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title: Palenque
author: Mark Cartwright
translator: Ricardo Albuquerque
source: https://www.worldhistory.org/trans/PT/1-12564/palenque/
format: machine-readable-alternate
license: Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike (https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/)
updated: 2023-05-08
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# Palenque

_Escrito por [Mark Cartwright](https://www.worldhistory.org/user/markzcartwright/)_
_Traduzido por [Ricardo Albuquerque](https://www.worldhistory.org/user/ricardorangelgo)_

Localizada nas colinas ao pé do altiplano do atual estado mexicano de Chiapas, Palenque foi uma importante cidade maia que floresceu aproximadamente entre 600 e 750. O nome Palenque deriva do espanhol e significa "lugar fortificado", mas o nome maia original, sabemos agora, era Lakamha. O povoado transformou-se num centro comercial terrestre devido à posição entre o planalto e as planícies costeiras, o que permitiu o controle de um grande território e a formação de alianças vantajosas com outras cidades poderosas, tais como [Tikal](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-11159/tikal/), Pomoná e Tortuguero. Palenque é considerada como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

A lista de reis de Palenque começa com K'uk' Bahlam I, que reinou de 431 a 435, mas o mais famoso deles foi Kinich Janaab Pacal I (significado Grande Escudo de Girassol), também conhecido como Pakal, o Grande, que reinou de 615 até sua morte em 683, aos 80 anos. Pakal criou uma dinastia que durou quatro gerações e levou a cidade a alcançar seu maior período de prosperidade. Os filhos de Pakal, K'an Bahlam II (r. 684-702 e também conhecido como Chan Bahlum) e K'an Joy Chitam II (r. 702-c. 720) e neto K'inich Ahkal Mo' Nahb III (r. 721-c. 736) levaram adiante o legado de Pakal e transformaram Palenque em uma das mais grandiosas cidades maias. Porém, em meados do século VIII, estouraram as hostilidades com Toniná e Palenque, assim como outras cidades contemporâneas do período Clássico Maia, foi abandonada por volta de 800 a.C..

### Traçado e Arquitetura

A cidade pode ser dividida em três diferentes períodos: Clássico Inicial, Médio e Tardio. A maioria dos prédios de grande porte em Palenque data do período médio, enquanto o Clássico Tardio viu a construção de fortificações terraceadas para a defesa contra os povos da Costa do Golfo. Construída em três diferentes níveis, a cidade acompanha os contornos do terreno local. Muitos dos templos em pedra calcária são construídos em colinas naturais. Com mais de 1.000 estruturas diferentes, foi uma das mais densamente povoadas cidades maias. Oito pequenos rios que desciam das montanhas circundantes atravessavam Palenque. O mais importante destes riachos era chamado Otulum, desviado para levar água diretamente ao palácio real e que, em alguns locais, abastecia um [aqueduto](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-518/aqueduto/) subterrâneo que suportava plataformas e passadiços.

Em muitos aspectos, a arquitetura local era inovadora. Pela primeira vez na Mesoamérica, apareciam telhados com mísulas, frequentemente em paralelo, o que trazia maior espaço interior e, através do muro central de suporte, melhorava a estabilidade estrutural. No topo da porção superior inclinada de muitos edifícios havia uma crista fasquiada. Outra característica arquitetônica própria era o uso de muros finos e entradas largas. Os edifícios usavam a pedra calcária macia com lintéis em madeira, além de cores brilhantes em vermelho, azul, verde, amarelo e branco, empregadas para decoração externa e em murais internos. Palenque é também famosa pela escultura decorativa em estuque e relevos baixos com entalhes apresentando alguns dos retratos mais naturalistas da arte maia. Dignos de nota também são os muitos palácios com grandes pátios, fontes ornamentais e piscinas artificiais que pontilhavam o entorno da cidade.

[ ![Palace, Palenque](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/3089.jpg?v=1748023325) Palácio, Palenque Alfred Diem (CC BY-NC-ND) ](https://www.worldhistory.org/image/3089/palace-palenque/ "Palace, Palenque")### O Palácio de Palenque

De modo singular para uma cidade maia, em Palenque o foco central encontrava-se numa residência real, não num templo. O palácio, provavelmente iniciado por Pakal e com grandes acréscimos, tais como a torre erguida por volta de 721, é uma das estruturas arquitetônicas mais complexas de qualquer sítio maia. O edifício, instalado numa alta plataforma de 10 metros de altura, é basicamente composto de salas dispostas em torno de pátios internos e galerias com tetos abobadados, medindo 91 x 73 metros. Talvez a mais impressionante característica seja a torre de quatro andares, única em sítios da Mesoamérica. A estrutura de 25 metros possui uma escadaria em torno das paredes interiores. O edifício como um todo era usado como uma residência real e corte judicial, mas também dispunha de acomodações para nobres, servos e pessoal militar. Outras características dignas de nota são um banho a vapor, composto por dois lavatórios construídos sobre uma corrente subterrânea, contendo vários relevos mostrando prisioneiros. O palácio era também ricamente decorado com estuque pintado em cores vivas retratando cenas de reis e nobres maias.

