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title: Mary Rose: A Nau Azarenta de Henrique VIII
author: Mark Cartwright
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19118/mary-rose/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-08-02
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# Mary Rose: A Nau Azarenta de Henrique VIII

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

A [nau](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19847/nau/) *Mary Rose* foi navio de guerra, construída para a Marinha Real durante o reinado de [Henrique VIII de Inglaterra](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18637/henrique-viii-de-inglaterra/) (reinou 1509-1547). A nau afundou-se tragicamente no Solent, ao largo da costa sul de Inglaterra, a 19 de julho de 1545, provavelmente devido à entrada de água pelas canhoneiras abertas enquanto efetuava uma viragem apertada. Quase toda a guarnição da *Mary Rose*, cerca de 500 homens, afogou-se. O naufrágio foi reflutuado em 1982 e encontra-se agora preservado e em exibição pública no *Portsmouth Historic Dockyard*, juntamente com cerca de 19 000 artefactos que oferecem uma perspetiva única sobre a vida na Inglaterra dos Tudor.

### A Marinha Real

Henrique VIII revelou-se ambicioso na sua política externa, talvez mais do que aquilo que realmente podia pagar. Atacando tanto a Escócia como a França por diversas vezes em grandes campanhas terrestres, Henrique decidiu também investir fortemente em navios de guerra, criando assim a Marinha Real, um dos seus contributos mais marcantes para a história de Inglaterra ao longo dos séculos seguintes. O rei herdou uma série de embarcações do pai, Henrique VII de Inglaterra (reinou 1485-1509), e terá sido provavelmente encorajado por pequenas vitórias navais como a obtida durante a Batalha de Guinegate contra os franceses a 16 de agosto de 1513. Além disso, uma frota forte permitir-lhe-ia dominar o Canal da Mancha e bloquear portos na [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/) continental, caso fosse necessário. A frota de Henrique foi construída em duas fases: uma antes de 1515 e outra vaga de construção que antecedeu a década de 1540. No final do seu reinado, Henrique deixou aos seus herdeiros uma marinha que ostentava uns impressionantes 53 embarcações (naus; galeões e navios de guerra de médio e grande porte; barcaças e galés) e que dispunha agora de uma base fortificada permanente em Portsmouth.

O Design da Nau

A frota de Henrique incluía os dois grandes navios de guerra *Mary Rose*, construído em Portsmouth e lançado à água em 1511, e o *Henry Grâce à Dieu* (também conhecido como Great Harry), lançado em 1514. A *Mary Rose*, com um comprimento de quilha de 32 metros (105 pés), foi designada como o vice-navio-almirante de Henrique, ao passo que este último nunca chegou a entrar em ação, apesar da sua impressionante tonelagem de 1 500 toneladas. A *Mary Rose* tinha originalmente entre 500 e 600 toneladas, mas, após uma remodelação, situava-se perto das 800 toneladas à data do naufrágio. Ao longo de uma longa carreira, serviu na Batalha de São Mateus contra os franceses em agosto de 1512 e desempenhou o papel de navio de transporte de tropas na campanha escocesa de 1513.

[ ![Henry VIII by Joos van Cleve](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/12067.jpg?v=1783477867) Henrique VIII por Joos van Cleve Joos van Cleve (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/12067/henry-viii-by-joos-van-cleve/ "Henry VIII by Joos van Cleve")A *Mary Rose* era uma nau, uma embarcação curta e não particularmente rápida, que contava com castelos de proa e de popa elevados para alojamento. Estes castelos eram necessários devido à grande guarnição de fuzileiros a bordo, uma vez que as táticas navais ainda davam prioridade à abordagem como a melhor forma de derrotar uma embarcação inimiga. As naus apresentavam uma proporção entre comprimento e boca de apenas 2:1, e a disposição dos mastros e o conjunto de 9 a 10 velas funcionavam da seguinte forma: "Os mastros grande e de proa tinham velas grandes quadradas e gavia, enquanto o mastro de mezena e, quando instalado, o quarto mastro ( bonaventura) ostentavam velas latinas" (Bicheno, pág. 337). Embora fossem estáveis em mar muito alteroso e capazes de transportar uma grande quantidade de carga, a largura e as superestruturas da nau tornavam-nas pesadas de cima e difíceis de governar durante manobras apertadas. A relativa falta de manobrabilidade desta classe de embarcações era considerada um risco acecionável, tendo em conta que a função da Marinha Real consistia em proteger a costa de Inglaterra e não em navegar em mar alto, como sucederia em períodos posteriores.

