O amor na Antiguidade, tal como hoje, manifestava-se em todo o tipo de relações, significados, conotações e expectativas. Havia representações na arte, na literatura e na religião do amor heterossexual, homossexual e bissexual, da loucura temporária e muitas vezes equivocada do desejo, do amor duradouro pela família, pelos amigos e pelos animais de estimação, e até mesmo do amor pelo conhecimento, pela música e pelo vinho. Em suma, tudo aquilo que hoje consideramos capazes de fazer no que diz respeito ao amor já foi experimentado, testado, exaltado e abusado por povos que viveram há milénios, desde a Acádia até Zakros.

Nesta coletânea analisamos as personificações gregas e romanas do amor e do desejo, as regras e convenções relativas ao sexo e ao casamento na Mesopotâmia e no Egito, e examinamos alguns exemplos literários sobre o tema, incluindo possivelmente o primeiro poema de amor do mundo e o primeiro romance romântico.

Deusa grega antiga do amor, da beleza, do desejo e de todos os aspetos da sexualidade, Afrodite conseguia seduzir tanto deuses como homens para casos ilícitos com a sua beleza e palavras doces sussurradas. Nascida perto de Chipre a partir dos órgãos genitais decepados do deus do céu Urano, Afrodite tinha um significado muito mais vasto do que a visão tradicional de mera deusa do amor e do sexo.