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title: Astrologia Helenística
author: Arienne King
translator: Ricardo Albuquerque
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21590/astrologia-helenistica/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2023-08-12
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# Astrologia Helenística

_Escrito por [Arienne King](https://www.worldhistory.org/user/ava.spartan.117/)_
_Traduzido por [Ricardo Albuquerque](https://www.worldhistory.org/user/ricardorangelgo)_

A astrologia helenística compreendia várias formas de divinação na Grécia e no Mediterrâneo, todas relacionadas à observação de fenômenos astronômicos. Era baseada na crença de que as estrelas e planetas poderiam ou influenciar diretamente ou que seu movimento teria relação com eventos na Terra.

A astrologia se inspirou em crenças científicas e filosóficas prevalentes na antiga Grécia, tanto que obras astrológicas costumavam ser escritas em conjunto com trabalhos sobre astronomia. Esta foi uma das motivações práticas principais para a pesquisa e observação astronômica na Antiguidade. Embora a astrologia fosse tratada seriamente na época, baseava-se numa compreensão profundamente errônea do cosmos. Novas descobertas e o maior conhecimento sobre o universo, durante o período moderno inicial, levaram à separação das crenças astrológicas pseudocientíficas da [ciência](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-351/ciencia/) da astronomia.

### Origens da Astrologia no Oriente Próximo

A astrologia foi uma das muitas formas de divinação praticadas no antigo Oriente Próximo. Para os observadores deste período, corpos celestiais como estrelas e planetas pareciam-se com forças imortais e imutáveis, em contraste com a aparentemente imprevisível e instável natureza da vida na Terra. A incapacidade de explicar fenômenos astrológicos fazia com que parecessem divinos.

Os historiadores modernos tendem a categorizar a antiga astrologia em tipos diferentes, que focavam em fenômenos específicos. A astrologia de presságios, voltada para a previsão de eventos futuros baseando-se em ocorrências incomuns ou dramáticas nos céus, originou-se na [Babilônia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-53/babilonia/), pelo menos desde o século VIII a.C.. Os astrólogos da época interpretavam eventos astronômicos como eclipses, bem como ocorrências climáticas estranhas, como trovões e formações de nuvens, como sinais de desordem. As predições astrológicas iniciais diziam respeito a avisos sobre eventos que poderiam impactar a sociedade, como a fome, tumultos civis e o bem-estar da família real.

[ ![The Latest Dated Cuneiform Tablet in the British Museum](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/4832.jpg?v=1599398104) Tabuleta Cuneiforne com a Data Mais Recente do Museu Britânico Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/4832/the-latest-dated-cuneiform-tablet-in-the-british-m/ "The Latest Dated Cuneiform Tablet in the British Museum")No primeiro milênio a.C., os astrônomos do Oriente Próximo desenvolveram ferramentas matemáticas para predizer com mais precisão os movimentos de estrelas e planetas. Isso permitiu aos observadores prognósticos mais acurados sobre as estrelas e a elaboração de calendários lunares e solares mais precisos. Armados com conhecimento detalhado sobre o divino, era um passo lógico que tentassem entender ocorrências inexplicadas e predizer o desconhecido baseando-se nessa informação.

> Tendo feito observações sobre as estrelas por muitos anos, e encontrado os movimentos e poderes de cada uma delas mais precisamente do que qualquer outro povo, \[os caldeus\] prediziam às pessoas muitas das coisas que estavam por acontecer.
> (Diodoro, 2.30., tradução para o inglês de Jones e Steele)

Os astrólogos babilônicos não se limitavam a revelar prognósticos dramáticos sobre o destino da terra. Por volta do século V a.C., começaram a buscar conexões entre fenômenos astronômicos e os destinos individuais. A jornada anual do Sol e o ciclo das estações de morte e renascimento inspirou a ideia de ler o curso de uma vida nos céus. Como não era possível saber a posição das estrelas no momento do nascimento, os astrólogos faziam mapas, utilizados para determinar as posições planetárias na hora e local do nascimento de uma pessoa. Este tipo de astrologia natal não alcançou o auge de sua popularidade senão dali a vários séculos, durante o período helenístico.

