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title: Jezabel
author: Joshua J. Mark
translator: Raimundo Raffaelli-Filho
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-502/jezabel/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-07-24
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# Jezabel

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Raimundo Raffaelli-Filho](https://www.worldhistory.org/user/raffaelli-filho)_

Jezabel (às vezes grafada Jezebel), falecida por volta de 842 a.C., foi uma princesa [fenícia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-183/fenicia/) de [Sídon](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-501/sidon/) que se casou com Acabe, rei de Israel (reinou de aprox. 871 a 852 a.C.), segundo os livros bíblicos de 1 e 2 Reis; neles, ela é retratada de forma negativa, como prostituta intrigante que corrompe Israel e desafia abertamente os mandamentos de [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/).

Sua história é conhecida apenas por meio da [Bíblia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-191/biblia/) (embora evidências arqueológicas recentes tenham confirmado sua historicidade), onde ela aparece como a antagonista maligna de Elias, o profeta do deus Javé. Os confrontos entre Jezabel e Elias são narrados como uma batalha pelo futuro religioso do povo de Israel: Jezabel incentiva o politeísmo cananeu nativo, enquanto Elias luta pela visão monoteísta de um único deus masculino e todo-poderoso.

No final, Elias vence essa disputa: Jezabel é assassinada por seus próprios guardas, sendo lançada da janela do palácio para a rua, onde é devorada por cães. Os autores bíblicos observam que sua morte havia sido profetizada anteriormente por Elias e que ela ocorreu exatamente conforme as palavras dele — e, portanto, de acordo com a vontade do deus de Elias.

Seu nome tornou-se sinônimo do conceito de sedutora malvada devido à interpretação de algumas de suas ações (como maquiar-se para, supostamente, seduzir seu adversário Jeú — ungido por Eliseu, sucessor de Elias, para destruí-la); assim, chamar uma mulher de "Jezabel" equivale a rotulá-la como “sexualmente promíscua e desprovida de moral”.

Estudos recentes, no entanto, têm tentado reverter essa associação e Jezabel é cada vez mais reconhecida como uma mulher forte que se recusou a aceitar o que via como a natureza opressiva da cultura religiosa de seu marido, buscando transformá-la.

### A Reputação em Transformação de Jezabel

A narrativa apresentada nos livros de 1 e 2 Reis retrata Jezabel como influência maligna desde o momento de sua chegada a Israel; ela corrompe o marido, a corte e o povo ao tentar impor suas crenças "ímpias" (isto é, faltando com respeito a valores religiosos e morais) ao Povo Escolhido do único Deus verdadeiro. O item 1 Reis 16:30-33 apresenta o Rei Acabe como monarca perverso, seduzido pela influência corruptora de sua nova esposa — sendo este o ponto de partida da história para o leitor:

> Acabe, filho de Onri, fez o que era mau aos olhos do Senhor, mais do que todos os que o antecederam. Ele não apenas \[cometeu vários pecados\], mas também se casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e passou a servir e adorar a [Baal](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-652/baal/). Ele ergueu um altar para Baal no templo de Baal que construiu em Samaria. Acabe também fez um poste sagrado dedicado a Aserá e provocou a ira do Senhor, o Deus de Israel, mais do que todos os reis de Israel que o precederam.

Tradicionalmente, a história de Jezabel é a de influência corruptora sobre o rei que já havia demonstrado ser um mau representante da cultura religiosa de seu reino. O relato bíblico pressupõe que o leitor saiba que Jezabel, vinda de Sídon, adorava o deus Baal e sua consorte Astarte — juntamente com muitas outras divindades — e que o politeísmo dos sidônios era comparável ao dos cananeus antes da ascensão de Israel e do monoteísmo na região. Visto que o monoteísmo e o [reino de Israel](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-180/reino-de-israel/) são apresentados sob uma ótica positiva, Jezabel, Sídon e Acabe são retratados de forma negativa.

