norte deles que estabeleceram os grandes centros culturais, como Cahokia e Poverty Point.

A domesticação de plantas e animais produziu uma mudança dramática na forma como as pessoas viviam. As civilizações que dependiam da caça e da coleta como meio de subsistência passaram a construir assentamentos permanentes e a dedicar-se a uma existência pastoral, dependendo do seu gado e das suas colheitas. De facto a Revolução Agrícola é considerada o ponto de partida da civilização, pois possibilitou os cinco aspetos que definem o conceito:

- excedente alimentar
- divisão do trabalho
- [urbanização](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-46/urbanizacao/)
- governo
- um sistema de [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/)

Além disso, assim que as pessoas perceberam que os animais podiam ser domesticados, as criaturas passaram a ser incorporadas nos rituais mais básicos e difundidos da cultura, nomeadamente em ritos religiosos como oferendas sacrificiais ou como representantes dos deuses e do conceito de ordem.

### **A Domesticação e a Ordem**

Na Mesopotâmia, no Egito e noutras civilizações, os deuses eram associados ao estabelecimento da ordem. Com o tempo, a domesticação dos animais parece ter adquirido o mesmo significado. Os seres humanos, como colaboradores dos deuses na manutenção do mundo ordenado, estavam a fazer a sua parte ao domar o que era selvagem e a colocá-lo sob o seu controlo.

[ ![Early Domestication of Cattle](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/2887.jpg?v=1744849216) Domesticação Inicial do Gado Unknown (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/2887/early-domestication-of-cattle/ "Early Domestication of Cattle")A adoração de animais no Egito é bem conhecida, mais notavelmente a sua reverência pelo gato, associado à deusa do lar e do fogo, Bastet, mas muitas culturas antigas incorporaram imagens de animais nos seus ícones e práticas religiosas. Os animais selvagens passaram a representar as forças indomáveis no universo (como os leões da deusa [Inanna](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10035/inanna/) na Mesopotâmia), enquanto as criaturas domesticadas simbolizavam conforto e segurança (por exemplo, o cão na Grécia e em Roma). Na Índia, segundo o estudioso Will Durant:

> Não havia uma verdadeira separação entre animais e homens; tanto os animais como os homens tinham almas e as almas passavam perpetuamente dos homens para os animais e vice-versa; todas estas espécies estavam entrelaçadas numa teia infinita de *karma* e reencarnação. O elefante, por exemplo, tornou-se o [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) [Ganesha](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11593/ganesha/) e era reconhecido como o filho de [Shiva](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10216/shiva/); ele personificava a natureza animal do homem e, ao mesmo tempo, a sua imagem servia como um amuleto contra a má sorte.
> (pág. 509)

O [hinduísmo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10215/hinduismo/), o jainismo e o [budismo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11144/budismo/) ensinavam todos o conceito de reencarnação e encorajavam a crença, como observa Durant, de que as almas dos animais eram da mesma substância eterna que aquelas que animavam os humanos. Ao domesticar os animais, as pessoas estavam a retirá-los de um mundo perigoso de incerteza para a segurança da comunidade humana. Pensa-se que o povo da Civilização do Vale do Indo adorava uma Deusa Mãe cujo consorte masculino é retratado na companhia de animais selvagens, possivelmente uma referência à aprovação dos deuses da sua domesticação ou aos deuses a oferecerem proteção contra elementos fora do controlo humano. O animal domesticado passou a simbolizar a ordem em oposição ao caos do mundo indomado.

A pecuária, definida especificamente como o cuidado com os animais, atingiu o seu auge no mundo antigo no Egito, onde gatos e cães eram tratados como se fossem parte da família humana em que viviam. Foram descobertas múmias de gatos e cães em túmulos no Egito, e os egípcios sentiam um carinho tão profundo pelos seus gatos, observa [Heródoto](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-234/herodoto/), que após a morte de um destes animais de estimação rapavam as sobrancelhas e formavam uma procissão fúnebre de luto. Outros animais eram também chorados como qualquer membro da família, e esta prática foi posteriormente observada na Grécia e em Roma, onde foram erigidos monumentos aos animais de estimação falecidos.

