---
title: Guerras Saxónicas
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21990/guerras-saxonicas/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-07-31
---

# Guerras Saxónicas

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

As Guerras Saxónicas (772-804) foram uma série de conflitos entre os [francos](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-13497/francos/), sob o comando de [Carlos Magno](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16764/carlos-magno/) — que procurava conquistar a Saxónia e converter a população ao [cristianismo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-665/cristianismo/) —, e [os saxões](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-13480/os-saxoes/), que resistiram. O conflito prolongou-se por mais de 30 anos, através de 18 campanhas, e custou milhares de vidas antes da vitória de Carlos Magno em 804 e da conversão/assimilação dos saxões na população em geral.

A causa imediata das guerras foi a destruição de uma igreja em Deventer, nos atuais Países Baixos, pelos saxões, que se opunham ao trabalho missionário nos seus territórios. Deventer tinha sido fundada c. 768 expressamente para este fim pelo missionário anglo-saxónico Lebuinus (m. 775), com o objetivo de converter o povo de Utrecht e das terras circundantes que, opondo-se a estes esforços, se aliaram aos saxões para preservar as suas crenças religiosas e costumes tradicionais.

Os líderes francos Carlos Martel (reinou de 737-741) e Pepino, o Breve (Mordomo do Paço da Nêustria 741-751 e Rei dos Francos 751-768), tinham ambos tentado, sem sucesso, subjugar a Saxónia; a causa foi então assumida por Carlos Magno (Rei dos Francos 768-814, Rei dos Francos e Lombardos 774-814, Imperador do Sacro [Império Romano](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-100/imperio-romano/)-[Germânico](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11869/germanico/) 800-814), que a transformou numa cruzada para cristianizar a Saxónia pela força. As guerras terminaram com a deportação de 10 000 saxões para a Nêustria em 804, sendo estes substituídos na Saxónia por francos. Os saxões continuaram a exercer influência cultural na Saxónia e noutros locais, mas a assimilação diluiu as tradições religiosas e culturais pelas quais tinham lutado.

### Os Saxões

Os saxões eram um povo germânico que se estabeleceu na região do norte da Alemanha em algum momento antes do século IV d.C., estabelecendo eventualmente as suas províncias de Angria, Ostfália e Vestfália na região que ficou conhecida como Saxónia. A sua primeira menção confirmada no registo histórico data de 356, quando são referenciados como piratas que atacavam os portos costeiros da Gália e da Britânia. Praticavam uma forma de paganismo germânico, mas os detalhes da sua observância são desconhecidos, uma vez que não mantiveram registos escritos e não possuíam nenhum texto sagrado. A sua estrutura social é também pouco clara pela mesma razão — baseavam-se na tradição oral para a preservação da sua cultura —, mas parece ter sido moldada pelas suas crenças religiosas.

A sociedade saxónica parece ter sido uma hierarquia com a nobreza no topo, seguida pelos homens livres, depois as classes inferiores e, por fim, os escravos. Faziam-se sacrifícios aos deuses — por vezes incluindo sacrifícios humanos — e as práticas religiosas incluíam a veneração de um pilar sagrado conhecido como Irminsul, que é por vezes caracterizado por escritores posteriores como uma árvore e que se pensa ter carregado, talvez, o mesmo simbolismo que a Árvore do Mundo Yggdrasil, a Árvore da Vida, mais conhecida na [mitologia nórdica](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12388/mitologia-nordica/). O estudioso H. R. Ellis Davidson observa:

A descrição da Irminsul como universalis columna é paralela à imagem da Árvore do Mundo, Yggdrasil, um dos símbolos mais poderosos da [Mitologia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-427/mitologia/) Nórdica, que se diz estar no centro dos mundos dos deuses e dos homens. Entre os escandinavos da Era Viquingue, uma árvore parece ser o símbolo principal do eixo central do universo, mas os chamados "pilares de assento elevado" de madeira, que formavam o suporte principal no centro dos salões e santuários, podem ser vistos como uma versão nortenha dos pilares germânicos erguidos em lugares sagrados. Nas fontes literárias, tais pilares estão associados ao [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) [Thor](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11922/thor/). (23)

