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title: Papisa Joana
author: Peter Kauffner
translator: Ricardo Albuquerque
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20760/papisa-joana/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2023-03-14
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# Papisa Joana

_Escrito por [Peter Kauffner](https://www.worldhistory.org/user/peterkauffner/)_
_Traduzido por [Ricardo Albuquerque](https://www.worldhistory.org/user/ricardorangelgo)_

A Papisa Joana foi uma lendária papa feminina da Idade Média que teria chefiado a Igreja de 855 a 858. Após sua história ter sido popularizada pelo escritor italiano Giovanni Boccaccio (1313-1375), uma estátua dela foi colocada junto à de outros papas na Catedral de Siena. Durante a Reforma, ela foi alvo de controvérsias.

Quando o reformador tcheco Jan Hus (1372-1415) discutiu a história em seu julgamento perante o Conselho de Constância, ninguém da elite da igreja reunida ali a questionou. [Martinho Lutero](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19256/martinho-lutero/) (1483-1546) afirmou ter visto uma estátua de Joana quando visitou Roma, em 1510. Tanto Lutero quanto João Calvino (1509-1564) utilizaram Joana para debater a doutrina católica. A estátua foi removida da catedral após a história ter sido questionada pelo escritor francês Florimond de Raemond (1540-1601).

De acordo com a lenda, Joana nasceu de pais ingleses na cidade alemã de Mainz. Ela viajou para [Atenas](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-292/atenas/) com seu amante e disfarçou-se como um homem para receber uma educação religiosa. Distinguiu-se como erudita e elevou-se na hierarquia da igreja. Em 855, foi eleita Papa por unanimidade pelo Colégio de Cardeais. Joana acabou exposta como mulher e adúltera ao inesperadamente dar à luz durante uma procissão.

### Jean de Mailly

A primeira menção ao Papado de Joana que sobreviveu é a *Crônica Universal de Metz*, [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/) em 1255 por Jean de Mailly. Ele era um frade dominicano na cidade de Metz, na atual Lorena.

> A ser verificado: Sobre um certo papa, ou antes uma papisa, pois era uma mulher. Fingindo ser um homem, foi nomeado notário da cúria por causa do seu caráter irrepreensível, depois cardeal e finalmente papa. Certo dia, quando estava montado a cavalo, ele deu à luz a uma criança. Imediatamente, pela lei romana, teve seus pés amarrados e foi arrastada pela cauda do cavalo enquanto era apedrejada pelo povo por meia légua. Quando morreu, foi enterrado com a seguinte inscrição: Pedro, Padre dos Padres, Anuncia a Parturição (parto) da Papisa \[*Petre, Pater Partrum, Papisse Prodito Partum*\]. Devido a ele foi instituído um jejum quatro vezes por ano, chamado de jejum da Papisa. (Noble, 220)

[ ![Pope Joan](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/15768.png?v=1651561427) Papisa Joana Unknown Artist (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/15768/pope-joan/ "Pope Joan")Embora Jean não informe o nome do papa em questão, o texto indica uma inscrição num túmulo ou monumento em algum lugar nas proximidades de Roma. Talvez um amigo de um amigo tivesse feito uma peregrinação e notado esta inscrição. Inscrições em latim utilizam iniciais, então esta poderia ser PPPPPP. O significado original pode ter sido alguma coisa sem relação com papisas. Uma interpretação engenhosa transformou-a numa referência a uma papisa dando à luz, por conseguinte inspirando a lenda de uma grande papisa que jamais existiu.

A frase "padre dos padres" é associada a [Mitra](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10029/mitra/), cujo culto era proeminente no período do Imperador [Diocleciano](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-697/diocleciano/). Se o monumento original fosse um plinto para uma estátua de Mitra, a inscrição poderia ter significado "Tenha misericórdia, padre dos padres, pago com seu próprio dinheiro" (*Parce, pater patrum, pecunia propria posuit*) (Noble, p. 226).