### O Desenvolvimento da Astrologia Helenística

Os relatos greco-romanos das [Guerras Persas](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-1003/guerras-persas/) mencionam astrólogos entre os dignatários do mais alto escalão persa, mas é improvável que o conhecimento astrológico permeasse a sociedade grega durante o período Clássico. De acordo com autores helenísticos, a astrologia foi introduzida na Grécia por um sacerdote babilônico chamado Berossus, que fundou uma escola de astronomia em [Cós](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11657/cos/), por volta de 280 a.C.. O aumento do intercâmbio com o Oriente Próximo sem dúvida encorajou o crescimento da astrologia na Grécia, mas a maior influência veio da [filosofia grega](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11892/filosofia-grega/). O classisista A. A. Long assinala que as mudanças no entendimento grego sobre física e astronomia criaram o ambiente intelectual para a proliferação das teorias astrológicas.

Como se mostrava em harmonia com as crenças religiosas, filosofias e teorias médicas do antigo Mediterrâneo, a astrologia rapidamente cresceu em popularidade. O Egito ptolemaico, devido à influência sobre os estudiosos do antigo Mediterrâneo, através de instituições como [a Biblioteca de Alexandria](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10883/a-biblioteca-de-alexandria/), desempenhou um importante papel no desenvolvimento da astrologia helenística. Os horóscopos gregos mais antigos, escritos em papiro ou *ostraka* (cacos de cerâmica) foram descobertos no Egito, datando do século I d.C., onde provavelmente estavam sendo produzidos desde pelo menos o século I a.C..

Muitos dos textos sobreviventes da astrologia helenística pertencem à literatura hermética, um gênero de esoterismo que compreende tratados sobre magia, astrologia e ciência. A literatura hermética foi um produto do período helenístico, no qual se combinaram as ideias contemporâneas gregas com partes da cosmologia egípcia e babilônica. Os autores buscavam aumentar o apelo de suas obras com menções a inexistentes doutrinas egípcias ou orientais. Na realidade, os antigos egípcios tinham relativamente pouco interesse em astrologia antes do período helenístico.

### Astronomia

A astrologia grega enfatizou as relações geométricas entre os planetas, interpretadas como interações cósmicas e pessoais entre eles. Os astrólogos concentravam-se em alguns poucos corpos celestes particularmente significativos, com base em seu brilho e tamanho aparentes. Em primeiro lugar entre eles estavam os sete "planetas":

- [Hélio](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11295/helio/) - Sol
- Selene - Lua
- Áries - Marte
- Héspero - [Vênus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-462/venus/)
- [Hermes](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11103/hermes/) - Mercúrio
- [Zeus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-538/zeus/) - Júpiter
- Cronos – [Saturno](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10551/saturno/)

Os deuses planetários compartilhavam as mesmas características e personalidade com as divindades gregas que representavam.

Na Antiguidade, havia a crença prevalente que os corpos celestes moviam-se em volta da Terra. Esta concepção errônea foi contestada por Aristarco de [Samos](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-401/samos/) (c. 310-230 a.C.), mas seu modelo de universo heliocêntrico não seria reconhecido por muitos séculos. Para os observadores antigos do céu noturno, parecia que os corpos celestes moviam-se em torno da Terra numa órbita geocêntrica. Imaginava-se um domo sobre a Terra, através do qual as estrelas e planetas se moviam.

[ ![Theories of Aristarchus](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/1084.jpg?v=1750673648) Teorias de Aristarco Konstable (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/1084/theories-of-aristarchus/ "Theories of Aristarchus")A órbita anual da Terra em volta do Sol dava a impressão aos observadores de que a estrela se movia lentamente num trajeto de 360 graus. Este caminho, a eclíptica, foi dividido em 12 setores, cada um associado a uma constelação. A mudança de posição aparente do Sol em sua progressão anual fazia com que se movesse através destes setores. A palavra grega zodíaco, que significava originalmente "procissão de animais", refere-se aos símbolos utilizados para identificar estes setores, tais como o Caranguejo (Câncer) ou o Centauro (Sagitário).

