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title: Denisovano
author: Emma Groeneveld
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16302/denisovano/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-09-11
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# Denisovano

_Escrito por [Emma Groeneveld](https://www.worldhistory.org/user/emmagroeneveld1/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

Os denisovanos constituem um grupo extinto de humanos fósseis que, juntamente com o seu grupo irmão, os neandertais, partilham igualmente um antepassado comum com o *Homo sapiens*. Até ao momento, apenas são conhecidos na Gruta de Denisova, situada nos Montes Altai, na Sibéria, onde aparentam ter surgido pela primeira vez há talvez cerca de 287 000 anos (ou, de forma conservadora, a partir de há cerca de 200 000 anos). A sua última presença conhecida ocorreu muito mais tarde — há aproximadamente 55 000 anos —, o que indica que os denisovanos fizeram da região do Altai a sua casa, pelo menos em determinados períodos, ao longo de um período bem superior a 100 000 anos.

Até ao momento, os sedimentos no interior da caverna revelaram restos fósseis pertencentes a um total de quatro indivíduos denisovanos conhecidos, bem como, curiosamente, um fragmento de um osso longo que pertence a uma mulher cuja mãe era [neandertal](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15351/neandertal/) e o pai, denisovano. De facto, também foram recuperados da Gruta de Denisova outros restos mortais totalmente neandertais, e as evidências sugerem que ambos os grupos viveram, encontraram-se e, ocasionalmente, cruzaram-se entre si ao longo de um período aproximado de 150 000 anos. Encontrar um espécime mestiço de primeira geração, quando até à data foram encontrados tão poucos espécimes, é surpreendente e ajuda a reforçar a ideia já estabelecida de que, durante o Plistocénico Superior (também denominado Pleistoceno Superior), sempre que diferentes grupos se encontravam, a troca genética não era de todo invulgar. O ADN (igualmente usado DNA) denisovano não só demonstra que mantiveram ligações com os neandertais, como também que se cruzaram com um grupo desconhecido de hominídeos arcaicos que se separou da linhagem humana há pelo menos 1 000 000 de anos, bem como com os antepassados *Homo sapiens* dos atuais melanésios que vivem no Sudeste Asiático e na Oceânia. Como este último acontecimento parece ter ocorrido algures no Sudeste Asiático, longe das montanhas de Altai, pensamos que os Denisovanos possam ter estado muito mais disseminados do que este e único local de sepultamento atualmente conhecido sugere.

### A Descoberta

A Gruta de Denisova está aninhada nas Montanhas de Altai, na Sibéria, perto do ponto onde a Rússia, o Cazaquistão, a China e a Mongólia atuais se encontram. A gruta formada em calcário siluriano está dividida em três câmaras — a Câmara Principal, a Câmara Leste e a Câmara Sul — que, juntas, cobrem cerca de 270 metros quadrados. Explorada pela primeira vez por cientistas na década de 1970, as escavações realizadas na caverna nas décadas seguintes levaram à descoberta de artefactos pertencentes às indústrias do Paleolítico Médio e do Paleolítico Superior, o que nos deu pistas sobre a provável presença de neandertais e *Homo sapiens* em algum momento do passado. A verdadeira surpresa surgiu em 2008, quando um humano até então desconhecido se juntou ao historial já aparentemente rico deste sítio: foi desenterrado um osso de um dedo de uma jovem mulher e, quando se conseguiu extrair o ADN, verificou-se que ela pertencia a um tipo distinto de hominídeo que ficou a ser conhecido como os Denisovanos. A Gruta de Denisova revelou-se, assim, um verdadeiro ponto nevrálgico.

A jovem, conhecida como Denisova 3, viveu há entre 52 000 e 76 000 anos e abriu caminho para que um molar masculino até então não identificado, de idade semelhante, conhecido como Denisova 4 e encontrado em 2000, fosse também atribuído à sua espécie. Os únicos outros dois fósseis a receberem a designação «denisovano» até ao momento são mais dois molares: um molar permanente pertencente a um homem, encontrado em 2010, conhecido como Denisova 8 (com idades compreendidas entre 105 600 e 136 400 anos); e um molar decíduo pertencente a uma menina muito jovem que viveu no período mais remoto, cuja datação se situa há entre cerca de 122 700 e 194 400 anos. A verdadeira sensação surgiu, porém, em 2012, com a descoberta de um fragmento de osso longo da mulher acima referida, que tinha uma mãe neandertal e um pai denisovano e viveu entre cerca de 80 000 e cerca de 120 000 anos atrás.

