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title: Partilha de África: Como os Impérios Europeus Conquistaram um Continente
author: Mark Cartwright
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23319/partilha-de-africa/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-06-21
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# Partilha de África: Como os Impérios Europeus Conquistaram um Continente

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

A Partilha de África descreve a competição entre as potências imperiais europeias para, primeiro, controlarem o comércio e, mais tarde, o território em África, nas duas últimas décadas do século XIX. Entre as razões para o interesse destas potências por África incluíam-se os seus recursos: como o marfim, o ouro e o óleo de palma; o controlo das rotas comerciais; e o prestígio de possuir um [império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) global. Outras motivações passavam pelo desejo de difundir o [Cristianismo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-665/cristianismo/) e aquilo a que os europeus chamavam "[civilização](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10175/civilizacao/)". As potências dominantes nesta partilha foram a Grã-Bretanha, a França, a Alemanha, a Bélgica, Portugal e a [Itália](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-207/italia/).

O resultado da Partilha de África foi um continente dividido no mapa pela régua de um cartógrafo, mas com uma realidade física de divisões prejudiciais entre os povos locais e as redes comerciais tradicionais, dado que os recursos naturais e as populações indígenas foram implacavelmente explorados em prol do lucro. No início do século XX, apenas dois Estados africanos eram livres de algum tipo de controlo europeu.

### As Riquezas de África

Os recursos africanos cobiçados pelos Estados europeus, entre outros, eram o óleo de palma, o marfim, a borracha, o amendoim e o ouro. Durante muito tempo, a África fora uma fonte de escravos, mas este comércio em particular estava a ser substituído por outros na segunda metade do século XIX. Os diamantes foram acrescentados à lista de riquezas após a sua descoberta em Kimberley, na África Austral, em 1867. Igualmente na África Austral, em 1886, descobriu-se em Witwatersrand jazidas maciças de ouro, o que mudaria o mundo. As descobertas de ouro e diamantes inspirariam mais prospetores e colonos a tentar a sorte por toda a África, com todos a esperar encontrar tesouros semelhantes, embora na maioria das vezes ficassem desapontados.

O acesso aos recursos naturais de África e às suas populações como fonte de escravos estivera, tradicionalmente, limitado às zonas costeiras e aos intermediários africanos que comerciavam com o interior. Isto mudou com os avanços na medicina, como o quinino, que prevenia algumas das doenças africanas que tanto afetavam os europeus. Um segundo avanço que abriu as portas ao interior de África foi a descoberta e o mapeamento de vias navegáveis fulcrais, tais como os rios Congo, Zambeze e Níger. A longa e exaustiva busca pela nascente do Nilo, finalmente confirmada na década de 1860 como sendo o Lago Vitória, foi outra mais-valia para comerciantes, missionários e futuros colonos. A partir de então, os barcos a vapor podiam transportar mercadorias de forma muito mais rápida e económica para a costa, de onde podiam ser expedidas para outros continentes. Estes desenvolvimentos significaram, igualmente, a abertura de novos mercados para os comerciantes, onde estes podiam vender mercadorias importadas para África, geralmente oriundas de outros cantos dos impérios europeus.

[ ![Victoria Falls by Baines](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21784.png?v=1777575946-1777576098) As Cataratas Vitória por Baines Thomas Baines (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21784/victoria-falls-by-baines/ "Victoria Falls by Baines")Todos estes avanços surgiram no momento exato para muitas economias europeias, conforme explicado pela *The Cambridge Encyclopedia of History* (*A Enciclopédia de História de Cambridge*):

> A "Grande Depressão" da economia capitalista internacional, durante as últimas três décadas do século XIX, tornou os preços e os lucros instáveis; os comerciantes que operavam em África alertaram os seus governos de que a sua prosperidade futura poderia depender do desenvolvimento de novos canais africanos para exportação e investimento.
> (pág. 156)