A forma como a Irminsul era encarada pelos saxões é desconhecida, tal como qualquer ritual a ela associado, mas o objeto tinha claramente um grande significado religioso, cultural, político e militar, e os conselhos comunitários parecem ter sido convocados na sua presença. Os saxões não tinham rei nem corte, mas reuniam assembleias nas quais membros de todas as três classes tinham voz na tomada de decisões sobre assuntos legais, políticos, sociais e militares. As "províncias" da Saxónia não estavam sob qualquer governo centralizado, mas eram, mais ou menos, autogovernadas de acordo com valores culturais partilhados.

[ ![Germanic Warriors with Captured Soldiers](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/12928.png?v=1761895985) Guerreiros Germânicos com Soldados Capturados Mohawk Games (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/12928/germanic-warriors-with-captured-soldiers/ "Germanic Warriors with Captured Soldiers")Como as suas crenças religiosas estavam intimamente ligadas à sua cultura e sociedade, rejeitaram ferozmente os esforços dos missionários cristãos para os converter. As crónicas carolíngias posteriores (Anais do Reino dos Francos) observam como os saxões interpretavam a conversão como a obra de espíritos malignos determinados a destruí-los, voltando os membros fiéis da comunidade contra costumes tradicionais de longa data e substituindo-os por novos modelos. Ao rejeitarem o cristianismo, os saxões resistiram à pressão política e militar para forçar a sua submissão aos seus vizinhos, os francos, que defendiam a causa da nova fé na unificação do seu reino.

### Carlos Magno

Carlos Magno chegou ao poder como corregente com o seu irmão mais novo, Carlomano I (reinou 768-771), após a morte do seu pai, Pepino, o Breve, a quem a Igreja tinha concedido o recém-criado título de Rei dos Francos em 751. A Igreja controlava o reinado de Pepino através de um documento conhecido como a [Doação de Constantino](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18358/doacao-de-constantino/), que, alegava-se, tinha sido redigido após [a conversão de Constantino ao cristianismo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-1737/a-conversao-de-constantino-ao-cristianismo/) e estabelecia a Igreja como o único poder político na terra ao qual um monarca cristão se submetia voluntariamente, sendo que a Igreja concedia então a autoridade para governar. O documento era uma falsificação, mas Pepino não tinha forma de saber isto, e prosseguiu as suas políticas tanto no interesse da Igreja medieval como no seu próprio.

Após a sua morte, Carlos Magno quis continuar as suas políticas, especialmente no que dizia respeito às campanhas militares, enquanto Carlomano I apelava à cautela e à diplomacia. Carlos Magno ignorou o seu irmão e conduziu campanhas bem-sucedidas na Aquitânia, irritando Carlomano I e ameaçando a perspetiva de uma guerra civil, quando Carlomano morreu em 771 e Carlos Magno tornou-se o único Rei dos Francos. Rapidamente definiu-se como um defensor da Igreja — embora não existam provas de que tenha alguma vez aceitado a Doação de Constantino como um documento autoritário — e procedeu contra todos aqueles que se opunham aos ensinamentos da igreja através de campanhas militares.

[ ![Statue of Charlemagne](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/10298.jpg?v=1723693203) Estátua de Carlos Magno Mark Kaswan (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/10298/statue-of-charlemagne/ "Statue of Charlemagne")O conselheiro de Carlos Magno, o clérigo e erudito Alcuíno de Iorque (n. 735-804), opôs-se a esta política, observando que a conversão forçada não tinha valor, uma vez que era necessário chegar a Cristo por livre vontade. Carlos Magno rejeitou este conselho e o seu primeiro esforço de conversão pela espada foi contra os saxões em 772 — ainda que não seja claro se esta foi a sua principal motivação no início das Guerras Saxónicas. O estudioso Roger Collins comenta:

> Campanhas individuais de Carlos Martel e Pepino tinham contido a pressão saxónica ao longo do rio Lippe, mas não tinham transformado o domínio franco numa realidade na área, quanto mais sobre a Saxónia de um modo mais geral. Em 772, Carlos Magno estava determinado a subjugar o grupo meridional dos saxões. Isto implicava não apenas uma conquista militar, mas também a sua integração na órbita cultural franca através da sua conversão forçada ao cristianismo. Se esta foi a sua intenção desde o início, não é claro, mas tinha certamente passado a sê-lo por 775.
> (pág. 281)

O objetivo inicial da primeira campanha de 772 foi a tomada de Eresburg e a destruição do centro religioso ali situado, que incluía a Irminsul e o considerável tesouro do seu santuário.

