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title: Crescente Fértil
author: Joshua J. Mark
translator: Filipa Oliveira
source: https://www.worldhistory.org/trans/PT/1-17/crescente-fertil/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2026-05-25
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# Crescente Fértil

_Escrito por [Joshua J. Mark](https://www.worldhistory.org/user/JPryst/)_
_Traduzido por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira)_

O Crescente Fértil, frequentemente designado como o «berço da civilização», é a região do Médio Oriente que se curva em forma de quarto crescente, desde o Golfo Pérsico até ao atual sul do Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, Israel e norte do Egito.

A região é desde há muito reconhecida pelas suas contribuições vitais para a cultura mundial, decorrentes das civilizações da antiga [Mesopotâmia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-34/mesopotamia/), do Egito e do [Levante](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-178/levante/), as quais incluíam [os sumérios](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-428/os-sumerios/), os babilónios, os assírios, os egípcios e os fenícios, todos eles responsáveis pelo desenvolvimento da [civilização](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10175/civilizacao/).

Praticamente todas as áreas do conhecimento humano foram impulsionadas por estes povos, incluindo:

- a [ciência](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-351/ciencia/) e a tecnologia
- a [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-71/escrita/) e a literatura
- a religião
- as técnicas agrícolas
- a matemática e a astronomia
- a astrologia e o desenvolvimento do zodíaco
- a domesticação de animais
- o comércio de longa distância
- as práticas médicas (incluindo a medicina dentária)
- a roda
- o conceito de tempo

O termo foi cunhado em 1916 pelo egiptólogo James Henry Breasted na sua obra *Ancient Times: A History of the Early World* (*Tempos Antigos: Uma História do Mundo Primitivo*), onde escreveu:

> Este crescente fértil é aproximadamente um semicírculo com o lado aberto voltado para o sul, tendo a extremidade ocidental no canto sudeste do Mediterrâneo, o centro diretamente a norte da Arábia e a extremidade oriental na extremidade norte do Golfo Pérsico.
> (págs. 193-194)

A sua expressão circulou amplamente através das publicações da época, tornando-se, por fim, a designação comum para esta região. O Crescente Fértil está tradicionalmente associado, nas fés judaica, cristã e muçulmana, à localização terrena do Jardim do Éden. A área figura com destaque na [Bíblia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-191/biblia/) e no [Alcorão](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-732/alcorao/), e vários dos seus locais estão associados a narrativas nestas obras.

[ ![Representation of the Port of Eridu](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/6155.jpg?v=1771616706) Representação do Porto de Eridu Таис Гило (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/6155/representation-of-the-port-of-eridu/ "Representation of the Port of Eridu")### O Berço da Civilização

Conhecido como o «berço da civilização», o Crescente Fértil é considerado o local de nascimento da agricultura, da [urbanização](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-46/urbanizacao/), da [escrita](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-72/escrita/), do comércio, da ciência, da história e da religião organizada. Foi povoado pela primeira vez por volta de 10 000 a.C., quando a agricultura e a domesticação de animais tiveram início na região. Por volta de 9000 a.C., já estava generalizado o cultivo de grãos e cereais silvestres e, por volta de 5000 a.C., a irrigação de culturas agrícolas encontrava-se totalmente desenvolvida. Perto de 4500 a.C., a criação de ovinos lanígeros era já amplamente praticada.

A geografia e o clima da região eram propícios à agricultura, e as sociedades de caçadores-recolectores transitaram para comunidades sedentárias na zona, uma vez que conseguiam sustentar-se a partir da terra. O clima era semiárido, mas a humidade e a proximidade dos rios Tigre e Eufrates (e, mais a sul, do Nilo) incentivaram o cultivo de terras. As comunidades rurais desenvolveram-se a par dos avanços tecnológicos na agricultura e, assim que estas se estabeleceram, seguiu-se a domesticação de animais.

