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title: Guerra do Peloponeso
author: Mark Cartwright
translator: Ricardo Albuquerque
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-342/guerra-do-peloponeso/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2025-04-26
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# Guerra do Peloponeso

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Ricardo Albuquerque](https://www.worldhistory.org/user/ricardorangelgo)_

A Guerra do Peloponeso, travada entre [Atenas](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-292/atenas/) e [Esparta](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-197/esparta/) e seus respectivos aliados, ocorreu em dois estágios: a partir de c. 460 a 446 e de 431 a 404 a.C. Com batalhas domésticas e no exterior, o longo e complexo conflito foi prejudicial para ambos os lados. Esparta, com apoio financeiro da Pérsia, venceu o conflito ao destruir a frota ateniense em Egospótamo, em 405 a.C.

### As Causas da Guerra

No século V a.C., Esparta e Atenas eram as duas grandes potências na Grécia e, de forma talvez inevitável, suas esferas de influência começaram a se sobrepor, causando conflitos. Ao que parece, Esparta estava particularmente alarmada com o crescente poder de Atenas, capaz de construir uma frota cada vez maior de navios graças aos tributos de seus aliados e dependentes. Os espartanos também suspeitavam do projeto ateniense de reconstruir as fortificações que protegiam o porto do Pireu, conhecidas como Longas Muralhas. Além disso, Esparta também se preocupava que sua inação resultasse na aliança da grande cidade-estado grega de [Corinto](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-218/corinto/) com Atenas.

O que se tornou conhecido como a Primeira Guerra do Peloponeso (c. 460-446 a.C.), menos intenso do que o conflito posterior, resumiu-se a disputas entre Atenas e Corinto, com intervenção ocasional de Esparta. Após a guerra, aconteceu a Paz de Trinta Anos, embora as hostilidades nunca tivessem realmente cessado, o que resultou em novo conflito generalizado a partir de 431 a.C.

Um ponto de discórdia nas relações entre espartanos e atenienses foi Potideia, em 432 a.C. Atenas queria madeira e minerais da Trácia e, assim, exigiu que Potideia removesse suas fortificações. Os potideianos pediram a proteção de Esparta e receberam uma promessa de assistência. Pouco depois, Atenas sitiou a cidade de qualquer maneira e emitiu os chamados Decretos Megarianos. Eles impediam a cidade de Mégara de usar os portos de Atenas ou de seus aliados, na prática impondo um embargo comercial. Esparta, aliada de longa data dos megarenses, solicitou a revogação do decreto, pois isso tornaria Mégara totalmente dependente de Atenas. Os atenienses, persuadidos por [Péricles](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-341/pericles/), recusaram, mas os espartanos evitaram uma declaração formal de guerra, talvez devido à falta de preparação militar para um conflito de longa duração. No entanto, as hostilidades acabaram eclodindo de outra maneira, graças ao ataque de Tebas a Plateia, uma aliada de Atenas. Assim, em 431 a.C., o exército do Peloponeso, liderado pelo rei espartano Arquidamo, invadiu e devastou a Ática. Os guerra recomeçara.

[A arte da guerra](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16193/a-arte-da-guerra/) na Segunda Guerra do Peloponeso tornou-se mais sofisticada e mais mortal, com a quebra constante de convenções de combate e atrocidades antes consideradas impensáveis entre os gregos. Os civis se envolveram muito mais no conflito e populações inteiras podiam serem exterminadas, conforme ocorreu em Micalesso, na Beócia. Com isso, o número de vítimas aumentou muito em relação a quaisquer conflitos anteriores na longa história da Grécia.