O “jejum das Quatro Vezes" refere-se aos Dias de Têmporas, isto é, Dia de Santa Lúcia (13 de Dezembro), o primeiro domingo da Quaresma, Pentecostes e Dia da Exaltação da Santa Cruz (14 de Setembro).

### Martin Strebsky

A versão da história mais amplamente aceita como histórica aparece na *Crônica dos Papas e Imperadores Romanos*, [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-72/escrita/) por Martin Strebsky de Troppau (atual Opava, na República Checa). A entrada relativa a Joana aparece pela primeira vez na edição de 1277. Strebsky era um dominicano em Praga e um capelão papal:

> Depois de Leão \[ou seja, Leão IV\], John, um inglês nascido em Mainz, reinou por dois anos, sete meses e quatro dias. Ele morreu em Roma e o papado ficou vago durante um mês. Ele, como se disse, era uma mulher e quando ainda jovem foi levada a Atenas vestida como um homem por um certo amante. Ela avançou tanto nos vários ramos do conhecimento que ninguém podia equipará-la. Subsequentemente ensinou o *trivium* \[ou seja, as três artes: gramática, retórica e eloquência\] e teve grandes professores como seus discípulos e auditores. Como sua vida e conhecimento lhe granjearam uma elevada reputação na Cidade, foi eleita papa por unanimidade. Mas, enquanto papa, ela foi engravidada pelo seu amante. Desconhecendo quando ocorreria o parto, quando ela se dirigia de São Pedro \[Basílica de São Pedro\] para Latrão \[Basílica de Latrão\], deu à luz numa estreita passagem entre o [Coliseu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10001/coliseu/) e São Clemente e, após sua morte, conforme tem sido relatado, foi sepultada neste mesmo lugar. Como o senhor papa sempre evita esta rua, muitos acreditam que isso acontece devido à sua abominação por este evento. Ele não aparece no catálogo dos pontífices sagrados por causa da deformidade do sexo feminino aplicada a esta questão. (Noble, 222)

Strebsky nos fornece uma segunda base para a história, uma rua alegadamente oculta entre o Coliseu e a Igreja de São Clemente. Esta igreja é construída num *mithraeum*, uma caverna utilizada anteriormente para o culto a Mitra. Esta rua foi bloqueada por um período durante a Idade Média, o que poderia explicar o desvio do papa.

[ ![Cult Relief of the Mithraic Mysteries](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/3725.jpg?v=1774343346) Relevo do Culto dos Mistérios Mitraicos Marcuc Cyron (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/3725/cult-relief-of-the-mithraic-mysteries/ "Cult Relief of the Mithraic Mysteries")O fato de tanto Jean quanto Strebsky serem dominicanos pode ser significativo. A ordem recusou-se a devolver um priorado em Gênova para a família do Papa Inocente IV (r. 1243-1254). Em 1254, o papa retaliou com um decreto restringindo os direitos dos dominicanos de pregar e ouvir confissões. Os dominicanos recitaram litanias e o papa sofreu um derrame, morrendo poucas semanas depois. Isso levou à expressão "Cuidado com as litanias dos dominicanos".

Strebsky nos conta que Joana estudou em Atenas. No século IX, a cidade foi arrasada por bárbaros e não tinha escolas. O autor pode ter se inspirado em Agnodike, uma lendária mulher grega que se vestiu de homem para estudar medicina em Atenas no século IV a.C..

### Boccaccio

O escritor florentino Boccaccio produziu a versão da história de Joana com a qual os povos medievais provavelmente estavam mais familiarizados. Na obra *Sobre Mulheres Famosas* (1362, *De Mulieribus Claris*), ele a colocou junto a deusas e outras figuras míticas, portanto não houve tentativa de ocultar que a história fosse ficção, ou ao menos ficcionalizada. "Joana, uma inglesa e papa,", é como Boccaccio a descreveu. Ela foi "estimulada pelo demônio que a conduziu a essa perversidade e a fez persistir nela" (231-232).

