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title: Xintoísmo
author: Mark Cartwright
translator: Ingrid Kaori Nakau
source: https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11624/xintoismo/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2025-04-14
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# Xintoísmo

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Ingrid Kaori Nakau](https://www.worldhistory.org/user/ingrid.y5b)_

O Xintoísmo significa 'caminho dos deuses' e é a religião mais antiga do Japão. Os principais conceitos do Xintoísmo incluem a pureza, a harmonia, o respeito pela família e a subordinação do indivíduo ao grupo. A fé não tem fundador ou profeta e não há um texto principal que descreva suas crenças fundamentais.

A flexibilidade na definição do que exatamente é o Xintoísmo pode ser uma das razões para a sua longevidade. O Xintoísmo se tornou tão entrelaçado com a cultura japonesa no geral que é quase inseparável como um corpo independente de pensamento. Consequentemente, o Xintoísmo se tornou parte do caráter japonês, independentemente se o indivíduo declara uma filiação religiosa ou não.

### Origens do Xintoísmo

Diferentemente de muitas religiões, o Xintoísmo não possui um fundador reconhecido. O povo do [Japão antigo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11132/japao-antigo/), por muito tempo, cultivou crenças animistas, venerou ancestrais divinos e se comunicou com o mundo espiritual via xamãs; alguns elementos dessas crenças foram incorporados na primeira religião reconhecida e praticada no Japão, o Xintoísmo, que começou durante o período da cultura Yayoi (c. 300 a.C – 300 d.C). Por exemplo, certos fenômenos naturais e características geográficas foram dados uma atribuição à divindade. Os exemplos mais claros são a deusa do sol [Amaterasu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11635/amaterasu/) e o [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) do vento [Susanoo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11649/susanoo/). Rios e montanhas eram especialmente importantes, mas não mais do que o Mt. Fuji, cujo nome deriva do termo do povo Ainu 'Fuchi', o deus do vulcão.

No Xintoísmo, deuses, espíritos, forças sobrenaturais e seres são conhecidos como *kami*, e governando a natureza em todas as suas formas, acredita-se que eles habitam lugares de singular beleza natural. Por outro lado, maus espíritos ou demônios (*oni*) são geralmente invisíveis, alguns sendo imaginados como gigantes com chifres e três olhos. Normalmente, o poder deles é apenas temporário e eles não representam uma força do mal inerente. Os fantasmas são conhecidos como *obake* e necessitam de certos rituais para mandá-los embora antes que causem algum mal. Alguns espíritos de animais mortos podem até possuir humanos, sendo a raposa o pior deles, e estes indivíduos devem ser exorcizados por um sacerdote.

### Kojiki & Nihon Shoki

Duas crônicas, encomendadas pela casa imperial (Imperador Temmu), são fontes valiosas da [mitologia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-427/mitologia/) e crenças Xintoístas. O *Kojiki* ('Registro de Fatos Antigos') foi compilado em 712 d.C pelo estudioso Ono Yasumaro, que utilizou fontes anteriores, principalmente genealogias de clãs poderosos. Em seguida, o *Nihon Shoki* ('Crônicas do Japão' e também conhecido como *Nihongi*), escrito por um comitê de estudiosos, veio em 720 d.C para buscar reparar a parcialidade que muitos clãs pensavam que o trabalho anterior havia dado ao clã Yamato. Estes trabalhos, então, descrevem a 'Era dos Deuses' quando o mundo foi criado e governado por eles, antes destes mesmos se retirarem e deixarem a humanidade governar a si mesmo. Eles também deram uma descendência direta dos deuses para a linha imperial – o propósito original de sua composição – com o tataraneto da deusa Amaterasu, Jimmu Tenno, sendo o primeiro imperador do Japão. As datas do governo tradicional de Jimmu são de 660-585 a.C, mas ele pode ter sido uma figura puramente mítica. O *Nihon Shoki* nos dá o primeiro caso textual da palavra 'Xintoísmo'.

Outras fontes importantes do início das crenças Xintoístas incluem o *Manyoshu* ou 'Coleção das Dez Mil Folhas'. Escrito c. 760 d.C, é uma antologia de poemas que cobre uma variedade de tópicos não limitados à religião. Outra fonte são as muitas crônicas locais, ou *Fudoki*, que foram encomendadas em 713 para registrar o kami local e as lendas associadas nas diversas províncias. Por fim, surgiu *Engishiki*, uma coleção de 50 livros compilados no século X, que cobrem as leis, os rituais e as orações do Xintoísmo.

