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title: Iluminismo
author: Mark Cartwright
translator: Elmer Marques
source: https://www.worldhistory.org/trans/PT/1-22613/iluminismo/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2024-03-25
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# Iluminismo

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Elmer Marques](https://www.worldhistory.org/user/elmermarques)_

O Iluminismo (também conhecido como Século das Luzes, Ilustração, Idade da Razão ou Era da Razão) foi uma revolução no pensamento da [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-35/europa/) e da América do Norte do final do século 17 ao final do século 18. O Iluminismo envolveu novas abordagens na [filosofia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-340/filosofia/), na [ciência](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-351/ciencia/) e na política. Acima de tudo, a capacidade humana de raciocinar foi defendida como a ferramenta por meio da qual nosso conhecimento pode ser aumentado, mantida nossa liberdade individual e assegurada nossa felicidade.

### Origens do Iluminismo

O Iluminismo é usualmente datado do último quarto do século 17 ao último quarto do século 18. Durante o Renascimento (1400-1600), quando intelectuais e artistas voltaram sua atenção para a Antiguidade buscando inspiração, surgiu o movimento humanista, que enfatizava a promoção da virtude cívica, ou seja, a realização de todo o potencial da pessoa tanto para seu próprio bem quanto para o bem da sociedade na qual ele vive. As ideias do Iluminismo desenvolveram-se a partir dessas raízes e floresceram graças a eventos como a [Reforma Protestante](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20181/reforma-protestante/) (1517-1648), que diminuiu o tradicional poder da Igreja Cristã no dia a dia. Muitos pensadores iluministas não queriam substituir a Igreja: eles queriam maior liberdade religiosa e tolerância.

O termo “Iluminismo” tem sua origem no substantivo “luz”, em contraste com o que era visto como a “escuridão” da Idade Média. Sabe-se agora que o período medieval talvez não fosse tão “escuro” como se pensava, mas o fato essencial permanece: religião, superstição e deferência à autoridade permeavam aquele período da existência humana antes de os filósofos começarem a desafiar aqueles conceitos no século 17. Não era mais possível simplesmente aceitar o conhecimento tradicional como verdade simplesmente porque ele não havia sido questionado por séculos.

Nessa nova atmosfera de relativa liberdade intelectual, a razão desafiou as crenças estabelecidas. Assim como os experimentos que cientistas vinham conduzindo na [Revolução Científica](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21157/revolucao-cientifica/) para descobrir as leis da natureza, assim também os filósofos estavam desejosos em aplicar a razão a antigos problemas sobre como devemos viver em sociedade, como podemos ser virtuosos, qual a melhor forma de governo e o que constitui a felicidade. Era a batalha da razão sobre a emoção, a superstição e o medo. Suas principais armas eram o otimismo por um mundo melhor e a liberdade e habilidade de questionar absolutamente tudo. Não é sem razão que os filósofos iluministas eram chamados de “livres-pensadores”.

### Pensadores pré-iluministas

O Iluminismo foi impulsionado por filósofos. Entretanto, dado que muitos eram também escritores de trabalhos não filosóficos ou sequer interessados em política, eles poderiam ser melhor descritos hoje como intelectuais. Esses pensadores desafiaram o pensamento estabelecido e, é importante destacar, desafiavam uns aos outros, uma vez que não havia consenso quanto às respostas às questões que todos estavam tentando responder. O que é certo é que esse processo de exame e construção de conhecimento foi longo, com diferentes correntes surgindo em lugares diferentes. Em retrospectiva, nós podemos reconstruir a cadeia de ideais que, coletivamente, chamamos de Iluminismo, mas os participantes daquela época estavam cientes que eles estavam envolvidos em um novo movimento de pensamento.

[ ![Leviathan Frontispiece](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/18182.png?v=1766086986-1700758079) Frontispício do Leviatã Abraham Bosse (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/18182/leviathan-frontispiece/ "Leviathan Frontispiece")Há um grupo de pensadores que são frequentemente chamados de filósofos pré-iluministas: são filósofos que estabeleceram alguns dos fundamentos principais sobre os quais o Iluminismo foi construído. Nesse grupo incluem-se [Francis Bacon](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19495/francis-bacon/) (1561-1626), [Thomas Hobbes](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-22450/thomas-hobbes/) (1588-1679), [René Descartes](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19138/rene-descartes/) (1596-1650), [Baruch Spinoza](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-22602/baruch-spinoza/) (1632-1677) e [John Locke](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-20857/john-locke/) (1632-1704).

