Desde sempre que certos materiais gozam de estatuto precioso — caso do ouro, famoso pelo seu brilho, pela sua imutabilidade e pela facilidade com que se trabalha. Contudo, diversas civilizações da antiguidade votavam uma paixão singular a elementos bem mais singulares. Os romanos rendiam-se à púrpura de Tiro, os Incas colocavam os tecidos finos no topo de todas as preferências e, no caso da China, o jade revestia-se de um caráter extraordinário, chegando mesmo a simbolizar a imortalidade. Esta coleção convida a explorar estes tesouros, descobrindo o porquê da sua veneração ancestral e a mestria com que os artífices lhes davam forma.
Tal era o valor atribuído aos têxteis finos que os Incas exigiam frequentemente a sua produção como tributo ou imposto aos povos conquistados. Para cumprir este propósito, eram distribuídas anualmente quotas de lã ou algodão pelas comunidades de tecedores sob o seu domínio, assegurando assim a entrega de um volume pré-determinado de têxteis.