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title: Guilherme, o Conquistador
author: Mark Cartwright
translator: Jose Monteiro Queiroz-Neto
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16891/guilherme-o-conquistador/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2024-05-30
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# Guilherme, o Conquistador

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Jose Monteiro Queiroz-Neto](https://www.worldhistory.org/user/josemonteiroque)_

Guilherme, o Conquistador (c.1027-1087), também conhecido como Guilherme, Duque da Normandia, liderou a [Conquista Normanda da Inglaterra](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17033/conquista-normanda-da-inglaterra/) em 1066, quando derrotou e matou seu rival [Haroldo Godwinson](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17582/haroldo-godwinson/) na [Batalha de Hastings](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17034/batalha-de-hastings/). Coroado como Rei Guilherme I de Inglaterra no Dia de Natal de 1066, assumiu totalmente seu reino após cinco anos de duras batalhas contra rebeldes e invasores.

Continuando a reinar sobre a Normandia, as políticas de Guilherme a respeito de distribuição de terras entre a elite normanda, assegurou que a história da Inglaterra e da França seriam inseparáveis nos séculos seguintes. Diplomata habilidoso, comandante militar talentoso e soberano cruel, Guilherme morreu de causas naturais em Caen, Normandia, em 1087, onde se encontra sua tumba.

### Vida Familiar e Pessoal

Guilherme nasceu em Falaise, Normandia, c. 1027. Filho ilegítimo do Duque Roberto I da Normandia (duc. 1028-1035), daí ser chamado, algumas vezes, de Guilherme, o Bastardo. A mãe de Guilherme era Herleva de Falaise, filha de um rico comerciante em Rouen, que exercia o cargo de camareiro-mor na corte ducal. Os meios-irmãos (filhos da mesma mãe) Odo de Bayeux, bispo daquela cidade e futuro Conde de Kent, e Roberto (futuro) Conde de Mortain. Em 1053 (ou 1050 em algumas fontes) Guilherme casou-se com Matilde (+1083), filha do Conde de Flandres e sobrinha de Henrique I da França (\*1031 +1060) em um casamento que convenientemente cimentou as florescentes relações diplomáticas entre as três regiões. Juntos tiveram quatro filhos e quatro (ou cinco) filhas.

Guilherme de Poitiers, um bem-informado contemporâneo, mas obviamente pro-normando, descreve o jovem duque nos seguintes termos em sua crônica do século XI, *History of William the Conqueror* (História de Guilherme, o Conquistador):

> Agora, finalmente, surgiu o mais jovial e mais esperado com alegria, especialmente para aqueles que desejavam paz e justiça. Nosso duque, já adulto em sagacidade e força física, se não em anos, aceitou o título das armas de cavalaria, causa de um tremor que varreu toda a França. Armado e montado, não possuía nenhum igual em toda a Gália. Era uma visão ao mesmo tempo encantadora e terrível vê-lo comandando seu cavalo, espada na cinta, seu escudo reluzente, seu elmo e sua lança igualmente ameaçadores. (Allen Brown,18)

A descrição soa mais como um discurso de elogio, mas é talvez significativo que o selo do duque era o de um cavaleiro montado, o primeiro deste tipo empregado por um governante europeu e muito copiado a partir de então. Guilherme possuía outros talentos ao lado de sua capacidade de militar, como demonstrou por toda sua carreira. O duque era um planejador meticuloso, um mestre em agarrar oportunidades políticas para obter o máximo ganho e capacitado administrador. Foi também um amante da caça e rígidas leis florestais, mais tarde introduzidas por ele na Inglaterra, foram, em parte, criadas para garantir que seus queridos cervos não fossem molestados por caçadores ilegais e, além disso tudo, era considerado um ótimo arqueiro.