Bacon sublinhou a necessidade de um novo método combinado de experimentação empírica (i. e., observação e experiência) e coleta de dados compartilhada, de modo que a humanidade pudesse finalmente descobrir todos os segredos da natureza e melhorar a si própria. Essa nova abordagem foi adotada por muitos filósofos iluministas. O pensamento de Bacon sobre a necessidade de testar nosso conhecimento para verificar se ele é, de fato, verdadeiro, e sua crença de que poderíamos construir um mundo melhor se todos nós nos empenhássemos, foram muito influentes.

Hobbes, um político inglês e pensador, propôs a ideia de um estado de natureza, uma existência brutal antes de nós nos reunirmos em sociedades. Hobbes acreditava que os cidadãos deveriam sacrificar algumas liberdades a fim de obter uma sociedade segura: isto seria feito na forma de um contrato social entre os cidadãos, isto é, uma promessa coletiva de cumprir certas regras de comportamento. Ele também acreditava, devido à sua visão pessimista sobre a natureza humana, que onde as pessoas agiam inteiramente em interesse próprio deveria haver uma autoridade política forte - o Leviatã -, batizado em inspiração ao monstro bíblico do mesmo nome. Essas ideias e a tentativa de Hobbes de separar a filosofia, a moral e a política da religião iriam inspirar os pensadores iluministas, seja apoiando ou fornecendo modelos alternativos.

Descartes, um filósofo racionalista francês, propôs que todo conhecimento deveria ser sujeito à dúvida, uma vez que nossos sentidos não são confiáveis, nós podemos estar sonhando ou nós podemos estar vivendo em um ilusão criada por um demônio. A conclusão de Descartes de submeter tudo à dúvida está em seu princípio fundante da verdade irrefutável *Cogito, ergo sum* (“penso, logo existo”). Das ideias de Descartes surgiu o cartesianismo e o pensamento de que mente e corpo (ou matéria) são duas coisas distintas mas, de alguma maneira que os pensadores ainda precisam determinar, eles interagem entre si. Enquanto alguns críticos apontam que a “caça às dúvidas” de Descartes pode levar a absurdos e ao total ceticismo, sua estratégia tem importância para o Iluminismo uma vez que ele demonstra o valor de tudo questionar e não aceitar como certo o conhecimento herdado das gerações passadas - conhecimento que pode, de fato, não ser conhecimento, mas apenas crença.

[ ![René Descartes](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/12757.jpg?v=1767611707) René Descartes Dedden (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/12757/rene-descartes/ "René Descartes")O neerlandês Spinoza (ou Espinoza) atacou a superstição e desafiou o papel tradicional de [deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) nos assuntos humanos, sugerindo que deus não interfere em nossas vidas cotidianas. Combinando racionalismo e metafísica, Spinoza era muito interessado na ciência e acreditava que usando a razão e estudando a natureza nós poderíamos vir a conhecer melhor a nós mesmos e ao divino. Ele também pedia por uma maior tolerância religiosa.

O inglês Locke propôs que deveria haver limites impostos aos poder estatais de forma a garantir certas liberdades, especialmente o direito à propriedade, que ele considerava um direito natural (i. e., um direito que não é concedido pelo governo ou pela lei). Para Locke, o estado perfeito adota a separação de poderes e o governo deve ter o consentimento do povo. Além disso, os cidadãos podem derrubar o governo se este não exercer seu papel de proteção dos direitos das pessoas. Locke acreditava que as pessoas deveriam trabalhar em conjunto para o bem comum. Ele também acreditava que os indivíduos são mais importantes do que as instituições como as monarquias absolutistas e a Igreja. Locke pensava que todos os cidadãos são iguais e que o estado deveria educar seus cidadãos a serem racionais e tolerantes. Talvez mais que qualquer outro cidadão, as ideias de Locke não inspiraram apenas outros pensadores, mas influenciaram também assuntos do mundo real.

Houve muitos outros pensadores que influenciaram o Iluminismo, mas tratar deles todos aqui seria inviável por uma questão de espaço; homens como o polímata Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716), que acreditava que todo o conhecimento estava interconectado. Em suma, todo um conjunto de pensadores internacionais já haviam apresentado as “cartas essenciais” do “jogo” do Iluminismo antes que este sequer houvesse começado. Filósofos posteriores embaralharam aquelas “cartas”, selecionaram algumas e rejeitaram outras em busca da “mão vencedora” de como os humanos deveriam viver e o conhecimento ser adquirido.

