O Novo Império do Egito (cerca de 1570–1069 a.C.) marcou o auge do poder político, da expansão territorial e da ambição imperial do Egito antigo. Surgido após a expulsão dos hicsos e a reunificação do Egito sob Amósis I (reinou cerca de 1550–1525 a.C.), o Novo Império transformou o Egito de um reino baseado no Nilo num estado imperial militarizado. A autoridade egípcia estendeu-se profundamente pela Núbia e por partes do Levante, apoiada por um exército profissional, administração centralizada, guarnições, diplomacia e pela extração de tributos, mão de obra e recursos de territórios sujeitos ou dependentes.
Esta era produziu alguns dos governantes mais influentes do Egito, cada um moldando o estado de formas distintas. Hatshepsut (reinou cerca de 1479–1458 a.C.) enfatizou o comércio, a diplomacia e a construção monumental, enquanto Tutmés III (reinou cerca de 1479–1425 a.C.) consolidou o império do Egito através de campanhas repetidas no Levante. No século XIV a.C., Aquenáton (reinou cerca de 1353–1336 a.C.) perturbou as estruturas de poder tradicionais através de uma reforma religiosa radical, antes da restauração operada pelos seus sucessores, incluindo Tutankhamun (reinou cerca de 1332–1323 a.C.). O longo reinado de Ramessés II (reinou cerca de. 1279–1213 a.C.) simbolizou a confiança imperial, a ostentação militar, a diplomacia e a propaganda monumental. No entanto, por volta do final do século XI a.C., o faionalismo interno, a tensão económica e a pressão exercida por grupos líbios e pelos Povos do Mar enfraqueceram a autoridade central, conduzindo à fragmentação e ao fim da era imperial do Egito.