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title: Guerra dos Bóeres: Imperialismo v. Nacionalismo na África Austral
author: Mark Cartwright
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26354/guerra-dos-boeres/
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updated: 2026-06-18
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# Guerra dos Bóeres: Imperialismo v. Nacionalismo na África Austral

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

A Guerra dos Bóeres (também conhecida como Segunda Guerra Anglo-Bóer, Guerra da África do Sul e Segunda Guerra da Liberdade, 1899-1902) foi vencida pelos britânicos, mas apenas após estes terem recorrido a políticas controversas, tais como: as táticas de terra queimada e os campos de concentração civis; ambas destinadas a privar os bóeres de apoio logístico. Sendo um conflito marcante, a Guerra dos Bóeres envolveu armamento tecnologicamente avançado, foi acompanhada de perto pelo público britânico graças aos cinejornais e à fotografia, e constituiu uma das primeiras grandes guerras onde as mortes de civis superaram largamente as dos combatentes.

### As Causas da Guerra

Os britânicos e os bóeres eram rivais de longa data na África Austral, competindo por terras e recursos entre si e com os reinos africanos ao longo do século XIX. Os bóeres eram colonos estabelecidos na África Austral com ascendência holandesa (bem como de outros países europeus, nomeadamente da Alemanha e de França). O nome bóer significa "agricultor", sendo também conhecidos como afrikaners por falarem o afrikaans. Tinham chegado inicialmente no século XVII e acabaram por criar duas repúblicas: o Transvaal (1852) e o Estado Livre de Orange (1854). Estas repúblicas foram fundadas após o *Great Trek* (a Grande Migração/Jornada) da década de 1830, uma migração bóer destinada a escapar ao controlo britânico no sul. Os bóeres não concordavam com a política britânica de abolição da escravatura e ressentiam-se da crescente influência da cultura anglo-saxónica sobre a sua própria cultura. Entretanto, os colonos britânicos criaram as colónias do Cabo (1806) e de Natal (1843), principalmente para salvaguardar o Cabo da Boa Esperança, um importante ponto de paragem nas rotas marítimas entre a [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/) e a Ásia. Tanto os britânicos como os bóeres haviam adquirido as suas terras à custa dos estados africanos.

Os britânicos reivindicavam uma suserania nominal sobre as repúblicas bóeres, a qual era rejeitada por estas. A rivalidade regional intensificou-se consideravelmente na sequência da descoberta de diamantes na Griqualândia, em 1867. Os britânicos transformaram a Griqualândia numa colónia da Coroa em 1871 e integraram-na na Colónia do Cabo em 1873. A flagrante apropriação britânica das minas de diamantes em Kimberley foi amargamente ressentida pelos bóeres. Mais tarde, em 1886, foi descoberto ouro em Witwatersrand, no Transvaal. Os britânicos, que tinham investido fortemente nas minas, ficaram igualmente ressentidos pelo facto de estas novas riquezas serem controladas pelos bóeres.

As repúblicas bóeres continuaram a expandir-se, mas uma derrota face aos pedi deu aos britânicos o pretexto para anexarem o Transvaal em janeiro de 1877, alegando que apenas uma presença militar britânica garantiria a segurança. Isto levou à Primeira Guerra Anglo-Bóer (1880-81) — na verdade, uma série de escaramuças —, a qual foi vencida pelos bóeres. Os tratados de paz que se seguiram continham formulações ambíguas relativamente à suserania britânica sobre as repúblicas bóeres.

[ ![Map of the Second Anglo-Boer War, 1899–1902](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21741.png?v=1781715754-1776234148) Mapa da Segunda Guerra Anglo-Bóer, 1899–1902 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/21741/map-of-the-second-anglo-boer-war-1899-1902/ "Map of the Second Anglo-Boer War, 1899–1902")Os britânicos continuavam também a expandir as suas fronteiras e haviam derrotado o [Reino Zulu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-25981/reino-zulu/) na Guerra Anglo-Zulu de 1879. A Zululândia tornou-se uma colónia da Coroa em 1887 e foi integrada na colónia de Natal em 1897. A expansão britânica prosseguiu com o estabelecimento do Protetorado da Basutolândia (atual Lesoto, 1884), da Bechuanalândia Britânica e do Protetorado da Bechuanalândia (atual Botsuana, 1885) e da Suazilândia (1893). A aquisição destes territórios acabou por ter um efeito ricochete espetacular, uma vez que os bóeres se viram livres dos combates contra os africanos, podendo agora concentrar-se na sua luta pela expansão territorial contra os britânicos.

