O Mayflower é o nome do navio de carga que transportou os separatistas puritanos (conhecidos como peregrinos) para a América do Norte em 1620. Era um tipo de veleiro conhecido como carraca, com três mastros com velas quadradas no mastro principal e no mastro de proa, três conveses (superior, de artilharia e de carga) e media cerca de 27 m (100 pés) de comprimento e 7 m (25 pés) de largura. Os passageiros peregrinos, bem como aqueles que não pertenciam ao grupo, estavam alojados no convés dos canhões (também conhecido como «convés intermédio», uma vez que se situava entre os outros dois), que, com os 8 canhões pequenos, 4 canhões médios e outros equipamentos, tinha um espaço habitável total de cerca de 21 m (70 pés). Os cerca de 30 membros da tripulação e o capitão ficavam alojados no convés superior, no castelo de proa e no castelo de popa, que também albergavam currais para animais. As mercadorias para a viagem eram armazenadas no porão de carga, e os passageiros viajavam no convés intermédio. Não havia janelas no convés intermédio e o teto tinha apenas 1,5 m (5 pés) de altura, sem latrinas nem quartos privados; estas foram as condições de vida dos 102 passageiros na sua viagem de 6 de setembro a 11 de novembro de 1620.
O capitão e coproprietário do Mayflower era Christopher Jones (cerca de 1570-1622), que comandava uma tripulação de 30 homens e tinha sido contratado por Thomas Weston (1584 - cerca de 1647) em nome dos separatistas puritanos que viviam em Leiden, nos Países Baixos, para os transportar para o Novo Mundo a fim de fundarem o seu próprio assentamento. A colónia inglesa de Jamestown, na Virgínia, estava a prosperar e o seu destino original situava-se a norte de Jamestown, logo abaixo do vale do rio Hudson, na região do atual Estado de Nova Iorque, que na altura fazia parte da Concessão Inglesa da Virgínia; no entanto, as condições meteorológicas e a falta de provisões obrigaram-nos a desembarcar na atual Massachusetts, em Plymouth.
Os peregrinos liderados por John Carver (cerca de 1584-1621), Edward Winslow (cerca de 1595-1655) e William Bradford (cerca de 1590-1657), bem como os demais que não faziam parte do seu grupo, assinaram o Pacto do Mayflower (Mayflower Compact) à chegada a Plymouth, um conjunto de leis que todos concordaram em respeitar e que serviria de orientação para aqueles que viriam mais tarde, tendo assim fundado a Colónia de Plymouth (1620-1691), que acabaria por ser absorvida pela Colónia da Baía de Massachusetts, formando a base da atual Nova Inglaterra, nos Estados Unidos.
A interpretação puritana do cristianismo viria a influenciar o desenvolvimento dessa religião nas primeiras colónias inglesas da América do Norte e nos posteriores Estados Unidos, e continua a fazê-lo até aos dias de hoje. A Colónia de Plymouth também proporcionou aos Estados Unidos alguns dos seus mitos culturais mais duradouros, referenciados anualmente em novembro através da celebração do Dia de Ação de Graças desde o século XIX.
Os peregrinos que se submeteram à travessia do Atlântico a bordo do Mayflower eram separatistas religiosos cujas crenças se inspiravam na Reforma Protestante (1517-1648) nos seus primeiros anos e, especialmente, na teologia de Jean Cauvin (mais conhecido como João Calvino, 1509-1564), o filósofo, teólogo e reformador francês cuja interpretação do cristianismo influencia as seitas congregacionalista, presbiteriana e reformada do cristianismo protestante na era moderna. 1509-1564), o filósofo, teólogo e reformador francês cuja interpretação do cristianismo influencia as seitas congregacionalista, presbiteriana e reformada do cristianismo protestante na era moderna. A fonte imediata da sua crença foi o «Brownismo», baseado nos ensinamentos de Robert Browne (1550-1633), um padre anglicano que se desiludiu com as práticas da Igreja da Inglaterra e procurou estabelecer uma igreja separada, em vez de tentar reformar o que considerava ensinamentos falsos.