> Dizem que o círculo estelar, que os gregos chamam de zodíaco, contém um poder tal que cada parte unitária do círculo move-se e muda o céu de diferentes formas, de acordo com a posição de todas as estrelas que estão nele e nas regiões vizinhas num período determinado; e dizem que este poder é modificado pelos planetas, seja quando entram na parte do círculo contendo o nascimento de alguém ou aquela parte que possui alguma familiaridade ou harmonia com o signo natal. (Cícero, *Sobre a Adivinhação*, 2.89, tradução para o inglês de Long)

Em termos práticos, os antigos horóscopos gregos traziam dados astronômicos bastante simples, incluindo as posições dos planetas e o signo natal, que estava “ascendendo” na hora do nascimento. A palavra grega *horoscopos* significa literalmente “guardião da hora”, o que enfatizava a importância da hora e lugar para calcular estas posições. Baseados nesta informação, os astrólogos acreditavam ser capazes de aprender dados sobre todos os aspectos da vida de uma pessoa.

### [Filosofia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-340/filosofia/)

Os filósofos naturais já tinham observado há muito a influência do Sol sobre a Terra e a da Lua sobre as marés. Com base nestas observações reais, alguns filósofos foram adiante e especularam que outros corpos celestes influenciariam a vida na Terra de outras formas. Por exemplo, as fases da Lua eram consideradas responsáveis por alterações na saúde humana e no comportamento dos animais.

As diferentes escolas de pensamento religioso e filosófico elaboraram suas próprias teorias sobre a natureza das estrelas. A maioria dos filósofos concordavam que as estrelas eram de alguma maneira divinas, por causa de sua perfeição visível, em comparação com a imperfeita Terra, e de seu movimento de outra maneira inexplicável. Na filosofia aristotélica e estoica, as estrelas compunham-se de material semelhante à alma humana. Uma exceção notável é a filosofia epicurista, que sustentava serem as estrelas meramente objetos movidos pelos ventos.

[ ![Mosaic with the Bust of Athena](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/12868.jpg?v=1686129243) Mosaico com o Busto de Atena Müze Biletleri (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/12868/mosaic-with-the-bust-of-athena/ "Mosaic with the Bust of Athena")Uma das mais significativas influências da astrologia grega foi a teoria da afinidade cósmica do filósofo Posidônio (c. 135-51 a.C.). Ele acreditava que todos os elementos do universo influenciavam uns aos outros. Através desta afinidade cósmica, os corpos celestes poderiam exercer influência sobre os fenômenos terrestres e o comportamento humano. Alguns filósofos concordavam que os planetas seriam úteis para a divinação, mas sustentavam que eles somente indicavam eventos, em vez de causá-los diretamente.

Os astrólogos helenísticos frequentemente incorporavam ideias de diferentes linhas de pensamento filosófico em apoio às suas teorias. Porém, muitos filósofos criticavam a astrologia e sua ineficácia. O filosófico estoico Diógenes da Babilônia (c. século II a.C.) argumentava que os astrólogos não podiam predizer o destino, destacando que irmãos gêmeos tinham destinos diferentes, a despeito de nascerem ao mesmo tempo. Outro motivo de desconfiança eram os potenciais perigos de prever o futuro. Havia filósofos que consideravam o prognóstico de eventos futuros como antiético, por causa da visão do mundo fatalista que encorajava.

### Medicina

Autores médicos greco-romanos teorizavam que condições astrológicas impactavam a saúde física e a personalidade, numa demonstração da interseção entre a antiga medicina grega e a teoria metafísica. Manuais médicos descreviam como usar a astrologia para o diagnóstico de pacientes ou para determinar o melhor momento de administrar tratamentos. De acordo com a teoria astrológica, o corpo humano dividia-se em doze partes, cada uma das quais governada por um signo do zodíaco. Alguns médicos tentavam tratar indisposições com materiais similares ou opostos ao signo zodiacal relativo à parte afetada do corpo.