[ ![Coin of William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/9856.jpg?v=1721854689) Moeda de Guilherme, o Conquistador PHGCOM (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/9856/coin-of-william-the-conqueror/ "Coin of William the Conqueror")### Duque da Normandia

Quando o Duque Roberto morreu na [Ásia Menor](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-228/asia-menor/), durante uma peregrinação, Guilherme tornou-se o Duque da Normandia em 1035. Felizmente para Guilherme, seu pai já havia assegurado juramentos de lealdade de seus barões a respeito de seu filho, escolhido como herdeiro. Na realidade, Guilherme era ainda uma criança e, Gilberto de Brionne, seu tutor, governava em seu nome. Em 1040, aconteceu uma guerra civil na Normandia quando Gilberto foi assassinado e barões rebeldes procuraram expandir suas terras, muitas vezes com a construção de castelos. Foram gastos sete longos anos para Guilherme organizar seu ducado, mas ele conseguiu, pelo menos, contar com amigos poderosos, notavelmente o Arcebispo de Rouen, Maugério, irmão de Guilherme e o poderoso esposo de sua mãe, Herluino de Conteville. Finalmente, em 1047 e com a ajuda de Henrique I – que visava proteger rotas comerciais vitais através de Normandia e o futuro de um de seus vassalos – os rebeldes sofreram uma significativa derrota em Val-ès-Dunes, próximo a Caen. Ocorreriam mais batalhas ainda e alguns sítios notáveis, incluindo um esforço de três anos contra o Castelo de Brionnne, propriedade de Guido de Bourgogne, que se encerrou com sucesso para Guilherme.

Os próximos 20 anos veriam uma forte elevação no poder do ducado, não sem lutas, mas os anos de guerra iriam treinar Guilherme para ser um dos mais formidáveis estrategistas militares e comandante de campo da Idade Média (e um dos mais afortunados). Embarcando em uma prolongada guerra de expansão, especialmente contra os rivais de longo tempo, como Flandres e Anjou, Guilherme fazia uso de qualquer método disponível, incluindo terror e mutilações, bem como casamentos arranjados por conveniência política para os membros chave de seu círculo íntimo, para, ao final, tornar-se o mais, poderoso nobre na França.

Guilherme era, então, também poderoso e, em 1053, o Rei francês escolheu ficar do lado do tio do duque normando, Guilherme de Arques, na época um barão rebelde. O duque, no entanto, atacou o suprimento de grãos do inimigo e seu tio foi obrigado a se render. O ducado possuía uma robusta defesa na Normandia e, em 1054, uma força francesa, procurando vingança pelos acontecimentos do ano anterior, invadiu a região. O exército francês foi derrotado em Montemer e, novamente, contra o mesmo inimigo, porém com um resultado mais enfático, em Varaville, em 1057. O Rei Henrique quase não escapava com vida em Varaville. O Rei francês, ilhado com a metade de seu exército por um rio com correnteza, ficou furioso, mas nada pôde fazer para impedir o massacre. Guilherme era incontrolável. Nos anos seguintes, adicionou ao seu ducado diversas dependências pessoais, incluindo a Ilhas do Canal (Îles Normandes) e os ducados da Bretanha e Maine. Isto e mais a morte de Henrique de França e o fato de que seu jovem filho, herdeiro do trono, encontrava-se sob a tutela do pai de Guilherme, Roberto de Flandres, significava que o ducado de Guilherme estava seguro com relação aos seus vizinhos. As ambições do duque poderiam, a partir de agora, ampliar-se além da França.

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Guilherme voltou seus olhos para o trono da Inglaterra, mas, ainda tecnicamente um vassalo do Rei da França, não podia atacar sem alguma justificativa anterior e ações diplomáticas. Os barões normandos também precisavam ser convencidos do valor de invadir a Inglaterra, porém a promessa de terra, títulos e riquezas mostraram-se motivações suficientes.

Guilherme propôs, como justificativa para a invasão da Inglaterra, não menos a pretensão de que ele era o rei inglês por direito. Baseava-se na relação do Duque com Eduardo, o Confessor, Rei da Inglaterra de 1042 a 1066. O Conde Ricardo I da Normandia era avô de Eduardo e bisavô de Guilherme. Guilherme colocou a tese de que Eduardo, sem filhos próprios, havia, em uma ocasião, prometido ao normando que ele poderia ser o herdeiro oficial de Eduardo. Como se ficou sabendo, Eduardo, em seu leito de morte, havia escolhido o anglo-saxão Haroldo Godwinson como seu sucessor, um membro da poderosíssima família Godwine e, na época, o principal comandante militar na Inglaterra.