A Igreja Anglicana (também conhecida como Igreja da Inglaterra) foi fundada pelo rei Henrique VIII de Inglaterra (reinou 1509-1547) depois de este se ter separado da Igreja Católica, mas continuou a manter muitos aspetos do catolicismo que os cristãos protestantes fundamentalistas rejeitavam, tais como as vestes litúrgicas do clero, ajoelhar-se ao nome de Jesus, chamar «pai» ao padre, a música de órgão e coral como parte do culto e, especialmente, a liturgia do Livro de Oração Comum. Browne e aqueles que partilhavam as suas ideias acreditavam que se deveria poder rezar a Deus de qualquer forma que o Espírito Santo orientasse e que não deveria haver nenhum «manual» nem horários fixos para a oração. Além disso, rejeitavam o conceito de um órgão de gestão da Igreja, defendendo, em vez disso, que cada igreja deveria ser uma entidade independente — inspirada na comunidade cristã primitiva descrita no livro bíblico dos Atos dos Apóstolos — capaz de decidir sobre a sua própria forma de culto, oração e ritual sem consultar qualquer autoridade, exceto Deus, através das Escrituras reveladas.
Na altura em que Browne defendia esta visão, a Igreja da Inglaterra já não era uma seita protestante, mas sim uma instituição estabelecida com uma hierarquia, catedrais, igrejas e uma liturgia definida, e perseguia os separatistas da mesma forma que a Igreja Católica tinha feito anteriormente com os protestantes. Os separatistas podiam ser — e eram — detidos, encarcerados e executados, o que levou muitos a deixar a Inglaterra e a estabelecerem-se nos Países Baixos, onde se adotavam visões mais tolerantes em relação à religião e se encorajava a tolerância para com crenças diferentes.
Em 1607, o arcebispo anglicano Tobias Matthew (1546–1628) autorizou rusgas às casas dos separatistas na aldeia de Scrooby, na Inglaterra, onde a congregação do pastor John Robinson (1576–1625) se reunia para o culto, e mandou prender vários deles. No ano seguinte, Robinson e William Bradford conduziram o seu povo para a Holanda, estabelecendo-se primeiro em Amesterdão e depois em Leiden. Jaime I de Inglaterra (reinou 1603-1625) não era apenas o monarca reinante, mas também o chefe da Igreja da Inglaterra, que conferiu aos clérigos o direito, ao abrigo da lei, de perseguir separatistas e outros que causassem dissensão. Iniciou negociações com o governo dos Países Baixos para que a congregação de Leiden fosse repatriada para Inglaterra ou para que lhe fosse permitido ir buscá-los, e estes pedidos foram deferidos, uma vez que os separatistas eram conhecidos como elitistas religiosos e causadores de problemas no plano secular.
Em 1618, o mentor espiritual de Robinson e um dos membros mais respeitados da congregação de Leiden, William Brewster (1568-1644), publicou um panfleto altamente crítico em relação ao rei e à sua igreja, o que levou as autoridades inglesas a emitirem ordens para a sua detenção. A congregação escondeu Brewster, mas compreendeu que precisava de tomar medidas drásticas para se distanciar do alcance de Jaime I.
De qualquer forma, a vida de Bradford e dos outros em Leiden estava longe de ser satisfatória. A sua congregação tinha sido rotulada de «sediciosa» e era vista com desconfiança; além disso, como estrangeiros numa terra controlada por guildas que favoreciam os cidadãos, só podiam exercer os empregos menos bem remunerados. Bradford tinha sido um rico proprietário de terras na Inglaterra; em Leiden, só conseguiu encontrar trabalho como tecelão. Compreenderam que a sua melhor hipótese de viverem a sua fé livremente era obter uma carta de fundação para estabelecer uma colónia na América do Norte, mas não havia qualquer possibilidade de as autoridades de Jaime I lhes concederem uma.