[ ![Map of the Peloponnesian Wars (431-404 BCE)](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/12079.png?v=1760155685) Mapa das Guerras do Peloponeso (431-404 a.C.) Evonne Stella De Roza (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/12079/map-of-the-peloponnesian-wars-431-404-bce/ "Map of the Peloponnesian Wars (431-404 BCE)")### Atenas e Seus Aliados

Em seguida às [Guerras Persas](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-1003/guerras-persas/), no início do século V a.C., as cidades-estados gregas, ou *poleis*, começaram a se aliar para fins de proteção mútua. Muitos estados aliaram-se a Atenas, notavelmente aqueles da [Jônia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-331/jonia/) e, juntos, formaram a Liga de [Delos](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-937/delos/), em algum momento por volta de 478 a.C. A Liga, no auge de sua existência, compunha-se mais de 300 membros, que pagavam tributo a Atenas, o maior poder naval grego, na forma de navios ou dinheiro, em troca da proteção ateniense contra uma possível ameaça da Pérsia e dos piratas do Mediterrâneo. O tesouro da Liga ficou armazenado na ilha sagrada de Delos, no arquipélago das Cíclades.

Após a repressão a Naxos, porém, a Liga começou rapidamente a se assemelhar a um [império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) ateniense, em vez de uma reunião de aliados com direitos equivalentes, um processo confirmado pela transferência do tesouro para Atenas, em 454 a.C. Independente das questões políticas, a consequência prática da Liga de Delos foi que a marinha ateniense podia atacar onde desejasse, especialmente após sua rival marítima, Egina, ter sido conquistada, o que causou problemas significativos de abastecimento para várias cidades por toda a guerra, especialmente em Corinto.

### Esparta e Seus Aliados

O rígido treinamento militar em Esparta, que começava aos sete anos e era conhecido como *agogê*, resultava num exército [hoplita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-567/hoplita/) profissional capaz de grande disciplina e manobras militares relativamente sofisticadas, que o tornava temido em toda a Grécia, um fenômeno talvez demonstrado pela ausência de fortificações na cidade na maior parte de sua história.

A instabilidade regional na Grécia no final do século VI a.C. levou à criação da Liga do Peloponeso (c. 505 a 365 a.C.), que reunia Corinto, Élis, Tégea e outros estados (mas nunca Argos), os quais juraram ter os mesmos inimigos e aliados que Esparta. A participação na Liga não requeria o pagamento de tributo aos espartanos, mas sim o fornecimento de tropas. Graças à Liga, Esparta estabeleceu a hegemonia e dominou o Peloponeso até o século IV a.C.

[ ![Greek Hoplites [Artist's Impression]](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/4820.png?v=1775715318) Hoplitas Gregos (Representação Artística) The Creative Assembly (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/4820/greek-hoplites-artists-impression/ "Greek Hoplites [Artist's Impression]")### Inovações na Arte da Guerra

Como costuma ocorrer em todos os conflitos de grandes proporções, a Guerra do Peloponeso trouxe mudanças e desenvolvimentos na arte da guerra. Os hoplitas fortemente armados na formação de falange (linhas de soldados que se protegiam mutuamente com seus escudos) ainda dominava o campo de batalha grego, mas a falange se tornou mais profunda (mais fileiras) e larga (uma frente mais ampla) durante o desenrolar dos combates. O domínio dos hoplitas no campo de batalha também foi ameaçado pelo posicionamento de exércitos combinados, que empregavam tropas mistas - hoplitas, infantaria ligeira e cavalaria -, uma tática cada vez mais difundida.

Outros desenvolvimentos na guerra incluíram o aumento da presença de escravos, mercenários e estrangeiros nos exércitos gregos; o aperfeiçoamento na logística, que deu condições para a maior permanência das tropas em campanha; e mais atenção à habilidade e experiência na seleção de líderes militares. O armamento não teve grandes desenvolvimentos em relação a conflitos anteriores, ainda que houvesse exceções, como os lança-chamas primitivos utilizados contra as fortificações de madeira da cidade de Delon, em 424 a.C.