[ ![Denisova Cave](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/7242.jpg?v=1701059283) Caverna Denisova Ð”ÐµÐ¼Ð¸Ð½ ÐÐ»ÐµÐºÑÐµÐ¹ Ð‘Ð°Ñ€Ð½Ð°ÑƒÐ» (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/7242/denisova-cave/ "Denisova Cave")Para além destes novos achados, foram também encontrados os restos mortais completos de dois neandertais e, em conjunto com o ADN encontrado nos sedimentos, pensamos que os neandertais ocuparam intermitentemente a Gruta de Denisova entre há cerca de 193 000 e cerca de 97 000 anos. No entanto, apesar da presença de pingentes dentários e pontas de osso do Paleolítico Superior Inicial, datados de há entre 43 000 e 49 000 anos, que parecem ter um toque de *Homo sapiens* (e representam as ocorrências mais antigas conhecidas de tais artefactos no norte da Eurásia), até agora não foram encontrados nenhum osso humano moderno ou vestígios de ADN na Gruta de Denisova. Estes artefactos são posteriores à última presença conhecida de denisovanos na caverna, mas é, evidentemente, possível que os denisovanos tenham sobrevivido mais tarde (afinal, só dispomos de alguns ossos como base) e possam, no fim de contas, reivindicar a autoria dos artefactos. Esta é, na verdade, neste momento, a teoria que melhor se adequa aos nossos (limitados) dados atuais.

Em alternativa, o facto de termos encontrado restos mortais de humanos modernos datados de há cerca de 45 000 anos num sítio chamado Ust'-Ishim, a noroeste da Gruta de Denisova, pode sugerir o envolvimento do *Homo sapiens* na criação destes pingentes e pontas; é concebível que tenham ajudado a difundir esta cultura na direção da Gruta de Denisova, o que se coadunaria com a expansão geral do *Homo sapiens* para leste através da Eurásia. Sabe-se também que na Gruta de Denisova existe um rico conjunto de achados do Paleolítico Superior, incluindo uma tecnologia bem desenvolvida de lascas de pedra, que remonta a cerca de 36 000 anos e se prolongou até cerca de 20 000 anos, alargando o período de ocupação humana da gruta de cerca de 300 000 a 20 000 anos. É interessante notar aqui que, tanto para os denisovanos como para os neandertais, foi extraído ADN de sedimentos da caverna provenientes de camadas anteriores às que contêm os fósseis, pelo que o período de ocupação não se baseia apenas nos ossos. Para além dos humanos modernos, ainda não temos conhecimento de quaisquer outros humanos que tenham sobrevivido até há 20 000 anos, mas, uma vez que a sua presença não pode ser confirmada, o fim deste sítio continua, por enquanto, envolto em mistério.

### Apenas a Superfície

Surpreendentemente, apesar da escassez de material associado aos denisovanos, tanto a [arqueologia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-421/arqueologia/) como a [ciência](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-351/ciencia/) vieram em nosso auxílio e estão a permitir-nos descobrir algumas informações iniciais sobre as características específicas desta espécie. Infelizmente, ainda não conseguimos reconstruir os seus rostos ou corpos, mas os três molares que foram encontrados mostram que os denisovanos tinham dentes muito grandes e robustos, que se encaixam muito melhor com hominídeos mais antigos, como o *Homo erectus* e até mesmo os australopitecinos, do que com os nossos próprios dentes minúsculos, ou mesmo com os dos neandertais, ligeiramente mais volumosos. Os dentes grandes parecem ter sido, portanto, uma característica típica dos denisovanos — pelo menos para os que viviam nas montanhas de Altai. No que diz respeito às restantes características, o ADN dos denisovanos de que dispomos traça um retrato de olhos castanhos contrastando com pele escura, complementado por cabelo castanho; no entanto, tendo em conta que os denisovanos provavelmente estavam mais espalhados, é provável que existisse uma maior variedade. Como vimos acima, tanto os pormenores como as características mais gerais das potenciais competências de fabricação de ferramentas dos denisovanos são, por enquanto, difíceis de definir.

A maioria dos estudos publicados sobre os denisovanos é de natureza genética e pode revelar-nos aspetos interessantes, como, por exemplo, quão diversificada a população denisovana pode ter sido. Surpreendentemente, apesar de todos os nossos fósseis denisovanos atuais provirem de um único local, parecem ter sido pelo menos tão diversos quanto os neandertais o eram na sua área de distribuição geográfica quase arrogantemente extensa, além de se enquadrarem na faixa inferior de diversidade observada nos humanos modernos de hoje. É claro que este grupo de Denisovanos do Altai poderia, em teoria, ter estado bastante isolado, e é perfeitamente possível que os Denisovanos, ao longo de toda a sua área de distribuição geográfica sugerida, tenham sido mais variados. Algumas doses de sorte na descoberta de fósseis adicionais seriam muito, muito bem-vindas.