As relações anglo-bóeres atingiram um novo mínimo com [o Raide de Jameson](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26323/o-raide-de-jameson/) no final de 1885. Descontentes com o controlo bóer das minas do Rand e com as leis discriminatórias contra os residentes britânicos no Transvaal, um grupo de proprietários mineiros tentou dar um golpe de Estado. A incursão falhou por completo e as autoridades britânicas demarcaram-se da mesma. O presidente do Transvaal, Paul Kruger (1825-1904), respondeu comprando armamento à Alemanha e a França e assinando uma aliança militar com o Estado Livre de Orange. Isto, por sua vez, convenceu as autoridades coloniais britânicas de que uma aliança entre bóeres e alemães poderia ameaçar seriamente o domínio britânico na África Austral e inviabilizar a ambição de criar uma colónia única sob controlo britânico, a União da África do Sul. A discriminação de Kruger contra os residentes brancos que não eram bóeres, apelidados por estes de Uitlanders ("Estrangeiros"), deu aos britânicos aquilo que consideravam ser uma justificação moral para a guerra. Face à mobilização de tropas de reserva por parte dos britânicos, Kruger emitiu um ultimato de 48 horas ao governo britânico a 9 de outubro de 1899, exigindo a retirada das tropas britânicas das fronteiras do Transvaal. Os britânicos recusaram-se a ceder e a guerra foi declarada a 11 de outubro.

### As Primeiras Vitórias dos Bóeres

Os bóeres sabiam que tinham de agir rapidamente antes que o governo britânico em Londres enviasse tropas adicionais. Os combatentes bóeres não eram tropas com formação profissional, mas encontravam-se bem equipados com as mais recentes espingardas, metralhadoras e peças de artilharia. Talvez o maior trunfo dos bóeres fosse o seu conhecimento e aproveitamento do terreno local. Organizados em comandos, os combatentes bóeres eram altamente móveis. A sua perícia a disparar espingardas de longo alcance (que não produziam fumo) e a camuflarem-se no veld era tal que "os bóeres eram, em grande medida, uma força invisível, e confrontá-los com o tradicional fogo de voleia ou em combate corpo a corpo revelou-se difícil, se não impossível" (Fremont-Barnes, pág. 7). A pontaria dos bóeres fez com que os oficiais britânicos abandonassem as suas tradicionais espadas em favor de revólveres e retirassem as insígnias visíveis das suas patentes para evitarem ser os primeiros a ser alvejados.

[ ![British Boer War Propaganda Mug](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21851.jpg?v=1780498315-1780498427) Caneca de Propaganda da Guerra Anglo-Bóer Tim Sheerman-Chase (CC BY) ](https://www.worldhistory.org/image/21851/british-boer-war-propaganda-mug/ "British Boer War Propaganda Mug")Outras inovações neste conflito, que fez a ponte entre a guerra de infantaria tradicional do século XIX e a guerra mecanizada do século XX, incluíram a utilização do telégrafo, ataques combinados de artilharia e infantaria, o uso extensivo de soldados voluntários de ambos os lados, uma cobertura mediática exaustiva na imprensa diária, o recurso à película cinematográfica para registar os acontecimentos e a publicação de relatos pessoais feitos por soldados sob a forma de diários e fotografias. Foi também um dos primeiros conflitos a testemunhar o desenvolvimento de uma indústria massiva de lembranças patrióticas, na qual soldados e generais surgiam estampados em tudo, desde caixas de fósforos a canecas de porcelana.

Os bóeres desfrutaram de vários sucessos iniciais, nomeadamente em meados de dezembro de 1899, durante o período que os britânicos apelidaram de "Semana Negra". Os bóeres venceram as batalhas de Stormberg, Magersfontein e Colenso. Mais tarde, em janeiro de 1900, surgiu outra famosa vitória bóer na Batalha de Spion Kop. Feitas as contas, os comandantes britânicos foram culpados de demasiados erros crassos e de subestimar o inimigo. Objetivos irrealistas — como a tomada de colinas bem defendidas —, a emissão de ordens confusas, sistemas de comunicação deficientes e mapas inadequados desempenharam todos o seu papel nestas derrotas. Os bóeres provaram que, apesar de não serem profissionais, não seriam os alvos fáceis que os generais e o público britânico esperavam que fossem.