### As Invasões da Ática pelos Espartanos

Levando-se em conta que um dos lados dispunha de um exército predominantemente terrestre e o outro era uma grande potência marítima, não surpreende que a guerra tenha se arrastado por décadas, com vitórias parciais e incursões ineficazes. A principal estratégia espartana consistia em atacar anualmente as terras atenienses, começando em 431 a.C., para provocar o máximo de destruição possível, incendiando fazendas e derrubando oliveiras e vinhedos. Porém, o efeito concreto desses ataques à economia ateniense não está claro, especialmente quando se considera que a cidade sempre podia ser reabastecida pelo mar, através do porto do Pireu, protegido pelas Longas Muralhas. Pode ser que a estratégia espartana visasse a atrair os atenienses das suas fortificações para o campo aberto, uma tentação a que Atenas, e particularmente Péricles, sempre resistiu. O que os atenienses podiam fazer era retaliar e eles adotaram essa opção, desembarcando tropas pelo mar em território espartano e infligindo danos semelhantes.

[ ![Greek Hoplite](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/152.jpg?v=1771252447) Hoplita Grego Johnny Shumate (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/152/greek-hoplite/ "Greek Hoplite")Em 430 a.C., uma praga devastadora atingiu Atenas (proveniente do Egito, através da Pérsia) e Esparta até adiou sua invasão anual para evitá-la. No mesmo ano, após a deposição de Péricles, Atenas buscou a paz, mas os espartanos não concordaram. No entanto, sob Cléon e Nícias, os atenienses realizaram uma campanha bem-sucedida no Golfo de Corinto, em 429 a.C., e as esperanças de uma rápida vitória espartana começaram a parecer excessivamente ambiciosas.

### Cercos

Os cercos às cidades se tornaram uma característica comum da Guerra do Peloponeso. Eles já integravam o conjunto de táticas militares gregas, mas aumentaram dramaticamente durante esse conflito, chegando a 100, dos quais 58 com vitória para os agressores. Havia duas principais táticas de cerco: ataques repetidos e diretos até que os defensores capitulassem ou os muros fossem rompidos ou a circunvalação ou cercamento com um muro (para levar a cidade a se render pela fome). Nesta última tática, havia também a esperança de que a traição e disputas internas pudessem comprometer a defesa. A segunda tática era muito mais cara e demorada, pois com frequência levava anos para alcançar o objetivo. Se a cidade finalmente caísse, os derrotados usualmente encaravam a morte ou a escravidão.

A próxima ação na guerra foi o cerco a Plateia, entre c. 429-427 a.C., que empregou elementos das duas principais estratégias adotadas. Inicialmente, as forças do Peloponeso adotaram táticas mais agressivas, bloqueando a cidade com uma paliçada e construindo uma rampa para danificar as muralhas. Porém, os plateanos responderam a essa ameaça construindo muros ainda mais altos. Os atacantes então usaram aríetes (*embole*) contra os muros, mas os defensores atiraram grandes vigas, ligadas por correntes, para destruir os aríetes. As forças do Peloponeso então decidiram adotar um cerco de longa duração, apostando no desgaste progressivo - uma estratégia que, no final das contas, mostrou-se bem-sucedida, pois os habitantes da cidade, pressionados pela fome, renderam-se após dois anos.

[ ![Piraeus & The Long Walls](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/1254.jpg?v=1748333348) Porto do Pireu e as Longas Muralhas Dept. of History, US Military Academy (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/1254/piraeus--the-long-walls/ "Piraeus & The Long Walls")### O Furor da Guerra

Em 428 a.C., Atenas esmagou impiedosamente uma revolta na ilha de Lesbos, envolvendo Mitilene, e, em 427 a.C., a queda de Plateia foi seguida por uma guerra civil em Cercira (Corfu) e a tentativa fracassada de Atenas de apoiar Leontinos, na Sicília. Demóstenes liderou 40 trirremes numa campanha contra Pilos em 426 a.C. (na verdade, estavam se dirigindo à Sicília), na qual derrotaram os espartanos e ocuparam a ilha de Esfactéria. Em 424 a.C., os atenienses lançaram uma expedição contra Mégara e a Beócia, mas fracassaram novamente, com uma pesada derrota nas proximidades da cidade de Délio. Ainda assim, Atenas conseguiu tomar a ilha espartana de Citera. Os espartanos também tiveram êxitos: agora comandados por Brásidas e empregando hoplitas não-espartanos pela primeira vez, capturaram várias *poleis* na Ática, especialmente Anfípolis - embora tanto Cléon quanto Brásidas tenham sido mortos no combate.