Havia, no entanto, uma forma de contornar esta situação, apelando ao sentimento religioso e à ganância de um investidor abastado. A colonização inglesa da América do Norte foi iniciada pela rainha Isabel I de Inglaterra (reinou 1558-1603) através de Sir Walter Raleigh (cerca de 1552-1618), mas foi inspirada pelos escritos e pela ideologia de Richard Hakluyt (1553-1616), membro fundador da Virginia Company of London, responsável pela fundação da Colónia de Jamestown em 1607 Hakluyt enfatizou a obrigação espiritual da Europa cristã de colonizar a América do Norte para a salvação dos nativos que nunca tinham ouvido as Escrituras e necessitavam de salvação. As suas obras encorajaram muitos a investir nos esforços de colonização como uma espécie de oferenda a Deus, e se fosse da vontade de Deus que obtivessem um retorno de 100% sobre o seu investimento, isso seria apenas a forma de Deus lhes agradecer pela sua generosidade e altruísmo.
A justificação evangélica para a colonização deu origem a intermediários (conhecidos como «mercadores aventureiros») dispostos a angariar fundos para uma expedição ao Novo Mundo, depois de o sucesso da colheita de tabaco de Jamestown ter tornado tantos acionistas da Companhia da Virgínia milionários e, claro, depois de tantos nativos americanos terem sido «salvos» através da conversão, a partir de 1611. Entre estes encontrava-se Thomas Weston (1584 – cerca de 1647), que organizou uma sociedade por ações para a Virginia Company com o objetivo de financiar o êxodo da congregação de Leiden dos Países Baixos para as Américas, negociando com dois membros da congregação, Robert Cushman (1577–1625) e John Carver.
Weston financiou a viagem com o entendimento de que os colonos trabalhariam seis dias por semana e que nenhum deles seria proprietário da sua própria terra ou casa, uma vez que todos os lucros deveriam ser devolvidos aos investidores até que a dívida fosse paga. Um amigo (ou membro) da congregação, um tal Capitão Blossom, comprou-lhes o navio de passageiros chamado Speedwell e Weston alugou outro navio de carga maior, o Mayflower; assim, em julho de 1620, dirigiram-se à cidade portuária de Delftshaven para embarcar no Speedwell, tendo já decidido que apenas os mais jovens e fortes fariam a primeira viagem; os restantes seriam chamados mais tarde.
A bordo do Speedwell, partiram para Inglaterra em julho de 1620 e encontraram o Mayflower à sua espera nas docas de Southampton. Weston tinha contratado os serviços do capitão Christopher Jones e da sua tripulação para transportar os passageiros. Jones ganhava a vida, principalmente, pilotando o Mayflower entre a Inglaterra e a França, trocando têxteis por vinho, mas era um capitão experiente em mar aberto. Os peregrinos carregaram os bens que podiam levar (uma única caixa com todos os seus pertences, para a maioria deles) e embarcaram nos navios rumo ao Novo Mundo em julho de 1620.
Verificou-se que o Speedwell tinha uma fuga, o que atrasou significativamente a viagem, uma vez que ambos os navios tiveram de parar para aguardar as reparações. A expedição partiu mais duas vezes, mas o Speedwell apresentava fugas demasiado graves para poder continuar. Por fim, tomou-se a decisão de o deixar para trás, juntamente com muitos dos seus passageiros; no entanto, 20 deles foram acolhidos a bordo do Mayflower, e retomaram a travessia do Atlântico em setembro.
Para além da congregação, vários «estranhos» (pessoas que não professavam a mesma fé) fariam a viagem com o objetivo de ajudar os peregrinos a obter lucro assim que chegassem. Entre estes encontrava-se o Capitão Myles Standish (cerca de 1584-1656), que viria a servir como consultor militar caso os colonos tivessem quaisquer problemas com os espanhóis, os franceses ou os povos indígenas da região. Entre os outros nomes memoráveis dos passageiros encontram-se John Alden (cerca de 1598-1687), um tanoeiro e membro da tripulação que fabricava barris para os colonos, e Pricilla Mullins (cerca de 1602-1685), membro da congregação e, mais tarde, mulher de Alden, imortalizada na ficção histórica The Courtship of Miles Standish (O Namoro de Miles Standish ), de Henry Wadsworth Longfellow (1807–1882), um dos seus descendentes.