[ ![Izanami & Izanagi](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/5137.jpg?v=1765961595) Izanami & Izanagi Kobayashi Eitaku (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/5137/izanami--izanagi/ "Izanami & Izanagi")### Deuses Xintoístas

Assim como em muitas religiões antigas, os deuses Xintoístas representam importantes fenômenos astrológicos, geográficos e meteorológicos, os quais são considerados sempre presentes e afetam o cotidiano. Estes deuses ou *ujigami* foram associados aos antigos clãs específicos ou *uji*. Inusitadamente, a divindade do sol suprema é feminina, Amaterasu. Seu irmão é Susanoo, o deus do mar e das tempestades. Os deuses criadores são Izanami e Izanagi, que formaram as ilhas do Japão. Do olho esquerdo de Izanagi nasceu Amaterasu e de seu nariz surgiu Susanoo. Do olho direito do deus, nasceu Tsukuyomi, o deus da lua.

Susanoo e Amaterasu lutaram um contra o outro devido ao comportamento vergonhoso de Susanoo. Amaterasu escondeu-se em uma caverna, escurecendo o mundo, e os deuses não conseguiram convencê-la a sair, apesar de oferecer-lhe joias finas e um espelho. Por fim, uma dançarina erótica causou tantas gargalhadas que Amaterasu cedeu e saiu para ver a bagunça. Susanoo decidiu se redimir, derrotando um dragão de oito cabeças que estava aterrorizando uma família de agricultores, e ofereceu a espada que havia encontrado em uma das caudas do monstro para Amaterasu em reconciliação. A disputa é usada pelos historiadores para representar a vitória do clã Yamato (representado por Amaterasu) contra seus rivais, o Izumo (representado por Susanoo).

Susanoo retornou à terra, as 'Planícies de Junco', e casou-se com a filha da família que ele havia salvado do monstro Yamato no Orochi. Juntos eles criaram uma nova raça de deuses que governou a terra. Com o tempo, Amaterasu ficou preocupada com o poder que estes deuses exerciam, então ela enviou seu neto Honinigi com certos símbolos de soberania. Estes símbolos eram as joias e o espelho que os deuses usaram para convencer Amaterasu a sair da caverna e a espada dada por Susanoo, conhecida mais tarde como Kusanagi. Estes três objetos se tornariam parte das relíquias do [império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/) do Japão. Outro símbolo carregado por Honinigi era a magnífica joia *magatama* na qual continha poderes especiais de fertilidade.

[ ![Amaterasu Emerging From Exile](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/5146.jpg?v=1765961598) Amaterasu Emergindo do Exílio Utagawa Toyokuni III (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/5146/amaterasu-emerging-from-exile/ "Amaterasu Emerging From Exile")Honinigi aterrissou no Mt. Takachio em Kyushu e fez um acordo com o mais poderoso dos deuses, o Okuninushi. Por sua lealdade à Amaterasu, Okuninushi teria um papel importante de protetor da futura família real. Mais tarde, o deus seria considerado o protetor de todo o Japão.

Outro figura divina importante é Inari, *kami* deusa do arroz, também vista como especialmente caridosa e importante para negociantes, comerciantes e artesãos. O mensageiro de Inari é a raposa, uma figura popular na arte dos templos. Os 'Sete Deuses da Sorte' ou Shichifukujin são facilmente tidos como populares, principalmente Daikokuten e Ebisu que representam fortuna. Daikokuten é considerado também o deus da cozinha e, por isso, é reverenciado por cozinheiros e chefes.

Como descrito abaixo, a fé Xintoísta e Budista se tornaram próximas e entrelaçadas no Japão antigo, e como consequência, algumas figuras Budistas, o *bosatsu* ou 'seres iluminados', tornaram-se populares *kami* para os praticantes do Xintoísmo. Três destas figuras são Amida (fundador da Terra Pura, ou seja, o paraíso), Kannon (protetor das crianças, mulheres no parto e almas mortas) e Jizo (protetor daqueles em dor e das almas de crianças mortas). Outra figura popular que cruza ambas as religiões é Hachiman, um deus da guerra.