Em outro acontecimento para a pretensão de Guilherme (pelo menos de acordo com os cronistas normandos), Harold havia visitado a Normandia em c.1064, onde fora capturado pelo Conde Guido de Ponthieu e entregue a Guilherme (que fez bom uso dele em suas batalhas para dominar Conan, o Conde da Bretanha). Uma condição para a libertação de Haroldo foi que este havia prometido se tornar vassalo de Guilherme e preparar o caminho para a invasão. Então, Guilherme sentiu-se enganado quando Haroldo foi coroado Haroldo II da Inglaterra em janeiro de 1066. Fontes anglo-saxãs discordam muito dessa história, porém foi suficiente para convencer outros reis europeus de que Guilherme possuía algum direito para invadir. Além disso, Guilherme recebeu a bênção do Papa, que se encontrava já há alguns anos em grande desacordo com o Arcebispo de Canterbury, recusando a reconhecer que ele tinha direito àquela poseição. Convencido que tinha o direito e com [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) a seu lado, Guilherme realizou uma preparação meticulosa para a invasão do Sul da Inglaterra no verão de 1066.

### A Conquista Normanda da Inglaterra

Necessário ser dito que Guilherme foi bafejado pela sorte em sua invasão, pois seu inimigo, Haroldo II, encontrava-se enfrentando outra invasão, por Haroldo Hardrada, Rei da Noruega (ou Harold III, rein. 1046-1066) poucas semanas antes da chegada do Conquistador. Haroldo derrotou-o na Batalha de Stamford Bridge, próximo a York, em 25 de setembro de 1066 e, em seguida, marchou para enfrentar o exército de Guilherme de 5.000 a 8.000 homens, incluindo 1.000 a 2.000 cavaleiros. Os dois exércitos, provavelmente semelhantes em número, se defrontaram em Hastings em 14 de outubro. Com arqueiros e cavaleiros contra a infantaria anglo-saxã, Guilherme saiu-se vitorioso e Haroldo foi morto. Quando os reforços chegaram da Normandia, Guilherme marchou sobre Londres, primeiro tomando fortalezas importantes como Romney, Dover, Winchester e Canterbury. Muitos dos nobres anglo-saxões e o Arcebispo de Canterbury juraram obediência ao novo rei, que foi coroado no Natal de 1066, na Abadia de Westminster.

[ ![Mapa da Conquista Normanda da Britânia, 1066 - 1086](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/9862-pt.png?v=1764943857-1765915201) Conquista Normanda da Bretanha, 1066-1086 Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/trans/pt/3-9862/mapa-da-conquista-normanda-da-britania-1066---1086/ "Mapa da Conquista Normanda da Britânia, 1066 - 1086")A partir de agora, Guilherme I da Inglaterra e Duque da Normandia, o Conquistador, teve de entrar em combates mais cinco anos antes da Inglaterra ficar completamente controlada. Tática de terra arrasada, construção de centenas de castelos em elevações, prisão e mutilações de rebeldes e cidades importantes, como Exeter e York, dominar duas mini-invasões da Irlanda lideradas pelos filhos de Haroldo, esmagar uma força de rebeldes dinamarqueses em East Anglia e a redistribuir completamente as propriedades para normandos leais, finalmente asseguraram seu novo reino. A Igreja foi reestruturada, com os bispos normandos ficando com a melhor parte, muitos centros religiosos importantes foram deslocados para mais próximos de cidades, como Winchester, York e Canterbury.

