A Guerra do Rei Filipe (também conhecida como Guerra de Metacom, 1675-1678) foi um conflito na Nova Inglaterra entre uma coligação de tribos nativas americanas, organizadas sob o comando de Metacom (também conhecido como Rei Filipe, cerca de 1638-1676), chefe da Confederação Wampanoag, e os imigrantes ingleses que tinham colonizado as terras dos nativos americanos.
Metacom (também conhecido como Metacomet) era filho de Massasoit (cerca de 1581-1661), que, em 1621, prestara uma ajuda indispensável aos colonos fundadores ingleses da Colónia de Plymouth. Massasoit e o primeiro governador, John Carver (1584-1621), assinaram o Tratado de Paz entre os Peregrinos e os Wampanoag em março de 1621, prometendo ajuda e defesa mútuas, e este tratado foi honrado por ambas as partes até depois da morte de Massasoit.
O sucesso da Colónia de Plymouth incentivou uma maior colonização inglesa e, em 1630, John Winthrop (cerca de 1588-1649) chegou com 700 colonos em quatro navios para fundar a Colónia da Baía de Massachusetts. A Baía de Massachusetts expandiu as aquisições de terras coloniais aos nativos, além de incentivar uma maior colonização por parte de exilados que se opunham ao regime puritano dos magistrados de Boston. Estas colónias satélite ampliaram ainda mais as propriedades inglesas e, com cada acre que os ingleses reivindicavam, mais terras ancestrais dos nativos eram perdidas.
Massasoit foi sucedido pelo seu filho Wamsutta (cerca de 1634-1662), que mantinha boas relações com os colonos e, tal como o seu irmão Metacom, tinha recebido um nome inglês, Alexander Pokanoket, a pedido dele próprio e do seu pai. Em 1662, Wamsutta foi convocado às colónias por Josiah Winslow (cerca de 1628-1680), então vice-governador da Colónia de Plymouth, para responder a acusações relativas a transações fundiárias injustas. Wamsutta morreu pouco depois de regressar à sua aldeia, e Metacom, que o sucedeu, alegou que ele tinha sido envenenado. A alegação de Metacom era muito provavelmente verdadeira, uma vez que Winslow não tinha qualquer consideração pelos nativos e os considerava obstáculos à total colonização inglesa.
Metacom continuou a negociar com os ingleses para manter as terras tribais, mas, consuante, mais acordos eram quebrados e mais promessas não cumpridas, lançou uma ofensiva total para repelir os ingleses, que ficou conhecida como a Guerra do Rei Filipe. Metacom foi morto em 1676, mas as tribos continuaram a lutar até 1678, ano em que foram derrotadas. Muitos dos nativos foram então vendidos como escravos ou confinados a reservas, enquanto outros abandonaram a região voluntariamente. As políticas inglesas relativas à Guerra do Rei Filipe foram moldadas pelos conflitos entre anglo-saxões e nativos que a precederam e viriam a influenciar as políticas dos governos coloniais e, mais tarde, a política do governo dos EUA em relação aos nativos americanos.
A Colónia de Plymouth foi fundada em novembro de 1620 e perdeu metade da sua população devido a doenças e desnutrição na primavera de 1621. Desde a sua chegada até março de 1621, tinham sido observados pelas tribos da Confederação Wampanoag. Os europeus já vinham chegando à região há mais de 20 anos e, em 1614, o capitão inglês Hunt tinha raptado vários nativos para vendê-los como escravos. Hunt não tinha sido o primeiro a fazê-lo, nem o primeiro a desrespeitar as terras e a cultura dos nativos americanos. A chegada dos europeus também trouxe doenças, que mataram um número significativo de nativos que não possuíam imunidade natural contra elas.
O primeiro impulso de Massasoit, portanto, foi invocar os Poderes Superiores da terra para afugentar ou destruir os imigrantes, mas quando pareceu que as suas preces não seriam atendidas, optou por um caminho diferente. A Confederação Wampanoag tinha sido a força política e militar mais poderosa da região antes de ser reduzida a um estatuto de tributária devido à perda de populações por causa das doenças. Os Wampanoag pagavam agora tributo aos Narragansett, enquanto, anteriormente, a situação tinha sido o contrário. Massasoit viu na sobrevivência dos ingleses um sinal de que deveria aliar-se a eles e restaurar a si próprio e à sua tribo à sua antiga posição de poder.