[ ![Shichifukujin](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/1336.jpg?v=1732382706) Shichifukujin - Os Sete Deuses da Sorte Samurai Shiatsu (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/1336/shichifukujin/ "Shichifukujin")Por fim, alguns mortais receberam status divino após seu falecimento. Talvez o exemplo mais famoso é o estudioso Sugawara no Michizane, também conhecido como Tenjin (845-903), que foi mal tratado no tribunal e exilado. Uma onda de incêndios e pragas devastadoras logo após sua morte atingiu a capital imperial, o que muitos viram como um sinal de revolta dos deuses sobre o tratamento injusto com Tenjin. O impressionante santuário Kitano Tenmangu, em Kyoto, foi construído em 947 em sua homenagem, e Tenjin se tornou o padroeiro das bolsas de estudo e da educação.

### Xintoísmo & [Budismo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11144/budismo/)

O Budismo chegou ao Japão no século VI como parte do processo de Sinicização da cultura Japonesa. Outros elementos que não podem ser ignorados aqui são os princípios do Taoísmo e do [Confucionismo](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10636/confucionismo/) que atravessaram as águas, assim como o Budismo, especialmente a importância Confucionista dada à pureza e à harmonia. Estes sistemas de crenças diferentes não estavam necessariamente em oposição, e ambos o Budismo e o Xintoísmo acharam espaços mútuos suficientes para crescer lado a lado por muitos séculos no Japão antigo.

Em torno do fim do período Heian (794-1185), alguns espíritos *kami* Xintoístas e bodhisattvas Budistas foram formalmente combinados para criar uma única divindade, assim, surgindo o *Xinto Ryobu* ou 'Xinto de Dois Lados'. Como resultado, algumas imagens de figuras Budistas foram incorporadas em santuários Xintoístas e alguns santuários eram administrados por monges Budistas. Das duas religiões, o Xintoísmo era mais preocupado em relação à vida e o nascimento, possuía uma atitude mais aberta às mulheres, e era muito mais próximo da casa imperial. As duas religiões não seriam oficialmente separadas até o século XIX.

### Quais são os Principais Conceitos no Xintoísmo?

As principais crenças ou os principais conceitos do Xintoísmo são:

- **Pureza** - ambas a limpeza física e a abstenção de perturbação, e a pureza espiritual.
- **Bem-estar físico.**
- **Harmonia** (wa) existe em todas as coisas e deve ser mantida contra o desequilíbrio.
- **Procriação e fertilidade.**
- **Família e culto aos antepassados.**
- **Subordinação do indivíduo ao grupo.**
- **Culto à natureza.**
- **Todas as coisas tem o potencial para o bem e para o mal.**
- **A alma (tama) do morto pode influenciar os vivos** antes de se juntar ao kami coletivo de seus ancestrais.

### Santuários Xintoístas

Santuários Xintoístas, ou *jinja*, são os locais sagrados de um ou mais *kami*, e existem em torno de 80.000 no Japão. Certas características naturais e montanhas também podem ser considerados santuários. Os primeiros santuários eram simplesmente altares de pedras nas quais oferendas eram feitas. Depois, construções foram feitas ao redor destes altares, normalmente copiando a arquitetura de armazéns de arroz feitas de palha. No período Nara do século VIII, o design dos templos sofreu influência da arquitetura Chinesa – telhados curvos e um grande uso de tinta vermelha e elementos decorativos. A maioria dos santuários são construídos com o uso de Cipreste Hinoki.

Os santuários são facilmente identificados pela presença de um *torii* ou portal sagrado. Os mais básicos tem simplesmente dois postes verticais com duas traves longas, e eles simbolicamente separam o espaço sagrado do santuário do mundo externo. Estes portais são geralmente decorados com *gohei*, tiras de papel ou metal cortados em quatro pedaços que simbolizam a presença de um *kami*. Um santuário é administrado por um sacerdote-chefe (*guji*) e pelos sacerdotes (*kannushi*), ou, no caso de santuários menores, por um membro do comitê de idosos do santuário, o *sodai*. A comunidade local apoia o santuário financeiramente. Por fim, as famílias podem ter um santuário ancestral da família ou *kamidana* no qual contém os nomes dos membros que faleceram e prestam homenagem ao *kami* ancestral.

