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title: Compromisso do Missouri
author: Harrison W. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24005/compromisso-do-missouri/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-05-18
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# Compromisso do Missouri

_Escrito por [Harrison W. Mark](https://www.worldhistory.org/user/harrisonwmark/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

O Compromisso do Missouri de 1820 foi uma tentativa do Congresso dos EUA de resolver um conflito regional entre os «estados livres» do Norte e os «estados escravistas» do Sul. Na esperança de impedir a expansão da escravatura para oeste — e, assim, limitar a influência política excessiva do Sul escravocrata —, os representantes do Norte procuraram recusar a admissão do Missouri na União, a menos que este limitasse a escravatura dentro das suas fronteiras. Isto foi veementemente contestado pelos representantes do Sul, o que levou ao compromisso: o Missouri entraria na União como um «estado escravista» em troca da admissão do Maine como um «estado livre», bem como da proibição da escravatura em todas as terras ocidentais a norte do paralelo 36°30′, excluindo o próprio Missouri. Embora isto tenha proporcionado uma solução temporária, a questão da escravatura tornar-se-ia cada vez mais contestada, levando eventualmente à Guerra Civil Americana (1861-1865).

### **Contexto: Um [Império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) da Escravatura**

No ano 1815, 1,4 milhões de homens, mulheres e crianças definhavam num estado de servidão perpétua e hereditária nos Estados Unidos, propriedade legal dos seus senhores. A instituição da escravatura era, sem dúvida, uma mancha hedionda naquilo a que o presidente [Thomas Jefferson](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19590/thomas-jefferson/) (1743-1826) chamara outrora o «império da liberdade»; de facto, nos anos que se seguiram à [Revolução Americana](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19591/revolucao-americana/) (1765-1789), muitos americanos brancos reconheceram que a escravatura era incompatível com os ideais do [Iluminismo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-22613/iluminismo/) sobre os quais o seu país se fundara, resumidos na famosa frase «todos os homens são criados iguais». Alguns proprietários de escravos, como o próprio Jefferson, concordavam que a escravatura era um mal moral, mas temiam que uma emancipação geral tivesse graves consequências — não só a libertação imediata de todos os escravos ameaçaria a supremacia branca da qual a classe proprietária de escravos derivava o seu poder, como também poderia provocar uma insurreição, uma vez que alguns dos antigos escravos poderiam procurar vingança retaliatória contra os seus antigos senhores. Os americanos brancos mais pobres também não estavam dispostos a ser tributados para que os proprietários de escravos fossem compensados pela libertação dos seus escravos.

Assim, os Fundadores sancionaram a escravatura com relutância, mas com o entendimento implícito de que esta seria gradualmente erradicada ao longo do tempo. O seu compromisso com este objetivo manifestou-se em várias leis – em 1787, o Congresso aprovou a Portaria do Noroeste, que proibia a expansão da escravatura para o vasto Território do Noroeste, e o comércio transatlântico de escravos foi abolido em 1807. A regulamentação da escravatura em áreas onde já existia foi deixada a cargo dos estados, mas mesmo aqui houve grandes avanços no sentido da emancipação. A Pensilvânia e os estados da Nova Inglaterra já tinham abolido a escravatura durante a Revolução, enquanto Nova Iorque e Nova Jérsia iniciaram, cada um, processos de emancipação gradual por volta da viragem do século. Métodos diversificados de agricultura no Alto Sul deixaram essa região menos dependente da escravatura, levando a um aumento na taxa de proprietários de escravos que libertaram os seus escravos em Delaware, Maryland e Virgínia. No final do século XVIII, a instituição da escravatura estava em declínio em todo o território dos Estados Unidos, exceto na Carolina do Sul e na Geórgia. O racismo, claro, ainda era predominante, e os negros livres raramente eram considerados iguais. Mas ainda havia motivos para esperar que, em apenas algumas gerações, a escravatura tivesse morrido de morte natural, um capítulo sombrio na história, de resto brilhante, do «império da liberdade» de Jefferson.

