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title: Nanna: Deus Mesopotâmico da Lua e da Sabedoria
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15667/nanna/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-11-03
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# Nanna: Deus Mesopotâmico da Lua e da Sabedoria

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

Nanna (também conhecido como Nannar, Nanna-Suen, Sin, Asimbabbar, Namrasit, Inbu) é o [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) mesopotâmico da lua e da sabedoria. É um dos deuses mais antigos do [panteão](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11201/panteao/) mesopotâmico e é mencionado pela primeira vez nos primórdios da [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-72/escrita/) na [Suméria](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-114/sumeria/), por volta de 3500 a.C. O seu culto continuou, em graus variáveis, até ao século III.

Nanna era o seu nome sumério, enquanto era conhecido como Sin, Nanna-Sin, Nanna-Suen e outros nomes pelos acádios, assírios, babilónios e outros povos. O seu centro de culto era o grande templo e [zigurate](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-127/zigurate/) na cidade suméria de [Ur](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-128/ur/), e é frequentemente mencionado em hinos e inscrições do período de Ur III (cerca de 2112 a cerca de 2004 a.C.) como o deus principal do panteão, com o epíteto *Enzu*, senhor da sabedoria. A sua importância é evidente no número de inscrições que se referem a ele ou o elogiam, bem como nas histórias em que aparece.

### A Família e a Iconografia

Era filho de [Enlil](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-13054/enlil/) e Ninlil, sendo o primogénito do casal após Enlil ter seduzido Ninlil à beira do rio, no mito *Enlil e Ninlil*. A sua esposa era Ningal (também Nikkal, a «Grande Senhora»), uma deusa da fertilidade, e os seus filhos eram Utu-Shamash (o deus do sol) e, em algumas histórias, a sua irmã gémea [Inanna](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10035/inanna/)/[Ishtar](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-271/ishtar/) (deusa do amor e da sexualidade), Ereshkigal (Rainha dos Mortos) e Ishkur (também conhecido como Adad, deus das tempestades).

Um aspeto interessante desta árvore genealógica é que a lua (Nanna) é o pai do sol (Utu-Shamash). Pensa-se que esta crença tenha tido origem nos primórdios de uma estrutura social de caçadores-coletores, quando a lua era mais importante para a comunidade, permitindo viajar à noite e determinar a fase do mês; o sol só se tornou mais importante quando as pessoas se estabeleceram e começaram a praticar a agricultura. A crença religiosa, então, refletia o desenvolvimento cultural. O estudioso Stephen Bertman escreve:

> Os mesopotâmios concebiam, assim, o dia, iluminado pelo sol, como emanando da escuridão da noite e da luz mais fraca da lua. Por ser o momento do ato sexual, a noite e a lua estavam ligadas à deusa do erotismo.
> Como fonte de luz, a lua era também vista como a protetora da humanidade contra atos de criminalidade cometidos ao abrigo da escuridão, da mesma forma que o sol, iluminador e onividente, era considerado um guardião da justiça.
> (pág. 122)

Nanna é representado como uma lua reclinada e associado ao touro e ao leão-dragão. É ainda retratado como um homem sentado com uma longa barba de lápis-lazúli, uma lua crescente acima dele, ou montado nas costas de um touro alado. Em muitas inscrições, é representado simplesmente pelo número 30, referindo-se ao número de dias num mês lunar, e a lua crescente era considerada a sua barca, na qual navegava pelo céu noturno.

Era um deus imensamente popular, um dos membros originais do panteão sumério. O seu centro de culto, como referido, situava-se em Ur, e a sua sumo sacerdotisa mais famosa foi [Enheduanna](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10021/enheduanna/) (cerca de 2300 a.C.), embora também tivesse um importante templo em Harran, na atual Síria, onde o seu filho era Nusku, deus do fogo e da luz. Nanna, Ningal e Nusku eram venerados como uma tríade, embora esta veneração se centrasse principalmente no pai e no filho.

