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title: Abu Bakr
author: Syed Muhammad Khan
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18656/abu-bakr/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-08-03
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# Abu Bakr

_Escrito por [Syed Muhammad Khan](https://www.worldhistory.org/user/syedmuhammadkhan21/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

Abu Bakr (573–634, reinou 632-634) foi um dos primeiros convertidos ao Islão; foi um amigo próximo e confidente do Profeta islâmico Maomé e tornou-se o primeiro califa do [império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) islâmico — um sucessor da posição temporal de Maomé, mas não um profeta, pois, segundo as fontes islâmicas, essa linhagem tinha terminado com Maomé (570–632). Ajudou o seu amigo Maomé em todos os momentos da sua missão e permaneceu ao seu lado até ao fim dos seus dias. Após a morte do Profeta, tornou-se o primeiro dos quatro califas do Califado Ortodoxo (Rashidun), como é designado pelos muçulmanos sunitas. No seu breve reinado de dois anos, reuniu a Península Arábica e iniciou conquistas na Síria e no Iraque, que foram mais tarde continuadas com sucesso pelos seus sucessores até 656, quando a primeira guerra civil islâmica, a Primeira Fitna (656–661), eclodiu e a expansão foi temporariamente travada. Foi também durante o reinado de Abu Bakr que as revelações ditadas por Maomé foram compiladas na forma da escritura sagrada islâmica: o [Alcorão](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-732/alcorao/).

### O Início de Vida

Abu Bakr Abedalá ibne Otomão era filho de Otomão Abu Cuafa (538–635), do clã Banu Taim da tribo Coraixita; nasceu em Meca em 573. O seu verdadeiro nome era Abedalá, que significa [servo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17609/servo/) de Alá ([Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/)); Abu Bakr foi uma alcunha que lhe foi dada devido ao seu amor pelos camelos, significando "pai da cria do camelo", mas este último nome tornou-se mais popular e é maioritariamente por ele que é referido. Pertencia a uma família rica de mercadores e era bem educado; tinha uma memória apurada e um gosto pela poesia, que era um dos traços por excelência dos cavalheiros árabes.

### A Conversão ao Islão e a Companhia do Profeta

Quando Maomé começou a pregar o Islão em 610, Abu Bakr, que era um seu amigo próximo, tornou-se o primeiro homem a converter-se (a primeira pessoa a converter-se foi Cadija, esposa do Profeta), embora alguns historiadores sugiram que ele não tenha sido o primeiro, mas sim um dos primeiros. Independentemente disso, ele foi um dos aliados mais solidários de Maomé; não só ajudou o Profeta financeiramente, como também persuadiu muitos dos seus amigos e colegas (bem como a sua própria família) a aceitar a nova fé. O apoio sincero e incondicional de Abu Bakr ao Profeta valeu-lhe a alcunha de *Siddique* (o veraz/confiável).

No entanto, nem mesmo a riqueza e a reputação de Abu Bakr conseguiram salvar Maomé e o seu pequeno grupo de seguidores das atrocidades em Meca, e o próprio Abu Bakr não foi imune a elas. Contudo, ele não recuou da nova fé; na verdade, diz-se que pagou pela liberdade de vários escravos que tinham aceitado o Islão, tal como um etíope chamado Bilal. A morte do influente tio do Profeta, Abu Talib, em 619, deixou o pequeno grupo de muçulmanos mais vulnerável do que nunca. Neste momento crucial (622), surgiram convites de Iatrebe (a futura Medina) para que o Profeta e os seus companheiros se mudassem para lá; ao Profeta foi oferecido o governo da cidade. Os muçulmanos aceitaram com agrado e migraram em grupos para a cidade, mas Abu Bakr ficou para trás com o seu amigo (que os habitantes de Meca tinham decidido matar), e a dupla deixou Meca em conjunto, com os habitantes de Meca no seu encalço. Refugiaram-se numa caverna de uma montanha chamada Jabal Thaur (Monte Touro), onde conseguiram escapar aos habitantes de Meca, que acabaram por desistir e recuar.

