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title: Dinastia Ptolomaica
author: Arienne King
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15258/dinastia-ptolomaica/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-07-26
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# Dinastia Ptolomaica

_Escrito por [Arienne King](https://www.worldhistory.org/user/ava.spartan.117/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

A dinastia ptolomaica foi uma família real macedónia que governou o Egito ptolomaico de 323 a 30 a.C. Foi fundada por Ptolomeu I, um general e sucessor de [Alexandre, o Grande](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-265/alexandre-o-grande/). Erigiram a cidade de Alexandria, incluindo o Farol e a Grande Biblioteca. A dinastia chegou ao fim quando Roma conquistou o Egito durante o reinado de [Cleópatra VII](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-866/cleopatra-vii/).

A dinastia apresentava-se tanto como reis gregos como faraós egípcios. Nunca se integraram na cultura egípcia, e o seu reinado deu início a um processo de imigração e aculturação gregas no Egito. A dinastia praticava casamentos incestuosos, com a maioria dos governantes a casar-se com parentes próximos.

O [Império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) Ptolomaico expandiu-se rapidamente antes de as guerras civis, as perdas territoriais e as catástrofes naturais o enfraquecerem no século II a.C. As últimas gerações de Ptolomeus dependiam da [República Romana](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-560/republica-romana/) para obter apoio militar.

### As Origens

A dinastia ptolomaica foi fundada por Ptolomeu I (336-282 a.C.), filho dos nobres macedónios Lagos e Arsinoé. Ptolomeu era um dos *somatophylakes* de Alexandre, guarda-costas e generais de confiança. Mais tarde, a dinastia fomentou o mito de que Ptolomeu era, na verdade, filho ilegítimo de Filipe II da Macedónia (r. 359-336 a.C.), tornando-o meio-irmão de Alexandre, o Grande.

Ptolomeu esteve presente durante a conquista do Egito por Alexandre (332 a.C.), que se encontrava sob o domínio opressivo do Império Aqueménida. Alexandre foi acolhido pelo povo egípcio e proclamado [faraó](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-288/farao/) em Mênfis. Fez oferendas aos deuses egípcios, demonstrando o seu desejo de respeitar a tradição egípcia, uma política que os Ptolomeus viriam a imitar. Fundou também Alexandria, uma cidade grega clássica na costa do Egito.

> \[Alexandre\] chegou ao Egito no final do ano, permanecendo lá até à primavera, \[e\] visitou o oráculo de Amon. Mas talvez mais significativo para o futuro tenha sido a assunção, por parte de Alexandre, dos títulos religiosos e das honras do rei egípcio, especialmente ao manter a ligação da realeza ao [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) Ptah, o que garantiu o apoio duradouro do seu clero, um fator significativo que se prolongou até à época de Cleópatra.
> (Chauveau, capítulo 2)

[A morte de Alexandre, o Grande](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2366/a-morte-de-alexandre-o-grande/), na [Babilónia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-53/babilonia/), em 323 a.C., gerou uma disputa sobre quem herdaria o seu império. O seu meio-irmão, Filipe Arrídeo, acabou por ser nomeado rei, e o filho de Alexandre e [Roxana](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10600/roxana/), Alexandre IV da Macedónia, tornou-se co-governante após o seu nascimento. Pérdicas assumiu o papel de regente, tornando-se, na prática, o governante do império. Os generais de Alexandre, chamados de Diádocos (literalmente «sucessores» em grego), tornaram-se sátrapas das suas províncias. Ptolomeu foi nomeado sátrapa do Egito, a província mais rica e cobiçada.

Os Diádocos, incluindo Ptolomeu, [Seleuco I Nicátor](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-393/seleuco-i-nicator/), [Lisímaco](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11345/lisimaco/), Crateros e Antípatro, resistiram às tentativas de Pérdicas de os controlar. Em 321 a.C., Ptolomeu roubou o corpo mumificado de Alexandre a Pérdicas, que tentava levá-lo de volta à Macedónia. Ptolomeu sepultou Alexandre em Mênfis, transferindo posteriormente o corpo para Alexandria, a fim de reforçar a sua ligação ao legado de Alexandre. Este roubo agravou a tensão entre Ptolomeu e Pérdicas, que tentou, sem sucesso, invadir o Egito e foi morto pelas suas próprias tropas amotinadas.