### A Conferência de Berlim

À medida que a competição entre as potências europeias se intensificava para abocanhar os recursos de África e controlar os grandes rios, reconheceu-se que deveriam ser estabelecidas algumas regras de conquista para evitar que os impérios pisassem os calos uns aos outros e, potencialmente, causassem uma guerra entre si que pudesse alastrar ao continente europeu. Isto era particularmente premente para os três principais rivais: a Grã-Bretanha, a França e a Alemanha. O resultado desta preocupação foi a Conferência de Berlim de 1884-85. De especial interesse para os principais delegados estava a questão de quem controlaria a África Central e os maiores rios do continente. É revelador das mentalidades da época o facto de nenhum representante de qualquer Estado africano ter sido convidado a ir a Berlim.

A conferência, embora não tenha efetivamente dividido o continente, estabeleceu um quadro regulamentar através do qual África poderia, num futuro próximo, ser partilhada em áreas europeias de controlo efetivo; como tal, é amplamente considerada o início de uma clara aceleração numa partilha que, em bom rigor, já estava em curso. O que os acordos de Berlim ditaram, além de estabelecerem que os principais rios deveriam estar acessíveis a todos, foi que "as reivindicações de um governo europeu sobre uma determinada região só seriam reconhecidas se a potência europeia em questão já controlasse efetivamente essa região" (Reid, pág. 153). Esta estava longe de ser uma definição clara dos direitos coloniais, tal como as potências imperialistas os entendiam. Além disso, o que constituía exatamente o controlo ou a ocupação efetiva foi alvo de grande debate.

[ ![European Division of Africa Cartoon](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/20327.jpg?v=1772778735-1771926792) Desenho da Divisão Europeia da África Unknown Artist (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/20327/european-division-of-africa-cartoon/ "European Division of Africa Cartoon")Efetivamente, a linguagem vaga e a informalidade dos acordos celebrados em Berlim — de que toda a África estava agora disponível para quem a quisesse levar — apenas significaram que as potências imperialistas passavam a estar obrigadas a ter uma presença real numa determinada zona de África, em vez de se limitarem a apontar o dedo diplomático para um mapa e dizer: "aquela parte é minha". Esta consequência encerra alguma ironia, dado que os líderes reunidos em Berlim tinham esperado apenas controlar a atividade colonial da altura em África, pôr em causa reivindicações históricas bastante vagas (particularmente por parte de Portugal) e limitar a atividade futura ao comércio; contudo, como o tempo demonstraria, apenas tinham conseguido acelerar, alargar e aprofundar o processo de aquisição territorial. As potências europeias estavam agora mais do que empenhadas em demonstrar uma "ocupação efetiva" por todos os meios necessários e, em alguns casos, desejosas de morder uma fatia do continente simplesmente para evitar que um rival europeu o fizesse. Quando as reivindicações eram claras, assinavam-se tratados entre as potências europeias, reconhecendo frequentemente de forma mútua as respetivas pretensões, numa espécie de acordo do estilo "ficas com aquela fatia e nós ficamos com esta".

### O Processo de Colonização

A colonização assumiu inicialmente a forma de feitorias comerciais que controlavam ou até monopolizavam o comércio regional de certos bens, especialmente quando estas estações pertenciam a uma única empresa comercial privada. Ao mesmo tempo, e com grande frequência, os missionários estabeleciam missões, hospitais e escolas sempre que os chefes locais o permitiam. Quando se tornava evidente que uma região possuía recursos lucrativos, os governos europeus começavam a demonstrar um interesse mais direto, financiando projetos como estradas, pontes, caminhos-de-ferro e sistemas de telégrafo para apoiar o comércio e o controlo.

Uma consequência do investimento estatal era, frequentemente, a necessidade de proteger militarmente esses ativos; como tal, foram enviados exércitos para África e formadas milícias locais e forças policiais. Seguiam-se, por vezes, guerras sempre que as populações locais contestavam esta tomada de terras e recursos, mas poucas nações africanas conseguiam competir com as armas europeias modernas, tais como espingardas, metralhadoras e artilharia. A força das economias europeias significava que estas podiam dar-se ao luxo de travar guerras pouco lucrativas no imediato para garantir ganhos futuros de recursos. Os dois intervenientes mais poderosos neste jogo, a Grã-Bretanha e a França, possuíam também grandes marinhas de guerra com as quais podiam reabastecer e apoiar os seus exércitos terrestres.