[ ![Meoto-iwa or the Wedded Rocks](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/977.jpg?v=1765961613) Meoto-iwa ou Pedras Casadas Taku (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/977/meoto-iwa-or-the-wedded-rocks/ "Meoto-iwa or the Wedded Rocks")O típico complexo de santuários Xintoístas inclui as seguintes características:

- O *torii* ou portal de entrada sagrado.
- O *honden* ou estrutura principal no qual contém uma imagem do kami do santuário.
- O *goshintai* ou objetos sagrados que ficam dentro do honden no qual é investido com o espírito do kami.
- O *sando* ou caminho sagrado que liga o torii e o haiden.
- O *haiden* ou salão de oração para cerimônias e cultos.
- O *heiden*, uma estrutura para orações e oferendas.
- O *saisenbako*, uma caixa para oferendas de dinheiro.
- O *temizuya*, um espaço com água feito de pedra para ritual de limpeza.
- O *kaguraden*, um pavilhão para rituais de dança e música.
- Santuários maiores também tem uma grande entrada e barracas onde amuletos são vendidos pelas *miko* ('donzelas do santuário').

O santuário Xintoísta mais importante é o Santuário de Ise dedicado à Amaterasu com um santuário secundário para o deus do grão Toyouke. No século VIII d.C, surgiu uma tradição de reconstruir o santuário de Amaterasu, em Ise, de forma idêntica a cada 20 anos para preservar a sua vitalidade. O material quebrado do antigo templo é cuidadosamente armazenado e transportado para outros santuários onde é incorporado em suas paredes.

[ ![Kaguraden at the Ise Grand Shrine](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/6468.jpg?v=1708911787) Kaguraden no Santuário de Ise Fg2 (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/6468/kaguraden-at-the-ise-grand-shrine/ "Kaguraden at the Ise Grand Shrine")O segundo santuário mais importante é o Okuninushi em Izumo-taisha. Estes são os dois santuários Xintoístas mais antigos do Japão. Além dos santuários mais famosos, toda comunidade local tinha e ainda tem pequenos santuários dedicados a seus espíritos *kami* específicos. Até mesmo prédios de cidades modernas podem ter um pequeno santuário Xintoísta em seus telhados. Alguns santuários até são portáteis. Conhecidos como *mikoshi*, eles podem ser transportados para que cerimônias possam ser realizadas em locais de grande beleza natural, como as cachoeiras.

### Cultos & Festivais

A santidade dos santuários significa que os adoradores devem se limpar (*oharai*) antes de entrarem, geralmente lavando suas mãos e bocas com água. Depois, quando prontos para entrar, eles fazem uma pequena oferenda em dinheiro, tocam um pequeno sino e batem palmas duas vezes para alertar o *kami* e, em seguida, fazem uma reverência enquanto oram. Uma última batida de palma indica o fim da oração. É possível também pedir para um sacerdote oferecer sua oração. Pequenas oferendas podem incluir uma taça de sake (vinho de arroz), arroz e vegetais. Como muitos santuários estão localizados em lugares de beleza natural como as montanhas, visitar estes santuários é visto como um ato de peregrinação, sendo Mt. Fuji o exemplo mais famoso. Alguns crentes também carregam Omamori, que são pequenas bolsinhas bordadas que contém orações para garantir o bem-estar da pessoa. Já que o Xintoísmo não possui uma visão específica sobre a vida após a morte, os cemitérios Xintoístas são raros. A maioria dos seguidores são cremados e sepultados em cemitérios Budistas.