[ ![Ptolemy I Soter](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/590.jpg?v=1699018326) Ptolemeu I Sóter Marie-Lan Nguyen (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/590/ptolemy-i-soter/ "Ptolemy I Soter")Filipe Arrídeo foi assassinado em 317 a.C., seguido por Alexandre IV em 310 a.C. Os diádocos acabaram por proclamar-se reis autónomos em 306 a.C. Este ato estabeleceu formalmente a dinastia ptolomaica, que governou durante mais 300 anos. As [Guerras dos Diádocos](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-14955/guerras-dos-diadocos/) e as disputas territoriais entre os seus descendentes resultaram nas Guerras da Síria (274-168 a.C.), travadas entre os Ptolomeus e o [Império Selêucida](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-246/imperio-seleucida/). Ptolomeu I conquistou Chipre, [Cirene](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-773/cirene/), a Coele-Síria e a [Fenícia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-183/fenicia/), formando a base do Império Ptolomaico.

### A Monarquia Ptolomaica

Os Ptolomeus mantiveram o poder através de uma combinação de violência e diplomacia. Estabeleceram relações estreitas com as elites egípcias, especialmente com o clero, para reforçar a sua legitimidade política e religiosa. Também fundaram colónias militares gregas por todo o país para acalmar as rebeliões. Cada rei recebia o nome de Ptolomeu, e as rainhas chamavam-se Berenice, Arsinoé ou Cleópatra. Os historiadores modernos numeram-nos, mas na Antiguidade eram distinguidos por apelidos.

[ ![Bust of Ptolemy I](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/4792.jpg?v=1717959183) Busto Ptolemeu I Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/4792/bust-of-ptolemy-i/ "Bust of Ptolemy I")A ideologia real ptolomaica combinava características da realeza macedónia e egípcia. Os governantes usavam o título grego *basileus* (rei) ou *basilissa* (rainha) e o título egípcio faraó. Nas moedas que circulavam por todo o império, os Ptolomeus usavam o diadema macedónio, enquanto nas estátuas egípcias usavam insígnias faraónicas, como a dupla coroa egípcia. Outras obras de arte que retratam os Ptolomeus combinam insígnias macedónias e egípcias.

> A característica mais importante na história da ideologia ptolomaica é o facto de o rei, tal como o povo do seu reino, ter duas faces: uma que é faraónica e outra que é greco-macedónia.
> (Hölbl, pág. 308)

A dinastia uniu os seus súbditos gregos e egípcios através de um culto real. A propaganda religiosa apresentava-os como deuses salvadores (*theoi soteroi*), que libertaram aqueles que se encontravam sob o seu domínio. O princípio do euergetismo, ou caridade real, era central nesta propaganda. Os monarcas demonstravam caridade construindo templos, *ginásios e* bibliotecas *,* e prestando ajuda aos pobres. Estabeleceram também um culto a Alexandre, que o venerava como o deus padroeiro do império.

### A Cultura da Corte

A dinastia ptolomaica preservou os hábitos culturais gregos em vez de se assimilar à cultura egípcia. Os pajens, cortesãos e tutores ao serviço da família real eram, na regra geral, gregos. A dinastia falava apenas grego — com exceção de Cleópatra VII — e, por isso, os aristocratas egípcios tinham de aprender grego para interagir com os seus governantes.

Os monarcas eram coroados em Mênfis, mas viviam em Alexandria, uma das maiores e mais sofisticadas cidades da época. A dinastia estabeleceu-se como patrona da cultura helenística e exibia a sua riqueza através de festivais e da construção de monumentos. As joias da coroa destes esforços foram a Grande Biblioteca e o [Farol de Alexandria](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-17205/farol-de-alexandria/), uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.

[ ![Ptolemy II Philadelphus Founds the Library of Alexandria](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/8211.jpg?v=1779446057) Ptolomeu II Filadelfo Funda a Biblioteca de Alexandria Vincenzo Camuccini (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/8211/ptolemy-ii-philadelphus-founds-the-library-of-alex/ "Ptolemy II Philadelphus Founds the Library of Alexandria")As mulheres da realeza ptolomaica detinham um poder político invulgar para a sua época, e muitas governaram de forma independente, como a famosa Cleópatra VII. Tal como os reis macedónios e egípcios, os Ptolomeus tinham várias esposas e amantes. Os filhos nascidos fora do casamento podiam ser coroados, e os Ptolomeus também costumavam nomear um dos seus filhos mais novos como herdeiro, o que conduzia a guerras civis.