### Dez importantes pensadores do Iluminismo

Tendo sido estabelecidas as bases, uma nova onda de pensadores começaram a construir o novo edifício do conhecimento ocidental. Discordando com a mesma frequência com que concordavam uns com os outros, todos os pensadores tinham o objetivo comum de encontrar um mundo melhor para viver.

[ ![Newton's Copy of Principia](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/17906.png?v=1767277096-1695052228) Cópia de Newton do Principia Mathematica Andrew Dunn (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/17906/newtons-copy-of-principia/ "Newton's Copy of Principia")Um dos primeiros textos do Iluminismo propriamente dito foi o *Principia Mathematica* de 1687, de [Isaac Newton](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19513/isaac-newton/) (1642-1727). O livro de Newton, de muitas maneiras, foi a culminação da Revolução Científica, e apresenta o entendimento de que o mundo que nos cerca pode ser entendido, e que a melhor ferramenta para esse propósito é a ciência, em particular, a matemática. Com a sua descoberta da força da gravidade (além de outras descobertas), Newton mostrou que o empirismo e a dedução são os melhores métodos para aumentar o conhecimento. Filósofos adotaram essa abordagem em seus próprios trabalhos. Newton também mostrou que há harmonia e ordem na natureza, que era algo que os filósofos procuraram recriar na sociedade humana.

O filósofo francês [Montesquieu](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-22386/montesquieu/) (1689-1757) estava principalmente preocupado em combater o governo autoritário. Indo além de Locke, ele pesquisou a história da política - essencialmente fundando a Ciência Política - e formulando a famosa separação de poderes entre o executivo, o legislativo e o judiciário. Assim como outros pensadores, Montesquieu defendeu a proteção da liberdade individual por meio de leis, da não interferência governamental e da tolerância. Para se ter uma ideia da batalha com o *Establishment* (o poder instituído) que os pensadores iluministas tiveram de travar, o livro de Montesquieu *O Espírito das Leis* foi colocado na Lista de Livros Proibidos da Igreja Católica em 1751.

O autor francês Voltaire (1694-1778) “mais do que qualquer outro representava o próprio Iluminismo para seus contemporâneos” (Chisick, 430). Voltaire, mais um destruidor de velhas atitudes do que um filósofo original, foi um crítico do poder da Igreja Católica. Ele pedia por mais liberdade individual e tolerância religiosa e defendia o poder da razão e a capacidade inata para o comportamento moral. Voltaire também criticou os filósofos que não apresentavam soluções práticas para os problemas da sociedade.

David Hume (1711-1776) foi um filósofo escocês que apresentava uma visão positiva da natureza humana: todos nós temos a capacidade de compaixão e um senso moral natural. Ao mesmo tempo, ele tinha uma visão cética sobre a utilidade da religião. Hume acreditava que o conhecimento vinha apenas da experiência e da observação, mas também reconhecia que havia algumas coisas que nós nunca poderemos conhecer, como, por exemplo, “por que o mal existe no mundo?” Hume expandiu a noção de razão para incluir a emoção.

[ ![Jean-Jacques Rousseau Portrait](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/18235.png?v=1776288906-1702049754) Retrato de Jean-Jacques Rousseau Maurice Quentin de La Tour (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/18235/jean-jacques-rousseau-portrait/ "Jean-Jacques Rousseau Portrait")O pensador suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) contribuiu com sua mistura de Hobbes e Locke ao afirmar que os humanos, no estado de natureza, são livres, iguais e possuem dois instintos básicos: um senso de autopreservação e compaixão pelos outros. As pessoas devem se reunir em comunidade baseada no consenso e seu objetivo final deve ser o bem comum. Para Rousseau, a vontade geral é um compromisso onde indivíduos sacrificam sua completa liberdade para alcançar uma opção melhor: a restrição de liberdade de forma a evitar uma situação de nenhuma liberdade. O que a vontade geral vier a ser, ela é a vontade correta. Rousseau reconhece a necessidade de um sistema de leis e de um governo forte para guiar a vontade geral das pessoas quando ela estiver errada e para proteger a propriedade que, para ele, foi uma lamentável criação da sociedade. Rousseau também estava preocupado em livrar a sociedade de suas óbvias inequalidades e injustiças, fazendo com que o Estado encorajasse seus cidadãos, por meio da educação, a adotar uma abordagem menos individualista para com a vida comunitária.