Anteriormente, as embarcações transportavam muitos canhões pequenos, que eram usados para dizimar os soldados do convés de uma embarcação inimiga com [tiro](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-503/tiro/) disperso. Gradualmente, porém, começaram a empregar-se canhões maiores, capazes de afundar um navio inimigo ao abrir buracos nos cascos abaixo ou perto da linha de água. Como estes canhões maiores eram demasiado pesados para serem colocados nos castelos — onde desequilibrariam seriamente o navio —, tiveram de ser posicionados mais abaixo no casco, o que exigiu o uso de canhoneiras: essencialmente janelas que podiam ser fechadas com uma portinhola quando não se estava em combate. Na *Mary Rose*, as canhoneiras ficariam a apenas cerca de um metro (39 polegadas) acima da linha de água. Continuavam a ser transportados canhões mais pequenos nos castelos, especialmente na popa, uma vez que estes podiam ser usados para disparar de cima sobre o convés médio-baixo de um navio inimigo.

A nau *Mary Rose* foi, por conseguinte, remodelada nestes moldes. Originalmente, o seu casco era construído com tábuas sobrepostas (estilo *clinker*), mas foi adaptado para um casco liso de escarpuça (*carvel*) por volta de 1535. Foram abertas canhoneiras ao longo de todo o casco, fazendo com que o navio passasse a ostentar mais de 90 canhões. Esta nova imagem do *Mary Rose* é a versão célebre retratada no *Rolo de Anthony* (*Anthony Roll*): três rolos de velino — criados por Anthony Anthony e oferecidos a Henrique VIII no início da década de 1540 — que se encontram atualmente guardados na Biblioteca Britânica, em Londres, e contêm ilustrações de 58 embarcações inglesas.As ilustrações nem sempre são inteiramente rigorosas, mas transmitem uma excelente impressão da *Mary Rose* no auge das suas capacidades.

[ ![Bronze Cannon from the Mary Rose](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/12626.jpg?v=1599878701) Canhão de Bronze da Mary Rose Tony Hisgett (CC BY) ](https://www.worldhistory.org/image/12626/bronze-cannon-from-the-mary-rose/ "Bronze Cannon from the Mary Rose")### O Naufrágio

Durante a guerra anglo-francesa de 1542-1546, Francisco I de França (reinou 1515-1547) enviou uma armada de 120 a 200 naus, galés e navios de apoio, comandada pelo almirante Claude d'Annebault, para atravessar o Canal da Mancha e atacar a Ilha de Wight e, provavelmente, Southampton. Perante esta força a 16 de julho de 1545, uma frota inglesa de cerca de 80 embarcações (naus e navios de apoio) recuou em direção a Portsmouth. O vento caiu então inesperadamente e quatro navios franceses manobraram a remos para tomar posição, surpreendendo a frota inglesa, imobilizada pela falta de vento, a 19 de julho.

A nau *Mary Rose* e o *Henry Grâce à Dieu* destaparam os seus canhões e tentaram enfrentar as mais velozes galés francesas no Solent, o estreito situado entre a Ilha de Wight e a costa de Inglaterra. A *Mary Rose* contaria com a sua guarnição completa: cerca de 200 marinheiros, 185 fuzileiros, 30 artilheiros e um bom número de arqueiros (foram descobertos nos destroços 138 arcos longos). Segundo os relatos de testemunhas oculares, a *Mary Rose* disparou uma salva lateral contra o inimigo, mas logo de seguida deu-se a desgraça, quando a nau inglesa adernou fortemente para estibordo. A *Mary Rose* afundou-se então rapidamente, enquanto o rei assistia a tudo a partir da sua posição na costa, no Castelo de Southsea. Com ela perderam-se entre 400 e 500 homens, incluindo o vice-almirante, Sir George Carew (\* cerca de 1504). Talvez apenas 25 homens tenham conseguido escapar com vida. Além de serem poucos os marinheiros que sabiam nadar, tinham sido colocadas redes sobre o convés da Mary Rose para impedir o acesso dos corsários franceses, tornando-se uma armadilha mortal para todos os que se encontravam a bordo.

Na sequência do naufrágio, uma força francesa desembarcou na Ilha de Wight, mas acabou por ser repelida com sucesso para os seus navios. A braços com a doença, a frota francesa viu-se por fim obrigada a regressar a casa. Como consequência das enormes perdas financeiras e das despesas adicionais que a continuação da guerra com França acarretaria, Henrique e o Conselho Privado decidiram mudar de estratégia e negociar secretamente uma aliança com a França ou com a Espanha. No final, foi assinado um acordo de paz com a França em junho de 1546. A nau *Mary Rose* não foi esquecida e foram feitas várias tentativas para a salvar no final da década de 1540. Contudo, o navio tinha afundado profundamente no leito marinho de lodo macio do Solent, onde permaneceria durante os 437 anos seguintes.