### O Casamento entre Irmãos

A dinastia praticava o casamento incestuoso; os monarcas casavam-se com um irmão ou outro parente próximo para que este fosse o seu co-governante. As exceções eram uniões políticas, como quando a princesa selêucida Cleópatra I (reinou 195-176 a.C.) casou-se com Ptolomeu V (reinou 205-180 a.C.). Fontes da Grécia e Roma antigas afirmavam que este era um costume egípcio adotado pelos Ptolomeus. Os historiadores modernos rejeitam geralmente esta explicação, uma vez que o casamento incestuoso era pouco frequente nas dinastias egípcias pré-ptolomeicas.

O primeiro casamento entre irmãos da dinastia ptolomaica foi o de [Ptolomeu II Filadelfo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21841/ptolomeu-ii-filadelfo/) («Amante dos Irmãos») e Arsinoé II Filadelfa. Esta união constituiu a base do culto real, elevando o rei e a rainha ao estatuto de deuses irmãos. Esta ideologia baseava-se no precedente dos deuses gregos e egípcios que se casavam com os seus irmãos, como [Zeus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-538/zeus/) e [Hera](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10295/hera/) ou [Ísis](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-770/isis/) e Osíris. A sua união não gerou filhos, mas Ptolomeu II já tinha herdeiros de um casamento anterior. A prática foi retomada por Ptolomeu IV e pelos seus descendentes.

[ ![Ptolemy I with Berenice I & Ptolemy II with Arsinoe II](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/11738.jpg?v=1618828203) Ptolomeu I com Berenice I e Ptolomeu II com Arsínoe II British Museum (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/11738/ptolemy-i-with-berenice-i--ptolemy-ii-with-arsinoe/ "Ptolemy I with Berenice I & Ptolemy II with Arsinoe II")Os historiadores têm apresentado várias teorias para explicar por que razão esta tradição persistiu. Simbolicamente, demonstrava que eles estavam acima das regras normais aplicadas aos meros mortais, equiparando-os aos deuses. A nível prático, isto limitava a competição pela coroa ao casar potenciais rivais e impedia que as princesas tivessem de casar com maridos de estatuto inferior.

Como resultado da endogamia, a dinastia ptolomaica manteve-se, na sua maioria, de etnia macedónia. Não se sabe se os Ptolomeus sofreram de problemas de saúde decorrentes da endogamia; a obesidade e o alcoolismo comuns na família estavam provavelmente relacionados com o estilo de vida. No entanto, esta dinâmica familiar contribuiu certamente para violentas disputas dinásticas.

### A Consolidação sob Ptolomeu II e Ptolomeu III

O século III a.C. foi uma idade de ouro para o Império Ptolomaico, que se expandiu para a Núbia, a Grécia, a [Mesopotâmia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-34/mesopotamia/) e o Mar Vermelho sob o reinado de Ptolomeu II e Ptolomeu III Euérgetes («Benefactor»). A província da Coele-Síria, que produzia madeira para a construção naval e prata para pagar aos exércitos, foi fundamental para esta expansão militar. A filha de Ptolomeu II, Berenice Syra (reinou 252-246 a.C.), casou-se com o rei selêucida Antíoco III (reinou 261-246 a.C.), estabelecendo uma paz temporária entre as suas dinastias. O seu poder imperial era celebrado na Ptolemaia, um festival religioso instituído por Ptolomeu II.

Ptolomeu II sofreu alguns reveses militares durante o seu reinado. A cidade-estado de Cirene separou-se sob o comando do seu meio-irmão Magas, não sendo reconquistada até que o seu filho, Ptolomeu III (reinou 246-222 a.C.), se casasse com a filha de Magas, Berenice II. As tentativas de Ptolomeu II de interferir na política grega e macedónia tiveram resultados mistos. Liderou a Liga dos Ilhéus nas Cíclades e apoiou a rebelião mal sucedida contra a Macedónia na Guerra de Cremonides (267-261 a.C.).