Mas não demorou muito para que essa onda de emancipação sofresse uma parada abrupta e estrondosa. A destruição causada pelas Guerras Napoleónicas (1804-1815) na [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/) havia interrompido o comércio internacional por quase uma geração e impedido a comercialização em massa de produtos como o algodão. No Sul dos Estados Unidos, onde o clima era ideal para o cultivo do algodão, os fazendeiros aproveitaram a oportunidade para compensar a lacuna. Em 1820, os Estados Unidos tinham substituído a Índia como o maior produtor de algodão do mundo e viriam a fornecer 68% do algodão mundial em 1850. Mas o cultivo do algodão era um processo de mão-de-obra intensiva, mesmo após a invenção da descaroçadora de algodão; consequentemente, o comércio interestadual de escravos ressurgiu com força, à medida que os plantadores se apressavam a comprar escravos para trabalhar nas suas plantações de algodão. Para justificar esta reviravolta, os proprietários de escravos já não alegavam que a escravatura era um mal moral. Em vez disso, alegavam que eram cuidadores paternalistas que tratavam os seus escravos melhor do que os industriais do Norte tratavam os seus trabalhadores assalariados.

[ ![The Cotton Pickers by Winslow Homer](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/13738.jpg?v=1778725706) As Catadoras de Algodão de Winslow Homer Winslow Homer (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/13738/the-cotton-pickers-by-winslow-homer/ "The Cotton Pickers by Winslow Homer")Cada vez mais colonos brancos viajavam para o oeste com os seus escravos, rumo às regiões favoráveis ao algodão da parte sudoeste da Compra da Louisiana. Em 1812, o estado da Louisiana aderiu à União como um «estado escravista» e, assim, a expansão da escravatura para oeste ganhou impulso. Embora ainda não houvesse uma distinção clara entre os «estados livres» do Norte e os «estados escravistas» do Sul — muitos estados do Norte ainda estavam em processo de abandono da escravatura —, as diferenças culturais entre as duas regiões já começavam a tomar forma. O Norte industrializado e o Sul agrário vinham a disputar a alma da nação desde os dias das discussões entre [Alexander Hamilton](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-22752/alexander-hamilton/) e Thomas Jefferson nas reuniões do gabinete do presidente [George Washington](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19629/george-washington/). Mas agora, a instituição da escravatura apodrecia sob a superfície da nação como um tumor, pronta para se espalhar por todo o corpo da nação — a única questão era se a nação a ignoraria até ser tarde demais.

### **Controvérsia do Missouri e Emenda Tallmadge**

No final da [Guerra de 1812](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23125/guerra-de-1812/) (1812-1815), os Estados Unidos entraram num período de paz e estabilidade política conhecido como a «Era dos Bons Sentimentos». A vitória sobre um exército britânico superior na Batalha de Nova Orleães (8 de janeiro de 1815) tinha dado aos americanos uma nova autoconfiança como nação, enquanto o fluxo contínuo de colonos brancos para o Oeste inexplorado acrescentava novos territórios e estados ao «império da liberdade» em constante crescimento. No início de 1819, já se tinham estabelecido pessoas suficientes no Território do Missouri para que este se qualificasse para a condição de estado. Conforme o procedimento, foi apresentada ao Congresso uma «lei de habilitação» que, se aprovada, permitiria aos eleitores do Missouri eleger delegados para dar início à elaboração de uma constituição estadual. Mas em 13 de fevereiro de 1819, enquanto a Câmara dos Representantes analisava a lei, um congressista de Poughkeepsie, Nova Iorque, levantou-se e «lançou uma bomba na Era dos Bons Sentimentos» (Howe, pág. 147).

James Tallmadge, Jr. (1778-1853) era um outsider político com um historial de oposição à escravatura. Em 1817, ele desempenhou um papel importante na aceleração da emancipação gradual dos escravos no seu estado natal e, no ano seguinte, opôs-se à admissão de Illinois na União, uma vez que a sua constituição não apresentava provas suficientes de que iria aderir à proibição da escravatura, tal como estabelecido na Portaria do Noroeste. Agora, Tallmadge apresentou uma emenda à «lei de habilitação» que, na sua opinião, deveria ser condição para a admissão do Missouri como estado: a futura importação de escravos para o Missouri deveria ser proibida e todos os escravos nascidos no Missouri após a sua admissão na União deveriam ser libertados assim que completassem 25 anos. Na altura, estimava-se que existissem 10 000 pessoas escravizadas no Missouri, e o plano de Tallmadge levaria a uma abolição pacífica da escravatura no território no espaço de algumas gerações. Do ponto de vista dos contribuintes, a emenda tinha a vantagem adicional de não exigir compensação financeira aos proprietários de escravos, uma vez que não libertaria ninguém que estivesse atualmente escravizado.

