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title: Compra da Louisiana
author: Harrison W. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19589/compra-da-louisiana/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-05-28
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# Compra da Louisiana

_Escrito por [Harrison W. Mark](https://www.worldhistory.org/user/harrisonwmark/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

A Compra da Louisiana foi um acordo territorial celebrado em 1803, no qual os Estados Unidos adquiriram à França 2 144 510 km² (828 000 milhas quadradas) de território a oeste do rio Mississippi por 15 milhões de dólares, ou seja, uma média de três cêntimos por acre. A compra quase duplicou a extensão territorial dos Estados Unidos e impulsionou a expansão para oeste da jovem república.

### **O Contexto: O Território da Louisiana**

A colónia da Louisiana foi fundada a 9 de abril de 1682, quando o explorador francês René-Robert Cavelier, Sieur de La Salle, chegou à foz do rio Mississippi. La Salle ergueu uma cruz no local e, numa cerimónia realizada perante os seus próprios homens e os seus guias nativos americanos, reivindicou toda a bacia do Mississippi para a França, batizando-a de Louisiana em honra do rei Luís XIV de França (reinou 1643-1715). Pouco tempo depois, regressou a França, onde convenceu o rei a conceder-lhe o controlo da nova colónia. La Salle embarcou então numa outra expedição para fortificar a foz do Mississippi, estabelecendo outra colónia francesa em torno do Golfo do México. Esta expedição, no entanto, foi assolada por dificuldades desde o início. La Salle não conseguiu redescobrir a foz do Mississippi e acabou por ser assassinado por amotinados em 1687.

Ao longo das décadas seguintes, começaram a surgir povoações dispersas ao longo do rio Mississippi. Nova Orleães foi fundada em 1718, no local onde La Salle tinha feito a sua proclamação 36 anos antes, e rapidamente se transformou numa rica cidade portuária. Madeira, produtos agrícolas e peles de alta qualidade eram transportados pelo rio Mississippi até Nova Orleães, de onde seriam enviados para a [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/) ou para a Nova Espanha. Apesar da riqueza gerada por Nova Orleães, o Território da Louisiana como um todo não era muito valorizado pela França. Em 1710, o governador da Louisiana, Antoine de La Mothe Cadillac, relatou que «o povo é um amontoado de escória do Canadá» e que a colónia «não valia um fio de palha na altura» (Smithsonian). Por isso, no final da Guerra dos Sete Anos, em 1763, a França concordou em ceder o controlo de todo o Território da Louisiana à Espanha. As fronteiras exatas da «Louisiana» ainda eram pouco claras, e os termos do tratado concediam à Espanha o controlo de todas as terras a oeste do rio Mississippi. Ao mesmo tempo, a França cedeu a sua colónia setentrional do Canadá à Grã-Bretanha, livrando-se assim de todas as colónias continentais para se poder concentrar nas suas colónias açucareiras muito mais lucrativas nas Caraíbas.

[ ![La Salle Claims Louisiana for France, 1682](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/19518.jpg?v=1727805737-1727857166) La Salle Reivindica a Louisiana para França, 1682 Jean-Adolphe Bocquin (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/19518/la-salle-claims-louisiana-for-france-1682/ "La Salle Claims Louisiana for France, 1682")A Espanha detinha um controlo frágil sobre o Território da Louisiana, que via com desinteresse, como pouco mais do que uma zona tampão entre a América do Norte britânica e o México. Em 1783, os Estados Unidos conquistaram a sua independência e obtiveram o controlo da margem oriental do rio Mississippi. Isto levou ao aumento das tensões entre os EUA e a Espanha, uma vez que cada nação reivindicava o direito de navegar no Mississippi, que se tinha tornado uma via navegável vital para o comércio. Esta disputa foi resolvida a 27 de outubro de 1795, com a assinatura do Tratado de San Lorenzo, também conhecido como Tratado de Pinckney. O acordo concedeu aos americanos o direito de navegar por todo o Mississippi e permitiu que os comerciantes americanos armazenassem mercadorias nos armazéns de Nova Orleães. Embora o tratado tenha atenuado as tensões entre os EUA e a Espanha, aumentou a influência americana na região em detrimento do poder espanhol, que nunca tinha sido forte no Território da Louisiana e estava agora em declínio.