As primeiras cidades começaram a erguer-se na Mesopotâmia, na região da [Suméria](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-114/sumeria/): Éridu foi a primeira, segundo os sumérios, em 5400 a.C., seguida por [Uruque](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-43/uruque/) e outras. Por volta de 4500 a.C., o cultivo de trigo e de grãos já era praticado há muito, a par de uma maior domesticação de animais. Perto do ano 3500 a.C., a imagem da raça de cão conhecida como Saluki surgia regularmente em vasos e outras cerâmicas, bem como em pinturas murais, juntamente com raças como o Serodésio, o Galgo e o Mastim.

O solo invulgarmente fértil da região incentivou o cultivo continuado de trigo, bem como de centeio, cevada e leguminosas, e produziram-se algumas das primeiras cervejas do mundo nas grandes cidades ao longo dos rios Tigre e Eufrates sob os auspícios da deusa Ninkasi. A [cerveja](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10181/cerveja/) era considerada uma dádiva dos deuses e uma fonte de nutrição diária, para além de um inebriante. Era utilizada para pagar os salários das pessoas, mas as inscrições também deixam claro que era produzida para fins festivos, e o famoso *Hino a Ninkasi* (*incipit*: *bor-ja mu-un-na-dim*) louva a bebida por tornar o coração mais leve.

Esta cerveja era bastante diferente da dos dias de hoje, pois era espessa e tinha de ser consumida com uma palhinha para filtrar os resíduos do processo de fermentação. A produção de cerveja evoluiu provavelmente do ofício dos padeiros, à medida que a cevada e o trigo que estes armazenavam fermentavam. A evidência mais antiga da produção de cerveja provém do entreposto sumério de Godin Tepe, no atual Irão.

[ ![Agriculture in the Fertile Crescent and Mesopotamia - Timeline](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/16860.png?v=1759575906-1674026503) Agricultura no Crescente Fértil e na Mesopotâmia - Linha do tempo Simeon Netchev (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/16860/agriculture-in-the-fertile-crescent-and-mesopotami/ "Agriculture in the Fertile Crescent and Mesopotamia - Timeline")O trigo emmer, a cevada, o grão-de-bico, as lentilhas e muitas outras culturas eram plantados, colhidos e enviados para os templos, onde as reservas alimentares eram armazenadas. A partir de cerca de 3400 a.C., os sacerdotes dos complexos de templos eram responsáveis pela distribuição de alimentos e pela monitorização cuidadosa dos excedentes destinados ao comércio.

### O Comércio e o [Império](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-99/imperio/)

As rotas comerciais expandiram-se até formarem viagens de longa distância em direção ao Reino de Sabá, no sul da Arábia, ao Egito e ao [Reino de Cuxe](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-16819/reino-de-cuxe/), em África. Com o tempo, este comércio estabeleceria as chamadas Rotas do Incenso, que floresceram entre os séculos VII/VI a.C. e o século II d.C. As Rotas do Incenso facilitaram o intercâmbio intercultural, uma vez que os mercadores transportavam inovações em vários ramos do conhecimento a par das suas mercadorias.

Por volta de 2300 a.C., já se produzia sabão, uma mistura de sebo e cinzas, encontrando-se em ampla utilização, dado que a higiene pessoal era valorizada em função do estatuto de cada um perante a sua comunidade e para honrar os deuses. A atenção prestada à própria pessoa em termos de higiene era enfatizada pelo facto de se acreditar que os seres humanos tinham sido criados como auxiliares dos deuses, devendo, por isso, apresentar-se dignamente no desempenho das suas funções.