O pensamento do francês Denis Diderot (1713-1784) pode ser resumido como uma crença humanista na autonomia individual e no uso positivo de métodos e argumentos científicos, modernos e laicos, para desafiar o antigo conhecimento baseado apenas na fé e na superstição. Diderot foi editor da multivolume *Encyclopedia*, frequentemente descrita como a “Bíblia do Iluminismo” e resumida por N. Hampson como “uma antologia das opiniões ‘iluministas’ sobre política, filosofia e religião” (86). Diderot passou certo tempo assessorando [Catarina, a Grande](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-22174/catarina-a-grande/) (imperatriz regente da Rússia de 1762 a 1796) e Frederico, o Grande, na Prússia (1712-1786), exemplos dos assim chamados “déspotas esclarecidos”.

[Adam Smith](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-22469/adam-smith/) (1723-1790) foi um filósofo e economista escocês. Ele acreditava que a economia é uma ciência e segue determinadas leis, que ele chamou de “mão invisível”. Essas leis, como qualquer lei da natureza, podem ser descobertas pelo uso da razão. Smith defendia o livre comércio e a interferência limitada nos mercados pelos governos, razão pela qual ele é visto como o fundador da economia liberal. A. Gottlieb descreve o livro *A Riqueza das Nações,* de Smith, como “o texto fundante da economia moderna” (198).

O filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) desafiou o domínio do empirismo e do racionalismo no pensamento iluminista na medida em que ele acreditava que algum conhecimento deve ser independente dos sentidos, como, por exemplo, nossos conceitos de espaço e tempo. Esses conceitos são conhecimento *a priori*, coisas que nós podemos pensar sem sequer experienciá-los diretamente. Consequentemente, Kant mudou o foco da filosofia para o exame dos conceitos gerais e categorias. No campo da Ética, Kant afirmou que o valor moral vem da intenção da pessoa e não do resultado de suas ações, resultado que poderia ser meramente acidental. Boas ações surgem do seguimento de regras sem exceção, como “nunca conte mentiras”, o que ele chamou de imperativos categóricos. Kant também sublinhou a necessidade de tolerância, educação e cooperação entre as nações.

[ ![Immanuel Kant, c. 1790](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/18361.png?v=1767611726-1705347248) Immanuel Kant, por volta de 1790 Unknown Artist (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/18361/immanuel-kant-c-1790/ "Immanuel Kant, c. 1790")Edmund Burke (1729-1797) afirmava que toda nação e suas instituições, incluindo as religiosas, eram produto de uma rica e longa história. Assim, uma determinada geração não deveria simplesmente abandonar aqueles “guardiões” de nossa segurança e liberdade, uma vez que foram testados pelo tempo.

[Thomas Paine](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-22514/thomas-paine/) (1737-1809), em seu panfleto *Common Sense*, conclamou as colônias americanas a se rebelarem contra o domínio britânico. Paine denunciou a escravidão, se opôs a toda forma de privilégio, acreditava que todos os homens era iguais e deveriam ter o direito de votar, e defendeu um sistema de tributação progressiva que poderia financiar uma sociedade mais justa.

Abordamos apenas dez pensadores iluministas, mas há, é claro, muitos mais, mas infelizmente, por uma questão de espaço, não é possível mencionar a todos. A tendência de aplicar o pensamento iluminista a problemas práticos do cotidiano continuou. Cesare Beccaria (1738-1794) demandava uma reforma prisional e o fim de punições excessivas para criminosos. [Mary Wollstonecraft](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-22487/mary-wollstonecraft/) (1759-1797) demandava por igualdade nas oportunidades de acesso à educação para homens e mulheres e destacou os benefícios para a sociedade decorrentes da melhoria na situação das mulheres. Jeremy Bentham (1748-1832) ofereceu um meio de medir o sucesso de novas leis com seu utilitarismo e seu princípio da “maior felicidade para o maior número de pessoas”. Pensar sobre um mundo melhor havia sido a prioridade do Iluminismo, mas à medida que o século 18 avançava, criar um mundo melhor passou a ser a nova prioridade.

### Uma grande mistura de ideias

Para que as ideias se espalhassem e criassem raízes, havia a necessidade de interação entre os intelectuais, e isso era obtido (além de meras visitas entre eles) de diversas maneiras. A imprensa permitiu não apenas que livros fossem distribuídos a preços relativamente baratos, mas também tratados, panfletos e revistas. Nunca antes tanto papel havia transitado pela [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15614/europa/). Ideias, e talvez até mesmo mais importante, reação crítica àquelas ideias e, portanto, o estímulo para criar ainda mais ideias, podiam ser espalhadas mais rápido que nunca.