À medida que as comunidades de colonos europeus cresciam, desenvolviam-se também instituições políticas locais (as quais, tipicamente, excluíam os africanos). Finalmente, o estatuto de colónia podia ser concedido a uma região por um governo europeu ou, se a região fosse também cobiçada ou estrategicamente importante para outras potências europeias, era atribuído o estatuto de protetorado, que exercia um menor controlo (sendo o Egito um exemplo disso, com o seu controlo do Canal de Suez).

[ ![Ivory Trading Station, French Congo](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21873.png?v=1781031418-1781031489) Feitoria de Marfim, Congo Francês Jean Audema (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21873/ivory-trading-station-french-congo/ "Ivory Trading Station, French Congo")As potências africanas não foram inteiramente passivas na Partilha de África, dado que muitos governantes locais tinham estado, e no futuro continuariam a estar, mais do que dispostos a favorecer uma potência imperialista para afastar outra, ou a utilizar ligações militares e comerciais estrangeiras para reforçar as suas próprias posições de poder contra rivais locais. Os líderes que decidiram combater abertamente os colonizadores europeus acabaram, mais cedo ou mais tarde, por perder o seu Estado ou por ver o seu território ser absorvido por uma colónia. Não obstante, eclodiram ocasionalmente rebeliões contra o domínio colonial — sendo a Guerra Mahdista no Sudão e a Rebelião Mau-Mau no Quénia exemplos notáveis — e os ativistas clandestinos continuaram a trabalhar e a recrutar para que, um dia, pudessem ser formados movimentos populares capazes de substituir os governos coloniais.

Na partilha, as colónias foram criadas inteiramente a pensar nos interesses europeus. Uma consequência desta atitude foi a criação de fronteiras em linha reta que, com grande frequência, ignoravam por completo não só os desafios da geografia local, mas também os direitos territoriais tradicionais das populações indígenas, as línguas comuns e as culturas profundamente enraizadas. Outras consequências incluíram um forte impacto ambiental, como a desflorestação, e a erradicação de certos animais em algumas áreas, tais como os elefantes, abatidos às dezenas de milhares todos os anos por causa das suas presas de marfim.

### Uma Capa Moral para a Conquista

Os líderes, comerciantes e colonos europeus convenciam-se, com grande frequência, de que a colonização de África não se resumia ao dinheiro. Várias outras motivações eram propaladas; algumas nas quais se acreditava piamente, enquanto outras não passavam de meras capas para mascarar uma exploração sem escrúpulos, sendo algumas dessas motivações: a difusão da religião para salvar almas; a erradicação do comércio de escravos; a realização de descobertas científicas (particularmente nos campos da geografia, biologia e antropologia) que beneficiariam a humanidade; a erradicação de doenças que assolavam a vida dos africanos, e a partilha dos benefícios da Revolução Industrial.

[ ![Dar es-Salaam, German East Africa](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/21705.png?v=1774540461-1774540528) Dar es Salaam, África Oriental Alemã Bundesarchiv, Bild 105-DOA0162 / Walther Dobbertin (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/21705/dar-es-salaam-german-east-africa/ "Dar es-Salaam, German East Africa")As delegações na Conferência de Berlim tinham dedicado alguma consideração ao bem-estar dos africanos, prometendo preservar as tribos nativas e melhorar as suas condições de vida e bem-estar material. Em grande medida, tratou-se de promessas vãs, mas estas indicam, de certa forma, a razão pela qual os líderes europeus sentiam que tinham todo o direito de intervir em África sem consultar os africanos; uma atitude difícil de compreender hoje em dia. Os estadistas acreditavam que as suas economias industrializadas lhes conferiam o poder e, consequentemente, o direito de intervir. Isto era visto e explicado como uma espécie de Darwinismo Social: a ideia de que as nações mais "evoluídas" tinham o direito de interferir nas nações "atrasadas". Além disso, muitos europeus sentiam também uma superioridade moral e a obrigação de agir, uma vez que se percecionavam como agentes superiores que podiam (para usar as suas palavras) "melhorar" e "civilizar" os povos africanos, os quais consideravam "primitivos" e "selvagens".