### O Templo das Inscrições

Instalado numa vertente e completado c. 682, a pirâmide possui nove níveis diferentes, correspondendo, sem dúvida, aos nove níveis do Mundo Subterrâneo Maia. Ao conduzir uma pesquisa arqueológica no topo da pirâmide em 1952, o arqueólogo mexicano Alberto Ruz ficou célebre ao descobrir que uma única placa perfurada no piso de uma câmara podia ser removida e debaixo havia um lance de escadas para acesso ao interior do edifício. Na base da escadaria circular, com 65 degraus, após Ruz retirar o entulho depositado ali deliberadamente e novamente nas profundezas do interior da pirâmide, havia uma câmara com telhado em mísula, e, do lado de fora, cinco ou seis esqueletos humanos, quase certamente vítimas sacrificiais. Claramente alguém importante havia sido sepultado ali. Dentro da cripta ricamente decorada havia nove estátuas de estuque nos muros inclinados e mais dois em jade, em pé diante do artefato mais extraordinário do aposento. Era um sarcófago encimado com uma longa placa de 3,8 metros, entalhada de forma magnífica e retratando um governante maia caindo nas garras do mundo subterrâneo maia, [Xibalba](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-13331/xibalba/). Quando finalmente abriu o sarcófago, Ruz descobriu os restos mortais cobertos de jade e cinabre do maior de todos os governantes de Palenque, o Rei Pakal, o Grande. Uma máscara mortuária elaborada num vívido mosaico de jade e uma grande quantidade de joias de estilo semelhante acompanhavam o rei em sua próxima vida. Foi uma das maiores descobertas da [arqueologia](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-421/arqueologia/) da Mesoamérica, finalmente comprovando que as grandes pirâmides maias não haviam sido construídas simplesmente como templos, mas também como tumbas para seus grandes líderes, exatamente como no antigo Egito.

[ ![Jade Death Mask of Kinich Janaab Pakal](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/3099.png?v=1776046519-1659532667) Máscara Mortuária de Jade de K'inich Janaab' Pakal Gary Todd (Public Domain) ](https://www.worldhistory.org/image/3099/jade-death-mask-of-kinich-janaab-pakal/ "Jade Death Mask of Kinich Janaab Pakal")Outras descobertas interessantes da tumba incluem inscrições nos muros, que relatam episódios do reino de Pakal (que originaram a denominação atual do templo), uma saída de ar estreita (psicoduto), que corre através da pirâmide para conectar a tumba ao mundo externo, e exatamente 13 seções de telhado em mísula conectando a tumba à câmara superior, correspondendo aos 13 níveis dos céus para os maias. Portanto, exatamente como retratado na placa do sarcófago, a pirâmide inteira era uma metáfora da descida de Pakal através dos nove níveis do submundo e subsequente ascensão para a Árvore do Mundo e os 13 níveis dos céus para finalmente atingir o status divino. Em termos arquitetônicos, uma característica singular da tumba são as traves mestras de pedra, sem dúvida porque o arquiteto sentiu que as traves de madeira não seriam fortes o suficiente para suportar a grande massa de alvenaria acima. Finalmente, o templo também é notável como o único exemplo conhecido de uma pirâmide maia construída antes da morte de seu ocupante.

[ ![Temple of the Sun, Palenque](https://www.worldhistory.org/img/r/p/750x750/3098.jpg?v=1748023270) Templo do Sol, Palenque Alejandro Linares Garcia (CC BY-SA) ](https://www.worldhistory.org/image/3098/temple-of-the-sun-palenque/ "Temple of the Sun, Palenque")### O Grupo da Cruz

Este é o conjunto de três templos - o Templo do Sol, da Cruz e da Cruz Foliada - construídos no final do século VII e dispostos em três lados de uma praça. Cada um deles encontra-se sobre uma plataforma elevada, acessada por uma série de degraus monumentais, e contém galerias paralelas com uma passagem em mísula em ângulos retos, criando uma grande câmara. Todos os três possuem enormes cristas nos telhados. As inscrições no interior dos santuários de cada uma das estruturas revelam que foram erguidas em honra a três deuses de Palenque (conhecidos somente como GI, GII e GIII) pelo rei K'an Bahlam (Jaguar Cobra) e inaugurados em 692. A coroação do rei é registrada em tabletes em todos os três templos, e ele próprio aparece aos seis anos e, novamente, quando subiu ao trono, aos 49 anos.

Os edifícios são ricos em imagens e simbolismo maias. O santuário interior do Templo do Sol possui uma máscara do sol em seu aspecto noturno, o [Deus](https://www.worldhistory.org/trans/pt/1-10299/deus/) Jaguar do Submundo. Os santuários dos outros dois edifícios contêm uma Árvore do Mundo encimada por um pássaro quetzal. Os maias chamavam estas estruturas de banhos de suor ou *pibnal*, locais de importância cerimonial, especialmente antes ou após o parto. Talvez, então, sejam símbolos do nascimento dos deuses e, em grupo, seu objetivo pode ter sido o de representar o mito de Criação dos maias. As esculturas e relevos, em geral, enfatizam o papel do rei como um guardião da fertilidade, milho e chuva, e também apresentam uma clara ligação ancestral entre a dinastia Pakal e os deuses.