[ ![Zodiac Wheel Mosaic](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/4977.jpg?v=1778702645) Mosaico com Roda do Zodíaco Unknown (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/4977/zodiac-wheel-mosaic/ "Zodiac Wheel Mosaic")No século V a.C., o médico grego [Hipócrates](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10391/hipocrates/) sugeriu que a personalidade humana, gênero e bem-estar físico seriam determinados pela proporção individual das propriedades quente, fria, úmida e seca. Estas propriedades hipocráticas foram, com o tempo, aplicadas ao zodíaco, dividido então em quatro elementos: signos de ar, quentes e úmidos (Libra, Aquário e Gêmeos); de fogo, quentes e secos (Áries, Leão e Sagitário), de terra, frios e secos (Touro, Virgem e Capricórnio) e, finalmente, os de água, frios e úmidos (Câncer, Escorpião e Peixes). Os quatro elementos acabaram posteriormente identificados como ativos e masculinos (ar e fogo) ou passivos e femininos (terra e água).

### Vida Cotidiana

Apesar dos gregos antigos serem às vezes vistos pelos comentaristas modernos como extremamente racionais, a cultura grega valorizava bastante o imaterial. Desde amuletos de proteção a encantamentos mágicos, eles procuravam formas de entender ou, no fim das contas, controlar seus destinos. Muitos gregos iam a astrólogos para buscar orientação sobre o momento mais oportuno para agir ou para revelar eventos já ocorridos. Esta era uma maneira especialmente popular de planejar empreendimentos, recuperar itens perdidos ou roubados e compreender acontecimentos passados.

As pessoas que frequentavam os astrólogos estavam em geral interessadas no que seu futuro, ou de dos seres amados, poderia trazer. Porém, horóscopos antigos diferenciavam-se dos modernos de vários modos. Enquanto os horóscopos modernos tendem a oferecer uma compreensão sobre a vida particular e o bem-estar emocional, os antigos prediziam circunstâncias importantes na vida de um indivíduo e davam especial ênfase à morte.

Eles contavam com manuais astrológicos para formular predições para seus clientes, encontrando simbolismo e associações que atendessem às necessidades. Os manuais de astrologia helenística apresentavam resultados complexos e contraditórios baseados em dados astronômicos, os quais um praticante habilidoso poderia usar para criar previsões personalizadas. Os horóscopos também eram usados para prognosticar a saúde, aparência e personalidade de um indivíduo. As obras que detalhavam as influências cósmicas sobre a ocupação de uma pessoa, vida amorosa e relacionamentos interpessoais permitem uma melhor compreensão sobre os valores dos antigos gregos.

### Política

A astrologia, como outras formas de divinação, era usada tanto para propósitos pessoais quanto políticos. Por volta do período helenístico tardio, havia a prática comum de elaborar um horóscopo para uma cidade baseada na sua data de fundação. Estes mapas natais cívicos, supostamente, prediziam o destino da cidade e de seus habitantes.

Os governantes empregavam o simbolismo astrológico para fins de propaganda, cunhando símbolos do zodíaco em moedas na Síria e Alexandria helenísticas, prática mais tarde adotada pelos imperadores romanos. Antíoco I da [Comagena](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19115/comagena/) (r. 70-31 a.C.) ergueu um horóscopo monumental no Monte Nemrut para marcar sua coroação. Zodíacos também eram retratados no teto de templos, como nos complexos ptolemaicos de Esna e Dendera.

Alguns astrólogos ascenderam à condição de conselheiros de governantes helenísticos. Diodoro Sículo (século I a.C.) relatou que astrólogos babilônicos faziam previsões para [Dário I](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-357/dario-i/) (r. 522-486 a.C.), Seleuco I Nicator (r. 305-281 a.C.) e Antígono I (382-301 a.C.). Estrabão afirma que um babilônio chamado Sudines fazia predições para Átalo I (r. 241-197 a.C.) durante a Guerra Galatiana.