[ ![A Map of the Ancient Fertile Crescent (From the Novel The Jericho River)](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/14791.jpg?v=1730554568-1715069223) Um Mapa do Antigo Crescente Fértil (Do Romance O Rio Jericó) David Tollen (CC BY-NC-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/14791/a-map-of-the-ancient-fertile-crescent-from-the-nov/ "A Map of the Ancient Fertile Crescent (From the Novel The Jericho River)")Tal como no Egito, o banho ritual e os cuidados pessoais eram especialmente importantes para o clero. Aqueles que serviam os deuses estavam sujeitos a um padrão ainda mais exigente, mas, mesmo para o trabalhador mais comum, a limpeza e a apresentação eram valores importantes. Os artefactos da região atestam-no, uma vez que foram encontrados espelhos, frascos de cosméticos, pentes, escovas de cabelo e escovas de dentes, bem como representações artísticas de banhos e inscrições que enfatizam a sua importância.

Os povos da região viviam em cidades-estado urbanas independentes até à ascensão do primeiro império multicultural do mundo: a Acádia. Entre 2334 e 2279 a.C., [Sargão de Acádia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-625/sargao-de-acadia/) (Sargão, o Grande) governou a Mesopotâmia, permitindo o desenvolvimento de grandes projetos arquitetónicos, obras de arte e literatura religiosa, tais como os hinos a [Inanna](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10035/inanna/) escritos pela filha de Sargão, Enheduana (cerca de 2300 a.C.), a primeira autora, de ambos os géneros, do mundo conhecida pelo nome.

Por volta de 2000 a.C., a [Babilónia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-53/babilonia/) controlava o Crescente Fértil, e a região testemunhou avanços no direito (o famoso [código de Hamurabi](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-19882/codigo-de-hamurabi/)), na literatura (*[A Epopeia de Gilgamesh](https://www.worldhistory.org/trans/pt/2-192/a-epopeia-de-gilgamesh/)*, entre outras obras), na religião (o desenvolvimento do [panteão](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11201/panteao/) de deuses babilónico), na ciência (medições astronómicas e desenvolvimentos tecnológicos) e na matemática.

Entre 1900 e 1400 a.C., o comércio com a [Europa](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-15614/europa/), o Egito, a Fenícia e o subcontinente indiano estava em pleno florescimento, resultando na difusão da literacia, da cultura e da religião para essas regiões. A deusa Nisaba, padroeira da escrita, dos grãos, da literacia e da sabedoria, tornou-se conhecida e adorada em regiões muito distantes da sua Suméria natal. A cerveja mesopotâmica era uma mercadoria valiosa no comércio, e muitas das divindades mesopotâmicas mais importantes viajaram para outras regiões ao longo das rotas comerciais.

### A Terra Prometida

Especula-se que terá sido por volta de 1900 a.C. ou de 1750 a.C. que o patriarca bíblico Abraão deixou a cidade natal de [Ur](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-128/ur/) rumo à «terra prometida» de [Canaã](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-162/canaa/), levando consigo os contos e as lendas dos deuses mesopotâmicos que, com o tempo, surgiriam, transformados, como narrativas bíblicas. Se não tiver sido de facto Abraão a difundir o mito e a lenda mesopotâmicos, terá sido certamente alguém como ele. É evidente que os paralelismos entre histórias como a de *Atrahasis* mesopotâmica e a do Dilúvio de Noé, e o *Mito de Adapa* e a história da Queda do Homem no Livro do Génesis, entre muitas outras, partilham semelhanças significativas.

[ ![Flood Tablet of the Epic of Gilgamesh](https://www.worldhistory.org/img/r/p/500x600/4821.jpg?v=1779124763) Tabuinha do Dilúvio da 'Epopeia de Gilgamesh' Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/4821/flood-tablet-of-the-epic-of-gilgamesh/ "Flood Tablet of the Epic of Gilgamesh")Antes de meados do século XIX, a Bíblia era considerada o livro mais antigo do mundo, e pensava-se que as histórias que continha eram obras originais escritas por [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) ou por inspiração divina. No entanto, após as escavações arqueológicas na região do Crescente Fértil e a descoberta da civilização suméria, tornou-se claro que as narrativas bíblicas derivavam de obras mesopotâmicas anteriores. A religião e a literatura mesopotâmicas, de facto, inspirariam e fundamentariam as de muitas outras culturas posteriores.