[ ![As Conquistas Muçulmanas Entre os Séculos VII e IX](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/14212-pt.png?v=1765305930-1767297611) Mapa das Conquistas Islâmicas nos Séculos VII-IX Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/trans/pt/3-14212/as-conquistas-muculmanas-entre-os-seculos-vii-e-ix/ "As Conquistas Muçulmanas Entre os Séculos VII e IX")Uma vez em Medina, Abu Bakr continuou a apoiar Maomé e tornou-se um dos seus conselheiros em assuntos de Estado. Participou também em batalhas importantes contra os habitantes de Meca, como Badr (624) e Uhud (625). Para consolidar a sua afiliação com o Profeta, Abu Bakr casou a sua filha, Aixa (cerca de 613–678) com o Profeta, tornando-se, assim, seu sogro. Durante os últimos dias do Profeta, quando este se encontrava doente, liderou as orações congregacionais na Masjid an-Nabwi (Mesquita do Profeta)

### Após a Morte do Profeta

Quando o [Profeta Maomé](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18626/profeta-maome/) morreu em 632, a comunidade muçulmana entrou em estado de choque. Alguns recusaram-se mesmo a acreditar que ele tinha partido. Se não fossem os seus avisos cuidadosos, as pessoas poderiam tê-lo venerado como uma figura divina, mas ele tinha deixado bem claro que também era humano e limitado pelas leis da natureza. Ainda assim, as pessoas tiveram dificuldade em lidar com o facto de que não seriam mais guiadas pela revelação divina (uma vez que Maomé afirmava recebê-las de Deus, e ninguém mais o poderia fazer). Abu Bakr reuniu a comunidade; diz-se que se dirigiu a eles, segundo Syed Ameer Ali em *A Short History of the Saracens* (*Uma Breve História dos Saracenos*), dizendo:

> Muçulmanos, se adoráveis Maomé, saibam que Maomé está morto; se é Deus que adorais, saibam que Ele vive, Ele nunca morre. Não esqueçais este versículo do Alcorão: "Maomé é apenas um homem encarregado de uma missão; antes dele houve homens que receberam a missão celestial e morreram" – nem este versículo: "Tu também, Maomé, hás de morrer como outros morreram antes de ti.
> (pág. 20)

Outro problema, mais prático, era que Maomé não tinha deixado qualquer indicação clara sobre quem o deveria suceder, nem sequer tinha sugerido que tipo de governo deveria prevalecer após a sua morte. Entre os muitos seguidores de Abu Bakr, um homem notável do clã Banu Adi era Umar ibne al-Cattabe (584–644). Umar também foi um dos primeiros convertidos e talvez uma das pessoas mais audazes de toda a comunidade, com reputação de ser rigoroso e firme. Com o apoio de Umar, Abu Bakr tornou-se o sucessor do domínio de Maomé; adotou o título de *Khalifa’tul Rasul* (o vicegerente do Profeta) — encurtado para *Khalifa* (Califa), pelo que a base dos [Califados islâmicos](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18629/califados-islamicos/) foi estabelecida por ele. A sua reivindicação não foi incontestada; embora diferentes versões dos acontecimentos sejam citadas por vários historiadores, a essência é a mesma: muitos defendiam a opinião de que apenas Ali ibne Abi Talibe (601–661), genro do Profeta e também parente de sangue, detinha o direito de herdar o seu domínio. O próprio envolvimento de Ali em promover esta reivindicação é altamente debatido; contudo, o que é claro é que os seus apoiantes, que passaram a ser conhecidos como muçulmanos xiitas ou *Shia’t Ali* (partido de Ali), viam Abu Bakr como um usurpador e, independentemente das suas realizações, negam a autenticidade da sua reivindicação como califa.

[ ![A View of the Al-Masjid An-Nabwi](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/11525.jpg?v=1776269165) Uma vista da Al-Masjid an-Nabawi Muhammad Mahdi Karim (GNU FDL) ](https://www.worldhistory.org/image/11525/a-view-of-the-al-masjid-an-nabwi/ "A View of the Al-Masjid An-Nabwi")### O Primeiro Califa do Islão

A primeira ação de Abu Bakr como califa foi enviar uma força expedicionária para a Síria, com o intuito de vingar a derrota na Batalha de Mutá (629), tal como tinha sido planeado pelo Profeta (esta força não obteve grande sucesso, embora incursões posteriores tenham alcançado resultados muito mais significativos). O objetivo era demonstrar não só que os muçulmanos não tinham esquecido os seus camaradas caídos, mas também declarar que o Califado daria continuidade ao que Maomé tinha iniciado.