[ ![Baal Statue](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/514.jpg?v=1777132882) Estátua de Baal Jastrow (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/514/baal-statue/ "Baal Statue")É possível que a narrativa bíblica descreva os acontecimentos com relativa precisão; no entanto, essa visão é contestada por estudiosos modernos, que tendem cada vez mais a uma nova interpretação do embate entre Jezabel e Elias. Nessa perspectiva, o conflito é visto como disputa entre o politeísmo e o monoteísmo na região, durante o século IX a.C. Assim, Jezabel é compreendida como uma princesa — filha de um rei e sacerdote — que tentava preservar sua herança cultural em terra estrangeira, resistindo a uma religião que ela não podia aceitar. A historiadora e especialista em estudos bíblicos Janet Howe Gaines comenta:

> Por mais de dois mil anos, Jezabel carregou a fama de ser a "má" da Bíblia, a mais perversa das mulheres. Essa antiga rainha foi tachada de assassina, prostituta e inimiga de Deus, e seu nome foi usado tanto para linhas de lingerie quanto para mísseis da Segunda Guerra Mundial. Mas quão depravada era Jezabel, de fato? Nos últimos anos, estudiosos têm buscado resgatar figuras femininas envoltas em sombras, cujas histórias são frequentemente contadas apenas de forma parcial na Bíblia. (1)

Embora tenha sido associada à sedução, à depravação e à prostituição durante séculos, surge uma compreensão mais precisa de Jezabel quando se considera a possibilidade de que ela fosse simplesmente uma mulher que se recusou a submeter-se às crenças e práticas religiosas de seu marido e da cultura dele. Pesquisas recentes — que proporcionaram melhor compreensão da [civilização](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10175/civilizacao/) fenícia, do papel da mulher e da disputa pelo domínio entre os seguidores do deus hebreu Javé e a fé mais antiga dos cananeus — sugerem uma imagem de Jezabel diferente e mais favorável do que a visão tradicional que se tem dela. A tendência atual entre os estudiosos é considerar a forte possibilidade de que ela fosse uma mulher à frente de seu tempo, inserida pelo casamento em uma cultura cuja classe religiosa a via como ameaça formidável.

### A História de Jezabel

Jezabel casou-se, por meio de um acordo, com o rei Acabe, do Reino de Israel, para consolidar aliança entre esse reino e sua terra natal, Sídon. Como observa Gaines, não há como saber se ela estava satisfeita com esse arranjo e, muito provavelmente, ela não passava de uma peça de xadrez política:

> A Bíblia não comenta o que a jovem Jezabel pensa sobre casar-se com Acabe e mudar-se para Israel. Seus sentimentos não despertam o interesse do \[escritor\] deuteronomista, nem são relevantes para o propósito didático da história. (2)

Ao chegar à sua nova casa, ela entra quase imediatamente em conflito com a classe religiosa ao trazer seus próprios sacerdotes e sacerdotisas e ao erigir santuários e templos dedicados aos deuses de suas próprias crenças e convicções. Sua atitude, aparentemente rebelde em relação à religião do marido, desagrada ao profeta Elias, que se opõe a ela desde o início. Elias anuncia que haverá uma grande seca na terra, visto que Deus está insatisfeito com as ações de Acabe e Jezabel; em seguida, ele se retira para o deserto — onde é guiado por seu Deus e realiza o famoso milagre de ressuscitar o filho da viúva de Sarepta (1 Reis 17) — mas depois retorna para desafiar Acabe e Jezabel a um confronto decisivo.

Quando ele volta, a seca já se tornara grave e o povo sofria com fome generalizada. Deus instrui Elias a dizer a Acabe que convoque o povo para testemunhar um duelo no Monte Carmelo entre os sacerdotes de Baal, ligados a Jezabel, e o próprio Elias. Elias invocaria Javé para incendiar um touro sacrificado sobre um altar, enquanto os sacerdotes de Baal invocariam Baal; a divindade que conseguisse incendiar o touro venceria o desafio e seria reconhecida como o verdadeiro Deus. Acabe aceita o desafio; o povo, os sacerdotes de Baal e Elias reúnem-se no Monte Carmelo.

