Maomé II (Mehmed II - 1432-1481), também conhecido como Maomé, o Conquistador, foi o sétimo e um dos maiores sultões do Império Otomano. As suas conquistas consolidaram o domínio otomano na Anatólia e nos Balcãs, tendo-se notabilizado sobretudo pela conquista da cobiçada cidade de Constantinopla, transformando-a no centro administrativo, polo cultural e capital do seu império em expansão. As suas vitórias marcariam o fim do Império Bizantino e inaugurariam uma nova era de dominância otomana no Mediterrâneo Oriental.
Nascido a 30 de março de 1432, Maomé era o terceiro filho do sultão Mourad (reinou 1421-1451 d.C.) e de Hüma Hatun, uma concubina de origem balcânica do harém de Murad. O seu avô paterno era Maomé I (Mehmed I - reinou 1413-1421) e remontava a sua ancestralidade a Osmão I (reinou 1280-1323), o fundador da Dinastia Otomana. O nome de Maomé derivava do nome do Profeta islâmico Maomé (570-632) e, ao contrário dos costumes de atribuição de nomes de outras culturas islâmicas, na tradição turca, o nome Maomé era geralmente reservado para o próprio Profeta.
Maomé passou a infância inicial em Edirne, até ter sido transferido para a cidade de Amásia, junto ao Mar Negro, substituindo o seu irmão Ahmed como governador da província em 1437, após a morte deste, apesar de ter apenas cinco anos de idade. A sua condição de filho do sultão proporcionou a Maomé a oportunidade de estudar com os melhores eruditos da região. Teve muitos tutores ao longo dos anos, que lhe ensinaram teologia, história, línguas estrangeiras, entre muitos outros tópicos. Estes tutores particulares, reservados especificamente para a realeza otomana, eram denominados lalas e desempenhavam um papel essencial na preparação dos membros da família real otomana para as complexidades da administração. As leituras que Maomé fez de vários escritos islâmicos teriam um impacto significativo nas suas ambições como sultão. O seu desejo de conquistar Constantinopla foi inspirado pelos escritos dos autores árabes Al-Kindi e Ibn Khaldun, e ainda mais cultivado por um hadith (ou dito) atribuído ao Profeta Maomé, que profetizava que um exército muçulmano conquistaria a cidade.
O reinado do sultão Mourad II, esteve envolvido em conflitos desde o seu início, tanto internos como externos. Durante o começo do seu reinado, Mourad combateu numa guerra de sucessão contra um dos seus irmãos que, com o apoio do Império Bizantino (Império Romano do Oriente) e de outros Estados cristãos dos Balcãs, liderou uma revolta na parte europeia do território otomano. Após esmagar a insurreição, combateu em guerras contra Estados turcos, como os Caramanidas a leste, e contra várias potências europeias, tais como os venezianos, húngaros e cruzados no oeste. Estes conflitos prolongados, juntamente com a morte do seu filho favorito Alaeddin († 1444), desgastaram Mourad, que decidiu retirar-se para Bursa em 1444, cedendo o trono a Maomé, que tinha 12 anos na altura.
Os rivais dos otomanos e várias fações internas viram o reinado do jovem sultão Maomé como uma oportunidade para promover os seus próprios interesses. Em 1444 d.C., o Papa Eugénio IV (r. 1431-1447 d.C.) começou a reunir forças para uma nova cruzada, após ter anulado um tratado de paz anterior assinado com Mourad. Entretanto, os Despotas da Moreia, governantes de um pequeno território bizantino no sul da Grécia, iniciaram incursões na Tessália otomana. Estes acontecimentos desencadearam uma crise nos círculos mais íntimos dos altos funcionários otomanos. Convencido pelo influente grão-vizir Halil Çandarlı († 1453) e por uma carta do próprio Maomé, Mourad regressou ao trono para enfrentar a ameaça.