Os dois lados concordaram com uma trégua e um acordo de paz por 50 anos em 423/421 a.C. Houve algumas concessões territoriais mútuas, mas, em geral, retornou-se ao status quo anterior ao conflito. Porém, alguns comandantes ainda em campanha recusaram-se a entregar cidades e uma aliança surgiu entre Mantineia, Argos, Élis, Corinto e os calcidianos. Em 420 a.C., Esparta aliou-se à Beócia. Nesse mesmo ano, o novo líder ateniense, Alcibíades, intermediou uma aliança entre Atenas, Argos, Élis e Mantineia. Ao que parecia, os dois lados manobravam para o reinício da guerra.

Dois anos depois, em 418 a.C., ocorreu a grande Batalha de Mantineia, na qual Esparta, liderada por Ágis II, derrotou Argos e suas aliadas. A guerra assumiu um aspecto mais brutal e os espartanos mataram todos os cidadãos de Hísias (417/16 a.C.) enquanto Atenas, no mesmo período, executou os habitantes de Melos.

[ ![Alcibiades](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/1056.jpg?v=1748333351) Alcibíades Bija (CC BY) ](https://www.worldhistory.org/image/1056/alcibiades/ "Alcibiades")### A Expedição Siciliana

Em 415 a.C., o general ateniense Alcibíades planejou a invasão da Sicília, a maior campanha de toda a guerra. Atenas queria a madeira siciliana para sua frota e o pretexto para o ataque foi o pedido de ajuda de uma pequena *polis*, Segesta, que buscava proteção contra Siracusa. Porém, na véspera da partida, Alcibíades enfrentou sérias acusações de impiedade e acabou removido do comando. Para evitar o que considerava um julgamento tendencioso, o general fugiu para Esparta. A operação militar prosseguiu, agora sob o comando de Nícias, resultando num completo desastre: um exército espartano, liderado por Gilipo, rompeu o cerco a Siracusa, a frota ateniense acabou sendo desbaratada no porto e Nícias e Demóstenes foram executados em 413 a.C.

### Egospótamo e Vitória Final

Atenas ainda não havia sido derrotada ainda, no entanto, e continuou a atacar o Peloponeso pelo mar. Seguindo o conselho de Alcibíades, Esparta construiu uma fortaleza em Deceleia para facilitar os ataques anuais às terras áticas que comprometiam a produção agrícola. O rei espartano Ágis instalou seu quartel-general em Deceleia e recebeu enviados de várias *poleis* interessadas em abandonar a Liga de Delos, especialmente Quios e Mileto. A Pérsia também entrou em negociações com Esparta, oferecendo dinheiro para construir uma frota que poderia desafiar os atenienses, em troca do reconhecimento da soberania persa na [Ásia Menor](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-228/asia-menor/).

A guerra foi finalmente vencida pelos espartanos e, talvez de maneira irônica, numa batalha naval. Após uma longa série de derrotas para os atenienses e inclusive uma tentativa de acordo de paz após a derrota naval para Alcibíades, em Cízico (410 a.C.), Esparta finalmente conseguiu construir uma frota massiva, com 200 trirremes, usando dinheiro e madeira dos persas. Com esta arma formidável, Lisandro foi capaz de infligir aos atenienses uma derrota definitiva e total em Egospótamo, próximo ao Helesponto, em 405 a.C., na qual capturou 170 embarcações de Atenas na praia e executou pelo menos 3.000 prisioneiros. Incapaz de fornecer homens para uma nova frota, com a Liga de Delos dissolvida e a própria Atenas cercada, os atenienses não tiveram outra opção senão pedir a paz. As condições da rendição foram o desmantelamento das Longas Muralhas, a proibição de reconstruir uma frota maior do que 12 navios e o pagamento de tributo a Esparta, finalmente reconhecida como o poder dominante da Grécia.