[ ![The Story of Elijah](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/11971.jpg?v=1779451571) A História de Elias Lawrence OP (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/11971/the-story-of-elijah/ "The Story of Elijah")Para atrair a atenção de seu deus, os 850 sacerdotes de Baal “dançavam aos saltos ao redor do altar” (1 Reis 18:26). Eles também invocavam o nome dele para que ouvisse suas súplicas e enviasse fogo ao altar. Dançaram e oraram o dia todo, mas nenhuma resposta veio. Elias, sentado nas proximidades e observando-os, zomba dos sacerdotes e pergunta onde está o deus deles. Talvez, sugere ele, Baal esteja ocupado demais em algum lugar, comendo, mantendo relações sexuais ou entregue a algum outro prazer que o impeça de atender às orações deles.

Quando eles desistem, Elias se levanta para a sua vez e o autor de 1 Reis deixa claro qual divindade é a verdadeira, mostrando Iahweh responder imediatamente à oração de Elias:

> Desceu fogo do Senhor e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras e a terra; ao verem isso, todo o povo prostrou-se com o rosto em terra e clamou: O Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus! (1 Reis 18:38–39).

Elias venceu o desafio e seu deus provou ser o único Deus verdadeiro, soberano dos céus e da terra. Como campeão desse deus, cabe agora a Elias impor a vontade de sua divindade ao povo de Israel. Gaines escreve:

> Ironicamente, ao final do episódio do Monte Carmelo, Elias demonstra ser capaz das mesmas inclinações assassinas que anteriormente caracterizaram Jezabel, embora apenas ela seja criticada pelo autor deuteronomista. Após vencer o desafio no Carmelo, Elias ordena imediatamente à multidão que capture todos os profetas de Jezabel. Elias declara enfaticamente: ‘Agarrem os profetas de Baal; não deixem escapar nenhum deles’ (1 Reis 18:40). Elias conduz seus 450 prisioneiros até a torrente de Quisom, onde os massacra (1 Reis 18:40). Embora nunca se encontrem pessoalmente, Elias e Jezabel travam disputa acirrada pela supremacia religiosa. Aqui, Elias revela que ele e Jezabel compartilham fervor religioso semelhante, ainda que suas lealdades difiram profundamente. Ambos estão igualmente determinados a eliminar os seguidores um do outro, mesmo que isso implique assassiná-los. A diferença reside no fato de que o autor deuteronomista condena o assassinato dos servos de Deus cometido por Jezabel (em 1 Reis 18:4), mas valida a decisão de Elias de massacrar centenas de profetas de Jezabel. De fato, após Elias matar os profetas de Jezabel, Deus o recompensa enviando uma chuva muito necessária, encerrando a seca de três anos em Israel. Há, claramente, dois pesos e duas medidas aqui. O assassinato parece ser aceito, ou até mesmo venerado, desde que perpetrado em nome da divindade correta. (4)

Quando Jezabel fica sabendo do que Elias fez, ela ameaça a vida dele e ele foge da região (1 Reis 19:1-3). No entanto, isso não marca o fim da disputa de poder entre eles. O capítulo 21 de 1 Reis relata como Jezabel orquestra o assassinato do proprietário de terras Nabote (supostamente utilizando o anel de sinete de Acabe de forma ilícita para selar as mensagens enviadas) a fim de entregar as vinhas de Nabote a Acabe.

Acabe havia exigido que Nabote lhe vendesse as vinhas, visto que ele — Acabe — era o rei e as terras ficavam próximas ao seu palácio. Quando Nabote recusou, Jezabel armou acusação de traição contra ele e ordenou sua execução. Tudo isso é narrado de modo a retratar Jezabel como alguém dissimulado em suas ações, ao utilizar o anel de Acabe para assinar a sentença de morte de Nabote. Descobertas arqueológicas recentes, revelam, no entanto, que ela possuía seu próprio anel e, consequentemente, a autoridade de monarca para tomar as medidas que julgasse necessárias (*Science Daily*, 1). Embora não haja dúvida de que o assassinato de Nabote foi injusto, para uma rainha acostumada a impor sua vontade, pode ter parecido simples questão de política eliminar um súdito que desafiava a vontade da monarquia.

Seja como for, Elias retorna para confrontar Acabe pelo assassinato e prediz as mortes de Acabe e Jezabel, afirmando que os cães lamberão o sangue de Acabe do chão onde o sangue de Nabote foi derramado e "devorarão Jezabel junto ao muro de Jezreel" (1 Reis 21:17-23). ​​Acabe espera escapar desse destino arrependendo-se e vestindo-se de pano de saco, o que aplaca a Deus, levando-O a adiar o dia do acerto de contas para os reinados dos filhos de Acabe.