### Os Impérios em Mudança

Ao longo dos tempos, a região mudou de mãos muitas vezes; por volta de 912 a.C., os assírios controlavam o Crescente Fértil e desenvolveram o seu vasto império. O [Império Neoassírio](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11225/imperio-neoassirio/) foi governado por alguns dos reis mais conhecidos da antiguidade, incluindo Tiglate-Pileser III (reinou de 745-727 a.C.), [Sargão II](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-505/sargao-ii/) (reinou de 722-705 a.C.), Senaqueribe (reinou de 705-681 a.C.), [Assaradão](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-771/assaradao/) (reinou de 681-669 a.C.) e [Assurbanípal](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-506/assurbanipal/) (reinou de 668-627 a.C.). Assurbanípal valorizava imenso o conhecimento e ordenou que todas as obras literárias da região fossem copiadas e guardadas na cidade de [Nínive](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-294/ninive/), no edifício hoje conhecido como a [Biblioteca de Assurbanípal](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-21476/biblioteca-de-assurbanipal/).

Quando o Império Neoassírio caiu em 612 a.C., as forças invasoras deitaram fogo às bibliotecas das cidades, mas, como as obras estavam escritas em tábuas de argila, estas limitaram-se a cozer com mais força, o que evitou a sua destruição; os invasores, inadvertidamente, foram os responsáveis pela preservação da própria cultura que pretendiam destruir.

Por volta de 580 a.C., o Império Neobabilónico Caldeu, sob o comando de Nabucodonosor II (reinou de 605-562 a.C.), estava no poder, e a [Babilónia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-53/babilonia/) floresceu como a maior cidade da Terra. Supostamente, por esta altura, Nabucodonosor mandou criar os famosos Jardins Suspensos da Babilónia para a mulher, para lhe recordar a sua terra natal. Em 539 a.C., a Babilónia caiu perante [Ciro, o Grande](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-306/ciro-o-grande/) († 530 a.C.) após a Batalha de Ópis, e as terras passaram para o controlo do Império Aqueménida, também conhecido como o Primeiro Império Persa.

[Alexandre, o Grande](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-265/alexandre-o-grande/), invadiu a região em 334 a.C. e, depois dele, esta foi governada pelos partos, entre outros, até à chegada de Roma em 116 d.C. Após a efémera anexação e ocupação romana, a região foi conquistada pelos persas sassânidas (cerca de 224-226) e, finalmente, pelos muçulmanos árabes no século VII.

[ ![Achaemenid Lion Weight](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/4829.jpg?v=1776239171) Peso-Leão Aqueménida Osama Shukir Muhammed Amin (Copyright) ](https://www.worldhistory.org/image/4829/achaemenid-lion-weight/ "Achaemenid Lion Weight")Por esta altura, as conquistas significativas das primeiras cidades que cresceram junto aos rios Tigre e Eufrates já tinham sido há muito difundidas por todo o mundo antigo, mas as próprias cidades encontravam-se, na sua maioria, em ruínas devido à destruição causada pelas muitas conquistas militares na região, bem como por causas naturais como as alterações climáticas, terramotos e incêndios. A urbanização desenfreada e a sobreexploração da terra também resultaram no declínio e eventual abandono das cidades do Crescente Fértil.

A cidade de Éridu, considerada pelos primeiros mesopotâmios como a primeira cidade da Terra, construída e habitada pelos deuses, encontrava-se abandonada desde 600 a.C.; Uruque, a cidade de [Gilgamesh](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-781/gilgamesh/), desde cerca de 700 d.C.; e a Babilónia, a cidade conhecida pela sua alta cultura, escrita, direito, ciência e todo o tipo de conhecimento no mundo antigo, era já uma ruína deserta no século VII.