Em março de 1621, enviou Samoset (cerca de 1590-1653), um prisioneiro abenaki que falava inglês, à colónia para averiguar se estes estavam interessados em relações pacíficas. Samoset trouxe boas notícias e, assim, Massasoit enviou então Squanto (também conhecido como Tisquantum, cerca de 1585-1622) e, por fim, chegou ele próprio com os seus guerreiros. A 22 de março de 1621, Massasoit e John Carver assinaram o chamado Tratado de Paz entre os Peregrinos e os Wampanoag, comprometendo-se a prestar ajuda e defesa mútuas, e Massasoit atribuiu a Squanto a tarefa de ensinar os colonos a sobreviver. Mais tarde, enviou o seu conselheiro de confiança, Hobbamock (falecido por volta de 1643), para prestar mais assistência e supervisionar Squanto.
Nos primeiros anos da colónia, os imigrantes e os nativos cuidavam uns dos outros. Massasoit e a sua confederação recuperaram o seu estatuto anterior, e a colónia prosperou. O segundo governador, William Bradford (1590-1657), continuou a honrar o tratado e expandiu o comércio com os Wampanoag, enquanto outro colono proeminente (e terceiro governador), Edward Winslow (1595-1655), salvou a vida de Massasoit, bem como a de vários membros da sua tribo que tinham adoecido. O chefe da milícia da colónia, o capitão Myles Standish (cerca de 1584-1656), tornou-se amigo íntimo de Hobbamock, tal como Bradford o tinha sido de Squanto.
Em 1630, John Winthrop chegou à Nova Inglaterra com 700 colonos puritanos para expandir o pequeno povoado da Baía de Massachusetts, a norte de Plymouth. Estes recém-chegados estabeleceram-se em terras que tinham sido anteriormente reivindicadas por John Endicott (cerca de 1600–1665) em nome da Inglaterra, em 1628. Embora se tratasse de terras dos nativos americanos, as aldeias tinham sido abandonadas depois de a população ter sido dizimada por doenças, pelo que a Endicott pareciam ser terras livres para serem ocupadas. A Colónia da Baía de Massachusetts atraiu mais colonos da Inglaterra entre 1630 e 1640, no que ficou a ser conhecido como a Grande Migração (também chamada de Migração Puritana), e foram necessárias mais terras para os assentamentos e para a agricultura.
Ao mesmo tempo que se verificava este afluxo de mais imigrantes, as dissensões religiosas na Baía de Massachusetts inspiraram uma maior colonização noutros locais. Winthrop tinha fundado a colónia com base na crença de que os envolvidos tinham um pacto com Deus que tinha de ser honrado se desejassem não só sobreviver, mas também ter sucesso. A dissidência religiosa, que poderia ameaçar o pacto, não era tolerada e, por isso, aqueles que se afastavam da interpretação oficial do cristianismo eram exilados. Roger Williams (1603-1683) foi exilado em 1636 e fundou a Colónia de Providence, na atual Rhode Island. Anne Hutchinson (1591-1643) seguiu-se pouco depois, fundando Portsmouth, enquanto outros estabeleceram posteriormente assentamentos em Connecticut e New Hampshire.
Os nativos americanos não cercavam as suas terras porque não acreditavam que fossem seus proprietários. Entendiam a terra como um empréstimo do Divino e, embora diferentes tribos pudessem lutar por recursos, os conflitos eram principalmente por uma questão de honra, subjugação para pagamento de tributo, retaliação por insulto, mas nunca por conquista. A compreensão dos nativos americanos sobre os direitos à terra também diferia significativamente da visão inglesa e, por isso, quando realizavam uma transação com os ingleses, viam-na como um contrato de arrendamento, não como uma venda. Continuaram a cultivar e a caçar nas terras «vendidas» aos ingleses porque ainda as consideravam suas.