O império atingiu a sua maior extensão sob o reinado de Ptolomeu III, cuja campanha mais conhecida foi a Guerra de Laódice. A guerra teve início com a morte de Antíoco II, o que provocou uma disputa entre Berenice de Sira e a ex-esposa de Antíoco, Laódice I, cada uma das quais esperava que o seu próprio filho herdasse o trono. Ptolomeu III levou um pequeno exército à capital selêucida, Antioquia, em 246 a.C., para ajudar a sua irmã a assumir o trono. Foi recebido pelas autoridades da cidade, que apoiavam Berenice. Sem que ninguém soubesse, Laódice já tinha assassinado Berenice e o seu filho. Ao tomar conhecimento disso, Ptolomeu III utilizou as suas forças para invadir a Mesopotâmia selêucida, capturando várias cidades estratégicas.

[ ![Map of the Ptolemaic Kingdom of Egypt c. 240 BCE](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/15183.png?v=1779446112-1777179974) Mapa do Reino Ptolemaico do Egito, cerca de 240 a.C. Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/15183/map-of-the-ptolemaic-kingdom-of-egypt-c-240-bce/ "Map of the Ptolemaic Kingdom of Egypt c. 240 BCE")### As Guerras da Síria e a Rebelião

Após a morte de Ptolomeu III e a coroação de Ptolomeu IV Filopátor («Amante do Pai», reinou cerca de 222-205 a.C.), Antíoco III reconquistou Seleucia-na-Pieria e invadiu o Egito. O seu avanço foi travado por Ptolomeu IV na decisiva Batalha de Ráfia, em 217 a.C. Ptolomeu IV e a sua irmã-esposa Arsinoé III foram posteriormente assassinados em 205 a.C. por uma conspiração que envolveu o regente Sosíbio, a amante de Ptolomeu IV, Agatocleia, e o irmão desta, Agatocles. Os conspiradores governaram como regentes do filho de 5 anos dos soberanos falecidos, Ptolomeu V Epifânio («Deus que Aparece»), mas foram derrubados por um golpe militar em 203 a.C.

Nessa altura, as forças armadas ptolomaicas dependiam cada vez mais de políticas fiscais e de recrutamento severas, que exploravam a população egípcia. Após a morte de Ptolomeu IV, os autoproclamados faraós Horwennefer (reinou 205-197 a.C.) e Ankhwennefer (reinou 197-185 a.C.) lideraram uma revolta contra o domínio grego. A Núbia meroítica apoiou os rebeldes para enfraquecer os Ptolomeus. Antíoco III e Filipe V da Macedónia aliaram-se para dividir o Império Ptolomaico no meio da agitação. Forçado a lutar em várias frentes, o exército ptolomaico perdeu os seus territórios orientais e foi esmagado pelos selêucidas na Batalha de Panium (200 a.C.).

[ ![Ptolemy V Epiphanes Tetradrachm](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/19213.jpg?v=1720647486-1720682845) Tetradracma de Ptolomeu V Epifânio Reinhard Saczewski (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/19213/ptolemy-v-epiphanes-tetradrachm/ "Ptolemy V Epiphanes Tetradrachm")Ptolomeu V pôs fim ao conflito ao casar-se com Cleópatra I Syra, filha de Antíoco III, em 195 a.C. Isto permitiu a Ptolomeu V concentrar-se em derrotar Ankhwennefer em 185 a.C. e em anexar parte da Núbia. Estabeleceu uma presença militar mais forte no Alto Egito e também corrigiu as causas da rebelião, reduzindo os impostos, abolindo o alistamento naval e concedendo privilégios ao clero. Ptolomeu V planeava reconquistar território na Síria após a morte de Antíoco III, mas os seus generais envenenaram-no em 180 a.C. Cleópatra I governou posteriormente como regente do seu filho ainda criança, Ptolomeu VI Filométor («Amante da Mãe»).

Autores antigos como Políbio consideravam a fragmentação do Império Ptolomaico um reflexo de reis cada vez mais cruéis, preguiçosos e imorais. Os historiadores modernos associam as perdas ptolomaicas a fatores mais amplos, como as tensões sociais no Egito e a melhor organização política dos selêucidas no século III a.C. O historiador J. G. Manning demonstrou uma correlação entre as secas causadas por alterações climáticas de origem vulcânica e as revoltas egípcias, indicando que as alterações ambientais podem ter enfraquecido o Estado ptolomaico. Os últimos Ptolomeus foram incapazes de manter os territórios externos, mas asseguraram o seu controlo sobre o Egito através de laços mais fortes com as elites egípcias.