[ ![Denisovan finger bone](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/7239.jpg?v=1751765475) Osso do dedo de Denisovano Thilo Parg (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/7239/denisovan-finger-bone/ "Denisovan finger bone")O maravilhoso mundo da genética está também a definir melhor o lugar que os denisovanos ocupam na linhagem humana. É claro que são um grupo irmão dos neandertais e partilham um antepassado comum com eles — estima-se que os dois grupos tenham divergido há mais de 390 000 anos, talvez entre 430 000 e 473 000 anos —, mas também que este ramo neandertal-denisovano partilha um antepassado com a nossa própria espécie, o *Homo sapiens* . O ramo que conduziria tanto aos denisovanos como aos neandertais e o ramo que evoluiria para os humanos modernos separaram-se um do outro há cerca de 765 000 a 550 000 anos, segundo as estimativas. No entanto, esta ligação evolutiva é apenas o começo — a extensão dos nossos laços com ambos os grupos dá origem a manchetes ainda mais interessantes.

### A Rede de Humanos Interligados

Até ao momento, as evidências estão a acumular-se de forma conclusiva, derrubando finalmente a antiga ideia de evolução linear (ou seja, uma espécie evolui para a seguinte, que evolui para a seguinte, e assim por diante). Como sugere John Hawks, a história evolutiva do género *Homo* provavelmente assemelhava-se mais a um delta fluvial, com correntes que se entrelaçavam, ligando-se e desligando-se, algumas a ramificarem-se e a desaguarem na areia e outras a continuarem o seu curso. Diferentes grupos de humanos encontraram-se e cruzaram-se em vários momentos e locais, com a troca de genes a ocorrer por todo o lado. O geneticista evolutivo e pioneiro do ADN antigo Svante Pääbo, resume no seu artigo *The diverse origins of the human gene pool* (*As diversas origens do património genético humano*) esta premisa da seguinte forma: «... os nossos antepassados faziam parte de uma rede de populações agora extintas, ligadas por um fluxo genético limitado, mas intermitente ou talvez até persistente.» (pág. 313).

[ ![Spread and Evolution of Denisovans](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/7240.jpg?v=1639231202) Dispersão e Evolução dos Denisovanos John D. Croft (GNU FDL) ](https://www.worldhistory.org/image/7240/spread-and-evolution-of-denisovans/ "Spread and Evolution of Denisovans")Os nossos sempre úteis Denisovanos contribuíram grandemente para sustentar esta noção, pois, para além do já conhecido fluxo genético dos neandertais para os humanos modernos não-africanos (~2% de ascendência neandertal), sabemos agora que também houve fluxo genético dos neandertais para os Denisovanos; de um humano arcaico desconhecido para os Denisovanos; e, há cerca de 44 000–54 000 ou 31 000–50 000 anos, dos denisovanos para os antepassados dos atuais melanesianos que vivem nas ilhas do Sudeste Asiático e na Oceânia (~2–4 % de ascendência denisovana) — ou seja, o *Homo sapiens*. Esta parcela bastante significativa de ADN denisovano nos melanésios leva-nos a pensar que eles devem ter estado mais espalhados do que apenas nas montanhas de Altai. Além disso, como a data estimada para o fóssil denisovano mais recente (Denisova 3; há 51 600-76 200 anos) é anterior a estes cálculos relativos ao momento em que os humanos modernos e os denisovanos se cruzaram, se ambos os conjuntos de datas estiverem corretos, isso implicaria que os denisovanos das Montanhas de Altai ou sobreviveram mais tempo do que sabemos atualmente, ou que outra população denisovana sobreviveu à dos Altai e se cruzou com humanos modernos, onde quer que vivessem. Seja como for, a componente denisovana que entrou no património genético humano moderno também ocorre numa versão diluída em todo o continente asiático e nas Américas e, em níveis mais baixos, está amplamente disseminada entre os humanos modernos em geral, graças à nossa paixão por viagens e ao desejo de migrar por todo o lado.

O que é interessante é que, quando o *Homo sapiens* começou a espalhar-se pela Eurásia em maior número a partir de há cerca de 60 000 anos, era relativamente novo na região e acabou por beneficiar geneticamente da troca com os neandertais e os denisovanos, que já estavam estabelecidos há muito tempo. Já sabíamos que o *Homo sapiens* adquiriu alguns genes relacionados com a cor da pele e do cabelo, mais adequados às regiões setentrionais do mundo, quando se cruzou com os neandertais, mas também obteve um bom reforço do sistema imunitário de ambas as espécies, que já estavam muito bem adaptadas aos agentes patogénicos locais da Eurásia, ao passo que o *Homo sapiens* não estava. Isto terá ajudado a defender os humanos modernos contra o novo leque de parasitas e bactérias. Outras características que se devem à mistura com os denisovanos estão também a vir à tona, tais como a capacidade dos tibetanos de lidar com altitudes vertiginosamente elevadas.