A liderança bóer cometeu, de facto, o erro de prender um número significativo dos seus combatentes em cercos, tais como os de Ladysmith, Kimberley e Mafeking. Tratava-se de guarnições britânicas e a ideia era imobilizá-las e retirá-las da guerra, mas, na realidade, os próprios bóeres precisavam de empenhar um grande número de combatentes para manter esses cercos ativos. O [cerco de Mafeking](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2936/cerco-de-mafeking/) (1899-1900) tornou-se simbólico da guerra, em primeiro lugar por indicar que esta não era uma guerra colonial comum contra um inimigo tecnologicamente inferior. De facto, o conflito assemelhava-se muito mais a uma guerra civil europeia em termos de armamento utilizado. Em segundo lugar, este e outros cercos demonstraram que os civis estariam fortemente envolvidos e seriam vítimas frequentes. A guarnição britânica sitiada e os guerreiros tswana aliados resistiram durante 217 dias, e o seu engenhoso comandante, Robert Baden-Powell (1857-1941), tornou-se um herói nacional. A cidade de Mafeking foi salva por uma coluna de socorro em maio de 1900. Este e outros cercos provaram o erro da estratégia bóer: eles não conseguiriam vencer uma guerra de desgaste contra o muito mais poderoso [Império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) Britânico.

[ ![Torched Boer Farm](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21828.png?v=1780908079-1780908099) Quinta Bóer Incendiada Unknown Photographer (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21828/torched-boer-farm/ "Torched Boer Farm")### O Contra-ataque Britânico

Ao contrário do que acontecera na Primeira Guerra dos Bóeres, o governo britânico estava disposto a enviar tropas coloniais para África. Desta forma, a força britânica — que incluía 30 000 tropas coloniais vindas da Austrália, da Nova Zelândia e do Canadá; disparou rapidamente de 25 000 para 250 000 homens. Os bóeres não conseguiam mobilizar mais do que 60 000 homens. Esta vantagem numérica ajudou os britânicos a controlarem as linhas ferroviárias e a derrotarem um exército bóer em Paardeberg, em março de 1900. A seguir, foi tomada a principal cidade bóer, Bloemfontein. A 24 de maio, o Estado Livre de Orange foi ocupado pelos britânicos e rebatizado como Colónia do Rio Orange. Uma semana depois, Joanesburgo foi capturada. Em junho, Pretória foi tomada pelos britânicos e, em outubro, o Transvaal foi anexado.

Em resposta ao número crescente de reveses militares, os bóeres adotaram táticas de guerrilha, atacando e retirando rapidamente de escaramuças, além de realizarem incursões na Colónia do Cabo. Incapazes de derrotar o inimigo num único grande confronto, os britânicos responderam com uma tática de terra queimada que, embora eficaz, se revelou controversa, destruindo culturas agrícolas e confiscando gado. Milhares de quintas e habitações civis foram completamente arrasadas pelo fogo durante a campanha. O comandante-em-chefe britânico, Herbert Kitchener (1850-1916), restringiu a mobilidade dos bóeres ao dividir "ambas as ex-repúblicas num enorme tabuleiro de xadrez de aço, feito de linhas de cercas de arame farpado e vigiado por fortins de betão" (Pakenham, pág. 577).

Kitchener mandou também internar milhares de civis em campos de concentração para evitar que estes abastecessem os combatentes bóeres no terreno. Outros civis foram detidos simplesmente porque as suas habitações tinham sido destruídas durante o conflito. A estratégia de Kitchener revelou-se eficaz, mas gerou uma indignação generalizada tanto no seu país como no estrangeiro. A negligência intencional para com os detidos e o planeamento lamentavelmente inadequado de mantimentos médicos e alimentares resultaram na morte de até 28 000 bóeres (80% dos quais eram crianças) e 20 000 africanos negros, devido à subnutrição e a doenças. A título de comparação, 7 000 bóeres morreram como combatentes durante a guerra, face a 22 000 do lado liderado pelos britânicos.