O calendário é marcado por festivais religiosos para prestar homenagem a um *kami* específico. Durante estes eventos, os santuários portáteis podem ser levados para locais relacionados a um *kami* ou fazem desfiles com coloridos carros alegóricos, e alguns adoradores se vestem para personificar certas figuras divinas. Entre os festivais anuais mais importantes estão o *Shogatsu Matsuri* de três dias ou festival do Ano Novo Japonês, o *Obon* que é uma celebração Budista do retorno dos mortos às casas dos ancestrais na qual inclui vários rituais Xintoístas, e o anual *matsuri* local quando um santuário é transportado ao redor da comunidade local para purificá-lo e garantir o seu bem-estar futuro.

\[sasakawa\]

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Cali, J. *Shinto Shrines.* Latitude 20, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/0824837134/)
- [Henshall, K. *Historical Dictionary of Japan to 1945.* Scarecrow Press, 2013.](https://www.worldhistory.org/books/0810878712/)
- [Scott Littleton, C. *Understanding Shinto.* Duncan Baird Publishers, 2002.](https://www.worldhistory.org/books/1903296757/)

## Sobre o autor

Mark é Diretor Editorial da WHE, mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Investigador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus interesses particulares incluem arte, arquitetura e a descoberta das ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Cronologia

- **4 BCE**: Traditional founding date of the [Ise Grand Shrine](https://www.worldhistory.org/Ise_Grand_Shrine/) in honour of the [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) goddess [Amaterasu](https://www.worldhistory.org/Amaterasu/).
- **478 CE**: The founding of the Toyouke shrine at the [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) [Ise Grand Shrine](https://www.worldhistory.org/Ise_Grand_Shrine/) in [Japan](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Japan/).
- **593 CE**: The traditional foundation date of the [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) [Itsukushima Shrine](https://www.worldhistory.org/Itsukushima_Shrine/).
- **711 CE**: The Fushimi [Inari](https://www.worldhistory.org/Inari/) shrine, dedicated to the [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) rice [god](https://www.worldhistory.org/God/) Inari, is founded near Kyoto.
- **712 CE**: The [Kojiki](https://www.worldhistory.org/Kojiki/) is written, a collection of oral myths forming the basis of the [Shinto religion](https://www.worldhistory.org/collection/43/the-shinto-religion/).
- **713 CE**: The Japanese Fudoki are composed and record local [kami](https://www.worldhistory.org/Kami/) and associated legends.
- **720 CE**: The [Nihon Shoki](https://www.worldhistory.org/Nihon_Shoki/) is written, a collection of oral myths forming the basis of the [Shinto religion](https://www.worldhistory.org/collection/43/the-shinto-religion/).
- **725 CE**: The Usa shrine is founded in northern Kyushu and dedicated to the [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) [god](https://www.worldhistory.org/God/) [Hachiman](https://www.worldhistory.org/Hachiman/).
- **c. 759 CE**: The [Manyoshu](https://www.worldhistory.org/Manyoshu/) or 'Collection of 10,000 Leaves' is written, an important [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) source and classic of Japanese poetry.
- **768 CE**: Official founding date of the [Kasuga Taisha](https://www.worldhistory.org/Kasuga_Taisha/) [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) shrine at [Nara](https://www.worldhistory.org/Nara/), [Japan](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Japan/).
- **794 CE**: [Emperor Kammu](https://www.worldhistory.org/Emperor_Kammu/) builds the [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) Herano shrine at [Heiankyo](https://www.worldhistory.org/Heiankyo/) (Kyoto).
- **806 CE**: The [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) shrine of Fujisan Hongu Sengen Taisha is built on [Mount Fuji](https://www.worldhistory.org/Mount_Fuji/).
- **c. 807 CE**: Imibe-no-Hironari writes the Kogoshui, a collection of oral myths forming the basis of the [Shinto religion](https://www.worldhistory.org/collection/43/the-shinto-religion/).
- **811 CE**: The probable historical date for the foundation of the [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) [Itsukushima Shrine](https://www.worldhistory.org/Itsukushima_Shrine/).
- **845 CE - 903 CE**: Life of the deified scholar and court official Sugawara no Michizane, aka [Tenjin](https://www.worldhistory.org/Tenjin/).
- **859 CE**: The Iwashimizu shrine is built and dedicated to the [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) [god](https://www.worldhistory.org/God/) [Hachiman](https://www.worldhistory.org/Hachiman/) in [Heiankyo](https://www.worldhistory.org/Heiankyo/) (Kyoto).
- **937 CE**: The [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) [god](https://www.worldhistory.org/God/) [Hachiman](https://www.worldhistory.org/Hachiman/) is officially recognised as a bodhisattva.
- **947 CE**: The Tenmangu Kitano shrine is founded in honour of Sugawara no Michizane, aka [Tenjin](https://www.worldhistory.org/Tenjin/).
- **987 CE**: Sugawara no Michizane is officially deified and given the title [Tenjin](https://www.worldhistory.org/Tenjin/).
- **1046 CE**: Yorinobu claims [Hachiman](https://www.worldhistory.org/Hachiman/) patron [god](https://www.worldhistory.org/God/) and founder of the [Minamoto clan](https://www.worldhistory.org/Minamoto_Clan/) in [Japan](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Japan/).
- **1135 CE**: The Wakamiya Jinja shrine is founded at [Kasuga Taisha](https://www.worldhistory.org/Kasuga_Taisha/), [Nara](https://www.worldhistory.org/Nara/), [Japan](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Japan/).
- **1149 CE**: The Dainichiji [temple](https://www.worldhistory.org/temple/) is built near the peak of [Mount Fuji](https://www.worldhistory.org/Mount_Fuji/) by Matsudai Shonin.
- **1168 CE**: Taira no Kiyomori significantly remodels the [Itsukushima Shrine](https://www.worldhistory.org/Itsukushima_Shrine/).
- **1191 CE**: The [Shinto](https://www.worldhistory.org/Shinto/) Tsurugaoka [Hachiman](https://www.worldhistory.org/Hachiman/) Shrine is moved from Yuinogo to [Kamakura](https://www.worldhistory.org/Kamakura/), [Japan](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Japan/) by Minamoto no Yoritomo.