### Reino Pós-Conquista

Guilherme conseguiu para si um novo e rico reino, porém não ignorou suas terras na França e, frequentemente, para lá retornava, deixando, nessas ocasiões, governando a Inglaterra seu meio-irmão Odo de Bayeux, Conde de Kent e seu amigo íntimo William FitzOsbern, Conde de Hereford. De fato, algumas vezes Guilherme devia entrar em combate para defender suas terras na França, principalmente contra Fulk, Conde de Anjou em 1073. Filipe I, Rei da França (rein.1060-1108), também se tornou ambicioso em tomar partes do ducado de Guilherme e apoiar rebeldes dentro do ducado, notavelmente na Bretanha. Houve, inclusive, uma falida rebelião na Inglaterra em 1075. Liderada por Ralph de Gael, esta conspiração menor foi abatida sem Guilherme ter de sair da Normandia. Ainda mais, foi um sinal das inerentes tensões envolvidas em conciliar um reino e ducado cheios de nobres sedentos para expandirem seus interesses em um, em outro ou em ambos os territórios.

No final das contas, as vitórias militares tiveram um fim repentino. Em 1077 o duque sofreu uma derrota próximo a Dol, na Bretanha. Dentro de um ano, irrompeu nova rebelião, desta vez liderada por Roberto, filho mais velho de Guilherme, que sentia que não possuía suficientes poderes para si próprio. Novamente, Filipe da França viu uma oportunidade para desestabilizar a situação e deu um castelo – Gerberoi na fronteira com a Normandia – para Roberto usar como base. Guilherme tentou sitiar Gerberoi, mas seu filho parece ter aprendido o modo de guerrear de seu pai e Guilherme foi derrotado em um confronto de campo. Felizmente, Guilherme e Roberto se reconciliaram e o jovem homem foi necessário, pois foi enviado para repelir as incursões na Northumbria, vindas da Escócia, em 1079.

[ ![Great Domesday Book](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/9476.jpg?v=1773158469) O Grande Domesday Book UK National Archives (CC BY) ](https://www.worldhistory.org/image/9476/great-domesday-book/ "Great Domesday Book")### [Domesday Book](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17586/domesday-book/)

Longe de ser um simples guerreiro, Guilherme era um administrador capaz. Em 1086-1087, o Rei ordenou que se fizesse um levantamento e registro de todos os proprietários de terras, propriedades, arrendatários e servos da Inglaterra. Após a mudança da elite anglo-saxã para os normandos e maciça redistribuição de propriedades, o Rei provavelmente estava interessado em saber quem possuía o que em seu reino. Os dados do levantamento seriam unificados em um único documento, o Domesday Book (na realidade dois livros, porque um, o Little Domesday parece ser um registro mais detalhado e que nunca foi condensado no formato do grande volume, o Great Domesday). Ao que parece o Domesday Book foi compilado para que um novo imposto pudesse ser mais precisamente cobrado e assegurar que os proprietários fornecessem o correto serviço militar feudal que deles se esperava. O registro conseguiu ser, então, uma ferramenta muito útil para se conseguir o pagamento de um exército, tendo em vista a ameaça de uma invasão dinamarquesa da Inglaterra, que se mostrava iminente em 1085. Domesday Book, o mais compreensivo levantamento jamais feito em um reino medieval e um inestimável conhecimento em muitos aspectos da vida diária na Inglaterra medieval, é mantido nos UK National Archives, em Londres. Permanece ele como uma das maiores conquistas de Guilherme.

### Morte e Legado

Felizmente para Guilherme, a invasão dinamarquesa nunca se materializou. Canuto IV da Dinamarca (rein. 1080-1086), que planejava a proeza, foi assassinado como parte de uma rebelião que foi motivada pela imposição, pelo rei, de impostos e multas para financiar sua frota e exército de invasão. No entanto, inesperadamente, o desastre golpeou Guilherme quando ele atacava a cidade de Mantes em retaliação por suas incursões sobre a Normandia. Em 9 de setembro de 1087, Guilherme morreu de doença, talvez por uma lesão quando cavalgava e exacerbada por sua obesidade que o afligiu mais tarde na vida. Ele foi enterrado no monastério de Santo Estêvão em Caen, que ele mesmo havia construído, embora durante o funeral tenha ocorrido problemas: um incêndio nas casas vizinhas interrompeu a procissão, um homem gritou durante a cerimônia que a catedral havia sido construída nas terras de seu pai sem nenhuma compensação, e o sarcófago era menor que o corpo, tanto que quando tentaram colocar o imenso corpo dentro dele, o estômago estourou e encheu a catedral com um odor repugnante.