[ ![Jezebel & Ahab](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/11970.jpg?v=1718767028) Jezabel e Ahab Scarborough Art Gallery (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/11970/jezebel--ahab/ "Jezebel & Ahab")Elias havia ungido anteriormente um sucessor, Eliseu, que agora unge o general Jeú como o novo rei de Israel para destruir a casa de Acabe e Jezabel. Acabe já havia morrido, vítima de ferimentos sofridos em batalha, e a narrativa observa como os cães lambem seu sangue do chão, conforme profetizado por Elias. O filho de Acabe, Jorão, o sucede, mas é morto por Jeú, assim como o sobrinho de Jorão, Acazias, rei de Judá.

Jeú, então, se aproxima dos muros da cidade de Jezreel enquanto Jezabel “maquiou os olhos, arrumou os cabelos e olhou pela janela” (II Reis 9:30), o que tradicionalmente tem sido interpretado como tentativa de seduzir Jeú e se salvar. Se essa interpretação estiver correta, é difícil entender por que ela insulta Jeú, chamando-o de assassino, quando ele chega debaixo de sua janela.

Jeú ignora o insulto e reúne aqueles ao seu redor para sua causa. Ao ouvir o grito de Jeú, perguntando quem estava ao seu lado contra Jezabel, “dois ou três eunucos olharam para ele \[da janela de Jezabel\] e disseram: ‘Joguem-na para baixo!’”. Então eles a jogaram no chão e um pouco do seu sangue espirrou na parede e nos cavalos enquanto a pisoteavam” (II Reis 9:32).

A famosa cena de II Reis 9:30, na qual Jezabel se maquia antes de morrer, que tradicionalmente tem sido interpretada como sua tentativa de seduzir Jeú para que ele poupasse sua vida, e que em grande parte contribuiu para sua reputação de 'prostituta', agora é considerada por alguns estudiosos como a ação apropriada de uma Princesa de Sídon e Rainha de Israel, preparando-se para o seu fim com dignidade como monarca e verdadeira sacerdotisa de seus deuses.

[ ![Jehu](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/11972.jpg?v=1613062804) Jeú Walwyn (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/11972/jehu/ "Jehu")Depois de pisotear seu corpo com os cascos de seus cavalos, Jeú entra na cidade para comer e beber e só mais tarde dá a ordem para que alguém vá enterrar Jezabel, já que “ela era filha de um rei” (II Reis 9:34). Quando o povo vai enterrá-la, porém, não encontra nada além de seu crânio, seus pés e suas mãos; o resto de seu corpo foi comido por cães debaixo do túmulo. muros de Jezreel de acordo com a profecia de Elias.

### Conclusão

Os novos estudos acadêmicos, como observado, interpretam a história de Jezabel sob uma ótica muito mais positiva do que nas gerações anteriores. Tradicionalmente, ela foi vista como uma vilã unidimensional, mas, como sugere Gaines:

> Há mais nessa governante complexa do que a interpretação convencional permite perceber. Para alcançar avaliação mais positiva do conturbado reinado de Jezabel e compreensão mais profunda de seu papel, devemos avaliar as motivações dos autores bíblicos que a condenam. Além disso, precisamos reler a narrativa sob a perspectiva da própria rainha. À medida que reconstituímos o mundo em que Jezabel viveu, começa a surgir um retrato mais completo dessa mulher fascinante. A história não é nada agradável, e alguns — talvez a maioria — dos leitores continuarão perturbados pelas ações de Jezabel. No entanto, sua personalidade pode não ser tão sombria quanto estamos acostumados a pensar. Sua maldade nem sempre é tão óbvia, incontestável e inigualável quanto o autor bíblico pretende fazer parecer. (1)

As mulheres fenícias desfrutavam de enorme liberdade e eram consideradas quase iguais aos homens. Tanto homens quanto mulheres presidiam assembleias religiosas como sacerdotes e sacerdotisas e, como filha de um Sumo Sacerdote, Jezabel teria sido naturalmente iniciada no sacerdócio. Seu conflito contínuo com Elias foi interpretado por alguns simplesmente como um choque insolúvel de perspectivas culturais, visto que os israelitas não estavam acostumados a uma governante feminina forte, e Jezabel não estava habituada a ser tratada como cidadã de segunda classe.

