A Expedição de Lewis e Clark (1804-1806) foi uma expedição militar de exploração dos Estados Unidos, liderada por Meriwether Lewis e William Clark, cujo objetivo era explorar as terras ocidentais recém-adquiridas que compunham a Compra da Louisiana e chegar ao Oceano Pacífico. A viagem, que percorreu cerca de 13 000 km (8 000 milhas), constituiu um passo importante para a expansão para oeste dos Estados Unidos.
Lewis, Clark e os seus homens — conhecidos como o Corpo de Descoberta (Corps of Discovery) — iniciaram a sua viagem a 14 de maio de 1804. Subiram o rio Missouri, atravessaram as Montanhas Rochosas e desceram o rio Columbia até ao Oceano Pacífico. Depois de passar o inverno de 1805-06 no que é hoje o Oregon, a expedição iniciou a viagem de regresso, chegando a St. Louis a 23 de setembro de 1806, dois anos e quatro meses após ter partido. A expedição conseguiu explorar as terras ocidentais recém-adquiridas e dar aos Estados Unidos uma base mais sólida para reivindicar a região do Oregon. Elaboraram cerca de 140 mapas detalhados, demarcando cadeias montanhosas, rios e planícies significativas. A expedição também identificou 178 tipos de plantas e 122 espécies e subespécies animais até então desconhecidas pelos euro-americanos.
Além disso, oCorpo de Descoberta encontrou mais de duas dúzias de nações nativas americanas, algumas das quais nunca tinham contactado com pessoas brancas antes. A maioria das nações revelou-se hospitaleira, tendo algumas prestado uma ajuda inestimável, sem a qual a expedição provavelmente nunca teria sido bem-sucedida. Sacagawea, uma adolescente da tribo Shoshone que se tinha juntado à expedição com o marido, atuou como intérprete entre os exploradores e os povos indígenas que encontraram, sendo que a sua presença ajudou a tranquilizar os nativos americanos de que a expedição não representava uma ameaça. Lewis e Clark aprenderam muito sobre as línguas e os costumes dos nativos americanos que conheceram, trazendo consigo muitos artefactos.
O presidente Thomas Jefferson há muito que se sentia fascinado pelo Oeste americano. Embora ele próprio nunca tivesse viajado para mais a oeste do que as Montanhas Blue Ridge, sempre imaginou esta região como uma terra de vastas áreas selvagens e indomadas, onde a liberdade e o republicanismo poderiam prosperar, apesar da corrupção no Leste em processo de urbanização. Tal como muitos americanos antes e depois dele, Jefferson acreditava que os Estados Unidos estavam destinados a expandir-se para oeste, para forjar o chamado «império da liberdade» que um dia abrangeria a totalidade do continente. Quando a Guerra da Independência Americana foi vencida em 1783, Jefferson já tentava persuadir o famoso herói de guerra George Rogers Clark a liderar uma expedição ao Oeste financiada por fundos privados. Embora Clark tenha recusado, Jefferson nunca desistiu do seu sonho de uma expedição para oeste.
Após a sua eleição para a presidência em 1801, Jefferson teve finalmente a oportunidade de concretizar esta ambição. Em 1802, já tinha começado a planear a aventura e nomeou o seu secretário particular, Meriwether Lewis, para a liderar. Lewis era um virginiano de 28 anos, que tinha servido na milícia durante a repressão à Rebelião do Uísque de 1794. Estava tão entusiasmado quanto Jefferson com o Oeste e, embora Lewis não tivesse grande formação académica, Jefferson estava confiante nas suas capacidades, escrevendo que «o capitão Lewis é corajoso, prudente, habituado à floresta e familiarizado com os costumes e tradições dos índios» (Wood, pág. 377). Para melhor preparar o jovem para a liderança, Jefferson enviou Lewis para Filadélfia para estudar astronomia, medicina, cartografia, etnologia, botânica, navegação lunar e outras disciplinas relevantes, sob a orientação de alguns dos mais renomados especialistas científicos do país. Enquanto esteve na Pensilvânia, Lewis comprou um cão da raça Terra Nova chamado Seaman, que se tornaria o seu companheiro constante durante a expedição.