No entanto, tal como aconteceu com a relação harmoniosa com os neandertais, parece que a ligação entre os sapiens e os denisovanos também causou alguns problemas. Certos fragmentos de ADN que herdámos deles revelaram-se prejudiciais e foram alvo de uma seleção natural agressiva, e parece que as crianças do sexo masculino resultantes dessa mistura podem até ter sido estéreis, indicando que, embora estes grupos de humanos partilhassem antepassados e pudessem obviamente ter filhos juntos, eram, na verdade, suficientemente diferentes para serem *apenas* biologicamente compatíveis.

### O Futuro

É incrível que, a partir de alguns fósseis e vestígios associados pertencentes a apenas alguns indivíduos, provenientes de uma caverna situada no alto das montanhas Altai, na Sibéria, os cientistas tenham conseguido extrair informação suficiente para preencher uma definição completa neste artigo. Para traçar realmente um retrato adequado de quem eram os denisovanos, de como seria olhar-lhes nos olhos, quão altos ou robustos eram, e como era realmente o seu estilo de vida e cultura, até que ponto estavam espalhados pelo mundo e com quem é que se cruzavam exatamente, precisamos de continuar a escavar e a ter muita sorte. Mais descobertas relacionadas com os Denisovanos ajudariam a equilibrar a nossa informação e a ir além do que se baseia principalmente na genética. Que venha o futuro para que possamos preencher o passado, por favor.

#### Editorial Review

This human-authored definition has been reviewed by our editorial team before publication to ensure accuracy, reliability and adherence to academic standards in accordance with our [editorial policy](https://www.worldhistory.org/static/editorial-policy/).

## Bibliografia

- [In a Lost Baby Tooth, Scientists Find Ancient Denisovan DNA (New York Times)](https://www.nytimes.com/2017/07/07/science/denisovans-baby-tooth-molar-dna.html?smid=tw-nytimesscience&smtyp=cur "In a Lost Baby Tooth, Scientists Find Ancient Denisovan DNA (New York Times)"), accessed 19 Mar 2020.
- [Three new discoveries in a month rock our African origins (John Hawks)](https://medium.com/@johnhawks/the-story-of-modern-human-origins-just-got-more-complicated-9e435bea24f6 "Three new discoveries in a month rock our African origins (John Hawks)"), accessed 7 Sep 2017.
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- Slon, V. e.a. "The genome of the offspring of a Neanderthal mother and a Denisovan father." *Nature*, Vol. 561 (6 September 2018), pp. 113-116.

## Sobre o Autor

Emma Groeneveld estudou História e História Antiga, com foco em tópicos como Heródoto e fatos políticos acalorados de tribunais do passado. Desde a conclusão de seus estudos, em 2015, ela tem dedicado cada vez mais tempo com a pré-história.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/in/emma-groeneveld-31a39b93/)

## Histórico

- **c. 550000 BCE - c. 765000 BCE**: Estimated time of divergence between the branch that would develop into [Neanderthals](https://www.worldhistory.org/Neanderthal/) on the one hand and [Denisovans](https://www.worldhistory.org/Denisovan/) on the other, and the branch that would lead to [Homo sapiens](https://www.worldhistory.org/Homo_Sapiens/).
- **c. 430000 BCE - c. 473000 BCE**: Estimated time of divergence of [Neanderthals](https://www.worldhistory.org/Neanderthal/) and [Denisovans](https://www.worldhistory.org/Denisovan/).
- **c. 287000 BCE - c. 55000 BCE**: [Denisovan](https://www.worldhistory.org/Denisovan/) occupation of Denisova cave. Denisovan DNA found in cave sediments (that have yielded no bones) in Denisova Cave indicates this group of humans was present at this site between 287,000 (or, conservatively, c. 200,000) years ago and c. 55,000 years ago.
- **c. 50000 BCE - c. 195000 BCE**: Timespan covered by the current collection of [Denisovan](https://www.worldhistory.org/Denisovan/) fossils. The oldest fossil (Denisova 2) is between 122,700-194,400 years old and the youngest (Denisova 3) between 51,600-76,200 years old.
- **c. 44000 BCE - c. 54000 BCE**: Estimated time at which [Denisovans](https://www.worldhistory.org/Denisovan/) interbred with the ancestors of present-day Melanesians, presumably in Southeast Asia.

## Links Externos

- [The so-called Toba bottleneck didn't happen](http://johnhawks.net/weblog/reviews/climate/toba-bottleneck-didnt-happen-2018.html)
- [john hawks weblog](http://johnhawks.net/)

## Cite Este Artigo

### APA
Groeneveld, E. (2026, September 11). Denisovano. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16302/denisovano/>
### Chicago
Groeneveld, Emma. "Denisovano." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, September 11, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16302/denisovano/>.
### MLA
Groeneveld, Emma. "Denisovano." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 11 Sep 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16302/denisovano/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 11 September 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