Os cruzados, liderados pelo rei polaco Ladislau III (r. 1434-1444 d.C.), e as forças de Mourad enfrentaram-se na Batalha de Varna em 1444 d.C., que terminou com uma vitória decisiva para os otomanos. Durante este período, Maomé retirou-se para os seus estudos sob a orientação dos seus tutores Zaganos Paxá (m. 1462 d.C.) e Shahabuddin Shahin Paxá. Em 1451 d.C., Mourad II morreu, deixando em testamento o trono a Maomé. Pouco tempo depois, Maomé fixou os seus olhos no maior prémio da região: a cidade de Constantinopla.
Constantinopla era apenas uma sombra da sua antiga glória; a população reduzida por pestes, os Cercos constantes e a perda do território envolvente tornavam a cidade mais um alvo simbólico do que propriamente estratégico. Muitos dos predecessores de Maomé II tentaram conquistar a cidade, mas sem sucesso. À exceção de uma breve ocupação após a Quarta Cruzada, a cidade permaneceu quase inexpugnável ao longo dos séculos, devendo-o sobretudo às Muralhas Teodosianas, uma série de fortificações construídas pelo imperador bizantino Teodósio II (reinou 402-450).
Antes do cerco, Maomé II renovou os seus tratados de paz com vários Estados europeus e com os Caramanidas. De seguida, iniciou os preparativos para cercar a cidade no inverno de 1452 d.C., através da construção de uma frota em Gallipoli e da reunião de forças na Trácia. Na primavera de 1452, reforçou o cerco sufocante à capital bizantina ao construir uma nova e grande fortaleza do outro lado do Corno de Ouro, perto de Pera, conhecida hoje como Rumelihisarı. Esta complementava a fortaleza de Anadoluhisarı, construída pelo predecessor de Maomé, o Sultão Bayezid I (reinou 1389-1402), no lado asiático do Bósforo.
No mesmo ano, Maomé reuniu um grupo de engenheiros e inventores de elite, incluindo o conceituado armeiro húngaro Urbano († 1453), e confiou-lhes a tarefa de construir os emblemáticos canhões colossais que distinguiriam o cerco de Maomé dos dos seus predecessores e que seriam, em última análise, um dos fatores decisivos para o seu êxito final na conquista da cidade. Com os preparativos prestes a ser concluídos, Maomé enviou um ultimato aos bizantinos para se renderem pacificamente. O imperador bizantino Constantino XI Paleólogo (reinou 1449-1453) recusou e, a 6 de fevereiro de 1453, teve início o cerco de Constantinopla.
O imperador Constantino lançou apelos por ajuda. No início de 1453 d.C., os genoveses e os venezianos comprometeram-se a reforçar a guarnição naval bizantina com alguns navios de guerra. O Papa Nicolau V (pontificado 1447-1455) também ofereceu a sua ajuda, mas com a condição de que os bizantinos ortodoxos orientais tivessem de reconhecer a autoridade da Igreja Católica Romana e, eventualmente, unirem-se a ela. Este acordo não se concretizou; no entanto, vários voluntários cristãos independentes juntaram-se à defesa.
A guarnição de Constantinopla, composta por cerca de 5 000 a 7 000 soldados, estava bastante sobrecarregada ao longo do extenso perímetro das Muralhas de Teodósio, sob o comando do general genovês Giovanni Giustiniani († 1453). O imperador Constantino comandava um contingente das suas forças junto ao complexo do seu palácio. Um destacamento de forças rebeldes turcas liderado pelo príncipe Orhan, primo de Maomé que disputava o trono otomano, juntou-se também à defesa da cidade. Em preparação para o assalto iminente dos otomanos, os bizantinos estenderam uma longa corrente ao longo do Corno de Ouro, a qual servia para impedir que os navios de guerra inimigos atacassem, a partir do mar, as partes vulneráveis da muralha.