### As Teorias sobre as Causas do Naufrágio

Tem-se debatido uma multiplicidade de teorias sobre os motivos exatos que levaram ao naufrágio da *Mary Rose*, apesar do número de testemunhas oculares afirmar que esta adernou por iniciativa própria durante uma viragem e se afundou rapidamente. A explicação mais provável para a catástrofe reside no facto de o navio ter efetuado uma viragem demasiado apertada — talvez na tentativa de evitar encalhar — e de, devido ao seu design com excesso de peso na parte superior, se ter inclinado a tal ponto que a água inundou o porão através das canhoneiras abertas. O facto das canhoneiras se encontrarem abertas no momento do naufrágio é atestado pelo próprio destroço. Além disso, a direção do vento no dia do afundamento poderá ter empurrado ainda mais o navio para um dos lados, expondo as canhoneiras ao mar.

Naturalmente, os franceses fizeram questão de reivindicar o mérito pelo afundamento do orgulho e alegria de Henrique. Curiosamente, foi descoberta no casco uma bala de canhão francesa feita de granito, um facto que alguns historiadores têm utilizado para fundamentar a tese de que o navio foi afundado por fogo de artilharia. Outros sustentam que o granito poderá ter tido origem na Grã-Bretanha e integrado o lastro da embarcação. Mesmo que o casco tivesse sido perfurado por um disparo de canhão, a água a entrar dificilmente teria provindicado o afundamento da nau por si só. Contudo, a entrada de água no porão com a consequente desestabilização da embarcação poderá muito bem ter causado a sua inclinação e a entrada de muito mais água através das canhoneiras de um dos lados do navio, explicando assim a rapidez do desfecho da embarcação.

[ ![Salvage of the Mary Rose Wreck](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/12625.jpg?v=1752046033) O Resgate do Destroço da Mary Rose The Mary Rose Trust (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/12625/salvage-of-the-mary-rose-wreck/ "Salvage of the Mary Rose Wreck")De acordo com outra teoria, a análise científica dos dentes de 18 tripulantes revelou que 60% dos mesmos provavelmente não eram ingleses. Poderá isto significar que os membros estrangeiros da tripulação não compreenderam a tempo as ordens para fechar as canhoneiras? Como sempre, na confusão da batalha, ter-se-á tratado talvez de uma combinação de vários destes fatores que provocou o fim da embarcação. Certamente que apenas uma série única de eventos explicaria por que razão a *Mary Rose* nunca tinha tido problemas de inundações nos seus anos anteriores de serviço.

### A Operação de Resgate

A nau *Mary Rose*, inclinada a 60 graus para estibordo e assente no leito marinho, foi descoberta novamente em 1836 pelos irmãos mergulhadores, John e Charles Deane, que tinham notado algumas vigas a sobressair do leito marinho e também encontraram vários canhões. Esquecida novamente por mais 150 anos, a área foi depois explorada a partir de 1965 por mergulhadores amadores, num projeto para encontrar naufrágios no Solent.A equipa, liderada por Alexander McKee, deparou-se com uma depressão invulgar no leito marinho em 1966, e uma varredura por sonar em 1967 revelou que existiam de facto vestígios sólidos sob a depressão. Em maio de 1971, iniciaram-se os trabalhos de escavação subaquática, o local foi cartografado e vários artefactos maiores foram trazidos à superfície. Ao longo dos dez anos seguintes, uma equipa de voluntários composta por 600 mergulhadores efetuou 28 000 mergulhos ao local, recuperando mais de 19 000 artefactos.

O estibordo da *Mary Rose* ainda se encontrava intacto, tornando possível uma extração completa para a superfície. Apesar do destroço ter sido danificado tanto pelo tempo como pela tentativa do século XIX de remover o que se tinha tornado um perigo para a navegação, o leito marinho lamacento e isento de ar preservou grande parte da madeira que, de outro modo, teria desaparecido há muito. O destroço da nau *Mary Rose* foi assim resgatada em outubro de 1982: quando finalmente regressou à superfície, foi aconchegado numa estrutura de aço especial com múltiplos airbags para acolher cuidadosamente o naufrágio, tendo sido depois colocado numa barcaça e levado para a Base Naval Real de Portsmouth.Todo este processo delicado foi transmitido em direto na televisão, enquanto 60 milhões de pessoas assistiram àquela que foi uma das grandes histórias de sucesso arqueológico do século.