### As Guerras Civis

Após a morte de Cleópatra I, em 176 a.C., o reino passou para os jovens irmãos Ptolomeu VI, a sua irmã-esposa Cleópatra II e o seu irmão mais novo, Ptolomeu VIII Euérgetes. Tentaram invadir a Síria, o que resultou numa rápida contra-invasão por parte de Antíoco IV, que capturou Mênfis e foi coroado faraó em 168 a.C. Ele teria tomado Alexandria e posto fim à dinastia ptolomaica se o embaixador romano Gaius Popilius Laenas não tivesse intervindo, ameaçando declarar guerra caso Alexandria fosse atacada.

Com Roma a defendê-los dos selêucidas, Ptolomeu VI e Ptolomeu VIII voltaram-se um contra o outro. Ptolomeu VIII derrotou o seu irmão mais velho, que procurou refúgio em Roma. Ptolomeu VIII foi descrito nos relatos antigos como um governante altamente inteligente e hedonista, cuja brutalidade o tornou impopular. Ptolomeu VI regressou em breve do exílio para se opor a ele. Em 160 a.C., o [Senado romano](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15522/senado-romano/) sugeriu a divisão do Império Ptolomaico; Ptolomeu VI e Cleópatra II governavam o Egito e Chipre, enquanto Ptolomeu VIII governava Cirene. Mais tarde, Ptolomeu VIII redigiu um testamento em que legava o seu reino à República Romana após a sua morte, em troca da proteção romana.

[ ![Engraved Ring Depicting Ptolemy VI](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/19200.jpg?v=1720417196-1720594280) Anel gravado com a representação de Ptolomeu VI Marie-Lan Nguyen (CC BY) ](https://www.worldhistory.org/image/19200/engraved-ring-depicting-ptolemy-vi/ "Engraved Ring Depicting Ptolemy VI")O Egito viveu um período de relativa estabilidade e prosperidade sob o reinado de Ptolomeu VI. Em 145 a.C., ele invadiu o Império Selêucida para ajudar o seu genro, Alexandre Balas, a combater Demétrio II. Depois de ter sido traído por Balas, Ptolomeu VI mudou de lado e capturou Antioquia. Foi oferecida a coroa selêucida a Ptolomeu VI, mas este recusou-a para evitar afastar-se de Roma. Demétrio II foi coroado em seu lugar. As forças ptolomaicas saíram vitoriosas numa batalha final contra Balas, mas Ptolomeu VI morreu após cair do cavalo.

Ptolomeu VIII regressou a Alexandria após a morte do seu irmão e casou-se com Cleópatra II. Tiveram vários filhos, incluindo Ptolomeu Memfita, que nasceu durante a coroação de Ptolomeu VIII, em 143 a.C. Ptolomeu VIII começou rapidamente a eliminar todos os que se opunham ao seu reinado. Ele próprio um erudito respeitado, expurgou [a Biblioteca de Alexandria](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10883/a-biblioteca-de-alexandria/) dos estudiosos que o criticavam. Em 141 a.C., Ptolomeu VIII casou-se com a sua sobrinha e enteada Cleópatra III, filha de Ptolomeu VI e Cleópatra II.

A rivalidade entre Cleópatra II e Cleópatra III desencadeou outra guerra civil. Ptolomeu VIII e Cleópatra III fugiram para Chipre, onde ele matou o seu filho Ptolomeu Melfite para impedir que o rapaz se tornasse um rival. Entretanto, a guerra civil prolongada e as secas causaram anarquia e privações no Egito. A paz acabou por ser alcançada entre os três monarcas em 124 a.C., e a situação no Egito normalizou-se lentamente. Um rei sobre o qual há poucos registos, designado Ptolomeu VII pelos historiadores modernos, é mencionado em fontes antigas. Provavelmente tratava-se de Ptolomeu Memphites ou de um filho de Ptolomeu VI, tendo sido nomeado rei a título póstumo para reparar o seu assassinato.

### A Dominação Romana

Ptolomeu VIII morreu em 116 a.C., deixando para trás numerosos herdeiros e um reino dependente do apoio romano. O seu filho ilegítimo, Ptolomeu Apion, tornou-se rei de Cirene, que foi legada a Roma após a morte de Apion. O filho de Cleópatra II, Ptolomeu IX Soter II, tomou o Egito e Chipre, derrotando o filho de Cleópatra III, Ptolomeu X Alexandre, que redigiu um testamento legando o seu reino a Roma. Este morreu pouco tempo depois ao tentar reconquistar o reino com um exército de mercenários, deixando o reinado de Ptolomeu IX incontestado.