[ ![Enheduanna, High Priestess of Ur](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/21610.jpg?v=1791797972-1774350976) Enheduanna, Suma Sacerdotisa de Ur Penn Musuem (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/21610/enheduanna-high-priestess-of-ur/ "Enheduanna, High Priestess of Ur")Durante o reinado de Nabonido (cerca de 556-539 a.C.), a mãe do rei exerceu o cargo de sumo sacerdotisa em Harran, enquanto a sua filha ocupava o mesmo cargo no templo de Nanna, em Ur. Este arranjo consolidou o poder de Nabonido, da mesma forma que [Sargão de Acádia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-625/sargao-de-acadia/) (reinou 2334-2279 a.C.) tinha anteriormente colocado a sua filha Enheduanna no cargo em Ur. Nanna é repetidamente referido nos textos antigos como um deus que provê e unifica, e alguns dos governantes mesopotâmicos mais bem-sucedidos tiraram partido desta crença.

### Os Nomes e o Significado

Nanna surge pela primeira vez com esse nome (cujo significado é desconhecido) por volta de 3500 a.C. Já era uma divindade importante quando foi mencionado como Sin/Suen durante o reinado de Sargão da Acádia e referido como «O Iluminador». Mesmo desde este período inicial, era associado à sabedoria e foi honrado pelo neto de Sargão, o grande Naram-Sin (reinou 2254-2218 a.C.), que adotou o seu nome ao subir ao trono. Naram-Sin, considerado o maior dos reis acádicos, estava entre aqueles que compreendiam como utilizar a crença religiosa para governar de forma mais eficaz.

Os acádios também conheciam Nanna/Sin por vários outros nomes, que são, na verdade, epítetos, tais como *Asimbabbar/Ashgirbabbar* (possivelmente significando «Embelezador» ou «Aquele que Embeleza»), *Namrasit* («Aquele que Brilha») e *Inbu* («O Fruto», possivelmente referindo-se à forma mutável da Lua). Para os babilónios, Nanna era filho de [Marduk](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-919/marduk/), que o criou e o colocou no céu.

Em algumas épocas, acreditava-se que os eclipses lunares eram causados por deuses ou demónios que tentavam roubar a luz da lua, e Nanna (ou, em algumas histórias, Marduk) tinha de lutar contra eles para restaurar a ordem natural. Bertman comenta:

> Durante a lua nova, quando a luz de Nanna/Sin não era visível, dizia-se que o deus se encontrava no submundo, onde julgava os mortos.
> (pág. 123)

Em algum momento ao longo da longa história da [Mesopotâmia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-34/mesopotamia/), Nanna foi rei dos deuses, senhor da sabedoria, guardião do tempo, guardião do futuro (adivinho), detentor de segredos, mas foi sempre visto como o filho devoto de Enlil e um protetor e guardião da humanidade.

### Nanna na [Literatura](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-562/literatura/)

Nanna/Sin é referido em vários pontos ao longo de *A Epopeia de [Gilgamesh](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-781/gilgamesh/)* (*incipit: Sha naqba īmuru*)*,* onde é mencionado como pai de Shamash e de Ishtar. Gilgamesh, a certa altura, chega mesmo a compor uma canção para Nanna, louvando-o pelas mudanças na vida que inspiram a realizar grandes feitos. Nanna é igualmente louvado noutras obras e, em suma, está intimamente associado à fertilidade e à vida.

O seu papel como guardião do tempo (guardião do futuro) é especialmente interessante, uma vez que ele entende o passado como o futuro. Ao olhar para o passado, Nanna era capaz de ver claramente o destino humano, tanto coletiva como individualmente, e aqueles que se dirigiam a ele em busca de adivinhação podiam alterar o seu futuro para melhor, aceitando os seus conselhos. Para além da sua sabedoria e perspicácia, o deus também ofereceu muitos outros dons à humanidade.

[ ![Part of Tablet V, the Epic of Gilgamesh](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/3061.jpg?v=1791822015) Parte da Tabuinha V, A Epopeia de Gilgamesh Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/3061/part-of-tablet-v-the-epic-of-gilgamesh/ "Part of Tablet V, the Epic of Gilgamesh")No poema *A Viagem de Nanna a Nipur* (*incipit*: *ur-saĝ-e iri ama-na-šè ĝeštu-ga-ni na-an-gub*), o deus é visto a carregar o seu barco em Ur com todas as coisas boas para oferecer ao seu pai, Enlil, na cidade de Nippur. Nanna enche o seu navio com árvores, plantas e animais e, em seguida, segue rio acima, parando em cinco cidades ao longo do caminho, onde é recebido e presta homenagem ao deus de cada uma delas. Ao chegar a Nippur, é recebido com alegria pelo porteiro de Enlil e conduzido à presença do seu pai. Nanna e Enlil banqueteiam-se juntos e, em seguida, Nanna faz uma série de pedidos. Pede que o rio transborde de água doce, que os campos produzam colheitas abundantes, que haja sucesso na produção de mel e na elaboração de vinho e que tenha uma vida longa para desfrutar destas dádivas. Enlil concede os seus pedidos e Nanna regressa feliz a Ur.