Richard Warren (cerca de 1578–1628), outro «Estranho», viajou sozinho no Mayflower, deixando a sua mulher, Elizabeth, e cinco filhas em casa à espera da segunda viagem. No total, teriam sete filhos, todos os quais, contra todas as expectativas, chegaram à idade adulta. Entre os seus descendentes contam-se várias personalidades notáveis, incluindo o escritor Ernest Hemingway, os presidentes Ulysses S. Grant e Franklin D. Roosevelt, a escritora Laura Ingalls Wilder e outras figuras notáveis da história dos Estados Unidos.
Stephen Hopkins (1581-1644) foi um dos sobreviventes do naufrágio do Sea Venture nas Bermudas, que transportava provisões para Jamestown em 1609; viajou posteriormente para Jamestown e ajudou na organização do assentamento, regressou a Inglaterra e, em seguida, voltou ao Novo Mundo a bordo do Mayflower com a sua segunda mulher, três filhos e dois criados. O seu filho, Oceanus Hopkins, nasceu a bordo do Mayflower, mas faleceu sete anos mais tarde.
William e Mary Brewster viajaram com os seus filhos e estariam entre os poucos a sobreviver ao primeiro inverno e, de facto, a viver para além dos 60 anos na colónia. John Carver, tal como Brewster, foi outro membro da congregação que ajudou a negociar o financiamento para a expedição e foi eleito o primeiro governador da colónia; William Bradford viria a tornar-se o segundo governador e cronista da Colónia de Plymouth.
Estes são apenas alguns dos 102 passageiros e dos cerca de 30 tripulantes a bordo do Mayflower, que tinha cerca de doze anos na altura, não tinha sido construído para o transporte de passageiros e era utilizado principalmente para viagens comerciais de curta duração entre a Inglaterra e a França. O navio aguentar-se-ia em mar aberto, mas a viagem não seria fácil nem agradável. O Oceano Atlântico estava especialmente agitado nos meses de outono e, depois de terem embarcado os passageiros do Speedwell, as provisões seriam limitadas. Mesmo assim, não há registo de que algum dos passageiros tenha hesitado, apesar de a viagem implicar viver abaixo do convés, com pouca luz, sem privacidade e sem qualquer garantia de que alguma vez chegariam ao seu destino.
A viagem começou tranquilamente, com bons ventos e mar calmo, mas tornou-se cada vez mais difícil à medida que avançavam. O mar estava agitado, com ondas que, por vezes, se erguiam bem acima do navio e se partiam contra os flancos, mas perderam apenas duas pessoas (ambas vítimas de doença): um membro da tripulação e um criado do médico Samuel Fuller (cerca de 1580-1633). John Howland (cerca de 1592-1673), um dos criados de John Carver, foi arrastado para o mar, mas conseguiu salvar-se agarrando-se a uma corda até ser resgatado pelos membros da tripulação. A estudiosa Rebecca Fraser comenta a viagem:
A viagem durou pouco mais de dois meses. Dos conveses intermédios, onde os passageiros viviam, podiam ver , sentir o cheiro do mar e ouvir o bater e o rebentar das ondas… para empreender uma viagem tão perigosa era necessária a maior confiança mútua.
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Chegaram ao atual porto de Provincetown, na ponta mais a norte de Cape Cod, no frio de 11 de novembro de 1620. Os peregrinos tinham adquirido mapas elaborados pelo capitão John Smith (1580-1631), famoso por Jamestown, que também tinha viajado até esta zona e a tinha cartografado, e esperavam chegar ao destino final no Vale do Hudson ou na Virgínia; no entanto, a falta de provisões e a perspetiva de mais mares agitados e perigos convenceram-nos a estabelecer-se ali, do outro lado da baía, em frente ao local onde avistaram terra pela primeira vez, num lugar batizado de New Plimouth por John Smith, a atual Plymouth, em Massachusetts.
Antes de lançarem âncora ou de se prepararem para desembarcar, redigiram e assinaram o Pacto do Mayflower, um acordo entre os peregrinos puritanos e os Estrangeiros para respeitarem as leis comuns na nova colónia, em prol do bem coletivo de todos. Foi assinado por 41 dos passageiros do sexo masculino a bordo; em seguida, a âncora foi lançada e baixaram os botes para chegar à costa.