[ ![James Tallmadge, Jr.](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/20548.jpg?v=1749054637-1749106321) James Tallmadge, Jr. Jeremiah Nims (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/20548/james-tallmadge-jr/ "James Tallmadge, Jr.")Tallmadge encontrou bastante apoio entre os seus conterrâneos do Norte, muitos dos quais já estavam a ficar apreensivos com a admissão de mais «estados escravistas» na União — a cláusula dos «três quintos» da Constituição, que contava três quintos da população escravizada de um estado para efeitos de representação, concedia ao Sul uma influência indevida que era desproporcional à sua população votante. Como resultado, o Sul obteve várias vitórias legislativas e eleitorais significativas nos últimos anos que, de outra forma, não teria obtido. Os representantes do Norte uniram-se em torno da emenda de Tallmadge na esperança de pôr fim à supremacia política dos estados escravistas do Sul — para angariar apoio, lançaram apelos morais, religiosos e económicos contra a instituição da escravatura, e chegaram mesmo a citar a [Declaração de Independência](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2411/declaracao-de-independencia/). Os Fundadores sempre tiveram a intenção de erradicar a escravatura a prazo, argumentaram Tallmadge e os seus apoiantes. Agora era o momento de acelerar esse processo.

Mas os representantes do Sul permaneceram impassíveis. Na verdade, até mesmo o idoso Jefferson, que vivia aposentado na sua plantação de Monticello, juntou a sua voz ao coro sulista que denunciava a emenda. O Congresso não podia obrigar um estado a emancipar os seus escravos, argumentavam; tal ato violaria certamente a Constituição. E assim, as linhas foram traçadas para o conflito ardente que dividiria a nação nas décadas seguintes e culminaria na guerra civil. Este desfecho foi previsto pelo deputado Thomas W. Cobb, da Geórgia, que disse a Tallmadge: «Acendeu um fogo que todas as águas do oceano não conseguem apagar, que apenas mares de sangue poderão extinguir.» Tallmadge, convencido da justiça da sua causa, respondeu com serenidade: «Se a dissolução da União tiver de ocorrer, que assim seja! Se a guerra civil, com que os senhores tanto ameaçam, tiver de acontecer, só posso dizer: que venha!» (citado em Howe, 148).

### **O Compromisso**

A Emenda Tallmadge foi aprovada na Câmara dos Representantes, onde os nortistas tinham vantagem, por uma margem de 87-76. Mas, graças à cláusula dos três quintos, o Sul tinha maior força no Senado; três dos quatro senadores de Illinois e Indiana uniram-se aos seus colegas sulistas para derrotar o projeto de lei. Assim, com as duas câmaras num impasse, o projeto de lei sobre a adesão do Missouri caducou quando o Congresso entrou em recesso de verão. Nos meses seguintes, ambos os lados tentaram angariar apoio junto dos seus eleitores. O senador Rufus King (1755-1827) de Nova Iorque, o último ícone do moribundo Partido Federalista, proferiu discursos denunciando a cláusula dos três quintos e apoiando a Emenda Tallmadge, pelo que foi acusado de atizar as chamas do regionalismo. Os republicanos jeffersonianos, tanto no Sul como em Washington, D.C., alegaram que os opositores do Missouri eram apenas outsiders políticos descontentes que queriam dividir o partido.

A administração do presidente James Monroe (no cargo entre 1817 e 1825) não ficou de braços cruzados durante este período. Na esperança de resolver a questão do Missouri, Monroe reuniu-se com o presidente da Câmara dos Representantes, Henry Clay (1777-1852), do Kentucky, e com vários líderes do Senado para elaborar um plano. Em junho, a legislatura de Massachusetts votou a favor da separação do Distrito do Maine, que agora era elegível para se tornar um estado – poderia o Maine ser admitido como um «estado livre» em troca da admissão do Missouri sem a Emenda Talmadge? Quando o Congresso seguinte se reuniu em dezembro de 1819, esta proposta foi apresentada ao Senado, que a considerou aceitável. No início de 1820, votou a aprovação de um projeto de lei que admitiria o Maine na União como um «estado livre», com uma emenda que permitia ao povo do Missouri elaborar uma constituição estadual sem restrições à escravatura.