### As Primeiras Campanhas e a Destruição da Irminsul

Carlos Magno alegou justificação para lançar esta campanha contra os saxões como represália pela destruição da igreja de Deventer em 772. Parece claro, contudo — como observa Collins —, que ele iria prosseguir com a ação militar contra a Saxónia em conformidade com as políticas de Carlos Martel, Pepino, o Breve, e os esforços de conversão da Igreja — mesmo que a igreja de Deventer nunca tivesse sido tocada.

[ ![Mapa de Carlos Magno e o Império Carolíngio cerca de 814](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/16359-pt.png?v=1782731020-1782846002) Carlos Magno e o Império Carolíngio, c 814 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/trans/pt/3-16359/mapa-de-carlos-magno-e-o-imperio-carolingio-cerca/ "Mapa de Carlos Magno e o Império Carolíngio cerca de 814")Ele atacou Eresburg, destruindo a sagrada Irminsul ali existente, pilhando o santuário e massacrando as pessoas antes de marchar de regresso ao seu próprio reino com vários reféns para garantir o bom comportamento na adesão aos termos que tinha oferecido. Collins comenta a destruição da Irminsul:

> A natureza exata deste objeto é incerta, mas a sua localização em território recentemente adquirido na fronteira sul em expansão do território saxónico sugere que era mais do que um item de reverência tradicional e estava diretamente associado à vitória e conquista militar. Assim, a sua destruição não foi apenas financeiramente lucrativa, devido à captura do tesouro de oferendas no santuário, mas também pretendida como um golpe na moral saxónica.
> (pág. 281)

Acreditando que os saxões cumpririam os seus termos, ele deixou a região em paz e marchou contra os Lombardos, conquistando-os em 774 e reivindicando o título de Rei dos Francos e Lombardos. Os saxões, possivelmente liderados nesta altura por Widukind (citado como o líder saxónico entre 777-785), rejeitaram os termos de Carlos Magno no mesmo ano, no entanto, lançando incursões em território franco, destruindo Eresburg e saqueando um mosteiro como represália pela destruição da Irminsul. Carlos Magno voltou a sua atenção para a região e derrotou os saxões em batalha em 775, estabelecendo fortificações e acampamentos para impor a sua vontade antes de continuar as campanhas militares na região da atual [Itália](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-207/italia/).

### Widukind, o Massacre de Verden e as Leis Saxónicas

Os saxões rebelaram-se novamente em 776 e foram de novo reprimidos por Carlos Magno, que comandou as suas tropas pessoalmente para punir os responsáveis pela insurreição. Widukind escapou e fugiu para a Dinamarca, onde negociou um acordo com o Rei Sigfried para permitir que os saxões se refugiassem no seu reino. Este pacto abriu um caminho da Saxónia para a Dinamarca, que muitos saxões aproveitaram para fugir das [cruzadas](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15951/cruzadas/) de Carlos Magno. Em 777, Carlos Magno convocou uma assembleia no seu recém-estabelecido povoamento de Paderborn para receber a submissão dos líderes saxões e supervisionar o seu batismo.