Enquanto os ingleses colonizavam Massachusetts e Connecticut, os holandeses tinham-se estabelecido na Nova Holanda (atual Estado de Nova Iorque) e estavam a interferir no comércio em Connecticut entre os ingleses e tribos como os Pequot, que habitavam a costa do Estreito de Long Island e o interior de Connecticut. Os conflitos entre os comerciantes ingleses e holandeses e os seus respetivos parceiros nativos americanos começaram já em 1633, e a tensão aumentou em 1634 e 1636, quando dois comerciantes ingleses foram mortos por nativos da tribo Niantic Ocidental, que eram aliados dos Pequots.
Os ingleses aproveitaram essas mortes para dar início à Guerra dos Pequot (1636-1638), que resultou no quase extermínio dos Pequot. Os Pequots tentaram recrutar os poderosos Narragansetts como aliados contra os ingleses, defendendo uma guerra de guerrilha — atacando sem aviso prévio e desaparecendo rapidamente — para expulsar os ingleses, mas os Narragansetts seguiram o conselho de Roger Williams — que falava a sua língua e tinha vivido entre eles — e aliaram-se aos ingleses, condenando assim os Pequots.
O Tratado de Hartford, de setembro de 1638, dividiu as terras dos Pequots entre os ingleses e os seus aliados nativos americanos, tendo os ingleses reivindicado as melhores terras ao longo do rio. A partir daí, expandiram-se ainda mais para norte e para oeste, até Connecticut. Ao mesmo tempo, chegavam regularmente mais imigrantes da Inglaterra e mais terras eram retiradas aos nativos americanos da região, especialmente aos da Confederação Wampanoag.
Massasoit parece não ter-se preocupado com estes acontecimentos, uma vez que não nutria grande afeição pelos Pequot e, até então, os ingleses mantinham-se na periferia das terras centrais dos Wampanoag. Ele tinha idealizado uma aliança duradoura entre os ingleses e os Wampanoag e, por isso, com o consentimento dos seus filhos, fez com que estes recebessem nomes ingleses; Wamsutta passou a chamar-se Alexander e Metacom passou a chamar-se Philip. Após a morte de Massasoit, Wamsutta tornou-se chefe e negociou acordos de terras com os ingleses de Rhode Island, o que incomodou os habitantes da Colónia de Plymouth. Foi convocado para prestar contas ao vice-governador de Plymouth, Josiah Winslow, filho do homem que tinha salvado Massasoit, e morreu misteriosamente pouco depois de regressar à sua aldeia. Metacom tornou-se então chefe, alegou que Wamsutta tinha sido envenenado e começou a discutir um ataque às colónias com os seus chefes tributários.
Os colonos tinham convertido vários nativos ao cristianismo, e estes chamados «índios orantes» serviam frequentemente como intérpretes em acordos comerciais. Um deles, John Sossamon, antigo intérprete e escriba de Metacom, contou a Winslow os planos de Metacom, mas foi ignorado até ser encontrado morto. Metacom foi então chamado a explicar ou refutar as alegações de Sossamon e negou-as. Alguns meses mais tarde, três Wampanoags de alto escalão, todos conselheiros de Metacom, foram detidos pelo homicídio de Sossamon e enforcados a 8 de junho de 1675. O acordo entre Plymouth e os Wampanoags estipulava que cada parte seria responsável por punir os seus próprios membros, e os enforcamentos violaram essa cláusula. A 24 de junho de 1675, Metacom sitiou o povoado de Swansea, na Colónia de Plymouth, e destruiu-o, matando muitos dos seus habitantes.