Pensa-se que o poema representa a associação da Lua com a fertilidade. Enlil era o Rei dos Deuses, guardião das Tábuas do Destino, que prediziam o destino dos deuses e dos mortais, e as suas decisões eram definitivas. O seu ato de generosidade ao conceder estas dádivas a Nanna significava que, por intermédio de Nanna, elas seriam transmitidas à humanidade e não poderiam ser revogadas.

Nanna é retratado de forma semelhante no poema *Os Rebanhos de Nanna* (*incipit*: *lugal-e an mu-un-dadag ĝi6 mu-un-pà-è*), no qual é elogiado como o «deus das criaturas vivas, líder da terra» e o grande pai da humanidade. Embora [Enki](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-14434/enki/) fosse o deus criador dos sumérios, Nanna parece ter, por vezes, assumido esse papel à medida que o seu culto se espalhava pela Mesopotâmia. No poema, é novamente visto como o deus que concede grandes dádivas à humanidade em abundância. A obra começa com a imagem de Nanna a tomar o céu noturno e a iluminá-lo tal como o sol faz ao meio-dia. Ele é o confidente íntimo do seu pai Enlil, que «fala com ele dia e noite» e delibera com ele sobre o destino dos seres humanos. Os rebanhos de Nanna são então contados e o seu número inscrito em tabuletas divinas por Nisaba, deusa da [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/) e escriba dos deuses, sendo Nanna posteriormente louvado como o deus da abundância que proporciona, entre outras dádivas, a bebida alcoólica. Ninkasi era a deusa da [cerveja](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10181/cerveja/), mas este papel é atribuído a Nanna no poema para realçar a sua importância, uma vez que a cerveja era a bebida mais popular na Mesopotâmia.

[ ![Ishtar's Descent into the Underworld Inscription](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/3130.jpg?v=1782139216) Inscrição da Descida de Ishtar ao Submundo Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/3130/ishtars-descent-into-the-underworld-inscription/ "Ishtar's Descent into the Underworld Inscription")O deus também aparece em *[A Descida de Inanna](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-215/a-descida-de-inanna-uma-lenda-sumeria-sobre-a-inju/)* (*incipit*: *An gal-ta ki gal-šè*), onde é mencionado como uma das divindades a quem Ninshubur deve recorrer caso Inanna não regresse do submundo, e em *[A Maldição de Ágade](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-748/a-maldicao-de-agade/)* (*incipit*: *e2-gal-la inim-bi gu3 de2-a-ba*), a famosa obra do género literário mesopotâmico «naru» relativa a Naram-Sin. Em *A Maldição de Ágade*, depois de Naram-Sin ter enfurecido Enlil com a sua ingratidão, Nanna está entre os deuses que tentam agir como mediadores para poupar a humanidade (e Naram-Sin em particular) da ira de Enlil. O seu papel como protetor e defensor da humanidade não terminava, no entanto, com a morte de alguém, mas continuava na vida após a morte.

### Nanna e Ningal

A Rainha dos Mortos na [mitologia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-427/mitologia/) mesopotâmica era Ereshkigal, irmã mais velha de Inanna, que governava o submundo, mas geralmente não emitia julgamentos sobre os mortos. Os mortos, por mais grandiosas ou modestas que fossem as suas vidas, iam todos para o mesmo reino sombrio e lúgubre sob a terra quando a sua vida terminava, e lá partilhavam todos o mesmo destino, comendo poeira e bebendo de poças. Esta tinha sido a crença comum entre o povo da Mesopotâmia durante milénios, mas durante o período de Ur III, Nanna foi elevado ao papel de juiz dos mortos. O estudioso Samuel Noah Kramer escreve:

> O deus da Lua, Nanna, decretava o destino dos mortos. No submundo... encontravam-se «heróis comedores de pão» e «bebedores \[de cerveja\]» que saciavam a sede dos mortos com água fresca. Ficamos também a saber que os deuses do submundo podiam ser invocados para proferir orações pelos mortos, que o deus pessoal do falecido e o deus da sua cidade eram invocados em seu nome, e que o bem-estar da família do falecido não era, de forma alguma, negligenciado nas orações fúnebres.
> (pág. 132)

Isto representa um afastamento considerável da visão tradicional da vida após a morte como «a terra sem regresso», na qual os mortos eram todos igualados e perdiam o interesse pelo mundo das suas vidas anteriores. Nanna tornou-se a ponte entre os vivos e os mortos através do seu julgamento das suas vidas e da sua intervenção em favor das suas famílias. Ainda assim, como Kramer observa noutro local, [os sumérios](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-428/os-sumerios/), na sua maioria, mantinham a crença de que todos eram iguais no mundo sombrio da vida após a morte, que era apenas um pálido reflexo da existência mortal.

A mulher de Nanna, Ningal, também pode ter desempenhado um papel no julgamento dos mortos, ou pelo menos como incentivo ao bom comportamento, uma vez que foram encontrados vários artefactos conhecidos como «olhos de Ningal». Trata-se de modelos de olhos trabalhados, geralmente esculpidos em pedras preciosas ou semipreciosas, mas também moldados em barro. Por vezes, são apenas olhos; outras vezes, uma figura em que os olhos são ampliados e acentuados com o que parece ser uma lemniscata/∞, o símbolo do infinito (um 8 deitado). Não é claro qual era o significado destes olhos para os antigos mesopotâmios, mas é possível que servissem para lembrar ao seu dono que os olhos dos deuses estavam postos sobre ele.

Entre os mais interessantes encontram-se um par esculpido em ônix e dedicado pela rainha Nabonidus a Ningal. Embora tenham sido encontradas esculturas de olhos associadas a muitas outras divindades, estas são únicas, e acredita-se que aquelas que parecem assemelhar-se a elas também tenham sido dedicadas a Ningal. Os olhos poderiam ter sido talismãs protetores — lembranças de que os deuses velavam pela pessoa — ou, como referido, lembranças de que os olhos da Grande Senhora e do seu marido divino estavam sempre voltados para os vivos, pelo que se devia ter cuidado com as próprias ações.

[ ![Mesopotamian Eye Idol](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/21826.jpg?v=1779349721-1779349837) Ídolo de Olhos da Mesopotâmia Metropolitan Museum of Art (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/21826/mesopotamian-eye-idol/ "Mesopotamian Eye Idol")Muitos destes artefactos foram recuperados das ruínas de Tell Brak (a antiga Nagar), na atual Síria, não muito longe a leste de Harran, e eram muito provavelmente objetos amuletos em honra de Ningal ou talismãs que lembravam a proteção e o eventual julgamento por parte de Nanna. Em Harran, Nusku, filho de Ningal e Nanna, era regularmente invocado na execução (por fogo) daqueles condenados por praticarem as artes negras, após os seus pais terem presidido ao julgamento do arguido.

### Conclusão

Não é surpreendente encontrar Nanna numa posição de julgamento, uma vez que ele está incluído nas primeiras listas de deuses sumérios como um dos primeiros a decretar os destinos da humanidade. O grupo mais antigo consistia nos Sete Poderes Divinos: [Anu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15601/anu/), Enki, Enlil, Inanna, Nanna-Sin, [Ninhursag](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15604/ninhursag/) e Utu-Shamash. Todos estes sete iriam mudar, evoluir e assumir diferentes papéis e responsabilidades ao longo da história da Mesopotâmia.