### A Astrologia Grega após o Período Helenístico

As práticas astrológicas helenísticas foram exportadas para outras partes da [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/) e Ásia que tinham contato com as regiões que falavam grego do Mediterrâneo. Houve um impacto particularmente duradouro sobre a astrologia na Índia e [Império Romano](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-100/imperio-romano/). Muito do conhecimento dos historiadores modernos sobre a astrologia helenística deriva das obras de autores romanos, como [Plutarco](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-820/plutarco/) (c. 50 a 125 d.C.), Vétio Valente (120 a c. 175 d.C.) e Fírmico Materno (século IV), que viveram muito depois do período helenístico. Ao mesmo tempo, eruditos romanos, como Cícero (106-43 a.C.) e Sexto Empírico (c. século II d.C.), elaborariam alguns dos mais influentes argumentos filosóficos contra a astrologia até a Renascença.

Os dois textos em grego mais importantes referentes à astronomia e astrologia que sobreviveram são o *Almagesto* e o *Tetrabiblos*, respectivamente. Ambos são de autoria do matemático romano [Cláudio Ptolemeu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19480/claudio-ptolemeu/) (ou Ptolomeu, c. 100-170 d.C.) e datam do século II d.C.. O *Almagesto* concentra-se principalmente com a ciência pura da astronomia, como era entendida na época. O *Tetrabiblos*, sua sequência, detalha as regras e história da astrologia. Ele foi considerado a obra essencial de astrologia helenística durante a Idade Média.

[ ![Almagest](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/1350.jpeg?v=1759196465) Almagesto Joonasl (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/1350/almagest/ "Almagest")De forma notável, Ptolemeu foi o primeiro a usar o zodíaco de Hiparco (c. 190-120 a.C.), que começava no equinócio da primavera, ao invés de uma das constelações. Em 127 a.C., Hiparco notou que a orientação do eixo de rotação da Terra estava se alterando gradualmente. Por causa desta lenta precessão, o zodíaco clássico estava aos poucos saindo do alinhamento com as posições observadas das estrelas. A descoberta de Hiparco foi ignorada pelos seus contemporâneos. Somente com a obra de Ptolemeu houve a transmissão deste zodíaco modificado até os dias modernos.

Por intermédio dos autores romanos, a tradição astrológica grega, assim como outras crenças pseudocientíficas e religiosas, foi transmitida para a literatura europeia do período medieval e do início da era moderna. Como resultado, a moderna [astrologia ocidental](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21679/astrologia-ocidental/) apoia-se fortemente no simbolismo e terminologia adotados pelos antigos gregos.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

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## Sobre o Autor

Arienne King é uma estudante e escritora autônoma apaixonada por história, arqueologia e meios de comunicação digitais. Administra o blog Muses & Mayhem e é Editora de Mídia da Enciclopédia de História Mundial.
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## Perguntas & Respostas

### O que é a astrologia helenística?
A astrologia helenística compreende várias formas de divinação na Grécia e no Mediterrâneo, todas relacionadas à observação de fenômenos astronômicos. 

### Quais são os planetas na astrologia helenística?
Baseando-se no brilho e tamanho aparente, os astrólogos helenísticos definiram sete "planetas" como particularmente significativos: Hélio (Sol), Selene (Lua), Áries (Marte), Héspero (Vênus), Hermes (Mercúrio), Zeus (Júpiter) e Kronos (Saturno).


## Cite Este Artigo

### APA
King, A. (2023, August 12). Astrologia Helenística. (R. Albuquerque, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21590/astrologia-helenistica/>
### Chicago
King, Arienne. "Astrologia Helenística." Traduzido por Ricardo Albuquerque. *World History Encyclopedia*, August 12, 2023. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21590/astrologia-helenistica/>.
### MLA
King, Arienne. "Astrologia Helenística." Traduzido por Ricardo Albuquerque. *World History Encyclopedia*, 12 Aug 2023, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21590/astrologia-helenistica/>.

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Enviado por [Ricardo Albuquerque](https://www.worldhistory.org/user/ricardorangelgo/ "User Page: Ricardo Albuquerque"), publicado em 12 August 2023. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