Uma vez domesticados, os animais tornaram-se parte da história humana e, tal como as pessoas trabalhavam ao serviço dos deuses, também os animais serviam as pessoas. O estudioso Stephen Bertman comenta:

> Na antiga Mesopotâmia, os animais domesticados mais importantes eram os bois e os burros, por um lado, e as ovelhas e as vacas, por outro. Os primeiros serviam como animais de tração; os segundos eram criados pelo leite e pelas peles e lã que podiam ser transformadas em vestuário… Os currais incluíam também patos e gansos criados pelos ovos e pela carne… e há evidências de que os antigos mesopotâmios criavam suínos.
> (pág. 246)

Os animais eram criados para servir estes e muitos outros propósitos na antiga Mesopotâmia, mas também estavam diretamente ligados à divindade, tal como talvez acontecesse no Vale do Indo. Gula, a deusa [suméria](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-114/sumeria/) da cura, é frequentemente retratada na companhia de um cão, e ambos aparecem frequentemente como amuletos de proteção. Este mesmo paradigma aplica-se à Mesoamérica, onde os animais estavam igualmente associados ao divino, especialmente os cães, que se acreditava serem capazes de conduzir em segurança as almas dos mortos ao paraíso.

### **Conclusão**

Ao mesmo tempo que os cães e os outros animais estavam associados à divindade, os mesmos eram mantidos como fonte de alimento e entendidos principalmente como utilidades ao serviço da humanidade. Uma observação interessante proveniente do campo da [arqueologia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-421/arqueologia/) genómica é como a criação seletiva de animais domesticados alterou as várias espécies. As orelhas caídas de coelhos, ovelhas e certas raças de cães são o resultado de uma criação direcionada pelos humanos, através da qual as orelhas caídas passaram a ser um sinal de submissão. Manchas ou outras marcas distintivas em animais, incluindo gatos, vacas, cães, cabras, cavalos e coelhos, parecem ser uma consequência inadvertida da criação direcionada.

Os animais foram criados para reter características favoráveis (tais como a procura de atenção e a adaptabilidade às mudanças no ambiente) e eliminar as desfavoráveis (incluindo a dificuldade de adaptação e a desconfiança em relação aos humanos). Zeder observa que "em todos os animais domesticados, a resposta comportamental mais importante à domesticação é a redução da desconfiança e a baixa reatividade a estímulos externos" (pág. 232). Esta redução na desconfiança parece corresponder a uma redução no tamanho do cérebro, uma vez que Zeder observa que os animais domesticados sofreram uma redução significativa na massa cerebral quando comparados com os animais selvagens e como as raposas-prateadas (*Vulpes vulpes*), criadas para serem dóceis, "sofreram uma redução na altura e largura craniana e, por inferência, no tamanho do cérebro, após apenas 40 anos de criação intensiva" (pág. 233).

[ ![Deer Mosaic, Carthage](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/5201.jpg?v=1617879604) Mosaico do Veado, Cartago Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/5201/deer-mosaic-carthage/ "Deer Mosaic, Carthage")Nos séculos XVIII e XIX, houve uma reação contra a prática de criar e manter animais domesticados, centrando-se na alegação de que os animais tinham o direito de viver as suas próprias vidas naturalmente e não deviam ser obrigados a servir a humanidade. O filósofo britânico Jeremy Bentham (1748-1832) rejeitou a domesticação de animais como antiética, na medida em que levava ao seu sofrimento e os privava do tipo de vida que deveriam viver. Esta afirmação é repetida por ativistas dos direitos dos animais da atualidade, como Peter Singer, Liz White e o guitarrista Brian May, entre muitos outros.