Suas ações nem sempre foram as mais prudentes e, por vezes, foram simplesmente malignas (como no caso de Nabote), mas podem ser compreendidas como a maneira pela qual uma princesa fenícia lidaria com uma situação, sem se ater às normas culturais de seu marido. Jezabel rejeitava claramente as proibições que impediam as mulheres de participar plenamente dos rituais religiosos, bem como as restrições a elas impostas, conforme descrito pela pesquisadora Monique Alexandre:

> No lar, as mulheres eram responsáveis ​​pela pureza alimentar e sexual, mas desempenhavam papel religioso reduzido em sentido estrito. É verdade que desfrutavam do privilégio de acender as velas do Sabá e preparar o pão do Sabá, cabendo-lhes também lavar e vestir os corpos dos mortos e lamentar o falecimento deles. Contudo, as bênçãos e orações eram reservadas aos homens. (*Pantel*, 417)

Jezabel rejeitou esse tipo de vida para si mesma e para as mulheres do reino que passou a governar, tentando substituir a cultura monoteísta patriarcal — que ela considerava intolerável — por aquela em que havia crescido. Naturalmente, cabe a cada indivíduo decidir se deve encarar Jezabel sob essa perspectiva ou segundo a sua imagem tradicional. No entanto, um exame cuidadoso do texto — levando em conta o foco narrativo e o propósito dos autores dos livros de I e II Reis — pode levar o leitor a repensar a imagem popular da rainha Jezabel como mulher "perversa" e a vê-la, bem como ao seu nome infame, sob uma luz nova e mais favorável.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Ancient Seal Belonged To Queen Jezebel](https://www.sciencedaily.com/releases/2007/10/071026210336.htm "Ancient Seal Belonged To Queen Jezebel"), accessed 10 Mar 2020.
- [Coogan, M. D. & Smith, M. S. *Stories from Ancient Canaan.* Westminster John Knox Press, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/0664232426/)
- [Deen, E. *All of the Women of the Bible.* HarperOne, 1998.](https://www.worldhistory.org/books/0060618523/)
- [Holland, G. S. *Gods in the Desert: Religions of the Ancient Near East.* Rowman & Littlefield Publishers, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/0742562271/)
- [How Bad Was Jezebel? by Janet Howe Gaines](https://www.biblicalarchaeology.org/daily/people-cultures-in-the-bible/people-in-the-bible/how-bad-was-jezebel/ "How Bad Was Jezebel? by Janet Howe Gaines"), accessed 10 Mar 2020.
- [Miller, J. M. & Hayes, J. H. *A History of Ancient Israel and Judah.* Westminster Press, Philadelphia, 2006.](https://www.worldhistory.org/books/0664223583/)
- [Pantel, P. S. *A History of Women in the West: From Ancient Goddesses to Christian Saints.* Harvard University Press, 2020.](https://www.worldhistory.org/books/B01K0QLZFC/)
- [Various Ancient Authors. *The Bible; New International Version.* Zondervan, 2017.](https://www.worldhistory.org/books/031044876X/)

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Histórico

- **c. 871 BCE - c. 852 BCE**: Reign of King Ahab of [Israel](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Israel/).
- **c. 842 BCE**: Approximate [death](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Death/) of [Jezebel](https://www.worldhistory.org/jezebel/).

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### APA
Mark, J. J. (2026, July 24). Jezabel. (R. Raffaelli-Filho, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-502/jezabel/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Jezabel." Traduzido por Raimundo Raffaelli-Filho. *World History Encyclopedia*, July 24, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-502/jezabel/>.
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Mark, Joshua J.. "Jezabel." Traduzido por Raimundo Raffaelli-Filho. *World History Encyclopedia*, 24 Jul 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-502/jezabel/>.

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Enviado por [Raimundo Raffaelli-Filho](https://www.worldhistory.org/user/raffaelli-filho/ "User Page: Raimundo Raffaelli-Filho"), publicado em 24 July 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