De acordo com um manuscrito medieval, o epitáfio do Rei seria o seguinte:

> Governou os orgulhosos normandos, com sua mão firme,
> Dominou os bretões, vencidos por seus exércitos.
> Os guerreiros de Maine curvaram-se perante ele por seu valor,
> E se mantiveram obedientes, por seu correto governo.
> Aqui jaz o grande Rei em sua pequena urna,
> E tão dominuta casa, abriga um poderoso senhor.
> (*De obitu Willelmi*, Allen Brown, 49 )

[ ![William the Conqueror on Horseback, Bayeux Tapestry](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/9863.jpg?v=1761246968) Guilherme, o Conquistador, Cavalgando, Tapeçaria de Bayeux Myrabella (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/9863/william-the-conqueror-on-horseback-bayeux-tapestry/ "William the Conqueror on Horseback, Bayeux Tapestry")A anti-normanda Crônica Anglo-Saxã (*Anglo-Saxon Chronicle*, para o ano 1087) fornece o seguinte e, talvez, mais equilibrado sumário do reinado de Guilherme:

> O Rei Guilherme, de quem falamos, foi um verdadeiro homem, sábio e muito poderoso, mais venerado e forte que qualquer predecessor que tenha existido. Era gentil para os bons homens que amavam a Deus e mais severo, além que qualquer medida, para com aquelas pessoas que resistiam à sua vontade.
> (Citado em Allen Brown, 79)

Após a morte de Guilherme, seu reino inglês foi assumido por seu filho Guilherme II o Ruivo (rein. 1087-1100). Enquanto isso, outro filho, Roberto Curthose, assumiu as terras da família na Normandia. Ambos os governantes se esforçaram para manter seus respectivos domínios de usurpadores e nobres ambiciosos. Inglaterra e Normandia seriam governadas por um único monarca a partir de 1106, seis anos no reinado de Henrique I da Inglaterra (1100-1135), outro filho de Guilherme, o Conquistador.

Guilherme, o Conquistador, então, viveu uma agitada vida de guerras quase incessantes e de viagens entre a Inglaterra e o Norte da França. É a subsequente história entrelaçada desses dois países onde vemos o maior dos legados de Guilherme, para o bem ou para o mal. Unindo os dois países, misturando as elites governantes e elevando fortemente o comércio, as repercussões políticas e culturais da conquista da Inglaterra por Guilherme, seriam sentidas na história dos próximos séculos.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Allen Brown, R. *The Norman Conquest of England.* Boydell, 1995.](https://www.worldhistory.org/books/0851156185/)
- [Anonymous. *The Oxford History of Medieval Europe.* Oxford University Press, 2002.](https://www.worldhistory.org/books/0192801333/)
- [Bennett, M. *Campaigns of the Norman Conquest.* Osprey Publishing, 2001.](https://www.worldhistory.org/books/1841762288/)
- [Blockmans, W. *Introduction to Medieval Europe 300â€“1500.* Routledge, 2017.](https://www.worldhistory.org/books/1138214396/)
- [Cole, T. *The Norman Conquest.* Amberley Publishing, 2016.](https://www.worldhistory.org/books/1445649225/)
- [Hicks, C. *The Bayeux Tapestry.* Vintage, 2019.](https://www.worldhistory.org/books/B01070TJFY/)
- [Keen, M. *The Penguin History of Medieval Europe.* Penguin Books, 1991.](https://www.worldhistory.org/books/0140136304/)
- [McDowall, D. *An Illustrated History of Britain.* Pearson Education Ltd, 1989.](https://www.worldhistory.org/books/058274914X/)
- [Morris, M. *The Norman Conquest.* Pegasus Books, 2014.](https://www.worldhistory.org/books/1605986518/)
- [Nicolle, D. *The Normans.* Osprey Publishing, 1987.](https://www.worldhistory.org/books/0850457297/)
- [Pounds, N.J.G. *The Medieval Castle in England and Wales.* Cambridge University Press, 1993.](https://www.worldhistory.org/books/0521458285/)