Neste momento, parece improvável que o paradigma venha a mudar e, por isso, muitos ativistas modernos defendem não a abolição da criação de animais domesticados, mas sim um tratamento mais humano e ético dos mesmos em atividades como a pecuária industrial. Estes ativistas, e outros que não estão diretamente associados aos direitos dos animais propriamente ditos, observam que as políticas atuais que orientam a utilização de animais domesticados contribuem diretamente para as alterações climáticas — sobretudo as relativas ao gado — e são insustentáveis para os seres humanos, o ambiente e os próprios animais.

#### Editorial Review

This human-authored definition has been reviewed by our editorial team before publication to ensure accuracy, reliability and adherence to academic standards in accordance with our [editorial policy](https://www.worldhistory.org/static/editorial-policy/).

## Bibliografia

- [Bertman, S. *Handbook to Life in Ancient Mesopotamia.* Oxford University Press, 2005.](https://www.worldhistory.org/books/0195183649/)
- [Dogs first domesticated in Europe, study says | CNN](https://www.cnn.com/2013/11/14/health/dogs-domesticated-europe#:~:text=Scientists%20suggest%20in%20a%20new,a%20particularly%20large%20wolf%20species. "Dogs first domesticated in Europe, study says | CNN"), accessed 22 Oct 2022.
- [Durant, W. *Our Oriental Heritage.* Simon & Schuster, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/B00005WJGO/)
- [Leick, G. *The A to Z of Mesopotamia.* Scarecrow Press, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/0810875772/)
- [Scarre, C. & Fagan, B.F. *Ancient Civilizations.* Pearson, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/B00EFPWA7M/)
- [Singer, P. *Ethics Into Action.* Rowman & Littlefield Publishers, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/B01NCQBL6G/)
- [Van De Mieroop, M. *A History of the Ancient Near East, ca. 3000-323 BC.* Wiley-Blackwell, 2015.](https://www.worldhistory.org/books/111871816X/)
- Zeder, M. A. "Pathways to Animal Domestication." *Biodiversity in Agriculture*, 2012, pp. 229-259.

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Histórico

- **c. 12000 BCE - 10000 BCE**: Domestication of dogs and cats already taken place
- **7700 BCE**: First domesticated wheats in the [Fertile Crescent](https://www.worldhistory.org/Fertile_Crescent/).
- **7000 BCE**: Domestication of goats.
- **7000 BCE**: A decline in the finds of gazelle bones suggest that domesticated animals were eaten more frequently due to a depletion of wild game.
- **6700 BCE**: Domestication of sheep.
- **6500 BCE**: Domestication of pigs.

## Perguntas & Respostas

### Quando é que os animais foram domesticados pela primeira vez? 
Os animais foram domesticados há cerca de 12 000 anos. 

### Qual foi o primeiro animal que se pensa ter sido domesticado?
O lobo (cão) é considerado o primeiro animal a ter sido domesticado. 

### De que forma a domesticação dos animais afetou a vida das pessoas? 
A domesticação dos animais impulsionou a transição de uma sociedade de caçador-recoletor para uma comunidade pastoril-agrícola com povoações permanentes. A Revolução Agrícola de 10 000 a.C. e a domesticação dos animais são consideradas o início da civilização. 

### Onde teve início a criação de animais? 
A criação de animais terá provavelmente tido início na Mesopotâmia, mas acredita-se também que tenha surgido de forma independente noutros locais.  


## Links Externos

- [Dogs first domesticated in Europe, study says](http://www.cnn.com/2013/11/14/health/dogs-domesticated-europe/)
- [The Origins of Civilization, Gil Stein](http://teachmiddleeast.lib.uchicago.edu/foundations/origins-of-civilization/framing-the-issues/issue-01.html)

## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, May 07). Pecuária. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-51/pecuaria/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Pecuária." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, May 07, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-51/pecuaria/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Pecuária." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 07 May 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-51/pecuaria/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 07 May 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