### Consequências

A posição de Esparta como a cidade-estado número um na Grécia, no entanto, seria de curta duração. As contínuas ambições espartanas no centro e norte da Grécia, Ásia Menor e Sicília novamente arrastaram a cidade para outro conflito prolongado, as Guerras de Corinto, contra Atenas, Tebas, Corinto e Pérsia, de 396 a 387 a.C. O resultado do conflito foi a "Paz do Rei", na qual Esparta cedeu seu império ao controle persa, mas continuou a dominar a Grécia. Porém, tentando esmagar Tebas, os espartanos perderam a crucial [Batalha de Leuctra](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12059/batalha-de-leuctra/), em 371 a.C., contra o brilhante general tebano Epaminondas. Talvez o verdadeiro vencedor das Guerras do Peloponeso tenha sido, na verdade, a Pérsia e, a longo prazo, a Macedônia, que, sob [Filipe II da Macedônia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-13145/filipe-ii-da-macedonia/), conseguiu invadir e esmagar com relativa facilidade as cidades-estados gregas, enfraquecidas pelos conflitos e pelo clima permanente de suspeição mútua.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Burn, A.R. *The Penguin History of Greece.* Penguin Books, 1966.](https://www.worldhistory.org/books/0140137513/)
- [Campbell, B. (ed). *The Oxford Handbook of Warfare in the Classical World.* Oxford University Press, USA, 2013.](https://www.worldhistory.org/books/0195304659/)
- [Hornblower, S. *The Oxford Classical Dictionary.* Oxford University Press, USA, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/0199545561/)
- [Kinzl, K.H. (ed). *A Companion to the Classical Greek World.* Wiley-Blackwell, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/1444334123/)
- [Plutarch. *The Rise and Fall of Athens.* Penguin Classics, 1960.](https://www.worldhistory.org/books/0140441026/)
- [Thucydides. *The Landmark Thucydides\[Paperback\] \[1998\] 1 Ed. Thucydides, Robert B. Strassler, Richard..* Free Press, 2013.](https://www.worldhistory.org/books/B00CQ81V5M/)
- [Xenophon. *The Landmark Xenophon's Hellenika.* Anchor Books, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/B008KWU69U/)

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE, mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Investigador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus interesses particulares incluem arte, arquitetura e a descoberta das ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Histórico