Maomé II chegou com o restante do seu exército a 5 de abril de 1453 d.C. As suas forças contavam com cerca de 80 000 homens, incluindo infantaria especializada, cavalaria, equipamento de cerco e unidades navais. A compor a vanguarda do assalto otomano estava o formidável Corpo de Janízaros. Os Janízaros eram constituídos por crianças cristãs dos Balcãs, retiradas às suas famílias e treinadas para se tornarem soldados de carreira ao abrigo do sistema devşirme. À semelhança da Guarda Varingi, que servia os imperadores bizantinos, os Janízaros eram escolhidos pela sua lealdade inabalável ao sultão acima de tudo. Outras forças incluíam soldados irregulares, tais como as infamias infantarias de Başıbozuk e Azap, e os incursores a cavalo Akıncı, enquanto o resto do exército era composto por infantaria regular, cavalaria Sipahi e forças aliadas sérvias.
Várias semanas após o início do cerco, a 6 de abril, os defensores da cidade, liderados por Giustiniani, conseguiram repelir com sucesso muitos ataques otomanos, apesar das desfavoráveis probabilidades. Os otomanos utilizaram os seus canhões para destruir secções da muralha com grande eficácia; no entanto, o longo período de arrefecimento dos canhões permitia, geralmente, que os bizantinos reparassem rapidamente as partes danificadas. Era necessária uma nova estratégia para os otomanos, e Maomé concebeu uma solução engenhosa para o bloqueio naval bizantino no Corno de Ouro. A 22 de abril, ordenou às suas forças navais que contornassem a corrente bizantina, utilizando bois para arrastar os seus navios de guerra por terra, em Pera, e empurrá-los de volta para o mar, no interior do Corno de Ouro.
Esta manobra tornou-se, sem dúvida, o ponto de viragem do cerco. Os bizantinos tiveram de transferir defensores, de que tanto necessitavam, da muralha terrestre para a parte virada para o mar. As tentativas dos venezianos para impedir a marinha otomana foram repelidas e, com este novo desenvolvimento, Maomé retomou o assalto de infantaria às muralhas de Teodósio. O cerco prolongou-se por várias semanas até que, a 26 de maio de 1453, ele reuniu os seus generais para os preparativos de um assalto final.
Maomé lançou o ataque em três ondas. A primeira foi liderada pela sua infantaria Başıbozuk e Azap, que foi facilmente repelida, mas que cansou os defensores. Durante a segunda onda de assalto, liderada pela infantaria regular, os canhões otomanos conseguiram abrir uma brecha numa secção da muralha exterior. A segunda onda também foi repelida; no entanto, aproveitando rapidamente a abertura na muralha, Maomé enviou os janízaros para liderar a investida final contra a cidade. O moral bizantino ficou abalado quando Giustiniani foi mortalmente ferido durante os confrontos, permitindo que os janízaros estabelecessem uma posição e hasteassem a bandeira na muralha. O imperador Constantino tentou liderar os seus homens num último esforço, mas caiu em combate e os defensores começaram a fugir em desordem. Assim, o dia 29 de maio de 1453 marcou a queda de Constantinopla.
Seguindo as tradições ghazi , as tropas otomanas foram autorizadas a saquear a cidade durante três dias. Após o terceiro dia, Maomé fez a sua entrada triunfal na cidade através da Porta de Carísio; a sua procissão dirigiu-se diretamente à Basílica de Santa Sofia (Hagia Sophia), a qual seria convertida numa mesquita.
Para repovoar a cidade, o sultão emitiu um édito que recolocava pessoas da Anatólia e dos Balcãs na sua nova capital, independentemente da sua etnia ou origem religiosa, e ordenou a muitos dos mesmos soldados que combateram no cerco que restaurassem as infraestruturas danificadas. Supervisionou também a construção de um novo palácio real, que ficaria conhecido como Yeni Saray e, mais tarde, como Palácio de Topkapı. Caroline Finkel descreve o novo quartel-general de Maomé:
O seu palácio proporcionava ao sultão Mehmed isolamento. Aí, ele cultivava uma aura de mistério e poder, que os regulamentos emitidos no final do seu reinado se destinavam a reforçar.