Então, em 1 de outubro de 1800, a Louisiana mudou de mãos mais uma vez. [Napoleão Bonaparte](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21844/napoleao-bonaparte/) (1769-1821) — que tinha subido ao poder em França um ano antes — fez um acordo secreto com o rei Carlos IV de Espanha (r. 1788-1808) no Tratado de San Ildefonso. Nele, a Espanha concordou em ceder todo o Território da Louisiana de volta à França, em troca do controlo sobre o Reino da Etrúria, em [Itália](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-207/italia/), que o rei Carlos queria dar à sua filha. Napoleão ficou satisfeito com a fácil aquisição do Território da Louisiana, vendo-a como o primeiro passo para restabelecer a França como potência imperial na América do Norte. Ele imaginava a Louisiana como uma espécie de celeiro, enviando alimentos e suprimentos para as colónias francesas do Caribe — Guadalupe, Martinica e Saint-Domingue —, todas altamente valiosas pela sua produção de açúcar. Uma condição significativa do Tratado de Ildefonso era que a França não poderia revender o Território da Louisiana a terceiros, uma vez que a Espanha estava preocupada com a presença de uma potência hostil tão perto do México. Na altura, Napoleão pretendia cumprir esta condição, embora os seus planos fossem em breve virados do avesso.

[ ![Mapa da Expansão dos Estados Unidos da América após o Tratado de Paris de 1783](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/16880-pt.png?v=1778226754-1778226799) A Expansão dos Estados Unidos após o Tratado de Paris de 1783 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/trans/pt/3-16880/mapa-da-expansao-dos-estados-unidos-da-america-apo/ "Mapa da Expansão dos Estados Unidos da América após o Tratado de Paris de 1783")### **A Transferência para a França**

A transferência secreta da Louisiana para a França tornou-se do conhecimento público em outubro de 1802, quando o rei Carlos IV finalmente assinou o decreto real para oficializá-la. Alguns dias depois, o administrador espanhol em Nova Orleães cancelou abruptamente o acesso dos americanos aos armazéns da cidade, argumentando que os termos do Tratado de Pinckney tinham expirado. Isto causou grande indignação nos Estados Unidos, uma vez que mais de metade dos comerciantes do país utilizavam Nova Orleães como principal porto para exportar os seus produtos. A perda de acesso à cidade e à navegação no Mississippi ameaçava desferir um duro golpe na jovem república. Além disso, o presidente dos EUA, [Thomas Jefferson](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19590/thomas-jefferson/), sentia-se ansioso por ter um novo vizinho tão insaciavelmente ambicioso como Napoleão Bonaparte. O frágil [Império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) Espanhol tinha sido algo que Jefferson acreditava poder controlar, tendo chegado a afirmar que uma presença espanhola continuada na Louisiana seria «dificilmente sentida por nós» (Wood, pág. 368). A França napoleónica, em contrapartida, era uma potência em ascensão cujo controlo de Nova Orleães foi previsto por Jefferson como um «ponto de atrito eterno connosco» (*Idem*). De facto, Jefferson compreendeu rapidamente que qualquer potência que controlasse Nova Orleães estaria para sempre em conflito com os Estados Unidos. Como escreveu em abril de 1802:

> existe no globo um único ponto, cujo possuidor é nosso inimigo natural e habitual. É Nova Orleães, por onde os produtos de três oitavos do nosso território devem passar para chegar ao mercado, e cuja fertilidade em breve produzirá mais de metade de toda a nossa produção e abrigará mais de metade dos nossos habitantes.
> (citado em Meacham, pág. 384)

Era claro, portanto, que os Estados Unidos tinham de encontrar alguma forma de tomar posse de Nova Orleães. Muitos americanos, enfurecidos com a perda de acesso à cidade, instaram Jefferson a tomá-la à força; um senador da Pensilvânia chegou ao ponto de redigir uma resolução apelando ao presidente para que reunisse um exército de 50 000 homens para invadir a Louisiana e capturar a cidade. Estes sentimentos beligerantes foram apoiados por vários jornais, tendo um deles declarado que apenas os Estados Unidos tinham o direito de «regular o destino futuro da América do Norte» (Smithsonian). Jefferson, no entanto, resistiu a estes apelos à ação. Um francófilo assumido, o presidente via a guerra como um último recurso e, em vez disso, questionou-se se poderia comprar Nova Orleães aos franceses. Já em abril de 1802, quando os primeiros rumores sobre a transferência da Louisiana chegaram à sua secretária, Jefferson contactou Robert R. Livingston, o embaixador dos EUA na França, para perguntar se os Estados Unidos poderiam comprar a cidade. Ele disse a Livingston que a França poderia estar disposta a vender Nova Orleães por 6 milhões de dólares e, em janeiro de 1803, enviou James Monroe a Paris como enviado presidencial para ajudar Livingston a fechar o negócio.