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE, mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Investigador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus interesses particulares incluem arte, arquitetura e a descoberta das ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Histórico

- **c. 1027 CE**: Birth of [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/) in Falaise, Normandy.
- **1035 CE**: [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/) is made Duke of Normandy following his father Robert's [death](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Death/).
- **1047 CE**: William, Duke of Normandy, defeats Norman rebels at Val-ès-Dunes near Caen.
- **1051 CE**: William, Duke of Normandy, visits [Edward the Confessor](https://www.worldhistory.org/Edward_the_Confessor/) who, according to Norman sources, promises William the crown of [England](https://www.worldhistory.org/disambiguation/england/).
- **1053 CE**: William, Duke of Normandy, defeats his own uncle, William of Arques, a rebel baron.
- **1054 CE**: William, Duke of Normandy, defeats a French army at Mortemer.
- **1057 CE**: Edgar Ætheling and his sisters Margaret and Cristina return from exile in Hungary to [England](https://www.worldhistory.org/disambiguation/england/).
- **1057 CE**: William, Duke of Normandy, defeats a French army led by Henry I at Varaville.
- **Mar 1064 CE**: Possible visit to Normandy by [Harold Godwinson](https://www.worldhistory.org/Harold_Godwinson/), Earl of Wessex. Norman writers would claim he was captured and held by [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/) until he promised to be the Norman's vassal in [England](https://www.worldhistory.org/disambiguation/england/).
- **6 Jan 1066 CE**: [Harold Godwinson](https://www.worldhistory.org/Harold_Godwinson/) is crowned Harold II, king of [England](https://www.worldhistory.org/disambiguation/england/), probably in Westminster Abbey.
- **Aug 1066 CE**: William, Duke of Normandy, prepares his invasion fleet to [conquer](https://www.worldhistory.org/warfare/) [England](https://www.worldhistory.org/disambiguation/england/).
- **25 Sep 1066 CE**: [Battle of Stamford Bridge](https://www.worldhistory.org/article/1306/battle-of-stamford-bridge/) in which [Harold Godwinson](https://www.worldhistory.org/Harold_Godwinson/) (Harold II) defeats an invading army led by Harald Hardrada, king of Norway.
- **28 Sep 1066 CE**: [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/)'s invading army lands at Pevensey in Sussex, southern [England](https://www.worldhistory.org/disambiguation/england/).
- **Oct 1066 CE**: The Normans introduce [motte and bailey castles](https://www.worldhistory.org/Motte_and_Bailey_Castle/) to [Britain](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Britain/).
- **Oct 1066 CE - 20 Dec 1066 CE**: [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/) marches on London, capturing Romney, Dover, Canterbury and Winchester on his circuitous route.
- **14 Oct 1066 CE**: The [Battle of Hastings](https://www.worldhistory.org/Battle_of_Hastings/) in which William, Duke of Normandy, defeats King Harold II of [England](https://www.worldhistory.org/disambiguation/england/).
- **25 Dec 1066 CE**: [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/) is crowned William I, king of [England](https://www.worldhistory.org/disambiguation/england/), in Westminster Abbey.
- **1067 CE - 1079 CE**: The [Bayeux Tapestry](https://www.worldhistory.org/Bayeux_Tapestry/) depicting the Norman [Conquest](https://www.worldhistory.org/warfare/) of Anglo-[Saxon](https://www.worldhistory.org/Saxons/) [Britain](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Britain/) is made.
- **1068 CE**: Edgar Ætheling and his sisters Margaret and Cristina flee to [Scotland](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Scotland/).
- **Jan 1068 CE**: Exeter and its Anglo-[Saxon](https://www.worldhistory.org/Saxons/) rebels surrender to [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/) after an 18-day siege.
- **11 May 1068 CE**: Mathilda, wife of [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/), is crowned Queen of [England](https://www.worldhistory.org/disambiguation/england/) in Westminster Abbey.
- **Jan 1069 CE**: Northumbrian Anglo-[Saxon](https://www.worldhistory.org/Saxons/) rebels sack Durham and York.
- **21 Sep 1069 CE**: A [Viking](https://www.worldhistory.org/Vikings/) force led by King Sweyn II of Denmark's brother Asbjorn sacks York.
- **Nov 1069 CE - Mar 1070 CE**: [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/)'s 'harrying of the north'.
- **c. 1070 CE**: [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/) builds a [motte and bailey castle](https://www.worldhistory.org/Motte_and_Bailey_Castle/) at Windsor.
- **May 1070 CE**: King Sweyn II of Denmark joins forces with Anglo-[Saxon](https://www.worldhistory.org/Saxons/) rebels led by Hereward the Wake to threaten East Anglia in [England](https://www.worldhistory.org/disambiguation/england/).
- **Jun 1070 CE**: Peterborough Abbey is attacked and looted by Anglo-[Saxon](https://www.worldhistory.org/Saxons/) rebels led by Hereward the Wake.
- **Jun 1071 CE**: [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/) defeats the last Anglo-[Saxon](https://www.worldhistory.org/Saxons/) Rebellion at Ely Abbey in East Anglia.
- **1072 CE**: [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/) launches a land and sea attack on [Scotland](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Scotland/). [Malcolm III of Scotland](https://www.worldhistory.org/Malcolm_III_of_Scotland/) sues for peace.
- **1073 CE**: [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/) successfully defends Norman lands against Fulk, Count of Anjou.
- **1075 CE**: The future [William II of England](https://www.worldhistory.org/William_II_of_England/) campaigns with success in Wales, subduing the Welsh king Caradog ap Gruffudd.
- **1078 CE**: [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/) is defeated in [battle](https://www.worldhistory.org/disambiguation/battle/) by his rebel son Robert Curthose during the siege of Gerberoi.
- **1086 CE - 1087 CE**: The [Domesday Book](https://www.worldhistory.org/Domesday_Book/) is compiled in Norman [Britain](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Britain/) by [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/).
- **9 Sep 1087 CE**: [Death](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Death/) of [William the Conqueror](https://www.worldhistory.org/William_the_Conqueror/).
- **26 Sep 1087 CE**: [William II of England](https://www.worldhistory.org/William_II_of_England/) is crowned in Westminster Abbey.