Após a morte de Ptolomeu IX por causas naturais, o Senado romano optou por não anexar o Egito, entregando-o, em vez disso, a Ptolomeu XI Alexandre II, filho ilegítimo de Ptolomeu X. Ptolomeu XI tinha passado parte da sua juventude em Roma, tendo sido orientado pelo ditador romano [Sula](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-477/sula/). Sula apoiou o seu regresso ao Egito, onde se casou com a sua madrasta, Cleópatra Berenice, e se tornou rei. O seu reinado foi breve; foi linchado por uma multidão depois de se ter sabido que tinha assassinado a sua nova esposa.

[ ![Ptolemy XII Bust](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/579.jpg?v=1779446108) Busto de Ptolomey XII Veselin (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/579/ptolemy-xii-bust/ "Ptolemy XII Bust")Três filhos ilegítimos de Ptolomeu IX foram coroados como seus sucessores. [Ptolomeu XII](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10409/ptolomeu-xii/) Neos Dionísio («Novo Dionísio») e a sua irmã-esposa Cleópatra VI governaram o Egito, enquanto o seu irmão Ptolomeu governava Chipre. Em 58 a.C., a República Romana anexou Chipre à força para se apoderar dos seus cereais. A falta de resposta de Ptolomeu XII a este ato de agressão tornou-o impopular, tendo sido destronado por Cleópatra VI e pela sua filha [Berenice IV](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-24064/berenice-iv/). Ele pediu emprestadas quantias avultadas a credores romanos para poder pagar um exército com o objetivo de reconquistar o Egito. Foi restaurado no trono pelo governador romano da Síria, Aulus Gabinius, em 55 a.C., passando depois a contar com mercenários romanos para se manter no poder.

### O Renascimento e a Queda sob Cleópatra VII

A Cleópatra VII Filopátor e a Ptolomeu XIII sucederam a Ptolomeu XII. Ela é o membro mais famoso da dinastia, descrita nos relatos antigos como carismática, implacável e inteligente. Segundo [Plutarco](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-820/plutarco/), foi a única membro da dinastia a aprender a língua egípcia. O seu aliado e amante, [Júlio César](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-95/julio-cesar/), ditador de Roma, ajudou-a a derrotar Ptolomeu XIII na Guerra de Alexandria. Antes do assassinato de Júlio César nas Idas de Março, alegadamente tinham tido um filho chamado Cesário.

Mais tarde, a sua relação com o triunviro romano Marco António uniu as províncias orientais de Roma e o Reino Ptolomaico, conferindo efetivamente à dupla o controlo total do Mediterrâneo oriental. Em 34 a.C., António cedeu vastas faixas de território romano a Cleópatra e aos seus filhos, restaurando o Império Ptolomaico à sua maior extensão desde o século III a.C. Isto fez com que António parecesse desleal a Roma e agravou as tensões entre ele e o seu antigo cunhado, Otávio.

[ ![Cleopatra VII (Artistic Facial Reconstruction)](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/17227.png?v=1771466653-1679905790) Cleópatra VII (Reconstituição Facial Artística) Arienne King (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/17227/cleopatra-vii-artistic-facial-reconstruction/ "Cleopatra VII (Artistic Facial Reconstruction)")Em 32 a.C., o Senado romano declarou guerra a António e Cleópatra por instigação de Otávio. António e Cleópatra suicidaram-se após a sua derrota na [Batalha de Ácio](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10408/batalha-de-acio/), em 30 a.C. Otávio anexou o Egito, executando o herdeiro de Cleópatra, Césarion, e tomando os seus outros filhos como reféns.

### O Legado

A dinastia ptolomaica foi a sucessora mais duradoura do império de Alexandre. Os historiadores antigos recordavam-na pela sua ganância e brutalidade, mas o Egito prosperou sob o seu domínio. O patrocínio real da cultura grega e a imigração deram início a um período de helenização que remodelou a sociedade egípcia. Alexandria era o centro do mundo helenístico, promovendo uma cultura de investigação científica que produziu avanços na engenharia, nas ciências naturais e na medicina. O aumento do comércio também levou à exportação da cultura egípcia por todo o Mediterrâneo.