Inicialmente, Jefferson apresentou a expedição como um empreendimento meramente científico, para evitar despertar as suspeitas da França, da Espanha e da Grã-Bretanha, que controlavam as terras ocidentais que o presidente esperava explorar. Isto viria a mudar após a Compra da Louisiana, em 1803, quando a França vendeu a totalidade do Território da Louisiana — cerca de 2 145 000 km² (828 000 milhas²) — aos Estados Unidos. Agora, Jefferson podia ser mais aberto quanto às suas intenções exploratórias, instruindo Lewis a registar em pormenor e a cartografar o máximo possível das terras ocidentais recém-adquiridas, bem como a estabelecer uma rota viável de viagem através do continente. Ainda assim, o presidente esperava que a expedição pudesse continuar através do Território da Louisiana até ao Noroeste do Pacífico, estabelecendo assim uma presença americana na região antes que as nações europeias pudessem colonizá-la a sério. Jefferson também esperava que conseguissem encontrar a lendária Passagem do Noroeste, que se supunha atravessar o continente e ligar-se ao Pacífico. A expedição continuava a ter objetivos científicos e antropológicos, é claro, mas o objetivo de reivindicar todo o noroeste era, acima de tudo, a prioridade.
Nos meses que antecederam a expedição, Lewis decidiu que precisava de um co-comandante, alguém com mais experiência em liderança militar. Em julho de 1803, convidou William Clark, um veterano do exército de 33 anos e irmão mais novo de George Rogers Clark, para partilhar o comando. O secretário da Guerra dos EUA recusou o pedido de Lewis para promover Clark ao posto de capitão e, em vez disso, nomeou-o tenente, uma vez que o conceito de liderança conjunta violava os princípios do exército relativos à cadeia de comando. Lewis, no entanto, tratou Clark como seu igual durante a expedição e referia-se sempre a ele como «capitão» para manter a sua patente inferior em segredo perante os homens. Esta revelou-se uma decisão prudente. Como o historiador Gordon Wood descreve o seu comando conjunto:
Lewis e Clark parecem nunca ter discutido e raramente discordavam um do outro. Complementavam-se na perfeição. Clark tinha sido comandante de companhia e explorado o Mississippi. Sabia lidar com os soldados alistados e era melhor topógrafo, cartógrafo e barqueiro do que Lewis. Enquanto Lewis tendia a ser temperamental e, por vezes, a afastar-se sozinho, Clark era sempre firme, constante e de confiança. O melhor de tudo é que os dois capitães eram escritores: escreviam continuamente, descrevendo, numa prosa muitas vezes vívida e incisiva, grande parte do que encontravam — plantas, animais, pessoas, clima, geografia e experiências invulgares.
(pág. 378)
Assim, com Clark a bordo, Lewis dirigiu-se ao arsenal federal em Harper’s Ferry, na Virgínia, para adquirir armas, enquanto Clark se deslocou ao Kentucky para recrutar homens para a expedição, que passava agora a ser designada por «Corpo de Descoberta». Em dezembro, o Corpo era composto por 45 homens, incluindo oficiais, soldados rasos, voluntários civis e York, um homem afro-americano escravizado propriedade de Clark. O Corpo de Descoberta estabeleceu o Acampamento Dubois na foz do rio Missouri, a 29 km (18 milhas) de St. Louis, onde passaram o inverno a reunir provisões e a treinar.
A 14 de maio de 1804, Clark e 30 membros do Corpo de Descoberta partiram do Acampamento Dubois, subindo o rio Missouri em duas pirogas e num barco de quilha de um único mastro, com 17 m (55 pés), projetado pelo próprio Lewis. Juntaram-se a Lewis e aos outros homens perto de St. Charles, no Missouri, antes de continuarem rio acima. Avançaram a bom ritmo, percorrendo 16 a 32 km (10 a 20 milhas) por dia, empurrando o barco com varas e remando contra a corrente. Em julho, chegaram à foz do rio Platte, perto da atual Omaha, no Nebraska, onde montaram acampamento num local chamado Council Bluff. Foi aqui, a 3 de agosto, que o Corpo de Descoberta teve o seu primeiro contacto com os nativos americanos, quando receberam a visita de um pequeno grupo de índios Oto e Missouri. Lewis saudou-os com presentes, dizendo-lhes que se encontravam agora em território dos EUA e que o seu novo pai, «o grande Chefe, o Presidente», era agora «o único amigo a quem podem recorrer em busca de proteção, ou a quem podem pedir favores… ele cuidará de vos servir e não vos enganará» (Wood, pág. 379).
