No mundo antigo, os deuses eram frequentemente considerados responsáveis pela boa saúde das pessoas e fazer-lhes oferendas, recitar feitiços ou usar amuletos era uma forma comum de garantir que a doença se mantivesse afastada; no entanto, rapidamente surgiu todo um grupo de profissionais que acreditavam poder ajudar onde os deuses não conseguiam. As causas, os sintomas e os remédios foram todos analisados e testados, e até os filósofos se envolveram no processo, criando teorias sobre o que compunha exatamente o corpo humano e por que razão poderia ocorrer um desequilíbrio. Para além das doenças do dia a dia, os médicos tratavam ferimentos de guerra e realizavam cirurgias de grande porte, como a trepanação.
Nesta coletânea, analisamos as perspetivas sobre a saúde e a prática médica na Mesopotâmia, no Egito, na Grécia e em Roma. Abordamos também figuras-chave, como o deus grego da medicina, Asclépio, e médicos famosos como Hipócrates, cujo juramento ainda hoje é prestado por médicos em todo o mundo.
Os soldados feridos eram, na verdade, uma das melhores formas de um médico aprender a sua profissão e alargar o seu conhecimento sobre o corpo humano e o seu funcionamento interno. Provavelmente, havia também menos risco de o soldado causar problemas caso algo corresse mal, o que poderia acontecer com pacientes particulares.