#### Editorial Review

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## Bibliografia

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- [Coe, M.D. *The Maya.* Thames & Hudson, 2011.](https://www.worldhistory.org/books/0500289026/)
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- [Nichols et al. *The Oxford Handbook of Mesoamerican Archaeology.* Oxford University Press, 2012.](https://www.worldhistory.org/books/0195390938/)

## Sobre o Autor

Mark é Diretor Editorial da WHE, mestre em Filosofia Política pela Universidade de York. Investigador em tempo integral, é também escritor, historiador e editor. Os seus interesses particulares incluem arte, arquitetura e a descoberta das ideias partilhadas por todas as civilizações.

## Histórico

- **250 CE - 950 CE**: The Classic [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) Period which saw the height of the [Maya Civilization](https://www.worldhistory.org/Maya_Civilization/) in [cities](https://www.worldhistory.org/city/) such as [Chichen Itza](https://www.worldhistory.org/Chichen_Itza/), [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/), [Tikal](https://www.worldhistory.org/Tikal/), [Copan](https://www.worldhistory.org/Copan/) and [Uxmal](https://www.worldhistory.org/Uxmal/).
- **431 CE - 435 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king Kuk Bahlam I at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **435 CE - 487 CE**: Reign of the [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king known as 'Casper' at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **487 CE - 501 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king Butzaj Sak Chiik at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **501 CE - 524 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king Ahkal Mo Nahb I at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **529 CE - 565 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king Kan Joy Chitam I at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **565 CE - 570 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king Ahkal Mo Nahb II at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **572 CE - 583 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king Kan Bahlam I at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **583 CE - 604 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) queen Lady Yohl Iknal at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **605 CE - 612 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king Ajen Yohl Mat at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **612 CE - 615 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king Muwaan Mat at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **615 CE - 683 CE**: Reign of [Kinich Janaab Pacal](https://www.worldhistory.org/Kinich_Janaab_Pacal/) I or [Pakal the Great](https://www.worldhistory.org/Kinich_Janaab_Pacal/), king of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **c. 682 CE**: The [Temple](https://www.worldhistory.org/temple/) of the Inscriptions is completed at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/) and is to be used as the [tomb](https://www.worldhistory.org/tomb/) of [Pakal the Great](https://www.worldhistory.org/Kinich_Janaab_Pacal/).
- **684 CE - 702 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king Kinich Kan Bahlam I (Chan Bahlum) at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **692 CE**: The Group of the Cross temples at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/) are dedicated to various [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) gods.
- **702 CE - c. 720 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king Kinich Kan Joy Chitam II at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **c. 721 CE**: Construction of the tower and northern buildings of the [Palace](https://www.worldhistory.org/disambiguation/palace/) of [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **721 CE - c. 736 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king Kinich Ahkal Mo Nahb III at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **c. 742 CE**: Kinich Janaab Pakal II reigns as king of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **c. 751 CE**: Kinich Kan Bahlam III reigns as king of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **764 CE - c. 783 CE**: Reign of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) king Kinich Kuk Bahlam II at [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **799 CE**: Janaab Pakal III reigns as king of [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/).
- **c. 800 CE**: The [Maya](https://www.worldhistory.org/disambiguation/Maya/) [city](https://www.worldhistory.org/city/) of [Palenque](https://www.worldhistory.org/Palenque/) is abandoned.

## Links Externos

- [The hieroglyphic stairway at Palenque | British Museum](https://www.britishmuseum.org/collection/americas/hieroglyphic-stairway-palenque)

## Cite Este Artigo

### APA
Cartwright, M. (2023, May 08). Palenque. (R. Albuquerque, Tradutor). *World History Encyclopedia*. <https://www.worldhistory.org/trans/PT/1-12564/palenque/>
### Chicago
Cartwright, Mark. "Palenque." Traduzido por Ricardo Albuquerque. *World History Encyclopedia*, May 08, 2023. <https://www.worldhistory.org/trans/PT/1-12564/palenque/>.
### MLA
Cartwright, Mark. "Palenque." Traduzido por Ricardo Albuquerque. *World History Encyclopedia*, 08 May 2023, <https://www.worldhistory.org/trans/PT/1-12564/palenque/>.

## Licença & Direitos de Autor

Enviado por [Ricardo Albuquerque](https://www.worldhistory.org/user/ricardorangelgo/ "User Page: Ricardo Albuquerque"), publicado em 08 May 2023. Consulte a(s) fonte(s) original(ais) para informações sobre direitos de autor. Note que os conteúdos com ligação a partir desta página podem ter termos de licenciamento diferentes.