Embora a morte de Cleópatra seja considerada o fim da dinastia ptolomaica, a sua filha Cleópatra Selene II e o seu neto [Ptolomeu da Mauritânia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-18160/ptolomeu-da-mauritania/) mantiveram-se em destaque no [Império Romano](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-100/imperio-romano/). Alguns historiadores sugeriram que os descendentes da dinastia se teriam casado com membros da família real de Emesa, tornando-os antepassados da imperatriz romana Júlia Domna e do [imperador romano](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-1032/imperador-romano/) Caracala.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Bingen, Jean & Midgley, Stuart & Bagnall, Roger S. & Bagnall, Roger S. *Hellenistic Egypt.* University of California Press, 2007.](https://www.worldhistory.org/books/0520251423/)
- [Chauveau, Michel & Lorton, David. *Egypt in the Age of Cleopatra.* Cornell University Press, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0801485762/)
- Christelle Fischer-Bovet. "A challenge to the concept of decline for understanding Hellenistic Egypt. From Polybius to the twenty-first century." *Topoi. Orient-Occident*, 20-1, 2015, pp. 209-237.
- [Collins, John J & Manning, J G. *Revolt and Resistance in the Ancient Classical World and the Near East.* Brill Academic Pub, 2016.](https://www.worldhistory.org/books/9004330178/)
- [Günther Hölbl & Tina Saavedra. *A History of the Ptolemaic Empire.* Routledge, 2000.](https://www.worldhistory.org/books/0415234891/)
- [Llewellyn-Jones, Lloyd. *The Cleopatras.* Basic Books, 2024.](https://www.worldhistory.org/books/1541602927/)
- [Manning, J. G. *The Last Pharaohs.* Princeton University Press, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/0691156387/)
- [Ogden, Daniel. *Polygamy, Prostitutes and Death.* The Classical Press of Wales, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/1905125402/)
- Sheila L. Ager. "Familiarity breeds: incest and the Ptolemaic dynasty ." *The Journal of Hellenic Studies*, Volume 125, November 2005, pp. 1-34.
- [Whitehorne, John. *Cleopatras.* Routledge, 2001.](https://www.worldhistory.org/books/0415261325/)

## Sobre o Autor

Arienne King é uma estudante e escritora autônoma apaixonada por história, arqueologia e meios de comunicação digitais. Administra o blog Muses & Mayhem e é Editora de Mídia da Enciclopédia de História Mundial.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/in/arienne-king-430418180)

## Histórico

- **c. 366 BCE - 282 BCE**: Life of [Ptolemy I](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_I/) Soter.
- **305 BCE - 285 BCE**: Reign of [Ptolemy I](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_I/) in [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/), who initiated the Great Library.
- **305 BCE - 30 BCE**: The [Ptolemaic Dynasty](https://www.worldhistory.org/Ptolemaic_Dynasty/) in [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/).
- **300 BCE**: [Ptolemy I](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_I/) founds the Museum of [Alexandria](https://www.worldhistory.org/alexandria/).
- **282 BCE - 246 BCE**: Reign of [Ptolemy II](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_II_Philadelphus/) in [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/), development of Library at [Alexandria](https://www.worldhistory.org/alexandria/).
- **247 BCE**: The [Lighthouse of Alexandria](https://www.worldhistory.org/Lighthouse_of_Alexandria/) (Pharos) is completed.
- **246 BCE - 221 BCE**: Reign of [Ptolemy](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Ptolemy/) III in [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/).
- **221 BCE - 205 BCE**: Reign of [Ptolemy](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Ptolemy/) IV in [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/).
- **205 BCE - 180 BCE**: Reign of [Ptolemy](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Ptolemy/) V in [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/).
- **180 BCE - 145 BCE**: Reign of [Ptolemy](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Ptolemy/) VI in [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/).
- **c. 169 BCE**: Invasion of [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/) by Antiochus IV.
- **116 BCE - 80 CE**: Reign of [Ptolemy](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Ptolemy/) IX in [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/).
- **80 BCE**: [Ptolemy XII](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_XII/) becomes king of [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/).
- **80 BCE - 51 BCE**: Reign of [Ptolemy XII](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_XII/) in [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/).
- **79 BCE**: [Ptolemy XII](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_XII/) marries [Cleopatra](https://www.worldhistory.org/disambiguation/cleopatra/) V Tryphaena.
- **c. 69 BCE - 12 Aug 30 BCE**: Life of [Cleopatra VII](https://www.worldhistory.org/Cleopatra_VII/) of [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/).
- **c. 62 BCE - 47 BCE**: Life of [Ptolemy XIII](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_XIII_Theos_Philopator/) Theos Philopater.
- **59 BCE**: [Ptolemy XII](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_XII/) of [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/) is formally named an ally of the [Roman Republic](https://www.worldhistory.org/Roman_Republic/).
- **58 BCE**: [Berenike IV](https://www.worldhistory.org/Berenike_IV/) usurps the throne of [Ptolemy XII](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_XII/).
- **51 BCE**: [Death](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Death/) of [Cleopatra](https://www.worldhistory.org/disambiguation/cleopatra/)'s father, [Ptolemy XII](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_XII/) Auletes.
- **51 BCE**: [Cleopatra](https://www.worldhistory.org/disambiguation/cleopatra/) accepts her brother [Ptolemy XIII](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_XIII_Theos_Philopator/) as co-ruler.
- **49 BCE**: Sole rule of [Ptolemy XIII](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_XIII_Theos_Philopator/), recognized by both Gaius [Julius Caesar](https://www.worldhistory.org/Julius_Caesar/), the [Roman](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Roman/) dictator, and his opponent, [Pompey the Great](https://www.worldhistory.org/pompey/).
- **47 BCE**: [Cleopatra VII](https://www.worldhistory.org/Cleopatra_VII/) is sole ruler of [Egypt](https://www.worldhistory.org/egypt/); she presents herself as the goddess [Isis](https://www.worldhistory.org/isis/).
- **Jan 47 BCE**: [Ptolemy XIII](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_XIII_Theos_Philopator/) drowns in the [Nile](https://www.worldhistory.org/nile/) fleeing [Caesar](https://www.worldhistory.org/disambiguation/caesar/).
- **40 BCE - c. 5 BCE**: Life of [Cleopatra Selene II](https://www.worldhistory.org/Cleopatra_Selene_II/).
- **c. 10 BCE**: [Ptolemy of Mauretania](https://www.worldhistory.org/Ptolemy_of_Mauretania/) is born to [Juba II](https://www.worldhistory.org/Juba_II/) and [Cleopatra Selene II](https://www.worldhistory.org/Cleopatra_Selene_II/).