Ainda assim, Boccaccio não era de todo antipático a Joana. Ela "tinha uma mente aguçada e era atraída para os encantos do conhecimento", era "muito virtuosa e santa" e "considerada por ter se sobressaído a todos os outros", além de "ensinar o *trivium*", a versão medieval de um professor de escola secundária (231-232). Este padrão de abundante louvor alternado com passagens nas quais deleita-se com a humilhação alheia é típico de como Boccaccio lida com as mulheres em sua obra. Por volta de 1400, a história estava suficientemente popularizada para dar a Joana o reconhecimento como um verdadeiro papa, com direito a uma estátua na Catedral de Siena.

### Reforma

Quando os protestantes questionaram a autoridade do papa durante a Reforma, os católicos responderam apelando para a doutrina da sucessão apostólica. Ela consiste na ideia de que a autoridade do papa é confirmada por uma linha contínua que recua até o apóstolo Pedro. Roma é uma das três sedes apostólicas, junto com as igrejas da Antioquia, também fundada por Pedro, e de Alexandria, fundada por São Marcos.

[ ![Physical Examination of a New Pope](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/15769.png?v=1651561836) Exame Físico em um Novo Papa Unknown Artist (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/15769/physical-examination-of-a-new-pope/ "Physical Examination of a New Pope")Um Papa do sexo feminino iria contra várias injunções bíblicas. "E não permito que a mulher ensine, nem que exerça autoridade sobre o homem", escreveu Paulo a Timóteo (I Timóteo, 2:12). "O seu desejo será para o seu marido, e ele a governará", [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) disse a Eva (Gênesis, 3:16). Porém, Timóteo foi ensinado por sua mãe, Eunice, e por sua avó, Loide. Débora foi uma profetisa e uma juíza de Israel e ela derrotou os cananeus guiada por Deus, e não por seu marido: "O Senhor entregará Sísera nas mãos de uma mulher” (Juízes, 4:9).

"Não estava a igreja sem uma cabeça e sem um governante durante os dois anos e cinco meses em que Joana ocupou a Sé de Roma?", Hus indagou no Conselho de Constança, em 1415 (Stanford, Cap. 10). Ele continuou a utilizar Joana como um exemplo de pecado e erro. A mera eleição não pode ser suficiente para fazer um papa, argumentou Hus. É preciso ser merecedor. O conselho não se impressionou e condenou Hus à morte. Se tivesse havido uma papisa, não seria possível uma linha contínua de sucessão, argumentavam Lutero e Calvino. Mesmo que se ignorassem os papas heréticos, não se poderia nunca "saltar sobre a Papisa Joana", afirmou Calvino (Rustici, 40).

De acordo com uma história que é realmente boa demais para ser verdade, Joana inspirou a igreja a incluir um ritual à cerimônia de coroação do papa para prevenir outra candidata feminina de escapar à detecção. Os papas eram coroados numa enorme cadeira de mármore púrpura, chamada de Cadeira Estercorária. Esta cadeira tinha uma abertura, como num assento de toalete, que permitia a um cardeal verificar se o novo papa era realmente do sexo masculino. Após o exame, ele anunciaria *Duos habet et bene pendentes* (“Ele tem dois e estão pendentes”).

### Desvendando o Mito

O magistrado de Bordeaux e escritor Florimond de Reaemond desvendou a história de Joana, ao menos em relação às preocupações dos católicos, na obra *Erreur Populaire* (*Erros Populare*s). A primeira edição foi publicada em 1587, com 40 páginas. Edições maiores foram publicadas em 1588 e 1594, o que sugere haver um enorme interesse público no tema. Florimond mostrou que uma crônica de 1082 de Marianus Scotus havia sido alterada para incluir uma referência a Joana. Isso significava que a mais antiga referência autêntica fora feita quatro séculos depois do suposto evento. Quanto à história da cadeira perfurada, era "tão grosseira" que a única resposta apropriada seria o riso, escreveu Florimond (Tinsley, 391). Ele fez uma campanha contra a estátua em Siena, que acabou por ser removida em 1601 e substituída por uma do Papa Zacarias (r. 741-752).