Como aponta a historiadora M. E. Chamberlain, uma perspetiva amplamente partilhada entre as populações da [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/) no século XIX, totalmente alheia à nossa visão moderna, era a de que:

> Era tanto adequado como inevitável que os mais avançados conquistassem e governassem os menos avançados. No final, seria para benefício de ambos. Mas, acima de tudo, era inevitável… esta \[visão\] dava-lhes \[aos imperialistas\] tanto uma garantia reconfortante de que estavam do lado vencedor como uma espécie de absolvição por quaisquer atos duvidosos que pudessem cometer no cumprimento de um destino inevitável e, em última análise, benevolente.
> (pág. 94)

A atitude europeia e o seu vocabulário racista foram reforçados e repetidos por historiadores e académicos europeus contemporâneos, que erroneamente consideravam a longa história de África como estando completamente desprovida de algo digno de nota, bem como por instituições e líderes religiosos convencidos de que o seu dever era espalhar a mensagem do Cristianismo e varrer as religiões e culturas indígenas rivais. Todas estas atitudes estão encapsuladas nos ideais daquilo a que popularmente se chamava os "3 Cs" do imperialismo: Comércio, Cristianismo e Civilização. Estas atitudes eram também amplamente partilhadas nas nações europeias entre pessoas de todas as classes, à medida que o propósito, os benefícios e o orgulho do império eram enaltecidos na literatura (incluindo a infantil), no teatro, na música, na publicidade e no material educativo.

[ ![Map of Africa after the Treaty of Versailles, c.1920](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/18797.png?v=1774570277-1766470284) A África Após o Tratado de Versalhes, cerca de 1920 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/18797/map-of-africa-after-the-treaty-of-versailles-c1920/ "Map of Africa after the Treaty of Versailles, c.1920")### Quem Ficou com o Quê?

Na sequência da Partilha de África, as principais potências europeias controlavam as seguintes colónias/protetorados:

- **Alemanha**: Sudoeste Africano, [África Oriental Alemã](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-26070/africa-oriental-alema/), Togolândia, Camarões Alemães.
- **Bélgica**: [Congo Belga](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-22881/congo-belga/)
- **Espanha**: Marrocos Espanhol, Rio de Oro, Sara Espanhol, Guiné Espanhola.
- **França**: África Ocidental Francesa, Marrocos Francês, Argélia, Tunísia, África Equatorial Francesa, Mauritânia, Guiné Francesa, Senegal, Sudão Francês, Costa do Marfim, Congo Francês, Gabão, Madagáscar, Djibuti, Somália Francesa.
- **Grã-Bretanha**: Egito, Sudão, Somália Britânica, Quénia, Uganda, Rodésia, Bechuanalândia, Niassalândia, Basutolândia, Suazilândia, África do Sul, Serra Leoa, Costa do Ouro, Gâmbia, Nigéria.
- **Itália**: Líbia, Eritreia, Somália Italiana.
- **Portugal**: Angola Portuguesa, Moçambique Português, Guiné Portuguesa.