[ ![James Monroe, 1794](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/19519.jpg?v=1727805815-1727857044) James Monroe, 1794 Louis Semé (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/19519/james-monroe-1794/ "James Monroe, 1794")Entretanto, Napoleão estava a sentir remorsos do comprador, à medida que os seus planos para um império colonial se desmoronavam. O principal espinho no seu lado era a colónia de Saint-Domingue (atual Haiti), que se encontrava envolvida numa revolta de escravos desde 1791. Napoleão tinha planeado que Saint-Domingue fosse o coração do seu império colonial; de longe a colónia francesa mais valiosa, Saint-Domingue fornecia à França 70% do seu abastecimento de açúcar. Em 1801, Napoleão enviou um exército expedicionário sob o comando do seu cunhado, o general Charles Leclerc, para restaurar a autoridade francesa sobre a ilha, esmagando a revolta e derrubando o líder revolucionário Toussaint Louverture. No entanto, a expedição foi um desastre. Embora os franceses tenham conseguido capturar Louverture, depararam-se com uma resistência feroz. O exército francês foi também devastado por um surto de febre amarela, que matou milhares de soldados, incluindo Leclerc. Em 1803, ficou claro que a reocupação de Saint-Domingue tinha falhado e, com ela, os sonhos de Napoleão de um império colonial. Ele acreditava que o Território da Louisiana não valia nada sem Saint-Domingue e estava agora ansioso por encontrar alguém que lho tirasse das mãos.

### **As Negociações**

Em abril de 1803, James Monroe chegou a Paris após uma longa e penosa viagem. Atormentado por dificuldades financeiras, tinha sido forçado a vender a sua porcelana fina e mobiliário para pagar a travessia transatlântica, mas a sua partida acabou por ser adiada devido a uma tempestade de neve e ventos fortes. No entanto, Monroe nunca duvidou da importância da sua missão, tendo sido informado por Jefferson de que o «futuro destino desta república» dependia do seu sucesso. Ao chegar a Paris, foi recebido por Livingston, que lhe contou, entusiasmado, que a situação tinha mudado. Apenas alguns dias antes, Livingston tinha-se encontrado com o ministro do Tesouro francês, François Barbé-Marbois, que se tinha oferecido para vender não só Nova Orleães, mas todo o Território da Louisiana aos Estados Unidos. Barbé-Marbois ofereceu-se para vender o território por 15 milhões de dólares, ou três cêntimos por acre. Embora Monroe e Livingston tivessem sido autorizados a gastar apenas até 10 milhões de dólares, estavam certos de que esta não era uma oferta que pudessem deixar passar.

Os americanos não hesitaram em iniciar as negociações, ansiosos por fechar o negócio antes que Napoleão mudasse de ideias. Na verdade, não havia perigo algum disso, pois o Primeiro [Cônsul](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-375/consul/) estava igualmente ansioso por vender. A perda de Saint-Domingue não só tinha tornado o Território da Louisiana sem valor para ele, como também o tinha transformado num fardo; quanto mais tempo Napoleão mantivesse o território, mais arriscava entrar em conflito com os Estados Unidos, uma guerra que não queria nem podia suportar. Napoleão também sabia que a venda da Louisiana quase duplicaria a dimensão dos Estados Unidos e os transformaria numa potência continental. Com esta força recém-adquirida e recursos adicionais, Napoleão esperava que os EUA fossem capazes de rivalizar com a supremacia marítima da Grã-Bretanha e, assim, enfraquecer o seu arqui-inimigo. Por fim, Napoleão estava a planear uma invasão da Inglaterra e precisava urgentemente do dinheiro para ajudar a pagá-la.