Três semanas depois, o Corpo de Descoberta chegou à atual Sioux City, no Iowa, onde o sargento Charles Floyd, de 22 anos, adoeceu e morreu de apendicite. Floyd foi sepultado junto ao penhasco que agora leva o seu nome; seria o único membro da expedição a falecer durante toda a viagem. No final de agosto, a expedição entrou nas Grandes Planícies, onde encontrou imensas manadas de bisontes (Bison bison) que chegavam a milhares, bem como espécies animais até então desconhecidas dos europeus, incluindo cães-da-pradaria (Cynomys), ursos-pardos (Ursus arctos) e antílopes-de-chifres-forcados (Antilocapra americana). Perto do atual Dakota do Sul, a Expedição deparou-se com bandos hostis de Lakota Sioux, que suspeitavam das suas intenções e se recusaram a deixá-los passar. Isto quase resultou em violência, mas a situação foi acalmada por Lewis, que distribuiu tabaco aos guerreiros Sioux e, assim, os convenceu a deixar a expedição passar.
A 26 de outubro de 1804, a expedição chegou às cinco aldeias dos índios Mandan, perto da atual Bismarck, na Dakota do Norte, a cerca de 2 575 km (1 600 milhas) do Acampamento Dubois. Lewis e Clark decidiram passar o inverno ali e construíram o Forte Mandan, cercado por uma paliçada, um pouco a jusante das aldeias nativas. Durante os cinco meses seguintes, o Corpo de Descoberta permaneceu ali, dedicando-se ao comércio e ao estabelecimento de relações com os índios Mandan e Hidatsa. Nesse período, juntou-se à expedição um caçador franco-canadiano, Toussaint Charbonneau, que aceitou desempenhar as funções de intérprete. Também se juntou à expedição a mullher adolescente de Charbonneau, Sacagawea, da tribo Shoshone. Sacagawea tinha sido raptada da sua aldeia pelos Hidatsa e vendida a Charbonneau, que posteriormente se casou com ela. Quando conheceu Lewis e Clark, estava grávida de vários meses e, em fevereiro de 1805, deu à luz um menino chamado Jean Baptiste. Lewis e Clark acreditavam que a presença de Sacagawea e do seu bebé poderia ajudar a convencer quaisquer nativos americanos que encontrassem de que a expedição vinha em paz.
A 7 de abril de 1805, o Corpo de Descoberta levantou acampamento. Um pequeno grupo foi enviado de volta a St. Louis no barco de quilha com cartas, mapas e caixas de materiais para entregar a Jefferson, incluindo pegas vivas e um cão-da-pradaria. O resto da expedição continuou para oeste, subindo o rio Missouri nas duas pirogas e nas seis canoas escavadas. Lewis descreveu a cena no seu diário:
Esta pequena frota, embora não fosse tão imponente como as de Colombo ou do Capitão Cook, era ainda assim vista por nós com tanto prazer quanto aqueles aventureiros merecidamente famosos alguma vez contemplaram as suas; e atrevo-me a dizer que com tanta ansiedade pela sua segurança e preservação.