Contudo, um outro problema surgiu nos desertos a leste de Medina: as tribos beduínas que tinham aceite o Islão menos por motivação espiritual e mais por razões políticas renunciaram agora ao seu apoio à nova fé. Alegaram que o seu pacto terminava com a morte de Maomé e recusaram-se mesmo a oferecer o *zakat* (esmolas a serem pagas no Islão) a Medina. Para piorar a situação, muitos falsos profetas surgiram em várias tribos; o mais notável, Musaylimah (falecido em dezembro de 632, referido pelos muçulmanos como o Arquimentiro), tinha iniciado as suas atividades nos últimos anos de Maomé, e, como o Profeta previu, muitos seguiriam o seu exemplo. Abu Bakr não podia permitir que os árabes se fragmentassem e se afastassem do domínio do seu mestre, quanto mais permitir-lhes moldar e distorcer a sua fé em diferentes versões.

Tal como no tempo de Maomé, Medina ergueu-se como o bastião do Islão (desta vez, porém, apoiada por Meca) contra as hordas de árabes rebeldes. Se a Abu Bakr faltassem capacidades de liderança, talvez não tivesse conseguido enfrentar o enorme desafio, mas, como estava prestes a demonstrar, ele era mais do que competente para o cargo. Depois de garantir a segurança de Medina contra as incursões destes apóstatas, declarou *jihad* (guerra santa — contextualmente) contra os traidores.

### As Guerras de Ridda

Ele convocou todos os homens aptos da fé sob o estandarte do Islão. Usou a desunião momentânea entre as várias tribos rebeldes para as subjugar uma a uma. Estas guerras foram mais tarde estilizadas como as Guerras de Ridda ou Guerras da Apostasia (632–633). Ao final do primeiro ano do seu reinado, Abu Bakr tinha reunificado toda a Península Arábica e, embora a espada não tenha sido poupada no campo de batalha, ele não fez qualquer tentativa de punir os seus inimigos depois de estes se terem rendido.

[ ![Khalid ibn al-Walid's Campaign in Arabia](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/11668.png?v=1774133603) Campanha de Calide ibne al-Ualide na Arábia Mohammad adil (GNU FDL) ](https://www.worldhistory.org/image/11668/khalid-ibn-al-walids-campaign-in-arabia/ "Khalid ibn al-Walid's Campaign in Arabia")Musaylimah foi morto na Batalha de Iamama (dezembro de 632) por um exército liderado por Calide ibne al-Ualide (585–642) que, apesar de muitas controvérsias contra si, era o general mais capaz e leal que Abu Bakr possuía. Isto proporcionou-lhe imunidade total por parte do Califa face a muitos que desejavam vê-lo morto (notavelmente Umar). Embora estivesse em grande desvantagem numérica na véspera da referida batalha decisiva, Calide mostrou o seu valor como comandante; nunca tinha perdido uma única batalha antes e não tinha intenção de a perder naquele dia. Estava demasiado familiarizado com a natureza inconstante dos combatentes do deserto e com a importância que davam às pessoas em detrimento da causa, por isso, quando Musaylimah caiu em combate, os seus apoiantes foram imediatamente derrotados.

### A Invasão do Iraque e da Síria

Abu Bakr, seguindo os passos de Maomé, decidiu direcionar as energias nascentes dos guerreiros árabes para as terras vizinhas da Síria (sob o domínio bizantino) e do Iraque (sob o [Império Sassânida](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-690/imperio-sassanida/)). As duas superpotências não só tinham esgotado os seus recursos com a sua guerra constante, como o ressentimento entre a população tinha atingido níveis sem precedentes. Por isso, quando os exércitos muçulmanos surgiram nas suas fronteiras, os legalistas dos impérios fugiram para salvar as suas vidas, enquanto os monofisistas e nestorianos do [Império Bizantino](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-953/imperio-bizantino/) e os árabes não zoroastristas no Iraque aceitaram voluntariamente os seus novos senhores. Calide foi enviado para o Iraque (633), onde foi acompanhado por um poderoso senhor árabe que o ajudou a tomar a cidade iraquiana de Hira.