Ao longo do verão de 1675, o povo de Metacom parecia estar em todo o lado, atacando as povoações, matando as pessoas e queimando as colheitas e os edifícios antes de desaparecer novamente na selva. Frequentemente, emboscavam comboios de abastecimento ou caravanas comerciais, usavam os próprios barcos dos colonos para chegar a povoações a montante ou a jusante do rio e recorriam sempre ao elemento surpresa e à destruição pelo fogo. Os colonos não tinham defesa contra estes ataques e também não conseguiam explicar por que razão os nativos os estavam de repente a atacar. O estudioso James D. Drake comenta:
Os receios destes puritanos derivavam, em parte, da sua incapacidade de ver as queixas dos índios como a causa da guerra. Em vez disso, com a sua visão providencial do mundo, ao procurarem explicar a guerra, voltaram-se para o que poderia ter desagrado a Deus, em vez de aos índios.
(pág. 81)
A sua solução consistiu em convocar dias de jejum e arrependimento, ao mesmo tempo que tentavam repelir os ataques de uma força que consideravam ter sido enviada por Deus para os punir pelos seus pecados. A académica Jill Lepore apresenta um cronograma para 1675:
- 24 de junho — A Colónia de Plymouth observa um dia de jejum.
- 29 de junho — A Colónia da Baía de Massachusetts observa um dia de humilhação.
- 8 de julho — A Colónia da Baía de Massachusetts celebra um dia de humilhação.
- 21 de julho — A Igreja de Plymouth observa um dia de humilhação.
- 1 de setembro — Os condados de Connecticut começam a realizar jejuns semanais.
- 17 de setembro — Boston celebra um dia de humilhação.
- 7 de outubro — A Colónia da Baía de Massachusetts celebra um dia de humilhação.
- 14 de outubro — A Colónia de Plymouth celebra um dia de jejum.
- 2 de dezembro — Todas as Colónias Unidas celebram um dia de jejum em preparação para a campanha contra os Narragansetts. (pág. 103).
Muitos colonos sentiam que estavam a ser castigados por Deus devido ao tratamento que dispensavam aos nativos americanos, mas, em vez de tentarem resolver os problemas, continuaram a implorar a Deus por misericórdia e libertação do flagelo que acreditavam que Deus lhes tinha enviado, ao mesmo tempo que tentavam repelir forças cujos ataques interpretavam como sendo a vontade de Deus.
Os Narragansetts mantiveram-se neutros ao longo de 1675, mas concordaram em dar abrigo às mulheres, crianças e feridos dos Wampanoag e de outras tribos envolvidas na guerra. Em dezembro de 1675, os colonos, sob o comando de Josiah Winslow, atacaram uma fortaleza narragansett, reduzindo-a a cinzas e matando mais de 600 narragansetts, bem como as mulheres e crianças de outras tribos que ali tinham sido acolhidas. Este acontecimento, conhecido como a Grande Batalha do Pântano, levou os Narragansett a unirem-se a Metacom na condução da guerra. Isto, por sua vez, resultou em mais dias de jejum e dias de humilhação, à medida que as hostilidades aumentavam e os colonos se questionavam sobre o motivo.
Metacom transferiu a sua base de operações de Rhode Island para Nova Iorque, que só recentemente tinha passado das mãos dos holandeses para as dos ingleses. Esperava conseguir a ajuda dos Mohawks, mas estes já se tinham revelado amigos dos ingleses na Guerra dos Pequot e mantiveram-se-lhes leais nesta altura, atacando os Wampanoags e empurrando-os de volta para a Nova Inglaterra. Metacom prosseguiu a guerra, atacando povoações por toda a Massachusetts nas primeiras semanas de 1676. A 10 de fevereiro de 1676, atacaram Lancaster, raptando Mary Rowlandson (cerca de 1637-1711), que mais tarde escreveria o seu famoso relato de cativeiro sobre a experiência. Em Rhode Island, Providence e Warwick foram totalmente incendiadas.
A guerra prosseguiu como sempre, com os colonos reduzidos principalmente a reagir aos ataques, em vez de conseguirem controlar a situação. O ataque ao povoado de Sudbury, em 21 de abril de 1676, deixou quintas incendiadas e mais de metade da milícia do Capitão Wadsworth morta. Mesmo uma vitória colonial decisiva, como a Segunda Batalha de Nipsachuck, foi uma reação a incursões anteriores dos nativos americanos, e não uma campanha calculada. O capitão Benjamin Church (cerca de 1639-1718) tinha começado a confiar cada vez mais em soldados indígenas na guerra e recorreu especialmente aos «índios orantes» para obter informações, e esta tática acabou por alterar o equilíbrio de poder a favor dos colonos.