(citado em Wood, pág. 379)
Os capitães foram auxiliados pelos conhecimentos geográficos que lhes foram transmitidos pelos índios Mandan e Hidatsa, o que facilitou a sua travessia pelo que hoje é a Dakota do Norte e o Montana. A 2 de junho, a expedição chegou a uma bifurcação no rio; depois de enviar grupos de reconhecimento por ambos os braços, os capitães optaram pelo braço sul. Vários dias depois, depararam-se com as Grandes Cataratas do rio Missouri, uma série de cascatas que Lewis descreveu como «a vista mais grandiosa que alguma vez contemplei». O Corpo de Descoberta teve de transportar os barcos por terra ao longo de 29 km (18 milhas) para contornar as cataratas, o que demorou três semanas devido ao terreno traiçoeiro, às frequentes tempestades de granizo e à abundância de ursos pardos. Concluíram o transporte a pé no dia 4 de julho e celebraram o Dia da Independência bebendo o que restava do seu álcool.
No final de julho, a expedição chegou a Three Forks, no rio Missouri, onde Sacagawea reconheceu a rocha Beaverhead, da sua infância. Ela informou os capitães de que estavam perto da terra do seu povo, os Shoshones. Ansioso por encontrar os Shoshones para trocar por cavalos, Lewis avançou em reconhecimento com três homens. A 12 de agosto, subiu ao cume da Passagem de Lemhi, na Divisória Continental, esperando ver planícies atravessadas por um rio que corria para oeste. Em vez disso, deparou-se com a visão de uma extensão aparentemente interminável de montanhas: as Montanhas Rochosas. Embora Lewis tenha ficado inicialmente desanimado, a sorte da expedição mudou em meados de agosto, quando encontraram um grupo de Shoshones liderado pelo irmão de Sacagawea, o chefe Cameahwait. Cameahwait deu as boas-vindas à expedição, que montou acampamento perto da aldeia dos Shoshones e o batizou de «Camp Fortunate».
Os Shoshones deram à expedição os cavalos de que precisavam e disponibilizaram-lhes um guia chamado Old Toby, que conhecia bem as montanhas e já as tinha atravessado anteriormente. Seguindo a orientação de Old Toby, o Corpo de Descoberta atravessou a Passagem de Lemhi e entrou nas Bitterroots, uma cordilheira das Montanhas Rochosas. Esta revelou-se a experiência mais angustiante da expedição. O trilho era íngreme e traiçoeiro, e as temperaturas caíam frequentemente abaixo de zero. Os mantimentos começaram a escassear, obrigando os homens a beber água da neve derretida e a comer os seus cavalos. «Nunca na minha vida me senti tão molhado e com tanto frio em todo o corpo», escreveu Clark, «na verdade, cheguei a temer que os meus pés congelassem nos mocassins finos que usava» (Britannica). Após onze dias penosos, o Corpo de Descoberta saiu finalmente das montanhas Bitterroot, chegando à planície de Weippe, território dos Nez Perce.
Os capitães conseguiram estabelecer relações amigáveis com os Nez Perce e garantiram a sua ajuda na construção de cinco canoas escavadas em pinheiros. Com a ajuda de dois guias Nez Perce, a expedição desceu os rios Clearwater e Snake, chegando ao rio Columbia a 16 de outubro. Embora tenham enfrentado corredeiras violentas, o ânimo permaneceu elevado, pois sabiam que o Columbia desaguava no Pacífico. Finalmente, a 7 de novembro de 1805, avistaram o Oceano Pacífico, tendo um aliviado Clark registado no seu diário: «Oceano à vista! Ó! Que alegria!... O oceano a 4 142 milhas da foz do rio Missouri.» (Wood, pág. 380). O avanço foi atrasado por tempestades e, após uma votação democrática — na qual até Sacagawea e York tiveram uma palavra a dizer —, o Corpo de Descoberta decidiu fazer uma paragem para passar o inverno. Passaram um inverno miseravelmente frio em Fort Clatsop, perto da atual Astoria, no Oregon.