Tal como aconteceu com muitos deuses mesopotâmicos, Nanna foi incorporado no panteão assírio e, quando o [Império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) Neo-Assírio caiu em 612 a.C., um grande número destas divindades perdeu o favor do povo. Nanna continuou, no entanto, a ser reconhecido e ainda era venerado na região da Síria até ao século III, altura em que foi substituído pelo Deus cristão.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Black, J. & Green, A. *Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia.* University of Texas Press, 1992.](https://www.worldhistory.org/books/0292707940/)
- [Kramer, S. N. *History Begins at Sumer.* University of Pennsylvania Press, 1988.](https://www.worldhistory.org/books/0812212762/)
- [Kramer, S. N. *The Sumerians: Their history, Culture, and Character.* University of Chicago Press, 1971.](https://www.worldhistory.org/books/0226452387/)
- [Kriwaczek, P. *Babylon: Mesopotamia and the Birth of Civilization.* St. Martin's Griffin, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/1250054168/)
- [Leick, G. *The A to Z of Mesopotamia.* Scarecrow Press, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/0810875772/)
- [Wallis Budge, E. A. *Babylonian Life and History.* Barnes & Noble, 2005.](https://www.worldhistory.org/books/B01K3JRXXE/)

## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Histórico

- **c. 3500 BCE**: [Nanna](https://www.worldhistory.org/Nanna/) first mentioned by name in [Sumerian](https://www.worldhistory.org/Sumerians/) writings.
- **2300 BCE**: Life of [Enheduanna](https://www.worldhistory.org/Enheduanna/) who elevates [Nanna](https://www.worldhistory.org/Nanna/) through her poems and hymns.
- **2254 BCE - 2218 BCE**: Reign of [Naram-Sin](https://www.worldhistory.org/Naram-Sin/) of [Akkad](https://www.worldhistory.org/akkad/) who honors [Nanna](https://www.worldhistory.org/Nanna/) by taking his name.
- **c. 2112 BCE - c. 2004 BCE**: [Nanna](https://www.worldhistory.org/Nanna/) is especially popular during the [Ur](https://www.worldhistory.org/ur/) III period, seen as judge of the dead.
- **c. 912 BCE - 612 BCE**: [Nanna](https://www.worldhistory.org/Nanna/) worshipped throughout the [Neo-Assyrian Empire](https://www.worldhistory.org/Neo-Assyrian_Empire/).
- **c. 556 BCE - 539 BCE**: Mother of King Nabonidus of [Babylon](https://www.worldhistory.org/babylon/) holds the position of High Priestess of [Nanna](https://www.worldhistory.org/Nanna/) at Harran while his daughter does the same at [Ur](https://www.worldhistory.org/ur/), thus consolidating the king's power.
- **c. 250 CE**: [Nanna](https://www.worldhistory.org/Nanna/) continues to be worshiped in [Syria](https://www.worldhistory.org/syria/).

## Perguntas & Respostas

### Quem era a Nanna? 
Nanna era o deus mesopotâmico da lua e da sabedoria, que protegia, guiava e iluminava a humanidade. 

### Por que é que a Nanna é famoso? 
Nanna é mais conhecido pelos hinos que lhe foram dedicados pela poetisa e sacerdotisa Enheduanna, a primeira autora do mundo de ambos os géneros cujo nome se conhece. É também famoso pelo papel que desempenha em vários mitos. 

### Que idade tem o deus mesopotâmico Nanna? 
Nanna é mencionado já por volta de 3500 a.C. É um dos deuses mais antigos do panteão mesopotâmico e um dos Sete Poderes Divinos originais. 

### Durante quanto tempo foi venerada a Nanna? 
Nanna foi venerada, pelo menos, desde cerca de 3500 a.C. até ao século III. 


## Links Externos

- [Ancient Mesopotamian Gods and Goddesses](http://oracc.museum.upenn.edu/amgg/listofdeities/nannasuen/)
- [Gateways To Babylon/Nanna](https://www.gatewaystobabylon.com/gods/lords/lordnanna.html)
- [Facts For Kids/Nanna-Sin (mythology)](https://kids.kiddle.co/Sin_(mythology))
- [The Ancient Near East/Nanna-Suen-Sin](https://www.ancientneareast.net/mesopotamian-religion/nanna-suen-sin/)

## Cite Este Artigo

### APA
Mark, J. J. (2026, November 03). Nanna: Deus Mesopotâmico da Lua e da Sabedoria. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15667/nanna/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Nanna: Deus Mesopotâmico da Lua e da Sabedoria." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, November 03, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15667/nanna/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Nanna: Deus Mesopotâmico da Lua e da Sabedoria." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 03 Nov 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15667/nanna/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 03 November 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