[ ![Salon of Madame Geoffrin](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/18461.png?v=1764791052-1707298228) Salão de Madame Geoffrin Anocet Lemonnier (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/18461/salon-of-madame-geoffrin/ "Salon of Madame Geoffrin")Outros meios para os intelectuais interagirem eram as academias e sociedades, locais onde artigos eram publicados em revistas internas e encontros e debates eram realizados. As pessoas também se encontravam em cafeterias para discutir as novas ideias. Outra forma de propagação das ideias era o salão, particularmente em Paris, embora rapidamente a ideia tenha se espalhado para outros lugares. Esses salões, muito frequentemente administrados por mulheres, ajudaram ainda mais a transmitir as ideias não apenas entre os intelectuais, mas também entre diversos setores da sociedade. Talvez pela primeira vez, filósofos, artistas, políticos e homens de negócios podiam se encontrar informalmente. Além disso, havia até mesmo certa mistura de diferentes níveis da sociedade naqueles salões, uma vez que intelectuais e artistas agora podiam encontrar aristocratas e pessoas muito ricas, um encontro que frequentemente resultava no estabelecimento de um patrocínio e, consequentemente, mais ideias podiam ser criadas.

### O impacto do Iluminismo

Uma ideia central dos pensadores iluministas era a crença de que a existência humana poderia ser melhorada através do esforço humano. Desenvolvimentos na ciência e na tecnologia, bem como o pensamento progressista na filosofia política, denotavam que um melhor padrão de vida poderia ser alcançado para todos. Reformas eram defendidas visando à redução das desigualdades sociais e à redução do impacto negativo de fenômenos tão presentes como a fome, as doenças e a pobreza. Os reformistas demandavam por uma mudança real na educação de tal forma que os jovens pudessem frequentar a escola e se tornarem melhores cidadãos pelo desenvolvimento da natural habilidade de raciocinar. Assim como indivíduos deveriam ser os responsáveis por buscar sua liberdade e felicidade na nova política do liberalismo, desenvolveu-se a ideia da economia *laissez-faire*, isto é, diminuir a interferência governamental e deixar o desenvolvimento econômico ocorrer tal como os mercados ditarem que deve ser. As modernas democracias liberais são baseadas na ideia iluminista de que algumas áreas da vida não são da conta do Estado, uma diferença marcante para com as sociedades da Idade Média.

A essas consequências gerais do Iluminismo pode-se somar consequências práticas. Como o especialista em Iluminismo N. Hampson anota, o perigo de se estudar o Iluminismo apenas em termos intelectuais pode levar à conclusão de que “o Iluminismo era completamente geral e nada no particular” (Cameron, 296). Algumas particularidades práticas incluem o fim da perseguição dos hereges, o fim da prática de queimar as bruxas nas fogueiras, o fim da prática da servidão e a tortura sendo banida dos processos judiciais. Houve poderosos movimentos visando ao fim da escravidão e da pena de morte. A Igreja foi formalmente separada do estado em alguns lugares, notavelmente na França. Mais universidades e bibliotecas foram fundadas. Maior justiça foi alcançada nos sistemas eleitorais.

O impacto do progresso na ciência seria visto na [Revolução Industrial Britânica](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21828/revolucao-industrial-britanica/) (1760-1840) e seus parceiros ao redor do mundo. Muitos pensadores iluministas também previram o lado negro do “progresso”, tais como o individualismo desenfreado em oposição ao bem comum e o desenvolvimento tecnológico controlado por uma minoria que alienaria grandes grupos de pessoas e destruiria o meio ambiente.

[ ![An Allegory of the Revolution](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/16013.jpg?v=1779280944) Uma Alegoria da Revolução Nicolas Henri Jeaurat de Bertry (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/16013/an-allegory-of-the-revolution/ "An Allegory of the Revolution")Não eram apenas os intelectuais que acreditavam que eles podiam moldar um futuro melhor. Levou muito tempo para que as ideias dos intelectuais chegassem às classes mais baixas, mas elas finalmente chegaram. Pessoas comuns de todas as classes passaram a considerar tomar ações diretas para melhorar a sua situação de vida e o sistema político em que viviam. Os dois exemplos mais claros foram a [Revolução Francesa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19568/revolucao-francesa/) e a Guerra de Independência dos Estados Unidos. Revolucionários nos dois eventos foram inspirados e frequentemente citavam trabalhos de filósofos iluministas. Documentos revolucionários - como a [Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2012/declaracao-dos-direitos-do-homem-e-do-cidadao/) e a [Declaração de Independência](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-2411/declaracao-de-independencia/) dos Estados Unidos - estavam repletos com a linguagem utilizada por aqueles filósofos, tais como “direitos inalienáveis” e “busca pela felicidade”.