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Maomé iniciou então a tarefa de purgar as fações dissidentes e aqueles que pudessem desafiar a sua autoridade. Entre os primeiros a serem acusados esteve o grão-vizir Halil Çandarlı. O poder do grão-vizir foi igualmente enfraquecido, sendo muitas das suas responsabilidades delegadas noutros ministros de alto cargo. Em seguida, Maomé realocou grande parte das terras e propriedades dos nobres à sua classe de escravos, com o objetivo de contrabalançar a influência dos primeiros e cimentar a lealdade dos seus escravos.
Pouco depois da queda de Constantinopla, a colónia genovesa de Pera (atualmente conhecida como Gálata) rendeu-se pacificamente. Com o seu sonho de conquistar Constantinopla concretizado, Maomé voltou a sua atenção para novos alvos. Na primavera de 1454, iniciou uma campanha na Sérvia com o objetivo de anexar territórios sob a esfera de influência húngara. Maomé obteve progressos limitados: a cidade de Novo Brdo, famosa pelas suas raras jazidas de minério, foi capturada, mas a campanha acabou por ser suspensa assim que as forças húngaras começaram a mobilizar-se junto à fronteira.
Maomé faria mais algumas incursões na Sérvia, durante as quais sofreu a sua primeira grande derrota no Cerco de Belgrado, em julho de 1456. No entanto, a tentativa final de Maomé para subjugar a Sérvia foi bem-sucedida quando, em 1459, os otomanos tomaram o controlo da fortaleza de Smederevo. Os governantes do agora dissolvido Despotado da Sérvia foram exilados, e o território de fronteira junto aos húngaros foi estabilizado.
Nos anos que se seguiram ao seu sucesso na Sérvia, Maomé começou a absorver os Estados remanescentes bizantinos na Grécia e na costa do Mar Negro. Conquistou a Ática no início de 1459 e, em maio de 1460, enviou uma força para intervir numa guerra civil na Moreia. Com estas conquistas, apenas uma pequena faixa de terra na costa do Mar Negro, controlada pelo Império de Trebizonda, permaneceu como o último vestígio do domínio bizantino na região.
Trebizonda e a região envolvente foram conquistadas em 1461, e esta expansão para leste levou os otomanos a colidir com os restantes Beiliques da Anatólia. À semelhança da situação na Moreia que motivou a intervenção de Maomé, também os Caramanidas se encontravam mergulhados numa guerra civil. A conquista do território caramanida por Maomé colocou outro poderoso vizinho oriental, a Confederação de Akkoyunlu, em conflito com os otomanos. Os confrontos continuariam durante décadas até que, em 1501, o filho e sucessor de Maomé, o Sultão Bayezid II (reinou 1481-1512), os derrotou.
Talvez o mais notável dos conflitos de Maomé após a conquista de Constantinopla tenha ocorrido na Valáquia, onde os seus esforços para subjugar o implacável príncipe Vlad III serviriam de possível inspiração para o cenário do romance Drácula (1897), escrito por Bram Stoker. Vlad liderou a resistência valaca contra as forças de Maomé e ficou conhecido pelos seus métodos cruéis de execução, chacinando populações inteiras das povoações que se interpunham no seu caminho, o que lhe valeu o cognome de Vlad, o Empalador. A sua notoriedade espalhar-se-ia por toda a Europa, vindo a ser eventualmente capturado e preso pelos húngaros. Seria libertado algum tempo mais tarde, apenas para tombar em batalha em 1476.
Os anos finais do reinado de Maomé seriam marcados por conflitos contínuos. Revigorados pelos seus sucessos passados, os otomanos travariam uma longa guerra contra os venezianos (1463-1479) pela posse dos seus territórios no sul da Grécia e nas ilhas circundantes. A guerra alastrar-se-ia também à Albânia quando o lendário líder da resistência albanesa, Skanderbeg (reinou 1444-1478), procurando manter a independência albanesa perante o Império Otomano em constante expansão, garantiu uma aliança com os venezianos. No entanto, estas guerras terminariam com uma vitória estratégica para os otomanos. Após a tomada das possessões venezianas no Egeu e a sua derrota na fortaleza-chave de Negroponte, a presença veneziana na região ficou fortemente debilitada. Skanderbeg morreu em 1478, depois de ter resistido aos otomanos durante décadas. A sua morte deixaria um vazio de poder na Albânia e contribuiria para a sucessão de acontecimentos que culminariam na eventual conquista da Albânia pelos otomanos. Na primavera de 1481, Maomé liderou uma nova expedição com o seu exército. Durante a marcha, adoeceu e morreu a 3 de maio de 1481. O filho mais velho de Maomé, Bayezid II, suceder-lhe-ia como sultão.