## Links Externos

- [The Norman Conquest](https://www.bbc.com/bitesize/guides/zsjnb9q/revision/1)
- [How Norman rule reshaped England](https://www.economist.com/christmas-specials/2016/12/24/how-norman-rule-reshaped-england)
- [Atoning for the Bloodshed: William the Conqueror & the Foundation of Battle Abbey | English Heritage](https://www.english-heritage.org.uk/visit/places/1066-battle-of-hastings-abbey-and-battlefield/history-and-stories/the-foundation-of-battle-abbey/)

## Cite Este Artigo

### APA
Cartwright, M. (2023, October 07). Guilherme, o Conquistador. (J. M. Queiroz-Neto, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16891/guilherme-o-conquistador/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Guilherme, o Conquistador." Traduzido por Jose Monteiro Queiroz-Neto. *World History Encyclopedia*, October 07, 2023. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16891/guilherme-o-conquistador/>.
### MLA
Cartwright, Mark. "Guilherme, o Conquistador." Traduzido por Jose Monteiro Queiroz-Neto. *World History Encyclopedia*, 07 Oct 2023, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16891/guilherme-o-conquistador/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Jose Monteiro Queiroz-Neto](https://www.worldhistory.org/user/josemonteiroque/ "User Page: Jose Monteiro Queiroz-Neto"), publicado em 07 October 2023. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