O nome da Babilónia ficaria para sempre ligado ao pecado e à corrupção pelos escribas hebreus posteriores que redigiram as narrativas bíblicas, mas, no seu tempo, era grandemente respeitada como um centro de conhecimento e de civilização.

### O Crescente Fértil na Atualidade

Em 2001, a *National Geographic News* noticiou que o Crescente Fértil estava a tornar-se rapidamente fértil apenas no nome, uma vez que, devido às alterações climáticas, à construção extensiva de barragens nos rios e a um programa massivo de obras de drenagem iniciado no sul do Iraque a partir da década de 1970, as férteis zonas pântanosas que outrora cobriam entre 15 000 e 20 000 km² (5800-7700 milhas quadradas) tinham encolhido para meros 1500 a 2000 km² (580-770 milhas quadradas).

À medida que os apelos de grupos ambientalistas e de agricultores regionais para travar os projetos de barragens e drenagem foram sendo ignorados pelos governos do Iraque, da Síria e da Turquia, a situação agravou-se de tal forma que, atualmente, a região que outrora foi um paraíso luxuriante e o berço da civilização consiste, em grande parte, em planícies secas e fustigadas de argila queimada pelo sol. As alterações climáticas, impulsionadas pelas emissões de combustíveis fósseis, apenas pioraram esta situação.

Mesmo após as ameaças contínuas e a longo prazo para o ambiente terem sido claramente expostas aos governos da região, não foram feitos esforços substanciais para preservar a terra ou reverter os danos. Tem sido observado por muitos académicos, historiadores, ambientalistas e escritores ao longo dos séculos que os seres humanos não conseguem aprender com o seu passado – seja individual ou coletivamente.

O filósofo George Santayana observou celebremente que «aqueles que não conseguem lembrar-se do passado estão condenados a repeti-lo», e este paradigma ecoa de forma tão verdadeira para o Crescente Fértil como para qualquer outra região do mundo na atualidade.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

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- [Black, J & Green, A. *Gods, Demons and Symbols of Ancient Mesopotamia.* University of Texas Press, 1992.](https://www.worldhistory.org/books/0292707940/)
- [BottÃ©ro, J. *Everyday Life in Ancient Mesopotamia.* Johns Hopkins University Press, 2001.](https://www.worldhistory.org/books/0801868645/)
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- [Kriwaczek, P. *Babylon: Mesopotamia and the Birth of Civilization.* St. Martin's Griffin, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/1250054168/)
- [Leick, G. *The A to Z of Mesopotamia.* Scarecrow Press, 2010.](https://www.worldhistory.org/books/0810875772/)
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## Sobre o Autor

Joshua J. Mark é cofundador e diretor de conteúdo da World History Encyclopedia. Anteriormente, foi professor no Marist College (NY), onde lecionou história, filosofia, literatura e redação. Viajou extensivamente e morou na Grécia e na Alemanha.
- [Linkedin Profile](https://www.linkedin.com/pub/joshua-j-mark/38/614/339)