### O Impacto Duradouro

Desta forma, no início do século XX, apenas a Libéria e a Abissínia (Etiópia) permaneciam como Estados independentes em África. Em apenas um par de décadas, mais de 100 milhões de africanos viram-se sob o domínio europeu. Mais tarde, à medida que as potências europeias enfrentavam os desafios de duas guerras mundiais no século XX e os movimentos nacionais africanos começavam a ganhar maior eficácia, iniciou-se a luta pela manutenção das colónias. Gradualmente, ao longo da segunda metade do século XX, os Estados africanos foram conquistando a sua independência. À medida que África tentava recuperar de décadas de exploração desenfreada e superar os problemas causados por fronteiras arbitrárias que tinham dividido comunidades de forma artificial, as populações civis sofreram, uma vez mais, e ainda continuam a sofrer hoje em dia, convulsões sociais, económicas e políticas que, com demasiada frequência, resultaram em guerras civis, ditaduras e crises humanitárias.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Boahen, A. Adu. *UNESCO General History of Africa, Vol. VII, Abridged Edition.* University of California Press, 1990.](https://www.worldhistory.org/books/0520067029/)
- [Chamberlain, M. E. *The Scramble for Africa.* Routledge, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/1408220148/)
- [Dalziel, Nigel . *The Penguin Historical Atlas of the British Empire.* Penguin Books, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/B00N4ERUMU/)
- [Fage, . *The Cambridge History of Africa.* Cambridge University Press, 1985.](https://www.worldhistory.org/books/0521228034/)
- [James, Lawrence. *Empires in the Sun.* Pegasus Books, 2018.](https://www.worldhistory.org/books/1681777312/)
- [Marshall, P. J. *The Cambridge Illustrated History of the British Empire.* Cambridge University Press, 1996.](https://www.worldhistory.org/books/0521432111/)
- [McEvedy, Colin. *The Penguin Atlas of African History.* Penguin Books, 1996.](https://www.worldhistory.org/books/0140513213/)
- [Oliver, R. A. *Cambridge Encyclopedia of Africa.* Cambridge University Press, 1981.](https://www.worldhistory.org/books/0521230969/)
- [Pakenham, Thomas. *Scramble for Africa.* Weidenfeld & Nicolson History, 2001.](https://www.worldhistory.org/books/184212448X/)
- [Reid, Richard J. *A History of Modern Africa.* Wiley-Blackwell, 2020.](https://www.worldhistory.org/books/1119381924/)
- [Smith, Simon C. *British Imperialism 1750–1970.* Cambridge University Press, 1998.](https://www.worldhistory.org/books/052159930X/)

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE, mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Investigador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus interesses particulares incluem arte, arquitetura e a descoberta das ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Histórico

- **c. 1880 CE - c. 1900 CE**: The [Scramble for Africa](https://www.worldhistory.org/Scramble_for_Africa/).
- **c. 1880 CE - c. 1900 CE**: The [Scramble for Africa](https://www.worldhistory.org/Scramble_for_Africa/).
- **15 Nov 1884 CE - 26 Feb 1885 CE**: The Berlin Conference decides the fate of the Congo basin and how European powers will proceed in the [Scramble for Africa](https://www.worldhistory.org/Scramble_for_Africa/).

## Links Externos

- [The scramble for Africa : Chamberlain, M. E. (Muriel Evelyn), 1932](https://archive.org/details/scrambleforafric0002cham_l0m7)
- [Scramble for Africa Lesson Plans & Worksheets Reviewed by ...](https://www.lessonplanet.com/search)
- [The long-run effects of the scramble for Africa](https://cepr.org/voxeu/columns/long-run-effects-scramble-africa-0)
- [The scramble for Africa - The British Empire - KS3 History - homework help for year 7, 8 and 9.  - BBC Bitesize](https://www.bbc.co.uk/bitesize/articles/zrfjqfr)

## Cite Este Artigo

### APA
Cartwright, M. (2026, June 21). Partilha de África: Como os Impérios Europeus Conquistaram um Continente. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23319/partilha-de-africa/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Partilha de África: Como os Impérios Europeus Conquistaram um Continente." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, June 21, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23319/partilha-de-africa/>.
### MLA
Cartwright, Mark. "Partilha de África: Como os Impérios Europeus Conquistaram um Continente." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 21 Jun 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-23319/partilha-de-africa/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 21 June 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

