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title: Excalibur
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16022/excalibur/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-08-14
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# Excalibur

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

Excalibur é a espada do [Rei Artur](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15992/rei-artur/) na obra icónica de Sir [Thomas Malory](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18093/thomas-malory/), *A Morte de Arrur* (tít. original: *Le Morte d'Arthur*) publicada em 1485. A espada foi originalmente apresentada na *História dos Reis da Grã-Bretanha* (tít. original: *History of the Kings of Britain*, 1136), de Godofredo de Monmouth, sob o nome de *Caliburnus* (ou Caliburn), tendo sido posteriormente desenvolvida por escritores posteriores, antes de Malory a imortalizar na sua obra. A espada, desde a sua primeira aparição, é uma arma poderosa nas mãos de um guerreiro habilidoso e mantém essa reputação em todas as histórias em que aparece.

Tal como acontece com muitas outras espadas mágicas ou poderosas da lenda ou da [mitologia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-427/mitologia/), é identificada com um único herói e, devido ao seu poder inerente, não deve cair nas mãos de um inimigo. No caso de Excalibur, quando Artur está a morrer devido aos ferimentos sofridos na batalha contra Mordred, a espada deve ser devolvida à sua origem, a Dama do Lago, em vez de ser confiada a qualquer cavaleiro — por mais nobre que seja — que venha a suceder a Artur como rei.

No entanto, esta regra nem sempre se aplica em todas as versões da lenda. No poema *Perceval ou a História do Graal* (tít. original: *Perceval ou le Conte du Graal*; erca de 1190),, o poeta provençal Chrétien de Troyes (cerca de 1130 – cerca de 1190) faz de Excalibur (chamada *Escalibor*) a arma de Sir Gawain. No *Ciclo da Vulgata* (1215-1235) e no *Ciclo Pós-Vulgata* (cerca de 1240-1250), Artur oferece a Excalibur a Gawain, que a empresta a [Lancelote](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18108/lancelote/) para a defesa de Guinevere. Gawain devolve então a espada a Artur para a sua batalha final contra Mordred e, posteriormente, esta deve ser devolvida à Dama do Lago.

### As Espadas na Mitologia

O conceito de uma «espada de poder» não teve origem na lenda arturiana. A [mitologia grega](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11221/mitologia-grega/) menciona várias espadas mágicas e, em especial, a *«harpe» , utilizada pelo titã Cronos para derrubar o seu pai, Urano. A espada de [Júlio César](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-95/julio-cesar/), *a «Crocea Mors»*, supostamente possuía poderes sobrenaturais, tal como a Espada de Marte empunhada por [Átila, o Huno](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-13266/atila-o-huno/). As espadas *«Gianjiang»* e *«Moye»* , do Período das Primaveras e Outonos da China, também se supõe terem sido imbuídas de grande poder pelos seus criadores.

No livro bíblico do Génesis, após a Queda do Homem, [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) colocou os seus querubins a vigiar a entrada a leste do Jardim do Éden, juntamente com uma espada flamejante «que girava em todas as direções», para impedir que Adão e Eva regressassem. O deus xintoísta da tempestade, [Susanoo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11649/susanoo/), encontra uma espada mágica na cauda de um dragão, que acabou por se tornar parte das insígnias imperiais japonesas. A [mitologia nórdica](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-12388/mitologia-nordica/) recorre frequentemente a espadas mágicas, como a Gram, a arma de Sigmund e do seu filho Sigurd, e os celtas incorporaram várias espadas mágicas nos seus contos, incluindo a *Claiomh Solais (kleeve sollish*), a Espada da Luz que triunfa sobre as trevas. Diz-se que o herói espanhol do século XI, El Cid, possuía duas espadas mágicas, e o campeão francês do século VIII, Roland, empunhava a sua famosa lâmina Durendal, tendo perecido com ela ao defender a Passagem de Roncesvalles no épico «Canto de Roland».

Embora existam estes precedentes de espadas mágicas ou com poderes sobrenaturais anteriores, a Excalibur é, sem dúvida, a mais famosa. É frequentemente associada a outro motivo arturiano, a Espada na Pedra, mas, na verdade, trata-se de duas espadas diferentes. Em algumas versões da lenda, a Espada na Pedra parte-se na primeira batalha de Artur e é substituída pela Excalibur, enquanto noutras, a Espada na Pedra corrobora o direito de Artur a reinar (uma vez que só ele consegue retirar a lâmina da rocha) como filho e sucessor de Uther Pendragon, servindo a Excalibur como símbolo do seu poder enquanto rei.