Mas antes que este projeto de lei pudesse ser reenviado à Câmara, o senador Jesse B. Thomas, de Illinois, levantou-se para apresentar uma segunda emenda. Embora o próprio Thomas tivesse votado anteriormente com o bloco pró-escravatura, sabia que muitos nortistas não ficariam satisfeitos com o projeto de lei no seu estado atual. Assim, acrescentou a cláusula de que a escravatura seria proibida nos territórios da Compra da Louisiana a norte de 36°30' de latitude norte — a fronteira sul do Missouri — com a única exceção do próprio Missouri. A chamada «Cláusula Thomas» foi aprovada pelo Senado, e o presidente da Câmara, Clay, conduziu habilmente todo o pacote através da Câmara, organizando votações separadas sobre cada uma das questões. A 5 de março de 1820, o Congresso aprovou o Compromisso do Missouri, que incluía: a admissão do Maine como «estado livre», a admissão do Missouri como «estado escravista» e a abolição da escravatura em todos os territórios ocidentais a norte da fronteira sul do Missouri, com exceção das terras dentro do próprio Missouri. O presidente Monroe — que afirmou que teria vetado a Emenda Tallmadge — ficou satisfeito com a Cláusula Thomas e assinou o projeto de lei a 6 de março.

### **As Consequências**

Como salienta o historiador Daniel Walker Howe, o Compromisso do Missouri teve múltiplas consequências. Em primeiro lugar, garantiu a divisão do Partido Democrático-Republicano ao longo de linhas regionais, levando ao fim da relativa unidade política que tinha caracterizado a «Era dos Bons Sentimentos». Em segundo lugar, confirmou o poder crescente do Senado dos EUA, que tradicionalmente tinha sido menos influente do que a Câmara dos Representantes, mas que, neste caso, tinha sido a câmara mais determinante. Em terceiro lugar, reforçou a reputação nacional de Henry Clay, que colheu a maior parte dos louros pelo compromisso e viria a dominar a política nacional nas décadas seguintes.

[ ![Henry Clay, 1818](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/20549.jpg?v=1749054848-1749106458) Henry Clay, 1818 Matthew Harris Jouett (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/20549/henry-clay-1818/ "Henry Clay, 1818")Mas, de longe, o resultado mais significativo do compromisso foi ter demonstrado que o Sul estava muito mais unido em torno da instituição da escravatura do que se pensava anteriormente. Desapareceu a noção idílica de que a «instituição peculiar» iria extinguir-se por si só — até mesmo Jefferson, que outrora professara acreditar na abolição gradual da escravatura, alinhou-se agora com os homens que apoiavam a sua expansão. A partir daí, a questão da escravatura só se tornaria mais divisiva, à medida que dominava o debate político nos Estados Unidos. Jefferson, que se encontrava no crepúsculo da sua vida e não viveria para ver a nação dilacerada pela guerra civil, previu, no entanto, que a questão da escravatura só seria resolvida pela violência:

> Esta questão crucial, como um alarme de incêndio na noite, despertou-me e encheu-me de terror. Considerei-a imediatamente o sino fúnebre da união. Está silenciada, de facto, por agora. Mas isto é apenas um adiamento, não uma sentença definitiva… Lamento que agora vá morrer na convicção de que o sacrifício inútil da geração de 1776, para conquistar o autogoverno e a felicidade para o seu país, será deitado fora pelas paixões imprudentes e indignas dos seus filhos, e que o meu único consolo será não viver para chorar por isso.
> (citado em Howe, pág. 157).