### Críticas ao Iluminismo

Em algumas áreas como nas artes, houve uma reação ao Iluminismo e ao novo domínio da razão. Essa reação era vista mais claramente no movimento chamado de Romantismo (1775-1830), onde, na literatura e na arte, a ênfase era dada a novas formas e modos de expressão emocional e espontânea.

Outros críticos do Iluminismo lamentam seus resultados contraditórios tais como a ênfase excessiva no indivíduo mas também em um estado forte. Críticos apontam para a rejeição das tradições culturais e a redução no valor da fé e nas crenças religiosas. Advertem que o “progresso” econômico, científico e tecnológico seria, na verdade, apenas “regressão” em termos de nossa humanidade, e que os filósofos eurocêntricos ignoravam sobre o que fazia os seres humanos diferentes em lugares diferentes (ou até mesmo no mesmo lugar). Em suma, o Iluminismo tem sido culpado por todos os males da modernidade, seja pelo Holocausto, seja pela destruição da floresta tropical brasileira. Alguém poderia contra-argumentar, e muitos historiadores o fazem, que essa crítica indiscriminada somente pode ser feita contra o Iluminismo se alguém considerá-lo como uma coleção de ideias inteiramente homogênea, o que este artigo, esperançosamente, desencoraja.

No século 21, as conquistas do Iluminismo, particularmente a liberdade, a liberdade de opinião e a tolerância, ainda existem em muitos lugares, mas certamente não em todos os lugares. Como o historiador H. Chisick assinala, essas liberdades não são imunes a ameaças sempre presentes como o racismo, o extremismo político e o fanatismo religioso:

> Aparentemente, os valores centrais do Iluminismo não são adquiridos de uma vez por todas. Pelo contrário, eles devem ser apropriados por cada geração e cada cultura, ou serão submergidos e perdidos (160).

#### Editorial Review

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## Bibliografia

- [Chisick, Harvey. *Historical Dictionary of the Enlightenment .* Scarecrow Press, 2005.](https://www.worldhistory.org/books/0810850974/)
- [Gottlieb, Anthony. *The Dream of Enlightenment.* Liveright, 2016.](https://www.worldhistory.org/books/B016CAJIZO/)
- [Hampson, Norman. *The Enlightenment.* Penguin Books, 1991.](https://www.worldhistory.org/books/0140137459/)
- [Isaiah Berlin. *Age of Enlightenment\[The Mentor Philosophers Series\].* New American Library, 1963.](https://www.worldhistory.org/books/B000W1NRWA/)
- [Law, Stephen. *The Great Philosophers.* Quercus, 2009.](https://www.worldhistory.org/books/1847240186/)
- [Popkin, R H et al. *Philosophy Made Simple .* Routledge, 1993.](https://www.worldhistory.org/books/0750609427/)
- [Robertson, Ritchie. *The Enlightenment.* Harper, 2021.](https://www.worldhistory.org/books/B075WTL1X8/)
- [Yolton, John W. & Rogers, Pat & Porter, Roy & Stafford, Barbara. *A Companion to the Enlightenment .* Wiley-Blackwell, 1991.](https://www.worldhistory.org/books/0631196889/)

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE, mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Investigador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus interesses particulares incluem arte, arquitetura e a descoberta das ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Histórico