### O NOME FAMOSO E A ORIGEM

O nome Excalibur pode ter origem na obra *Culhwch e Olwen,* da obra O Mabinogion: Contos Celtas Medievais* (tít. original: *Mabinogion*), uma coleção de lendas galesas, se se aceitar uma data de composição por volta de 1100. No entanto, o *Mabinogion só* existe em manuscritos dos séculos XIII e XIV, e alguns estudiosos datam-no de 1200. Neste conto, a espada de Artur chama-se Caledvwich, nome que deriva do latim *chalybs* («aço» ou «ferro») e significa «fenda dura». Caledvwich, como nome de uma espada de poder, provavelmente provém da lâmina mitológica irlandesa *Caladbolg* (que significa «voraz»), empunhada pelo rei Fergus mac Roich no Ciclo do Ulster da mitologia irlandesa.

[ ![King Arthur & the Lady of the Lake](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/6643.jpg?v=1690634526) Rei Artur e a Dama do Lago Walter Crane (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/6643/king-arthur--the-lady-of-the-lake/ "King Arthur & the Lady of the Lake")Godofredo de Monmouth chama à espada de Artur *«Caliburnus»* em latim medieval, o que constitui uma utilização mais direta do latim *«chalybs»* no sentido de «aço», mas denota uma lâmina particularmente dura ou eficaz. Essencialmente, na época em que Godofredo escrevia, o nome da lâmina de Artur seria entendido como «espada famosa» ou «grande espada», devido às associações anteriores de *«chalybs»* com armas mitológicas.

O poeta francês Wace (cerca de 1110-1174) traduziu a obra de Godofredo para o vernáculo do francês antigo e renomeou a espada *Chaliburn*. Chrétien de Troyes alterou o nome para *Escalibor*. Quando a lenda arturiana foi traduzida para inglês, *Chaliburn/Escalibor* passou a ser Excalibur. Malory, baseando-se no *Ciclo da Vulgata*, chama à espada de Artur *Excalibur* pouco depois de Artur ter encontrado e desembainhado a Espada na Pedra, associando o nome a essa arma, e essa associação permaneceu. Mais tarde, porém, depois de esta primeira espada se ter partido em batalha, fica claro que Artur deve receber a «verdadeira Excalibur» de uma fonte mística, a Dama do Lago, e [Merlin](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18148/merlin/) (que parece ser a força mágica por trás de ambas as espadas) guia-o até ao local onde ela lhe será oferecida. Não é dada qualquer explicação quanto ao significado, poder ou origem da espada e, na verdade, Malory dedica mais atenção à bainha.

Quer seja apresentada como a Espada na Pedra ou oferecida pela Dama do Lago, é evidente que a Excalibur provém de outro reino. Este motivo decorre de um paradigma estabelecido na tradição celta de armas mágicas — tais como a lança de Cuchulain ou a espada de Fergus mac Roich —, que teriam sido forjadas num reino místico. O mesmo recurso, no entanto, é utilizado em lendas de muitas culturas por todo o mundo. As grandes espadas de *Gianjiang* e *Moye*, por exemplo, também têm origens místicas. No caso de Excalibur, a espada evolui de uma arma poderosa para um símbolo de justiça e redenção de inspiração divina. Quando a arma é mencionada pela primeira vez na obra de Godofredo de Monmouth, não lhe são atribuídos quaisquer atributos mágicos.

### O PODER DA ESPADA

No Livro IX de *«História dos Reis da Grã-Bretanha»*, Caliburn é referida pela primeira vez como «a melhor das espadas, forjada na ilha de Avallon» e é listada por Godofredo, juntamente com o restante equipamento de Artur, como um objeto de particular importância. Enquanto Artur se prepara para enfrentar [os saxões](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-13480/os-saxoes/) em batalha em Bath, Godofredo escreve:

> Colocou na cabeça um elmo de ouro gravado com a imagem de um dragão. Além disso, sobre os ombros, empunhava o escudo chamado Pridwen, no qual, no lado interior, estava pintada a imagem da Santa Maria, Mãe de Deus, que muitas e muitas vezes lhe trazia a sua memória de volta. Estava também cingido com Caliburn, a melhor das espadas, forjada na Ilha de Avallon; e a lança que adornava a sua mão direita chamava-se Ron, uma lança alta e robusta, perfeita para causar morte. (188)