- **c. 550 BCE - c. 366 BCE**: [Peloponnesian League](https://www.worldhistory.org/Peloponnesian_League/) alliance between [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/), [Corinth](https://www.worldhistory.org/corinth/), Elis and [Tegea](https://www.worldhistory.org/Tegea/) which establishes Spartan hegemony over the [Peloponnese](https://www.worldhistory.org/Peloponnese/).
- **478 BCE - 454 BCE**: The treasury of the [Delian League](https://www.worldhistory.org/Delian_League/) is kept on [Delos](https://www.worldhistory.org/delos/) until its removal to [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/).
- **c. 470 BCE - c. 469 BCE**: Attempted secession of [Naxos](https://www.worldhistory.org/Naxos/) from the [Delian League](https://www.worldhistory.org/Delian_League/). It is defeated and enslaved.
- **460 BCE - 445 BCE**: First [Peloponnesian War](https://www.worldhistory.org/Peloponnesian_War/).
- **458 BCE**: A treaty of cooperation is signed between the Sicilian [city-state](https://www.worldhistory.org/Polis/) of [Segesta](https://www.worldhistory.org/Segesta/) and [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/).
- **457 BCE**: [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) wins the [battle](https://www.worldhistory.org/disambiguation/battle/) of Tanagra during the 1st [Peloponnesian War](https://www.worldhistory.org/Peloponnesian_War/) with [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/).
- **454 BCE**: The Athenians move the treasury of the [Delian League](https://www.worldhistory.org/Delian_League/) from [Delos](https://www.worldhistory.org/delos/) to [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/).
- **451 BCE**: Thirty years peace between [Argos](https://www.worldhistory.org/argos/) and [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/).
- **446 BCE - 445 BCE**: Thirty years peace between [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/) and Peloponnesians.
- **432 BCE**: [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) declares that [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/) has broken the Thirty Year Peace and prepares for [war](https://www.worldhistory.org/disambiguation/War/).
- **431 BCE**: [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/) invades [Megara](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Megara/).
- **431 BCE - 404 BCE**: The 2nd [Peloponnesian War](https://www.worldhistory.org/Peloponnesian_War/) between [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/) and [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) (the [Delian League](https://www.worldhistory.org/Delian_League/) and the [Peloponnesian League](https://www.worldhistory.org/Peloponnesian_League/)) which involved all of [Greece](https://www.worldhistory.org/greece/).
- **431 BCE - 404 BCE**: The Cycladic [city](https://www.worldhistory.org/city/) states side with [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/) in the [Peloponnesian war](https://www.worldhistory.org/Peloponnesian_War/) against [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) and her allies.
- **431 BCE - 404 BCE**: [Thebes](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Thebes/) sides with [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) against [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/) in the [Peloponnesian War](https://www.worldhistory.org/Peloponnesian_War/).
- **429 BCE**: [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/) successfully campaigns in the Corinthian Gulf regions during the [Peloponnesian War](https://www.worldhistory.org/Peloponnesian_War/).
- **429 BCE**: Peloponnesian forces led by [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) begin the siege of [Plataea](https://www.worldhistory.org/Plataea/).
- **429 BCE**: Following attacks by [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/), fortifications at the port of [Piraeus](https://www.worldhistory.org/Piraeus/) are extended to reduce the width of the harbour entrances.
- **429 BCE**: The [death](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Death/) of [Pericles](https://www.worldhistory.org/pericles/) from the [plague](https://www.worldhistory.org/disambiguation/plague/).
- **427 BCE**: [Plataea](https://www.worldhistory.org/Plataea/) finally falls to the Spartans after a two year siege.
- **425 BCE**: Athenian and Corinthian hoplites fight a street [battle](https://www.worldhistory.org/disambiguation/battle/) in the suburbs of Solygeia.
- **425 BCE**: [Pylos](https://www.worldhistory.org/Pylos/) campaign, under Cleon and [Demosthenes](https://www.worldhistory.org/Demosthenes/)' command [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/) defeats [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) at Pylos.
- **424 BCE**: The Athenian expeditions against [Megara](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Megara/) and Boeotia are a failure with a particularly heavy defeat near Delion.
- **424 BCE**: A force of Athenian peltasts defeat Spartan hoplites on Sphaktria in the [Peloponnese](https://www.worldhistory.org/Peloponnese/).
- **424 BCE - 420 BCE**: The [Nike](https://www.worldhistory.org/nike/) of Paionios is erected at [Olympia](https://www.worldhistory.org/Olympia/) to commemorate the Messenian and Naupaktian victory over [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) at the [battle](https://www.worldhistory.org/disambiguation/battle/) of Sphakteria.
- **423 BCE**: A one year truce in the [Peloponnesian War](https://www.worldhistory.org/Peloponnesian_War/).
- **422 BCE**: Spartan general [Brasidas](https://www.worldhistory.org/Brasidas/) employs Myrkinian and Chalkidian peltasts to defeat a force of Athenian hoplites at [Amphipolis](https://www.worldhistory.org/Amphipolis/).
- **421 BCE**: Peace of [Nicias](https://www.worldhistory.org/Nicias/), a truce between the Delian and Peloponnesian Leagues.
- **421 BCE**: Spartan soldiers return from campaigning Thrace, some as [Neodamodeis](https://www.worldhistory.org/Neodamodeis/).
- **418 BCE**: [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/), led by Agis II, defeats [Argos](https://www.worldhistory.org/argos/) and her allies at the [battle](https://www.worldhistory.org/disambiguation/battle/) of Mantinaea.
- **417 BCE - 415 BCE**: Melos, after supporting [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) in the [Peloponnesian War](https://www.worldhistory.org/Peloponnesian_War/), is attacked by [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/).
- **c. 415 BCE**: [Alcibiades](https://www.worldhistory.org/Alcibiades/) persuades the Athenian assembly to send a military expedition to [Sicily](https://www.worldhistory.org/sicily/).
- **415 BCE - 413 BCE**: Athenian expedition to attack [Syracuse](https://www.worldhistory.org/syracuse/).
- **413 BCE**: On the advice of [Alcibiades](https://www.worldhistory.org/Alcibiades/) the Spartans take over the Athenian-held fort of Dekeleia.
- **413 BCE**: The Athenian expedition in [Sicily](https://www.worldhistory.org/sicily/) ends in disastrous defeat and the Athenian generals [Nicias](https://www.worldhistory.org/Nicias/) and [Demosthenes](https://www.worldhistory.org/Demosthenes/) are executed.
- **c. 412 BCE**: [Rhodes](https://www.worldhistory.org/Rhodes/) revolts against [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/) and supports [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) in the [Peloponnesian War](https://www.worldhistory.org/Peloponnesian_War/).
- **412 BCE**: [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) allies with [Persia](https://www.worldhistory.org/Persia/).
- **410 BCE**: [Alcibiades](https://www.worldhistory.org/Alcibiades/) leads the Athenian fleet to victory over [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) at Cyzicus.
- **c. 408 BCE**: [Lysander](https://www.worldhistory.org/Lysander/) is first made an admiral of the Spartan fleet.
- **c. 407 BCE**: [Alcibiades](https://www.worldhistory.org/Alcibiades/) returns to [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/) in [triumph](https://www.worldhistory.org/Roman_Triumph/) and is made strategos autokrater.
- **c. 407 BCE**: The Athenian fleet is defeated by [Lysander](https://www.worldhistory.org/Lysander/) of [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) at Notium.
- **404 BCE**: Spartan general [Lysander](https://www.worldhistory.org/Lysander/) attacks the Athenian port of [Piraeus](https://www.worldhistory.org/Piraeus/) destroying parts of the Long [Wall](https://www.worldhistory.org/wall/) fortifications.
- **404 BCE**: End of the [Peloponnesian war](https://www.worldhistory.org/Peloponnesian_War/), [Athens](https://www.worldhistory.org/Athens/) defeated By [Sparta](https://www.worldhistory.org/sparta/) at Aigospotamoi, Rule of [the Thirty Tyrants](https://www.worldhistory.org/The_Thirty_Tyrants/) in Athens.