A 23 de março de 1806, Lewis e Clark ofereceram o forte ao chefe dos índios Clatsop e iniciaram a sua viagem de regresso a casa. Passaram um mês entre o povo Nez Perce, enquanto aguardavam que a neve derretesse antes de regressarem através das montanhas Bitterroot pela Trilha de Lolo. Quando saíram das montanhas no final de junho, a expedição dividiu-se: Lewis liderou um grupo para norte, para explorar o rio Marias e descobrir se este desaguava no Canadá, enquanto Clark liderou o segundo grupo para sul, ao longo do rio Yellowstone. A 26 de julho, o grupo de Lewis encontrou oito índios Blackfoot. Lewis ofereceu-se para acampar com eles, mas na manhã seguinte ocorreu um conflito quando os nativos foram apanhados a tentar roubar cavalos e armas. Após um breve confronto, os homens de Lewis dispararam e mataram dois dos Blackfeet, o único episódio de violência durante a expedição. Os exploradores cavalgaram então sem parar durante 24 horas para escapar a represálias. Entretanto, o grupo de Clark continuou a viagem sem incidentes. Clark gravou o seu nome e a data numa formação de arenito a que deu o nome de «Pompey’s Pillar», em homenagem ao filho de Sacagawea, a quem Clark tinha dado a alcunha de «Pomp».
A 12 de agosto, Lewis e Clark reuniram-se na foz do rio Yellowstone. A partir daí, viajaram de volta pelo rio Missouri, percorrendo 112 km (70 milhas) por dia, e regressaram às aldeias dos Mandan a 14 de agosto. A expedição permaneceu ali durante dois dias, enquanto os capitães negociavam com os chefes dos Mandan e dos Hidatsa. Quando chegou a hora de partir, o Corpo de Descoberta despediu-se de Charbonneau, Sacagawea e do pequeno Jean Baptiste, que ficaram para trás. O Corpo de Descoberta continuou a descer rapidamente o rio Missouri antes de chegar finalmente a St. Louis a 23 de setembro de 1806. Após dois anos e quatro meses, o Corpo de Descoberta tinha concluído a sua viagem, pondo fim ao que é frequentemente considerado a exploração terrestre mais significativa da história dos EUA.
A Expedição de Lewis e Clark foi, sem dúvida, um grande sucesso. Embora não tivesse descoberto a Passagem do Noroeste, tinha alcançado o seu principal objetivo de explorar e cartografar as terras entre o rio Mississippi e o Oceano Pacífico, e a presença de exploradores americanos conferiu aos Estados Unidos uma reivindicação mais forte sobre o Território do Oregon. A expedição trouxe consigo cerca de 140 mapas detalhados e muitos registos e amostras de recursos naturais, bem como espécimes botânicos até então desconhecidos dos euro-americanos; ao longo da expedição, Lewis e Clark identificaram 178 novas plantas e 122 espécies e subespécies animais. Além disso, a sua expedição abriu caminho para um maior povoamento do Território da Louisiana e facilitou o comércio de peles no Noroeste do Pacífico. Inspiradas pelo sucesso de Lewis e Clark, foram encomendadas várias outras expedições para oeste, tais como as expedições de Zebulon Pike ao que é hoje o Colorado e o Novo México.
Pelas suas realizações, Lewis e Clark receberam, cada um, o dobro do salário e 1 600 acres de terra. Em 1807, Lewis foi nomeado governador do Território da Louisiana. Teve sucesso na promulgação das primeiras leis territoriais e fez o seu melhor para respeitar os tratados com os nativos americanos, mas foi criticado pela forma como lidou com as reivindicações de terras e pela sua correspondência esporádica com os seus superiores. Lewis sofria há muito de depressão e, durante este período, o seu abuso de álcool só se agravou. A 11 de outubro de 1809, enquanto viajava de St. Louis para Washington, D.C., Lewis morreu devido a ferimentos de bala na cabeça e no peito; os estudiosos ainda debatem se ele se suicidou ou foi assassinado. Entretanto, Clark foi nomeado agente federal para os índios e mais tarde tornou-se governador do Território do Missouri. Quando Sacagawea faleceu devido a uma doença em 1812, ele tornou-se o tutor legal de Jean Baptiste. Em 1814, os diários de Lewis e Clark foram publicados por Nicholas Biddle na sua obra History of the Expedition Under the Commands of Captains Lewis and Clark (História da Expedição sob o Comando dos Capitães Lewis e Clark). No entanto, o relato de Biddle omitiu muitas das descobertas científicas da expedição, o que significa que Lewis e Clark não receberam o devido reconhecimento por muitas das suas descobertas na natureza.