[ ![ Florimond de Raemond](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/15771.png?v=1651562743) Florimond de Raemond Unknown Artist (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/15771/florimond-de-raemond/ " Florimond de Raemond")Entre os protestantes, os esforços de Florimond tiveram o efeito oposto. A edição de 1594, com 200 páginas, chegou a terras distantes, incluindo a Inglaterra. Isso deu à estátua de Siena uma atenção que de outra forma não teria recebido: sua remoção levou à suspeita de que os católicos estavam destruindo evidências. Com sua própria legitimidade como uma governante feminina questionada, o reinado de Elizabeth I (r. 1558-1603) não era talvez a melhor ocasião para trazer este tema à baila. John Jewel, o bispo de Salisbury (1560-1571), escreveu panfletos que fizeram de Joana parte da propaganda oficial antipapal.

O clérigo protestante francês David Blondel (1591-1655) redigiu uma tese desvendando Joana em 1647. Poucos protestantes deram-lhe atenção, mas ele obteve uma entusiástica crítica do historiador britânico Edward Gibbon, mais de um século depois. A Papisa Joana "foi aniquilada por dois eruditos protestantes, Blondel e Bayle", escreveu Gibbon em 1776. Para o historiador, o fato de que a história tenha sido repetida em tantos manuscritos mostra que era considerada extraordinária e, portanto, menos crível. "Os defensores da Papisa Joana produziram centro e cinquenta testemunhas, ou antes ecos, dos séculos XIV, XV e XVI", acrescentou (Gibbon, Vol. 8, Cap. XLIX).

O Papa Leão IV ocupou o cargo de 847 a 855, enquanto Benedito III chefiou a Igreja de 855 a 858, não deixando nenhuma lacuna para Joana, de acordo com Noble. Existe uma moeda com Benedito de um lado e o imperador franco Lothar I no outro. Isso significa que ela foi lançada quando ambos estavam reinando. Lothar morreu em Setembro de 855, logo a moeda confirma que Benedito era o papa naquele ano.

### Tarô

A carta da papisa no baralho do tarô naturalmente traz à mente a figura de Joana. A carta original fazia parte de um baralho fabricado para os Visconti-Sforzas, a família dominante de Milão, em meados do século XV. As cartas neste baralho não contêm legendas, mas a mulher se parece com imagens da Mãe Igreja comuns nessa época. ("'Papisa' como uma alegoria".)

[ ![Popess Tarot Card](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/15770.png?v=1651562198) Carta de Tarô da Papisa Bonifacio Bembo (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/15770/popess-tarot-card/ "Popess Tarot Card")O nome papisa apareceu no baralho de Jean Noblet, datado de 1650. Esta denominação faz a carta ser complementar à carta do papa. O baralho de Jean Dodal (1701) chama esta carta de "*Las Pances*" (a barriga). É uma referência à mulher grávida do Apocalipse 12:1-2, interpretada como a Mãe Igreja. No baralho de Rider-Waite de 1909, a carta é descrita como "alta sacerdotisa". Mas a Lua crescente sob seus pés é do Apocalipse.

### Interesse Duradouro

Há mais de 700 anos, Joana tem sido um tema popular para gerações de escritores. Autores protestantes usaram Joana para minar a autoridade papal. No Renascimento, ela representou o atraso e a superstição medievais. No romântico século XIX, simbolizou a jubilosa liberação dos papéis tradicionais, de acordo com Noble.

Uma versão cinematográfica da vida de Joana foi lançada em 1972, com direção de Michael Anderson e protagonizada por Liv Ullman. Recebeu críticas terríveis. Em 1996, Donna Woolfolk Cross reviveu a lenda com o romance *Papisa Joana*. Em 2009, o diretor alemão Sönke Wortmann fez um filme vagamente baseado no romance. (A Alemanha sempre esteve no centro do culto à Papisa Joana.) Boccaccio explicou o *crossdressing* \[prática de vestir roupas do sexo oposto\] de Joana como motivado pelo desejo de acompanhar o amante e "suavizar suas paixões libidinosas". Quando o amante morreu, ela teria ido a Roma para atuar como professor e, mais tarde, como notário da cúria. Em contraste, o filme mostra Joana usando uma vestimenta masculina para sua segurança pessoal, após um ataque viking.