Os saxões quebraram a confiança depositada em Artur depois de terem jurado um tratado de paz e, por isso, a batalha é uma questão de honra pessoal, bem como uma defesa necessária do seu reino. Godofredo descreve uma batalha renhida, na qual os saxões ocupam as alturas e infligem pesadas baixas aos britânicos sob o comando de Artur. Os saxões continuam a manter a sua posição até o dia estar quase a terminar e, então, Artur, finalmente farto, lidera ele próprio uma investida final contra a posição inimiga. Godofredo escreve:

> Artur enfureceu-se com a teimosia da resistência inimiga e com a lentidão do seu próprio avanço; sacando Caliburn, a sua espada, clamou em voz alta em nome de Santa Maria e lançou-se com um ataque veloz para o meio das fileiras inimigas. Quem quer que tocasse, invocando Deus, matava com um único golpe, e não abrandou nem uma única vez o seu ataque até ter matado, sozinho, quatrocentos e setenta homens com a sua espada Caliburn. Ao verem isto, os britânicos seguiram-no em fileiras compactas, causando mortandade por todos os lados.
> (pág. 189)

A Excalibur é descrita mais ou menos da mesma forma sempre que aparece numa história. Na obra de Malory, quando Artur é atacado pelo rei Lot, é inicialmente derrotado até libertar o poder da sua espada:

> Com isso, o rei Lot derrubou o rei Artur. Nesse momento, os seus quatro cavaleiros resgataram-no e colocaram-no a cavalo; então, ele desembainhou a sua espada Excalibur, e esta era tão brilhante aos olhos dos seus inimigos que emitia luz como trinta tochas. Com ela, ele repeliu-os e matou muitas pessoas.
> (pág. 13)

Artur confronta Lot logo no início da versão de Malory da lenda e parece que Excalibur é a mesma espada que Artur tinha anteriormente retirado da pedra. Isto causou confusão entre duas armas que são frequentemente identificadas como sendo a mesma, mas que não o são.

[ ![Excalibur, from the 1981 Film Excalibur](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/6667.jpg?v=1634407204) Excalibur, do Filme Excalibur de 1981 Eduardo Otubo (CC BY) ](https://www.worldhistory.org/image/6667/excalibur-from-the-1981-film-excalibur/ "Excalibur, from the 1981 Film Excalibur")### A ESPADA NA PEDRA

O conceito da Espada na Pedra foi introduzido na lenda arturiana pelo poeta francês Robert de Boron (século XII) na sua obra *Merlin*. Robert de Boron apresenta a espada cravada numa bigorna, que escritores posteriores transformaram numa pedra. O *Ciclo Vulgata* da lenda distingue entre a espada que Artur retirou da pedra e a Excalibur, e esta tradição é mantida no *Ciclo Pós-Vulgata* e repetida na obra de Malory.

Embora a espada de Artur seja identificada como Excalibur logo no início da versão de Malory, torna-se claro que não se trata da verdadeira Excalibur, uma vez que esta espada se parte na luta de Artur com o rei Pellinore. Pellinore leva a melhor sobre Artur depois de a espada deste se partir e diz-lhe para se render, mas o jovem rei recusa-se a fazê-lo. A fim de salvar a vida de ambos, Merlin adormece Pellinore e, em seguida, leva Artur para receber a verdadeira Excalibur da Dama do Lago. O estudioso arturiano Norris J. Lacy escreve:

> Em certos textos (e na tradição arturiana popular), a Excalibur é também a Espada na Pedra, mas tal identificação é incompatível com a tradição, encontrada, por exemplo, no Ciclo Pós-Vulgata e em Malory, segundo a qual a espada é entregue a Artur (e, por fim, retirada dele) por uma mão no lago.
> (pág. 176)

Uma vez que a Excalibur é definida pelo seu poder e força, não pode ser a mesma arma que se parte no confronto de Artur com Pellinore. Mesmo assim, segundo Merlin, não é a Excalibur que é tão extraordinária, mas sim a sua bainha. Merlin pergunta a Artur: «O que te agrada mais, a espada ou a bainha?», e Artur responde: «A espada agrada-me mais.» Merlin repreende-o então:

> «És ainda mais imprudente», disse Merlin, «pois a bainha vale dez vezes mais do que a espada. Enquanto tiveres a bainha contigo, nunca derramarás sangue, por mais gravemente ferido que estejas. Por isso, mantém sempre a bainha contigo.»
> (pág. 37)

Este pormenor torna-se significativo mais tarde na versão de Malory da história, quando a irmã de Artur, Morgana le Fay, rouba a bainha. Ela esperava derrotar Artur através da magia, colocando o seu amante, Sir Accolon, contra Artur, dando a Accolon a verdadeira Excalibur e a Artur uma falsa (um recurso narrativo retirado quase diretamente do *Ciclo do Ulster* irlandês). Quando a espada de Artur se parte, ele percebe que não se trata da Excalibur e consegue derrotar e matar Accolon. Morgana, em vingança, apanha a bainha mágica e atira-a para um lago; condenando assim Artur na sua batalha final contra Mordred.

### SIGNIFICADO DA EXCALIBUR

A espada tornou-se mais famosa do que a poderosa bainha e continua a ser um símbolo da virtude e do poder de Artur. Obras posteriores, incluindo «El Cid» e «A Canção de Rolando», recorrem ao simbolismo da Excalibur para os seus heróis. A famosa trilogia de J.R.R. Tolkien, *O Senhor dos Anéis*, baseia-se no simbolismo de uma espada de poder que está partida e tem de ser restaurada para transmitir o conceito do regresso do rei legítimo; um recurso narrativo semelhante ao motivo da «Espada na Pedra», em que o reino sofre após a morte de Uther Pendragon até que o rei legítimo consiga retirar a espada mágica da pedra.

[ ![Sir Bedevere Returns Excalibur to the Lake](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/6666.jpg?v=1683007984) Sir Bedevere Devolve Excalibur ao Lago Walter Crane (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/6666/sir-bedevere-returns-excalibur-to-the-lake/ "Sir Bedevere Returns Excalibur to the Lake")Mais do que um simples recurso literário, porém, Excalibur passou a representar os aspetos mais nobres da lenda arturiana. Embora seja sempre descrita como uma espada de poder, esse poder é exercido no melhor interesse do povo e da justiça, e não no interesse próprio do rei. Excalibur é entregue a Artur por meios mágicos, pela Dama do Lago; não é uma arma forjada neste mundo, mas noutro. A espada provém desse outro reino e, assim que Artur for derrotado e estiver à beira da morte, terá de ser devolvida para lá. Este motivo não é exclusivo da lenda arturiana, mas é emprestado da tradição celta, na qual a arma mágica deve ser devolvida à sua origem.

Em algumas versões da história, ao cavaleiro Sir Girflet, que sobreviveu à batalha final entre Artur e Mordred, é confiada a tarefa de atirar a Excalibur de volta ao lago; em Malory, essa tarefa cabe a Sir Bedevere. Seja Girflet ou Bedevere, a ordem de Artur para que Excalibur seja devolvida ao seu lugar de origem é ignorada por duas vezes, uma vez que o cavaleiro que ele envia para cumprir a missão não consegue ver sentido em deitar fora uma arma tão nobre e poderosa. Este fracasso por parte de um dos companheiros mais fiáveis de Artur ecoa a história cristã da traição de Cristo por Judas, tal como se pretende, e aponta para o mesmo significado: que o mundo não consegue compreender nem apreciar os esforços da vontade divina para o ajudar a elevar-se para além do que pensa ser capaz.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- Geoffrey of Monmouth. *The History of the Kings of Britain.* E.P.Dutton & Company, N.Y., 1958
- [Hamilton, E. *Mythology.* Grand Central Publishing, 2011.](https://www.worldhistory.org/books/0446574759/)
- [Hamilton, R. & Perry, J. (translators). *The Poem of the Cid.* Penguin Classics, 1985.](https://www.worldhistory.org/books/0140444467/)
- Jones, G. & Jones, T. *The Mabinogion.* J.M.Dent & Sons Ltd., London, 1989
- Lacy, N.J. *The Arthurian Encylopedia.* Peter Bedrick Books, 1986
- [Lindow, J. *Norse Mythology.* Oxford University Press, 2002.](https://www.worldhistory.org/books/0195153820/)
- Lumiansky, R.M. (editor). *Sir Thomas Malory's Le morte d'Arthur.* Collier Books, 1982
- [Mathews, J. *An Arthurian Reader.* Aquarian Press, 1988.](https://www.worldhistory.org/books/B01K0S65NW/)
- [Rutherford, W. *Celtic Mythology.* Sterling Publishing, 1990.](https://www.worldhistory.org/books/B002K5ATX6/)
- [Sayers, D.L. (translator). *The Song of Roland.* Penguin Classics, 1957.](https://www.worldhistory.org/books/0140440755/)
- [Staines, D. *The Complete Romances of Chretien de Troyes.* Indiana University Press, 1991.](https://www.worldhistory.org/books/0253207878/)
- [Tolkien, J.R.R. *The Lord of the Rings.* Mariner Books, 2005.](https://www.worldhistory.org/books/0618640150/)
- [Zondervan. *Holy Bible, King James Version.* Zondervan, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/0310941784/)