No início de agosto de 1676, Church e Josiah Standish (cerca de 1633-1690), ambos da Colónia de Plymouth, foram guiados pelo índio «rezador» John Alderman até ao acampamento de Metacom, no pântano de Assowamset, perto das ruínas da Colónia de Providence. Alderman, que tinha sido um dos conselheiros mais próximos de Metacom antes de desertar, avistou o chefe e matou-o com um tiro nas costas. Church entregou a Alderman a cabeça e as mãos de Metacom como troféu. O corpo de Metacom foi então esquartejado e as partes penduradas em árvores e paliçadas. Alderman guardou a cabeça e as mãos num balde de rum e, mediante pagamento, mostrava-as aos curiosos até que, por fim, vendeu a cabeça à Colónia de Plymouth por 30 xelins. Esta permaneceu num poste na colónia durante mais de 20 anos.
A guerra em Massachusetts chegou praticamente ao fim após o assassinato de Metacom, mas continuou no norte entre colonos e indígenas da tribo Wabanaki e os seus aliados até 1678, quando foi assinado o Tratado de Casco. Nessa altura, o conflito já tinha ceifado milhares de vidas de ambos os lados, deixado mais de metade dos assentamentos ingleses danificados ou destruídos e as aldeias indígenas em ruínas; as reservas de colheitas tinham sido queimadas e os inúmeros feridos impediriam os sobreviventes de trabalhar a terra como antes.
A Guerra dos Pequot, inteiramente orquestrada pelos ingleses com o objetivo de obter terras, resultou na dispersão dos Pequot, tendo muitos deles sido reduzidos à escravidão e entregues aos aliados Mohegan e Narragansett, enquanto outros foram vendidos localmente ou a traficantes de escravos. Após a Guerra do Rei Filipe, também instigada pelos ingleses através da quebra de tratados e promessas, seguiu-se esta mesma política. Em ambos os casos, os colonos reagiam ao medo de uma revolta generalizada dos nativos americanos, tal como a que os assentamentos da Colónia de Jamestown tinham sofrido em março de 1622, quando o chefe powhatan Opchanacanough (cerca de 1554-1646) matou 347 colonos numa única manhã, no que ficou conhecido como o Massacre Indígena de 1622. Esses receios também não eram infundados, uma vez que este foi precisamente o caminho sugerido pelos Pequots aos Narragansetts e, mais tarde, o plano que Metacom concebeu para a sua própria resistência à invasão inglesa.
A Colónia de Plymouth, que nunca teria sobrevivido sem a ajuda dos Wampanoag, vendeu mais de 1 000 Wampanoag e seus aliados como escravos nas Bermudas e nas Índias Ocidentais e expandiu a sua influência para o antigo território dos Wampanoag. A Baía de Massachusetts e as outras colónias também se expandiram à medida que os nativos sobreviventes eram empurrados para reservas ou absorvidos por outras tribos e abandonavam a região. As alianças posteriores entre os nativos e os ingleses e franceses foram influenciadas pelas relações estabelecidas durante a Guerra do Rei Filipe, que também moldaram a política posterior dos EUA em relação aos nativos americanos.
A guerra não foi ganha pelos ingleses devido a armas ou táticas superiores. As milícias coloniais eram mal comandadas, mal organizadas, grupos de homens armados com mosquetes que eram muito menos eficazes do que o arco e as setas dos nativos. A guerra foi vencida devido à falta de unidade entre as tribos nativas americanas, ao fluxo aparentemente inesgotável de imigrantes e, por fim, através de mentiras. Os ingleses fizeram promessas aos nativos que não tinham qualquer intenção de cumprir e, tal como no que diz respeito à compreensão dos direitos sobre a terra, este conceito de fazer acordos sem qualquer intenção de os honrar era estranho à cultura nativa americana e, em última análise, constituiu a arma mais poderosa dos imigrantes.