De facto, não demorou muito para que a instabilidade do Compromisso do Missouri se tornasse evidente. Quando os habitantes do Missouri se reuniram para redigir a sua constituição estadual, não só legalizaram a escravatura para sempre, como também proibiram os negros e mulatos livres de «vir e estabelecer-se neste estado» (*Idem*). Isto contradizia diretamente a Constituição dos EUA, uma vez que alguns negros livres eram cidadãos de outros estados e, por isso, tinham garantidos os mesmos «privilégios e imunidades» em todos os estados. Quando a constituição estadual do Missouri foi enviada ao Congresso para aprovação, muitos congressistas do Norte ameaçaram opor-se a ela, o que anularia todo o progresso do Compromisso do Missouri.

Mais uma vez, coube a Clay acalmar a situação, propondo o que ficou conhecido como o «Segundo Compromisso do Missouri»: o Congresso aprovaria a Constituição do estado do Missouri, desde que a Assembleia Legislativa do Missouri não aprovasse qualquer lei que violasse os direitos dos cidadãos negros livres. Isto foi acordado e o Missouri entrou oficialmente na União como o 24.º estado em agosto de 1821; o Maine já tinha sido admitido. A tendência estabelecida pelo Compromisso do Missouri — a admissão de um «estado livre» por cada «estado escravista», e vice-versa — continuaria até ser contestada pelo [Compromisso de 1850](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24595/compromisso-de-1850/) e, por fim, revogada quatro anos mais tarde pela Lei do Kansas-Nebraska. Longe de proporcionar uma solução permanente, o Compromisso do Missouri apenas adiou o conflito que acabaria por culminar na Guerra Civil Americana.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Howe, Daniel Walker. *What Hath God Wrought: The Transformation of America, 1815-1848.* Oxford University Press, 2007.](https://www.worldhistory.org/books/0195078942/)
- [McPherson, James M. *Battle Cry of Freedom.* Oxford University Press, 2003.](https://www.worldhistory.org/books/019516895X/)
- [Meacham, Jon. *Thomas Jefferson.* Random House Trade Paperbacks, 2013.](https://www.worldhistory.org/books/0812979486/)
- [Missouri Compromise: Date, Definition & 1820 - HISTORY](https://www.history.com/articles/missouri-compromise "Missouri Compromise: Date, Definition & 1820 - HISTORY"), accessed 4 Jun 2025.
- [Wood, Gordon S. *Empire of Liberty: A History of the Early Republic 1789-1815.* Oxford University Press, 2011.](https://www.worldhistory.org/books/0199832463/)

## Sobre o Autor

Harrison Mark é pesquisador e escritor para a World History Encyclopedia. Ele é graduado pela SUNY Oswego, onde estudou História e Ciência Política.
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## Histórico

- **3 Feb 1819 CE**: Rep. James Tallmadge, Jr. introduces the 'Tallmadge Amendment', which would prohibit Missouri from joining the Union unless it limited slavery.
- **5 Mar 1820 CE**: Congress approves the [Missouri Compromise](https://www.worldhistory.org/Missouri_Compromise/), setting the boundary between 'free' and 'slave' states at the 36°30′ parallel (except Missouri).

## Perguntas & Respostas

### O que levou ao Compromisso do Missouri?
O Compromisso do Missouri de 1820 foi uma tentativa do Congresso dos Estados Unidos de resolver um conflito regional entre os «estados livres» do Norte e os «estados escravistas» do Sul, relativamente à expansão da escravatura para o estado do Missouri. 

### O que foi o Compromisso do Missouri?
No Compromisso do Missouri, ficou decidido que o Missouri entraria para a União como um «estado escravista», em troca da admissão do Maine como um «estado livre». Ficou também decidido que a escravatura seria proibida em todos os territórios ocidentais a norte do paralelo 36°30′, com exceção do próprio Missouri. 

### Por que razão o Compromisso do Missouri foi importante?
O Compromisso do Missouri foi importante por ter transformado a questão da escravatura no principal tema nacional e por ter estabelecido a divisão entre os «estados livres» do Norte e os «estados escravistas» do Sul no paralelo de 36°30′. 


## Cite Este Artigo

### APA
Mark, H. W. (2026, May 18). Compromisso do Missouri. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24005/compromisso-do-missouri/>
### Chicago
Mark, Harrison W.. "Compromisso do Missouri." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, May 18, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24005/compromisso-do-missouri/>.
### MLA
Mark, Harrison W.. "Compromisso do Missouri." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 18 May 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24005/compromisso-do-missouri/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 18 May 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