Maomé II deu passos gigantescos no sentido de centralizar o domínio otomano e expandir o papel do sultão. Consolidou o seu poder ao enfraquecer e reatribuir as funções e responsabilidades de altos funcionários, os quais ficavam também vinculados ao sultão através de casamentos políticos. As riquezas e terras da aristocracia foram redistribuídas pela classe de escravos de Maomé, proporcionando-lhe uma base fiável e leal, com o benefício adicional de servir de contraponto ao poder de eventuais nobres conspiradores. Maomé e o seu conselho imperial reuniam-se em sessões regulares conhecidas como o Divan, cujo nome derivava dos sofás ao nível do chão que decoravam a sala.
Um desenvolvimento marcante durante o reinado de Maomé, que é mais frequentemente atribuído ao futuro Sultão Solimão, o Magnífico (reinou 1520-1566), foi a compilação de códigos de leis, substituindo precedentes vagos. Estes códigos de lei secular, conhecidos como kanun, abordavam matérias como a estrutura de poder do governo e a tributação dos súbditos, e eram cuidadosamente formulados para não colidir com a lei religiosa (şeriat).
A administração de Maomé adotou uma abordagem moderadamente flexível no que respeitava aos assuntos religiosos. As populações não muçulmanas que viviam no Império Otomano podiam praticar a sua fé livremente, mas estavam sujeitas ao pagamento de um imposto especial denominado cizye. Além disso, procurando legitimar o seu domínio sobre a minoria maioritariamente ortodoxa oriental, Maomé nomeou líderes religiosos alinhados com os seus próprios interesses — como o Patriarca de Constantinopla, Gennadios Scholarios (pontificado 1454-1464) — e concedeu-lhes uma autoridade abrangente sobre os seus fiéis.
Ao longo do seu reinado, Maomé II promulgou profundas reformas administrativas, a reorganização das forças militares, projetos de construção ambiciosos e vastas conquistas, deixando aos seus sucessores um império de respeito; contudo, era também conhecido como mecenas de artistas e autores. Lera literatura clássica grega e romana em criança e continuou a colecionar e a ler manuscritos relevantes ao longo de todo o seu reinado como sultão. Apoiou dezenas de poetas, escritores e eruditos, e convidou filósofos, astrónomos e pintores de toda a Europa e do Médio Oriente para a sua corte. John Freely descreve a opulência da sua corte nos seguintes termos:
Tanto o sultão como o maior dos seus grãos-vizires eram homens de cultura e patronos das artes, e a corte do Conquistador em Istambul rivalizava em esplendor com a dos príncipes ocidentais do Renascimento europeu.
(pág. 119)
Durante o seu reinado, empreendeu igualmente audazes projetos arquitetónicos, que incluíram a reparação das infraestruturas danificadas da sua nova capital, a construção do luxuoso Palácio de Topkapı e do Grande Bazar, bem como a supervisão da construção de várias mesquitas erguidas em sua honra, sendo a mais famosa a Fatih Camii (Mesquita do Conquistador). Conta-se que, ao entrar na cidade de Atenas após a sua conquista, ordenou a restauração de todos os edifícios antigos que se encontravam deteriorados pela ação dos elementos.
A conquista de Constantinopla por Maomé II valeu-lhe o título de Fatih (o Conquistador) por parte dos seus súbditos. Ao contrário da crença popular, o nome de Constantinopla não foi alterado para Istambul por Maomé; os otomanos referiam-se à cidade como Konstantiniyye, nome derivado da sua designação em árabe. Istambul era a pronúncia coloquial turca que foi oficialmente adotada pela República da Turquia após a dissolução do Império Otomano.