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Histórico

- **c. 460 CE - c. 560 CE**: Probable dates for historical Arthur, King of the Britons.
- **c. 830 CE**: Welsh Historian Nennius first mentions Arthur as king and hero of [Battle](https://www.worldhistory.org/disambiguation/battle/) of Badon Hill.
- **c. 1095 CE - c. 1143 CE**: Life of historian William of Malmesbury who mentions Arthur as [war](https://www.worldhistory.org/disambiguation/War/)-chief of Britons, not king.
- **c. 1130 CE - c. 1190 CE**: Life of French Poet [Chretien de Troyes](https://www.worldhistory.org/Chretien_de_Troyes/) who introduces Grail Quest, [Lancelot](https://www.worldhistory.org/Lancelot/), and other elements to [Arthurian Legend](https://www.worldhistory.org/collection/226/the-arthurian-legend/); calls sword Escalibur.
- **1136 CE**: Geoffrey of Monmouth's History of the Kings of [Britain](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Britain/) introduces [Arthurian Legend](https://www.worldhistory.org/collection/226/the-arthurian-legend/) and Arthur's sword as Caliburn.
- **c. 1160 CE**: French Poet Wace develops [Arthurian Legend](https://www.worldhistory.org/collection/226/the-arthurian-legend/) further, adds Round Table, calls sword Chaliburn.
- **c. 1170 CE - c. 1220 CE**: Life of German Poet Wolfram von Eschenbach who develops [Arthurian Legend](https://www.worldhistory.org/collection/226/the-arthurian-legend/) in his poem Parzival.
- **c. 1190 CE**: French Poet Robert de Boron develops [Arthurian Legend](https://www.worldhistory.org/collection/226/the-arthurian-legend/) further including Grail Quest, [Merlin](https://www.worldhistory.org/Merlin/), Sword in the Stone.
- **c. 1190 CE - c. 1220 CE**: Layamon translates Arthurian Legends into English.
- **c. 1200 CE**: The Welsh Mabinogion influences development of [Arthurian Legend](https://www.worldhistory.org/collection/226/the-arthurian-legend/).
- **c. 1210 CE**: Gottfried von Strassburg writes Tristan, contributes to [Arthurian Legend](https://www.worldhistory.org/collection/226/the-arthurian-legend/).
- **c. 1215 CE - c. 1235 CE**: The Vulgate Cycle of the [Arthurian Legend](https://www.worldhistory.org/collection/226/the-arthurian-legend/) composed in English Prose; Arthur's sword is [Excalibur](https://www.worldhistory.org/Excalibur/).
- **c. 1469 CE**: Sir [Thomas Malory](https://www.worldhistory.org/Thomas_Malory/) composes Le Morte D'Arthur, definitive version of [Arthurian Legend](https://www.worldhistory.org/collection/226/the-arthurian-legend/) including [Excalibur](https://www.worldhistory.org/Excalibur/) as the king's sword.
- **1485 CE**: Le Morte D'Arthur published by William Caxton, becomes instant best-seller popularizing [Arthurian Legend](https://www.worldhistory.org/collection/226/the-arthurian-legend/).

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### APA
Mark, J. J. (2026, August 14). Excalibur. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16022/excalibur/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Excalibur." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, August 14, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16022/excalibur/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Excalibur." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 14 Aug 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16022/excalibur/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 14 August 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

