Nos primórdios do Antigo Egito, o país era governado por reis, e só a partir do período do Império Novo (cerca de 1570 - cerca de 1069 a.C.) é que surgiu o título de «faraó». Considerado um deus na Terra e o governante supremo do seu povo, um faraó era um dos governantes mais poderosos de qualquer civilização antiga. Responsável por tudo, desde a religião até aos projetos de construção, alguns dos nomes mais famosos da história, como Ramsés II e Tutankhamon, deixaram-nos enormes pirâmides, estátuas de pedra colossais e caixões dourados para admirarmos. No entanto, a um grande poder corresponde uma grande responsabilidade, e esperava-se que o faraó governasse com sabedoria e justiça, preservando a harmonia, ou ma’at, no seu reino. Nesta coleção, apresentamos algumas das histórias, monumentos e obras de arte relacionadas com os faraós, incluindo a mais famosa e a primeira governante feminina do Egito, Hatshepsut.
O faraó presidia a cerimónias religiosas, escolhia os locais dos templos e decretava quais os trabalhos a realizar (embora não pudesse escolher os sacerdotes e muito raramente participasse na conceção de um templo). Como «Senhor das Duas Terras», o faraó elaborava as leis, era proprietário de todas as terras do Egito, cobrava impostos e travava guerras ou defendia o país contra agressões.