[ ![Khalid ibn al-Walid's Invasion of Iraq](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/11590.png?v=1705642623) Invasão do Iraque por Calide ibne al-Ualide Mohammad Adil (GNU FDL) ](https://www.worldhistory.org/image/11590/khalid-ibn-al-walids-invasion-of-iraq/ "Khalid ibn al-Walid's Invasion of Iraq")Embora bem-sucedido e disciplinado no campo de batalha, Calide desobedeceu às ordens claras do seu califa ao executar, de forma bastante brutal, prisioneiros de guerra sassânidas. Entretanto, na Síria, o imperador bizantino Heráclio (reinou de 610 a 641), um soberano com espírito guerreiro, preparava-se para um contra-ataque eficaz. Como não podia liderar o seu exército pessoalmente devido à sua doença, colocou o seu irmão Teodoro no comando. Antecipando corretamente uma contraofensiva iminente e estando familiarizado com [a arte da guerra](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16193/a-arte-da-guerra/) bizantina, Abu Bakr não correu riscos e ordenou que Calide deixasse o Iraque e se movesse para a Síria — pois apenas as suas capacidades militares podiam igualar as dos seus adversários.

[ ![Khalid ibn a-Walid's Invasion of Syria](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/11593.png?v=1711134303) Invasão da Síria por Calide ibne al-Ualide Mohammad adil (GNU FDL) ](https://www.worldhistory.org/image/11593/khalid-ibn-a-walids-invasion-of-syria/ "Khalid ibn a-Walid's Invasion of Syria")Calide atravessou o deserto inóspito e sem água rumo à Síria com apenas alguns homens escolhidos a dedo e alguns camelos para servir de reservatórios de água; um exemplo devastador da coordenada mobilidade árabe. Após realizar incursões em territórios sírios, reuniu os exércitos muçulmanos da região e enfrentou os bizantinos na Batalha de Ajnadayn (634), que foi uma vitória decisiva dos Rashidun e reforçou ainda mais a sua posição na região. Contudo, na ausência de Calide, os sassânidas tinham desferido um golpe severo nas tropas árabes no Iraque, revertendo os seus ganhos.

A maior força de Abu Bakr era, talvez, a sua natureza resoluta e de espírito frio; em vez de ser movido pela emoção, como a maioria dos árabes, preferia adotar uma abordagem mais racional aos assuntos, como evidenciado pelo seu apoio a Calide. Embora o general não fosse um exemplo de virtude, Abu Bakr percebeu, antes da maioria, que ele era um ativo insubstituível.

### A Compilação do Alcorão

Abu Bakr também salvaguardou as revelações ditadas pelo Profeta Maomé na forma do Alcorão; um empreendimento ao qual ele estava relutante em se comprometer, uma vez que o Profeta não o tinha feito. Umar, contudo, apontou o número de companheiros do Profeta que tinham morrido em Iamama e, prevendo um tempo em que nenhum restasse para memorizar o Alcorão de cor, avisou Abu Bakr da possibilidade de as revelações (que tinham sido escritas de forma isolada) serem sujeitas a alterações — o que Abu Bakr nunca permitiria que acontecesse. Assim, ele foi forçado a aceder ao pedido de Umar e, em última análise, preservou as revelações ditadas por Maomé para que mais de dois mil milhões dos seus seguidores as possam ler hoje.

Abu Bakr ordenou que todas as revelações escritas fossem reunidas, juntamente com aqueles companheiros do Profeta que tinham memorizado o Alcorão de cor. Depois, confiou a tarefa a um escriba de confiança do Profeta, um homem chamado Zaid ibne Tabite (cerca de 610–660), para o compilar na mesma sequência que tinha sido instruída pelo Profeta; uma vez que as revelações não foram reveladas por ordem, mas Maomé tinha informado os seus seguidores da sequência exata. Foi tido um cuidado extremo para que nem uma única palavra da Sagrada Escritura fosse alterada (mesmo que o sentido permanecesse o mesmo), pois, aos olhos dos muçulmanos, isso teria sido um grande pecado. Após a sua morte, a cópia foi entregue a Hafsa (cerca de 605–665), filha de Umar e viúva do Profeta, para sua guarda.

### A Morte e o Legado

Abu Bakr não viveu o suficiente para ouvir as notícias do sucesso em Ajnadayn e do pequeno revés no Iraque, pois morreu de causas naturais em 634. Antes de partir deste mundo, nomeou Umar ibne al-Cattabe, o seu mais forte e capaz apoiante, como seu sucessor, que reforçaria as tropas muçulmanas no Iraque e ordenaria uma maior expansão na Síria. Umar continuaria com os mesmos parâmetros de liderança, o que lhe permitiria expandir ainda mais os domínios do Islão.