Os registos deste evento notam que Widukind não estava entre os presentes e, embora não existam provas sólidas, é provável que ele tenha regressado da Dinamarca para organizar a resistência posterior que atraiu Carlos Magno de volta à Saxónia em 779. Collins comenta as dificuldades que Carlos Magno enfrentou ao derrotar os saxões, em contraste com os seus outros adversários, como os Lombardos:

Em parte, o problema em subjugar os saxões era a dificuldade do terreno pantanoso, dentro e à volta do qual o combate ocorria. Esta era uma região que tinha frustrado os esforços de conquista romanos no tempo de [Augusto](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-412/augusto/). Mas, talvez ainda mais significativamente, era a natureza da organização social e política dos saxões. Eles não tinham reis nem instituições centrais permanentes. Nem, além de fortes como Eresburg, tinham quaisquer povoamentos grandes. As unidades sociais básicas saxónicas eram as famílias alargadas, e estas ocupavam quintas fortificadas, algo como pequenas aldeias... Assim, os saxões não podiam ser incapacitados pela derrota de um único líder, nem a tomada ou destruição de povoamentos-chave levaria a uma conquista rápida. (282)

Em 782, Widukind liderou novamente os saxões numa revolta, destruindo igrejas e massacrando povoamentos francos. Carlos Magno respondeu com outra campanha e o infame Massacre de Verden, no qual 4.500 saxões foram executados. Ele emitiu então as Ordenações Relativas à Saxónia (também conhecidas como Capitulares Saxónicas) a partir de Paderborn, proibindo a prática do paganismo germânico sob pena de morte. As Ordenações, e outros decretos, foram utilizados para a emissão da *Lex Saxonum* (Leis Saxónicas) em 802/803, perto da conclusão do conflito, embora estas leis posteriores fossem muito mais conciliadoras do que os éditos anteriores.

[ ![Widukind](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/17540.jpg?v=1717604107-1686738072) Widukind Corradox (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/17540/widukind/ "Widukind")Em 785, Widukind apresentou-se perante Carlos Magno para jurar lealdade e receber o batismo cristão. Depois disso, Widukind desaparece do registo histórico, e Carlos Magno parece ter considerado as Guerras Saxónicas concluídas e a vitória como sua. Embora existam registos de rebeliões esporádicas e agitação civil, não houve novas revoltas em grande escala durante os sete anos seguintes.

### A Rebelião e a Deportação

Os saxões levantaram-se novamente em 792, começando na Vestfália, mas esta revolta foi rapidamente suprimida. A paz, contudo, não durou muito, uma vez que outra rebelião foi iniciada em 796, a qual foi mais uma vez tratada pessoalmente por Carlos Magno à frente das suas tropas. Como Collins observa, a respeito das rendições saxónicas e promessas de lealdade: "Tais submissões humilhantes eram eficazes apenas enquanto Carlos Magno e o principal exército franco estivessem presentes para as impor" (282). Ainda assim, e apesar do comando pessoal de Carlos Magno sobre as suas forças, a revolta continuou (ou surgiu de novo) até 798.

Para impedir que os saxões recebessem ajuda ou escapassem das suas campanhas, Carlos Magno terminou a rota de migração para a Dinamarca em 798 e aumentou a pressão sobre os saxões para que se submetessem e se convertessem ao cristianismo. Talvez em consideração ao conselho de Alcuíno, Carlos Magno suavizou a sua posição sobre a conversão forçada e as observâncias pagãs, revogando a pena de morte em 797, antes de emitir as Leis Saxónicas em 802/803. Quando a resistência continuou, ele ordenou a deportação de 10 000 saxões para a Nêustria e substituiu-os por francos, pondo fim às Guerras Saxónicas.

### Conclusão

Embora Carlos Magno pareça ter rejeitado a Doação de Constantino, ele moldou claramente a sua autoimagem pela do primeiro [imperador romano](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-1032/imperador-romano/) a ter aceite e validado o cristianismo, chegando ao ponto de nomear uma cidade — Karlsburg — em sua honra, tal como Constantino tinha feito com [Constantinopla](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-700/constantinopla/). Os textos medievais cristãos que defendem Carlos Magno reforçam esta ligação, afirmando que Carlos Magno, tal como Constantino, foi um defensor da fé e que os saxões eram "demónios" que se tinham colocado como adversários de Cristo e que, por isso, pagaram justamente com as suas vidas e autonomia.