Uma vez em terra, os peregrinos puritanos lideraram os demais num culto de gratidão a Deus pela travessia segura e pela perspetiva de uma colónia bem-sucedida naquilo que consideravam uma «Nova Jerusalém», onde poderiam adorar e viver livremente, sem medo de perseguição. O tempo estava muito mais frio do que tinham previsto e passaram a primeira noite com pouco abrigo, molhados pela maré, em condições próximas do ponto de congelamento. Rapidamente perceberam que o Novo Mundo não era nada como tinham esperado. O chamado «Primeiro Encontro» que tiveram com os nativos foi hostil e tinham chegado demasiado tarde para plantar quaisquer culturas, pelo que não tinham outra forma de obter alimento senão apanhar o que encontravam nas aldeias indígenas abandonadas.
Quando o primeiro inverno terminou, os peregrinos tinham perdido mais de 50 % do seu grupo e a tripulação do Capitão Jones tinha-se reduzido na mesma proporção. Foram construídas pequenas cabanas para servir de abrigo, mas muitos dos peregrinos passaram o inverno a bordo do Mayflower, onde as doenças se propagavam facilmente, enquanto aqueles que permaneceram em terra firme sucumbiam frequentemente ao frio. Nenhum dos membros do grupo teria sobrevivido sem a intervenção do nativo americano Tisquantum (mais conhecido como Squanto, cerca de 1585-1622) da tribo Patuxet e de Samoset (também conhecido como Somerset, 1590-1653) da tribo Abenaki, que apresentou os peregrinos a Ousamequin (também conhecido pelo seu título Massasoit Sachem, 1581-1661), chefe da Confederação Wampanoag, que os ajudaria posteriormente.
Squanto era o último sobrevivente da sua tribo, uma vez que a maioria tinha sido morta por doenças trazidas pelos colonos europeus que fundaram a Colónia de Popham na região do atual Maine em 1607, e posteriormente propagadas por outros que chegaram entre essa data e 1614, alguns dos quais, como o notório Capitão Thomas Hunt, agravaram a situação ao raptar o maior número possível de nativos e vendê-los como escravos nas Índias Ocidentais. Squanto tinha sido um desses nativos, mas escapou para Inglaterra e, como conhecia a língua, pôde ensinar aos peregrinos como cultivar os alimentos básicos — milho, feijão e abóbora —, o que permitiu aos sobreviventes do primeiro inverno continuar e estabelecer a colónia. Ele viria a morrer das mesmas doenças trazidas pelos europeus que tinham matado o resto da sua tribo, dois anos após a chegada dos peregrinos.
Os peregrinos sobreviveram, no entanto, e celebrariam a sua chegada ao Novo Mundo e tudo o que os nativos americanos tinham feito por eles com um banquete no primeiro aniversário da sua chegada, no outono de 1621. O capitão Jones já há muito tinha partido para Inglaterra nessa altura, e os peregrinos tinham construído as suas próprias casas e estabelecido culturas para se manterem vivos durante o inverno seguinte. Este primeiro banquete, mencionado por Bradford e Winslow, viria mais tarde a ser institucionalizado como o feriado nacional dos Estados Unidos, o Dia de Ação de Graças, pelo presidente Abraham Lincoln (que exerceu o cargo entre 1861 e 1865).
O capitão Christopher Jones faleceu em 1622, após regressar de uma das suas viagens comerciais à França, e o Mayflower permaneceu então ancorado no porto de Rotherhithe-on-Thames durante dois anos, enquanto se deteriorava progressivamente. Em 1624, foi vendido como sucata por aproximadamente 130 libras, valor que foi dividido entre os outros proprietários e a viúva de Jones. De acordo com relatos tradicionais, partes do navio foram utilizadas para construir o chamado Mayflower Barn em Buckinghamshire, Inglaterra, mas esta afirmação tem sido repetidamente contestada. Seja qual for o destino final dos restos do Mayflower, contudo, o seu nome perdura como o navio icónico que trouxe os peregrinos para o Novo Mundo, para estabelecerem a sua visão de uma terra prometida onde se pudesse viver e praticar a religião livremente.