Não mais uma vilã louca por sexo, a Joana moderna heroicamente ascende ao topo em desafio à misoginia. Sua proeminência atual não é a mesma do século XIX. Mas ela ainda se encontra entre os dez papas mais citados em menções no Google Books, eclipsando a vasta maioria dos 266 papas que realmente existiram.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- ["Papesse" as an allegory of the Roman Catholic Church in 17th century printers' marks](http://www.geocities.ws/anytarot/papessa.html ""Papesse" as an allegory of the Roman Catholic Church in 17th century printers' marks"), accessed 30 Apr 2022.
- Boccaccio, Giovanni, Guido Guarino. *Concerning Famous Women.* Rutgers University Press, 1963, 231-233.
- [Gibbon, Edward. *The History of the Decline and Fall of the Roman Empire .* Sacred Texts, https://sacred-texts.com/cla/gibbon/index.htm, 1776, Vol. 8, Chap. XLIX.](https://www.worldhistory.org/books/B000J2TRXK/)
- Noble, Thomas F.X. "Why Pope Joan." *The Catholic Historical Review*, Vol. XCIX, No. 2, April 2013, pp. 219-238.
- Rustici, Craig M. *The Afterlife of Pope Joan: Deploying the Popess Legend in Early Modern England.* University of Michigan Press, 2006
- [Stanford, Peter. *The She-Pope.* William Heinemann Ltd, 1998.](https://www.worldhistory.org/books/0434024589/)
- Tinsley, Barbara Sher. "Pope Joan Polemic in Early Modern France: The Use and Disabuse of Myth." *The Sixteenth Century Journal*, Vol. 18, No. 3 (Autumn, 1987), pp. 381-398.

## Sobre o Autor

Peter Kauffner tem atuação como jornalista e professor.

## Histórico

- **855 CE - 857 CE**: The most commonly given dates for the reign of [Pope Joan](https://www.worldhistory.org/Pope_Joan/).
- **1254 CE**: Pope Innocent IV issues a decree restricting the rights of Dominicans to preach and hear confessions.
- **1255 CE**: Dominican Jean de Mailly writes the earliest surviving account of Joan's reign as pope.
- **1277 CE**: Martin Strebsky of Troppau adds an entry on [Pope Joan](https://www.worldhistory.org/Pope_Joan/) to the third edition of "Chronicle of the [Roman](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Roman/) Popes and Emperors.".
- **1363 CE**: "Concerning Famous [Women](https://www.worldhistory.org/disambiguation/women/)" (De Mulieribus Claris) by Boccaccio is published. It describes the lives of 104 women.
- **1415 CE**: Reformer [Jan Hus](https://www.worldhistory.org/Jan_Hus/) was tried and condemned to [death](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Death/) at the Council of Constance. Hus brought up the story of [Pope Joan](https://www.worldhistory.org/Pope_Joan/). No one present questioned that she was a real pope.
- **1587 CE**: Florimond de Raemond debunks the story of [Pope Joan](https://www.worldhistory.org/Pope_Joan/) in "Erreur populaire de la papesse Jane.".

## Cite Este Artigo

### APA
Kauffner, P. (2023, March 14). Papisa Joana. (R. Albuquerque, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20760/papisa-joana/>
### Chicago
Kauffner, Peter. "Papisa Joana." Traduzido por Ricardo Albuquerque. *World History Encyclopedia*, March 14, 2023. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20760/papisa-joana/>.
### MLA
Kauffner, Peter. "Papisa Joana." Traduzido por Ricardo Albuquerque. *World History Encyclopedia*, 14 Mar 2023, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20760/papisa-joana/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Ricardo Albuquerque](https://www.worldhistory.org/user/ricardorangelgo/ "User Page: Ricardo Albuquerque"), publicado em 14 March 2023. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