No entanto, até as fontes cristãs notam a brutalidade das campanhas de Carlos Magno contra os saxões, afirmando que ele lhes "pregou" com uma "língua de ferro". O estudioso Philippe Contamine nota como "o medo de um castigo sobrenatural e o desejo de obter a proteção de Deus ou dos seus santos levava por vezes os chefes \[deste período\] a restringir ou proibir a devastação" (262). Nenhum dos relatos das Guerras Saxónicas sugere que Carlos Magno tenha aderido minimamente a este modelo, porque, na sua mente, ele era um campeão do bem supremo a lutar contra as forças enviadas contra ele por forças sombrias e demoníacas.

O número de mortos das Guerras Saxónicas é desconhecido, mas, do lado saxónico, de acordo com os anais francos, pelo menos 10 000 foram mortos entre 772-782, com uma estimativa mínima de pelo menos mais 4 000 até 800. Os saxões continuariam a honrar as suas tradições mesmo após a sua conversão nominal ao cristianismo, e muitas das suas tradições — incluindo a celebração do Yule anualmente por volta de 25 de dezembro — tornar-se-iam eventualmente parte das observâncias da nova fé. A sua estrutura social, contudo, moldada pelo sistema de crenças que Carlos Magno tinha proibido, foi efetivamente terminada em 804, e quaisquer revoltas esporádicas posteriores nada puderam fazer para a ressuscitar.

#### Editorial Review

This human-authored definition has been reviewed by our editorial team before publication to ensure accuracy, reliability and adherence to academic standards in accordance with our [editorial policy](https://www.worldhistory.org/static/editorial-policy/).

## Bibliografia

- [Cantor, N. F. *The Civilization of the Middle Ages.* Harper Perennial, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0060925531/)
- [Collins, R. *Early Medieval Europe, 300-1000 .* Red Globe Press, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/0230006736/)
- [Contamine, P. & Jones, M. *War in the Middle Ages.* Blackwell Publishing, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/B08PKKH4BM/)
- [Davidson, H. R. Ellis. *Myths and Symbols in Pagan Europe.* Syracuse University Press, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0815624417/)
- [Gregory of Tours. *The History of the Franks .* Penguin Classics, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0140442952/)
- [McKitterick, R. *Charlemagne: The Formation of a European Identity.* Cambridge University Press, 2008.](https://www.worldhistory.org/books/0521716454/)
- [Scholz, B. W & Rogers-Gardner, B. *Carolingian Chronicles (Annals of the Kingdom of the Franks).* University of Michigan Press, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0472061860/)
- [Widukind of Corvey & Bachrach B. & Bachrach D. *Deeds of the Saxons .* The Catholic University of America Press, 2014.](https://www.worldhistory.org/books/0813226937/)

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Histórico

- **772 CE - 804 CE**: The [Saxon Wars](https://www.worldhistory.org/Saxon_Wars/); [Charlemagne](https://www.worldhistory.org/Charlemagne/) defeats the [Saxons](https://www.worldhistory.org/Saxons/) and establishes [Christianity](https://www.worldhistory.org/christianity/) in Saxony.

## Perguntas & Respostas

### O que foram as Guerras Saxónicas?
As Guerras Saxónicas foram uma série de conflitos ocorridos entre 772 e 804 entre os francos, liderados por Carlos Magno, que pretendiam converter à força os saxões ao cristianismo, e os povos germânicos pagãos da Saxónia. 

### O que provocou as Guerras Saxónicas? 
A causa imediata das Guerras Saxónicas foi a destruição, pelos saxões, da igreja de Deventer, na atual Holanda, mas entende-se que Carlos Magno teria lançado uma campanha contra os saxões mesmo que essa igreja nunca tivesse sido danificada. 

### Quantas Guerras Saxónicas houve? 
Carolino lançou 18 campanhas militares contra os saxões entre 722 e 804. 

### Quem venceu as Guerras da Saxónia?
Carolino, dos francos, venceu as Guerras dos Saxões depois de deportar 10 000 saxões da sua terra natal e substituí-los por francos cristãos. 


## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, July 31). Guerras Saxónicas. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21990/guerras-saxonicas/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Guerras Saxónicas." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, July 31, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21990/guerras-saxonicas/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Guerras Saxónicas." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 31 Jul 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21990/guerras-saxonicas/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 31 July 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