- **1605 CE**: [Francis Bacon](https://www.worldhistory.org/Francis_Bacon/) publishes The Advancement of Learning, the first in a series of works expounding his [scientific method](https://www.worldhistory.org/Scientific_Method/).
- **1620 CE**: [Francis Bacon](https://www.worldhistory.org/Francis_Bacon/) publishes *Novum Organum*, outlining the fundamentals of his [scientific method](https://www.worldhistory.org/Scientific_Method/).
- **1623 CE**: [Francis Bacon](https://www.worldhistory.org/Francis_Bacon/) publishes his De Dignitate et Augmentis Scientiarum, which further outlines his new [scientific method](https://www.worldhistory.org/Scientific_Method/).
- **1626 CE**: New [Atlantis](https://www.worldhistory.org/atlantis/) by [Francis Bacon](https://www.worldhistory.org/Francis_Bacon/) is published. It describes a utopian state where [Bacon](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Bacon/)'s [scientific method](https://www.worldhistory.org/Scientific_Method/) is employed.
- **1637 CE**: Philosopher [René Descartes](https://www.worldhistory.org/Rene_Descartes/) writes his Discourse on the Method.
- **1641 CE**: Philosopher [René Descartes](https://www.worldhistory.org/Rene_Descartes/) writes his Meditations, a discussion of his Cartesian theory and [God](https://www.worldhistory.org/God/)'s existence.
- **1644 CE**: Philosopher [René Descartes](https://www.worldhistory.org/Rene_Descartes/) writes his Principles of [Philosophy](https://www.worldhistory.org/philosophy/), an examination of the relationship between the body and soul.
- **1651 CE**: [Thomas Hobbes](https://www.worldhistory.org/Thomas_Hobbes/) publishes his Leviathan.
- **1677 CE**: Ethics by [Baruch Spinoza](https://www.worldhistory.org/Baruch_Spinoza/) is published.
- **1686 CE**: [Gottfried Wilhelm Leibniz](https://www.worldhistory.org/Gottfried_Wilhelm_Leibniz/) publishes his Discourse of Metaphysics.
- **1687 CE**: [Isaac Newton](https://www.worldhistory.org/Isaac_Newton/) publishes his laws of motion and universal [law](https://www.worldhistory.org/disambiguation/law/) of gravity in Principia.
- **1689 CE**: [John Locke](https://www.worldhistory.org/John_Locke/) publishes his Essay Concerning Human Understanding, Two Treatises on Government, and Letters on Toleration.
- **1710 CE**: [George Berkeley](https://www.worldhistory.org/George_Berkeley/) publishes A Treatise Concerning the Principles of Human Knowledge.
- **1713 CE**: [George Berkeley](https://www.worldhistory.org/George_Berkeley/) publishes Three Dialogues between Hylas and Philonous.
- **1721 CE**: [Montesquieu](https://www.worldhistory.org/Montesquieu/) publishes his Lettres persanes (Persian Letters).
- **1726 CE**: Francis Hutcheson coins the term "the greatest happiness of the greatest number" in his Inquiry Concerning Moral Good and Evil.
- **1734 CE**: [Voltaire](https://www.worldhistory.org/Voltaire/) publishes his Letters on [England](https://www.worldhistory.org/disambiguation/england/).
- **1740 CE**: [David Hume](https://www.worldhistory.org/David_Hume/) publishes his A Treatise of Human Nature.
- **1748 CE**: [David Hume](https://www.worldhistory.org/David_Hume/) publishes his An Enquiry Concerning Human Understanding.
- **1748 CE**: [Montesquieu](https://www.worldhistory.org/Montesquieu/) publishes his The Spirit of the Laws where he outlines his separation of powers.
- **1750 CE**: [Jean-Jacques Rousseau](https://www.worldhistory.org/Jean-Jacques_Rousseau/) publishes his First Discourse.
- **1751 CE**: The monumental Encyclopedia, edited by [Denis Diderot](https://www.worldhistory.org/Denis_Diderot/), is published.
- **1751 CE**: [David Hume](https://www.worldhistory.org/David_Hume/) publishes his An Enquiry Concerning the Principles of Morals.
- **1751 CE**: The Catholic Church adds [Montesquieu](https://www.worldhistory.org/Montesquieu/)'s The Spirit of the Laws to the Index of Forbidden Books.
- **1755 CE**: [Jean-Jacques Rousseau](https://www.worldhistory.org/Jean-Jacques_Rousseau/) publishes his Second Discourse.
- **1756 CE**: [Voltaire](https://www.worldhistory.org/Voltaire/) publishes his Essay on the Manners and Spirit of Nations.
- **1757 CE**: [David Hume](https://www.worldhistory.org/David_Hume/) publishes his Dissertation on the Passions.
- **1759 CE**: [Voltaire](https://www.worldhistory.org/Voltaire/) publishes his Candide.
- **1759 CE**: [Adam Smith](https://www.worldhistory.org/Adam_Smith/)'s The Theory of Moral Sentiments is published.
- **1759 CE - 1797 CE**: Life of the philosopher and feminist [Mary Wollstonecraft](https://www.worldhistory.org/Mary_Wollstonecraft/).
- **1762 CE**: [Voltaire](https://www.worldhistory.org/Voltaire/) publishes his Treatise on Tolerance.
- **1762 CE**: [Jean-Jacques Rousseau](https://www.worldhistory.org/Jean-Jacques_Rousseau/) publishes The [Social Contract](https://www.worldhistory.org/Social_Contract/).
- **1762 CE**: [Jean-Jacques Rousseau](https://www.worldhistory.org/Jean-Jacques_Rousseau/) publishes his treatise on education Émile.
- **1764 CE**: [Voltaire](https://www.worldhistory.org/Voltaire/) publishes his Philosophical Dictionary.
- **1766 CE**: [Voltaire](https://www.worldhistory.org/Voltaire/) publishes his Ignorant Philosopher.
- **1773 CE - 1774 CE**: [Denis Diderot](https://www.worldhistory.org/Denis_Diderot/) spends five months advising [Catherine the Great](https://www.worldhistory.org/Catherine_the_Great/).
- **1776 CE**: [Adam Smith](https://www.worldhistory.org/Adam_Smith/)'s The Wealth of Nations is published.
- **1776 CE - 1788 CE**: [Edward Gibbon](https://www.worldhistory.org/Edward_Gibbon/) publishes his The History of the Decline and Fall of the [Roman Empire](https://www.worldhistory.org/Roman_Empire/).
- **1781 CE**: [Immanuel Kant](https://www.worldhistory.org/Immanuel_Kant/) publishes The Critique of Pure Reason.
- **1788 CE**: [Immanuel Kant](https://www.worldhistory.org/Immanuel_Kant/) publishes The Critique of Practical Reason.
- **1789 CE**: [Jeremy Bentham](https://www.worldhistory.org/Jeremy_Bentham/) publishes his thoughts on [utilitarianism](https://www.worldhistory.org/Utilitarianism/) in his Introduction to the Principles of Morals and Legislation.
- **1790 CE**: [Edmund Burke](https://www.worldhistory.org/Edmund_Burke/) publishes his Reflections on the Revolution in France.
- **1791 CE**: [Thomas Paine](https://www.worldhistory.org/Thomas_Paine/) publishes his Rights of Man part 1.
- **1792 CE**: [Mary Wollstonecraft](https://www.worldhistory.org/Mary_Wollstonecraft/)'s A Vindication of the Rights of Woman is published.
- **1792 CE**: [Thomas Paine](https://www.worldhistory.org/Thomas_Paine/) publishes his Rights of Man part 2.
- **1794 CE**: [Thomas Paine](https://www.worldhistory.org/Thomas_Paine/) publishes his Age of Reason part 1.
- **1795 CE**: [Thomas Paine](https://www.worldhistory.org/Thomas_Paine/) publishes his Age of Reason part 2.
- **1796 CE**: [Thomas Paine](https://www.worldhistory.org/Thomas_Paine/) publishes his Agrarian Justice.
- **1821 CE**: Rameau’s Nephew by [Denis Diderot](https://www.worldhistory.org/Denis_Diderot/) is first published.
- **1830 CE**: D’Alembert’s Dream by [Denis Diderot](https://www.worldhistory.org/Denis_Diderot/) is first published.