## Perguntas & Respostas

### Quem venceu a Guerra do Peloponeso?
Esparta e seus aliados venceram a Guerra do Peloponeso ao derrotar Atenas e seus aliados.

### Qual foi a principal causa da Guerra do Peloponeso?
A Guerra do Peloponeso começou após anos de rivalidade entre Atenas e Esparta. Esparta receava o crescente poder de Atenas e o tamanho de sua frota. Os espartanos também se preocupavam com a possível aliança entre Atenas e Corinto, que ameaçaria o seu território.

### Por que Esparta venceu a Guerra do Peloponeso?
Esparta venceu a Guerra do Peloponeso porque Atenas desperdiçou homens e recursos numa desastrosa expedição à Sicília. Com dinheiro da Pérsia, os espartanos construíram uma grande frota e derrotaram Atenas na Batalha de Egospótamo, em 405 a.C.


## Links Externos

- [This is Sparta: Fierce warriors of the ancient world - Craig Zimmer](http://ed.ted.com/lessons/this-is-sparta-fierce-warriors-of-the-ancient-world-craig-zimmer)

## Cite Este Artigo

### APA
Cartwright, M. (2025, April 26). Guerra do Peloponeso. (R. Albuquerque, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-342/guerra-do-peloponeso/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Guerra do Peloponeso." Traduzido por Ricardo Albuquerque. *World History Encyclopedia*, April 26, 2025. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-342/guerra-do-peloponeso/>.
### MLA
Cartwright, Mark. "Guerra do Peloponeso." Traduzido por Ricardo Albuquerque. *World History Encyclopedia*, 26 Apr 2025, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-342/guerra-do-peloponeso/>.

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Enviado por [Ricardo Albuquerque](https://www.worldhistory.org/user/ricardorangelgo/ "User Page: Ricardo Albuquerque"), publicado em 26 April 2025. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