[ ![Bonaparte, First Consul](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/17440.jpg?v=1730992027-1684392222) Bonaparte, Primeiro Cônsul Jean Auguste Dominique Ingres (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/17440/bonaparte-first-consul/ "Bonaparte, First Consul")A 11 de abril, tinha tomado a decisão de vender todo o território, dizendo ao seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Charles-Maurice de Talleyrand, que «Renuncio à Louisiana. Não é apenas Nova Orleães que cedo; é toda a colónia, sem reservas… tentar obstinadamente obtê-la seria uma loucura» (citado em Roberts, pág. 324). Certa noite, enquanto Napoleão tomava banho, os seus irmãos Joseph e Lucien irromperam pela porta para implorar-lhe que mudasse de ideias, chegando mesmo a ameaçar opor-se publicamente à venda. Isto apenas enfureceu o Primeiro Cônsul, que se levantou da banheira, proclamou que não toleraria qualquer oposição e, em seguida, voltou a mergulhar, causando um salpico que encharcou Joseph.

Assim, com ambas as partes igualmente entusiasmadas, as negociações tiveram início rapidamente. Monroe e Livingston tentaram regatear o preço para 12 milhões de dólares, mas assim que Barbé-Marbois indicou que não poderia descer abaixo dos 15 milhões de dólares, os americanos concordaram com esse preço. O tratado foi assinado por Monroe, Livingston e Barbé-Marbois a 2 de maio de 1803 e retroativo a 30 de abril. Para pagar o negócio, ficou acordado que duas casas bancárias – a Baring & Co de Londres e a Hope & Co de Amesterdão – forneceriam o dinheiro para a transação. Os EUA deveriam reembolsá-las com obrigações, que seriam pagas ao longo de um período de 15 anos a uma taxa de juro de 6 por cento, fixando o preço final da compra em 27 milhões de dólares.

Na altura, Monroe e Livingston não sabiam exatamente o que estavam a comprar – os limites exatos do Território da Louisiana estavam mal definidos, e as fronteiras teriam de ser traçadas com a Grã-Bretanha e a Espanha. Para não falar das dezenas de milhares de nativos americanos que viviam no território e que provavelmente não acolheriam de braços abertos a enxurrada de colonos norte-americanos que se aproximava. No entanto, reconheceram o quão monumental tinha sido o acordo. «Vivemos muito tempo», disse Livingston, «mas este é o trabalho mais nobre de toda a nossa vida… a partir deste dia, os Estados Unidos assumem o seu lugar entre as potências de primeira linha» (citado em Roberts, pág. 326).

### **As Fronteiras e a Ratificação**

A notícia da Compra da Louisiana chegou a Washington, D.C., a 3 de julho de 1803, pouco antes do Dia da Independência. O acordo foi condenado por alguns americanos, sobretudo pelos rivais de Jefferson no Partido Federalista, que denunciaram o Território da Louisiana como «um grande desperdício, uma região selvagem despovoada, onde não vivem outros seres além de lobos e índios errantes» (citado em Wood, 369). No entanto, estes detratores eram uma minoria. A maioria dos americanos ficou extasiada com o acordo, que não só garantiu o uso de Nova Orleães e do Mississippi, como transformou a sua república incipiente numa potência que se estendia por todo o continente. «Todos os rostos exibem um sorriso e todos os corações saltam de alegria», escreveu Andrew Jackson, então um político menor do Tennessee, enquanto um jornal de Washington registava a «alegria generalizada de milhões perante um acontecimento que a história irá registar entre os mais esplêndidos dos nossos anais» (Meacham, 388; Smithsonian). A Compra da Louisiana revelou-se o momento mais popular da presidência de Jefferson.

[ ![Map of Westward Exploration and Settlement of the USA c.1855](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/17202.png?v=1771927860-1771927890) A Exploração e o Povoamento do Oeste dos Estados Unidos, cerca de 1850 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/17202/map-of-westward-exploration-and-settlement-of-the/ "Map of Westward Exploration and Settlement of the USA c.1855")O Território da Louisiana era uma vasta extensão de terra, que se estendia desde o rio Mississippi, a leste, até às Montanhas Rochosas, a oeste. A maior parte destas terras permanecia inexplorada, o que levou Jefferson a encomendar várias expedições para explorar e cartografar o território, sendo a mais famosa a Expedição de Lewis e Clark (14 de maio de 1804 a 23 de setembro de 1806). Mas os limites exatos do Território da Louisiana permaneceram vagos, levando a anos de negociações com a Espanha e a Grã-Bretanha. Os americanos acreditavam que a Flórida Ocidental tinha sido incluída na Compra da Louisiana, uma afirmação que a Espanha negava; esta disputa foi finalmente resolvida em 1819, quando os EUA compraram a Flórida à Espanha. Além disso, os EUA e a Grã-Bretanha concordaram em fixar a fronteira norte do território em 1818 na atual fronteira entre os EUA e o Canadá.