## Histórico

- **9000 BCE**: Cultivation of wild cereals in the [Fertile Crescent](https://www.worldhistory.org/Fertile_Crescent/).
- **9000 BCE**: Wild sheep flocks are managed in the Zagros mountains.
- **7700 BCE**: First domesticated wheats in the [Fertile Crescent](https://www.worldhistory.org/Fertile_Crescent/).
- **c. 6500 BCE**: Cultivation of peas in the Eastern [Mediterranean](https://www.worldhistory.org/disambiguation/mediterranean/).
- **4300 BCE**: The rise of the [cities](https://www.worldhistory.org/city/) by the Tigris and Euphrates Rivers.
- **3500 BCE**: Image of the breed of dog, the Saluki, appears on ceramics as household pet.
- **2334 BCE - 2279 BCE**: [Sargon of Akkad](https://www.worldhistory.org/Sargon_of_Akkad/) (the Great) reigns over [Mesopotamia](https://www.worldhistory.org/Mesopotamia/) and creates the world's first [empire](https://www.worldhistory.org/empire/).
- **c. 2300 BCE**: Wide spread production and use of soap.
- **2000 BCE**: Domesticated horses introduced in [Mesopotamia](https://www.worldhistory.org/Mesopotamia/).
- **c. 2000 BCE**: [Babylon](https://www.worldhistory.org/babylon/) controls [Fertile Crescent](https://www.worldhistory.org/Fertile_Crescent/).
- **c. 1900 BCE**: [Ashur](https://www.worldhistory.org/ashur/), future capital of the Assyrian [Empire](https://www.worldhistory.org/empire/), is founded.
- **c. 1900 BCE - c. 1400 BCE**: [Trade](https://www.worldhistory.org/disambiguation/trade/) flourishes between [Mesopotamia](https://www.worldhistory.org/Mesopotamia/) and other regions.
- **1894 BCE**: [Amorite](https://www.worldhistory.org/amorite/) dynasty established in [Babylon](https://www.worldhistory.org/babylon/).
- **1795 BCE - 1750 BCE**: Reign of [Hammurabi](https://www.worldhistory.org/hammurabi/), king of [Babylon](https://www.worldhistory.org/babylon/).
- **1787 BCE**: [Hammurabi](https://www.worldhistory.org/hammurabi/) of [Babylon](https://www.worldhistory.org/babylon/) conquers [Uruk](https://www.worldhistory.org/uruk/) and Isin.
- **c. 1772 BCE**: The [Code of Hammurabi](https://www.worldhistory.org/Code_of_Hammurabi/): One of the earliest codes of [law](https://www.worldhistory.org/disambiguation/law/) in the world.
- **c. 1760 BCE - c. 1757 BCE**: [Hammurabi](https://www.worldhistory.org/hammurabi/) of [Babylon](https://www.worldhistory.org/babylon/) destroys the [city](https://www.worldhistory.org/city/) of [Mari](https://www.worldhistory.org/mari/). The people of Mari are spared according to Hammurabi.
- **1680 BCE**: [Hurrians](https://www.worldhistory.org/Hurrians/) occupy [Assyria](https://www.worldhistory.org/assyria/).
- **1595 BCE**: King Mursilis of the [Hittites](https://www.worldhistory.org/hittite/) sacks [Babylon](https://www.worldhistory.org/babylon/). Begin of Babylonian "dark ages."
- **1550 BCE**: The Hurrian kingdom of [Mitanni](https://www.worldhistory.org/Mitanni/) is founded.
- **1500 BCE**: The [Egyptian Empire](https://www.worldhistory.org/Egyptian_Empire/) extends to the Euphrates.
- **1472 BCE**: [Mittani](https://www.worldhistory.org/Mitanni/) annexes [Assyria](https://www.worldhistory.org/assyria/).
- **1400 BCE**: [Assyria](https://www.worldhistory.org/assyria/) regains its independence.
- **1350 BCE - 1250 BCE**: The [Hittite](https://www.worldhistory.org/hittite/) [Empire](https://www.worldhistory.org/empire/) is at its peak.
- **c. 1321 BCE**: Western [Mittani](https://www.worldhistory.org/Mitanni/) is conquered by the [Hittites](https://www.worldhistory.org/hittite/).
- **1285 BCE**: Peak of [Hittite](https://www.worldhistory.org/hittite/) power.
- **1220 BCE**: [Babylon](https://www.worldhistory.org/babylon/) is under Assyrian control.
- **1200 BCE**: Phrygians invade [Anatolia](https://www.worldhistory.org/Asia_Minor/) and destroy the [Hittite](https://www.worldhistory.org/hittite/) [Empire](https://www.worldhistory.org/empire/).
- **1080 BCE**: Aramaeans invade [Mesopotamia](https://www.worldhistory.org/Mesopotamia/).
- **1000 BCE**: Chaldeans occupy [Ur](https://www.worldhistory.org/ur/).
- **853 BCE**: Babylonian kings depend on Assyrian military support.
- **734 BCE**: [Babylon](https://www.worldhistory.org/babylon/) is captured by Chaldeans.
- **729 BCE**: [Babylon](https://www.worldhistory.org/babylon/) is occupied by Assyrians.
- **722 BCE - 705 BCE**: Peak of the Assyrian [Empire](https://www.worldhistory.org/empire/) under the reign of [Sargon II](https://www.worldhistory.org/Sargon_II/).
- **c. 600 BCE**: Assyrians control the [Fertile Crescent](https://www.worldhistory.org/Fertile_Crescent/).
- **c. 539 BCE**: [Cyrus the Great](https://www.worldhistory.org/Cyrus_the_Great/) conquers [Babylon](https://www.worldhistory.org/babylon/); the [Fertile Crescent](https://www.worldhistory.org/Fertile_Crescent/) is controlled by the [Achaemenid Empire](https://www.worldhistory.org/Achaemenid_Empire/) (The First [Persian Empire](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Persian_Empire/)).
- **334 BCE**: [Alexander the Great](https://www.worldhistory.org/Alexander_the_Great/) invades and conquers the [Fertile Crescent](https://www.worldhistory.org/Fertile_Crescent/).
- **116 CE**: Invasion and annexation of the [Fertile Crescent](https://www.worldhistory.org/Fertile_Crescent/) region by [Rome](https://www.worldhistory.org/Rome/) under [Trajan](https://www.worldhistory.org/trajan/).