## Perguntas & Respostas

### Qual é a principal ideia do Iluminismo?
A principal ideia do Iluminismo era que a razão, ao invés da superstição e do dogma, é a melhor ferramenta para aumentar nosso conhecimento, liberdade e felicidade.

### Em termos simples, o que é o Iluminismo?
Em termos simples, o Iluminismo (c. 1675 - c. 1825) tratava-se da promoção da razão, da ciência e da tolerâcia sobre a superstição e os dogmas religiosos.

### Quais são as três principais ideias do Iluminismo?
Três das principais ideias do Iluminismo são: 1. a razão pode melhor compreender o mundo do que somente utilizando os sentidos e as emoções; 2. todas as pessoas são iguais e os governos deveriam proteger a liberdade delas e promover a felicidade; 3. cidadãos possuem certos direitos naturais que os governos não deveriam restringir ou remover.


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### APA
Cartwright, M. (2024, March 25). Iluminismo. (E. Marques, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/PT/1-22613/iluminismo/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Iluminismo." Traduzido por Elmer Marques. *World History Encyclopedia*, March 25, 2024. <https://www.worldhistory.org/trans/PT/1-22613/iluminismo/>.
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Cartwright, Mark. "Iluminismo." Traduzido por Elmer Marques. *World History Encyclopedia*, 25 Mar 2024, <https://www.worldhistory.org/trans/PT/1-22613/iluminismo/>.

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Enviado por [Elmer Marques](https://www.worldhistory.org/user/elmermarques/ "User Page: Elmer Marques"), publicado em 25 March 2024. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