Durante algum tempo, Jefferson receou que a Compra da Louisiana fosse inconstitucional e considerou alterar a Constituição dos EUA para a permitir. No entanto, isso revelou-se desnecessário, uma vez que o Senado dos EUA ratificou o tratado de compra a 20 de outubro de 1803 por 24 votos a favor e 7 contra. A Espanha sentiu-se traída pela compra, tendo-lhe sido previamente prometido que a França não venderia a Louisiana a terceiros. Mas não havia nada que a Espanha pudesse fazer, a não ser transferir a Louisiana para a França a 30 de novembro, conforme acordado, antes de a França, por sua vez, transferir o território para os EUA a 20 de dezembro. Nesse dia, a tricolor francesa foi arriada na praça principal de Nova Orleães e a bandeira americana foi hasteada. Os estados atuais que acabaram por se formar a partir do Território da Louisiana incluem a Louisiana, o Missouri, o Arkansas, o Iowa, a Dakota do Norte, a Dakota do Sul, o Nebraska e o Oklahoma, bem como partes do Kansas, do Colorado, do Wyoming, do Montana e do Minnesota.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [How the Louisiana Purchase Changed the World | Smithsonian](https://www.smithsonianmag.com/history/how-the-louisiana-purchase-changed-the-world-79715124/ "How the Louisiana Purchase Changed the World | Smithsonian"), accessed 1 Oct 2024.
- [Jefferson and the Louisiana Purchase | Monticello](https://www.monticello.org/thomas-jefferson/louisiana-lewis-clark/the-louisiana-purchase/ "Jefferson and the Louisiana Purchase | Monticello"), accessed 1 Oct 2024.
- [Louisiana Purchase - Encyclopedia Britannica](https://www.britannica.com/event/Louisiana-Purchase "Louisiana Purchase - Encyclopedia Britannica"), accessed 1 Oct 2024.
- [Meacham, Jon. *Thomas Jefferson: The Art of Power.* Random House Trade Paperbacks, 2013.](https://www.worldhistory.org/books/0812979486/)
- [Paxson, Frederic L. *History of the American Frontier - 1763-1893.* Independently published, 2022.](https://www.worldhistory.org/books/B0BNQB48K7/)
- [Roberts, Andrew. *Napoleon.* Penguin Books, 2015.](https://www.worldhistory.org/books/0143127853/)
- [Wood, Gordon S. *Empire of Liberty.* Oxford University Press, 2011.](https://www.worldhistory.org/books/0199832463/)

## Sobre o Autor

Harrison Mark é pesquisador e escritor para a World History Encyclopedia. Ele é graduado pela SUNY Oswego, onde estudou História e Ciência Política.
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## Histórico

- **2 May 1803 CE**: The [Louisiana Purchase](https://www.worldhistory.org/Louisiana_Purchase/) is finalized in [Paris](https://www.worldhistory.org/disambiguation/paris/); the 828,000 acres of the Louisiana Territory are sold to the United States.

## Perguntas & Respostas

### O que foi a Compra da Louisiana?
A Compra da Louisiana foi um acordo territorial celebrado em 1803, quando a França vendeu o Território da Louisiana — 828 000 acres de terra a oeste do rio Mississippi — aos Estados Unidos por 15 milhões de dólares, o que equivale a uma média de três cêntimos por acre. 

### Quem realizou a Compra da Louisiana?
A Compra da Louisiana foi realizada entre os governos do presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson, e do Primeiro Cônsul francês, Napoleão Bonaparte. 

### Que estados fizeram parte da Compra da Louisiana?
Os estados norte-americanos modernos que surgiram a partir da Compra da Louisiana incluem a Louisiana, o Missouri, o Arkansas, o Iowa, a Dakota do Norte, a Dakota do Sul, o Nebraska e o Oklahoma, bem como partes do Kansas, do Colorado, do Wyoming, do Montana e do Minnesota. 


## Cite Este Artigo

### APA
Mark, H. W. (2026, May 28). Compra da Louisiana. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19589/compra-da-louisiana/>
### Chicago
Mark, Harrison W.. "Compra da Louisiana." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, May 28, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19589/compra-da-louisiana/>.
### MLA
Mark, Harrison W.. "Compra da Louisiana." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 28 May 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19589/compra-da-louisiana/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 28 May 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