### Os Artefactos

O problema imediato consistiu em preservar os objetos de madeira e de couro que, agora novamente expostos ao ar, corria o risco de se desintegrarem rapidamente. O casco foi submetido a uma aspersão química contínua para preservar o seu estado e foi colocado em exibição pública em 1983. Atualmente, o destroço e os seus artefactos são geridos pelo *Mary Rose Trust* ([maryrose.org](https://maryrose.org/)).

[ ![Mary Rose Wreck](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/12624.png?v=1599220803) O Naufrágio de Mary Rose geni (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/12624/mary-rose-wreck/ "Mary Rose Wreck")Procedeu-se à recuperação de muitos dos canhões de ferro fundido e de bronze, incluindo exemplares que pesavam até 25 toneladas e se encontravam decorados com a rosa Tudor ou com cabeças de leão; outras armas incluíam os 138 arcos longos já mencionados e 3500 setas. Havia também várias armas de fogo portáteis de pólvora, espadas, adagas e lanças.

Outros achados englobam muitas peças de madeira do aparelho do navio, tais como polias e moitões; o enorme forno de cozinha em tijolo (um de um par), bem como grandes panelas, mais de 50 arcas de marinheiro usadas pelos membros da tripulação para os seus pertences pessoais, três bússolas, nove relógios de sol de bolso, ferramentas de carpintaria, equipamento médico e até o sino do navio (fundido em 1510, tal como indicado pela inscrição); uma mó e um quadro de tecelagem para reparações de cabos constituíram outro registo único.

A um nível mais pessoal, sobreviveram vários pentes de madeira e tesouras de metal usados pela tripulação, tal como pratos, canecas e colheres de estanho. Estes últimos pertenceriam aos oficiais do navio, e vários exemplares ostentam inclusivamente as iniciais "G.C.", tendo pertencido ao próprio comandante da frota, Sir George Carew. Os membros comuns da tripulação utilizavam pratos e canecas de madeira, alguns dos quais resistiram ao tempo.

A vida a bordo de um navio Tudor é ainda revelada por artefactos como tambores, um tabuleiro de gamão, dados de osso, capas de livros em couro, gaitas de foldes e moedas de ouro. Num sombrio lembrete de que o naufrágio da Mary Rose foi uma sepultura, foram descobertos os esqueletos de cerca de 200 homens, juntamente com peças de vestuário como chapéus, gibões e mais de 250 sapatos de couro. Por fim, o destroço continha o esqueleto de um cão jovem que seria mantido a bordo para caçar ratos, mas que poderá também ter funcionado como o mascote da sorte neste navio tão votado ao infortúnio.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Bicheno, Hugh. *Elizabeth's Sea Dogs.* Conway, 2014.](https://www.worldhistory.org/books/1844861740/)
- [Elton, G.R. *England Under the Tudors.* Routledge, 2018.](https://www.worldhistory.org/books/1138602744/)
- [Graham, Ian. *Fifty Ships That Changed the Course of History.* Firefly Books, 2016.](https://www.worldhistory.org/books/1770857192/)
- [Guy, John. *Tudor England.* Oxford University Press, 1988.](https://www.worldhistory.org/books/0198730888/)
- [The Mary Rose Trust](https://maryrose.org/ "The Mary Rose Trust"), accessed 27 Aug 2020.
- [Wagner, John A. *Historical Dictionary of the Elizabethan World.* Greenwood, 1999.](https://www.worldhistory.org/books/1573562009/)
- [Williams, Neville. *The Sea Dogs.* Weidenfeld and Nicolson, 1975.](https://www.worldhistory.org/books/029777011X/)

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE e mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Pesquisador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus principais interesses incluem arte, arquitetura e descobrir ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Histórico

- **19 Jul 1545 CE**: [Henry VIII of England](https://www.worldhistory.org/Henry_VIII_of_England/)'s vice-flagship the [carrack](https://www.worldhistory.org/Carrack/) [Mary Rose](https://www.worldhistory.org/Mary_Rose/) sinks in the Solent.

## Cite Este Artigo

### APA
Cartwright, M. (2026, August 02). Mary Rose: A Nau Azarenta de Henrique VIII. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19118/mary-rose/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Mary Rose: A Nau Azarenta de Henrique VIII." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, August 02, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19118/mary-rose/>.
### MLA
Cartwright, Mark. "Mary Rose: A Nau Azarenta de Henrique VIII." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 02 Aug 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19118/mary-rose/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 02 August 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