## Perguntas e respostas

### Quais são as principais crenças do Xintoísmo?
As principais crenças do Xintoísmo são a importância da pureza, da harmonia, do respeito pela natureza e pela família, e da subordinação do indivíduo ao grupo. Há muitos deuses e espíritos Xintoístas e estes possuem santuários dedicados a eles onde as pessoas oferecem comida, dinheiro e orações.

### Por que o Xintoísmo não é considerado uma religião para algumas pessoas?
Algumas pessoas não consideram o Xintoísmo como uma religião, pois não há textos sagrados ou um fundador, além de enfatizar conceitos gerais de como viver. Algumas pessoas consideram o Xintoísmo mais como um ritual do que algo pelo qual uma pessoa acredita.

### Como o Xintoísmo e o Budismo coexistem?
O Xintoísmo e o Budismo coexistem no Japão, porque muitas pessoas seguem ambas as religiões, sendo que o primeiro enfatiza esta vida e o último enfatiza a próxima vida. Locais sagrados, frequentemente, possuem ambos um templo Budista e um santuário Xintoísta. Historicamente, as duas religiões coexistiram e muitas figuras sagradas se cruzaram para aparecer na outra religião, como por exemplo Hachiman e Amida.

### Como o Xintoísmo afeta a cultura Japonesa?
As crenças Xintoístas se tornaram tão entrelaçadas com a cultura Japonesa que ficou difícil de separar os dois. Os Japoneses tem um grande respeito pela natureza, pela família e pelos seus ancestrais, e eles normalmente colocam o interesse do grupo acima do individual. Todas estas ideias vem do Xintoísmo.


## Links externos

- [Shinto | Essay | The Metropolitan Museum of Art | Heilbrunn Timeline of Art History](https://www.metmuseum.org/toah/hd/shin/hd_shin.htm)
- [Shinto Portal - IJCC, Kokugakuin University](https://www2.kokugakuin.ac.jp/e-shinto/)

## Cite este trabalho

### APA
Cartwright, M. (2025, April 14). Xintoísmo. (I. K. Nakau, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11624/xintoismo/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Xintoísmo." Traduzido por Ingrid Kaori Nakau. *World History Encyclopedia*, April 14, 2025. <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11624/xintoismo/>.
### MLA
Cartwright, Mark. "Xintoísmo." Traduzido por Ingrid Kaori Nakau. *World History Encyclopedia*, 14 Apr 2025, <https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11624/xintoismo/>.

## Licença e direitos autorais

Enviado por [Ingrid Kaori Nakau](https://www.worldhistory.org/user/ingrid.y5b/ "User Page: Ingrid Kaori Nakau"), publicado em 14 April 2025. Consulte a(s) fonte(s) original(is) para obter informações sobre direitos de autor. Observe que o conteúdo vinculado a esta página pode ter termos de licenciamento diferentes.