[ ![Barbeton Concentration Camp](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/21829.jpg?v=1780908352-1780908379) Campo de Concentração de Barberton LSE Library (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21829/barbeton-concentration-camp/ "Barbeton Concentration Camp")Na sequência da indignação pública e das interpelações no parlamento, o primeiro passo no sentido de melhorar as condições nos campos foi retirar o controlo ao exército e colocar as autoridades civis a cargo da gestão dos mesmos. Kitchener pôs fim à política de terra queimada em dezembro de 1901 e ordenou que não fossem detidas mais mulheres e crianças bóeres. Cerca de 117 000 mulheres e crianças bóeres e 119 000 africanos negros haviam sido detidos num total de 46 campos de concentração.

### A Vitória Britânica e o Legado

A última grande batalha da guerra foi ganha pelos britânicos em Roodewal, a 11 de abril. A Segunda Guerra dos Bóeres chegou ao fim a 31 de maio de 1902 com a assinatura do Tratado de Vereeniging. Os prisioneiros de guerra bóeres foram libertados em junho e julho. Além das milhares de baixas humanas, as perdas materiais no conflito foram igualmente avassaladoras. Mais de 30 000 propriedades agrícolas foram completamente queimadas e milhões de cabeças de gado foram mortas. Pelo menos um terço de um milhão de cavalos morreu no conflito.

Tratou-se de uma vitória dispendiosa, tendo a guerra custado à Grã-Bretanha 200 milhões de libras (o equivalente a 21 mil milhões de libras hoje em dia). Cada vez mais vozes na Grã-Bretanha, entre as quais a do economista e cientista social J. A. Hobson (1858-1940), começaram a questionar o propósito da política externa imperialista, tanto de uma perspetiva económica como moral. O público, talvez pela primeira vez, foi exposto a teorias de Hobson e de outros autores que sugeriam que intervenientes privados poderosos, detentores de vastas fortunas, estavam a decidir o destino das nações — e faziam-no à custa dos contribuintes, sem qualquer outro benefício que não os seus próprios interesses comerciais.

Como parte das negociações de paz, os direitos dos africanos negros (cujos líderes não foram convidados para as conversações de paz) ficaram em suspenso até que o autogoverno dos brancos fosse alcançado. Mais de 100 000 africanos negros haviam ajudado o esforço de guerra britânico como soldados, batedores, estafetas, palafreneiros, carregadores, criados e operários. Eles tinham esperança numa mudança, mas o único resultado foi a continuidade do sofrimento dos africanos negros sob leis discriminatórias; de facto, a sua situação acabou por piorar neste aspeto e foram efetivamente excluídos do voto político. Em 1910, ambas as ex-repúblicas bóeres, juntamente com a Colónia do Cabo e a de Natal, bem como vários antigos reinos africanos, foram unificadas numa única colónia: a União da África do Sul, cujo governo era dominado pelos africânderes.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

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- [Dalziel, Nigel & Mackenzie, John. *The Penguin Historical Atlas of the British Empire.* Penguin Books, 2006.](https://www.worldhistory.org/books/0141018445/)
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- Smith. *British Imperialism .*

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE, mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Investigador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus interesses particulares incluem arte, arquitetura e a descoberta das ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Histórico

- **Oct 1899 CE - May 1902 CE**: The [Boer War](https://www.worldhistory.org/Boer_War/) (aka Second Anglo-Boer [War](https://www.worldhistory.org/disambiguation/War/) or South [Africa](https://www.worldhistory.org/disambiguation/africa/) War).

## Links Externos

- [Boer War | National Army Museum](https://www.nam.ac.uk/explore/boer-war)
- [My reminiscences of the Anglo-Boer war - Internet Archive](https://archive.org/details/myreminiscenceso00viljiala)
- [[PDF] The Boer War - National Archives of Australia](https://www.naa.gov.au/sites/default/files/2020-06/research-guide-the-boer-war.pdf)
- [Unique Photographs from the Boer War | The Heritage Portal](https://www.theheritageportal.co.za/article/unique-photographs-boer-war)

## Cite Este Artigo

### APA
Cartwright, M. (2026, June 18). Guerra dos Bóeres: Imperialismo v. Nacionalismo na África Austral. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26354/guerra-dos-boeres/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Guerra dos Bóeres: Imperialismo v. Nacionalismo na África Austral." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, June 18, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26354/guerra-dos-boeres/>.
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Cartwright, Mark. "Guerra dos Bóeres: Imperialismo v. Nacionalismo na África Austral." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 18 Jun 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26354/guerra-dos-boeres/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 18 June 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