[ ![Sword of Umar](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/11670.jpg?v=1631136605) Espada de Umar Mohammad adil (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/11670/sword-of-umar/ "Sword of Umar")Independentemente de Abu Bakr ter sido um usurpador ou de a sua reivindicação ter sido legítima, ele alcançou muito. Não só impediu a fragmentação do império de Maomé, o que teria significado a extinção total do Islão, como ordenou campanhas bem-sucedidas no Iraque e na Síria, pôs o Alcorão por escrito e foi também o primeiro dos muitos que viriam a ser chamados de Califas do Islão.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- Ali, S. A. *A Short History of the Saracens.* Islamic Book Service, Lahore, 2005
- [Alkhateeb, F. *Lost Islamic History by Firas Alkhateeb.* C Hurst & Co (Publishers)Ltd, 2020.](https://www.worldhistory.org/books/B01N7NKU2Q/)
- [Doak, R. S. *Empire of the Islamic World.* Facts on File, 2004.](https://www.worldhistory.org/books/0816055572/)
- [Robinson, F. *The Cambridge Illustrated History of the Islamic World.* Cambridge University Press, 1996.](https://www.worldhistory.org/books/0521669936/)
- [Saunders, J. J. *A History of Medieval Islam.* Routledge, 1978.](https://www.worldhistory.org/books/0415059143/)
- [Sonn, T. *A Brief History of Islam.* Wiley-Blackwell, 2009.](https://www.worldhistory.org/books/1405180935/)

## Sobre o Autor

Muhammad é biólogo, entusiasta de história e escritor freelancer. Desde 2019, colabora ativamente na secção de história islâmica da Enciclopédia.
- [X/Twitter Profile](https://twitter.com/muhammad_writes)
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## Histórico

- **573 CE - 634 CE**: Life of [Abu Bakr](https://www.worldhistory.org/Abu_Bakr/), the first caliph of the [Rashidun Caliphate](https://www.worldhistory.org/Rashidun_Caliphate/).
- **622 CE**: [Muhammad](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Muhammad/) undertakes the Hegira (Hijra), the migration from Mecca to Medina, establishing the start of the Islamic calendar.
- **625 CE**: [Battle](https://www.worldhistory.org/disambiguation/battle/) of Uhud: Quraysh tribe defeats the Muslims.
- **629 CE**: [Battle](https://www.worldhistory.org/disambiguation/battle/) of Mu'tah: Muslims attempt to capture the village east of the [Jordan](https://www.worldhistory.org/Jordan/) River from the [Byzantine Empire](https://www.worldhistory.org/Byzantine_Empire/) to show their expanding dominance, resulting in a Muslim defeat.
- **632 CE**: [Muhammad](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Muhammad/) dies in Medina, not clearly naming a successor to lead the Muslim people.
- **632 CE - 633 CE**: [Ridda Wars](https://www.worldhistory.org/Ridda_Wars/) (Wars of Apostacy): re-unification of the Arabian Peninsula under the banner of [Islam](https://www.worldhistory.org/islam/).
- **632 CE - 634 CE**: [Abu Bakr](https://www.worldhistory.org/Abu_Bakr/) becomes the first caliph (successor to [Muhammad](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Muhammad/)) of the [Rashidun Caliphate](https://www.worldhistory.org/Rashidun_Caliphate/).
- **Dec 632 CE**: [Battle](https://www.worldhistory.org/disambiguation/battle/) of Yamama: Musaylimah (the Arch Liar) is killed in battle.
- **634 CE**: [Battle](https://www.worldhistory.org/disambiguation/battle/) of Ajnadayn: Muslim invasion of [Syria](https://www.worldhistory.org/syria/).

## Cite Este Artigo

### APA
Khan, S. M. (2026, August 03). Abu Bakr. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18656/abu-bakr/>
### Chicago
Khan, Syed Muhammad. "Abu Bakr." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, August 03, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18656/abu-bakr/>.
### MLA
Khan, Syed Muhammad. "Abu Bakr." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 03 Aug 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18656/abu-bakr/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 03 August 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