## Perguntas & Respostas

### O que é o Crescente Fértil?
O Crescente Fértil é a região que abrange os atuais Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, Israel e o norte do Egito. 

### Quando é que a região começou a ser chamada de «Crescente Fértil»?
O termo «Crescente Fértil» foi cunhado pelo egiptólogo James Henry Breasted em 1916. 

### Pelo que é famoso o Crescente Fértil?
O Crescente Fértil é conhecido como o «berço da civilização» porque os povos da região inventaram inúmeros aspetos do mundo civilizado, incluindo a escrita, a roda, o tempo, a ciência, a medicina e o comércio.

### O Crescente Fértil ainda é fértil hoje em dia?
O Crescente Fértil já não é tão fértil como era na antiguidade, devido à exploração excessiva dos solos, aos projetos de construção de barragens e de drenagem e às alterações climáticas. 


## Links Externos

- [Just Add Water: a Modern Agricultural Revolution in the Fertile Crescent](https://earthobservatory.nasa.gov/features/HarranPlains)
- [Map: Fertile Cresent, 9000 to 4500 BCE](http://www.fsmitha.com/h1/map00-fc.html)
- [Ancient Mesopotamia Geography & Maps](https://mesopotamia.mrdonn.org/geography.html)
- [The University of Chicago/UChicago News/The Fertile Crescent, Explained by Tori Lee](https://news.uchicago.edu/explainer/fertile-crescent-explained)

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### APA
Mark, J. J. (2026, May 25). Crescente Fértil. (F. Oliveira, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/PT/1-17/crescente-fertil/>
### Chicago
Mark, Joshua J.. "Crescente Fértil." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, May 25, 2026. <https://www.worldhistory.org/trans/PT/1-17/crescente-fertil/>.
### MLA
Mark, Joshua J.. "Crescente Fértil." Traduzido por Filipa Oliveira. *World History Encyclopedia*, 25 May 2026, <https://www.worldhistory.org/trans/PT/1-17/crescente-fertil/>.

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Enviado por [Filipa Oliveira](https://www.worldhistory.org/user/filipaoliveira/ "User Page: Filipa Oliveira"), publicado em 25 May 2026. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