## Perguntas & Respostas

### Por que razão era conhecida a dinastia ptolomaica?
A dinastia ptolomaica é conhecida como a sucessora mais duradoura do império de Alexandre. A dinastia remodelou a cultura e a sociedade egípcias, deu início a um período de helenização e transformou Alexandria no centro do mundo helenístico,

### Pertencia Cleópatra à dinastia ptolomaica?
Sim, Cleópatra VII foi a figura mais famosa da dinastia ptolomaica. O seu reinado marca o fim da dinastia.

### Por que razão o Egito ptolomaico entrou em declínio?
Os autores antigos atribuíram a fragmentação do Império Ptolomaico à incompetência dos reis ptolomaicos. Os historiadores modernos reconhecem fatores de maior envergadura, como tensões sociais, guerras civis e ameaças externas. O Egito ptolomaico tornou-se cada vez mais dependente do apoio romano, o que levou à sua anexação em 30 a.C. 

### Por que razão a dinastia ptolomaica praticava a endogamia?
Simbolicamente, a prática do casamento entre irmãos demonstrava que estes estavam acima das regras normais aplicadas aos meros mortais, equiparando-os aos deuses. Além disso, limitava a competição pela coroa, ao casar potenciais rivais.


## Links Externos

- [History vs. Cleopatra - Alex Gendler](https://ed.ted.com/lessons/history-vs-cleopatra-alex-gendler)
- [Egypt in the Ptolemaic Period | Essay | The Metropolitan Museum of Art | Heilbrunn Timeline of Art History](https://www.metmuseum.org/toah/hd/ptol/hd_ptol.htm)
- [List of Rulers of the Ancient Greek World | Lists of Rulers | Heilbrunn Timeline of Art History | The Metropolitan Museum of Art](https://www.metmuseum.org/toah/hd/gkru/hd_gkru.htm)
- [House of Ptolemy](http://www.houseofptolemy.org/)

## Cite Este Artigo

### APA
King, A. (2026, July 26). Dinastia Ptolomaica. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15258/dinastia-ptolomaica/>
### Chicago
King, Arienne. "Dinastia Ptolomaica." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, July 26, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15258/dinastia-ptolomaica/>.
### MLA
King, Arienne. "Dinastia Ptolomaica." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 26 Jul 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15258/dinastia-ptolomaica/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 26 July 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

